Guerra Espiritual



Uma triste, porém inevitável Realidade. E é melhor estarmos preparados! As vítimas são muitas. E os resultados são eternos!
Tristeza, depressão, frustrações, ruína financeira, medo, insegurança, desmotivação, tormentos, luto e morte são mais do que frequentes em nossos dias. E diferentemente do que afirmam os incrédulos, estas infelicidades estão aumentando em uma proporção assustadora e nunca antes jamais vista. E na esmagadora maioria das vezes, estas dores e estes tormentos nada mais são do que o resultado da atuação do mais perigoso e letal dos nossos inimigos: Satanás, o homicida, o mentiroso, o assassino.

E que ninguém se engane, se não estivermos muito bem posicionados nesta guerra, seremos atingidos. Uns serão gravemente feridos, outros enlouquecerão e, pior do que isto, muitos terminarão no inferno. Esta guerra é real! Estejamos sempre preparados!
“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” Efésios 6:10-18

Notem bem, meus irmãos em Cristo, que neste website nada é vendido, nada é barganhado, nada é trocado, mas gratuitamente anunciado. E nosso objetivo não é, e nunca foi outro, senão a edificação da Igreja. O que aqui oferecemos, gratuitamente, é o ensino da Palavra de Deus, e isto segundo o dom que nos foi concedido.

Temos também a apresentar, dores, lágrimas e cicatrizes, consequências de nossa luta, coisas que vocês não têm como ver. Mas tornamo-nos, propositada e adequadamente, sobremaneira minúsculos para que seja somente vislumbrado o Grande Guerreiro, o Vitorioso, o Vencedor, cujo nome é JESUS CRISTO, o nosso Salvador, Senhor e Deus. A ele a honra, a glória, o poder e o domínio, pelos séculos dos séculos.


Se você deseja obter material farto sobre a Guerra Espiritual, como se armar, como se defender e como atacar a Satanás e a seus demônios, você veio ao lugar certo. Não nos referimos somente a este presente estudo, mas todo este website é em louvor da Verdade, que é Cristo, consequentemente este site se posiciona contra o diabo e suas mentiras. Por esta razão nosso lema é PROCLAMANDO A VERDADE E COMBATENDO A MENTIRA!


Nossa experiência na guerra contra o inimigo de nossas almas, contra o atormentador de nossos familiares, contra o assassino e enganador dos homens não é apenas teórica, mas antes real e PRÁTICA, pois esta guerra a temos travado nós próprios, guerra dolorosa, mas a vitória é certa, porém, se e tão somente, agirmos em conformidade com as instruções da Bíblia, a Palavra de Deus.


Um bom treinamento requer atenção, paciência, persistência e sacrifícios. Portanto, se quisermos ser vitoriosos nesta guerra, a maior de todas, sejamos diligentes. Ser diligente significa ser zeloso, dedicado e cuidadoso, e não estamos aqui tratando nem de ouro e nem de prata, mas de nossas almas. E o que para nós poderia ser mais precioso do que o bem estar de nossas próprias almas? Hoje e no porvir.

“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” Mateus 16:26

Este estudo será longo, e ainda bem! Pois este assunto precisa ser detalhado, bem explicado e entendido, especialmente hoje quando muitos buscam a Igreja de Deus a fim de obterem ganhos materiais, negligentes e imprudentes para com as suas próprias vidas, supondo, em vão, que poderão ser vitoriosos seguindo os seus próprios conselhos, guiados por seus desejos e motivados apenas por suas cobiças. Estes, não se enganem, serão feridos, e isto se não forem mortos. Completamente destruídos pelo mestre do engodo, pelo pai da mentira, pelo arrogante príncipe deste mundo, o diabo.
“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” Provérbios 16:18
Se quisermos ser, já de início, arruinados em nossas vidas, basta que permitamos que a soberba, o orgulho e que a altivez tomem conta de nossos corações. Pode-se ser até mesmo poético ao exaltar as virtudes da humildade, de boca, e se achar linda a humildade em outros. Porém, ao sermos contrariados, quando os nossos desejos são barrados, ou quando as coisas não acontecem do modo como desejávamos, facilmente nos pode sobrevir a atitude altiva e soberba e já estarmos, consequentemente, derrubados antes mesmo de pensar que já estávamos em uma virtuosa e firme posição nesta terrível guerra. E este é um dos principais tópicos nesta guerra espiritual contra as forças das trevas, pois assim como a soberba já arruinou, eternamente, a Lúcifer, estamos, nós mesmos, seres humanos, sujeitos à queda por causa da soberba. E tenhamos cuidado! A soberba, a arrogância, a altivez e a rebeldia diante de Deus são o caminho mais rápido e certeiro para a desgraça.

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo.” Isaías 14:12-15

Este trecho de Isaías se refere a Lúcifer e à sua arrogante pretensão de se exaltar sobre os anjos, em um obstinado e arrogante delírio, motivado por sua cobiça, desejando ser semelhante ao próprio Deus. O que ele desejou foi ser adorado em sua beleza (era um Querubim da Guarda, cheio de beleza e formosura), desejou ser um deus e reinar sobre sua própria existência e sobre os anjos, em franca rebelião e oposição a Deus, mas em suas ambições tresloucadas, tornou-se adversário de Deus. E sua sentença eterna é o inferno eterno, o lago de fogo, como está escrito:
 
“O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 20:10
 
Notemos o seguinte: com quem estava Lúcifer falando quando dizia: “Eu subirei ao céu”? Estava falando consigo mesmo, maquinando o mal em um destruidor delírio no qual ele acreditava. E acreditou a ponto de transformar uma inacreditável ambição em prática, tornando-se em adversário de Deus, se opondo ao Altíssimo, em uma atitude louca cujas consequências já são bem conhecidas. Satanás, que significa: adversário, passou a ser o seu nome, e foi expulso do céu. Ele e seus anjos, os outros seres angelicais que, juntamente com Lúcifer, compartilharam da mesma ambição destruidora, e também foram julgados. Os anjos que seguiram a Satanás em sua rebelião são os demônios.

“Ora, estas coisas vos tenho dito para que, quando a hora chegar, vos recordeis de que eu vo-las disse. Não vo-las disse desde o princípio, porque eu estava convosco. Mas, agora, vou para junto daquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Pelo contrário, porque vos tenho dito estas coisas, a tristeza encheu o vosso coração. Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.” João 16:4-11

De modo completamente oposto (e este é o nosso exemplo a seguir), o Senhor Jesus Cristo, momentos antes de ser entregue aos seus algozes, em grande angústia e agonia, mostrou-se magnificamente humilde diante de Deus, oferecendo-se, de modo absoluto, à vontade do Pai, o qual lhe havia designado a missão de oferecer a sua vida em nosso favor. E foi entre lágrimas e em suor de sangue literal que ele nos deu o exemplo perfeito da humildade que Deus requer dos homens. Pois mesmo sendo o Filho de Deus, se submeteu, voluntária e graciosamente, sem nenhuma murmuração, à vontade do Pai:

“Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.” Mateus 26:36-42

 
Estas coisas escrevemos a fim de que esteja em grande realce e destaque uma das maiores virtudes requeridas de nós, Cristãos, virtude esta a nós concedida pela operação do Espírito de Deus em nossos corações: a humildade. E a humildade requer correspondência, como está escrito:

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” Miquéias 6:8


E o exemplo perfeito desta humildade é o exemplo de Cristo, em cuja imagem nós, Cristãos, estamos sendo transformados, para a glória de Deus.


Se quisermos ser perfeitos e agradar a Deus, indispensável é que sejamos, absoluta e completamente, humildes diante de Deus pela fé, pois é a Cristo Jesus a quem temos o dever espiritual, e em toda a prática de nossas vidas, isto é, em atos, de imitar, seguir, aprender e para nós mesmos o exemplo de Cristo copiar.


“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.” Mateus 11:29


E ainda:


“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” Mateus 5:3

Como já vimos antes:

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” Provérbios 16:18


Mas também escrito está, para nossa edificação e ensino:


“O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra.” Provérbios 15:33

A Armadura de Deus

Certamente discorreremos sobre Efésios 6, que nos fala da armadura de Deus, as únicas e verdadeiras armas que temos à nossa disposição para a luta contra as trevas. Porém, começaremos pela Epístola de Tiago.

“Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4:6,7


Qualquer um dentre nós, os que buscam a salvação, não poderá ter êxito na guerra contra Satanás e seus anjos, caso não esteja, primeiramente, sujeito a Deus. E sujeitar-se a Deus significa estar sujeito a Cristo, colocar-se debaixo da soberania e da majestade de Deus, pelo Filho. Quando estamos sujeitos a Deus, estamos debaixo de sua vontade, graça, direção e proteção. E o que o diabo poderá fazer diante de alguém sujeito a Deus? Pois o que está verdadeiramente sujeito a Deus, tem Deus sobre si, em todos os aspectos da existência, logo é Deus quem está no comando. E o que poderia Satanás fazer diante do comando de Deus?

E esta sujeição a Deus é a humildade de Cristo, a qual temos o dever de imitar, se verdadeiramente desejamos ser vitoriosos nesta guerra sem tréguas.

A seguir, falaremos, cuidadosa e minuciosamente sobre cada item da Armadura de Deus, a qual está à nossa disposição para a nossa luta e vitória contra a trevas. Mas, lembre-se: sem a sujeição a Deus, sem a humildade que precisamos aprender de Cristo, a qual se expressa, dentre outros modos, na absoluta e completa ausência de atritos ou amarguras para com Deus, na ausência de murmurações de qualquer tipo. Mas se expressa pela confiança e submissão a Cristo, pela fé, e na obediência a Deus. Sem esta sujeição devida a Deus, será difícil, senão mesmo impossível prosseguirmos. Portanto, sugerimos que releia este estudo, que confira o que nele está escrito com as Escrituras e com seu próprio coração, e então prossigamos rumo às habilidades com as quais podemos ser treinados por Deus a fim de bem manejarmos todo o arsenal de Deus à nossa disposição nesta guerra contra Satanás e seus anjos, a Armadura de Deus.

“Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição. Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranqüilo e sem temor do mal.” Provérbios 1:32,33
 
Falaremos agora sobre a Armadura de Deus, sobre cada um de seus itens, cada um deles com importância decisiva, complementando-se uns aos outros, em perfeição, e absolutamente eficazes em nossa guerra contra as trevas. Lembremo-nos que esta é a Armadura de Deus, ou seja, que vem do próprio Deus e que nos é dada para a guerra e para a vitória. E aqui é importante que se entenda que sendo esta uma armadura espiritual, não depende de carne e sangue, mas sim da eficácia sobrenatural divina do poder de Deus.

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus” 2 Coríntios 10:3-4

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” Efésios 6:11-18

Estudemos este preciosíssimo texto bíblico com muita atenção, concentração e fé, pois não há como vencermos o diabo sem esta armadura espiritual, o verdadeiro arsenal espiritual que Deus coloca à nossa disposição para a guerra contra Satanás e seus demônios.

Vejamos que a Bíblia nos diz:
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, aqui deve estar em destaque a palavra toda, pois esta armadura deve nos revestir inteiramente, por completo. Lembremo-nos dos soldados e de seus itens que carregam, todos são necessários e indispensáveis para equipar o guerreiro.
 
Os Objetivos do Revestimento do Cristão com a Armadura de Deus, suas funções e Modo de Operação

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo

Ficar firmes significa resistir, manter posição, não recuar, mas antes avançar. No grego do Novo Testamento, a palavra usada para designar esta resistência também significa manter-se de pé, permanecer firme, fixo, em segurança, e ainda permanecer pronto e preparado. E estamos lutando contra as ciladas do diabo. O termo bíblico original para estas ciladas é methodeia: artifícios, truques, esquemas de enganação, lembrando-nos que Jesus nos afirmou que o diabo é o pai da mentira, e a mentira é a sua maior arma.

Satanás não vai surgir diante de nós se apresentando como quem surge em um escritório e se apresenta, revelando seu nome e mostrando sua posição. Antes, ele sempre se disfarça, se esconde, age ocultamente, e tudo isto para nos enganar, preferencialmente pegando-nos de surpresa. Exatamente como faz um ladrão quando se esconde e espreita sua vítima, valendo-se, inclusive da surpresa, pois só é pego de surpresa quem está desapercebido, distraído, desatento e despreocupado. E foi por isso mesmo, para nos advertir contra Satanás e suas armadilhas, que o apóstolo Pedro escreveu:


“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” 1 Pedro 5:8,9


Novamente, aqui a palavra-chave é a
resistência contra Satanás, resistência pela fé no Senhor Jesus Cristo, pela nossa confiança em Deus, no conhecimento de seu grande e magnífico poder. E mais, na plena confiança da certeza do grande amor que Deus nos tem.

Chama a atenção nestas palavras de Pedro o fato de ele mencionar o estilo metodológico de ataque de Satanás, comparando este método ao modo como os leões espreitam e caçam as suas presas. E duas das principais técnicas de caça que os leões põem em ação são, precisamente o fator surpresa e o rugido atemorizador, o que causa medo, espanto e terror em suas vítimas.


Os ataques de Satanás visam, primeiramente, a nossa mente, os nossos pensamentos, seu objetivo é nos atemorizar através de preocupações, suscitando em nossas mentes a idéia de que sempre o pior irá acontecer, e quando o diabo consegue que fiquemos com medo, então ele já está levando vantagem, pois o medo paralisa as nossas ações, perturba as nossas decisões e nos enfraquece.

O Escudo da Fé

 A definição bíblica para fé é a seguinte:

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” Hebreus 11:1


Veja que este trecho bíblico ao falar sobre o que é a fé, enfatiza duas palavras, relacionando-as diretamente com a fé: certeza e convicção. Se você quiser experimentar a verdadeira fé, basta ter em seu coração a certeza e a convicção de tudo o que Deus diz em sua Palavra. Isto significa dar cem por cento de credibilidade ao que Deus diz, primeiramente de si próprio, e também em todas as revelações que nos concede.

Deus afirma de si próprio que ele é bom:

“Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.” Salmos 100:5


Se Deus se refere a si próprio como sendo bom, e nós damos toda a credibilidade ao que ele está dizendo sobre si mesmo, então já podemos entender o que significa fé. E quanto mais ouvirmos o que Deus diz de si próprio, dando-lhe todo o crédito, confiando em tudo o que ele diz a seu próprio respeito, mais e mais nos aproximaremos dele, mais e mais o conheceremos, e consequentemente nos tornaremos mais tranquilos e seguros, e isto sem falar que estaremos exercendo a verdadeira fé.


Um dos mais sublimes momentos registrados nas Escrituras é quando o Senhor Jesus leva consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João a um alto monte e é transfigurado em grande glória diante dos olhos deles. Naquele momento, veja o que Deus disse:


“Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.” Mateus 17:5


Deus nos diz que ouçamos ao seu Filho Jesus, e quando damos cem por cento de crédito a todas as palavras ditas pelo Senhor Jesus Cristo, então estamos, de fato, exercendo a verdadeira fé.


Satanás odeia profundamente a Deus, e um de seus principais métodos de ataque contra nós é procurar desacreditar a Deus. O diabo mesmo sabe que tudo o que ele fala contra Deus é mentira, mas ele, mentindo, procura nos fazer duvidar de Deus e contestar as suas atitudes. Principalmente quando somos contrariados, quando nossos planos não sucedem do modo como desejávamos, e também quando experimentamos perdas em nossas vidas.


Quem de nós já não assistiu uma pessoa dizendo: “
se Deus fosse realmente bom, ele não teria permitido que isto acontecesse”. E isto se nós mesmos já algum dia não o dissemos. Ora, se Deus, falando de si mesmo, afirma que ele é bom, então, pela fé, temos que nos apossar deste fato verdadeiro, termos plena convicção dele, e deste modo vencemos todas as mentiras que Satanás fala contra Deus. E se vencemos as mentiras do diabo, quando ele mente a respeito de Deus, então já estamos em vantagem na guerra espiritual, pois estamos rechaçando, com o Escudo da Fé, os dardos inflamados das mentiras que Satanás lança contra as nossas mentes. E a finalidade desses dardos inflamados é nos perturbar a mente e o coração (os nossos afetos e emoções), enfraquecer-nos e, principalmente, tentar nos afastar de Deus. E aqui entra a eficácia do Escudo da Fé, com o qual podemos deter e desfazer todos os dardos inflamados do diabo, ou seja, toda sorte de ataques psicológicos que a Serpente lança contra nossas mentes.

A Couraça da Fé e do Amor

Existem muitas referências nas Escrituras sobre a Armadura de Deus, e uma delas está em 1 Tessalonicenses.

“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação” 1 Tessalonicenses 5:8


No grego do Novo Testamento, a palavra couraça é
Thorax, de onde vem a palavra tórax em português. Esta couraça era um artefato de guerra que os soldados romanos usavam para proteger seus tóraxes de flechas, de golpes de espada e de qualquer outro ataque contra a região peitoral. Seria o equivalente hoje aos coletes à prova de balas.

Os ataques de Satanás visam atingir as nossas mentes, mas também os nossos corações. E o que o diabo mais deseja é enfraquecer a nossa fé e abalar nossa confiança em Deus, principalmente buscando lançar amargura em nossos corações em relação a Deus.
Se algo adverso nos sobrevém, como perdas financeiras, perda de um emprego, e até mesmo a perda de familiares e amigos, Satanás procurará sempre fazer com que fiquemos revoltados contra Deus e assim nos afastemos dele. A couraça de fé e amor é a proteção de que necessitamos contra esses ataques todos. Precisamos estar com esta couraça espiritual revestindo nosso peito a fim de que não penetrem em nossos corações os dardos diabólicos de inimizade contra Deus. E um belo exemplo de um coração íntegro, reto e puro diante de Deus é o que está escrito no Salmo 57.

“Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores.” Salmos 57:7


Quem escreveu estas palavras foi o Rei Davi, e pode ter certeza, Davi estava revestido com a
Couraça da Fé e do Amor. E nós também precisamos estar!

A Couraça da Justiça

“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.” Efésios 6:14

Aqui, como em 1 Tessalonicenses 5:8, a palavra no Grego do Novo Testamento também é
Thorax, referindo-se à proteção do nosso coração (afetos, sentimentos e emoções) contra os ataques do inimigo de nossas almas. E, atentemos bem, é em nossos corações que reside a nossa confiança em Deus, a nossa fé. A ênfase também é sobre a justiça que esta couraça traz em si mesma. Dois importantíssimos aspectos e utilidades desta couraça devem ser bem notados.
Primeiramente, temos de ter a plena certeza de fé, bem firmada em nossos corações, de que a justiça que nos traz a salvação não é a nossa própria justiça, resultado de nossos esforços em praticar o bem, mas sim a justiça de Cristo, a única que nos pode salvar, apresentando-nos sem culpa diante de Deus, justiça esta conquistada pelo Senhor Jesus Cristo em sua perfeita obediência a Deus e em seu sacrifício, por nós, na cruz.

