TUDO O QUE VOCÊ QUER SABER SOBRE OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - O NOME DE DEUS É JEOVA ? ESTUDO ... DESMASCARANDO AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ




O nome de Deus é Jeová?






QUAL É O NOME DE DEUS?

Estaremos abordando alguns tópicos a respeito do nome divino, como a origem do nome Jeová, o que é o tetragrama, etc.

As Testemunhas de Jeová alegam ser eles a única religião que usa o nome divino, a única que santifica o nome de Deus. No livro "PODERÁ VIVER PARA SEMPRE NO PARAÍSO", pág. 184 diz: "Como identificar uma religião verdadeira"; ali eles apresentam cinco características de uma religião verdadeira. A primeira é "SANTIFICAR O NOME DE DEUS".

Para eles, santificar o nome de Deus é chamar Deus pelo nome e divulgá-lo, mencionando Mt. 6.9 e Jo 17.6. É importante deixar claro que apesar de Jesus ter dito "Tenho feito manifesto o teu nome", Ele nunca chamou Deus de Jeová.

Por que Jesus nunca chamou Deus de Jeová, ou melhor, dizendo, nunca pronunciou o Seu nome, sendo que as Testemunhas de Jeová alegam que é importante chamar Deus pelo nome?

Eles alegam também que toda pessoa tem um nome, então é lógico que Deus também tenha um nome; dizem também que o nome é para diferenciar o Deus criador dos deuses falsos. Por exemplo: como Deus pode ouvir sua oração se você chamá-lo pelo título "Deus", sabendo que existem outros deuses? Assim Ele não saberia quem você estaria invocando. Isto é um absurdo, caro leitor!

Será que Deus tem um único nome, ou tem outros nomes que nós podemos usá-los para nos referir a Ele? As Testemunhas de Jeová respondem. Livro Jeová, pág. 8:
"Jeová, o imortal... Ele tem se revelado as suas criaturas pelo seu nome Jeová; pelo seu nome Deus...; pelo seu nome Todo-Poderoso...pelo seu nome Altíssimo".

II. A QUESTÃO DA PRONÚNCIA

Algumas informações preliminares para o caro leitor:

No hebraico escrevia-se somente com consoantes; as vogais eram somente pronunciadas, isto é, as vogais eram transmitidas, através das gerações do povo de Israel, oralmente e não de forma escrita, visto que a escrita da língua hebraica possuía apenas as consoantes.

Naquele período era fácil para o judeu porque a língua hebraica era uma língua cotidiana, então eles não tinham dificuldade em pronunciar as palavras. No momento da pronúncia, eles supriam corretamente as consoantes com as devidas vogais.

Depois o hebraico entrou em declínio. Por muitos anos, devido a fatores históricos inelutáveis. Somente no século VI depois de Cristo, é que começaram a surgir os "Massoretas" (do hebraico "massorah", que quer dizer "tradição") os quais instituíram um sistema de pontos e sinais representando as vogais, ou melhor, dizendo, os sons vocálicos abertos e fechados, e por isso são chamados "sinais massoréticos". Estes sinais eram colocados acima, abaixo e até mesmo dentro das consoantes. Convém frisar que essas anotações não fazem parte do texto sagrado original, visto que os manuscritos originais hebraicos são puramente consonantais.

Por essa razão, a palavra que hoje se conhece como Jeová constava unicamente de quatro letras, isto é, quatro consoantes hebraicas que transliteradas são: YHVH, conhecidas como o tetragrama. Portanto não devemos afirmar que a pronúncia do texto massorético de hoje seja exatamente a mesma dos tempos bíblicos.
III. O TETRAGRAMA YHVH

Por que os judeus não pronunciavam o nome divino?

Quando Moisés recebeu os dez mandamentos, Ex. 20.1-17, o versículo 7 -
“Não tomarás o nome do YHVH teu Deus em vão: porque o YHVH não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão"

- deixa claro que Deus não ia tomar por inocente o que invocasse seu nome em vão.

Quando os judeus se deparavam com YHVH, automaticamente eles pronunciavam, liam e falavam Adonay que significa Senhor.

Devido a este temor ou superstição, os judeus deixaram de pronunciar o nome divino. Portanto, não temos como saber que vogais eles usavam na pronúncia do tetragrama YHVH.

É digno de nota que as Testemunhas de Jeová reconhecem que ninguém sabe a pronúncia correta do nome divino. Você leitor pode certificar-se disso examinando a "BROCHURA” (literatura produzida pelas Testemunhas de Jeová) O NOME DIVINO QUE DURARÁ PARA SEMPRE, pág. 7 subtítulo: Como é pronunciado o nome de Deus diz: "A verdade é que ninguém sabe com certeza como o nome de Deus era pronunciado originalmente". Na mesma página, no rodapé, diz: "Portanto, é evidente que a pronúncia original do nome de Deus não mais é conhecida. Nem é realmente importante. Se fosse, o próprio Deus se teria certificado de que fosse preservada para o nosso uso".

Em outra literatura das Testemunhas de Jeová, "PODERÁ VIVER PARA SEMPRE NO PARAÍSO NA TERRA", pág. 43 parág. 11 encontramos: "Portanto, o problema hoje é que não temos meios de saber exatamente que vogais os hebreus usavam junto com as letras YHVH".
A INCOERÊNCIA

Vejamos o que diz a literatura "PODERÁ VIVER PARA SEMPRE NO PARAÍSO NA TERRA", pág. 185 parág. 5: "De fato, conhecer tal nome é necessário para a salvação, conforme diz a Bíblia, pois todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo" Rm. 10.13, na Tradução do Novo Mundo. Obs: as traduções do texto originais foram adulteradas na “Bíblia” das Testemunhas de Jeová visto que a palavra que aparece no original grego é KURIOS (SENHOR), que eles traduzem por Jeová.

No original grego o nome Jeová não aparece nenhuma vez sequer no Novo Testamento. As Testemunhas de Jeová acrescentaram 237 vezes o nome Jeová por conta própria. É por isso que só na Tradução do Novo Mundo - no Novo Testamento - aparece o nome Jeová. Mas quando Kurios é usado em relação a Cristo eles omitem esse fato.
Veja no grego interlinear das Testemunhas de Jeová:

Mt. 4.7 e ¢ f h a u ¢ t v o ¢ ¢ ½ h s o u V Õ a ¢ l i n
Said to him the Jesus Again
g e ¢ g r a p t a i O u ¢ k e ¢ k p e i r a ¢ s e i V
it has been written Not you shall put to the test
K u ¢ r i o n t o ¢ n q e o ¢ n s o u .
Lord the God of you.
Rm. 10.13

P a V g a ¢ r o ² V a ¢ n e ¢ p i k a l e ¢ s h t a i t o ¢
everyone for who likely might call upon the
o ¢ n o m a K u r i ¢ o u s w q h ¢ s e t a i .
name of Lord will be saved.

Agora perguntamos a você amigo leitor: Como pode o nome de Deus não ser importante porque ninguém sabe a pronúncia e ao mesmo tempo ser necessário conhecê-lo para a salvação? Em Pv. 4.19 diz "O caminho dos ímpios é como a escuridão: nem sabem em que tropeçam".
IV. QUANDO SURGIU O NOME JEOVÁ?

No hebraico moderno do século VI depois de Cristo, os Massoretas colocaram os sinais das vogais adonay nas consoantes do tetragrama, daí em diante que os clérigos católicos começaram a tentar escrever o nome divino: Iahweh, Jehovah, Iavé e Jeová.

A partir do ano de 1514 depois de Cristo, começaram a usar o nome JEOVÁ e assim ficou conhecido e usado não porque seja a forma correta, mas por questão de ser bem mais conhecida.

Portanto, em algumas traduções João Ferreira de Almeida, revista e corrigida, antigas, ali encontram o nome Jeová (somente no Antigo Testamento). Esta é a forma incorreta. O certo é Senhor ou Iahweh que estão com as vogais de Adonay que se traduz por Senhor.
V. QUEM FORMULOU O NOME JEOVÁ?

“Por séculos tem havido um grande debate sobre a pronúncia correta do nome pessoal do Criador. Alguns tradutores modernos da Bíblia o escrevem Yawé ou Javé como sendo o mais aproximado da pronúncia correta. Entretanto, Jeová é a forma popular de pronunciá-lo em português. Na versão católica romana, em inglês, conhecida como versão de Westminster das Escrituras Sagradas, que teve como Editor-Geral o Jesuíta Cuthbert Lattey, o tradutor usa Jeová e na sua nota marginal sobre Jonas 1:1, ele diz”:

Em harmonia com a preferência do editor-geral da Versão Westminster, eu emprego o nome ‘Jeová’. É bem conhecido que este certamente não é o equivalente do Nome hebraico.

Extraído do livro "SANTIFICADO SEJA O TEU NOME", pág. 17. Veja também a pág. 19.

Obs: o grifo é nosso. O uso do nome Jeová não é uma questão de transliteração e sim uma questão de preferência pessoal do editor geral.
VI. O NOME JESUS

Agora vamos verificar o que a Bíblia ensina a respeito do nome JESUS.

O nome JESUS aparece 908 vezes no Novo Testamento, o qual foi escrito em grego. Portanto, o nome JESUS é bíblico e consta no original grego.

Amigo leitor, você pode comprovar isto verificando o grego interlinear das Testemunhas de Jeová.

Observe agora como se escreve JESUS em grego: ¢ ½ h s o u V

O NOME JESUS APARECE NOS 27 LIVROS DO NOVO TESTAMENTO.
O NOME JEOVÁ NÃO APARECE EM NENHUM DOS 27 LIVROS DO NOVO TESTAMENTO.
VII. JESUS, O NOME TODO PODEROSO

Devemos ser testemunhas d’Ele - At. 1.8
Salvação em Seu nome - At. 4.11-12; At. 16.30-31
Pessoas são curadas em Seu nome - At. 3.6, 16
Saulo perseguia os que invocavam Jesus - At. 9:21
Jesus é o único Salvador - At. 13.23
Em Seu nome expulsamos demônios - Mc. 16.14-18
A importância do nome Jesus - Mt. 10.22, 32-33; 12.21; Mt. 18.5, 20; 24.9
Jesus nunca chamou Deus de Jeová - Mt. 11.25; 26.39-42; Mc. 14.36; Lc. 10.21; Jo. 11.41
Somos lavados, santificados e justificados em Seu nome - 1Co. 6.11
Há um só Senhor: Jesus Cristo - 1Co. 8.6
VIII. CONCLUSÃO

O nome que devemos invocar para ser salvo é Senhor Jesus. At. 16.30-31
A Bíblia não ensina que devemos crer em alguma organização. E também não ensina qual religião devemos seguir ou filiar-se.


A Bíblia ensina que devemos confiar, crer e obedecer somente em Jesus mediante Sua palavra.
Jesus deixou bem claro que Ele é o único caminho, a verdade e a vida. Jo. 14;06
Ele também disse: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará". Jo. 8.32
Amigo leitor, se você é escravo de alguma organização ou religião, você pode ficar liberto agora mesmo.

Dobre o seu joelho e invoque o nome do Senhor Jesus, e confesse com a sua boca que Ele é Senhor e Salvador da sua vida. Leia João 1:12.




Tudo que você queria saber sobre as Testemunhas de Jeová...
...e nem elas podiam lhe revelar!
“O grande inimigo da verdade, muitas vezes, não é a mentira – deliberada, maquinada e desonesta – mas o mito – persistente, persuasivo e irrealista.”
- Frase de um estadista



01
Introdução
Ao ser mencionado o nome “Testemunhas de Jeová”, é comum vir à mente da maioria de nós a imagem daquelas pessoas bem trajadas, geralmente gentis e sorridentes que batem às nossas portas nas manhãs de domingo, dizendo-se proclamadores de “boas novas” – usualmente chamando nossa atenção para algum aspecto da problemática mundial e oferecendo sua literatura – as revistas “A Sentinela” e “Despertai!”. É provável que você, leitor, já tenha sido visitado por elas ou possua um parente próximo ou amigo que é membro deste exótico movimento religioso. É igualmente digna de nota a persistência com que as Testemunhas de Jeová nos convidam a conhecer melhor sua organização e suas crenças, oferecendo aos moradores estudos bíblicos domiciliares. Fora deste aspecto, as únicas outras coisas com que costumamos associar este grupo religioso são suas crenças incomuns, as quais, às vezes, ocupam espaço na imprensa, tais como sua recusa em receber transfusões de sangue (a mais polêmica de todas) – mesmo ao custo de suas vidas – sua recusa em servir às forças armadas e a abstinência de algumas celebrações populares, tais como o Natal ouaniversários.
À parte deste panorama superficial, quase ninguém têm acesso ao conhecimento do mecanismo de funcionamento interno da entidade, sua estrutura hierárquica, sua história, evolução doutrinária e a metodologia de seus líderes. O mais curioso é que, caso se façam indagações a uma Testemunha de Jeová sobre tais temas, obter-se-ão respostas superficiais e sob uma ótica piedosa – contendo frequentemente termos estranhos ao leigo, tais como “o escravo fiel e discreto”, “os Ungidos” ou “a Grande multidão” – os quais pouco acrescentam de realmente significativo ao que já se sabe.
O objetivo deste artigo é tornar disponível ao leitor, de forma sucinta e direta, uma síntese da história deste movimento religioso e de seus ensinos ao longo dos anos, alguns dos quais – creio – causariam surpresa até aos próprios adeptos. De fato, algumas destas informações não estão disponíveis às próprias Testemunhas de Jeová sinceras em nossos dias. Acredito que, uma vez tendo acesso a estas informações, o leitor passará a ter uma visão ampla da organização, obtendo assim subsídios para fazer uma avaliação imparcial da mesma e tornando-se apto a fazer perguntas e dar respostas na próxima vez que uma Testemunha de Jeová bater à sua porta. Cada informação fornecida neste artigo será, sempre que possível, seguida da fonte bibliográfica – obtida, em sua maior parte, da própria literatura da religião (com nome, data e página). Incrível como possa parecer, após esta leitura, o leitor provavelmente estará mais familiarizado com os interstícios da instituição do que a própria Testemunha de Jeová mediana – coisa que poderá facilmente ser comprovada por ocasião da confrontação destas informações com o próximo pregador que o visitar em sua casa. Primeiro, haverá uma seção de perguntas e respostas e depois um resumo das doutrinas e declarações da religião, desde sua fundação até hoje (acrescentei grifos às palavras mais importantes). É uma leitura, deveras, fascinante!
02
Onde, quando e como se iniciou a religião?
Resposta:
O movimento religioso começou na cidade de Allegheny, Pensilvânia, Estados Unidos, por volta de 1870. Seu criador chamava-se Charles Taze Russell, um comerciante, nascido naquela cidade a 16 de Fevereiro de 1852. Ele fora criado como Presbiteriano, mas afiliou-se à Igreja Congregacional. Desapontado com as religiões, perdeu sua fé na Bíblia. Uma noite, em 1869, assistiu a um culto em uma Igreja Adventista e recuperou sua fé. Formou um grupo independente de estudo e, em 1877, associou-se a Nelson Barbour, um Segundo Adventista, com o qual passou a produzir publicações, separando-se dele – por divergências de ponto de vista – cerca de dois anos depois. Em 1879, começou a publicar a revista Watch Tower, a qual, mais tarde, se tornaria a bem conhecida “A Sentinela”. O Pastor Russell, entre outras coisas, era adepto da piramidologia, simpatizante da maçonaria e extraiu alguns de seus conceitos da astrologia e dos cálculos de um inglês chamado John Acquila Brown, sobre o “fim do mundo”. Ele escreveu diversos livros durante sua vida, nenhum dos quais é hoje publicado. Os seguidores do Pastor Russell chamavam-se inicialmente ‘Estudantes da Bíblia’, tendo adquirido o nome ‘Testemunhas de Jeová’ apenas a partir de 1931. Estudiosos de religião consideram o movimento ‘Testemunhas de Jeová’ como derivado do Segundo Adventismo e do ‘Millerismo’ do século 19.
Fonte: Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), cap. 5 e Apocalypse Delayed – M. J. Penton (1985), parte I.
03
Quantas são as Testemunhas Jeová no mundo?
Resposta:
Apesar de a religião existir há mais de um século, conta com apenas 7.313.173 (sete milhões, trezentos e treze mil, cento e setenta e três) membros no mundo inteiro (o equivalente a cerca de 3,82% da população do Brasil: 191.480.630), espalhados por  umas 236 terras. Todavia, suas publicações já atingiram 473 línguas. - Fonte: Anuário 2.010, página 31 e A Sentinela 1/5/90, página 25.
Veja dados atuais em http://indicetj.com/relatorios.htm
04
Existem ramos dissidentes das Testemunhas de Jeová?
Resposta:
Sim, desde o início do movimento religioso até a década de 50, já se haviam formado mais de 30 seitas dissidentes, algumas existentes até o dia de hoje. Eis o nome de algumas: Russellitas, Rutherfordistas,  “Instituto de Piramidologia” (1920), “Movimento Missionário da Casa do Leigo” (1918),  “Associação dos Estudantes da Bíblia da Epifania” (1955), “Vigias da Manhã” (1937), “Movimento Missionário da Casa Laodicense” (1957), “Associação dos Estudantes da Bíblia da Aurora” (1932), “Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes” (1918), “Os Servos de Jah” (1925), “Sociedade do Anjo de Jeová de Bíblias e Tratados” (1917), “Estudantes da Bíblia Associados” (1917, nome inicial das TJ), “Testemunhas Cristãs de Jeová”, “Verdadeiras Testemunhas de Jeová” e diversas outras.
05
Como uma pessoa se torna Testemunha de Jeová?
Resposta:
Geralmente, após aceitar uma revisita em seu lar, a pessoa é convidada a fazer um estudo ‘bíblico’ por meio de uma das publicações exclusivas da denominação. Neste ínterim, ela é constantemente estimulada a frequentar as reuniões nos chamados “Salões do Reino” e a participar delas e do serviço de pregação de porta em porta. O batismo é realizado por imersão em água, por ocasião das chamadas ‘Assembléias de Circuito’ ou de ‘Distrito’, as quais são realizadas periodicamente. Para habilitar-se ao batismo, a pessoa  (não precisa ser maior de 18 anos de idade), deverá ter concluído, pelo menos, o estudo da publicação já mencionada e deve fazer certos “ajustes” em sua vida, como, por exemplo, recusar o serviço militar (caso a pessoa seja do sexo masculino e tenha 18 anos) por meio de um documento de eximição – o que, no Brasil, acarreta a perda dos direitos políticos (cassação) – e deixar o emprego, caso este tenha algum vínculo direto com as forças armadas ou instituições políticas ou religiosas.
06
Que deveres a pessoa passa a ter após o batismo?
Resposta:
A pessoa deverá freqüentar 5 reuniões semanais, além do estudo ‘pessoal’ e do serviço de pregação, geralmente nos fins de semana. Deve, sempre que possível, fazer proselitismo no trabalho, escola etc. Ela deverá prestar um relatório mensal à organização, informando o total de horas gastas na pregação a cada mês, bem como o total de revistas, livros e brochuras distribuídos ao público. Além disso, deverá tomar parte regularmente em demonstrações e discursos. Os varões são incentivados a atingir os ‘cargos’ de ‘servo ministerial’ ou de ‘ancião’ (pastor). Para ser um membro aprovado da religião, a pessoa deve aceitar – sem questionar – todos os ensinamentos da organização e evitar pensamentos independentes:
"A associação aprovada com as Testemunhas de Jeová requer a aceitação de toda a série dos verdadeiros ensinos da Bíblia, inclusive as crenças bíblicas singulares das Testemunhas de Jeová." - A Sentinela de 1/4/1986, pág. 31.
"Evite ideias independentes....Como se manifestam tais ideias independentes? Um modo comum é questionar o conselho provido pela organização visível de Deus." - A Sentinela de 15/7/1983, pág. 22.
 