Se dependêssemos de nossas próprias justiças a fim de sermos salvos, estaríamos perdidos, pois a nossa justiça própria é vista por Deus da maneira como é descrito a seguir.


“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.” Isaías 64:6


A Bíblia chama a Satanás de o Acusador, como está escrito em Apocalipse 12.


“Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.” Apocalipse 12:10


Se cometemos algum pecado, Satanás, que anda em derredor, pronto para nos atacar, como afirma a Bíblia, rapidamente procurará se aproveitar de nossa falha, acusando-nos e procurando fazer com que nos sintamos perdidos, desencorajados, desestimulados e amedrontados. Ele procurará todas as brechas possíveis de serem encontradas em nossas vidas a fim de, através delas, nos fazer sentir fracassados e derrotados, e principalmente, tentará fazer com que permaneçamos nesse estado, paralisados e infrutíferos.

Porém, o que dizem as Escrituras?

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1 João 2:1,2

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9


Quando falhamos ao longo de nossa jornada, isto é, quando pecamos, a primeira coisa a ser feita é corrermos para os pés de Cristo e confessarmos os nossos pecados, e Deus é misericordioso e fiel. O nosso perdão já nos é dado, pois fomos feitos filhos de Deus em Cristo, a saber, nós os que nele cremos e a quem seguimos. E desnecessário é aqui novamente afirmar que o ideal é que não pequemos, mas a realidade é que somos falhos e imperfeitos, como está escrito.


“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.” 1 João 1:10


E novamente:


“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9


Como já dito, Satanás procurará nos atormentar com acusações, mentirá dizendo que já não há esperança para nós, que Deus nos abandonou, que somos monstros abjetos e que não adianta mais tentar e que o melhor é desistir. E aqui entra em cena o poder da
Couraça da Justiça, que é a justiça de Cristo em nós, justiça contra a qual Satanás nada pode, pois Cristo nunca jamais pecou e se ofereceu em sacrifício pelos nossos pecados, transferindo-nos, graciosamente, a sua própria justiça, a qual nos reveste como uma couraça, tornando-nos inculpáveis diante de Deus, pois que é justamente pela justiça de Cristo em nós que seremos salvos.

Se Satanás lhe acusar, resista-lhe pela fé, brade contra ele em alto e bom tom:

“Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” Romanos 8:33,34

Outro importante aspecto da couraça da justiça diz respeito a andarmos em justiça diante dos homens, ou seja, não fazermos nada que dê ocasião para que as pessoas nos acusem de algo. Assim procedendo, não poderemos ser acusados e, consequentemente, não estaremos em dívida com ninguém.


Quando o Senhor Jesus Cristo esteve aqui, em carne, os seus perseguidores estavam o tempo todo buscando motivo de o acusar, para depois disto não somente afirmar que Jesus transgrediu a Lei de Moisés, mas também as leis de Roma. Porém, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nunca jamais transgrediu lei alguma, nem as leis romanas e muito menos a Lei de Moisés, a qual ele cumpriu completamente. O único que o fez. Vejamos apenas um exemplo de como procuravam acusar Jesus.


“Saindo Jesus dali, passaram os escribas e fariseus a argüi-lo com veemência, procurando confundi-lo a respeito de muitos assuntos, com o intuito de tirar das suas próprias palavras motivos para o acusar.” Lucas 11:53,54


Deste modo, a Couraça da Justiça também significa não darmos brechas para que nem Satanás e nem os homens nos acusem. E não são poucas as vezes quando pessoas enviadas pelo diabo, surgem diante de nós com acusações. E se estas acusações tiverem respaldo real, então teremos problemas. Por isso escreveu Pedro.


“Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei. Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também ao perverso; porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus.” 1 Pedro 2:17-20


“Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.” 1 Pedro 4:14-16

A Espada do Espírito, a Palavra de Deus

Se desejarmos ver o nosso Grande Mestre, o Senhor Jesus Cristo, manejando a Espada do Espírito contra Satanás, basta lermos em nossas Bíblias o Capítulo 4 do Evangelho Segundo Mateus e o Capítulo 4 do Evangelho Segundo Lucas. Nestes trechos das Escrituras podemos ver o Senhor Jesus Cristo manejando a Espada do Espírito e estraçalhando Satanás na peleja.

Satanás arremeteu e atacou o Senhor Jesus com todos os truques e artimanhas, tentando-o e procurando lhe confundir. Porém, firme e majestoso, nosso Mestre aniquilou Satanás citando as Escrituras. Vejamos o momento quando Satanás tenta o Senhor Jesus, oferecendo-lhe a glória do mundo e, descaradamente, tentando a Jesus querendo que ele se prostrasse aos pés do diabo. E vejamos como o Senhor Jesus Cristo o derrota citando as Escrituras.


“E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.” Lucas 4:5-8


ESTÁ ESCRITO! Foi assim que Jesus combateu e derrotou o diabo naquela batalha, citando as Escrituras em voz alta. E é exatamente assim que devemos também proceder, sempre citando as Escrituras, em voz alta, para que Satanás ouça o que estamos lhe dizendo, em guerra, e recue diante do poder da Palavra de Deus, a Espada do Espírito.


Mas por que em voz alta? A Bíblia afirma que somente Deus possui o poder de sondar os nossos pensamentos e de ver os nossos corações.
E nunca se esqueça disto: Satanás não pode ler os nossos pensamentos! Somente Deus o pode!

“Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos.” Salmos 26:2

“Eu sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada um segundo as vossas obras.” Apocalipse 2:23


Portanto,
ATENÇÃO! Satanás não pode nem ler os seus pensamentos e nem ver o seu coração. O que ele fará será observar as nossas atitudes e o nosso comportamento frente aos ataques que ele nos lança, e ele prestará muita atenção no que você estará fazendo e dizendo. Ele observará as palavras que sairão da sua boca. Se a estratégia de ataque contra você estiver sendo bem sucedida, ele dará prosseguimento ao ataque do mesmo modo como em uma briga, o adversário buscará acertar o ponto já ferido, diversas e diversas vezes, ferindo mais ainda.
LOGO, se durante um ataque psicológico, Satanás lhe lança dardos inflamados (suas mentiras e truques psicológicos), mesmo que você esteja resistindo com o Escudo da Fé, ele não poderá ver nem seu coração e nem ler seus pensamentos, e não saberá o quanto você estará resistindo. Mas quando você cita a Palavra de Deus, quando brande a Espada do Espírito contra o diabo, então ele sofrerá o impacto todo-poderoso da Palavra de Deus e não somente verá que você lhe está resistindo, mas também contra-atacando, manejando a Espada do Espírito, citando a Palavra de Deus contra o diabo. Então ele fugirá, como está escrito:

“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4:7


E como é que resistimos ao diabo? Com a
Armadura de Deus! E lembremo-nos de que a Bíblia diz: "Portanto, tomai TODA a armadura de Deus"!
 
Observemos em Lucas 4, que o Senhor Jesus Cristo sempre contra-atacava as investidas do diabo. Após cada investida de Satanás contra o Senhor Jesus, Ele contra-atacava com a Espada do Espírito, a Palavra de Deus. E é exatamente a mesma coisa que devemos fazer. De nada adianta amaldiçoarmos o diabo, proferirmos insultos contra ele, ou simplesmente nos mostrarmos furiosos contra o inimigo. Nada disso o afetará. O que surte efeito nesta nossa guerra contra o diabo, é o uso da Palavra de Deus, dita em alto e em bom tom, pois Satanás pode nos resistir, mas ele NÃO PODE resistir à Palavra de Deus!

O Senhor Jesus Cristo bem poderia ter resistido contra o diabo permanecendo quieto, mas não foi assim que o nosso Mestre se portou. Em todo o tempo Jesus, CONTRA-ATACOU o diabo com a Palavra de Deus!

Procure memorizar a Bíblia o máximo que você puder! E onde você for, leve sua Bíblia com você! A Palavra de Deus é a Espada do Espírito!

Observe, também, algo MUITO IMPORTANTE! Em Lucas 4, quando Satanás disse a Jesus: "Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão", Jesus não citou a Bíblia de modo aleatório. Jesus não disse, naquele momento, "No princípio, criou Deus os céus e a terra." Gênesis 1:1, não! Antes ele citou um trecho específico para aquele momento específico. Ele contra-atacou Satanás, dizendo: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem." Lucas 4:4
E Satanás, imediatamente, teve que mudar a tática do ataque, pois o primeiro ataque não deu certo, e nenhum dos outros, pois Jesus SEMPRE o contra-atacava com a Espada do Espírito! Manejando-a com toda a fé e magnífica destreza, e é assim que nós também temos que fazer!
 
Se você, por exemplo, for chamado a uma sala em seu local de trabalho, e lá, de repente, é informado de que acaba de ser demitido, perdeu seu emprego. Nesse momento, Satanás começará a lançar ataques psicológicos contra você procurando lhe amedrontar e enfraquecer sua fé. E, principalmente, falará, mentindo, coisas contra Deus, e o objetivo é lançar sementes de amargura contra o Senhor em seu coração. Satanás sempre procura confundir nossas mentes, nos aterrorizar e nos fazer blasfemar contra Deus.
Pensamentos do tipo: “você está arruinado e acabado”, “você terminará na miséria”, “sua família morrerá de fome”, “Deus não existe”, “Deus não é justo”, “você não merece isso”, “você nunca mais conseguirá outro emprego”,  e coisas assim.
Pois bem, nesse momento, erga, com firmeza, o Escudo da Fé, confiando no Senhor de todo o seu coração. Segure bem firme a Espada do Espírito, a Palavra de Deus, e contra-ataque, imediatamente, o diabo, citando trechos específicos para aquela situação. Seja de memória, seja abrindo a sua Bíblia, brade em voz audível, citando as Escrituras:

Está escrito:
“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.” Salmos 23:1

Está escrito:
“Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.” Salmos 37:25

Está escrito:
“Não te deixarei, nem te desampararei.” Hebreus 13:5

E continue, firmemente, RESISTINDO, como nos ensinam as Escrituras.
 
Cingindo-vos com a Verdade
 
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.” Efésios 6:14
 
Notemos, mais uma vez, a palavra firmes, que significa a firmeza e a força de nossa resistência contra Satanás. Tendo sempre em mente que estamos resistindo ao diabo não com nossas próprias forças ou habilidades, mas com a ARMADURA DE DEUS!
 
Estar cingido com a Verdade significa estarmos em Cristo todo o tempo, ouvindo-o, seguindo-o e imitando-o em seus passos e atitudes, pois estamos sendo, passo a passo, transformados na imagem do Filho de Deus, Jesus Cristo.
 
“Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu.” Hebreus 2:10-13
 
Em Cristo, somos feitos filhos de Deus e irmãos do Senhor Jesus, como vemos no trecho bíblico acima. Devemos, portanto, andar assim como Ele andou.
 
“E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.” 1 João 2:5-6
 
Estarmos cingidos com a verdade significa também FALARMOS A VERDADE, a todo tempo, em qualquer situação e em qualquer lugar, e ainda, diante de quem quer que seja. Este é outro poderosíssimo recurso da Armadura de Deus.
 
Como já vimos acima, os perseguidores do Senhor Jesus Cristo andavam o tempo todo procurando encontrar algo de que o acusar.
 
“Saindo Jesus dali, passaram os escribas e fariseus a argüi-lo com veemência, procurando confundi-lo a respeito de muitos assuntos, com o intuito de tirar das suas próprias palavras motivos para o acusar.” Lucas 11:53,54
 
O diabo busca, a todo momento, nos fazer mentir para depois usar nossas palavras contra nós mesmos, seja nos acusando, seja armando ciladas para que sejamos pegos em nossas próprias palavras, se mentirmos. Casamentos são destruídos, empregos perdidos, amizades desfeitas, processos judiciais são iniciados, filhos saem de casa, agressões acontecem, pessoas são mortas, dentre muitos outros males, e isto por causa da mentira. Se você estiver cingido com a verdade, Satanás não terá como encontrar em suas palavras algo que possa ser usado contra você, pois você FALOU A VERDADE. E entenda que ele sempre usa pessoas, seres humanos a ele escravizados, para nos colocar em ciladas.
Se você está estacionando seu carro na garagem do prédio onde mora, por exemplo, e você arranha o carro de seu vizinho, mas depois, mentindo, diz que não foi você, saiba que Satanás saberá explorar muito bem este tipo de situação. E isto sem falar que você pode estar entrando em uma cilada já preparada de antemão. Circunstâncias podem já ter sido preparadas pelo diabo para que você desviasse de algum obstáculo que antes não estava ali, e um de seus vizinhos, um servo do diabo, já posto em alguma posição para assistir você arranhando o carro do seu vizinho. E tudo isto poderá parecer a você como um simples incidente. Mas lembre-se que estamos lutando contra as forças espirituais do mal, contra legiões de demônios, contra principados e potestades, as quais possuem muitas pessoas debaixo de seus domínios.
O indivíduo que assistiu, a olho nu, você arranhar o carro do outro, poderá estar presente no momento em que lhe arguirem, perguntando se foi você. E logo após você ter mentido, dizendo que não foi você, o que viu você arranhando o carro poderá, naquele mesmo momento, afirmar diante de todos: "foi ele que arranhou o carro, eu mesmo vi"! E em razão de sua mentira, muitas situações desagradáveis e humilhantes para você podem acontecer, pois você não falou a verdade.
Quando coisas deste tipo acontecerem, devemos nos antecipar e, honestamente, informar ao dono do carro que, acidentalmente, lhe arranhamos o carro e que lhe pagaremos o conserto. Pronto! Você poupará muitas dores de cabeça agindo assim, e Satanás não terá prevalecido contra você, pois você se CINGIU COM A VERDADE e VESTIU A COURAÇA DA JUSTIÇA!
 
O Capacete da Salvação

O que um capacete de guerra protege? A cabeça, é claro. Mas neste caso, o CAPACETE DA SALVAÇÃO protege a nossa mente, os nossos pensamentos. E vejamos que a própria Bíblia define o que é o Capacete da Salvação.


“Mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação” 1 Tessalonicenses 5:8


O Capacete da Salvação é a esperança da salvação. E isto tem muitas e poderosas implicações para a nossa vitória contra as trevas.


O diabo tem grande influência e domínio sobre este mundo, como está escrito:


“Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:19


E ele manipula o mundo a fim de nos tentar, especialmente a nós Cristãos. Se permitirmos que o modo de pensar deste mundo incrédulo, perverso e materialista nos influencie a mente, a tendência é que esfriemos em nossa fé, e com isso corramos grandes riscos na guerra espiritual. E Jesus nos adverte sobre isto.


“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem.” Lucas 21:34-36


Muitas das chamadas “celebridades” dos nossos dias são pessoas ricas, famosas, vivem cheias de dinheiro, moram em suntuosas casas, dirigem carros espetaculares, desfrutam de
glamour e de aparente felicidade. Parecem sempre seguras e confiantes. Porém, muitas dessas pessoas são postas nestas posições de fama pelo próprio diabo, sendo patrocinadas por ele, para que elas sejam os “modelos de sucesso” deste mundo. E muitos, até mesmo Cristãos, admiram essas pobres pessoas.

Porém, vários deles são também postos nestas posições a fim de aparecerem ao mundo, influenciando pessoas com palavras e com atitudes completamente anticristo.


Eis alguns exemplos do que algumas destas “celebridades” têm dito, respondendo a entrevistadores:


Brad Pitt - Ator de Hollywood


Entrevistador: Você crê em Deus?

Brad Pitt: “Não! Não! Não! Para mim não é importante pensar sobre Deus. Eu não preciso pensar sobre Deus.”

Angelina Jolie - Atriz de Hollywood


Entrevistador: Deus existe?

Angelina Jolie: “Para mim, não tenho necessidade de que exista um Deus.”
 
Morgan Freeman - Ator de Hollywood
 
Entrevistador: Você é um homem de Deus?
“Não! Não! Não! Eu não sou um homem de Deus!”

Oprah Winfrey – Apresentadora de Televisão

“Há vários caminhos que nos levam ao que você chama de Deus.”

Jack Nicholson - Ator de Hollywood


“No momento, não acredito em Deus.”


Também os atores
Tom Cruise em John Travolta, ricos e famosos, pertencem ambos a uma seita chamada de Cientologia, uma seita materialista e atéia por definição. Também eles não servem ao Senhor Jesus Cristo.

E os exemplos são muitos e muitos.


O que nos importa é não termos os nossos olhos fixos aqui neste mundo, mas aguardarmos pela nossa redenção, aguardarmos pela nossa salvação, protegendo as nossas mentes com a esperança da salvação, o Capacete da Salvação, buscando sempre as coisas lá do alto, onde Cristo vive, e de onde, em breve, descerá para nos buscar para vivermos com ele para sempre, na verdadeira vida.


O Capacete da Salvação é uma poderosíssima arma ao nosso alcance para podermos vencer as tentações do diabo e para não nos conformarmos com o modo louco de pensar deste mundo.


“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2

“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” Colossenses 3:1
 
Também, por diversas vezes, nos vemos em situações de dificuldades, de apertos e de angústias. Sofremos injustiças muitas por parte deste mundo tenebroso. Somos dominados por políticos corruptos, esmagados por taxas de impostos elevadíssimas, vemos a proliferação da injustiça e o amor se esfriando. Nessas horas, somos passíveis de ser atacados por Satanás com pensamentos do tipo: “Será que vale mesmo a pena você servir a Deus?”; “Por que você não aproveita a vida como as outras pessoas?”; “Deixa essa história de Igreja pra lá”; “Vá se divertir e curtir a vida”. São ataques perigosos, furiosos e muitas vezes estonteantes. Mas, irmãos, já sabemos a arma que temos que usar nesses momentos: o CAPACETE DA SALVAÇÃO!
 
Orando em todo tempo no Espírito
 
“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho” Efésios 6:18,19

Em nossa visão, este é o componente mais importante da Armadura de Deus. A Armadura de Deus está à disposição de todos os Cristãos, mas é Deus quem com ela nos reveste, e é em Deus que a Armadura de Deus funciona contra todos os tipos de ataques das trevas. É também o Senhor quem nos ensina a manejá-la, e todo o poder pertence a Deus.


Notemos, irmãos amados, que uma das mais frequentes atitudes do Senhor Jesus Cristo era, justamente, orar. E ele estava em guerra contra as trevas!


“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava.” Lucas 5:16


“E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.” Marcos 1:35


“E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava,” Lucas 22:41


Toda a Armadura de Deus é eficaz contra as trevas, e precisamos usá-la, toda ela, com cada um de seus componentes, mas a oração é que nos aperfeiçoa nesta guerra contra os principados e potestades de Satanás. É a oração que nos fortalece, que nos conforta, que nos torna confiantes e corajosos para esta terrível guerra. Lembremo-nos de que esta é uma guerra entre Deus e Satanás, logo precisamos estar orando e clamando ao nosso Grande General, que é Cristo, a fim de que ele nos conceda a sua própria experiência nesta guerra, a sua coragem, as suas habilidades no manejo da Armadura de Deus, pois somos soldados do Senhor, absolutamente envolvidos nesta guerra, e em muitas batalhas contra o mal. É em Cristo que somos treinados, fortalecidos, encorajados e aperfeiçoados para o combate. Portanto, precisamos, assim como fazia nosso Mestre, orar a todo tempo no Espírito Santo. Orar no Espírito significa orar na presença de Deus, sintonizado com Deus, humildes diante dele e confiantes na sua graça, nas suas muitas misericórdias e no seu grande e eterno poder invencível. Precisamos de rogar-lhe por direção, por orientação, por fortalecimento e por proteção. E ele nos responde. Somos testemunhas vivas disto.


É imperioso que entendamos que esta guerra contra as trevas é travada em regiões espirituais, como está escrito:


“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” Efésios 6:12


Estas regiões celestes de que fala Paulo não é a região celestial onde está o Trono de Deus, nas Alturas, pois lá não há guerra alguma. Satanás já foi expulso do céu há muito tempo. Estas regiões celestes sobre a qual a Bíblia nos fala, são as regiões espirituais e invisíveis do cosmos imerso em trevas. E João nos fala sobre isto.


“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:19


Aqui a palavra do Grego do Novo Testamento para mundo é
Kosmos, que significa: o Mundo. E em Efésios 6:12, lemos “mundo tenebroso”, dando-nos a entender as Escrituras que isto significa um mundo sob o domínio da escuridão, das trevas. Ainda em Efésios 6, “contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”, as “forças espirituais do mal”, Poneria (depravação, corrupção, maldade), agem em Epouranios, que neste contexto bíblico, significam os céus inferiores, o que está ao redor do Cosmos (mundo), onde agem . É contra anjos caídos que lutamos, contra Satanás e seus demônios, portanto somente as armaduras espirituais da Luz é que podem derrotar esses seres do mal.
 
Não nos esqueçamos, ainda, que embora a guerra seja espiritual, ela pode se tornar perceptível e visível quando pessoas nos armam ciladas, quando somos difamados e caluniados por causa do nome de Cristo. Há momentos, em que surgem pessoas rugindo de raiva e ódio contra nós Cristãos. Pessoas sob a influência de Satanás, enviadas a fim de nos fazer mal, de nos acusar e de, se possível, nos destruir. Também a inveja é uma arma das trevas contra nós. O ódio contra os Cristãos cresce no mundo a cada dia que passa. Não devemos insultar ninguém, amaldiçoar ninguém e muito menos ficarmos atemorizados por palavras que nos são ditas por pessoas que falam como dragão. Também nestas horas, será a Armadura de Deus que nos dará a vitória, se a manejarmos segundo nos ensinam as Escrituras. E é sobre esta Armadura de Deus que tratamos em todo este presente estudo.

A Armadura de Deus é sobrenatural divina, que reveste a nós, Cristãos, que estamos no Reino de Deus. Vejamos o que nos diz o Senhor Jesus Cristo.


“Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” Mateus 12:28


“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós.” Lucas 17:20,21


“Porque o reino de Deus está dentro de vós.”
, aqui “dentro de vós”, no Grego original do Novo Testamento, a palavra é Entos, que significa, ao mesmo tempo: dentro de vós e também no meio de vós.

Isto o que foi explicado acima significa que há uma guerra em curso entre dois reinos espirituais, o Reino de Deus e o Império das Trevas. E nós, no Reino de Deus, lutamos e resistimos contra o Império das Trevas. É uma guerra invisível aos nossos sentidos humanos, mas absolutamente real e perceptível com os sentidos espirituais, pelo discernimento que a nós é dado pelo próprio Deus.


Um soldado deste mundo aprende a manejar rifles, capacetes, facas e pistolas a fim de combater outros seres humanos em uma guerra. O campo de batalha deles é perceptível aos sentidos humanos. Porém nós, Cristãos, não estamos combatendo seres humanos, visíveis, mas demônios invisíveis, os quais nos lançam ataques a partir das regiões espirituais das trevas, e muitas vezes seres humanos são arregimentados (na realidade, escravizados) para servirem de ponta de lança do diabo contra nós. A nossa reação a estas situações pode ser vista, isto é, como devem ser as nossas atitudes, ao observarmos o comportamento e as palavras do Senhor Jesus Cristo enquanto o Filho do Homem diante de seus perseguidores. Devemos agir para com as pessoas, exatamente como ele fazia.
 
“O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.” Lucas 6:40
 
Por isso a leitura e a meditação sobre o Evangelho de Cristo deve ser parte integrante, e um hábito diário e incessante, de nossas vidas.
 
Portanto, é a partir daqui, do Reino de Deus, a região onde Cristo reina, e onde em Cristo também estamos, que devemos atacar, contra-atacar e nos defender, com a Armadura de Deus. Por isso a oração no Espírito, em todo tempo, é necessária a fim de recebermos a direção de Deus, o poder de Deus, o adestramento de Cristo para a guerra espiritual e para também subirmos na hierarquia dos Exércitos de Cristo, pois é ele próprio quem nos posiciona e firma a fim de executarmos nossas missões em prol do Evangelho, e também para resistirmos, de modo poderoso e eficaz, contra todos os ataques do diabo. Também a oração nos torna sábios a fim de lidarmos com os homens.

A oração é a chave da vitória. E a oração é parte integrante e inseparável da Armadura de Deus! Estejamos, portando, completamente revestidos desta poderosíssima Armadura que dos Céus de Deus, do Seu Trono, nos é dada em Cristo para a vitória completa!
 
***
 
Leia e releia este estudo, examine e absorva as passagens bíblicas que aqui citamos, ore a Deus e peça-lhe que lhe torne hábil e ágil no uso de toda a ARMADURA DE DEUS, o único meio de resistirmos ao diabo. Ponha a Armadura de Deus em prática em sua vida, a todo tempo!
 
“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4:7
 
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” SENHOR JESUS CRISTO, Mateus 7:24-27
 

 

    

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIZIMOS E OFERTA .


O Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica versus
CONDENAÇÃO INDUZIDA PELO MEDO, O QUE É OPRESSIVO E NEGATIVO.

 

         Uma nota pessoal:

         Escrevi este artigo porque, durante anos, tenho visto as doutrinas ao redor do assunto do dinheiro, numa indução consideravelmente perversa.  Pouco antes de escrever isto, ouvi um ministro dizer: “O segredo do verdadeiro poder sobre o diabo é o dízimo” e “O segredo de uma contínua relação com Deus é o dízimo.” O que achei por demais preocupante é que numa igreja com umas 200 pessoas, ninguém hesitava nem parecia reconhecer que o legítimo Evangelho de Cristo estava sendo comprometido.
         Peguem suas Bíblias, abandonem suas opiniões e vejamos o que ela REALMENTE diz sobre este assunto.


 

1.- O dízimo antes da lei não era rotineiro, e [era] voluntário.
 

         Os dois exemplos do dízimo antes da lei (em Gênesis) foram eventos únicos, VOLUNTÁRIOS e envolvendo mais do que dinheiro. O exemplo de Abraão foi do dízimo entregue uma vez apenas, dos despojos de uma guerra (Hebreus 7:2; Gênesis 14:20). Visto como Abraão havia feito um voto de não tomar pessoalmente qualquer despojo dessa guerra, (Gênesis 14:22-24), aparentemente ele dizimou o que pertencia aos outros ou o que poderia em breve lhes pertencer. Nada existe na Escritura dizendo que Abraão tenha dado o dízimo de sua própria renda ou riqueza, em tempo algum.
         Abraaão recebeu uma bênção e em seguida deu o dízimo, e aparentemente fez isto por um costume da sociedade, sem qualquer mandamento divino para fazê-lo. (Gênesis 14 e Hebreus 7:1).
         O exemplo único de Jacó [dizimar] foi prometido SE Deus fizesse algo, e a Escritura não esclarece se Jacó de fato o cumpriu (Gênesis 28:22).
         De qualquer maneira, estes dois exemplos esclarecem que o dízimo antes da lei não era obrigatório, mas voluntário. Visto como a Escritura, antes da lei, só registra incidentes onde o dízimo foi dado uma única vez na vida, fica claro que ele não era uma prática rotineira... Também, tendo em vista que Jacó prometeu dizimar o que ele já havia ganho e possuía (quer dizer, possuía totalmente, depois de pagar todos os custos e débitos associados, que não foi tomado emprestado ou falta pagar uma parte dele, nem que serve de penhor, nem que está hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de domínio), entende-se que ele pretendia dizimar sobre os seus lucros. Isso é importante, e discutiremos mais tarde sobre os lucros. Os que procuram tornar o dízimo estritamente baseado em dinheiro, obrigatório e rotineiro, afirmando ter ele existido "antes da lei", não estão ensinando como ele realmente foi dado, “antes da lei”.  Notem ainda as seguintes escrituras  mostrando a natureza voluntária de como se ofertava antes da lei (Êxodo 35:5, 21,22,24, 29).
      “Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre,” (Ex 35:5 ACF)
      “21 E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas. 22 Assim vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração; trouxeram fivelas, e pendentes, e anéis, e braceletes, todos os objetos de ouro; e todo o homem fazia oferta de ouro ao SENHOR;” (Ex 35:21-22 ACF)
      “Todo aquele que fazia oferta alçada de prata ou de metal, a trazia por oferta alçada ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para toda a obra do serviço.” (Ex 35:24 ACF)
      “Todo homem e mulher, cujo coração voluntariamente se moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o SENHOR ordenara se fizesse pela mão de Moisés; assim os filhos de Israel trouxeram por oferta voluntária ao SENHOR.” (Ex 35:29 ACF)
         Alguns mestres que ensinam a obrigação de dizimar usam as escrituras que declaram que se TRAGA, em vez de DAR o dízimo, a fim de provar que este é obrigatório. Como veremos a seguir, o dízimo na lei era obrigatório, enquanto as escrituras que mencionam o dízimo ANTES DA LEI dizem que este era DADO. (Ver também a parte 16 - "Alguns Pensamentos Sobre Melquisedeque" para futura discussão sobre o dízimo antes da lei).

2. - O dízimo não era em dinheiro nem baseado no ganho, mas baseado na TERRA.
 

         Se dois fazendeiros fizessem a colheita de dez cenouras, cada um, ambos seriam obrigados a dizimar uma cenoura. Sob o sistema agrário do dízimo, não importava se um deles vendesse as nove cenouras restantes por cinco e o outro por 10 dólares. O dízimo da colheita não se relacionava ao ganho [mas à TERRA]. O dinheiro era raramente uma coisa dizimada na Bíblia, se é que jamais o foi (Neemias 13:10-13).  Para ser realmente bíblico, o dizimo NÃO era baseado no ganho ou no dinheiro, DE MODO ALGUM! [Deuteronômio 14:22-23; 18:1-5; 26:12; Neemias 10:38-39; 12:44; Levítico 27:30-33; Josué 13:14]. O dízimo antes da lei era voluntário e baseado no lucro; o dízimo na lei era obrigatório e baseado na PRODUÇÃO (agrária). Os meios agrários (da terra) e o dízimo agrário eram baseados no que se conseguia PRODUZIR na terra, em plantações e animais. Deus ordenava que as pessoas trouxessem 1/10 da produção da terra, ANTES de vendê-las. Então o dízimo não era baseado no ganho da colheita. De fato, era contra a lei vender o dízimo. Era obrigação levar o PRODUTO e não aquilo que dele resultasse (Levítico 27:28). Existem muitas referências para dizimar o “excedente” (Por exemplo, Deuteronômio 14:22, usando “tbuw’ah”), o que significa literalmente fruto ou produto e, nos versos sobre dizimar, COMER o dízimo é sempre mencionado. Notem em Neemias 13:10 que os levitas iam para o CAMPO a fim de repor os dízimos em falta. Durante o tempo da lei agrária a troca e substituição de produtos do dízimo era comum, mas também havia SISTEMAS MONETÁRIOS em vigor (Gênesis 23:15-16 e 42:25; Jeremias32:9-11; Deuteronômio 14:25 e Malaquias 3:5). Mesmo assim, permanecia o dízimo agrário (baseado na terra).
         Conforme o Dicionário Douglas/Teney da Bíblia NIV [a tradutora e o site solascriptura-tt repudiam esta Bíblia], Levítico 27:31 deixa claro que uma penalidade de 20% sobre o dízimo era cobrada de alguém que redimisse o seu dízimo, e isto repudia o uso de dinheiro como um pagamento [substituto] [do dízimo] . Novamente, isso mostra que [o dízimo] não era baseado no ganho [bruto] nem no dinheiro.
         Deus deu por herança aos levitas os dízimos de Israel, em vez da terra (Josué 13:14; Deuteronômio 10:6-9; 18:1-5, Números 18:21-24). Os levitas davam os dízimos [dos seus dízimos] e ofertas aos sacerdotes (Neemias 10:38, Números 18), mas, aparentemente, os levitas não precisavam dizimar o ganho [bruto] da venda de propriedades herdadas (Deuteronômio 18:6-8). Os levitas e sacerdotes dependiam dos dízimos para COMER. A casa de Deus era um ARMAZÉM e PONTO DE DISTRIBUIÇÃO para os sacrifícios, levitas, sacerdotes e os necessitados Trazei todos os dízimos à CASA DO TESOURO, para que haja MANTIMENTO na Minha Casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”  (Malaquias 3:10). ([Ver também] Neemias 13:10-13; 1 Samuel 8:15, 17; 2 Crônicas 31:11; Deuteronômio 12:6-7; 17-19; 14:22-23). Na lei, houve [somente] uma exceção para se converter o dízimo em dinheiro. Segundo muitos eruditos, tal exceção foi mais tarde abolida. Deuteronômio 14:24-27 mostra essa antiga exceção, provando que sistemas financeiros estavam em vigor, sem que o dizimo fosse baseado em dinheiro. Nessa antiga exceção, poder-se-ia vender o dízimo [da produção da terra] em circunstâncias específicas, para se gastar o dinheiro no que se desejasse, contanto que isso fosse compartilhado com o levita local. Esses versos também deixam claro que “se a distância fosse longa demais para CARREGAR O SEU DÍZIMO”, provando que o dízimo NÃO era baseado em dinheiro. O Novo Testamento mostra os fariseus dizimando não sobre o lucro ou dinheiro, mas sobre o que eles POSSUÍAM E CULTIVAVAM (Lucas 18:12; Mateus 23:23), mostrando que o dízimo era [baseado nos] LUCRO e PRODUÇÃO AGRÁRIA.

 

3. - O ato de dizimar SEMPRE foi feito para honrar a Deus. NUNCA foi feito para se conseguir alguma coisa de volta nem para ser equivalente a uma loteria cristã.
 

         Nenhuma das palavras inglesas “sacrifice”, “offering” ou “gift” corresponde às palavras bíblicas korban, corban ou quorban.  (Ver a palavra “gift” em Marcos 7:11), sendo estas derivadas de um verbo que de um modo significa “estar perto” e do outro, “trazer para perto”. No primeiro caso, ele se refere às próprias ofertas e no outro, aos ofertantes, como sendo estes trazidos para perto de Deus. Hoje em dia, a mentalidade de “dar para receber” é vergonhosamente pregada, enquanto dar para honrar a Deus, ou ficar mais perto de Deus, é mencionada apenas como formalidade.
         Viver com débitos foi biblicamente reprovado e a usura tornou-se ilegal entre os judeus. O cancelamento de dívidas cada sete anos e o Ano do Jubileu cada cinqüenta  anos, os quais eram LEI, já não se encontram mais em efeito (Deuteronômio 15 e Levítico 25) [hoje em dia]. Toda a Lei ou nada dela! [o autor deve estar querendo dizer que ou toda a lei sobre propriedade e dívidas e dízimos deve ser tomada, ou nada dela deve ser tomada.] No mundo hodierno, usar dinheiro para "pagar os dízimos a fim de sair das dívidas” e, com tal pagamento de dízimos, ficar devendo a alguém por serviços ou produtos já recebidos ou contratados e NÃO pagá-los imediata e apropriadamente, ou ter que tirar empréstimos pagando altos juros, é terrivelmente tolo, enganoso e não escriturístico. Isso equivale a uma loteria ”cristã” e aos cristãos imbuídos do “espírito de jogatina”.
         Vejo que estamos numa cultura de débitos e não estou dizendo que os cristãos devem estar 100% isentos de dívidas, ANTES de ofertar qualquer dinheiro [para a obra de Deus]. Estou falando da OBRIGAÇÃO (lei) de contribuir [para a obra de Deus], quando as pessoas estão fazendo essas contribuições somente por obrigação, por medo ou por motivação inapropriada, em vez de honrar suas responsabilidades legais, resultando isso em dar desproporcionalmente e entrar em mais débitos. Os pregadores de hoje raramente condenam o contribuir [para a obra de Deus] através de entrar em débito, e, vergonhosamente, até encorajam isso, chamando-o de um ato de fé. Infelizmente, a realidade é que muitas vezes o contribuir através de entrar ou se manter em débito é uma forma de jogo cristão, um jogo de dados, um ato de desespero por parte de alguém que já está sobrecarregado de dívidas.
         Referindo-se à oferta da viúva, o mesmo Cristo que observou ser sacrificial a abundância em dar, disse em outra parte para sermos financeiramente responsáveis. Ele denunciou a prática de dar a Deus, enquanto se ignoram as responsabilidades (Marcos 12:41-44; 7:10-13; Mateus 22:21; 17:25-27). Romanos 13:7-8 diz: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”

          
Nos dias de hoje, quando você não está em condições de dar [seu dízimo e ofertas adicionais], logo lhe dirão para usar o seu cartão de crédito ou assumir um compromisso [assinar notas promissórias, etc.] de dar [o que contraria totalmente o mandamento supra citado]. Onde, por acaso, já foi uma dívida encorajada na Bíblia? Ela fala de pessoas dando aquilo que possuíam e NÃO daquilo que seria através de empréstimos e pagamento de juros [nem de deixar de pagar suas obrigações]. Escutei, recentemente, numa TV cristã, que alguém deveria entregar o montante de sua dívida ao Senhor e que esse alguém iria receber uma resultante bênção divina para liquidar essa dívida. Isso não passa de um jogo “cristão” antibíblico.