07
Como as Testemunhas de Jeová lidam com um membro transgressor ou com quem decide deixar a religião?
Resposta:
Tanto o transgressor moral como o dissidente são submetidos a uma audiência a portas fechadas (sem a presença de observadores, exceto se forem testemunhas do caso) perante um corpo composto normalmente por 3 ‘anciãos’ (pastores) – denominado ‘comissão judicativa’ – o qual tem poderes para
1) apenas admoestar privadamente
2) suspender certos ‘privilégios’ (tais como proferir discursos)
3) censurar publicamente (o anúncio é feito diante de todos na reunião semanal) ou
4) ‘desassociar’ a pessoa (excomunhão).
Aquele que desejar simplesmente deixar a religião sem ser desassociado, pode fazê-lo por entregar um carta de renúncia ou por declarar publicamente não mais ser uma Testemunha de Jeová. A partir daí, a pessoa é considerada ‘dissociada’ – um eufemismo, na verdade, já que o tratamento dispensado à pessoa é o mesmo dos desassociados (A Sentinela, 15/12/1981, p. 19). Nos casos anteriores, a organização mantém um registro documental com os dados sobre a pessoa e o motivo da desassociação, através do formulário S-77 (com três cópias) o qual é remetido e arquivado na sede da instituição (no caso do Brasil, em Cesário Lange-SP). Os demais membros da religião devem cortar relações pessoais tanto com o desassociado como com o dissociado, desaconselhando-se, inclusive, o simples cumprimento. Ainda que se trate de parente próximo (pais, filhos ou cônjuge), recomenda-se reduzir o contato ao mínimo possível (A Sentinela, 15/4/1988, p. 28). Caso descumpra esta norma, este membro também estará sujeito a ser desassociado.
"(...) se o cristão lançasse a sua sorte com um transgressor rejeitado por Deus e desassociado, ou que se dissociou, isso equivaleria a dizer: ‘Eu tampouco quero um lugar no santo monte de Deus.’ Se os anciãos o vissem encaminhar-se nessa direção por associar-se regularmente com alguém desassociado, eles procurariam amorosa e pacientemente ajudá-lo a recuperar o conceito de Deus. (Mat. 18:18; Gál. 6:1) Eles o admoestariam e, se necessário, o ‘repreenderiam com severidade’. Querem ajudá-lo a permanecer ‘no santo monte de Deus’. Mas, se não deixar de se associar com a pessoa expulsa, ele se torna assim ‘partícipe (apoiando ou compartilhando) das obras iníquas’ e terá de ser removido da congregação, expulso. — Tito 1:13; Judas 22, 23; veja Números 16:26." - A Sentinela, 15/12/1981, parágrafo 21, página 27.
Aquele que consultar literatura crítica às crenças das Testemunhas de Jeová ou der ouvidos aos argumentos dos dissidentes, poderá igualmente receber a mesma disciplina.
A edição de A Sentinela de 1/10/1993, pág. 19, referindo-se aos dissidentes - normalmente chamados 'apóstatas' - diz:
"Alguns apóstatas professam conhecer e servir a Deus, mas rejeitam ensinos ou requisitos delineados na Sua Palavra. Outros afirmam crer na Bíblia, mas rejeitam a organização de Jeová e tentam ativamente obstaculizar a sua obra. Quando eles deliberadamente escolhem tal maldade depois de conhecerem o que é correto, quando o mal se torna tão entranhado que se torna parte inseparável de sua constituição, o cristão precisa odiar (no sentido bíblico da palavra) os que se agarraram inseparavelmente à maldade.
Tal 'ódio santo' fora definido cerca de 40 anos antes:
"Temos de odiar no sentido mais verdadeiro, que é encarar com extrema e ativa aversão, considerar como uma abominação, odioso, nojento, detestar." - A Sentinela de 1/10/1952, pág. 599 (em inglês)
Sobre o tema 'ódio e a doutrina das Testemunhas de Jeová', recomendo a leitura dos artigos em http://indicetj.com/indice-a-z.htm#O

08
Elas declaram ser profetas e porta-vozes de Deus
"Assim como Jeová revelou suas verdades, por meio da congregação cristã do 1o. século, assim também ele o faz atualmente, por meio da atual congregação cristã. Por meio desta agência, faz com que se cumpra o profetizar em escala intensificada e sem paralelo. Toda esta atividade não é feita por acasoJeová é quem está por trás de toda ela." - A Sentinela de 15/12/1964, pág. 749 (em português)
"Lá no ano de 613 AEC, Jeová... designou Ezequiel... para ser seu profeta...O mesmo se deu com as testemunhas ungidas e dedicadas de Jeová..." - As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová, 1971, pág. 63 (em português)
"...Quem é este profeta?... Este 'profeta' não era um só homem, mas um grupo de homens e mulheres. Era o grupo pequeno dos seguidores das pisadas de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje são conhecidos como testemunhas cristãs de Jeová." - A Sentinela de 1/10/1972, pág. 581 (em português)
"...  a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo...Ela é a única para qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado... aúnica organização na terra que compreende as 'coisas profundas de Deus'!" - A Sentinela de 1/1/1974, p. 18 (em português)
"...Ocupam uma posição similar a de Paulo s seus colaboradores, quando esse apóstolo falou sobre as maravilhosas verdades que Deus revela ao seu povo: 'É a nósque Deus tem revelado por intermédio de seu espírito'." - A Sentinela de 1/12/1982, pág. 13 (em português)
"A organização visível de Deus hoje também recebe orientação e direção teocráticas." - Poderá Viver para Sempre... , 1982, pág. 195 (em português)
"...o 'profeta' suscitado por Jeová não tem sido um único homem,... mas uma classe. Os membros desta classe, iguais ao profeta-sacerdote Jeremias, estão plenamente dedicados a Jeová Deus... Nesta data avançada, existe apenas um restante desta classe do 'profeta' ainda na terra." - A Sentinela de 1/5/1983, pág. 27 (em português)
09
Elas previram o "fim do mundo" ("Armagedom") para os anos de 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975 e 2000
  • 1914
"Nós apresentamos prova de que... a 'batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso' (Rev. 16: 14)... terminará em 1914 A.D., com a vitória completa sobre o governo terrestre..." - Estudos das Escrituras III, 1905, editorial 26 (em inglês)
"...a completa destruição dos poderes... deste mundo maligno - político, financeiro, eclesiástico - por volta do fim do Tempo dos gentios, outubro de 1914." - Estudos das Escrituras IV, 1897, págs. 604,622 (em inglês)
  • 1915
"A 'batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso' (Rev. 16: 14)... terminará em 1915 A.D., com a vitória completa sobre o governo terrestre...... consideramos umaverdade estabelecida que o final dos reinos deste mundo, e o completo estabelecimento do reino de Deus, se cumprirão próximo do fim de 1915 A.D." - Estudos das Escrituras III, 1915, editorial 101 e 99 (em inglês)
  • 1918
"Parece conclusivo que as 'dores de aflição' da Sião Nominal estão fixadas na passagem de 1918... há razões para crer que os anjos caídos invadirão as mentes de muitos da igreja nominal, levando-os a uma conduta excessivamente tola e culminando com sua destruição às mãos de massas enfurecidas... Também, no ano de1918, quando Deus destruir as igrejas e seus membros aos milhões..." - O Mistério Consumado, 1917, págs. 128,129 e 485 (em inglês)
  • 1925
"Seja como for, há evidência de que o estabelecimento do Reino na Palestina será provavelmente em 1925dez anos mais tarde do que nós uma vez tínhamos calculado [isto é, 1915]." - O Mistério Consumado, 1917, pág. 128 (em inglês)
"Por conseguinte, nós podemos esperar confiantemente que 1925 marcará o retorno de AbraãoIsaqueJacó e os profetas fiéis da antiguidade... um cálculo simplesdos jubileus traz-nos a este importante fato." - Milhões que Agora Vivem Nunca Morrerão, 1920, págs. 88-90 (em inglês)
  • 1941
"... os meses que restam antes do Armagedom." - A Sentinela de 15/9/1941, pág. 288 (em inglês)
  • 1975
"Devemos presumir, à base deste estudo, que a batalha do Armagedom já terá acabado até o outono de 1975 e que o reinado milenar de Cristo, há muito aguardado, começará então? Possivelmente... A diferença talvez envolva apenas semanas, ou meses, não anos." - A Sentinela de 15/2/1969, pág. 115 (em português)
  • Século 20
"O apóstolo Paulo servia de ponta de lança na atividade missionária cristã. Ele também lançava o alicerce para uma obra que seria terminada em nosso século vinte." - A Sentinela de 1/1/1989, pág. 12 (em português)
Nota:
Em 1929, as Testemunhas de Jeová construíram uma mansão em San Diego, Califórnia, EUA – chamada Beth-Sarim – destinada a servir de residência aos patriarcas bíblicos Abraão, Isaque e Jacó, cujaressurreição havia sido prevista para 1925. Mas eles não apareceram para tomar posse. Quem residiu lá até 1942 – ano de sua morte – foi, na verdade, o então Presidente da organização, J. F. Rutherford. - (Veja Beth-Sarim)
Em 1939, foi construído um abrigo antiaéreo secreto em uma propriedade vizinha – chamada Beth-Shan. Pouco depois da II Guerra Mundial, a organização silenciosamente vendeu os dois imóveis. A publicação oficial das Testemunhas de Jeová, o livro Proclamadores, admite a existência de Beth-Sarim (pág. 76) – embora omita que a escritura da casa foi feita em nome dos patriarcas bíblicos – e silencia totalmente quanto à existência de Beth-Shan. - (Veja Beth-Shan)


10
Acreditam que SÓ os membros de sua religião têm esperança de sobreviver ao "fim do mundo"
"Nunca se esqueça de que apenas a organização de Deus é que sobreviverá ao fim deste sistema moribundo. Portanto, aja sabiamente e faça planos para a vida eterna por construir seu futuro em harmonia com a organização de Jeová." - A Sentinela, 15 de fevereiro de 1985, p. 31.

"Apenas as Testemunhas de Jeová, os do restante ungido e os da Grande Multidão, qual organização unida sob a proteção do Organizador Supremo, têm esperança bíblica de sobreviver ao iminente fim deste sistema condenado, dominado por Satanás, o diabo." - A Sentinela de 1/9/1989, pág. 19.
 
11
Acreditam que Jesus Cristo NÃO é o mediador de TODA a humanidade, mas apenas de uma classe de 144.000 pessoas (os “ungidos”), – os únicos que vão para o céu; os demais, chamados de “Grande Multidão” – os quais esperam ter vida eterna na terra como seres de carne e osso – dependem da instituição, denominada “O Escravo Fiel e Discreto”, para se salvar.
"De modo que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o 'mediador' apenas dos cristãos ungidos". - A Sentinela de 15/9/1979, pág. 32 – Perguntas dos Leitores.
"As pessoas de todas as nações que têm a esperança de vida eterna na terra se beneficiam mesmo agora dos serviços de Jesus. Embora ele não seja seu Mediador legal, pois elas não estão no novo pacto, Jesus é o meio de elas se aproximarem de Jeová." - A Sentinela de 15/8/1989, pág. 31.
"Do mesmo modo, o Moisés Maior, Jesus Cristo, não é o Mediador entre Jeová Deus e toda a humanidade. Ele é o Mediador entre seu Pai celestial, Jeová Deus, e a nação do Israel espiritual, que está limitado a 144.000 membros." - Segurança Mundial sob o ‘Príncipe da Paz’ (1986), página 11, parágrafo 16.
“Além do mais, uma organização dirigida pelo espírito [de Deus] deve ser usada em conexão com o envio destes verdadeiros pregadores de ‘boas novas’. ” - A Sentinela de 15/7/1984, págs. 14 e 15 (em inglês)
“Jeová e Cristo dirigem e corrigem o escravo [a organização] quando necessário, não a nós como indivíduos... Nós devemos seguir junto com a organização teocrática do Senhor e esperar por mais esclarecimento...”- A Sentinela de 1/2/1952, págs. 79, 80 (em inglês)

12
Acreditam que, em 1919, Jesus Cristo – entronizado desde 1914 – rejeitou TODAS as outras religiões e escolheu as Testemunhas de Jeová (então “Estudantes da Bíblia”) como o “único canal” de comunicação entre Deus e os homens 
“Os fatos históricos mostram que 1919 foi o ano em que o remanescente terrestre dos 144.000 herdeiros do Reino começaram a ser libertados de Babilônia, a Grande. Naquele ano, a mensagem do Reino de Deus estabelecido começou a ser pregada de casa em casa e divulgado pelas Testemunhas cristãs de Jeová de um modo destemido. Esta pregação do Reino como estabelecido em 1914 foi em cumprimento da profecia de Jesus em Mateus 24: 14.” - livro Caiu Babilônia, a Grande! (1963), pág. 77, parágrafo 26

"Assim como as profecias bíblicas apontavam para o Messias, elas também nos encaminham ao unido corpo de cristãos ungidos das Testemunhas de Jeová, que serve atualmente qual escravo fiel e discreto. Todos os que desejam entender a Bíblia devem reconhecer que a 'grandemente diversificada sabedoria de Deus'  pode ser conhecida através de seu canal de comunicação de Jeová, o escravo fiel e discreto. - João 6:68" - A Sentinela de 01/10/94, pág. 8

"A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia." - A Sentinela 01/08/82 , pág. 27



13
Ataques às Igrejas Católica e Protestante
 "As igrejas Católica, Ortodoxa e, mais tarde, as Protestantes... tornaram-se parte de Babilônia a Grande, o império mundial da religião falsa do diabo." - A Sentinela de1/12/1991, pág. 13
“De modo que católicos mataram outros católicos com aprovação de seus líderes religiosos, e os protestantes fizeram o mesmo”. - Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra (1982), pág. 28
“Em vez de ajudar as pessoas na sua busca do Deus Verdadeiro, as numerosas seitas e denominações que surgiram em resultado do livre espírito da Reforma Protestante apenas as dirigiram a muitas diferentes direções. De fato, a diversidade e a confusão levaram muitos a questionar a própria existência de Deus.” - O Homem em Busca de Deus (1990), pág. 328

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Racismo
  • "...É verdade que a raça branca exibe algumas qualidades de superioridade sobre qualquer outra...” - Zion’s Watch Tower de 15/7/1902, pág. 3043 (reimpressão)
  • “Deus pode mudar a pele etíope [negra] no seu devido tempo.” - Zion’s Watch Tower de 15/7/1904, pág. 3320 (reimpressão)
  • "Eles [os negros] têm sido e são uma raça de serviçais... Não há no mundo um serviçal tão bom quanto um bom serviçal de cor, e a satisfação que ele obtém por prestar um fiel serviço é uma das mais puras satisfações que há no mundo." - A Idade de Ouro de 24/7/1929, pág. 207 (em inglês)
  • "Deus... evidentemente tem sido um respeitador das raças, e tem abençoado especialmente certos ramos da raça Ariana na Europa e América... a raça branca tem sido mais abundantemente abençoada com a luz das boas novas do que outras... a Igreja eleita provavelmente será composta principalmente da altamente favorecida raça branca.." - A Bíblia versus a Teoria da Evolução (1898), págs. 30,31 (em inglês)
  • "As raças negra e latina provavelmente sempre serão inclinadas à superstição." - Zion's Watch Tower de 1/4/1908, pág. 99
  • "...as diversas raças da humanidade provavelmente terão seus interesses espirituais como Novas Criaturas melhor preservados por alguma medida de separação." - Estudos das Escrituras - Vol III (1904), pág. 490 (em inglês)
  • "EDUCAÇÃO DE NEGROS EM CINCINNATI - Negros por toda a cidade vão a esta escola por opção. Eles sentem que podem ter melhores oportunidades permanecendo em seu próprio grupo, e estão provavelmente certos... sob as condições imperfeitas presentes, uma sábia segregação é provavelmente uma vantagem para todos os envolvidos." - A Idade de Ouro de 1/10/1919, pág. 8 (em inglês)
  • "Hispânicos.. e outras raças retrógradas..." - A Idade de Ouro de 30/11/1927, pág. 141 (em inglês)
  • "Cuidadosas observações em uma escola em Londres mostraram que as crianças davam suas melhores risadas, não com comédias 'pastelão', mas...olhando um mineiro negro comer um prato cheio." - A Idade de Ouro de 1928, pág. 684 (em inglês)
Nota: Não seria correto afirmar que as Testemunhas de Jeová, hoje, constituem uma comunidade racista (pelo menos, não mais do que outras religiões ou culturas o são). Não obstante, não se pode deixar de perceber em seus artigos, tais como os acima transcritos, a representação do pensamento tradicional da época em que foram escritos, os quais não conseguem disfarçar, em seu teor, uma forma, por assim dizer, sutil e 'piedosa' de racismo.

 
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Ati-semitismo
  • "Seja sabido, de uma vez por todas, que aqueles homens gananciosos, sem consciência e egoístas que se chamam Judeus, e que controlam a maior parte das finanças do mundo e os negócios do mundo, nunca serão dirigentes desta nova terra. Deus não correria o risco com tais homens egoístas em uma posição tão importante." - A Idade de Ouro de 23/2/1927, pág. 343 (em inglês)
  • “Os Judeus receberam mais atenção do que realmente mereciam.” - Vindicação (1932), pág. 258 (em inglês)
  • “...O Clero Protestante... com os rabis da organização religiosa judaica, seguem as direções da organização Católica Romana... todos eles praticam a religião, da qual o diabo é o autor.” - Inimigos (1937), pág. 212 (em inglês)
  • “Atualmente, os assim chamados ‘Protestantes’ e o clero Yiddish [judeu] cooperam abertamente e são controlados pelas mãos da Hierarquia Católica Romana, como simplórios palermas...” - Inimigos (1937), pág. 222 (em inglês)
  • “Entre os instrumentos que ela (a Prostituta de Babilônia) usa, estão os homens ultra-gananciosos chamados ‘Judeus’ que só procuram o lucro pessoal. - Inimigos (1937), pág. 281 (em inglês)
Nota: De modo semelhante às questões sobre racismo, não seria correto atribuir às Testemunhas de Jeová, hoje, uma filosofia anti-semita. Por outro lado, também não podem passar despercebidas certas oscilações de pensamento da entidade com relação ao povo judeu, em função da época. Por exemplo, nas publicações Conforto para os Judeus (1925) e Vida (1929), a organização defende, a exemplo de seu fundador, ideias claramente sionistas. Subitamente, a partir da década de 30 - época em que o anti-semitismo ganhou novo impulso mundial - é nítida a mudança no teor das publicações da Sociedade Torre de Vigia. Queira o leitor atentar para as datas em que as declarações acima foram feitas - coincidentes com a ascensão do nazi-fascismo na Europa.
 

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Piramidologia

Quadro da película "Fotodrama da Criação" (1914), de C.T. Russell
 
  • “...refere-se à Grande Pirâmide, cujas medidas confirmam o ensino bíblico de que 1878 marcou o começo da colheita...” - A Sentinela de 1/10/1917, pág. 6149 (em inglês)
  • “...a Pirâmide do Egito, permanecendo como uma testemunha silenciosa e inanimada do Senhor...” - A Sentinela de 15/5/1925, pág. 148 (em inglês)
  • "...quando se lançou a idéia segundo a qual a grande pirâmide é a 'Testemunha' de Jeová, cujo testemunho é de igual importância tanto para a verdade divina quanto para a ciência pura..." - Thy Kingdom Come (1897), cap. 10, pág. 320
  • "...[a pirâmide] converteu-se em objeto de interesse crescente para cada cristão maduro no estudo da palavra de Deus; pois ela parece dar-nos de uma maneira notável, e de acordo com todos os profetas, um esquema do plano de Deus para o passado presente e futuro." - Thy Kingdom Come (1897), cap. 10, pág. 314
  • "Então Satanás colocou o seu conhecimento na pedra morta [a pirâmide], que pode ser chamada Bíblia de Satanás, e não testemunha pétrea de Deus." - A Sentinela de 15/11/1928, pág. 344 (em inglês)
E mais: O livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), pág. 201, admite a piramidologia como parte de seus ensinos primitivos, embora justifique isto por dizer que tratava-se apenas de “um pensamento” do Pastor Russell, por cerca de 35 anos.

O pastor Russell em uma de suas visitas à pirâmide do Egito
Nota: Em 1912 - durante uma de suas visitas à pirâmide de Gizé - o pastor Russell proferiu o célebre discurso "Uma Testemunha de Deus - A Grande Pirâmide do Egito". Uma evidência adicional do envolvimento da religião com piramidologia existe até hoje, na forma de um enorme monumento de pedra, em forma de pirâmide, o qual jaz ao lado do sepulcro de Russell, no Cemitério Rosemont United (Pittsburgh, Pensilvânia, EUA). O leitor poderá visitar este monumento no seguinte endereço: http://www.geocities.ws/irmaobrasil/tumulo.htm
Recentemente – no primeiro número de A Sentinela (1/1/2000, páginas 9 e 10) – a religião fez uma confissão mais pormenorizada de seu envolvimento com a piramidologia, embora não mencionasse que este envolvimento perdurou até 1928, durante a 2ª presidência da entidade e 9 anos após a ‘aprovação’ do “Escravo Fiel e Discreto”, em 1919, por Jesus Cristo.