 

4 - A lei do dízimo era baseada num sistema agrário (terra), dentro de um governo teocrático e uma sociedade agrícola.
 

         A terra era propriedade oficial do Senhor, "concedida para ser usada” pela igreja [a tradutora e o site solascriptura-tt corrigem este termo para Israel], com os levitas recebendo os dízimos de Israel, em lugar [do uso] da terra (Levítico 25:23-24). Tal sistema já não existe, daí por que muitos judeus já não dizimam. Poderia existir o argumento de que uma forma de sistema agrário ainda existe com o governo substituindo a igreja. Hoje, o governo é “proprietário” da terra e a explora através de impostos e taxas. Todos pagam esse “dízimo”, direta ou  indiretamente ao governo, através de IPTUs, aluguéis, impostos comerciais [ICMS, IPI, etc.] e impostos agrícolas.
         O tempo do dízimo obrigatório corresponde ao princípio da organização do governo do estado teocrático judaico, através da Lei de Moisés, da exploração agrícola da terra pelo estado teocrático de Israel, do sacerdócio levítico e do primeiro Templo judaico a Tenda do Encontro [com Deus]. Seja feita uma distinção importante de que numa teocracia a igreja É o governo, com todas as responsabilidades de governo. Hoje a igreja já não explora a terra; não responde pelo sistema judicial, legislativo e governamental; não mantém nem dirige as forças armadas, nem a força policial; não cuida  dos impostos, da distribuição dos recursos públicos, dos serviços de saúde, do bem estar social, das  aposentadorias, nem de outras responsabilidades governamentais. O governo teocrático judaico fazia tudo isso, e muito mais, sob a Lei. Nos USA [e no Brasil, e em todos os países ocidentais], a igreja e o estado são SEPARADOS e muito mais de 10% são pagos em impostos, pela substancial maioria dos americanos [e brasileiros], às funções governamentais e já não mais à igreja. De vinte e cinco até trinta por cento das taxas americanas [e brasileiras] vão para uma variedade de causas, enquanto que muitas, se não a maioria, são manuseadas pela igreja, num governo teocrático. Hoje em dia, as deduções de pagamentos e outras taxas até ajudam na isenção de impostos, diminuindo  os lucros, inclusive as doações feitas às igrejas.
         Samuel advertiu o povo de Deus no sentido de que se este abandonasse a forma de governo teocrático, os dízimos seriam cobrados do povo, levando-o a protestar em razão das exigências governamentais (1 Samuel 8:2-22). A história está repleta de exemplos de excessivas exigências governamentais e a maioria dos americanos [e brasileiros] já é triplamente "dizimada” em seus impostos pelas funções do governo, que teriam sido antes manuseadas pela igreja, numa teocracia.


5 - Sob o sistema agrário de dizimar, o estado teocrático de Israel tinha encargos com relação a manusear e distribuir os dízimos. Tais encargos já não se encontram em efeito.
 

         O estado teocrático, sob a lei agrária de dizimar, tinha responsabilidades específicas sociais e comunitárias por causa da lei, tais como: usar uma porcentagem  para ajudar os pobres (Deuteronômio 14:28-29; 2 Crônicas 31:14-15; Neemias 13:12-13). Em alguns casos, o estado teocrático dava também pensões a certos membros (2 Crônicas 31:16-18). O uso comunitário e a distribuição era para os  levitas, sacerdotes, estrangeiros, peregrinos, órfãos e viúvas (Deuteronômio 26:12 e 14:29). Não existem mais esses encargos para a distribuição comunitária do dízimo, na igreja de hoje. Cada igreja cristã que tenho visto ensinando o que é incorretamente chamado “dízimo bíblico”como lei, não está praticando realmente o dízimo, conforme os pactos exigidos (Deuteronômio 26:12-15), responsabilidades comunitárias e distribuição de recursos pela igreja, conforme evidenciado no Livro de Atos. Na igreja do Novo testamento, as pessoas vendiam o que possuíam e entregavam o resultado à igreja, para que ninguém ficasse em falta (Atos 4:34-35). Convém notar que, sob a lei, as responsabilidades comunitárias eram encargos obrigatórios, enquanto as doações do Novo Testamento eram VOLUNTÁRIAS e o dízimo jamais foi mencionado (Atos 4:34-35 e 5:4). Pedro falou para Ananias: Guardando-a não ficava para TI? E, vendida, não estava em teu poder?Ele jamais falou: “Você era obrigado a trazer o dízimo dessa venda”.  Paulo também encorajou o sistema de distribuição de recursos, na 2 Coríntios 8:13-15 e em Romanos 12:13. O propósito do Velho e do Novo Testamentos  em relação à riqueza não era ficar rico ou impressionar as pessoas, mas realizar a obra de Deus e compartilhar as necessidades (Deuteronômio 15, Levítico 25, Mateus 19:21 e Efésios 4:28).
          Hoje em dia, um sistema de distribuição de recursos, conforme a igreja primitiva do Novo Testamento, seria impossível e teria uma aparência de seita. Contudo, o princípio de usar o supérfluo de alguém para suprir as necessidades de outrem permanece claro através do Novo Testamento. Hoje em dia, muitas pessoas dão o “dízimo” a um povo rico e bem sucedido, com pouca ou nenhuma consideração pelos realmente necessitados. O objetivo de dar tem se tornado o de receber, em vez de distribuir os recursos aos carentes e a outros. Cristo ensinou ao jovem rico que vendesse suas possessões e desse esmolas aos pobres (Lucas 12:33). Deus ficou impressionado porque Salomão não Lhe pediu riqueza como prioridade de sua vida (2 Crônicas 1:7-12).


6 – O Dízimo, segundo se ensina hoje, foi modificado e já NÃO corresponde ao dízimo bíblico.
 

         Deus destinou os dízimos aos levitas em recompensa pelos seus serviços e por não terem recebido a herança pessoal da terra. Os levitas davam aos sacerdotes o dízimo dos dízimos que recebiam. O Cristianismo não tem um sistema agrícola nem levitas, e cada cristão agora é um sacerdote, é o templo e um co-trabalhador com Cristo (2 Pedro 2:5-9; Apocalipse 1:6; 5:10. 20:6).
         De cada judeu era exigido, pela Lei Levítica, que fossem pagos três dízimos [dos lucros] de sua propriedade:
1. - Um dízimo para os levitas;
2. - Um dízimo para uso do Templo e para as grandes festas; e
3. - Um dízimo para os pobres da terra.  [Números 18, Deuteronômio 14]
         Em vista do acima exposto, é claro que qualquer igreja que exigisse o dízimo deveria estar gastando PELO MENOS UM TERÇO de sua entrada com os pobres, visto como essa era a exigência sob a lei do dízimo obrigatório. Será que existe alguma igreja que se aproxime disso? Não conheço uma sequer! Contudo, não é incomum o fato de alguns ministros [eu diria muitos] chamarem seus paroquianos de ladrões, quando estes não entregam o dízimo. Toda a Lei ou nada dela! [o autor deve estar querendo dizer que ou toda a lei sobre propriedade e dívidas e dízimos deve ser tomada, ou nada dela deve ser tomada.]
        Os dois únicos exemplo de dízimos antes da lei, em Gênesis, foram voluntários, não rotineiros e baseados no lucro. A lei bíblica de dizimar era na base agrária (da terra). Nenhum desses dízimos era dado em dinheiro, conforme geralmente se ensina hoje. As pessoas não deveriam estar “criativamente inventando” uma doutrina ensinando que o dízimo bíblico é dar 10% da renda bruta ou líquida, apanhando e escolhendo qual a parte da lei que elas devem seguir, determinando quantias ou misturando a lei com a graça. A Bíblia é clara sobre o que era o dízimo, antes e durante a vigência da Lei e como deve ser manipulado. Um dízimo corresponde a 1/10... Mas 1/10 sobre o que e... como? Se alguém quer ensinar que o dízimo é 1/10 da renda bruta ou líquida, que NÃO  chame isso de dízimo bíblico. E caso seja esse o SEU plano, tenha muito cuidado para NÃO colocar pedras de tropeço no caminho das pessoas, pressupondo que o seu plano é a Lei de Deus, resultando em castigo, caso não seja obedecido.
         O dízimo NÃO PODE ser praticado conforme o foi nos tempos bíblicos, porque a lei do sistema agrário, dos sacrifícios, do cancelamento de dívidas, do Ano do Jubileu e outros fatos inter-relacionados foram todos abolidos. Além disso, as igrejas não têm lei alguma substituindo-os, para exigir as responsabilidades comunitárias da distribuição de recursos, conforme o dizimar na  lei agrária. Nesse caso, seria melhor deixar inteiramente de lado a palavra “dizimar”, nesta Era da Graça, a fim de evitar a mistura da Lei com a Graça, como tem sido tão comum hoje em dia.
         Contudo, isso deve ser difícil em razão da “dizimomania” que tem varrido a terra. Muitos vão acreditar que um “plano de dar” vai assistir, contribuir e ajudar as pessoas a decidir o que é apropriado a dar, o que será brevemente discutido.


7 - Controle, ambição ou completa ignorância constituem a motivação por trás de muitas das mensagens atuais sobre o dízimo obrigatório.
 

         O Novo testamento é claro neste ponto; somos comandados a dar. Para sermos abençoados devemos dar generosa, alegre e voluntariamente, não por necessidade, mas conforme nossas posses, em espírito de fé, amor e retidão. O Novo Testamento NÃO estabelece claramente, de modo algum, quantia ou porcentagem.  Paulo NÃO diz para darmos conforme uma porcentagem, mesmo estando a par do ato de dizimar (1 Coríntios 16:2) [Paulo ordenava que se fizessem as coletas antes dele chegar, o que demonstra a sua  preocupação de jamais induzir - com a sua presença - os crentes a darem essas ofertas]. Várias vezes Paulo compara o dar voluntariamente com dar fruto e com ofertas queimadas (o seu uso da terminologia do VT (fruto e ofertas queimadas), sem mencionar o dízimo, NÃO poderia ter sido um lapso, em razão de sua ascendência judaica (Filipenses 4:17-18; Romanos 15:26-28). A Bíblia ensina a dar, conforme o Senhor nos tem feito prosperar e conforme nossa capacidade e posses (2 Coríntios 8:11; 9:5-13 e Atos 11:29). A palavra “meios” tem o significado grego de possessão e propriedade. Isso quer dizer que você está dando o que é totalmente seu e não o que se baseia de crediários ou juros.
         O Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica [em inglês: F.A.C.T. - Faith-based Abrahamic Covenant Tithing] -  já resumidamente discutido, pode ser ensinado como uma prática voluntária embasada na fé e na graça, evitando, contudo,  toda controvérsia sobre a mutilada doutrina do dizimar hoje ensinada. Por que não se ensina  o dizimar dessa maneira? É por causa do controle [desejo de controlar as pessoas], da ambição e, algumas vezes, da ignorância. A ignorância corre livre, e é mais fácil e rendoso controlar as pessoas através do sentimento de culpa e obrigação. Chamar os não dizimistas de ladrões, ou pregar o dízimo junto com a condenação, com a obrigação e com o medo, com relação a específicas quantias dadas, sem o conhecimento do sacrifício, da fé e dos compromissos (que serão discutidos mais tarde), e a intenção que moveu o doador, é o mesmo que pregar a lei. É também uma pedra de tropeço, não é escriturístico, sendo, portanto, um  pecado. [Pagar] uma CONTA obrigatória [e sendo cobrada com pressão] não pode ser “dar” e “Tudo que não é de fé é PECADO”, portanto, vamos acabar com a F.I.C.T.I.O.N. (Fear Induced Condemnation That Is Oppressive & Negative, traduzido como Condenação Induzida pelo Medo, o Que É Opressivo e Negativo). Cristo ensinou que um homem deveria vender tudo que tinha e dar aos pobres (Marcos 10:21), contudo ficou satisfeito quando o outro [Zaqueu] prometeu que daria a metade dos seus bens aos pobres (Lucas 19:1-10), o que mostra claramente que quantias específicas não são importantes para a Deus.
         A história das duas pequenas moedas da viúva torna meridianamente claro que a relação com o dinheiro, a atitude do doador e o  sacrifício é que são importantes. Cristo disse que a viúva havia ofertado MAIS do que os ricos, apesar dos ricos terem ofertado mais (Marcos 12:41-44). Cristo focalizou claramente o sacrifício feito e NÃO as quantias ofertadas. Os mestres do dízimo obrigatório apelam estupidamente para o fato de que uma pessoa rica poderia dizimar sem fazer sacrifício algum, em razão de sua renda. Para um rico fazer o mesmo sacrifício de uma pessoa pobre, quando esta dá 10%, ele teria de dar 90% ou mais de sua renda. A Bíblia está cheia de admoestações contra a opressão aos pobres. A intricada doutrina do dízimo obrigatório, baseada na entrada da renda, nos dias de hoje, é uma coisa que Deus NÃO iria autorizar, visto como oprime os pobres. Lembrem-se que a lei do dízimo obrigatório não era baseada na entrada da renda, conforme ficou claro na seção 2. Cristo ficou impressionado com  o sacrifício feito na oferta e NÃO com as quantias ofertadas. Se uma pessoa rica dá 10% sem sentir sacrifício, o mesmo Cristo, que não se impressionou com as grandes ofertas em Marcos 12:41-44, também não se impressionará com as mesmas  ofertas, hoje.
         Alguns ensinam, ofensiva e desavergonhadamente, o "dizimar" como lei. Muitos usam sutis distorções mentais que chegam a esse ponto: “Não, o dízimo não é obrigatório, mas se você é um filho de Deus, vai querer dar 10% de sua renda” ou então  usam uma técnica semelhante de obrigação e culpa. A outros dizem que  não entreguem o seu dinheiro a alguém em necessidade, mas a “um ministério, onde a unção financeira está fluindo”. É então “sugerido” que sem isso não haverá bênção. Outros ainda têm a desfaçatez de dizer: “Não fui eu quem disse isso, foi Deus”. Um boato aplicado a uma Escritura mal aplicada ou ainda a mal aplicada “maldição de Malaquias”, serão discutidos na seção 10. Outros dizem: “Todo o seu dinheiro pertence a Deus.” Conquanto todas as coisas pertençam a Deus, convém lembrar que Ele também disse: “O trabalhador é digno do seu salário”. E que a Escritura é válida para todos, não somente para os que fazem a obra de Deus. Cristo ensinou que vendêssemos o que temos para dar aos pobres, mostrando a respeito do dinheiro um foco consideravelmente diferente do que demonstram os modernos líderes da prosperidade: “Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. (Lucas 12:33). Enquanto isso, muitos líderes de igreja, hoje em dia, contentam-se em pregar uma mensagem mista, quanto a se o dízimo é ou não é obrigatório [deixando os membros de suas igrejas cada vez mais confusos quanto ao assunto]. Essa F.I.C.T.I.O.N. precisa acabar!
         Alguns chegam ao extremo de ensinar que o dízimo obrigatório é simplesmente uma “janela aberta às bênçãos” e que “dizimar além do dízimo é que produz uma tempestade de bênçãos” [Quem tem medo de tempestades, como eu, continue sendo um crente não dizimista, como eu!]. Com uma média de 30 a 35% de sua renda entregue ao governo, para que este exerça as funções que a igreja não mais exerce, dando mais 10% de dízimos MAIS ofertas, presume-se que os americanos doem no mínimo 50% de sua renda bruta, conforme a pregação dos mestres do dízimo obrigatório. [No Brasil os impostos do governo já atingem uma faixa de quase 50%. Nesse caso, o brasileiro que entrega o dízimo retém apenas 40% do que ele recebe de renda bruta... Então é o caso de indagar: Deus deseja ver os Seus filhos passando necessidade, enquanto os líderes malaquianos se locupletam de bens?]
            O antigo ditado: “Deus não se deixa vencer em generosidade”! é realmente correto. JAMAIS poderíamos dar mais do que Deus nos dá. Contudo, levar as pessoas a crer que elas podem dar indiscriminadamente o seu dinheiro para terem suas necessidades miraculosamente supridas, é infantil e, de modo algum, tem respaldo nas Escrituras. Deus deixa bem claro que devemos ser responsáveis e auto-sustentáveis, sem dependermos dos outros. Isso não quer dizer que Ele não abençoe o ato de dar com sacrifício. ELE O FAZ. Refiro-me ao dar sem responsabilidade, ao dar indiscriminado, manipulado ou impropriamente motivado e coagido.
         Certo ministro declarou: “Não vamos permitir que façam trabalho na  igreja pessoas que não sejam dizimistas fiéis!”  Este é um édito FEITO PELO HOMEM e DE MODO ALGUM é espiritual. Será que Paulo alguma vez exigiu dinheiro para alguém servir às igrejas? Será que o Novo Testamento tornou o dízimo obrigatório para o exercício de QUALQUER cargo nas igrejas? [Imaginem Paulo recomendando: Timóteo, antes do Apolo servir à igreja tal, veja se ele é um dizimista fiel!]. Primeiro, esses ministros parecem ignorar que para os crentes que escolhem o modo bíblico de dizimar, conforme este documento, TUDO deveria ser dizimado ao Senhor: os dons, os talentos, as posses, o tempo, etc. Contudo, duvido que esses ministros tenham  se preocupado em indagar a qualquer uma dessas pessoas do corpo de Cristo, sobre as suas carências.  Parece que a sua única preocupação é com o que estas estariam dando em dinheiro ao templo... Os hebreus sob a lei agrária eram obrigados a declarar, honestamente, que haviam dado o dízimo “aos levitas, aos estrangeiros, aos peregrinos, aos órfãos e às viúvas” (Deuteronômio 26:134-15). [No contexto atual, o crente que reside num  prédio de classe média baixa (ou pobre), em vez de dar o dízimo, deveria ajudar os vizinhos mais pobres, uma vez que Paulo diz em Gálatas 5:14: “toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. ]

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            Será que os defensores do dízimo obrigatório, levam em conta o dinheiro de origem duvidosa, da negligência nos pagamentos, dos compromissos de dizimar, com o crente contraindo dívidas para  isso? Todas essas considerações são bíblicas e poderão acarretar a REJEIÇÃO divina ao dízimo. Não consigo me lembrar de ter uma única vez escutado qualquer mensagem sobre essas considerações bíblicas. A verdade é que muitos ministros do dízimo obrigatório não se importariam com a origem “corrupta” do mesmo, contanto que  o recebam... Contudo, Deus fica muito mais satisfeito com uma vida HONESTA E RESPONSÁVEL do que com aquele crente que dá, movido pelo temor e deslumbrado com as grandes igrejas!