 
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Astrologia



Quadro do "Fotodrama da Criação" (1914), de C.T. Russell
 
  • “Nós questionamos seriamente todas as declarações da astrologia; ainda assim, o que se segue - qualquer que seja a fonte das sugestões, até mesmo do próprio adversário - parece marcadamente verdadeiro quanto às nossas expectativas baseadas na Palavra do Senhor. Apenas por essa razão nós o publicamos como segue: - Saturno é o representante do grande poder motivador que tem dominado a mente humana até o presente momento... Saturno - Deus guarda seu trono... Júpiter, representando a lei, religião e a moralidade... Júpiter também deve transferir sua anterior lealdade ao ganancioso Saturno para o recentemente descoberto fator que defende a irmandade universal, isto é, Urano. Quando Urano e Júpiter se encontrarem no signo benigno de Aquário em 1914, a era há muito prometida terá tido um belo começo na obra de libertar os homens na busca de sua própria salvação e assegurará a realização final dos sonhos e ideais de todos os poetas e sagas da História...Urano está preparando o caminho para Netuno, o qual simboliza o amor em sua forma mais elevada - o cumprimento da lei. Em 1903, Júpiter estará no signo de Peixes..." - A Sentinela de 1/5/1903, págs. 127-131 ou págs. 3183,3184 na reimpressão (em inglês)
  • Por esta razão tem sido feita a sugestão de que [a constelação de] Plêiades pode representar a residência de Jeová, o lugar de onde ele governa o universo.” - A Sentinela de 15/6/1915, pág. 5710 (em inglês)
  • “Mas a grandeza em tamanho de outras estrelas ou planetas é pequena quando comparada com Plêiades em importância, porque Plêiades é o lugar do trono eterno de Deus....Tem sido sugerido, e com bastante peso, que uma das estrelas do grupo [‘Alcyone’] é o local de habitação de Jeová.” - Reconciliação (1928), pág. 14 (em inglês) E mais: Zions WT de 15/5/1895, pág. 1814 e Criação (1927), pág. 94 (em inglês)
Nota: o entendimento sobre a estrela “Alcyone” e a constelação de “Plêiades” perdurou por 62 anos, de 1891 a 1953 – 35 anos após uma suposta inspeção de Cristo e Jeová à organização e 34 anos após a “aprovação” deles à organização, em 1919. (A Sentinela de 15/04/89, página 7, parágrafo 9 e A Sentinela de 15/03/90, página 15, parágrafo 4) .

 
18
Comunicação com o mundo espiritual
  •  “Uma verdade apresentada pelo próprio Satanás é tão verdadeira quanto uma verdade declarada por Deus... Aceite a verdade onde quer que a encontre, não importa o que ela contradiga.” - Zion’s Watch Tower, Julho de 1879, págs. 8 e 9.
  • “Este verso (Revelação 8:3) mostra que, embora o Pastor Russell tenha transposto a cortina [ou morrido], ele ainda está dirigindo cada aspecto do trabalho de colheita... Nós sustentamos que ele supervisiona... o trabalho a ser feito” - O Mistério Consumado (1917), págs. 144, 256 (em inglês)
  • “Então nosso querido Pastor, agora em glória [morto], está, sem dúvida alguma, manifestando profundo interesse no trabalho de colheita, e Deus lhe permite exercitar uma forte influência em razão disso.” - A Sentinela de 1/11/1917, pág. 6161 (reimpressão)
Nota: O Pastor Russell faleceu em 1916 – cerca de um ano antes do lançamento destes dois últimos artigos. Além disso, a religião já fez uso – como fonte de apoio para a sua tradução do texto bíblico de João 1:1 – dos escritos de dois médiuns espíritas: Johannes Greber e John S. Thompson – Ajuda ao entendimento da Bíblia (1969), pág. 1245, e Kingdom Interlinear Translation (1985), págs. 1139 e 1140.

 
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Ocultismo
Em 1914, o 'pastor' Russel lançou o célebre "Fotodrama da Criação" - um ambicioso projeto que combinava películas cinematográficas, slides e trilha sonora (Livro Proclamadores, págs. 56 a 60). As imagens destacavam, entre outras coisas, os signos do zodíaco, a pirâmide e a esfinge do Egito e, conforme se vê abaixo, o emblema dos Estudantes da Bíblia, o símbolo da cruz e da coroa - o mesmo que apareceria na capa das publicações da Sociedade Torre de Vigia até os anos 30.


- Todos os volumes de Studies in the Scriptures (1886 – 1917) estampavam, na capa, o “disco alado” egípcio, símbolo pagão do deus-sol Rah:




- A capa da revista A Sentinela (em inglês) apresentava, até 1931, o símbolo místico de ‘cruz e coroa’ (no alto, à esquerda) - símbolo da Igreja da 'Ciência Cristã' - e o elmo da armadura dos Cavaleiros Templares – 33º Grau da Maçonaria (no alto, à direita):
 
Veja os símbolos na publicação Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), págs. 88 e 201.


20
Proibição e liberação das vacinas
  • “A vacinação é uma violação direta do pacto eterno que Deus fez com Noé após o dilúvio”. - A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 293 (em inglês)
  • “Pessoas ponderadas prefeririam ter varíola em vez de serem vacinadas, porque as vacinas propagam as sementes da sífilis, cancros, eczema, erisipelas, scrofula, tuberculose, até a lepra e muitas outras doenças nojentas. Portanto, a prática da vacinação é um crime, um ultraje, e um engano.” - A Idade de Ouro de1/5/1929, pág. 502 (em inglês)
  • “As vacinas nunca salvaram uma vida humana. Não previnem a varíola." - A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 294 (em inglês)
  • "Usem seus direitos como cidadãos Americanos para abolir para sempre a prática demoníaca das vacinas." - A Idade de Ouro de 12/10/1921, pág. 17 (em inglês)
  • "Já se demonstrou conclusivamente que não existe tal coisa como a hidrofobia [raiva]!" - A Idade de Ouro de 1/1/1923, pág. 214 (em inglês)
  • "Nunca se provou que uma única doença seja devida a germes." - A Idade de Ouro de 16/1/1924, pág. 250 (em inglês)
  • "As doenças são causadas por fermentação e calor... não por germes." - A Idade de Ouro de 25/8/1926, pág. 751 (em inglês)
  • "Evite inoculações de soro e vacinas, pois elas poluem a corrente sanguínea com seu pus nojento." - A Idade de Ouro de 13/11/1929, pág. 106,107 (em inglês)
  • "A questão da vacinação é algo que o indivíduo deve encarar e decidir por si próprio." - A Sentinela de 15/12/1952, pág. 764 (em inglês)
  • "As vacinas parecem ter causado uma drástica redução das doenças.." - Despertai! de 22/8/1965, pág. 20 (em inglês)
Nota: A revista A Idade de Ouro [Golden Age] – publicada de 1919 a 1937, pelas Testemunhas de Jeová – é considerada por certos autores como uma das fontes literárias mais prolíficas em aberrações científicas, ataques à medicina tradicional, endosso de terapias folclóricas – às vezes fatais – e charlatanismo em assuntos médicos. Os trechos extraídos acima - provavelmente originários da mente do editor da revista, Clayton Woodworth - parecem confirmar esta opinião. Para conhecer este assunto mais profundamente, veja o tópico "Medicina" em http://indicetj.com/indice-a-z.htm#M


21
Proibição e liberação dos transplantes de órgãos ou tecidos
  • "Há alguma coisa na Bíblia contra se doar os olhos (após a morte) para serem transplantados numa pessoa viva? A questão de se colocar o corpo ou parte do corpo à disposição dos homens da ciência ou dos médicos, após a morte, para experiências científicas ou para transplantação em outros, não é vista com bons olhos por certos grupos religiosos. Entretanto, não parece haver nenhum princípio ou lei bíblica envolvida. É, portanto, algo que cada pessoa deve decidir por si mesma." - A Sentinela de 1/2/1962, pág. 96.
  •  "Será que há alguma objeção bíblica a que se doe o corpo para uso na pesquisa médica ou que se aceitem órgãos para transplante de tal fonte?... Aqueles que se submetem a tais operações vivem às custas da carne de outro humano. Isso é canibalesco... Jeová não deu permissão para os humanos tentarem perpetuar suas vidas por receberem canibalescamente em seus corpos a carne humana, quer mastigada quer na forma de órgãos inteiros ou partes do corpo, retirados de outros." - A Sentinela de 1/6/1968, págs. 349, 350.
  • "Embora milhares de transplantes de córnea sejam realizados cada ano... Há aqueles, como as testemunhas cristãs de Jeová, que consideram todos os transplantes entre humanos como canibalismo..." - Despertai! de 8/12/1968, págs. 21,22.
  • "... as Testemunhas de Jeová se opõem em sã consciência a todos os transplantes como sendo mutilação desnecessária de seus corpos criados por Jeová, e puro canibalismo." - Despertai! de 8/12/1968, pág. 30.
  • "Deve a congregação tomar ação quando um cristão batizado aceita o transplante dum órgão humano, tal como a córnea ou um rim? No que se refere ao transplante de tecido ou osso humano para outro, é um caso de decisão conscienciosa de cada uma das Testemunhas de Jeová... É um assunto para decisão pessoal." - A Sentinela de 1/9/1980, pág. 31.
Nota: Entre os anos de 1968 e 1980, pelo menos um relato de morte por recusa religiosa de transplante foi registrada entre os membros das Testemunhas de Jeová. Trata-se do caso de Arvid Moody, 68 anos de idade, em Massachusetts-EUA, por volta de Junho de 1978, o qual faleceu após recusar um transplante de rim. Fonte: http://www.ajwrb.org/testimonies/moreMOODY.html


22
Proibição e liberação das transfusões de sangue
  • “... um dos médicos na emergência principal doou um quarto de seu sangue para transfusão, e hoje a mulher vive e sorri alegremente...” - Consolação (25/12/1940), pág. 19 (em inglês)
  • “... se, no futuro, ele persistir em aceitar transfusões de sangue ou em doar sangue... ele mostra que não se arrependeu realmente... e deve ser cortado [da congregação] por serdesassociado.” - A Sentinela 1/12/1961, pág. 736 (em português)
Nota: A edição de 15/06/2000 da revista A Sentinela (págs. 29-31) traz um curioso artigo, no qual agora se autoriza, por parte das Testemunhas, o uso de "frações" dos componentes "maiores" do sangue - plasma, hemáceas, leucócitos e plaquetas - os quais requerem doação, estocagem e processamento de grandes quantidades de sangue. Paradoxalmente, as Testemunhas continuam proibidas tanto de doar o sangue para a obtenção destas "frações" permitidas como de receber tais componentes "maiores" integralmente. Caso o leitor deseje conhecer em pormenores a evolução dessa doutrina, basta ir ao endereço:  http://www.geocities.ws/irmaobrasil/sangue3.htm

23
Proibição do voto
  • “As Testemunhas são neutras nas guerras e lutas entre as nações, e mantêm-se livres de todo envolvimento político, nem mesmo votando...” - A Sentinela 15/06/1978, pág. 14 (em português)
  • “... Testemunhas de Jeová mantêm-se separadas de toda política, nem mesmo votando...” - A Sentinela (WatchTower) 15/10/1973, pág. 627 (em inglês)
  • “As Testemunhas... não tomam parte em votar nas eleições. Não transigem na sua posição de neutralidade em assuntos de política...; se forem às seções eleitorais e anularem o seu voto de algum modo, quer riscando-o quer anotando nele, por exemplo, as palavras 'Para o Reino de Deus' ”. - A Sentinela 15/11/1964, pág. 692 (em português)
Nota: a posição intransigente da religião quanto à proibição da aquisição da carteira de identidade do partido único do governo do país africano Malauí, resultou, durante as décadas de 60 e 70, em perseguição, assassinatos e estupros de milhares de Testemunhas de Jeová naquele país. (Livro Proclamadores, página 674) Curiosamente, durante o mesmo período, a religião autorizava seus adeptos no México – país onde se registrou como entidade ‘cultural’ e não religiosa – a pagar uma propina a funcionários públicos para receberem um documento militar (“cartilla”), no qual constavafalsamente que a pessoa já havia prestado o serviço militar e agora fazia parte da ‘primeira reserva’ do Exército. Para saber mais detalhes, o leitor poderá ir a http://members.fortunecity.com/torredevigia/mexico.htm ou adquirir o livro “Crise de Consciência”, R. Franz (1999), escrevendo para cidfa@fortalnet.com.br.
 
24
Proibição e liberação do serviço militar alternativo
  • "Não deveria haver nada contra nossa consciência em entrar para o exército." - A Sentinela (WatchTower) 15/4/1903, pág. 120 (em inglês)
  • “Um exame dos fatos históricos mostra que as Testemunhas de Jeová não somente recusaram vestir uniformes militares e pegar em armas, durante o último meio século, ou mais, mas que também recusaram fazer serviços não-combatentes ou aceitar outro serviço militar.” - Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro (1983), pág.167
  • "Um irmão talvez ache agora que pode prestar conscienciosamente este serviço sem violar sua neutralidade cristã..." - A Sentinela de 15/8/1998, pág. 17
IMPORTANTE: por cerca de 50 anos, a religião proibia a seus adeptos não só o serviço militar, como também o serviço alternativo, até 1996, ano em que a posição anterior foi revista – somente para aqueles países em que tal serviço é coordenado por alguma entidade civil não religiosa. Vale ressaltar que esta equivocada postura anterior representou, para muitas Testemunhas de Jeová no mundo inteiro, o encarceramento ou a morte. No Brasil, os jovens são instruídos a solicitar às forças armadas um ATESTADO DE EXIMIÇÃO, o qual custa-lhes seus direitos políticos – cassação – o que, na prática, significa que o jovem não terá título de eleitor ou carteira de reservista, estando, por este motivo, impedido de prestar concurso público ou de adquirir passaporte. Todavia, diversas Testemunhas de Jeová (inclusive 'anciãos') exercem hoje cargos em repartições públicas e órgãos do governo, mesmo sendo eximidos, o que constitui uma violação clara das leis do país (passível de denúncia às autoridades), as quais só concedem este privilégio àqueles em pleno gozo de seus direitos políticos. Estranhamente, a Sociedade Torre de Vigia, com seu silêncio diante desta situação, tem se mostrado, no mínimo, conivente com a ilegalidade, a despeito de recomendar seus membros ao público como "os cidadãos mais leais...que não procuram esquivar-se de leis inconvenientes a seus próprios lucros" e de afirmar que as Testemunhas precisam se "comportar honestamente em todas as coisas" (livro Proclamadores, pág. 196, linha 7 e pág. 178, parágrafo 4). Como prova documental da cassação a que os jovens estão sujeitos, publico esta cópia de um trecho do Atestado de Eximição, onde se declara expressamente que o jovem perdeu seus direitos políticos, em razão de convicção religiosa:

25
Violação da "neutralidade cristã"
  • "De acordo com a resolução do Congresso em 2 de Abril, e com a proclamação do Presidente dos Estados Unidos em 11 de Maio, sugere-se que o povo do Senhor em todos os lugares, faça de 30 de Maio um dia de oração e súplica. A Deus aprouve graciosamente fazer com que esta nação fosse formada e se desenvolvesse sob as mais favoráveis condições no mundo para a preservação da liberdade civil e religiosa." - A Sentinela de 1/6/1918, pág. 174 (em inglês)
  • "Um cristão, não desejando matar, talvez não tenha sido conscienciosamente capaz de comprar bônus [de guerra] do governo; mais tarde ele considera que grandes bênçãos recebeu sob este governo, e percebe que a nação está em apuros e encarando o perigo quanto a sua liberdade, e ele se sente conscienciosamente capaz de enviar algum dinheiro ao país, simplesmente do mesmo modo que ele o enviaria a um amigo em dificuldades." - A Sentinela de 1/6/1918, pág. 6268 (reimpressão em inglês)
  • "Desde que a Casa de Betel foi fundada, num canto da sala de visita tem sido preservado um pequeno busto de Abraham Lincoln, com duas bandeiras americanas hasteadas sobre ele... Nada vemos de impróprio para com o dever de um cristão." - A Sentinela de 15/5/1917, pág. 150 (em inglês) 
  • "Todos na América deveriam ter satisfação em mostrar a bandeira Americana..." - A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 293 (em inglês)
Nota: o lançamento dos dois primeiros artigos acima, em 1918, causou uma imediata reação de repúdio entre muitos membros da Sociedade Torre de Vigia na época, ocasionando uma ruptura no movimento, da qual nasceu uma entidade de dissidentes - "Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes" - os quais ficaram conhecidos como Standfasters. A própria Sociedade admite a quebra da 'neutralidade política' em sua publicação Proclamadores, pág. 191, muito embora não transcreva o artigo sobre o "dia de oração e súplica" e tampouco mencione a questão da compra de bônus de guerra. Karl Klein, falecido membro do Corpo Governante, em seu depoimento pessoal sobre aquela época - Despertai! de 22/9/1987, pág. 17 - admite que os dissidentes Standfasters "viam esta questão com clareza", mas ao mesmo tempo, por uma questão de "lealdade aos co-Estudantes da Bíblia", decidiu "correr o risco" e permanecer ao lado da Sociedade, mesmo diante de tal violação clara do princípio da neutralidade!
 
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Comprometimentos com o Nazismo
Em 25 de Junho 1933, na Alemanha, em pleno regime nazista – após ataques do governo à sede das Testemunhas de Jeová (‘Estudantes da Bíblia’), em Magdeburg – uma conferência de cerca de 5000 adeptos da religião foi secretamente realizada em Berlim. Nesta conferência foi redigida aquela que ficou conhecida como Declaração de Fatos (Erklärung) , bem como uma carta pessoal Adolf Hitler, ambas contendo expressões de elogio aos ‘princípios’ do governo nazista e ataques ao povo judeu, aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha. A própria Sociedade Torre de Vigia não nega a existência da ‘Declaração de Fatos’ . Uma transcrição da mesma foi publicada, em inglês, no ano seguinte ao de sua escrita, no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934, com conteúdo idêntico aos originais em alemão. Ainda hoje, podem-se encontrar cópias de tais documentos no Museu do Holocausto (EUA).
Cerca de 40 anos depois, no Anuário de 1974 (1975, em português), a religião admite que o documento provocou um sério mal estar em muitos dos presentes à reunião. De modo lacônico, o artigo diz que o conteúdo da declaração havia sido "amainado" - um eufemismo, se considerarmos o seu teor anti-semita e o endosso expresso aos princípios nazistas (ditos ‘apolíticos’). Mesmo assim, a declaração foi distribuída aos milhões. O artigo prossegue acusando o representante pela sede alemã na época – Paul Balzereit – de ser o responsável por uma alteração no conteúdo dos documentos – o que, na prática, corresponde a uma admissão de que seu conteúdo era, de fato, comprometedor.
Mais recentemente, na revista Despertai! de 8/7/1998, a religião admite que a acusação era inverídica, absolve o acusado e adota agora outra linha de defesa, ou seja, a justificação do conteúdo destes dois documentos. Trata-se de matéria longa, de conteúdo chocante, para cujo porte não se dispõe de espaço neste artigo. Além disso, mais de cinco décadas de separação entre este embaraçoso documento e a vasta maioria das Testemunhas de Jeová na atualidade certamente contribuem para o obscurecimento da gravidade de seu conteúdo na mente delas. Assim sendo, transcreverei alguns dos trechos mais chocantes da Declaração de Fatos, precisamente aqueles que as publicações recentes das Testemunhas de Jeová normalmente omitem ou tentam justificar. Queira o leitor prestar atenção ao modo como a organização fala do povo judeu e de que forma ela se posiciona diante dos princípios do governo nazista:
  • “O governo atual da Alemanha declarou-se enfaticamente contra os opressores do Grande Comércio e em oposição à influência religiosa errada nos assuntos políticos da nação. Essa é exatamente a nossa posição: ...Longe de estarmos contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós apoiamos sinceramente esses princípios e sublinhamos que Jeová Deus através de Jesus Cristo causará a realização completa destes princípios...
  • “Somos falsamente acusados pelos nossos inimigos de termos recebido dos judeus apoio financeiro para o nosso trabalho. Nada está mais longe da verdade. Até este momento, nunca houve a mínima quantia de dinheiro contribuída para o nosso trabalho pelos judeus. Nós somos os seguidores fiéis de Cristo Jesus e acreditamos Nele como sendo o Salvador do mundo, enquanto os judeus rejeitam inteiramente Jesus Cristo e negam enfaticamente que ele seja o Salvador do mundo enviado por Deus para o bem do homem. Por si só, isto devia ser prova suficiente em como nós não recebemos nenhum apoio dos judeus e portanto as acusações contra nós são maliciosamente falsas e só podiam vir de Satã, o nosso grande inimigo. “
  • Foram os homens de negócios Judeus do Império Anglo-Americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações.... Este fato é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: “os Judeus são donos dela, os Católicos Irlandeses governam-na, e os Americanos pagam os impostos.”
  • [Os] Estudantes da Bíblia estão lutando pelos mesmos objetivos e ideais elevados e éticos que o Reich alemão nacional proclamou a respeito do relacionamento do Homem com Deus.... não existem pontos de vista conflitantes... mas antes, pelo contrário, no que diz respeito  aos  objetivos  puramente religiosos e apolíticos... estes estão em harmonia completa com... o Governo Nacional do Reich alemão.”
     
O livro The Nazi State and the  New Religions [O Estado Nazi e as Novas Religiões] de Christine King (1982), diz o seguinte sobre a ‘Declaração de Fatos’:
  • “O documento é uma obra prima no gênero e digna das outras quatro seitas [os Cientistas Cristãos, os Santos dos Últimos Dias, os Adventistas do Sétimo Dia e os membros da Nova Igreja Apostólica], tendo todas elas apoiado, de uma maneira ou de outra, o estado Nazi. Tendo tentado assegurar às autoridades, pela Declaração de Fatos, que eram bons cidadãos, tendo interpretado e explicado os seus ensinos de um modo que, dadas as preocupações do regime, pretendia acalmar medos e oferecer  uma certa medida decompromisso, as Testemunhas parecem ter esperado que daí em diante não teriam mais incômodos. Não se tinha a declaração juntado aos Nazis na condenação da Liga das Nações, não tinha descrito o Nacional Socialismo como estando contra as injustiças que os alemães tinham sofrido desde 1919 e não tinha terminado com um apelo pessoal ao ‘führer’?”
O episódio em questão é mencionado na própria publicação de História Oficial das Testemunhas de Jeová, o livro Proclamadores, pág. 693. Curiosamente, o livro nada diz sobre o conteúdo destes documentos, embora mostre a íntegra de diversos outros que lhe são favoráveis – como o documento de renúncia à fé, redigido pelos nazistas. Recentemente, a entidade tem estado empenhada em uma campanha de ‘saneamento’ deste embaraçoso capítulo de sua história, por meio de sua literatura e de um site na Internet, intitulado “triângulos roxos”, onde descreve a bravura com que muitos Estudantes da Bíblia enfrentaram o confinamento aos campos de concentração. Embora, de fato, a maioria dos fiéis na Alemanha, durante a II Guerra Mundial – de modo semelhante aos membros de diversas outras religiões, cujo suplício o livro Proclamadores não menciona – tenham individualmente resistido à opressão nazista, também é fato que o líder da entidade à época, J. F. Rutherford (2º presidente e autor de diversos livros da religião) empreendeu, por meio da Declaração de Fatos e de uma carta pessoal, uma tentativa de compromisso com o führer – Adolf Hitler. Todavia, diversas publicações das Testemunhas de Jeová fazem pesadas críticas às lideranças de outras denominações religiosas por terem tentado a mesma coisa. Por exemplo, a revista A Sentinela de 1/1/1989 (pág. 21, em inglês) acusa outras religiões de terem se comprometido “de forma lamentável” com o nazismo. Ao passo que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová prefere olvidar tais fatos com relação à sua própria organização, repare o leitor o que ele afirma em um trecho da referida revista:
  • “As religiões principais, tanto católica como protestante, comprometeram-se de forma lamentável em prestar honra ao nazismo, idolatrando o führer, saudando sua bandeira suástica e abençoando suas tropas enquanto estas partiam para massacrar seus irmãos de fé de nações vizinhas. Os assim chamados ‘cristãos’ de todos os credos – exceto as Testemunhas de Jeová – foram apanhados em fervor patriótico.”
Em vista dos documentos aqui apresentados, creio que o leitor está, por si mesmo, apto a avaliar se tais palavras correspondem à verdade dos fatos...
Convido o leitor a examinar o assunto mais detalhadamente no seguinte endereço: http://indicetj.com/indice-a-z.htm#N


 
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Conclusão
Este artigo não se destina a fomentar a intolerância religiosa nem a exaltar uma denominação religiosa em detrimento das demais. A liberdade de culto está prevista na Constituição do Brasil e é questão de foro íntimo. Tampouco visa a denegrir a imagem dos adeptos do movimento religioso sob enfoque. De fato, a maioria das Testemunhas de Jeová – enquanto indivíduos – é composta de pessoas decentes e sinceras, tendo sido a busca de Deus que motivou seu ingresso à religião. Mas é também verdadeiro que isto se aplica aos adeptos de quaisquer outras religiões cristãs. E também é verdade que em nossos dias, no intuito de manter a fidelidade de seus membros, facções religiosas ou seitas têm, a exemplo dos regimes totalitários, feito uso de técnicas de cerceamento de liberdade e informação, bem como isolamento psicológico – método este que alguns estudiosos classificam como ‘lavagem cerebral’.
Os episódios estarrecedores de Jonestown, Guiana Inglesa, década de 70 – onde mais de 900 adeptos da seita Templo do Povo cometeram suicídio – outro, no início dos anos 90, no Texas, EUA – onde os membros do ramo Davidiano, da mesma forma, praticaram o suicídio coletivo por atear fogo em seu quartel general, cercado pelo FBI – e, mais recentemente, em Uganda, África – onde os fanáticos da seita Restauração dos Dez Mandamentos também puseram fim às suas vidas e de seus filhos – certamente merecem nossa atenção, pois mostram a eficácia de tais técnicas e ilustram bem até que ponto pode ir o controle mental exercido em nome da religião.
Neste respeito, não se pode negar que a postura histórica das Testemunhas de Jeová - segundo as provas documentais aqui fornecidas - com respeito às vacinas (1921-1952),  aos transplantes de órgãos (1967-1980) e, principalmente as transfusões de sangue e derivados (1945 até hoje) tem igualmente cobrado altíssimo tributo em vidas humanas ao longo de mais de meio século. A diferença talvez consista no fato de que, não ocorrendo todas estas mortes em um mesmo lugar e ao mesmo tempo - como nos episódios anteriormente citados - passam despercebidas em nosso dia-a-dia, como uma espécie de massacre gradativo e silencioso. Entretanto, todos estes sacrifícios de vidas humanas envolvem uma mesma coisa: a convicção religiosa. Como disse um filósofo: “Mais perigoso para a verdade do que a mentira é a convicção.”
 
Jonestown, 1978 - 900 mortos Texas, 1993 - 80 mortosUganda, 2000 - 500 mortos

 ...no mundo inteiro, de 1945 até hoje - quantos mortos?   

A História mostra que, das tiranias que sobrevieram à humanidade, as do tipo religioso estiveram entre as piores. Assim, pois, em nome da liberdade religiosa e de expressão e do direito à informação – informação esta que é frequentemente obscurecida, ‘branqueada’ ou ocultada aos membros de uma religião – é que trago tais assuntos a público.
Religião é coisa séria e, ao tomar o importante passo de ingressar em um novo credo, é mister que a pessoa não o faça sob o impulso da emoção, mas que esteja ciente de todo o contexto histórico da fé que está abraçando, pois uma escolha equivocada poderá ter – e, amiúde, tem tido – consequências trágicas para ela e sua família.
Em uma seção entitulada De nossos Leitores, na revista Despertai! de 22/12/1984, pág. 28 (publicada pelas Testemunhas de Jeová), respondendo-se à pergunta de um leitor que protestava contra as severas críticas contra a Igreja Católica, feitas em uma outra revista da organização, a resposta foi:
  • “Qualquer organização que assuma tal posição [ser o caminho da salvação] deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada. Todos os que criticam tem a obrigação de ser verdadeiros na apresentação dos fatos, e justos e objetivos na avaliação dos mesmos.”
Creio que tal regra aplica-se também à religião das Testemunhas de Jeová e creio – até que se prove o contrário – que os fatos que aqui apresentei foram demonstrados com honestidade e “objetivamente” por meio de evidências documentais. Convido a própria Testemunha de Jeová a averiguar por si mesma a veracidade e precisão das citações que aqui faço, principalmente aquelas extraídas da própria literatura da religião (especialmente a mais antiga). Talvez descubra fatos inusitados que certamente teriam tido efeito significativo sobre sua decisão de dar o importante passo do batismo – caso fossem de seu conhecimento, tempos atrás. Penso que pessoas nesta situação tinham direito a tais informações. Ocultá-las, “branqueá-las” ou minimizar sua importância não me parece justo. Contudo, temo que a adesão das Testemunhas de Jeová às instruções de seu Corpo Governante, no sentido de jamais examinar os argumentos em contrário, as impeça de fazer tal investigação.
Também, na edição da revista A Sentinela de 15/5/1964, pág. 304, se diz:
  • Não é forma de perseguição religiosa alguém dizer e mostrar que a religião de outrem é falsa. Não é perseguição religiosa uma pessoa informada expor publicamente uma religião falsa, permitindo assim que outros vejam a diferença entre a falsa religião e a verdadeira.”
Concordo com as palavras acima e creio que, com base nelas, estou absolvido de qualquer acusação de perseguição religiosa.
Todavia, diversos artigos publicados pela Torre de Vigia (órgão central representante das Testemunhas de Jeová) têm feito ataques morais às pessoas a quem classifica como “apóstatas”, ou seja, aqueles que não concordam com seus ensinos e decidem deixar a religião, fechando-lhes a porta a qualquer saída honrosa e, ao mesmo tempo, fechando a mente de seus adeptos aos argumentos em contrário, próprios de qualquer democracia. Por exemplo, na edição de 1/7/94 da revista A Sentinela, págs. 11-13, compara-se dar ouvidos aos argumentos dos dissidentes a “comer à mesa de demônios”. Adicionalmente, acusa genérica e indistintamente os dissidentes de:
(1) Esperteza;
(2) Inteligência arrogante;
(3) Falta de amor e
(4) Diversas formas de desonestidade.
Apesar de não apresentar provas concretas de tais acusações, rotula assim de iníquas milhares de pessoas no mundo inteiro que simplesmente exerceram o direito humano de renunciar a uma religião. O preço pago por tal generalização tem sido alto. Não é, pois, sem razão que as Testemunhas de Jeová sinceras e desejosas de terem a aprovação da organização recusem-se sequer a cumprimentar alguém que deixa a religião. Isto é mais aflitivo ainda quando existem laços familiares ou de amizade. Eu, pessoalmente, tenho testemunhado, por anos, diversos dramas desta natureza.
reação de uma Testemunha de Jeová, ao bater à sua porta, leitor, sendo confrontada com esta matéria que agora apresento, é bastante previsível. Dificilmente admitirá os fatos aqui delineados, até porque, na verdade, não está a par de todos eles. Bastante surpresa, talvez busque abreviar a conversa ou dispersar a atenção para outro tema. Na melhor das hipóteses, caso admita alguns dos fatos aqui expostos, dirá se tratar de “coisas passadas” – costumeiramente chamadas de “verdade passada” ou "velha luz" – e que nada tem a ver com o ensino presente da religião – costumeiramente chamado de “verdade presente” ou "nova luz". Como base de sustentação para essa tese, as Testemunhas costumam recorrer a uma interpretação equivocada da passagem bíblica em Provérbios 4: 18, a qual, segundo o consenso dos teólogos, faz meramente uma comparação entre as trajetórias de vida dos sábios e dos tolos, nada tendo que ver com mudanças doutrinais. A história mostra que diversas mudanças desse tipo ocorreram entre as Testemunhas com o passar das décadas e elas costumam evocá-las como evidência de progresso espiritual em sua organização. Todavia, entendo que tal juízo benevolente dever-se-ia estender igualmente às outras religiões que também mudaram ao longo do tempo, mas cujo passado é constantemente relembrado nas revistas A Sentinela e Despertai!.
Ainda concernente à reação das Testemunhas de Jeová diante de denúncias feitas contra sua religião, o leitor poderá presenciar outra atitude bem típica - a pessoa se mostrará espantada e indisposta a refutar as evidências que aqui apresento com provas documentais oriundas da própria literatura da religião – até por que a Testemunha é estimulada a destruir, sem ler, toda literatura que traga ideias contrárias às suas convicções (A Sentinela de 15/3/1986, pág. 12 e 1/11/1984, pág. 32). Obviamente, não tendo acesso aos argumentos em contrário, não tem como refutá-los. A pessoa fará acusações genéricas ou dirá que se trata de uma campanha de perseguição religiosa por parte de “apóstatas” mentirosos e amargurados, que as citações estão fora de contexto ou adulteradas e que tudo não passa de mentiras ou meias-verdades. Atacando a fonte da informação, ao invés da própria informação, talvez apele para o seu texto bíblico predileto para estas ocasiões – Provérbios 11:9 – onde se diz: “Pela boca é que o apóstata arruína seu próximo...” (TNM) Ou, quem sabe, cite as passagens bíblicas que mencionam os cristãos como “pessoas odiadas por todas as nações” ou “perseguidas” (Mateus 24:9 e João 15:20). Esta, pelo menos, tem sido a política da Sociedade Torre de Vigia até o dia de hoje, conforme expressa em sua literatura. Sei que tais argumentos tem sido típicos a diversas religiões, quando criticadas.
Deixo ao espírito do leitor julgar se há aqui algum indício de amargura ou desonestidade de minha parte. Convido-o a pesquisar as fontes bibliográficas mencionadas. Todavia, é preciso que se diga, a Testemunha não age assim por má fé. Simplesmente age como foi treinada para agir e o faz crendo que está obedecendo a Deus. Peço, pois, a compreensão e benevolência do leitor para com a Testemunha de Jeová à sua porta. Ela não é culpada. Ela julga estar cumprindo o dever sagrado de Mateus 24: 14, a saber, pregar as “boas novas”. Ela representa o produto final de um insidioso e persuasivo processo de doutrinação, o qual suprimiu gradualmente seu senso crítico e sua capacidade de pensar independentemente. Sugiro – na verdade, insisto – que a trate com bondade. Este é o único modo de ajudá-la.
Também sugiro ao leitor imprimir e ter em casa este artigo, pois ser-lhe-á muito útil a qualquer momento, talvez quando menos imagine. Não sou nem pretendo ser ‘dono da verdade’ – atitude típica de alguns líderes de seitas. Meu intuito é desvelar fatos desconhecidos à maioria das pessoas comuns, os quais têm forte repercussão sobre a vida de milhões de seres humanos. Minha responsabilidade é para com eles. Estou aberto a críticas ou sugestões, desde que bem fundamentadas e respeitosas.
Concluo este trabalho – fruto de meses de pesquisa – com a consciência reconfortada, certo do cumprimento do meu dever como cidadão e lembrando as palavras que iniciam o filme “JFK”:

“Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, faz dos homenscovardes.” 
A organização Testemunhas de Jeová afirma ser o único grupo cristão verdadeiro em todo o mundo. Diz que todas as outras igrejas, sejam católicas ou protestantes, ensinam coisas erradas e que qualquer pessoa que não seja Testemunha de Jeová será destruída por Deus. Entretanto, os fatos mostram que esse grupo é uma seita enganosa. Aqui estão quatro razões pelas quais se deve evitar a organização Testemunhas de Jeová.

1. As Testemunhas de Jeová negam os ensinamentos centrais da Bíblia. 


A ORGANIZAÇÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGA QUE JESUS CRISTO É DEUS. 

Em vez disso, ensinam que Jesus Cristo é um anjo criado. No entanto, a Bíblia ensina claramente que Jesus Cristo, o Filho, é Deus. Por exemplo, Hebreus 1:8 diz “Mas a respeito do Filho, Ele diz: o teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos…”. Muitos outros versículos também ensinam isso – João 1:1,14; 20:26-28; Atos 20:28; Romanos 9:5; Hebreus 1:3, 8-9; 2ª Pedro 1:1 etc.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS CRISTO. 

Em vez disso, ensinam que Deus Pai eliminou o corpo de Jesus, dissolvendo-o em gases. As publicações das Testemunhas declaram: “Então, que aconteceu ao corpo carnal de Jesus? … Deus removeu o corpo de Jesus … assim como fizera antes com o corpo de Moisés”, “o homem terrestre, Jesus de Nazaré, não mais existe”.1
No entanto, a Bíblia ensina claramente que o corpo de Jesus foi ressuscitado, trazido novamente à vida. Por exemplo, Jesus diz, em Lucas 24:39: “Vede as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Apalpai-me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Veja também João 2:19-21; João 20:26-28; 1ª Coríntios 15:6,14.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM QUE O ESPÍRITO SANTO É DEUS.

Em vez disso, ensinam que o Espírito Santo é uma “força” impessoal, como a eletricidade.
No entanto, a Bíblia ensina claramente que o Espírito Santo é Deus. Atos 5:3,4 diz: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo…? (…) Não mentiste aos homens, mas a Deus”. Veja também — João 14:16,17; 16:13-15; Romanos 8:26,27; 2ª Coríntios 3:6,17,18; Efésios 4:30.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM QUE A SALVAÇÃO É UMA DÁDIVA GRATUITA DE DEUS.

Em vez disso, ensinam que a salvação só pode ser merecida ou conquistada por se unir à sua organização e trabalhar para a mesma. Esta é a única forma de escapar do juízo de Jeová, pois fora da organização não há possibilidade de salvação.2
No entanto, a Bíblia ensina claramente que a salvação não pode ser conquistada, vindo somente de forma gratuita e por iniciativa e misericórdia do próprio Deus. Efésios 2:8, 9 diz: “Porque pela graça sois salvos, através da fé ¾ e isto não vem de vós, é um dom de Deus; não pode ser obtido por obras, para que ninguém se glorie”. Veja também — Romanos 4:1-4; Gálatas 2:16; Tito 3:5.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A PUNIÇÃO ETERNA PARA O ÍMPIO. 

Em vez disso, ensinam que os maus serão aniquilados e deixarão de existir.
No entanto, a Bíblia ensina claramente a punição eterna do ímpio. Mateus 25:41,46 diz: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos… E irão estes para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. Veja também Mateus 18:8; 2ª Tessalonicenses 1: 8, 9; Apocalipse 14:10,11; 20:10,15.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM QUE OS SERES HUMANOS TÊM UM ESPÍRITO QUE EXISTE APÓS A MORTE.

Em vez disso, ensinam que, da mesma maneira que acontece aos animais, a vida de uma pessoa deixa de existir quando ela morre.
No entanto, a Bíblia ensina claramente que o espírito humano continua a ter uma existência consciente após a morte. 2ª Coríntios 5:8 diz: “Mas temos confiança, preferindo deixar este corpo e habitar com o Senhor”. Veja também Lucas 16:19-31; Filipenses 1:23,24; Apocalipse 6:9-11.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ENSINAM QUE A VIDA ETERNA NA PRESENÇA DE DEUS É SOMENTE PARA UM GRUPO SELETO. 

Afirmam que a experiência do novo nascimento será restrita a um grupo de apenas 144.000 testemunhas de Jeová, e que somente estas poderão viver para sempre com Deus no céu; todas as outras testemunhas de Jeová ficarão na terra.
No entanto, a Bíblia ensina claramente que todos que põe sua fé em Jesus Cristo terão vida eterna na presença de Deus. A Bíblia se refere a esse grupo como uma “multidão inumerável”. Apocalipse 7:9,15 diz: “Depois destas coisas olhei, e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e perante o Cordeiro… estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no Seu templo…”. Veja também João 3:15; 5:24; 12:26; Efésios 2:19; Filipenses 3:20; Colossenses 3:1; Hebreus 3:1; 12:22; 2ª Pedro 1:10,11.