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         A lei de dar por obrigação era em geral flexível. Existem muitos exemplos bíblicos com relação ao dar obrigatório, dizendo por exemplo: “Quem não tiver um touro, pode dar uma pomba; se não tiver uma pomba, que dê uma taça de farinha, etc.”  Pelo visto, a lei tinha muito maior consideração às realidades da vida do que muitos pregadores atuais da prosperidade (Ver Levítico 12:6).
         Imaginem a situação de duas pessoas vivendo separadamente, cada uma ganhando 400 dólares por semana. Uma delas não tem despesa alguma para viver, enquanto a outra tem dois paralíticos em casa para serem cuidados. Imaginem outra situação em que duas pessoas ganham 500 dólares por semana. Uma delas mora com os pais, sem pagar aluguel, enquanto a outra mora num apartamento alugado, com três filhos para criar, com um dos filhos deficiente, sem plano de saúde...  Pois o dízimo obrigatório ordena que TODAS essas pessoas dêem exatamente o mesmo, a fim de não serem amaldiçoadas! [Será que Deus aprovaria isso?] Isso é um absurdo! As despesas de nossa vida devem ser responsavelmente manuseadas, segundo a Escritura, e o dinheiro que é gasto com enfermidade ou necessidade certamente faz parte da “obra de Cristo”. Quem diz o contrário é um legalista, sem consideração com o próximo, um imaturo e ambicioso.
         Quando satisfazemos as necessidades do outro estamos realizando a obra de Cristo (Mateus 25:31-46). As cegas REGRAS DA LEI com relação às quantias,  NÃO são o DAR que o Novo Testamento ensina realmente. Quando Paulo fala em dar, ele sempre deixa claro que não era um mandamento ou lei [2Coríntios 8:8). Cristo e Paulo fazem claro que  o sacrifício é mais importante do que as quantias (Marcos 12:42-44; 2 Coríntios 8:1-5,12). Cristo nos ensinou a nos libertarmos do dar por obrigação (Mateus 17:24-27).


8 - Deus é Soberano e as recompensas podem não ser vistas, conforme se espera nesta vida.
 

         A história de Jó pode ser resumida em duas declarações:
Primeira,
não questione Deus por causa das coisas ruins que possam acontecer com as pessoas boas.
Segunda,
não julgue as pessoas em tempos difíceis, porque os caminhos de Deus estão acima de nossa capacidade de compreensão.
         Jó deixa claro que muitas vezes as circunstâncias da vida podem não estar completamente relacionadas com ações da pessoa. A vida pode ser cíclica e, algumas vezes, parecer completamente má e injusta. Ensinar que dar é de certa maneira garantir uma situação particular da vida é imaturo e não escriturístico.

        
O Soberano Senhor pode dar e tomar, independente da pessoa dar ou de sua espiritualidade. A história de Lázaro mostra um homem que viveu e morreu na pobreza e, contudo, foi  levado por anjos ao seio de Abraão, enquanto o rico foi para o inferno (Lucas 16:19-22). Circunstâncias financeiras da vida não refletem necessariamente a condição espiritual. A Bíblia está repleta de admoestações sobre as armadilhas do dinheiro.
         Muitos ensinam que dizimar é uma forma de “proteção ao dinheiro”, que garantirá o dizimista contra prejuízos, acidentes e outras calamidades da vida. Certo pregador disse: “Se eu não dizimasse teria medo de atravessar a rua”. Outro disse: “Sei que posso evitar as calamidades, pois dou o dízimo”. Estes pregadores precisam aprender duas lições. Uma delas é lidar com as realidades, conforme é ensinado na história de Jó. A outra é aprender sobre a vida dos apóstolos e incontáveis outros cristãos, que sofreram através dos tempos, por amor a Deus, à verdade e à causa de Cristo. Todos os apóstolos, exceto um deles, foram martirizados. Muitos experimentaram bofetadas, apedrejamentos, naufrágios e outras calamidades e problemas, pois “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR O LIVRA de todas” (Salmos 34:19). (Ler também Atos 14:22). Muitos dos pregadores “bem vestidos” de hoje são ignorantes. Eles vão aonde são bem recebidos, bem pagos e aplaudidos, e consideram qualquer crítica - válida ou inválida - como “perseguição pela causa de Cristo” como se o criticismo os igualasse àqueles que têm REALMENTE sofrido ou estão realmente sofrendo por causa de Cristo. O Cristianismo ao estilo Poliana [heroína de livros infantis que sempre estava feliz e alegre] é imaturo e sempre conduz a problemas. A realidade é que a maioria de todos nós cresce mais com a dor, com as acusações e tribulações do que com a facilidade, o conforto e as águas plácidas.
         Devemos examinar TODA a Escritura e não apenas as promessas de prosperidade que [homens] gotejam em nossos ouvidos. Paulo diz que Deus nos abençoa com abundância em todas as coisas (Filipenses 4:19), CONQUANTO falando também de receber uma oferta para os cristãos necessitados. Ele  jamais sugeriu que esses cristãos tivessem ficado pobres por causa da falta de fé ou da má conduta. De fato, ele até ensina que em outro tempo poderia até ser que esses cristãos doadores pudessem vir a ter necessidade, como os atuais necessitados, mesmo tendo sido abençoados e capazes de levantar oferta, nessa ocasião, e abençoá-los.
         Paulo disse claramente que a vida não significa uma bênção financeira atrás da outra, sem jamais acontecer uma carência (2 Coríntios 9:5-13 e 8:13-15). Será que é possível admitir que Pedro não tivesse fé, nem levava uma vida correta e bem sucedida, quando disse àquele mendigo: “Não tenho prata nem ouro...” (Atos 3:6)? Será que Maria não tinha uma vida correta? Pois ela teve de levar uma oferta de pobre para ser purificada (Lucas 2:22-24; Levítico 12:6-8). Francamente, acho que se a maioria dos cristãos atuais tivesse de viver, durante um ano,  conforme a igreja primitiva viveu ou como viveram os apóstolos, iria se afastar das coisas supérfluas.  O mesmo Cristo que disse: “Dai e vos será dado”, também ensinou a dar a quem não podia retribuir, com uma bênção, na ressurreição, à pessoa que deu (Lucas 14:12-14).


9 - Cristo NÃO ensinou a dar 10% da renda [bruta] de alguém, contudo permanece o princípio de sustentar ministros e igrejas.
 

         Havia um bem estabelecido sistema em vigor, no tempo de Cristo. Contudo, a ÚNICA menção direta sobre o dízimo foi feita a um JUDEU, ainda sob a lei e o dízimo era em HORTALIÇAS (agrário). NÃO em dinheiro ou lucro pela venda das hortaliças (Mateus 23:23; Lucas 11:42). Certamente havia um comércio de ervas e condimentos (João 12:5 e Marcos 14:3-5), contudo os dízimos mencionados por Jesus eram claramente dados em hortaliças e não em dinheiro destas procedentes.
         Nesse caso, devemos dizer aos cristãos de hoje que eles devem dizimar com hortaliças? Ou será que devemos dar um pulo totalmente antibíblico das hortaliças para os 10% da renda em dinheiro? Cristo também ordenou que alguns realizassem a purificação cerimonial, lavagem dos pés e celebração dos dias santos e das festas judaicas. Então, porque não se exigem mais essas coisas dos cristãos, hoje em dia? [Será porque não dão o mesmo lucro?]. TODA a Lei ou nada dela! [o autor deve estar querendo dizer que ou toda a lei sobre propriedade e dívidas e dízimos deve ser tomada, ou nada dela deve ser tomada.] NEM MESMO nos ensinos aos judeus Cristo ensinou a dar o dízimo como prioridade para Deus (Lucas 18:9-14), dizendo que havia coisas mais importantes com que se preocuparem (Mateus 23:23). Além disso, considerem-se as várias traduções com referência à menção de Jesus do dízimo e observem as significativas mudanças...
         [Nota da tradutora: Aqui deixo de traduzir as comparações nas várias traduções da Bíblia].
         Conquanto os mandamentos para dizimar não existam no Novo Testamento, o princípio de que a igreja e os ministros podem ser sustentados é uma indisputável doutrina do Novo Testamento (1 Coríntios 9:6-9, 13,14 e Lucas 10:7). Convém notar que, às vezes, Paulo não se recusou a receber doações, quando achou que o Senhor seria assim mais bem servido. (1 Coríntios 9:13-19).


10 - Malaquias 3 está sendo usado como “bruxaria cristã”.
 

         Malaquias 3:8-12 tem sido rotineiramente retirado do contexto e usado como maldição, uma espécie de ”bruxaria cristã” pelos pastores ambiciosos e manipuladores, alguns deles cegos pela ignorância bíblica. Malaquias foi escrito para um Israel que existia sob a lei. O dízimo era agrário e NÃO baseado na renda. Israel havia se tornado relapso, os sacerdotes NÃO faziam o seu trabalho, os sacrifícios eram corrompidos e rejeitados por Deus, com o povo negligenciando totalmente as leis matrimoniais e a manutenção e restauração da Casa de Deus.  Já não se faziam sacrifícios aceitáveis.
         Usar Malaquias como “maldição” contra pessoas salvas, que confiam no  perfeito sacrifício de Cristo, pessoas que respeitam o matrimônio e não estão negligenciando o templo do Novo Testamento (ou seja, o seu corpo e condição espiritual), nem faltam às reuniões do “Corpo de Cristo”, é aplicar erroneamente a Palavra d Deus, visando lucro financeiro. Vejam o que declara o autor de um bestseller sobre o dízimo obrigatório:
     ”Todo cristão que não está honrando  Deus com o dízimo é culpado de estar roubando-O; está vivendo sob uma maldição e ficará na escravidão financeira, até que obedeça a Palavra de Deus e comece a dizimar. O dízimo quebra a maldição.”   (“God’s Financial Plan”, por Norman Robertson, p. 61, #12). [Este malaquiano é quem  deveria ser amaldiçoado  por torcer de tal maneira a Palavra Santa].
      Isso é o que deve ser dito a uma pessoa salva? O sacrifício de Cristo não é suficiente? Será que Cristo removeu todas as maldições, menos a maldição financeira?  Isso é plano F.I.C.T.I.O.N. (Fear Induced Condemnation That Is Opressive & Negative, traduzido como Condenação Induzida pelo Medo Que É Opressivo e Negativo). Esta declaração mistura a lei com a graça, deixando de manejar corretamente a Palavra da Verdade, constituindo-se em pedra de tropeço, não sendo um artigo de fé e, portanto, sendo pecado.
         Recentemente escutei um ministro lançar a despropositada maldição de Malaquias à igreja, declarando que estava cansado de ver a  sua igreja sem receber as bênçãos totais de Deus, por causa dos ladrões que entraram na igreja e não dizimavam, dando somente uma renda de fonte corrupta. Será  que esse ministro  iria recusar todo o dinheiro desses “ladrões não dizimistas”?  Por que  iria ele participar de sua “ladroagem e pecado”, aceitando o dinheiro de uma “fonte corrupta?” (Malaquias 1:10; Amós 5:22) ...
         Para estar certo de que não haveria engano na lei do dízimo agrário sob a lei, cada hebreu tinha de fazer uma declaração de honestidade perante o Senhor (Deuteronômio 26:13-15). Essa declaração obrigatória também especificava que o dízimo tinha sido dado honestamente “... ao  levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva”.

11 - Viva erradamente ou dê erradamente, e de nada lhe aproveitará dar.
 

         Devemos manejar corretamente a Palavra da Verdade. A 1 Coríntios 13 esclarece: “E ainda que distribuísse TODA a minha fortuna para sustento dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, NADA disso me aproveitaria”.  Esse é o amor ÁGAPE. Sugiro que quem com o propósito de receber está impropriamente motivado, pois NÃO é dado com amor ÁGAPE. Devemos dar por amor,  porque isso é correto. Tudo que recebemos de Deus é pela GRAÇA através da fé em Jesus Cristo e Ele jamais nos ensinou a nos basearmos em obras (Lucas 18:9-14). A Escritura ensina que Deus não aceita ofertas de pessoas que vivem desonestamente e que não dêem com espírito reto. (Malaquias 1:10; Amós 5:22, 1 Coríntios 13:3).

        
O Novo Testamento sempre APERFEIÇOA a lei. No Novo Testamento a INTENÇÃO é mais importante do que a REGRA. Segundo nos esclarece a 1 Coríntios 13, TUDO que é dado com falsas intenções de lucro resulta em NENHUM lucro individual. As promessas de Deus são de fé e esperança, mas dar sem amor ÁGAPE não dá resultado algum. Alguém pode crer e esperar por boas coisas do Pai, sem dar com o objetivo principal de receber. De outro modo, esse ato se torna centrado em obras. E tudo que afeta e perfeita obra de Cristo não provém de Deus. (ver Lucas 18:9-14).


12. - O Dizimo antes e durante a lei JAMAIS foi o mesmo que a oferta das primícias
 

         Muitos mestres do dízimo obrigatório confundem o dízimo com a oferta das primícias. Por não saberem manejar corretamente a Palavra da Verdade, muitas escrituras com relação a dar as primícias são mal aplicadas, a fim de darem suporte à doutrina do dízimo obrigatório. A oferta das primícias acontecia quando os israelitas traziam como oferta a primeira porção dos frutos colhidos. Isto era visto como um penhor-promessa referente às colheitas futuras, as quais, então, seriam dizimadas. [Era uma forma de promessa de que os dízimos das colheitas seriam entregues]. A oferta das primícias NUNCA foi dizimo, antes nem durante a vigência da Lei Mosaica.


13 - A obra de Cristo não deve ser vista como  promessa de que seremos bem sucedidos e nos tornaremos ricos.
 

         Agora vou inserir alguns comentários de uma entrevista feita com o ex-pregador pentecostal, Jim Baker, depois que ele se arrependeu e Deus ressuscitou o seu ministério [a tradutora e o site solascriptura-tt repudiam as doutrinas e obras de Baker, seu ministério era mau antes da sua queda em pecado e seu afastamento do ministério, e continua mal depois que voltou a ele]:


         “Sobre a pregação da prosperidade: Comecei a ler e escrever cada palavra conforme registrada no Evangelho. Chorei por ter estado tão errado, pregando outro evangelho e outro Jesus. Jesus chamou a riqueza de enganosa. Ele também disse: ‘Ai dos ricos’ e que
‘Não se pode servir a Deus e às riquezas’ (Mateus 6:24; Lucas 16:13). Ele jamais colocou os ricos e as riquezas num foco positivo. Como eu pude desperdiçar tanto tempo enfatizando bênçãos financeiras?

         Eu costumava citar a 3 João 2 dizendo: ‘Acima de tudo, Deus deseja que vocês prosperem’. Eu amava essa passagem da Escritura. Ela parece ótima, num cenário da TV, quando se levantam fundos, e eu as interpretava como se Deus desejasse que fôssemos todos ricos. Mas quando cheguei às palavras de João, pensei: ‘Ora, isso não faz sentido.’ Então procurei a palavra ‘próspero’ no Grego e descobri que ela é composta de dois vocábulos: o primeiro significando ‘bom’ ou ‘bem’ e o segundo significando  ‘jornada’. É uma palavra progressiva, então parece uma jornada.

         Então, temos aqui basicamente o que João quis dizer: ‘Amado. Desejo-lhe uma boa jornada pela vida, do mesmo modo como sua alma tem feito uma boa jornada para o céu’.  Era uma saudação! Construir uma teologia sobre esse verso é o mesmo que edificar a igreja sobe a frase ‘Tenha um dia feliz!’

         Comecei a examinar as passagens da Escritura, usadas no ensino  da prosperidade, tais como
“Dai, e ser-vos-á dado’ (Lucas 6:38). Mas quando fui ao contexto da Escritura, descobri que Cristo estava nos ensinando que na mesma medida em que perdoamos somos também perdoados. Ele estava ensinando o perdão, não dinheiro. Ele estava nos ensinando que na medida em que perdoamos somos também perdoados.

         Eu costumava copiar meus sermões de outros pregadores. A Bíblia admoesta os pastores que obtêm suas mensagens de outros. Acho que a razão de termos hoje outro evangelho e outro Jesus sendo pregados é porque os pregadores tiram seus sermões dos outros e do ensino motivacional. Uma porção do que está sendo ensinado hoje é simplesmente ensino motivacional, com um pouco de Escritura nele inserido”.

          Para alguns pregadores o Cristianismo dos tempos atuais parece nada mais do que um bolo de sucesso com uma camada de cobertura cristã. Para eles “a riqueza é igual à piedade’. E ‘a falta de riqueza é igual à 'maldição' ”. Mas vamos ler Tiago 1:9-11: “Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico em seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva. porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos”.  Muitos arrogantes mestres da prosperidade olham com desdém para os pobres, esquecendo que uma boa fatia do seu dinheiro provém dos baixos salários do trabalhador. Tal arrogância leva muitos deles a acreditarem que “Deus sempre se encontra onde o dinheiro está fluindo”. Muitos dos que são escravos da doutrina da prosperidade pensam assim: “Ora, se eu estou faturando tanto dinheiro, isso só  pode ser de Deus!”
         Deus já não habita em templos. As PESSOAS é que são a Casa de Tesouro de Deus e o Corpo de Cristo. Mesmo com tanta “revelação” grassando, hoje em dia, na igreja, elas não conseguem entender isso e muitos continuam a buscar no Velho Testamento a [extinta] glória do Templo. A Casa do Tesouro de Deus agora é agora constituída pelo SEU POVO.

       Certa igreja gastou milhares de dólares na aquisição de aparelhos eletrônicos de som e em computadores. Mas não pôde ajudar um cristão carente, o qual , por motivo de doença, não dispunha de uma pequena quantia para não perder o seu veículo utilitário [utilizado e vital para seu trabalho]. A obra de Cristo e do Corpo de Cristo é mais do que os cofres da igreja e seus edifícios. Ela deve ser compartilhada com as necessidades das PESSOAS, em muitos níveis diferentes, ONDE QUER que estas se encontrem.
         Quem gasta dinheiro num ministério de presos, está gastando-o para Cristo. Quem alimenta o próximo faminto, está alimentando a obra de Cristo. Conquanto a igreja local não deva ser negligenciada, não existe qualquer Escritura dizendo que todo o dinheiro destinado a Deus tenha de entrar na igreja, para os cofres dos ministros. Muitos pregadores e igrejas até fazem parecer que o único doar que é "para o Senhor" é o doar para eles. Certa vez escutei um deles dizer: “Se alguém à sua esquerda ou à sua direita precisar de pneus ou se você precisa de muletas para o seu filho, você precisa dar o dízimo [para o pastor de sua igreja], antes de pensar nessas coisas”.  [Esse pastor nunca leu a 1 Timóteo 5:8, que diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. ... Como se ajudar o irmão ou satisfazer as necessidades da família não fosse a verdadeira obra de Deus!] Leiamos a história do Bom Samaritano. Quantos estão pagando aos outros para fazerem a SUA obra. Estão pagando aos outros para que esses ministrem em SEU LUGAR. Muitos estão dizimando por medo da ridícula “Maldição de Malaquias”’, deixando o seu vizinho passar necessidade. Eles acham que somente após terem conseguido a sua “chuva de bênçãos financeiras” poderão ajudar os carentes. Essas igrejas procuram ainda a glória do Templo judaico, esquecendo a glória do templo do Novo Testamento... o Corpo de Cristo, que [é gente que] vive e respira.
         Muitas igrejas de hoje ainda buscam a "glória do templo" e dão pouca ou nenhuma atenção à glória do Templo que encontramos no Novo Testamento ... que é o corpo (aquele que está vivendo e respirando) de Cristo. Muitos “dizimistas fiéis” têm deixado de ajudar um casal de idosos carentes, a fim de darem o dízimo na  igreja, porque ali sua ação será registrada, enquanto o ato de dar ao próximo ficará em segredo. Contudo Cristo nos mandou dar em secreto. Hoje existem incontáveis gigantescos edifícios eclesiásticos e todo tipo de ministério cristão na Mídia e na Internet, etc. Com toda essa construção de coisas será que o Cristianismo melhorou? Recentemente, quando via um certo programa “cristão” na TV, em casa, precisei desligar o aparelho quando entrou um descrente em minha casa, [desliguei-a] com vergonha da escandalosa petição mercenária de dinheiro. Muitas (mesmo que não todas) vezes essas coisas são feitas para a "glória do templo" às custas do real templo, o corpo (aquele que está vivendo e respirando) de Cristo [Nota da tradutora: Por essas e outras é que só ligo a TV para ver o Jornal Noticioso ou então novelas, para não precisar “me envergonhar do Evangelho, que antes era o poder de Deus e agora é dos pastores malaquianos]...
         A desculpa é que o mundo não vai escutar a mensagem do evangelho, a não ser que você seja rico e bem sucedido, o que é uma tolice. Cristo não tinha onde reclinar a cabeça e mesmo assim as multidões afluíam para Ele. João Batista vivia como um eremita e mesmo assim as multidões corriam para ele. Muitos cristãos, no Livro de Atos, vendiam o que possuíam, para que as pessoas carentes tivessem o necessário. Mesmo assim, a mensagem deles foi tremendamente bem sucedida. Pelo que sei, nenhum dos apóstolos ficou conhecido como um bem sucedido homem de negócios, mas, mesmo assim, eles entregaram muito bem a sua mensagem.

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         A Bíblia ensina que nada há de errado com a prosperidade ou o sucesso obtidos, desde que saibamos lidar apropriadamente [biblicamente] com eles. Oro para que os alcancemos através de uma vida limpa, de fé, graça e amor, não pelo temor da lei, da condenação ou da F.I.C.T.I.O.N.


14 - O que significa Dadivar pela Fé embasada no Pacto Abraâmico – F.A.C.T.?
 

         Os dois exemplos de dizimar em Gênesis foram voluntários, baseados no lucro e na fé. Estudem Gálatas 3, Efésios 2:12 e Romanos, particularmente Romanos 4, e verão como Paulo relata a fé, a justiça e o que é ser um “verdadeiro israelita”, voltando à fé de  antes da lei e à promessa feita a Abraão. O F.A.C.T. [Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica] está baseado nesse princípio abraâmico, e no princípio bíblico de que a dádiva deve ser oferecida a Deus do que é totalmente posse do dizimista, jamais baseado em nada que foi tomado emprestado ou falta pagarmos uma parte dele, nem que serve de penhor, nem que está hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de domínio. Melquisedeque, Rei de Jerusalém, foi um tipo PRÉ-LEI de Cristo e recebeu dízimos voluntários de lucros. [Aquilo que é plenamente possuído, não aquilo que foi tomado emprestado ou falta pagar uma parte dele, nem que serve de penhor, nem que está hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de domínio Hebreus 7: 2-6, Gênesis 14: 17-20]. Ver também seção 16 (Alguns pensamentos sobre Melquisedeque) para maior discussão do dizimar pré-lei. F.A.C.T. [Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica] NÃO muda a lei do dízimo em um mandado para se dar 10% de toda a renda [bruta] e ignorar as outras exigências da lei com respeito ao dízimo, como é rotineiramente feito hoje. Não há NENHUMA alteração, nenhum torcer de escrituras ou mistura da lei e da Graça, dentro do sistema de dadivar de F.A.C.T.

O que é "lucro" e por que é F.A.C.T. (Faith-based Abrahamic Covenant Tithing, ou "Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica") baseado no lucro?


LUCRO é aquilo que sobra depois de se pagar as despesas necessárias e obrigatórias, as quais são PROMESSAS [inquebráveis] de uma forma ou de outra.
Deus não deseja aquilo que foi solenemente prometido a outras pessoas, portanto ninguém pode prometer a Deus aquilo que já solenemente prometido a outras pessoas.

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  Não se pode “colocar Deus em primeiro lugar”, negligenciando o pobre e necessitado, as obrigações financeiras, as necessidades familiares e os compromissos assumidos. Quem faz isso não está colocando Deus em primeiro lugar, mas  querendo impressioná-Lo, esperando que Ele lhe mande uma “chuva de bênçãos”.  Em outras palavras, você está dando para receber... Você está pensando que ENTÃO, depois das chuvas de bênçãos caírem, você terá a responsabilidade [de dar uma parte do lucro advindo]. Esse tipo de pensamento impingido pela teologia da prosperidade é imaturo, não escriturístico e antiético.  Ele não passa de um “jogo cristão”, um câncer que se alastra no Corpo de Cristo...
         Nos tempos em que a Bíblia foi escrita, os salários dos trabalhadores eram pagos diariamente, portanto todas as despesas necessárias [à obtenção da renda] eram pagas ANTES que o dízimo fosse oferecido [Levítico 19:13, Deuteronômio 24:14-15]. Deus espera que sejamos financeiramente responsáveis, não estultamente imbuídos desse completo “espírito de jogatina” ["dar muito a Deus mesmo sem eu ter nenhum dinheiro (pois o que tenho eu já devo a outros), na falsa certeza de, por isso, ser premiado por Deus e receber tanto de volta que seja suficiente para eu pagar a todos e, mesmo assim, ficar muito rico"].  (Romanos 13:7-8). Não se pode oferecer a Deus coisa alguma que esteja contaminada por débitos. As doações a Ele devem ser feitas de coisas que nos pertençam ou que tenham sido honestamente adquiridas através de doações (2 Samuel 14:24). Entretanto, raramente se escuta isso dos pregadores da prosperidade.
Cristo disse “23 Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te PRIMEIRO com teu irmão e, DEPOIS, vem e apresenta a tua oferta. ....” (Mt 5:23-26 ACF). Muitos crentes não pensam que quebras de contratos orais ou escritos devem ser consideradas antes de dadivarem e ofertarem. Mas Cristo ensinou responsabilidade financeira. Cristo NÃO aprova que se dê a Deus às custas de se ignorar responsabilidades. [Marcos 7:10-13, Mateus 5:23-26]. Nossas ofertas a Deus devem ser puras, dadas a partir daquilo que possuímos totalmente e depois de pagarmos todos os custos e débitos associados à renda, não devem ser dadas a partir daquilo que foi tomado emprestado ou falta pagar uma parte dela, nem a partir daquilo que serve de penhor, nem que está hipotecado ou sob qualquer tipo de reserva de domínio. Nossas ofertas a Deus devem também não estar maculadas por impróprias conduta ou motivação. Deus não deseja o dinheiro que você está retendo [a propriedade e direitos] de outros irresponsavelmente, nem pecaminosamente, nem ilegalmente, quebrando contrato oral ou escrito, ou fraudulenta e enganosamente.

            Antes de você escolher o método F.A.C.T., as despesas obrigatórias devem ser deduzidas de sua renda bruta. Disso resultará um valor menor que servirá de base para calcular e decidir quanto poderá dar.  [Nota da tradutora: Recebo em média R$2.300 mensais. Quando deduzo as despesas de Plano de Saúde, energia elétrica, telefone, Ministério, Condomínio, faxineira, prestações, etc. me sobram apenas R$ 600,00 para alimentação, por isso entrego R$ 60,00 à igreja, não como dízimo, mas como ajuda na construção do novo templo. O Governo brasileiro já nos taxa em mais de 37% do nosso ganho [através de impostos embutidos nos preços, e através de outros impostos e de taxas mais visíveis]; portanto, a igreja não pode receber um dízimo e deixar-me passando necessidade.]
         Se alguém quiser dar 10, 20 ou 30% do que recebe, maravilha! Mas que o dê generosa, alegre e voluntariamente e não por temor de maldição.  [Nota da tradutora: Contanto que depois não entre no SPC, como certas amigas, que eram membros de uma igreja malaquiana (da fé) e se endividaram tanto que vieram pedir meu nome para fazer o crediário de um aparelho (R$ 400) na cidade. Dei a uma delas... a qual,  depois, não pôde me pagar. Mas como é honesta, simplesmente me devolveu o que ela havia comprado em meu nome, mesmo sem eu exigir]. Somente quem oferta conforme as exigências do Novo Testamento pode candidatar-se às bênçãos divinas.


15 - Cuidado com as corrupções nas Bíblias Modernas
 

         No afã de facilitarem a petição de dinheiro, a maioria das Bíblias modernas troca palavras como “hortaliças” (Lucas 11:42) por "dinheiro" e coisas desse tipo. Recomendamos o uso da Bíblia King James - para quem saber ler Inglês - e da Bíblia Corrigida FIEL em Português. Essas não fazem sabotagem na Palavra, com o fito de engodar os cristãos.... [Nota da tradutora: esta parte foi resumidamente interpretada porque a achei muito complicada].

16. - Algumas considerações sobre Melquisedeque
 

        Muito tem sido criado sobre o misterioso Rei de Salém (Jerusalém) em Gênesis 14 pelos mestres do dízimo obrigatório. A realidade [porém] é que, no tempo dele, dizimar era uma prática predominantemente pagã e um hábito voluntário especial de reconhecer um superior que é amado.  Usar o argumento de que o dízimo é hoje obrigatório porque Abraão o deu a Melquisedeque é ridículo pelas seguintes razões:
         Primeira, Abraão dizimou VOLUNTARIAMENTE os seus despojos de guerra, não sua riqueza pessoal.
         Segunda, NÃO havia qualquer ordem dada por Deus no sentido de dizimar.
         Terceira, Abraão já havia sido abençoado pela vitória que Deus lhe dera (Hebreus 7:2; Gênesis 14:20,22,24). NADA existe na Escritura que diga ter sido a bênção sobre Abraão o resultado do seu dízimo.
         Quarta, o dízimo de Abraão foi um exemplo único [na vida].
         A questão do sacerdócio de Melquisedeque é puramente judaica. Não é assunto gentílico, visto como os gentios nada tiveram a ver com o sacerdócio levítico. Foram os judeus que tiveram problema em aceitar Cristo como O Sumo Sacerdote, porque Ele era da tribo de Judá e não da Tribo de Levi, da qual os judeus haviam sido doutrinados que deveriam sair os sacerdotes. Essa é a razão de ter Paulo discutido amplamente o assunto na Epístola aos Hebreus. Os judeus, obviamente, não podiam entender o sacerdócio de Cristo e Paulo tentou explicá-lo. Hebreus 7 é um capítulo difícil de entender e eu acho que a Versão Amplificada [a tradutora e o site solascriptura-tt repudiam esta Bíblia] fez um bom trabalho nesse ponto. Lembrem-se que os levitas pagavam o dízimo do dízimo aos sacerdotes. Paulo tentou explicar aos judeus que a Tribo de Levi ainda não havia nascido e estava no seio de Abraão e que eles, de fato, pagaram o dízimo ao sacerdócio eterno de Melquisedeque, ao qual pertencia Cristo, para assim reconhecer o sacerdócio de Melquisedeque, mesmo indiretamente. Paulo estava tentando mostrar aos judeus que o sacerdócio levítico era ineficiente e temporário, enquanto o de Melquisedeque era eterno e melhor. Os levitas ainda não nascidos, ao pagar o dízimo via Abraão, não justificam uma doutrina obrigatória do dízimo pelas quatro razões supra citadas.
         É difícil os gentios entenderem estes assuntos, por serem eles basicamente irrelevantes à sua aceitação de Cristo. Os gentios não precisam tornar-se judeus para se tornarem cristãos e Paulo deixou claro ser errado colocar sobre eles o fardo das questões e obrigações judaicas.
         Posso garantir que ESTE é o legítimo significado do aparecimento de Melquisedeque em Gênesis 14: Abraão havia arriscado a sua vida pra resgatar o seu sobrinho [Ló]. Este é o primeiro relato bíblico de alguém tentando salvar um homem com total altruísmo. Lembrem-se que Abraão poderia ter tomado para si os despojos de guerra, mas recusou-se a fazê-lo. Sua única motivação [para essa guerra] foi salvar o sobrinho. Após o registro desse primeiro ato de altruísmo, repentinamente o Rei de Salém aparece com pão e vinho [comunhão]. Abraão passara no teste por ter querido sacrificar-se pelo outro. Mais tarde, ele estaria concordando em sacrificar o próprio filho [Isaque] e temos aqui novamente um tipo de Cristo em forma de sacrifício e promessa.
         Isso não faz muito mais sentido bíblico do que tentar torcer a Escritura, a fim de fazer parecer que Melquisedeque quis ensinar a obrigatoriedade do dízimo, especialmente em vista dos demais assuntos discutidos neste documento?


 

17 - Outras considerações finais
 

         Estudem e orem bastante sobre este assunto, a fim de se persuadirem do mesmo. Não se permitam ficar sob uma condenação desnecessária... “Quando alguém acha que algo é pecado, então para ele  é pecado". Porque sua consciência não está limpa. Romanos 14 e Mateus 6:2-4 poderão ajudá-lo a entender isso e ajudá-lo também a lidar com outros itens com referência ao dízimo como uma obrigação, na Lei, de modo a vocês não se deixarem influenciar pelo vento prevalecente. O que eu ensino a vocês neste documento é FATO [Faith-based Abrahamic Covenant Tithing, ou "Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica"] não influenciado pelos ventos prevalentes [de hoje]. O plano F.A.C.T. é bom, voluntário, bíblico, embasado na fé e na graça, e poderia ser ensinado sem a herética e mestiça reconstrução da lei agrária do dízimo ou a mistura da lei e da graça.

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         O plano F.A.C.T. de dar é exatamente isto ... UM plano. A realidade é se alguém está realmente dando em obediência a Deus, segundo as exigências do NT detalhadas neste documento, fazendo, portanto, a coisa certa, mesmo sem determinar porcentagens. Que os crentes sejam conduzidos pelo Espírito, sejam corretos e, sobretudo, GENEROSOS, segundo o MANDAMENTO de Cristo. Que não usem este documento como desculpa para serem avarentos.

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         Embora eu tenha encontrado termos como dízimo financeiro, dízimo inspirador, dízimo de revelação, e outros, a Bíblia realmente só ensina (a) dízimo voluntário, de antes da lei, e baseado na renda; e (b) o dízimo agrário da lei, baseado na produção da terra.
         Conquanto alguns que pregam o dízimo obrigatório possam dizer que eu “não tenho a revelação”, muitos encontrarão a verdade neste documento. Outros que pregam o dízimo obrigatório poderão ver a verdade neste documento, DEPOIS que caírem em desgraça, sofrerem calamidades, algo que os torne menos egoístas e dirigidos por objetivos [egoístas], ou estejam se aproximando da morte.
         Estejam certos de que eu já tenho estado em AMBOS os lados desta questão, e eu creio nas bênçãos divinas. Pessoalmente tenho experimentado milagres da providência e provisão de Deus. Talvez vocês perguntem: “Por que, então você toma agora essa posição?” Posso responder com uma palavra apenas - MATURIDADE.
         Em vista da atual realidade financeira mundial, quem achar que deve ensinar um "plano [bem fixo e determinado] de dar", para facilitar o dar, que ensine o "O Dadivar embasado na Fé da Aliança Abraâmica" [F.A.C.T.] descrito neste documento. Ofertas voluntárias podem, em muitos [casos] se não forem na maioria dos casos, suplementar o dadivar do plano F.A.C.T.. Este pode ser praticado segundo a fé de que somos os “legítimos israelitas”, os quais irão governar com Cristo, e compartilharão da herança da fé, não baseada na lei abraâmica. Que a Igreja de Deus possa dividir corretamente a Palavra, sem jamais ultrapassar o que nela está escrito e NUNCA praticar uma doutrina que misture a lei com a graça.
         A questão, portanto, é a seguinte: os pregadores de hoje têm a mesma fé abraâmica para pregar o plano F.A.C.T., ou será que continuarão pregando o plano F.I.C.T.I.O.N. (Fear Induced Condemnation That Is Opressive & Negative, traduzido como Condenação Induzida pelo Medo Que É Opressivo e Negativo)? Conquanto alguns continuarão [pregando o plano F.I.C.T.I.O.N.] por causa de ignorância ou de hábito, outros pregadores “da fé” não terão bastante fé nem caráter para pregar a verdade contida neste documento. Eles preferirão justificar a mistura da lei com a graça, usando o sentimento de culpa, a manipulação e o controle, enganando a si mesmo e a outros para imaginarem que a obra de Cristo está sendo [deste modo] melhor servida.
         Dei-lhes a verdade sobre o dízimo e os libertei da doutrina do dízimo como uma sentença.
         Se você quiser contribuir para ajudar-me a promover esta mensagem, por favor Doe online AGORA online ou envie correspondência para o endereço abaixo.



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Alguns comentários, revisões, etc. de rabis e de outras pessoas, sobre dízimo e sobre este documento:


        
Palavras de Russel Kelly, autor do artigo “Should the Church Teach Tithing?”  (Deveria a Igreja Ensinar o Dízimo?):
          Aprecio este artigo escrito sobre o dízimo. Concordo 95%, com ele, o que é ótimo para mim. Minha tese de 364 páginas de doutorado PHD engloba a maior parte dos seus pontos em detalhe. (Checar os pontos da revisão-sumário em amazon.com (http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0595159788/qid%3D1050295584/sr%3D11-1/ref%3Dsr%5F11%5F1/002-4336701-6328038). Só discordo com a afirmação de que o dízimo de Abraão foi baseado na fé e foi voluntário. A Bíblia não diz isso, embora muitos tenham assumido ser esta a verdade. Minha pesquisa em Gênesis 14:21, não 14:20, me fez chegar à conclusão de que Abraão parece ter pago o dízimo dos despojos de guerra em vista da TRADIÇÃO CANANITA DE OBRIGATORIEDADE, a qual podemos comprovar que tem continuado a existir pelo mundo, até o dia de hoje. [Irmão Garganta:] Visto como a sua definição “agrária” do dízimo é a única definição correta, então a palavra [dízimo] não deveria ser usada com outra definição – independente de quão sincera a pessoa possa ser. Tenho muito o que compartilhar com você, caso esteja interessado.  Passei mais de dez anos fazendo pesquisa para escrever o meu livro. As. Russell Kelly.