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NEGAM A NATUREZA TRIÚNA DE DEUS (A TRINDADE) E ENSINAM QUE SATANÁS INVENTOU A DOUTRINA DA TRINDADE. 

Rejeitam todos os escritos que identificam Jesus Cristo como Deus, e o Espírito Santo como Deus.
No entanto, a Bíblia ensina claramente que o Filho e o Espírito Santo, assim como o Pai, são Deus (João 1:1; 20:28; 1ª João 5:20; Atos 5:3, 4). Mas ela também ensina de maneira clara e firme que há somente um Deus (Isaías 43:10; 44:6,8 etc.). Ensina que os Três são um – uma Trindade.
Não seria perigoso seguir uma organização que nega os ensinamentos centrais da Bíblia?

2. As Testemunhas de Jeová adulteram a Bíblia. 

A organização Testemunhas de Jeová tem produzido sua própria versão fraudulenta da Bíblia. Esta versão é chamada de Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Ela contém vários versículos deliberadamente modificados, distanciando-se do original bíblico. Estas mudanças foram feitas para tentar esconder o fato de que o ensino das testemunhas de Jeová é antibíblico e falso.
Uma comparação entre a Bíblia e a enganosa Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

A Bíblia a enganosa Tradução do Novo Mundo
João 1:1 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Esta é uma declaração evidente de que Jesus (o Verbo) é Deus. João 1:1 – “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava , e a Palavra era [um] deus”.
Esta mudança foi feita para apoiar a negação das testemunhas de Jeová de que Jesus é Deus.
Colossenses 1:16 – “Pois nele [Jesus] foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por ele e para ele”.
Este texto ensina que Jesus é o Criador de tudo, e como tal, não é, ele mesmo, um ser criado.
Colossenses 1:16 – : “Porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas… Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele”.
A palavra “outras” foi erradamente acrescentada a este versículo para apoiar o falso ensino das testemunhas de Jeová de que Jesus é, ele mesmo, um anjo criado.
Hebreus 1:8 – “Mas a respeito do Filho, disse: o Teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos…”.
Observe aqui que Jesus, o Filho, é chamado de “Deus” pelo próprio Deus, o Pai. Hebreus 1:8 – “Mas, com referência ao Filho: Deus é o teu trono para todo o sempre…”.
A ordem das palavras foi alterada erradamente pela organização das testemunhas de Jeová para ocultar o fato de que, na Bíblia, Jesus, o Filho, é chamado de Deus.
Não seria perigoso seguir uma organização que adultera as Sagradas Escrituras?

3. As Testemunhas de Jeová têm uma história de profecias fracassadas. 

Os líderes das testemunhas de Jeová afirmam falar por Deus Jeová com autoridade profética, mas eles têm feito muitas profecias que nunca se cumpriram. Por exemplo, predisseram que o Armagedon e o fim do mundo viriam em 1975. Para esconder mais esse fracasso, a maioria das testemunhas de Jeová de hoje em dia nega ter feito essa predição, ainda que se prove facilmente o contrário com sua própria literatura.3
A organização Testemunhas de Jeová também previu que o fim do mundo viria em 1914, 1915, 1918, 1925 e 1941, errando todas as vezes. Predisseram que Abraão, Isaac e Jacó seriam ressuscitados e voltariam à terra em 1925, o que evidentemente não aconteceu4.4 A Bíblia declara que profecia não cumprida é marca inequívoca dos falsos profetas (Deuteronômio 18:21, 22).
Não seria perigoso seguir uma organização com uma história de falsas profecias?

4. A organização Testemunhas de Jeová utiliza sua autoridade de forma abusiva. 

Apesar de suas muitas profecias falsas, a organização Testemunhas de Jeová ensina que é a única religião verdadeira, e que somente seus membros são cristãos verdadeiros. Afirma que ninguém pode aprender verdades espirituais, senão com ela. Também ensina que só há salvação para quem se junta à sua organização, e que toda pessoa que não seja testemunha de Jeová será destruída no Armagedon. A organização Testemunhas de Jeová exige que seus membros obedeçam e aceitem, sem questionar, cada ordem e interpretação bíblica dada por meio dela.
Por exemplo, a organização Testemunhas de Jeová proíbe o uso de transfusões sangüíneas. Espera-se que as testemunhas de Jeová prefiram morrer ou deixar seus filhos morrer a quebrar essa ordem, ainda que a Bíblia, em parte alguma, proíba as transfusões de sangue ou sequer mencione que sejam erradas. Qualquer testemunha de Jeová que se atreva a desobedecer esta regra é ameaçada de ser destruída na chegada do Armagedon – o tempo do juízo final.
É assim que os líderes usam o medo e a intimidação para manter seus membros obedientes à organização. Os líderes das testemunhas de Jeová também têm utilizado suas predições em relação ao fim do mundo para colocar medo nos corações de seus seguidores.
Não seria perigoso seguir uma organização que utiliza sua autoridade de maneira abusiva?
Estes quatro pontos ilustram os perigos espirituais associados à organização Testemunhas de Jeová. Talvez você esteja se questionando: “Então, quais são as boas novas da Bíblia?” Os quatro pontos seguintes apresentam a você o resumo do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, conforme encontrado na Bíblia.

COMO ENCONTRAR PAZ COM DEUS

A mensagem da Bíblia pode ser resumida em quatro pontos simples:
1. Nossos pecados nos separam do Deus vivo e verdadeiro.
“Porque todos pecaram, e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23).
“Porque o pagamento pelo pecado é a morte, mas a dádiva gratuita de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).
2. Não podemos salvar a nós mesmos, por nossos próprios esforços.
“Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei; antes, pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20).
“Ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas pela Sua misericórdia, mediante a lavagem de regeneração e renovação pelo Espírito Santo” (Tito 3:5).
3. Jesus Cristo é o “remédio” providenciado por Deus para nosso problema: o pecado.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
“Pois Cristo padeceu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1ª Pedro 3:18a).
4. Nós precisamos receber pessoalmente Jesus Cristo, por fé, em nossas vidas, para recebermos o perdão pelos nossos pecados e a vida eterna.
“Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder serem feitos filhos de Deus” (João 1:12).
“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).
Se estas verdades da Palavra de Deus têm tocado seu coração, você pode responder a elas agora mesmo, pedindo que Ele perdoe seus pecados e que lhe dê uma nova vida em Cristo. Esta simples oração a seguir poderá lhe servir de orientação sobre como expressar sua fé em Jesus Cristo para a salvação:
Oração
Deus Todo-poderoso e misericordioso, reconheço que tenho pecado contra Ti em minhas atitudes, em minhas palavras e em meus pensamentos. Careço de Tua justiça, e não posso salvar-me a mim mesmo. Obrigado por enviar Teu Filho, Jesus Cristo, que derramou seu sangue por mim. Peço-lhe que me perdoe por todos os meus pecados, e coloco minha confiança em Jesus Cristo, que morreu em meu lugar, e que se levantou dentre os mortos. Amém.

Fontes:

www.iepaz.org.br
Institute for Religious Research. All rights reserved.







Tudo que você queria saber sobre as Testemunhas de Jeová...
...e nem elas podiam lhe revelar!

“O grande inimigo da verdade, muitas vezes, não é a mentira – deliberada, maquinada e desonesta – mas o mito – persistente, persuasivo e irrealista.”

- Frase de um estadista

01
Introdução
Ao ser mencionado o nome “Testemunhas de Jeová”, é comum vir à mente da maioria de nós a imagem daquelas pessoas bem trajadas, geralmente gentis e sorridentes que batem às nossas portas nas manhãs de domingo, dizendo-se proclamadores de “boas novas” – usualmente chamando nossa atenção para algum aspecto da problemática mundial e oferecendo sua literatura – as revistas “A Sentinela” e “Despertai!”. É provável que você, leitor, já tenha sido visitado por elas ou possua um parente próximo ou amigo que é membro deste exótico movimento religioso. É igualmente digna de nota a persistência com que as Testemunhas de Jeová nos convidam a conhecer melhor sua organização e suas crenças, oferecendo aos moradores estudos bíblicos domiciliares. Fora deste aspecto, as únicas outras coisas com que costumamos associar este grupo religioso são suas crenças incomuns, as quais, às vezes, ocupam espaço na imprensa, tais como sua recusa em receber transfusões de sangue (a mais polêmica de todas) – mesmo ao custo de suas vidas – sua recusa em servir às forças armadas e a abstinência de algumas celebrações populares, tais como o Natal ou aniversários.
À parte deste panorama superficial, quase ninguém têm acesso ao conhecimento do mecanismo de funcionamento interno da entidade, sua estrutura hierárquica, sua história, evolução doutrinária e a metodologia de seus líderes. O mais curioso é que, caso se façam indagações a uma Testemunha de Jeová sobre tais temas, obter-se-ão respostas superficiais e sob uma ótica piedosa – contendo frequentemente termos estranhos ao leigo, tais como “o escravo fiel e discreto”, “os Ungidos” ou “a Grande multidão” – os quais pouco acrescentam de realmente significativo ao que já se sabe.
O objetivo deste artigo é tornar disponível ao leitor, de forma sucinta e direta, uma síntese da história deste movimento religioso e de seus ensinos ao longo dos anos, alguns dos quais – creio – causariam surpresa até aos próprios adeptos. De fato, algumas destas informações não estão disponíveis às próprias Testemunhas de Jeová sinceras em nossos dias. Acredito que, uma vez tendo acesso a estas informações, o leitor passará a ter uma visão ampla da organização, obtendo assim subsídios para fazer uma avaliação imparcial da mesma e tornando-se apto a fazer perguntas e dar respostas na próxima vez que uma Testemunha de Jeová bater à sua porta. Cada informação fornecida neste artigo será, sempre que possível, seguida da fonte bibliográfica – obtida, em sua maior parte, da própria literatura da religião (com nome, data e página). Incrível como possa parecer, após esta leitura, o leitor provavelmente estará mais familiarizado com os interstícios da instituição do que a própria Testemunha de Jeová mediana – coisa que poderá facilmente ser comprovada por ocasião da confrontação destas informações com o próximo pregador que o visitar em sua casa. Primeiro, haverá uma seção de perguntas e respostas e depois um resumo das doutrinas e declarações da religião, desde sua fundação até hoje (acrescentei grifos às palavras mais importantes). É uma leitura, deveras, fascinante!
02
Onde, quando e como se iniciou a religião?
Resposta:
O movimento religioso começou na cidade de Allegheny, Pensilvânia, Estados Unidos, por volta de 1870. Seu criador chamava-se Charles Taze Russell, um comerciante, nascido naquela cidade a 16 de Fevereiro de 1852. Ele fora criado como Presbiteriano, mas afiliou-se à Igreja Congregacional. Desapontado com as religiões, perdeu sua fé na Bíblia. Uma noite, em 1869, assistiu a um culto em uma Igreja Adventista e recuperou sua fé. Formou um grupo independente de estudo e, em 1877, associou-se a Nelson Barbour, um Segundo Adventista, com o qual passou a produzir publicações, separando-se dele – por divergências de ponto de vista – cerca de dois anos depois. Em 1879, começou a publicar a revista Watch Tower, a qual, mais tarde, se tornaria a bem conhecida “A Sentinela”. O Pastor Russell, entre outras coisas, era adepto da piramidologia, simpatizante da maçonaria e extraiu alguns de seus conceitos da astrologia e dos cálculos de um inglês chamado John Acquila Brown, sobre o “fim do mundo”. Ele escreveu diversos livros durante sua vida, nenhum dos quais é hoje publicado. Os seguidores do Pastor Russell chamavam-se inicialmente ‘Estudantes da Bíblia’, tendo adquirido o nome ‘Testemunhas de Jeová’ apenas a partir de 1931. Estudiosos de religião consideram o movimento ‘Testemunhas de Jeová’ como derivado do Segundo Adventismo e do ‘Millerismo’ do século 19.
Fonte: Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), cap. 5 e Apocalypse Delayed – M. J. Penton (1985), parte I.
03
Quantas são as Testemunhas Jeová no mundo?
Resposta:
Apesar de a religião existir há mais de um século, conta com apenas 7.313.173 (sete milhões, trezentos e treze mil, cento e setenta e três) membros no mundo inteiro (o equivalente a cerca de 3,82% da população do Brasil: 191.480.630), espalhados por  umas 236 terras. Todavia, suas publicações já atingiram 473 línguas. - Fonte: Anuário 2.010, página 31 e A Sentinela 1/5/90, página 25.
04
Existem ramos dissidentes das Testemunhas de Jeová?
Resposta:
Sim, desde o início do movimento religioso até a década de 50, já se haviam formado mais de 30 seitas dissidentes, algumas existentes até o dia de hoje. Eis o nome de algumas: Russellitas, Rutherfordistas,  “Instituto de Piramidologia” (1920), “Movimento Missionário da Casa do Leigo” (1918),  “Associação dos Estudantes da Bíblia da Epifania” (1955), “Vigias da Manhã” (1937), “Movimento Missionário da Casa Laodicense” (1957), “Associação dos Estudantes da Bíblia da Aurora” (1932), “Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes” (1918), “Os Servos de Jah” (1925), “Sociedade do Anjo de Jeová de Bíblias e Tratados” (1917), “Estudantes da Bíblia Associados” (1917, nome inicial das TJ), “Testemunhas Cristãs de Jeová”, “Verdadeiras Testemunhas de Jeová” e diversas outras.
05
Como uma pessoa se torna Testemunha de Jeová?
Resposta:
Geralmente, após aceitar uma revisita em seu lar, a pessoa é convidada a fazer um estudo ‘bíblico’ por meio de uma das publicações exclusivas da denominação. Neste ínterim, ela é constantemente estimulada a frequentar as reuniões nos chamados “Salões do Reino” e a participar delas e do serviço de pregação de porta em porta. O batismo é realizado por imersão em água, por ocasião das chamadas ‘Assembléias de Circuito’ ou de ‘Distrito’, as quais são realizadas periodicamente. Para habilitar-se ao batismo, a pessoa  (não precisa ser maior de 18 anos de idade), deverá ter concluído, pelo menos, o estudo da publicação já mencionada e deve fazer certos “ajustes” em sua vida, como, por exemplo, recusar o serviço militar (caso a pessoa seja do sexo masculino e tenha 18 anos) por meio de um documento de eximição – o que, no Brasil, acarreta a perda dos direitos políticos (cassação) – e deixar o emprego, caso este tenha algum vínculo direto com as forças armadas ou instituições políticas ou religiosas.
06
Que deveres a pessoa passa a ter após o batismo?
Resposta:
A pessoa deverá freqüentar 5 reuniões semanais, além do estudo ‘pessoal’ e do serviço de pregação, geralmente nos fins de semana. Deve, sempre que possível, fazer proselitismo no trabalho, escola etc. Ela deverá prestar um relatório mensal à organização, informando o total de horas gastas na pregação a cada mês, bem como o total de revistas, livros e brochuras distribuídos ao público. Além disso, deverá tomar parte regularmente em demonstrações e discursos. Os varões são incentivados a atingir os ‘cargos’ de ‘servo ministerial’ ou de ‘ancião’ (pastor). Para ser um membro aprovado da religião, a pessoa deve aceitar – sem questionar – todos os ensinamentos da organização e evitar pensamentos independentes:
"A associação aprovada com as Testemunhas de Jeová requer a aceitação de toda a série dos verdadeiros ensinos da Bíblia, inclusive as crenças bíblicas singulares das Testemunhas de Jeová." - A Sentinela de 1/4/1986, pág. 31.
"Evite ideias independentes....Como se manifestam tais ideias independentes? Um modo comum é questionar o conselho provido pela organização visível de Deus." - A Sentinela de 15/7/1983, pág. 22.
 
07
Como as Testemunhas de Jeová lidam com um membro transgressor ou com quem decide deixar a religião?
Resposta:
Tanto o transgressor moral como o dissidente são submetidos a uma audiência a portas fechadas (sem a presença de observadores, exceto se forem testemunhas do caso) perante um corpo composto normalmente por 3 ‘anciãos’ (pastores) – denominado ‘comissão judicativa’ – o qual tem poderes para
1) apenas admoestar privadamente
2) suspender certos ‘privilégios’ (tais como proferir discursos)
3) censurar publicamente (o anúncio é feito diante de todos na reunião semanal) ou
4) ‘desassociar’ a pessoa (excomunhão).
Aquele que desejar simplesmente deixar a religião sem ser desassociado, pode fazê-lo por entregar um carta de renúncia ou por declarar publicamente não mais ser uma Testemunha de Jeová. A partir daí, a pessoa é considerada ‘dissociada’ – um eufemismo, na verdade, já que o tratamento dispensado à pessoa é o mesmo dos desassociados (A Sentinela, 15/12/1981, p. 19). Nos casos anteriores, a organização mantém um registro documental com os dados sobre a pessoa e o motivo da desassociação, através do formulário S-77 (com três cópias) o qual é remetido e arquivado na sede da instituição (no caso do Brasil, em Cesário Lange-SP). Os demais membros da religião devem cortar relações pessoais tanto com o desassociado como com o dissociado, desaconselhando-se, inclusive, o simples cumprimento. Ainda que se trate de parente próximo (pais, filhos ou cônjuge), recomenda-se reduzir o contato ao mínimo possível (A Sentinela, 15/4/1988, p. 28). Caso descumpra esta norma, este membro também estará sujeito a ser desassociado.
"(...) se o cristão lançasse a sua sorte com um transgressor rejeitado por Deus e desassociado, ou que se dissociou, isso equivaleria a dizer: ‘Eu tampouco quero um lugar no santo monte de Deus.’ Se os anciãos o vissem encaminhar-se nessa direção por associar-se regularmente com alguém desassociado, eles procurariam amorosa e pacientemente ajudá-lo a recuperar o conceito de Deus. (Mat. 18:18; Gál. 6:1) Eles o admoestariam e, se necessário, o ‘repreenderiam com severidade’. Querem ajudá-lo a permanecer ‘no santo monte de Deus’. Mas, se não deixar de se associar com a pessoa expulsa, ele se torna assim ‘partícipe (apoiando ou compartilhando) das obras iníquas’ e terá de ser removido da congregação, expulso. — Tito 1:13; Judas 22, 23; veja Números 16:26." - A Sentinela, 15/12/1981, parágrafo 21, página 27.
Aquele que consultar literatura crítica às crenças das Testemunhas de Jeová ou der ouvidos aos argumentos dos dissidentes, poderá igualmente receber a mesma disciplina.
A edição de A Sentinela de 1/10/1993, pág. 19, referindo-se aos dissidentes - normalmente chamados 'apóstatas' - diz:
"Alguns apóstatas professam conhecer e servir a Deus, mas rejeitam ensinos ou requisitos delineados na Sua Palavra. Outros afirmam crer na Bíblia, mas rejeitam a organização de Jeová e tentam ativamente obstaculizar a sua obra. Quando eles deliberadamente escolhem tal maldade depois de conhecerem o que é correto, quando o mal se torna tão entranhado que se torna parte inseparável de sua constituição, o cristão precisa odiar (no sentido bíblico da palavra) os que se agarraram inseparavelmente à maldade.
Tal 'ódio santo' fora definido cerca de 40 anos antes:
"Temos de odiar no sentido mais verdadeiro, que é encarar com extrema e ativa aversão, considerar como uma abominação, odioso, nojento, detestar." - A Sentinela de 1/10/1952, pág. 599 (em inglês)
Sobre o tema 'ódio e a doutrina das Testemunhas de Jeová', recomendo a leitura dos artigos em http://indicetj.com/indice-a-z.htm#O

08
Elas declaram ser profetas e porta-vozes de Deus



"Assim como Jeová revelou suas verdades, por meio da congregação cristã do 1o. século, assim também ele o faz atualmente, por meio da atual congregação cristã. Por meio desta agência, faz com que se cumpra o profetizar em escala intensificada e sem paralelo. Toda esta atividade não é feita por acaso. Jeová é quem está por trás de toda ela." - A Sentinela de 15/12/1964, pág. 749 (em português)
"Lá no ano de 613 AEC, Jeová... designou Ezequiel... para ser seu profeta...O mesmo se deu com as testemunhas ungidas e dedicadas de Jeová..." - As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová, 1971, pág. 63 (em português)
"...Quem é este profeta?... Este 'profeta' não era um só homem, mas um grupo de homens e mulheres. Era o grupo pequeno dos seguidores das pisadas de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje são conhecidos como testemunhas cristãs de Jeová." - A Sentinela de 1/10/1972, pág. 581 (em português)
"... a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo...Ela é a única para qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado... a única organização na terra que compreende as 'coisas profundas de Deus'!" - A Sentinela de 1/1/1974, p. 18 (em português)
"...Ocupam uma posição similar a de Paulo s seus colaboradores, quando esse apóstolo falou sobre as maravilhosas verdades que Deus revela ao seu povo: 'É a nós que Deus tem revelado por intermédio de seu espírito'." - A Sentinela de 1/12/1982, pág. 13 (em português)
"A organização visível de Deus hoje também recebe orientação e direção teocráticas." - Poderá Viver para Sempre... , 1982, pág. 195 (em português)
"...o 'profeta' suscitado por Jeová não tem sido um único homem,... mas uma classe. Os membros desta classe, iguais ao profeta-sacerdote Jeremias, estão plenamente dedicados a Jeová Deus... Nesta data avançada, existe apenas um restante desta classe do 'profeta' ainda na terra." - A Sentinela de 1/5/1983, pág. 27 (em português)

09
Elas previram o "fim do mundo" ("Armagedom") para os anos de 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975 e 2000


  • 1914


"Nós apresentamos prova de que... a 'batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso' (Rev. 16: 14)... terminará em 1914 A.D., com a vitória completa sobre o governo terrestre..." - Estudos das Escrituras III, 1905, editorial 26 (em inglês)
"...a completa destruição dos poderes... deste mundo maligno - político, financeiro, eclesiástico - por volta do fim do Tempo dos gentios, outubro de 1914." - Estudos das Escrituras IV, 1897, págs. 604,622 (em inglês)


  • 1915


"A 'batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso' (Rev. 16: 14)... terminará em 1915 A.D., com a vitória completa sobre o governo terrestre...... consideramos uma verdade estabelecida que o final dos reinos deste mundo, e o completo estabelecimento do reino de Deus, se cumprirão próximo do fim de 1915 A.D." - Estudos das Escrituras III, 1915, editorial 101 e 99 (em inglês)


  • 1918


"Parece conclusivo que as 'dores de aflição' da Sião Nominal estão fixadas na passagem de 1918... há razões para crer que os anjos caídos invadirão as mentes de muitos da igreja nominal, levando-os a uma conduta excessivamente tola e culminando com sua destruição às mãos de massas enfurecidas... Também, no ano de 1918, quando Deus destruir as igrejas e seus membros aos milhões..." - O Mistério Consumado, 1917, págs. 128,129 e 485 (em inglês)


  • 1925


"Seja como for, há evidência de que o estabelecimento do Reino na Palestina será provavelmente em 1925, dez anos mais tarde do que nós uma vez tínhamos calculado [isto é, 1915]." - O Mistério Consumado, 1917, pág. 128 (em inglês)
"Por conseguinte, nós podemos esperar confiantemente que 1925 marcará o retorno de Abraão, Isaque, Jacó e os profetas fiéis da antiguidade... um cálculo simples dos jubileus traz-nos a este importante fato." - Milhões que Agora Vivem Nunca Morrerão, 1920, págs. 88-90 (em inglês)


  • 1941


"... os meses que restam antes do Armagedom." - A Sentinela de 15/9/1941, pág. 288 (em inglês)


  • 1975


"Devemos presumir, à base deste estudo, que a batalha do Armagedom já terá acabado até o outono de 1975 e que o reinado milenar de Cristo, há muito aguardado, começará então? Possivelmente... A diferença talvez envolva apenas semanas, ou meses, não anos." - A Sentinela de 15/2/1969, pág. 115 (em português)


  • Século 20


"O apóstolo Paulo servia de ponta de lança na atividade missionária cristã. Ele também lançava o alicerce para uma obra que seria terminada em nosso século vinte." - A Sentinela de 1/1/1989, pág. 12 (em português)
Nota:
Em 1929, as Testemunhas de Jeová construíram uma mansão em San Diego, Califórnia, EUA – chamada Beth-Sarim – destinada a servir de residência aos patriarcas bíblicos Abraão, Isaque e Jacó, cuja ressurreição havia sido prevista para 1925. Mas eles não apareceram para tomar posse. Quem residiu lá até 1942 – ano de sua morte – foi, na verdade, o então Presidente da organização, J. F. Rutherford. - (Veja Beth-Sarim)
Em 1939, foi construído um abrigo antiaéreo secreto em uma propriedade vizinha – chamada Beth-Shan. Pouco depois da II Guerra Mundial, a organização silenciosamente vendeu os dois imóveis. A publicação oficial das Testemunhas de Jeová, o livro Proclamadores, admite a existência de Beth-Sarim (pág. 76) – embora omita que a escritura da casa foi feita em nome dos patriarcas bíblicos – e silencia totalmente quanto à existência de Beth-Shan. - (Veja Beth-Shan)


10
Acreditam que SÓ os membros de sua religião têm esperança de sobreviver ao "fim do mundo"
"Nunca se esqueça de que apenas a organização de Deus é que sobreviverá ao fim deste sistema moribundo. Portanto, aja sabiamente e faça planos para a vida eterna por construir seu futuro em harmonia com a organização de Jeová." - A Sentinela, 15 de fevereiro de 1985, p. 31.

"
Apenas as Testemunhas de Jeová, os do restante ungido e os da Grande Multidão, qual organização unida sob a proteção do Organizador Supremo, têm esperança bíblica de sobreviver ao iminente fim deste sistema condenado, dominado por Satanás, o diabo." - A Sentinela de 1/9/1989, pág. 19.
 
11
Acreditam que Jesus Cristo NÃO é o mediador de TODA a humanidade, mas apenas de uma classe de 144.000 pessoas (os “ungidos”), – os únicos que vão para o céu; os demais, chamados de “Grande Multidão” – os quais esperam ter vida eterna na terra como seres de carne e osso – dependem da instituição, denominada “O Escravo Fiel e Discreto”, para se salvar.
"De modo que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o 'mediador' apenas dos cristãos ungidos". - A Sentinela de 15/9/1979, pág. 32 – Perguntas dos Leitores.
"As pessoas de todas as nações que têm a esperança de vida eterna na terra se beneficiam mesmo agora dos serviços de Jesus. Embora ele não seja seu Mediador legal, pois elas não estão no novo pacto, Jesus é o meio de elas se aproximarem de Jeová." - A Sentinela de 15/8/1989, pág. 31.
"Do mesmo modo, o Moisés Maior, Jesus Cristo, não é o Mediador entre Jeová Deus e toda a humanidade. Ele é o Mediador entre seu Pai celestial, Jeová Deus, e a nação do Israel espiritual, que está limitado a 144.000 membros." - Segurança Mundial sob o ‘Príncipe da Paz’ (1986), página 11, parágrafo 16.
“Além do mais, uma organização dirigida pelo espírito [de Deus] deve ser usada em conexão com o envio destes verdadeiros pregadores de ‘boas novas’. ” - A Sentinela de 15/7/1984, págs. 14 e 15 (em inglês)
“Jeová e Cristo dirigem e corrigem o escravo [a organização] quando necessário, não a nós como indivíduos... Nós devemos seguir junto com a organização teocrática do Senhor e esperar por mais esclarecimento...”- A Sentinela de 1/2/1952, págs. 79, 80 (em inglês)

12
Acreditam que, em 1919, Jesus Cristo – entronizado desde 1914 – rejeitou TODAS as outras religiões e escolheu as Testemunhas de Jeová (então “Estudantes da Bíblia”) como o “único canal” de comunicação entre Deus e os homens 
“Os fatos históricos mostram que 1919 foi o ano em que o remanescente terrestre dos 144.000 herdeiros do Reino começaram a ser libertados de Babilônia, a Grande. Naquele ano, a mensagem do Reino de Deus estabelecido começou a ser pregada de casa em casa e divulgado pelas Testemunhas cristãs de Jeová de um modo destemido. Esta pregação do Reino como estabelecido em 1914 foi em cumprimento da profecia de Jesus em Mateus 24: 14.” - livro Caiu Babilônia, a Grande! (1963), pág. 77, parágrafo 26

"Assim como as profecias bíblicas apontavam para o Messias, elas também nos encaminham ao unido corpo de cristãos ungidos das Testemunhas de Jeová, que serve atualmente qual escravo fiel e discreto. Todos os que desejam entender a Bíblia devem reconhecer que a 'grandemente diversificada sabedoria de Deus'
pode ser conhecida através de seu canal de comunicação de Jeová, o escravo fiel e discreto. - João 6:68" - A Sentinela de 01/10/94, pág. 8

"A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus,
não avançaremos na estrada da vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia." - A Sentinela 01/08/82 , pág. 27



13
Ataques às Igrejas Católica e Protestante
 "As igrejas Católica, Ortodoxa e, mais tarde, as Protestantes... tornaram-se parte de Babilônia a Grande, o império mundial da religião falsa do diabo." - A Sentinela de1/12/1991, pág. 13
“De modo que católicos mataram outros católicos com aprovação de seus líderes religiosos, e os protestantes fizeram o mesmo”. - Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra (1982), pág. 28
“Em vez de ajudar as pessoas na sua busca do Deus Verdadeiro, as numerosas seitas e denominações que surgiram em resultado do livre espírito da Reforma Protestante apenas as dirigiram a muitas diferentes direções. De fato, a diversidade e a confusão levaram muitos a questionar a própria existência de Deus.” - O Homem em Busca de Deus (1990), pág. 328

14
Racismo
  • "...É verdade que a raça branca exibe algumas qualidades de superioridade sobre qualquer outra...” - Zion’s Watch Tower de 15/7/1902, pág. 3043 (reimpressão)
  • “Deus pode mudar a pele etíope [negra] no seu devido tempo.” - Zion’s Watch Tower de 15/7/1904, pág. 3320 (reimpressão)
  • "Eles [os negros] têm sido e são uma raça de serviçais... Não há no mundo um serviçal tão bom quanto um bom serviçal de cor, e a satisfação que ele obtém por prestar um fiel serviço é uma das mais puras satisfações que há no mundo." - A Idade de Ouro de 24/7/1929, pág. 207 (em inglês)
  • "Deus... evidentemente tem sido um respeitador das raças, e tem abençoado especialmente certos ramos da raça Ariana na Europa e América... a raça branca tem sido mais abundantemente abençoada com a luz das boas novas do que outras... a Igreja eleita provavelmente será composta principalmente da altamente favorecida raça branca.." - A Bíblia versus a Teoria da Evolução (1898), págs. 30,31 (em inglês)
  • "As raças negra e latina provavelmente sempre serão inclinadas à superstição." - Zion's Watch Tower de 1/4/1908, pág. 99
  • "...as diversas raças da humanidade provavelmente terão seus interesses espirituais como Novas Criaturas melhor preservados por alguma medida de separação." - Estudos das Escrituras - Vol III (1904), pág. 490 (em inglês)
  • "EDUCAÇÃO DE NEGROS EM CINCINNATI - Negros por toda a cidade vão a esta escola por opção. Eles sentem que podem ter melhores oportunidades permanecendo em seu próprio grupo, e estão provavelmente certos... sob as condições imperfeitas presentes, uma sábia segregação é provavelmente uma vantagem para todos os envolvidos." - A Idade de Ouro de 1/10/1919, pág. 8 (em inglês)
  • "Hispânicos.. e outras raças retrógradas..." - A Idade de Ouro de 30/11/1927, pág. 141 (em inglês)
  • "Cuidadosas observações em uma escola em Londres mostraram que as crianças davam suas melhores risadas, não com comédias 'pastelão', mas...olhando um mineiro negro comer um prato cheio." - A Idade de Ouro de 1928, pág. 684 (em inglês)
Nota: Não seria correto afirmar que as Testemunhas de Jeová, hoje, constituem uma comunidade racista (pelo menos, não mais do que outras religiões ou culturas o são). Não obstante, não se pode deixar de perceber em seus artigos, tais como os acima transcritos, a representação do pensamento tradicional da época em que foram escritos, os quais não conseguem disfarçar, em seu teor, uma forma, por assim dizer, sutil e 'piedosa' de racismo.  
15
Ati-semitismo
  • "Seja sabido, de uma vez por todas, que aqueles homens gananciosos, sem consciência e egoístas que se chamam Judeus, e que controlam a maior parte das finanças do mundo e os negócios do mundo, nunca serão dirigentes desta nova terra. Deus não correria o risco com tais homens egoístas em uma posição tão importante." - A Idade de Ouro de 23/2/1927, pág. 343 (em inglês)
  • “Os Judeus receberam mais atenção do que realmente mereciam.” - Vindicação (1932), pág. 258 (em inglês)
  • “...O Clero Protestante... com os rabis da organização religiosa judaica, seguem as direções da organização Católica Romana... todos eles praticam a religião, da qual o diabo é o autor.” - Inimigos (1937), pág. 212 (em inglês)
  • “Atualmente, os assim chamados ‘Protestantes’ e o clero Yiddish [judeu] cooperam abertamente e são controlados pelas mãos da Hierarquia Católica Romana, como simplórios palermas...” - Inimigos (1937), pág. 222 (em inglês)
  • “Entre os instrumentos que ela (a Prostituta de Babilônia) usa, estão os homens ultra-gananciosos chamados ‘Judeus’ que só procuram o lucro pessoal. - Inimigos (1937), pág. 281 (em inglês)
Nota: De modo semelhante às questões sobre racismo, não seria correto atribuir às Testemunhas de Jeová, hoje, uma filosofia anti-semita. Por outro lado, também não podem passar despercebidas certas oscilações de pensamento da entidade com relação ao povo judeu, em função da época. Por exemplo, nas publicações Conforto para os Judeus (1925) e Vida (1929), a organização defende, a exemplo de seu fundador, ideias claramente sionistas. Subitamente, a partir da década de 30 - época em que o anti-semitismo ganhou novo impulso mundial - é nítida a mudança no teor das publicações da Sociedade Torre de Vigia. Queira o leitor atentar para as datas em que as declarações acima foram feitas - coincidentes com a ascensão do nazi-fascismo na Europa.
 

16
Piramidologia

Quadro da película "Fotodrama da Criação" (1914), de C.T. Russell
 
  • “...refere-se à Grande Pirâmide, cujas medidas confirmam o ensino bíblico de que 1878 marcou o começo da colheita...” - A Sentinela de 1/10/1917, pág. 6149 (em inglês)
  • “...a Pirâmide do Egito, permanecendo como uma testemunha silenciosa e inanimada do Senhor...” - A Sentinela de 15/5/1925, pág. 148 (em inglês)
  • "...quando se lançou a idéia segundo a qual a grande pirâmide é a 'Testemunha' de Jeová, cujo testemunho é de igual importância tanto para a verdade divina quanto para a ciência pura..." - Thy Kingdom Come (1897), cap. 10, pág. 320
  • "...[a pirâmide] converteu-se em objeto de interesse crescente para cada cristão maduro no estudo da palavra de Deus; pois ela parece dar-nos de uma maneira notável, e de acordo com todos os profetas, um esquema do plano de Deus para o passado presente e futuro." - Thy Kingdom Come (1897), cap. 10, pág. 314
  • "Então Satanás colocou o seu conhecimento na pedra morta [a pirâmide], que pode ser chamada Bíblia de Satanás, e não testemunha pétrea de Deus." - A Sentinela de 15/11/1928, pág. 344 (em inglês)
E mais: O livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), pág. 201, admite a piramidologia como parte de seus ensinos primitivos, embora justifique isto por dizer que tratava-se apenas de “um pensamento” do Pastor Russell, por cerca de 35 anos.

O pastor Russell em uma de suas visitas à pirâmide do Egito
Nota: Em 1912 - durante uma de suas visitas à pirâmide de Gizé - o pastor Russell proferiu o célebre discurso "Uma Testemunha de Deus - A Grande Pirâmide do Egito". Uma evidência adicional do envolvimento da religião com piramidologia existe até hoje, na forma de um enorme monumento de pedra, em forma de pirâmide, o qual jaz ao lado do sepulcro de Russell, no Cemitério Rosemont United (Pittsburgh, Pensilvânia, EUA). O leitor poderá visitar este monumento no seguinte endereço: http://www.geocities.ws/irmaobrasil/tumulo.htm
Recentemente – no primeiro número de A Sentinela (1/1/2000, páginas 9 e 10) – a religião fez uma confissão mais pormenorizada de seu envolvimento com a piramidologia, embora não mencionasse que este envolvimento perdurou até 1928, durante a 2ª presidência da entidade e 9 anos após a ‘aprovação’ do “Escravo Fiel e Discreto”, em 1919, por Jesus Cristo.

 
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Astrologia



Quadro do "Fotodrama da Criação" (1914), de C.T. Russell

 
  • “Nós questionamos seriamente todas as declarações da astrologia; ainda assim, o que se segue - qualquer que seja a fonte das sugestões, até mesmo do próprio adversário - parece marcadamente verdadeiro quanto às nossas expectativas baseadas na Palavra do Senhor. Apenas por essa razão nós o publicamos como segue: - Saturno é o representante do grande poder motivador que tem dominado a mente humana até o presente momento... Saturno - Deus guarda seu trono... Júpiter, representando a lei, religião e a moralidade... Júpiter também deve transferir sua anterior lealdade ao ganancioso Saturno para o recentemente descoberto fator que defende a irmandade universal, isto é, Urano. Quando Urano e Júpiter se encontrarem no signo benigno de Aquário em 1914, a era há muito prometida terá tido um belo começo na obra de libertar os homens na busca de sua própria salvação e assegurará a realização final dos sonhos e ideais de todos os poetas e sagas da História... Urano está preparando o caminho para Netuno, o qual simboliza o amor em sua forma mais elevada - o cumprimento da lei. Em 1903, Júpiter estará no signo de Peixes..." - A Sentinela de 1/5/1903, págs. 127-131 ou págs. 3183,3184 na reimpressão (em inglês)
  • Por esta razão tem sido feita a sugestão de que [a constelação de] Plêiades pode representar a residência de Jeová, o lugar de onde ele governa o universo.” - A Sentinela de 15/6/1915, pág. 5710 (em inglês)
  • “Mas a grandeza em tamanho de outras estrelas ou planetas é pequena quando comparada com Plêiades em importância, porque Plêiades é o lugar do trono eterno de Deus....Tem sido sugerido, e com bastante peso, que uma das estrelas do grupo [‘Alcyone’] é o local de habitação de Jeová.” - Reconciliação (1928), pág. 14 (em inglês) E mais: Zions WT de 15/5/1895, pág. 1814 e Criação (1927), pág. 94 (em inglês)
Nota: o entendimento sobre a estrela “Alcyone” e a constelação de “Plêiades” perdurou por 62 anos, de 1891 a 1953 – 35 anos após uma suposta inspeção de Cristo e Jeová à organização e 34 anos após a “aprovação” deles à organização, em 1919. (A Sentinela de 15/04/89, página 7, parágrafo 9 e A Sentinela de 15/03/90, página 15, parágrafo 4) .

 
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Comunicação com o mundo espiritual
  •  “Uma verdade apresentada pelo próprio Satanás é tão verdadeira quanto uma verdade declarada por Deus... Aceite a verdade onde quer que a encontre, não importa o que ela contradiga.” - Zion’s Watch Tower, Julho de 1879, págs. 8 e 9.
  • “Este verso (Revelação 8:3) mostra que, embora o Pastor Russell tenha transposto a cortina [ou morrido], ele ainda está dirigindo cada aspecto do trabalho de colheita... Nós sustentamos que ele supervisiona... o trabalho a ser feito” - O Mistério Consumado (1917), págs. 144, 256 (em inglês)
  • “Então nosso querido Pastor, agora em glória [morto], está, sem dúvida alguma, manifestando profundo interesse no trabalho de colheita, e Deus lhe permite exercitar uma forte influência em razão disso.” - A Sentinela de 1/11/1917, pág. 6161 (reimpressão)
Nota: O Pastor Russell faleceu em 1916 – cerca de um ano antes do lançamento destes dois últimos artigos. Além disso, a religião já fez uso – como fonte de apoio para a sua tradução do texto bíblico de João 1:1 – dos escritos de dois médiuns espíritas: Johannes Greber e John S. Thompson – Ajuda ao entendimento da Bíblia (1969), pág. 1245, e Kingdom Interlinear Translation (1985), págs. 1139 e 1140.  
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Ocultismo
Em 1914, o 'pastor' Russel lançou o célebre "Fotodrama da Criação" - um ambicioso projeto que combinava películas cinematográficas, slides e trilha sonora (Livro Proclamadores, págs. 56 a 60). As imagens destacavam, entre outras coisas, os signos do zodíaco, a pirâmide e a esfinge do Egito e, conforme se vê abaixo, o emblema dos Estudantes da Bíblia, o símbolo da cruz e da coroa - o mesmo que apareceria na capa das publicações da Sociedade Torre de Vigia até os anos 30.