        
Rabino Robert Alput - “Dizimar no sentido de colheitas, certamente já não se faz. Claro que os judeus são encorajados a fazer caridade (tzedakkab). Se eles dão 10% ou mais, isso é com eles, com Deus e com os seus contadores”.

        
Zola Lewitt - É o dizimo para os cristãos de hoje? Dizimar era parte da Lei de Moisés, sob a economia legal de Israel e não se aplica à igreja hodierna, visto como vivemos sob a graça e não sob a lei (Romanos 6:14 e 10:4). Portanto, temos a obrigação de “apresentar os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional. E não sermos conformados com este mundo, mas sermos transformados pela renovação do nosso entendimento, para que experimentemos qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deu” (Romanos 12:1-2).
         O Novo Testamento ensina a dar conforme o que temos e não o que não temos. (2 Coríntios 8:12). Se pudermos dar apenas 5%, conforme o Senhor nos ordenar, que assim seja. Não é quanto damos que importa a Deus, mas a atitude e a motivação com que o fazemos. Essa é a preocupação do NT com respeito a dar, em vez de medir a quantia que é dada (2 Coríntios 8-9).
         A Concordância Greco-Hebraica de Estudo da Bíblia da Versão BKJ (The Hebrew-Greek Key Word Study Bible) oferece uma nota explicativa sobre Malaquias 3:7-15: “Esta passagem é muito usada pelos que advogam o ‘dizimar para manter a minha casa’, ou seja, ‘Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa’ (no caso, a igreja local), em vez de levar a outro local. Eles sugerem que os donativos aos ministérios deveriam ser além do “dízimo”. Certamente “a casa do tesouro” de Malaquias significa o Templo ou algum anexo do mesmo. Contudo, o dízimo do Velho Testamento - ou 10% - não poderia ser razoavelmente equiparado com os 10% do salário ou renda bruta que a maioria das pessoas recebe hoje em dia. Acima de tudo, o ato de dar deveria ser um assunto entre o Espírito Santo e o crente, jamais uma regra estabelecida.  Ele pode ser um guia adequado para determinar quanto as pessoas podem dar (de fato, para muitos numa sociedade próspera este nível pode até ser adequado), mas a quantia a ser dada deve ser uma decisão pessoal. O Apóstolo Paulo escreveu que Deus examina a motivação para dar e não a quantia (2 Coríntios 9:7). Ele diz ainda que as igrejas estão gastando cada vez mais do seu orçamento, com itens como cadeiras de teatro, ampliação de sistemas sonoros, ao mesmo tempo em que cortam despesas nos fundos para os programas de alcance exterior. Também convém notar que muitos dos ministérios que se recusam a mostrar a completa contabilidade financeira são aqueles cujos mestres são mais enfáticos no dízimo obrigatório.

Apesar dos "améns" ouvidos durante as mensagens sobre dízimo obrigatório, é bem claro que a avassaladora maioria de crentes NÃO está persuadida desta doutrina:

Trecho do artigo "Church Loses Financial Ground in 2000" (Financeiramente, as Igrejas Perdem Terreno em 2000), por Barna Research: “Dízimo é raro” - Uma de cada seis (17% das) pessoas adultas [membros de igrejas em geral e que se dizem "protestantes"] alega que dá o dízimo, mas uma comparação do total de dinheiro que tais pessoas entregam às igrejas e das suas rendas revelaram que apenas 6% de tais pessoas realmente deram um décimo de suas rendas (antes ou depois dos descontos de impostos) às igrejas. O nível de alegações incorretas [sobre serem dizimistas] entre os crentes que se dizem [realmente] "nascidos de novo" foi igualmente prolífico: 32% deles relataram que dão dízimos, todavia apenas 12% realmente deu 10% de suas rendas em 2000. Claramente muitas destas "alegações incorretas" equivalem a MENTIRA.
A Willow Creek Association
[a tradutora e o site solascriptura-tt repudiam tudo relacionado com Willow Creek: "Igrejas Dirigidas por Propósitos", "Movimento de Crescimento de Igrejas", etc.], um grupo representando cerca de 5.000 igrejas evangélicas, disse que o número médio de pessoas realmente dando 10% de suas rendas é de cerca de 2,6% [dois virgula seis porcento!]. Tal associação também disse que as igrejas estão gastando crescentes percentagens de seus orçamentos com coisas tais como [confortabilíssimos] assentos de cinema e soberbos sistemas de som, enquanto [cada vez mais] cortam verbas para programas de evangelismo e assistência aos estranhos [tanto localmente como no campo missionário]. Também é digno de nota que muitos ministérios recusando voluntariamente se oferecerem para plena responsabilidade contável [onde um grupo externo de auditores examina as suas contas] são os mais ardentes em ensinar [pressionando] que o dízimo é obrigatório.

Richard Wayne Garganta
- "Muitas pessoas criticam os pregadores da prosperidade, chamando-os ambiciosos coletores de dinheiro,. A realidade é que a razão deles existirem é a cobiça das massas que vivem atormentadas pela mentalidade do 'dar para receber'. Diferenciem que existem 'pregadores de fé' e existem pregadores íntegros e confiáveis. Existem os 'treinadores para se obter sucesso', mas também existem aqueles que pregam a [verdadeira e pura] mensagem do Evangelho. Os leitores já devem estar bem aconselhados para aprenderem [a reconhecer] as diferença entre eles."






Autor:
Richard Wayne Garganta
Box 1355 Coventry, Rhode Island 02816   richinri@aol.com






O Ano Novo nem sempre é comemorado em 1º de janeiro. Em várias partes do mundo, existem datas mais importantes que representam o começo de um período. A adoção de calendários variados, ao longo dos séculos, foi um dos motivos que alterou este dia, para alguns povos.

CALENDÁRIO JULIANO– Estabelecido no ano 46 a. C., por Júlio César, aconselhado pelo astrônomo Sesígenes, para substituir o sistema empregado em Roma, que tinha resultado em grande desordem. A instituição de um ano bissexto em cada quatro elevava a 365,25 dias o ano médio juliano. A reforma gregoriana reduziu sensivelmente a discrepância com o ano trópico.
CALENDÁRIOS ECLESIÁSTICO OU LITÚRGICO – Usado na Idade Média simultaneamente ao Calendário Juliano. Estabeleceu cálculos complicados (cômputo eclesiástico), cujo objetivo essencial era a fixação da data da Páscoa, determinada após muitos subterfúgios, segundo as regras definidas pelo Concílio de Nicéia, em 325.
CALENDÁRIO GREGORIANO – Estabelecido pelo papa Gregório XIII, em 1852. É o Calendário Juliano (anos bissextos com milésimo divisível por quatro), ao qual os anos seculares não são mais bissextos, apenas se o número de séculos for divisível por quatro.
CALENDÁRIO ISRAELITA – É, ao mesmo tempo, lunar e solar. Os meses são meses lunares e, o ano, pode compreender 12 ou 13 meses. No primeiro caso ele se diz comum e, no segundo, embolístico. Os anos comuns podem ter 353, 354 ou 355 dias. Os anos embolísticos, 383, 384 ou 385 dias. Após um período de 19 anos, o começo do ano israelita corresponde ao do ano solar.
CALENDÁRIO MAÇÔNICO – Calendário hebraico adotado pelos maçons do Rito Escocês Antigo e Aceito, com 12 meses, no qual se distingue o ano civil (início do mês de Nisan, correspondente a março) do ano religioso (início do mês de Tisri, correspondente a setembro). Para indicar o ano, somam quatro mil ao ano corrente da era cristã.
CALENDÁRIO MUÇULMANO – É um calendário lunar de 12 meses. O ano tem 354 ou 355 dias, começando cada vez de 10 a 12 dias mais cedo. A cronologia tem por ponto de partida a hégira, no ano de 622 da nossa era, data tradicional em que o Profeta partiu de Medina. Esta celebra-se no primeiro dia do terceiro mês.
CALENDÁRIO REPUBLICANO – Exclusivamente francês, foi instituído na convenção nacional de 24 de outubro de 1793. O ano começava no equinócio do Outono do Hemisfério Norte (22 de setembro) e era subdividido em 12 meses de 30 dias, mais cinco dias complementares, consagrados à celebração de festas republicanas.
A denominação dos meses foi feita por Fabre d’Eglantine: Vendémiaire (vindimário), Brumaire (brumário), Frimaire (frimário), Nivôse (nivoso), Pluviôse (pluvioso), Ventôse (ventoso), Germinal (germinal), Floréal (floral), Prairial (pradial), Messidor (messidor), Thermindor (termidor) e Fructidor (frutidor).
O mês era dividido em décadas e os nomes dos dias tirados da ordem natural da numeração. O ano Um da Revolução partia de 22 de setembro de 1792.
VEJA ABAIXO OS DIFERENTES CALENDÁRIOS NO MUNDO .

CALENDÁRIOS DE TODO O MUNDO, EM TODAS AS ÉPOCAS

CALENDÁRIO

MAÇÔNICO
O calendário maçônico começa em 4000 aC. e não menciona era cristã. Segue o juliano e a partir de 15/10/1582 acompanha o gregoriano, mudando apenas a notação de mês e ano, que no calendário maçônico é sempre em números romanos para os meses. Assim, setembro de 2001 é IX/6001 no calendário maçom
Este calendário permaneceu com a mesma divisão em meses e dias do calendário gregoriano, mas substituiu os nomes tradicionais dele pela sua numeração, de I a XII.
Os anos são classificados por números cardinais, a partir do ano 4000 a.C., antepondo-se ao milésimo a expressão "ano da verdadeira luz" e suprimindo-se a menção da era cristã.

Calendário maçônico

Lojas - Simbólicas Anno Lucis 4000 + AD Anno Lucis é o "Ano da Luz". AD é o Anno Domine ou seja o ano calendário vigente no mundo ocidental (ano de Nosso Senhor Jesus Cristo)

Real Arco - Capitular Anno Inventionis 530 + AD
Anno Benefacio 1913 + AD
Anno Inventionis é o "Ano do Descobrimento" ou a construção do 2o. Templo.
Anno Benefacio é o "Ano da Benção" de Abraão por Melquezedeque.

Mestres Reais & Secretos - Cripticos Anno Depositionis 1000 + AD Anno Depositionis é o "Ano do Edificação" ou finalização do Templo de Solomão.

Cavaleiro Templário - Cavalheiresco Anno Ordinis AD - 1118 Anno Ordinis é o "Ano da Fundação da Ordem"

Rito Escocês Antigo e Aceito Anno Mundi 3760 + AD Anno Mundi, ou o "Ano Mundial". É análogo ao calendário Judeu (com um ano extra a ser adicionado após Setembro).

CALENDÁRIO

ASTECA
O calendário asteca era basicamente igual ao dos maias.O ano possuí início no solstício de inverno com um ciclo de 18 meses de 20 dias cada e mais um curto período, ou mês diminuto de 5 dias.
Com 104 anos comuns tinha-se um grande ciclo no qual intercalavam 25 dias.
Laplace, matemático, dizia que o ano-trópico asteca era mais exato do que o de Heparco.
Essa exatidão do ciclo de 260 anos sagrados em relação ao exato movimento do Sol, possuía uma diferença de apenas 0,01136 de dia, ou seja, um pouco mais de um centésimo de dia.

O calendário asteca dava aos dias nomes próprios que correspondiam a números de ordem no decorrer do mês.Os dias corriam de 1 a 20, e os festivais eram comemorados no último dia do mês.
A escrita da data informava o ano em curso, o número e o nome do dia, sem mencionar o dia do mês e o próprio mês. Para citar uma ocorrência de longa duração, os astecas informavam apenas o ano em curso.

Nomes no calendário asteca
Dias correspondentes
no mês
Cipactili
Ehecatl
Calli
Cuetzpalin
Coatl
Miquiztli
Mazat
Tochtli
Atl
Itzcuintli
Ozimatili
l Mallinalli
Acatl
Ocelotl
Quauhtli
Cozcaquauhtli
Ollin
Tecpatl
Quiauitl
Xochitl
4
5
1
2
3
9
10
6
7
8
14
15
11
12
13
19
20
16
17
18


Os meses no calendário asteca eram 18, totalizando 360 dias, mais cinco dias suplementares, denominados Nemotemi ou "dias vazios"

Meses astecas
Atlcaualco
Tlacaxipeualiztli
Tozoztontli
Uei Tozoztli
Toxcatl
Etzalqualiztli
Teccuiluitontli
Uei Tecuiluitl
Tlaxochimaco
Xocoueztli
Ochpaniztli
Teotleco
Tepeiluitl
Quecholli
Panquetzaliztli
Atemoztli
Tititl
Izcalli



CALENDÁRIO

BABILÔNICO
Um dos calendários mais antigos, compreende 12 meses lunares (divididos em quatro semanas), de 29 ou 30 dias cada um, cujo início é assinalado pelo aparecimento da lua nova.
O ano tem 354 dias, 11 dias a menos que o ano solar. Ao fim de três anos há uma defasagem de cerca de um mês em relação ao ano solar. Para resolver essa diferença foi acrescentado um mês complementar (13º mês) ao final de cada período de três anos.
Meses
babilônicos
1. tishrê 5. shevat 9. sivan
2. cheshvan 6. adar 10. tamuz
3. kislev 7. nissan 11. av
4. tevet 8. iyar 12. elul

O mês suplementar é introduzido após elul ou adar, conservando o mesmo nome seguido da indicação de segundo.
Para determinar a época de acrescentar o mês complementar, observava-se o nascer de determinadas estrelas e constelações. Muitas observações causavam erros.
Chegou-se a colocar dois meses suplementares no mesmo ano.
Em cerca de 480 a.C., os babilônios adotam um ciclo de 19 anos, no qual introduzem os meses complementares em sete anos. Dessa forma conseguem maior concordância entre o ano lunar e o solar.
A antiga cidade da Babilônia na Mesopotâmia, no reinado de Nabucodonossor II, era uma maravilha para os olhos dos viajantes. "Além do tamanho, escreveu o historiador Heródoto, em 450 a.C., a Babilônia ultrapassa em esplendor qualquer cidade do mundo conhecido até hoje".
Jardins Suspensos: Relatos indicam que foram construídos pelo rei Nabucodonosor, que reinou por 43 anos, a partir do ano 605 antes da nossa era. Este período marca o apogeu e influência tanto da Babilônia quanto de Nabucodonosor, que construiu uma infinidade de templos, ruas, palácios e muralhas. Sabe-se que os Jardins foram construídos para alegrar a amada esposa de Nabucodonosor, a Rainha Amyitis, que sentia saudades das montanhas verdejantes de sua terra natal.


Fonte: http://www.terravista.pt/Enseada/7820/ass6.htm
www.jardimdeflores.com.br/ESPECIAIS/ A14babilonia.html

CALENDÁRIO
CHINÊS
O calendário surgiu com o terceiro herói cultural, Huang-ti, o Senhor Amarelo ou Senhor Augusto. Foi introduzido em 2.637 a.C., baseado nas fases da lua e, posteriormente, no ano lunissolar de 12 meses.
Cada mês pode ter 29 ou 30 dias e o ano tem 354 ou 355 dias. Comporta dois ciclos: um de 12 anos (354 ou 355 dias, ou 12 meses lunares) e um de sete anos (com anos de 383 ou 384 dias, ou 13 meses). Os chineses inserem meses adicionais em intervalos fixos para resolver a diferença entre o ano solar (365 dias) e o ano lunar (354 dias). O ano novo começa sempre em uma lua nova, entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro.

O calendário chinês é o mais antigo registro cronológico que há na história dos povos. E com o calendário, onde cada ano recebe o nome de um dos 12 animais: galo, cão, porco, rato, búfalo, tigre, gato, dragão, serpente, cavalo, cobra e macaco, surgiu o horóscopo chinês, os 12 signos animais ou subdivisões do mundo (que formam o Astral Chinês). Os anos do Dragão repetem-se a cada 12 anos. O ano do Dragão Dourado ocorre uma vez a cada 3000 anos (ocorreu no nosso ano 2000) e é suposto trazer a harmonia completa dos cinco elementos da filosofia chinesa (metal, madeira, água, fogo e terra), o que se refletiria em um sentimento de felicidade para todos.


CALENDÁRIO

EGÍPCIO
Primeiro calendário da história da humanidade e começa com a enchente anual do rio Nilo. Surge por volta de 3000 a.C. O ano tem 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias e mais cinco dias extras, dedicados aos deuses.
Os egípcios são os primeiros a utilizar um calendário solar , embora os 12 meses de 30 dias sejam de origem lunar. O ano tem 365 dias - e 6 horas a menos que o ano solar, o que significa atraso de um dia a cada quatro anos.

Havia três estações determinadas pelo fluxo do rio Nilo: Cheias (akket); Semeio (pert) e Colheita (shemu). A relação entre as estações definidas pelo Nilo e as estações naturais era feita pelo nascer heliacal da estrela Sirius, conhecida dos egípcios pelo nome de Sothis. A primeira aparição da estrela no céu da manhã, depois da sua conjunção com o sol determinava o início da contagem das estação das Cheias.
O calendário egípcio foi reconhecido pelos astrônomos gregos e tornou-se o calendário de referência da astronomia por muito tempo. Copérnico usou-o para construir suas tábuas da lua e planetas. Já no ano 238 a.C., o Rei Ptolomeu III tentou acrescentar um dia extra ao calendário a cada 4 anos, como no ano bissexto atual. No entanto sua proposta não teve eco. Somente entre 26 a.C. e 23 a.C., a modificação é realizada, sob o império romano na mão de Augusto que introduziu tal modificação no calendário.

Meses
Egípcios
1. thoth
5. tybi 9. pachons
2. phaophi 6. mechir 10. payni
3. athyr 7. phamenoth 11.epiphi
4. choiak 8. pharmouthi 12. mesore

O ano egípcio de 23-22 aC possui o mês correspondente a agosto com 30 dias. A partir de então, este mesmo mês voltou a possuir 29 dias salvo nos anos bissextos, quando tinha um dia a mais. Esse novo calendário passou a se chamar Alexandrino.
Esta reforma não foi aceita integralmente e os dois calendários permaneceram paralelos até pelo menos 238 dC. Os astrônomos e astrólogos mantiveram a notação antiga. Ptolomeu usava-o, salvo no tratado de fenômenos anuais em que o novo calendário tinha mais conveniência.
Os persas adotaram o antigo calendário egípcio em 500 aC. Não é bem certo se foi adotado exatamente ou com modificações. Os armênios ainda o adotam. Os três últimos meses do calendário armênio correspondem exatamente aos três primeiros do antigo calendário egípcio. Em seguida vêm os cinco dias finais, característicos deste.
O calendário alexandrino é ainda usado na Etiópia, na igreja Cóptica e para fins de agricultura no moderno Egito e vizinhos do norte da África.