- Todos os volumes de Studies in the Scriptures (1886 – 1917) estampavam, na capa, o “disco alado” egípcio, símbolo pagão do deus-sol Rah:




- A capa da revista A Sentinela (em inglês) apresentava, até 1931, o símbolo místico de ‘cruz e coroa’ (no alto, à esquerda) - símbolo da Igreja da 'Ciência Cristã' - e o elmo da armadura dos Cavaleiros Templares – 33º Grau da Maçonaria (no alto, à direita):

 
Veja os símbolos na publicação Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), págs. 88 e 201.


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Proibição e liberação das vacinas
  • “A vacinação é uma violação direta do pacto eterno que Deus fez com Noé após o dilúvio”. - A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 293 (em inglês)
  • “Pessoas ponderadas prefeririam ter varíola em vez de serem vacinadas, porque as vacinas propagam as sementes da sífilis, cancros, eczema, erisipelas, scrofula, tuberculose, até a lepra e muitas outras doenças nojentas. Portanto, a prática da vacinação é um crime, um ultraje, e um engano.” - A Idade de Ouro de1/5/1929, pág. 502 (em inglês)
  • “As vacinas nunca salvaram uma vida humana. Não previnem a varíola." - A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 294 (em inglês)
  • "Usem seus direitos como cidadãos Americanos para abolir para sempre a prática demoníaca das vacinas." - A Idade de Ouro de 12/10/1921, pág. 17 (em inglês)
  • "Já se demonstrou conclusivamente que não existe tal coisa como a hidrofobia [raiva]!" - A Idade de Ouro de 1/1/1923, pág. 214 (em inglês)
  • "Nunca se provou que uma única doença seja devida a germes." - A Idade de Ouro de 16/1/1924, pág. 250 (em inglês)
  • "As doenças são causadas por fermentação e calor... não por germes." - A Idade de Ouro de 25/8/1926, pág. 751 (em inglês)
  • "Evite inoculações de soro e vacinas, pois elas poluem a corrente sanguínea com seu pus nojento." - A Idade de Ouro de 13/11/1929, pág. 106,107 (em inglês)
  • "A questão da vacinação é algo que o indivíduo deve encarar e decidir por si próprio." - A Sentinela de 15/12/1952, pág. 764 (em inglês)
  • "As vacinas parecem ter causado uma drástica redução das doenças.." - Despertai! de 22/8/1965, pág. 20 (em inglês)
Nota: A revista A Idade de Ouro [Golden Age] – publicada de 1919 a 1937, pelas Testemunhas de Jeová – é considerada por certos autores como uma das fontes literárias mais prolíficas em aberrações científicas, ataques à medicina tradicional, endosso de terapias folclóricas – às vezes fatais – e charlatanismo em assuntos médicos. Os trechos extraídos acima - provavelmente originários da mente do editor da revista, Clayton Woodworth - parecem confirmar esta opinião. Para conhecer este assunto mais profundamente, veja o tópico "Medicina" em http://indicetj.com/indice-a-z.htm#M


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Proibição e liberação dos transplantes de órgãos ou tecidos
  • "Há alguma coisa na Bíblia contra se doar os olhos (após a morte) para serem transplantados numa pessoa viva? A questão de se colocar o corpo ou parte do corpo à disposição dos homens da ciência ou dos médicos, após a morte, para experiências científicas ou para transplantação em outros, não é vista com bons olhos por certos grupos religiosos. Entretanto, não parece haver nenhum princípio ou lei bíblica envolvida. É, portanto, algo que cada pessoa deve decidir por si mesma." - A Sentinela de 1/2/1962, pág. 96.
  •  "Será que há alguma objeção bíblica a que se doe o corpo para uso na pesquisa médica ou que se aceitem órgãos para transplante de tal fonte?... Aqueles que se submetem a tais operações vivem às custas da carne de outro humano. Isso é canibalesco... Jeová não deu permissão para os humanos tentarem perpetuar suas vidas por receberem canibalescamente em seus corpos a carne humana, quer mastigada quer na forma de órgãos inteiros ou partes do corpo, retirados de outros." - A Sentinela de 1/6/1968, págs. 349, 350.
  • "Embora milhares de transplantes de córnea sejam realizados cada ano... Há aqueles, como as testemunhas cristãs de Jeová, que consideram todos os transplantes entre humanos como canibalismo..." - Despertai! de 8/12/1968, págs. 21,22.
  • "... as Testemunhas de Jeová se opõem em sã consciência a todos os transplantes como sendo mutilação desnecessária de seus corpos criados por Jeová, e puro canibalismo." - Despertai! de 8/12/1968, pág. 30.
  • "Deve a congregação tomar ação quando um cristão batizado aceita o transplante dum órgão humano, tal como a córnea ou um rim? No que se refere ao transplante de tecido ou osso humano para outro, é um caso de decisão conscienciosa de cada uma das Testemunhas de Jeová... É um assunto para decisão pessoal." - A Sentinela de 1/9/1980, pág. 31.
Nota: Entre os anos de 1968 e 1980, pelo menos um relato de morte por recusa religiosa de transplante foi registrada entre os membros das Testemunhas de Jeová. Trata-se do caso de Arvid Moody, 68 anos de idade, em Massachusetts-EUA, por volta de Junho de 1978, o qual faleceu após recusar um transplante de rim. Fonte: http://www.ajwrb.org/testimonies/moreMOODY.html


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Proibição e liberação das transfusões de sangue
  • “... um dos médicos na emergência principal doou um quarto de seu sangue para transfusão, e hoje a mulher vive e sorri alegremente...” - Consolação (25/12/1940), pág. 19 (em inglês)
  • “... se, no futuro, ele persistir em aceitar transfusões de sangue ou em doar sangue... ele mostra que não se arrependeu realmente... e deve ser cortado [da congregação] por ser desassociado.” - A Sentinela 1/12/1961, pág. 736 (em português)
Nota: A edição de 15/06/2000 da revista A Sentinela (págs. 29-31) traz um curioso artigo, no qual agora se autoriza, por parte das Testemunhas, o uso de "frações" dos componentes "maiores" do sangue - plasma, hemáceas, leucócitos e plaquetas - os quais requerem doação, estocagem e processamento de grandes quantidades de sangue. Paradoxalmente, as Testemunhas continuam proibidas tanto de doar o sangue para a obtenção destas "frações" permitidas como de receber tais componentes "maiores" integralmente. Caso o leitor deseje conhecer em pormenores a evolução dessa doutrina, basta ir ao endereço:  http://www.geocities.ws/irmaobrasil/sangue3.htm

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Proibição do voto
  • “As Testemunhas são neutras nas guerras e lutas entre as nações, e mantêm-se livres de todo envolvimento político, nem mesmo votando...” - A Sentinela 15/06/1978, pág. 14 (em português)
  • “... Testemunhas de Jeová mantêm-se separadas de toda política, nem mesmo votando...” - A Sentinela (WatchTower) 15/10/1973, pág. 627 (em inglês)
  • “As Testemunhas... não tomam parte em votar nas eleições. Não transigem na sua posição de neutralidade em assuntos de política...; se forem às seções eleitorais e anularem o seu voto de algum modo, quer riscando-o quer anotando nele, por exemplo, as palavras 'Para o Reino de Deus' ”. - A Sentinela 15/11/1964, pág. 692 (em português)
Nota: a posição intransigente da religião quanto à proibição da aquisição da carteira de identidade do partido único do governo do país africano Malauí, resultou, durante as décadas de 60 e 70, em perseguição, assassinatos e estupros de milhares de Testemunhas de Jeová naquele país. (Livro Proclamadores, página 674) Curiosamente, durante o mesmo período, a religião autorizava seus adeptos no México – país onde se registrou como entidade ‘cultural’ e não religiosa – a pagar uma propina a funcionários públicos para receberem um documento militar (“cartilla”), no qual constava falsamente que a pessoa já havia prestado o serviço militar e agora fazia parte da ‘primeira reserva’ do Exército. Para saber mais detalhes, o leitor poderá ir a  http://members.fortunecity.com/torredevigia/mexico.htm ou adquirir o livro “Crise de Consciência”, R. Franz (1999), escrevendo para cidfa@fortalnet.com.br.
 
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Proibição e liberação do serviço militar alternativo
  • "Não deveria haver nada contra nossa consciência em entrar para o exército." - A Sentinela (WatchTower) 15/4/1903, pág. 120 (em inglês)
  • “Um exame dos fatos históricos mostra que as Testemunhas de Jeová não somente recusaram vestir uniformes militares e pegar em armas, durante o último meio século, ou mais, mas que também recusaram fazer serviços não-combatentes ou aceitar outro serviço militar.” - Unidos na Adoração do Único Deus Verdadeiro (1983), pág.167
  • "Um irmão talvez ache agora que pode prestar conscienciosamente este serviço sem violar sua neutralidade cristã..." - A Sentinela de 15/8/1998, pág. 17
IMPORTANTE: por cerca de 50 anos, a religião proibia a seus adeptos não só o serviço militar, como também o serviço alternativo, até 1996, ano em que a posição anterior foi revista – somente para aqueles países em que tal serviço é coordenado por alguma entidade civil não religiosa. Vale ressaltar que esta equivocada postura anterior representou, para muitas Testemunhas de Jeová no mundo inteiro, o encarceramento ou a morte. No Brasil, os jovens são instruídos a solicitar às forças armadas um ATESTADO DE EXIMIÇÃO, o qual custa-lhes seus direitos políticos – cassação – o que, na prática, significa que o jovem não terá título de eleitor ou carteira de reservista, estando, por este motivo, impedido de prestar concurso público ou de adquirir passaporte. Todavia, diversas Testemunhas de Jeová (inclusive 'anciãos') exercem hoje cargos em repartições públicas e órgãos do governo, mesmo sendo eximidos, o que constitui uma violação clara das leis do país (passível de denúncia às autoridades), as quais só concedem este privilégio àqueles em pleno gozo de seus direitos políticos. Estranhamente, a Sociedade Torre de Vigia, com seu silêncio diante desta situação, tem se mostrado, no mínimo, conivente com a ilegalidade, a despeito de recomendar seus membros ao público como "os cidadãos mais leais...que não procuram esquivar-se de leis inconvenientes a seus próprios lucros" e de afirmar que as Testemunhas precisam se "comportar honestamente em todas as coisas" (livro Proclamadores, pág. 196, linha 7 e pág. 178, parágrafo 4). Como prova documental da cassação a que os jovens estão sujeitos, publico esta cópia de um trecho do Atestado de Eximição, onde se declara expressamente que o jovem perdeu seus direitos políticos, em razão de convicção religiosa:

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Violação da "neutralidade cristã"
  • "De acordo com a resolução do Congresso em 2 de Abril, e com a proclamação do Presidente dos Estados Unidos em 11 de Maio, sugere-se que o povo do Senhor em todos os lugares, faça de 30 de Maio um dia de oração e súplica. A Deus aprouve graciosamente fazer com que esta nação fosse formada e se desenvolvesse sob as mais favoráveis condições no mundo para a preservação da liberdade civil e religiosa." - A Sentinela de 1/6/1918, pág. 174 (em inglês)
  • "Um cristão, não desejando matar, talvez não tenha sido conscienciosamente capaz de comprar bônus [de guerra] do governo; mais tarde ele considera que grandes bênçãos recebeu sob este governo, e percebe que a nação está em apuros e encarando o perigo quanto a sua liberdade, e ele se sente conscienciosamente capaz de enviar algum dinheiro ao país, simplesmente do mesmo modo que ele o enviaria a um amigo em dificuldades." - A Sentinela de 1/6/1918, pág. 6268 (reimpressão em inglês)
  • "Desde que a Casa de Betel foi fundada, num canto da sala de visita tem sido preservado um pequeno busto de Abraham Lincoln, com duas bandeiras americanas hasteadas sobre ele... Nada vemos de impróprio para com o dever de um cristão." - A Sentinela de 15/5/1917, pág. 150 (em inglês) 
  • "Todos na América deveriam ter satisfação em mostrar a bandeira Americana..." - A Idade de Ouro de 4/2/1931, pág. 293 (em inglês)
Nota: o lançamento dos dois primeiros artigos acima, em 1918, causou uma imediata reação de repúdio entre muitos membros da Sociedade Torre de Vigia na época, ocasionando uma ruptura no movimento, da qual nasceu uma entidade de dissidentes - "Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes" - os quais ficaram conhecidos como Standfasters. A própria Sociedade admite a quebra da 'neutralidade política' em sua publicação Proclamadores, pág. 191, muito embora não transcreva o artigo sobre o "dia de oração e súplica" e tampouco mencione a questão da compra de bônus de guerra. Karl Klein, falecido membro do Corpo Governante, em seu depoimento pessoal sobre aquela época - Despertai! de 22/9/1987, pág. 17 - admite que os dissidentes Standfasters "viam esta questão com clareza", mas ao mesmo tempo, por uma questão de "lealdade aos co-Estudantes da Bíblia", decidiu "correr o risco" e permanecer ao lado da Sociedade, mesmo diante de tal violação clara do princípio da neutralidade!
 
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Comprometimentos com o Nazismo
Em 25 de Junho 1933, na Alemanha, em pleno regime nazista – após ataques do governo à sede das Testemunhas de Jeová (‘Estudantes da Bíblia’), em Magdeburg – uma conferência de cerca de 5000 adeptos da religião foi secretamente realizada em Berlim. Nesta conferência foi redigida aquela que ficou conhecida como Declaração de Fatos (Erklärung) , bem como uma carta pessoal a Adolf Hitler, ambas contendo expressões de elogio aos ‘princípios’ do governo nazista e ataques ao povo judeu, aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha. A própria Sociedade Torre de Vigia não nega a existência da ‘Declaração de Fatos’ . Uma transcrição da mesma foi publicada, em inglês, no ano seguinte ao de sua escrita, no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934, com conteúdo idêntico aos originais em alemão. Ainda hoje, podem-se encontrar cópias de tais documentos no Museu do Holocausto (EUA).
Cerca de 40 anos depois, no Anuário de 1974 (1975, em português), a religião admite que o documento provocou um sério mal estar em muitos dos presentes à reunião. De modo lacônico, o artigo diz que o conteúdo da declaração havia sido "amainado" - um eufemismo, se considerarmos o seu teor anti-semita e o endosso expresso aos princípios nazistas (ditos ‘apolíticos’). Mesmo assim, a declaração foi distribuída aos milhões. O artigo prossegue acusando o representante pela sede alemã na época – Paul Balzereit – de ser o responsável por uma alteração no conteúdo dos documentos – o que, na prática, corresponde a uma admissão de que seu conteúdo era, de fato, comprometedor.
Mais recentemente, na revista Despertai! de 8/7/1998, a religião admite que a acusação era inverídica, absolve o acusado e adota agora outra linha de defesa, ou seja, a justificação do conteúdo destes dois documentos. Trata-se de matéria longa, de conteúdo chocante, para cujo porte não se dispõe de espaço neste artigo. Além disso, mais de cinco décadas de separação entre este embaraçoso documento e a vasta maioria das Testemunhas de Jeová na atualidade certamente contribuem para o obscurecimento da gravidade de seu conteúdo na mente delas. Assim sendo, transcreverei alguns dos trechos mais chocantes da Declaração de Fatos, precisamente aqueles que as publicações recentes das Testemunhas de Jeová normalmente omitem ou tentam justificar. Queira o leitor prestar atenção ao modo como a organização fala do povo judeu e de que forma ela se posiciona diante dos princípios do governo nazista:
  • “O governo atual da Alemanha declarou-se enfaticamente contra os opressores do Grande Comércio e em oposição à influência religiosa errada nos assuntos políticos da nação. Essa é exatamente a nossa posição: ...Longe de estarmos contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós apoiamos sinceramente esses princípios e sublinhamos que Jeová Deus através de Jesus Cristo causará a realização completa destes princípios...
  • “Somos falsamente acusados pelos nossos inimigos de termos recebido dos judeus apoio financeiro para o nosso trabalho. Nada está mais longe da verdade. Até este momento, nunca houve a mínima quantia de dinheiro contribuída para o nosso trabalho pelos judeus. Nós somos os seguidores fiéis de Cristo Jesus e acreditamos Nele como sendo o Salvador do mundo, enquanto os judeus rejeitam inteiramente Jesus Cristo e negam enfaticamente que ele seja o Salvador do mundo enviado por Deus para o bem do homem. Por si só, isto devia ser prova suficiente em como nós não recebemos nenhum apoio dos judeus e portanto as acusações contra nós são maliciosamente falsas e só podiam vir de Satã, o nosso grande inimigo. “
  • Foram os homens de negócios Judeus do Império Anglo-Americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações.... Este fato é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: “os Judeus são donos dela, os Católicos Irlandeses governam-na, e os Americanos pagam os impostos.”
  • [Os] Estudantes da Bíblia estão lutando pelos mesmos objetivos e ideais elevados e éticos que o Reich alemão nacional proclamou a respeito do relacionamento do Homem com Deus.... não existem pontos de vista conflitantes... mas antes, pelo contrário, no que diz respeito  aos  objetivos  puramente religiosos e apolíticos... estes estão em harmonia completa com... o Governo Nacional do Reich alemão.”
     