CALENDÁRIO

GREGORIANO
O ponto de partida da era Cristã foi a escolha do ano zero para o nascimento de Jesus. Isto foi fixado no século VI, por um monge armênio, chamado Denis, o Pequeno.
Denis reteve como primeiro ano da era cristã (ano 1, portanto) o ano 754 da era romana e colocou o dia primeiro do ano no dia 25 de março, dia da concepção pela Virgem Maria de Cristo. Porém ele cometeu um erro de cálculo, pois o Rei Herodes já estava morto em 754, e portanto historiadores e teólogos cristãos consideram a data provável do nascimento entre o ano 8 e 4,

sendo mais plausíveis os anos entre 7 e 6 antes da nossa era e portanto sete ou seis anos antes do zero convencional.
Em 1565 d.C., Carlos IX fixa de novo o começo do ano em primeiro de janeiro. Dezessete anos mais tarde, o Papa Gregório XIII confirma esta decisão quando da reforma do calendário juliano.

O calendário gregoriano dividia o ano em trezentos e sessenta e cinco dia e um quarto, em dozes meses de tamanhos desiguais e em cinqüenta e duas semanas além do recurso aos anos bissextos.

A reforma deste papa aconteceu quando o equinócio coincidia com o dia 11 de março de 1582 depois de Cristo. Suprimiu dez dias, organizou os bissextos quando as duas primeiras cifras são divisíveis por quatro. De acordo com esta norma o ano de 1600 e 2000 são bissextos enquanto que os anos de 1700, 1800 e 1900 foram normais. Começou a ser usado nos países ditos católicos, mas as nações protestantes não o aceitaram imediatamente. A Alemanha só o assumiu em 1700 d.C., a Inglaterra em 1751 d.C., a Bulgária em 1917, a Rússia em 1918, a Romênia em 1919 e a Grécia só em 1923. Calendário Cristão: É o próprio calendário gregoriano, com a inclusão de festas religiosas móveis, definidas a partir da Páscoa. Os períodos e acontecimentos anteriores passam a ser datados com a sigla a.C. (antes de Cristo) e contados de trás para a frente.

O Calendário Cristão é hoje o calendário quase universal, pelo menos como paradigma nas relações internacionais.


CALENDÁRIO

HINDU
O hindu, é a terceira maior religião do mundo com 12,8%, tem o tempo dividido em yugas, cujo período diminui à medida que o tempo passa, numa metáfora do declínio da humanidade.
Atualmente, a Era Hindu está no último yunga - o mais degenerado - iniciado em 3102 a.C. e que terminará daqui a 432 mil anos.

O calendário hindu, criado em 1000 a.C e hoje usado apenas para calcular datas religiosas, é dividido em 12 meses, mas cuja soma fica em 354 dias. Para resolver a diferença, acrescenta-se um mês a cada 30 meses.


CALENDÁRIO

INDÍGENA
Os índios brasileiros não tinham mais que rudimentos mínimos de um calendário, sem qualquer teorização ou padronização.

Conheciam apenas as quatro fases da lua e sua repetição cíclica, e notavam algumas mudanças, como as épocas de calor, chuva, frio, cheias dos rios, piracema, amadurecimento dos frutos. Não dividiam o dia em horas.

Algumas tribos, como a dos guaranis, conheciam duas estações: do Sol (coaraci-ara) e das chuvas (almana-ara). Os caingangues, no Sul do Brasil, contavam até dez dias passados ou futuros, usando os dez dedos das mãos. "Ningké" significa "mão" e "ten" quer dizer "com". Reunidos esses ordinais com a palavra Sol, obtinham os dias da semana, e com a palavra Lua, as semanas.



Dias caingangues
1 - pir
2 - lenglé
3 - tektong
4 - vaitkanklá
5 - petigare
6 - ningkéntenyrn
7 - ningkéntenyrnlenglé
8 - ningkéntengrutektong
9 - ningkéntyrukenkta
10 - ningkévaitklitp


CALENDÁRIO

JUDAICO
O calendário judaico, diferentemente do gregoriano, é baseado no movimento lunar. Onde cada mês se inicia com a lua nova (quando é possivel visualizar o primeiro reflexo de luz sobre a superfície lunar. Antigamente o calendário era determinado simplesmente por observação.
O grande problema com o calendário lunar é que se compararmos com o calendário gregoriano, temos em um ano solar 12,4 meses lunares, o que ocorre uma diferença a cada ano de aproximadamente 11 dias, para compensar esta

diferença, a cada ciclo de 19 anos acrescenta-se um mês inteiro (Adar II).São acrescidos no terceiro, sexto, oitavo, décimo-primeiro, décimo-quarto, décimo-sétimo e décimo-nono anos desse ciclo.
Início da contagem - O ínício da contagem do calendário judaico se refere à criação do mundo.
Os mêses do calendário judaico
O primeiro mês do calendário judaico e o mês de Nissan, quando temos a comemoração de Pessach. Entretanto, o ano novo judaico ocorre em Tishrei (qundo é acrescentado um número ao ano anterior).



Mês Duração Equivalente ao calendário gregoriano
Nissan
Iyar
Sivan
Tammuz
Av
Elul
Tishrei
Heshvan
Kislev
Tevet
Shevat
Adar
Adar II
30 dias
29 dias
30 dias
29 dias
30 dias
29 dias
30 dias
29/30 dias
30/29 dias
29 dias
30 dias
29/30 dias
29 dias
Março-Abril
Abril-Maio
Maio-Junho
Junho-Julho
Julho-Agosto
Agosto-Setembro
Setembro-Outubro
Outubro-Novembro
Novembro-Dezembro
Dezembro-Janeiro
Janeiro-Fevereiro
Fevereiro-Março
Março-Abril


CALENDÁRIO

JULIANO
No ano 46 a.C. Júlio César (Gaius Julius Cesar, 102-44 a.C.), orientado pelo astrônomo alexandrino Sosígenes (90-? a.C.), reformou o calendário romano, para uniformizar os calendários diferentes usados pelos territórios ocupados pelos romanos. Introduziu o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias.
Para acertar o calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de janeiro no calendário Juliano. Este ano é chamado de Ano da Confusão.

As principais reformas são: o início do ano passa de 1º de março para 1º de janeiro; os meses passam a ter 30 e 31 dias intercalados (exceto fevereiro); quintilis e sextilis ficam com 31 dias porque têm nome de imperadores; o 13º mês, mercedonius, é suprimido.
O ano juliano vigorou por 1600 anos.


CALENDÁRIO

LUNAR
Nasce entre os povos de vida nômade ou pastoril. Baseado nas fases da Lua, o dia começa com o pôr-do-sol. Grupos religiosos declararam que o mês começou quando eles avistaram o primeiro crescente no leste (período sinódico) e determinaram o primeiro dia do mês. O ano é composto de 12 lunações de 29 dias e 12 horas (ou seja, meses de 29 a 30 dias intercalados), num total de 354 ou 355 dias. A defasagem de 11 dias em relação ao ano solar (365 dias) é corrigida pela inclusão de um mês extra periodicamente. Para que os meses compreendam números inteiros de dias, adota-se o emprego de meses alternados de 29 e 30 dias. Hoje em dia, a lua como marcação

de tempo é basicamente usada para reviver as festejos religiosos:

O Alcorão ensina aos maometanos olhar a primeira lua nova para iniciar o jejum de Ramadan.

O primeiro dia do calendário judaico (Rosh Hashana) cai na primeira lua cheia após o equinócio de setembro.

A Páscoa dos católicos cai no primeiro domingo depois do equinócio da primavera (hemisfério norte).

A civilização dos incas trabalhou com calendário sideral.

Na Índia, os primeiros calendários dão maior importância aos movimentos da lua através das estrelas (período sideral) dando ao mês 27 ou 28 dias.

Os Maias tiveram o único calendário não lunar do mundo.
A maioria das culturas achou dificil de aceitar por causa da época da plantação. Os antigos astrônomos observaram períodos de plantio e colheita. Para corrigir isto, os antigos astrônomos gastaram anos para achar algo que desse certo: a adição de um ano bissexto.
Fevereiro com 29 dias a cada 4 anos, faz o calendário ocidental. Isto sincroniza mais com o período orbital da terra. O calendário maometano, o único calendário lunar ainda em uso hoje.


CALENDÁRIO

MAIA
O calendário maia era agrupado num ciclo de 52 anos em que os nomes e os números não se repetiam. Os dias e os meses eram expressos pela reunião de dois nomes e dois números, formando um grupo de quatro sinais. Assim, diriam "quinta-feira, agosto, 1924" na forma:
4 Ahau 8 Cumhu
9 Imix 19 Zip
O ano era formado por 365 dias, numerados dentro dos meses de zero a 19.Além do número de ordme, os maias batizaram cada dia com um nome próprio (9 = Imix).

Usando o sistema vigesimal de contagem, de zero a 19, o algarismo colocado acima da unidade vale 20 vezes mais.
Para fins religiosos e para garantir exatidão ao sistema, os maias também dividiam o ano em 28 períodos de 13 dias cada um, mais um dia suplementar. Esses grupos, numerados seguidamente de 1 a 13, sucediam-se como as nossas semanas.
O dia suplementar impedia que a data, o mês e o ano se repetissem dentro do ciclo de 13 anos, evitando confusão. Essa operação, combinada com a progressão de cinco dias dos nomes dos meses, fazia com que depois de 52 anos (4x13) o mesmo número de dia e o mesmo nome de dia incidisse com o mesmo dia do mesmo mês. Além disso, os maias calcularam que como 20 e 13 não possuem divisor comum, o nome de um dia é acompanhado por determinado número apenas uma vez num período de 260 dias, ciclo esse chamado de Tonomatl. O ano civil era dividido em 18 meses de 20 dias cada um (de 0 a 19):

Meses maias(Uayeb era o nome do grupo de dias suplementares)
Pop
Uo
Zip
Zota
Tzec
Zul
Yaxqin
Mol
Xhen
Yax
Zac
Ceh
Mac
Kankin
Muan
Pax
Kayab
Cumhu


CALENDÁRIO

MUÇULMANO
Baseado no ano lunar de 354 dias, 355 nos anos abundantes, com 12 meses de 29 ou 30 dias intercalados. O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar. Para ajustar essa diferença, num ciclo de 30 anos, 11 anos são abundantes, com 355 dias (e o restante, 19 meses, tem 354).
O ano 1 é a data da Hégira, a fuga de Maomé de Meca para Medina, em 16 de julho de 622. Os muçulmanos consideram o pôr-do-sol o começo de um novo dia.

O dia santificado é a sexta-feira. Para fazer uma aproximação entre os anos muçulmanos e gregorianos:

tira-se 622 (ano da Hégira) do ano em curso
multiplica-se o resultado por 1,031 (número de dias do ano gregoriano dividido pelo número de dias do ano lunar).

Exemplo: 2002 - 622 = 1380
1380 x 1,031 = 1422


Meses islâmicos

1. muharram 5. chaaban 9. rabi I
2. s afar 6. ramadã 10. rabi II
3. rajab 7. dhul queda 11. jumada I
4. chawaal 8. dhul hajja 12. jumada II


CALENDÁRIO

ROMANO
O primeiro calendário romano foi criado por Rômulo em 753 a.C., ano de fundação de Roma, baseado no calendário egípcio. Era um calendário lunar, e tinha 304 dias, divididos em dez meses, dez meses lunares, seis de 30 dias e quatro de 31, desde Março a Dezembro.
O primeiro mês é o Martius (março) e adota a meia-noite para início do dia.
Numa Pompilius, que por tradição foi o segundo rei de Roma (715-673 BC ?), discípulo de Pitágoras, reconhece a necessidade de se instalar um calendário com base astronômica.

Mês
Duração
Descrição
Martius
Aprilis
Maius
Junius
Quintilis
Sextilis September October November December
31 dias
30 dias
31 dias
30 dias
31 dias
30 dias
30 dias
31 dias
31 dias
30 dias
consagrado a Marte, deus da guerra
dedicado a Apolo, deus da beleza
dedicado a Júpiter, deus do Olimpo
dedicado a Juno, esposa de Júpiter
-
-
significa sétimo
significa oitavo
significa nono
significa décimo

Elabora um calendário solar composto de 355 dias distribuídos em 12 meses. Supersticioso, considerava os dias pares azarados. Por isso, diminuiu um dia dos seis meses de 30 dias. Aos seis dias juntou mais 51, formando dois novos meses.

Januarius, com 29 dias, é colocado sob a proteção de Janus, o deus da paz, representado por duas faces, uma olhando para o passado (fim do ano) outra para o futuro (ano novo).

Februarius, com 28 dias, azarado por ser número par, é dedicado ao deus da purificação dos mortos, Februa. Sua denominação faz referência à "febre", é o mês das doenças, considerado de mau agouro. Assim, o ano fica com 355 em vez de 354, que era o valor do ano lunar, para evitar o suposto azar de um número par. A cada dois anos, há um 13º mês, Mercedonius, com 22 ou 23 dias.

Os anos no calendário romano eram chamados de a.u.c. (ab urbe condita), a partir da fundação da cidade de Roma. Neste sistema, o dia 11 de janeiro de 2000 marcou o ano novo do 2753 a.u.c.
O imperador Júlio César reforma o calendário romano criando o calendário Juliano


CALENDÁRIO

UNIVERSAL
Com o passar dos anos e o aumento da necessidade, os esforços concentraram-se ao redor de um plano único, o calendário universal, ao qual já aderiram várias nações.

Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá e muitos outros países deram sua aprovação aos estudos relativos a um novo calendário.
Terá como principais as seguintes características:

Perpétuo: Os anos serão uniformizados, os trimestres e semestres de igual duração.
Isto será obtido dando-se 31 dias ao primeiro mês de cada trimestre e 30 dias aos dois seguintes. Desse modo, o ano, com 12 meses, terá 4 meses de 31 dias, e 8 meses de 30.



CALENDÁRIO

SOLAR
Baseado no ano solar, que é o tempo real gasto pela Terra para completar uma volta completa ao redor do Sol (movimento de translação) . O ano solar, também chamado de tropical, tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.
Estes calendários também vivem repletos de problemas. Não só as rotações da terra sobre si própria não coincide com sua revolução em torno do sol (365 dias e algumas horas), o que faz necessário um dispositivo de correção: esta é a razão da existência dos anos bissextos.

A maioria dos países europeus e do Ocidente assumem este calendário enquanto os países de tradição cristã ortodoxa ainda permaneceram por muito tempo com o calendário juliano não reformado. A Rússia só assume o gregoriano em 1918 e a Grécia em 1923 embora as datas religiosas dos ortodoxos permaneçam respeitando o antigo calendário juliano, e temos portanto diferenças das datas mais solenes da cristandade, entre Ocidente e Oriente ainda que ambas tradições se inspirem nas datas do calendário judaico.


CALENDÁRIO
PERMANENTE
Exemplo: Em que dia da semana caiu o dia 10 de julho de 1926? Foi num sábado. Como?
Explicação: Procure na Tabela A o ano de 1926 e siga na mesma linha à direita, parando no mês de julho na Tabela B. Ao número encontrado (neste caso 4), adicione o número do dia em questão (10) e terá o resultado de 14, verificando na Tabela C que dará sábado.


Tabela A - Anos

Tabela B - Meses
1901 - 2000
2001 - 2092

J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D

25
53
81

09
37
65

4
0
0
3
5
1
3
6
2
4
0
2

26
54
82


10
38
66

5
1
1
4
6
2
4
0
3
5
1
3

27
55
83


11
39
67

6
2
2
5
0
3
5
1
4
6
2
4

28
56
84


12
40
68

0
3
4
0
2
5
0
3
6
1
4
6
01
29
57
85

13
41
69

2
5
5
1
3
6
1
4
0
2
5
0
02
30
58
86


14
42
70

3
6
6
2
4
0
2
5
1
3
6
1
03
31
59
87

15
43
71

4
0
0
3
5
1
3
6
2
4
0
2
04
32
60
88


16
44
72

5
1
2
5
0
3
5
1
4
6
2
4
05
33
61
89

17
45
73

0
3
3
6
1
4
6
2
5
0
3
5
06
34
62
90


18
46
74

1
4
4
0
2
5
0
3
6
1
4
6
07
35
63
91

19
47
75

2
5
5
1
3
6
1
4
0
2
5
0
08
36
64
92


20
48
76

3
6
0
3
5
1
3
6
2
4
0
2
09
37
65
93

21
49
77

5
1
1
4
6
2
4
0
3
5
1
3
10
38
66
94


22
50
78

6
2
2
5
0
3
5
1
4
6
2
4
11
39
67
95

23
51
79

0
3
3
6
1
4
6
2
5
0
3
5
12
40
68
96


24
52
80

1
4
5
1
3
6
1
4
0
2
5
0
13
41
69
97

25
53
81

3
6
6
2
4
0
2
5
1
3
6
1
14
42
70
98


26
54
82

4
0
0
3
5
1
3
6
2
4
0
2
15
43
71
99

27
55
83

5
1
1
4
6
2
4
0
3
5
1
3
16
44
72
00


28
56
84

6
2
3
6
1
4
6
2
5
0
3
5
17
45
73

01
29
57
85

1
4
4
0
2
5
0
3
6
1
4
6
18
46
74


02
30
58
86

2
5
5
1
3
6
1
4
0
2
5
0
19
47
75

03
31
59
87

3
6
6
2
4
0
2
5
1
3
6
1
20
48
76


04
32
60
88

4
0
1
4
6
2
4
0
3
5
1
3
21
49
77

05
33
61
89

6
2
2
5
0
3
5
1
4
6
2
4
22
50
78


06
34
62
90

0
3
3
6
1
4
6
2
5
0
3
5
23
51
79

07
35
63
91

1
4
4
0
2
5
0
3
6
1
4
6
24
52
80


08
36
64
92

2
5
5
1
3
6
1
4
0
2
5
0




Tabela C - Dias/Semana
D
01
08
15
22
29
36
S
02
09
16
23
30
37
T
03
10
17
24
31

Q
04
11
18
25
32

Q
05
12
19
26
33

S
06
13
20
27
34

S
07
14
21
28
35




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