O livro The Nazi State and the  New Religions [O Estado Nazi e as Novas Religiões] de Christine King (1982), diz o seguinte sobre a ‘Declaração de Fatos’:
  • “O documento é uma obra prima no gênero e digna das outras quatro seitas [os Cientistas Cristãos, os Santos dos Últimos Dias, os Adventistas do Sétimo Dia e os membros da Nova Igreja Apostólica], tendo todas elas apoiado, de uma maneira ou de outra, o estado Nazi. Tendo tentado assegurar às autoridades, pela Declaração de Fatos, que eram bons cidadãos, tendo interpretado e explicado os seus ensinos de um modo que, dadas as preocupações do regime, pretendia acalmar medos e oferecer  uma certa medida de compromisso, as Testemunhas parecem ter esperado que daí em diante não teriam mais incômodos. Não se tinha a declaração juntado aos Nazis na condenação da Liga das Nações, não tinha descrito o Nacional Socialismo como estando contra as injustiças que os alemães tinham sofrido desde 1919 e não tinha terminado com um apelo pessoal ao ‘führer’?”
O episódio em questão é mencionado na própria publicação de História Oficial das Testemunhas de Jeová, o livro Proclamadores, pág. 693. Curiosamente, o livro nada diz sobre o conteúdo destes documentos, embora mostre a íntegra de diversos outros que lhe são favoráveis – como o documento de renúncia à fé, redigido pelos nazistas. Recentemente, a entidade tem estado empenhada em uma campanha de ‘saneamento’ deste embaraçoso capítulo de sua história, por meio de sua literatura e de um site na Internet, intitulado “triângulos roxos”, onde descreve a bravura com que muitos Estudantes da Bíblia enfrentaram o confinamento aos campos de concentração. Embora, de fato, a maioria dos fiéis na Alemanha, durante a II Guerra Mundial – de modo semelhante aos membros de diversas outras religiões, cujo suplício o livro Proclamadores não menciona – tenham individualmente resistido à opressão nazista, também é fato que o líder da entidade à época, J. F. Rutherford (2º presidente e autor de diversos livros da religião) empreendeu, por meio da Declaração de Fatos e de uma carta pessoal, uma tentativa de compromisso com o führer – Adolf Hitler. Todavia, diversas publicações das Testemunhas de Jeová fazem pesadas críticas às lideranças de outras denominações religiosas por terem tentado a mesma coisa. Por exemplo, a revista A Sentinela de 1/1/1989 (pág. 21, em inglês) acusa outras religiões de terem se comprometido “de forma lamentável” com o nazismo. Ao passo que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová prefere olvidar tais fatos com relação à sua própria organização, repare o leitor o que ele afirma em um trecho da referida revista:
  • “As religiões principais, tanto católica como protestante, comprometeram-se de forma lamentável em prestar honra ao nazismo, idolatrando o führer, saudando sua bandeira suástica e abençoando suas tropas enquanto estas partiam para massacrar seus irmãos de fé de nações vizinhas. Os assim chamados ‘cristãos’ de todos os credos – exceto as Testemunhas de Jeová – foram apanhados em fervor patriótico.”
Em vista dos documentos aqui apresentados, creio que o leitor está, por si mesmo, apto a avaliar se tais palavras correspondem à verdade dos fatos...
Convido o leitor a examinar o assunto mais detalhadamente no seguinte endereço: http://indicetj.com/indice-a-z.htm#N

 
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Conclusão
Este artigo não se destina a fomentar a intolerância religiosa nem a exaltar uma denominação religiosa em detrimento das demais. A liberdade de culto está prevista na Constituição do Brasil e é questão de foro íntimo. Tampouco visa a denegrir a imagem dos adeptos do movimento religioso sob enfoque. De fato, a maioria das Testemunhas de Jeová – enquanto indivíduos – é composta de pessoas decentes e sinceras, tendo sido a busca de Deus que motivou seu ingresso à religião. Mas é também verdadeiro que isto se aplica aos adeptos de quaisquer outras religiões cristãs. E também é verdade que em nossos dias, no intuito de manter a fidelidade de seus membros, facções religiosas ou seitas têm, a exemplo dos regimes totalitários, feito uso de técnicas de cerceamento de liberdade e informação, bem como isolamento psicológico – método este que alguns estudiosos classificam como ‘lavagem cerebral’.
Os episódios estarrecedores de Jonestown, Guiana Inglesa, década de 70 – onde mais de 900 adeptos da seita Templo do Povo cometeram suicídio – outro, no início dos anos 90, no Texas, EUA – onde os membros do ramo Davidiano, da mesma forma, praticaram o suicídio coletivo por atear fogo em seu quartel general, cercado pelo FBI – e, mais recentemente, em Uganda, África – onde os fanáticos da seita Restauração dos Dez Mandamentos também puseram fim às suas vidas e de seus filhos – certamente merecem nossa atenção, pois mostram a eficácia de tais técnicas e ilustram bem até que ponto pode ir o controle mental exercido em nome da religião.
Neste respeito, não se pode negar que a postura histórica das Testemunhas de Jeová - segundo as provas documentais aqui fornecidas - com respeito às vacinas (1921-1952),  aos transplantes de órgãos (1967-1980) e, principalmente as transfusões de sangue e derivados (1945 até hoje) tem igualmente cobrado altíssimo tributo em vidas humanas ao longo de mais de meio século. A diferença talvez consista no fato de que, não ocorrendo todas estas mortes em um mesmo lugar e ao mesmo tempo - como nos episódios anteriormente citados - passam despercebidas em nosso dia-a-dia, como uma espécie de massacre gradativo e silencioso. Entretanto, todos estes sacrifícios de vidas humanas envolvem uma mesma coisa: a convicção religiosa. Como disse um filósofo: “Mais perigoso para a verdade do que a mentira é a convicção.”
 
Jonestown, 1978 - 900 mortos  Texas, 1993 - 80 mortos Uganda, 2000 - 500 mortos

 ...no mundo inteiro, de 1945 até hoje - quantos mortos?   

A História mostra que, das tiranias que sobrevieram à humanidade, as do tipo religioso estiveram entre as piores. Assim, pois, em nome da liberdade religiosa e de expressão e do direito à informação – informação esta que é frequentemente obscurecida, ‘branqueada’ ou ocultada aos membros de uma religião – é que trago tais assuntos a público.
Religião é coisa séria e, ao tomar o importante passo de ingressar em um novo credo, é mister que a pessoa não o faça sob o impulso da emoção, mas que esteja ciente de todo o contexto histórico da fé que está abraçando, pois uma escolha equivocada poderá ter – e, amiúde, tem tido – consequências trágicas para ela e sua família.
Em uma seção entitulada De nossos Leitores, na revista Despertai! de 22/12/1984, pág. 28 (publicada pelas Testemunhas de Jeová), respondendo-se à pergunta de um leitor que protestava contra as severas críticas contra a Igreja Católica, feitas em uma outra revista da organização, a resposta foi:
  • “Qualquer organização que assuma tal posição [ser o caminho da salvação] deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada. Todos os que criticam tem a obrigação de ser verdadeiros na apresentação dos fatos, e justos e objetivos na avaliação dos mesmos.”
Creio que tal regra aplica-se também à religião das Testemunhas de Jeová e creio – até que se prove o contrário – que os fatos que aqui apresentei foram demonstrados com honestidade e “objetivamente” por meio de evidências documentais. Convido a própria Testemunha de Jeová a averiguar por si mesma a veracidade e precisão das citações que aqui faço, principalmente aquelas extraídas da própria literatura da religião (especialmente a mais antiga). Talvez descubra fatos inusitados que certamente teriam tido efeito significativo sobre sua decisão de dar o importante passo do batismo – caso fossem de seu conhecimento, tempos atrás. Penso que pessoas nesta situação tinham direito a tais informações. Ocultá-las, “branqueá-las” ou minimizar sua importância não me parece justo. Contudo, temo que a adesão das Testemunhas de Jeová às instruções de seu Corpo Governante, no sentido de jamais examinar os argumentos em contrário, as impeça de fazer tal investigação.
Também, na edição da revista A Sentinela de 15/5/1964, pág. 304, se diz:
  • Não é forma de perseguição religiosa alguém dizer e mostrar que a religião de outrem é falsa. Não é perseguição religiosa uma pessoa informada expor publicamente uma religião falsa, permitindo assim que outros vejam a diferença entre a falsa religião e a verdadeira.”
Concordo com as palavras acima e creio que, com base nelas, estou absolvido de qualquer acusação de perseguição religiosa.
Todavia, diversos artigos publicados pela Torre de Vigia (órgão central representante das Testemunhas de Jeová) têm feito ataques morais às pessoas a quem classifica como “apóstatas”, ou seja, aqueles que não concordam com seus ensinos e decidem deixar a religião, fechando-lhes a porta a qualquer saída honrosa e, ao mesmo tempo, fechando a mente de seus adeptos aos argumentos em contrário, próprios de qualquer democracia. Por exemplo, na edição de 1/7/94 da revista A Sentinela, págs. 11-13, compara-se dar ouvidos aos argumentos dos dissidentes a “comer à mesa de demônios”. Adicionalmente, acusa genérica e indistintamente os dissidentes de:
(1) Esperteza;
(2) Inteligência arrogante;
(3) Falta de amor e
(4) Diversas formas de desonestidade.
Apesar de não apresentar provas concretas de tais acusações, rotula assim de iníquas milhares de pessoas no mundo inteiro que simplesmente exerceram o direito humano de renunciar a uma religião. O preço pago por tal generalização tem sido alto. Não é, pois, sem razão que as Testemunhas de Jeová sinceras e desejosas de terem a aprovação da organização recusem-se sequer a cumprimentar alguém que deixa a religião. Isto é mais aflitivo ainda quando existem laços familiares ou de amizade. Eu, pessoalmente, tenho testemunhado, por anos, diversos dramas desta natureza.
A reação de uma Testemunha de Jeová, ao bater à sua porta, leitor, sendo confrontada com esta matéria que agora apresento, é bastante previsível. Dificilmente admitirá os fatos aqui delineados, até porque, na verdade, não está a par de todos eles. Bastante surpresa, talvez busque abreviar a conversa ou dispersar a atenção para outro tema. Na melhor das hipóteses, caso admita alguns dos fatos aqui expostos, dirá se tratar de “coisas passadas” – costumeiramente chamadas de “verdade passada” ou "velha luz" – e que nada tem a ver com o ensino presente da religião – costumeiramente chamado de “verdade presente” ou "nova luz". Como base de sustentação para essa tese, as Testemunhas costumam recorrer a uma interpretação equivocada da passagem bíblica em Provérbios 4: 18, a qual, segundo o consenso dos teólogos, faz meramente uma comparação entre as trajetórias de vida dos sábios e dos tolos, nada tendo que ver com mudanças doutrinais. A história mostra que diversas mudanças desse tipo ocorreram entre as Testemunhas com o passar das décadas e elas costumam evocá-las como evidência de progresso espiritual em sua organização. Todavia, entendo que tal juízo benevolente dever-se-ia estender igualmente às outras religiões que também mudaram ao longo do tempo, mas cujo passado é constantemente relembrado nas revistas A Sentinela e Despertai!.
Ainda concernente à reação das Testemunhas de Jeová diante de denúncias feitas contra sua religião, o leitor poderá presenciar outra atitude bem típica - a pessoa se mostrará espantada e indisposta a refutar as evidências que aqui apresento com provas documentais oriundas da própria literatura da religião – até por que a Testemunha é estimulada a destruir, sem ler, toda literatura que traga ideias contrárias às suas convicções (A Sentinela de 15/3/1986, pág. 12 e 1/11/1984, pág. 32). Obviamente, não tendo acesso aos argumentos em contrário, não tem como refutá-los. A pessoa fará acusações genéricas ou dirá que se trata de uma campanha de perseguição religiosa por parte de “apóstatas” mentirosos e amargurados, que as citações estão fora de contexto ou adulteradas e que tudo não passa de mentiras ou meias-verdades. Atacando a fonte da informação, ao invés da própria informação, talvez apele para o seu texto bíblico predileto para estas ocasiões – Provérbios 11:9 – onde se diz: “Pela boca é que o apóstata arruína seu próximo...” (TNM) Ou, quem sabe, cite as passagens bíblicas que mencionam os cristãos como “pessoas odiadas por todas as nações” ou “perseguidas” (Mateus 24:9 e João 15:20). Esta, pelo menos, tem sido a política da Sociedade Torre de Vigia até o dia de hoje, conforme expressa em sua literatura. Sei que tais argumentos tem sido típicos a diversas religiões, quando criticadas.
Deixo ao espírito do leitor julgar se há aqui algum indício de amargura ou desonestidade de minha parte. Convido-o a pesquisar as fontes bibliográficas mencionadas. Todavia, é preciso que se diga, a Testemunha não age assim por má fé. Simplesmente age como foi treinada para agir e o faz crendo que está obedecendo a Deus. Peço, pois, a compreensão e benevolência do leitor para com a Testemunha de Jeová à sua porta. Ela não é culpada. Ela julga estar cumprindo o dever sagrado de Mateus 24: 14, a saber, pregar as “boas novas”. Ela representa o produto final de um insidioso e persuasivo processo de doutrinação, o qual suprimiu gradualmente seu senso crítico e sua capacidade de pensar independentemente. Sugiro – na verdade, insisto – que a trate com bondade. Este é o único modo de ajudá-la.
Também sugiro ao leitor imprimir e ter em casa este artigo, pois ser-lhe-á muito útil a qualquer momento, talvez quando menos imagine. Não sou nem pretendo ser ‘dono da verdade’ – atitude típica de alguns líderes de seitas. Meu intuito é desvelar fatos desconhecidos à maioria das pessoas comuns, os quais têm forte repercussão sobre a vida de milhões de seres humanos. Minha responsabilidade é para com eles. Estou aberto a críticas ou sugestões, desde que bem fundamentadas e respeitosas.
Concluo este trabalho – fruto de meses de pesquisa – com a consciência reconfortada, certo do cumprimento do meu dever como cidadão e lembrando as palavras que iniciam o filme “JFK”:

“Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, faz dos homens covardes.”


A verdade sobre os 144 mil assinalados

Introdução

   Muitas denominações religiosas têm proposto diferentes interpretações sobre o tema em questão, tentando, por várias maneiras arrolar seus adeptos entre os 144 mil selados do Apocalipse.

   Os futuristas, defensores da teoria do rapto secreto, têm defendido que estes surgirão após a vinda de Yeshua e serão poderosos pregadores na terra, dentro do suposto sete anos de domínio sobre a terra.

   As chamadas testemunhas de Jeová advogam que o assinalamento dos 144 mil seja evento ainda em curso. Qual seria de fato a verdade?

Sinal que os identificam
 “Então , ouvi o números dos que foram selados, que eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel: ... Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos.” Ap 7:4,9
Pontos a considerar

* Os versos referem-se a dois grupos grandes e totalmente distintos.
* O primeiro conta com um número fixo de 144 mil.
* Existe ainda um outro grupo com uma grande multidão.
* Os 144 mil são compostos exclusivamente de indivíduos das doze tribos de Israel.
* Os salvos de todas as nações formam a grande multidão. Aqui pode haver e há israelitas naturais, diferente do grupo dos 144 mil, no qual não se incorpora gentio.

“... da tribo de Judá foram selados doze mil; da tribo de Rúben doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser; doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zebulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da Tribo de Benjamim foram selados doze mil.” Ap 7:5-8

   Nos versos de 5 a 8 acima, podemos observar que são selecionados 12 mil de cada tribo,  sendo mencionada a descendência dos filhos de Israel. Sendo assim, de que forma alguns tentam agregar pessoas não israelitas, ou gentias, dentro dos 144 mil?

* Defendem eles que os 144 mil assinalados não são apenas israelitas naturais, mas que se trata também de Israel “espiritual” abrindo assim espaço para os gentios.
* Em muitas passagens da Bíblia é correto que o crente gentio seja considerado israelita ou judeu. No entanto onde apresenta israelitas e gentios, no mesmo quadro, devemos entender judeus e gentios literalmente.
 Quem D-us chamou primeiro? “Yeshua enviou estes doze e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel;” Mt 10:5,6
   Observe você que Yeshua instruiu seus discípulos a irem até as ovelhas perdidas da casa de Israel, antes que fossem a outras pessoas.

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Mashiach padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e. em seu nome, se pregasse arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.” Lc 24:46,47

   Dentre as últimas orientações dadas pelo mestre, Ele diz que por Jerusalém se começasse a pregação do evangelho. O próprio apóstolo Paulo reconheceu este fato. Vejamos:

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de D-us para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.” Rm 1:16

“Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de D-us; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.” At 13:46

   A prioridade na recepção da mensagem redentora e aproximação à verdade de D-us foi um privilégio, primeiramente concedido aos judeus.

“Ressuscitando D-us a seu Filho Yeshua, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades.” At 3:26

   Ao ser procurado por uma mulher gentia, Yeshua enfatizou que o pão deveria ser alimento do povo de Israel, não devendo a princípio ser compartilhado com um povo que não era povo de D-us. O evangelho, segundo a palavra, é para salvação primeiro do judeu e depois do grego, vejamos Mateus 15:22-28:

“E eis que uma mulher Cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor socorre-me. Ele porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-los aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então, respondeu-lhe Yeshua e disse: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã.”

   As palavras de Yeshua confirmam o escrito do apóstolo Paulo. Antes de os gentios achegarem-se à palavra da salvação e encontrarem o acesso, o israelita recebeu as dádivas de D-us:
 “Qual é, logo, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda maneira, porque, primeiramente, as palavras de D-us lhe foram confiadas” Rm 3:1,2
“Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais sãos os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, D-us bendito eternamente. Amém.” Rm 9:3-5

   A palavra sendo primeiramente anunciada aos israelitas, mostra-nos que a princípio a Kehilah (congregação) foi formada exclusivamente de judeus e demais israelitas. Estes são tidos como os primeiros frutos da pregação do evangelho do reino.
 “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai... Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para D-us e para o Cordeiro.” Ap 14:1,4
   Por primícias entendemos que sejam os primeiros frutos colhidos. Os escritos da Brit Chadashah mostram-nos que os primeiros frutos entre os remidos pelo sangue do Cordeiro dizem respeito aos israelitas, a quem Yeshua disse que primeiro deveria ser anunciado o evangelho, e de quem o apóstolo falou como os primeiros receptores da mensagem. Sendo assim, como poderíamos ter ainda no último século pessoas que façam parte dos 144 mil assinalados?

Cresce a kehilah da comunidade de Israel

   Na festa israelita que celebrava as primícias da colheita, Shavuot (o Pentecostes), estavam presentes pessoas de vários lugares, a quem Pedro, cheio do Espírito Santo, dirigiu palavras dizendo:
 “Varões israelitas, escutai estas palavras: a Yeshua Nazareno, varão aprovado por D-us entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que D-us por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;” At 2:16-22
   Aqui o apóstolo esclarecia o que houvera predito o profeta Joel, e desta pregação resultou o ingresso na Kehilah de quase três mil almas.

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Yeshua HaMashiach para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos D-us, nosso Senhor chamar: E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas.” At 2:38-41

Deste ponto em diante a Kehilah crescia constantemente.

“... louvando a D-us e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à kehilah aqueles que se haviam de salvar.” At 2:47

  
   À medida que os discursos eram feitos, a kehilah crescia em número de integrantes israelitas.

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil.”  At 4:4

   Os sinais e prodígios, feitos pelos apóstolos, fazia crescer o número dos que se juntavam aos componentes da kehilah primitiva.

“E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente reunidos no alpendre de Salomão. Quanto aos outros, ninguém ousava ajuntar-se com eles; mas o povo tinha-os em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.” At 5:12-14

“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos,... E crescia a palavra de D-us, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé.” At 6:1,7

“Assim, pois, as kehilot em toda a Judéia e Galiléia e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo.” At 9:31

   Deste ponto em diante, as portas da kehilah se abrem para os gentios convertidos. No entanto, não significa que nenhum israelita não mais pudesse salvar-se, mas um endurecimento do povo de Israel, conforme a predição do apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos no capítulo 11, propiciou a abertura para que os gentios convertidos pudessem ser enxertados na Oliveira (Israel), e desta forma, passassem a estar revestidos do Mashich, como descendência de Abraão, e herdeiros da promessa.

   Este grandioso crescimento da kehilah deu-se em cerca de trinta anos e dentro deste período aconteceu o assinalamento dos 144 mil israelitas descritos no Apocalipse. O fim deste assinalamento marca o início do endurecimento de Israel, no que diz respeito à aceitação do evangelho. Este endurecimento perduraria até o retorno do Mashiach, quando houver entrado a plenitude dos gentios. Rm 11: 25,26

   Como nação Israel está endurecido, o que não impede que individualmente, um israelita aceite a Yeshua, o Mashiach. Com este endurecimento começou a formação da grande multidão.

Israel e Kehilah (igreja): dois povos?

   Absolutamente que não! O judaísmo dos dias de Yeshua estava decadente e a mensagem do Mestre e seus apóstolos trouxe-lhes plena restauração. Note que estava nos planos de D-us reconstruí-lo para que o caminho aos gentios pudesse ser aberto:

“Depois disto, voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído; levantá-lo-ei das suas ruínas e tornarei a edificá-lo. Para que o resto dos homens busque ao Senhor; e também todos os gentios sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor que faz todas estas coisas.” At 15:16-18

   No Mashiach, o tabernáculo foi restaurado. Assim, a kehilah não é uma nova instituição, mas a reconstrução do judaísmo puro e a continuidade dos planos divinos que começaram em Abraão. A kehilah verdadeira foi e é a legítima representante de D-us e Sua obra.

Importante: O sistema levítico ou aarônico para expiação do pecado, teve cumprimento pleno com o sacrifício real e definitivo de Yeshua, o verdadeiro Cordeiro que tirou o pecado do mundo. O sacerdócio que passou a vigorar a partir da cruz é o de Melquisedeque, no qual Yeshua foi constituído Sumo Sacerdote.

   Daí por diante, mesmo que os judeus prosseguissem sacrificando animais, estes sacrifícios já não tinham nenhum efeito espiritual. A sombra, o típico, já estava extinto, dando lugar ao real. Esta é uma grande diferença entre o povo de Israel que permanece endurecido, e o  Israel que recebeu a Nova Aliança e o Mashiach Yeshua, o  judaísmo que cumpre os planos de D-us por meio da kehilah israelita.

   Na vinda de Yeshua como Rei, os olhos do Israel endurecido, serão abertos para o Mashiach. Ao receberem o Rei e Mashiach, em Jerusalém, no momento de aflição, reconhecerão que se trata do próprio Yeshua a quem rejeitaram durante todos estes séculos.

Situação dos gentios
 “Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; que, naquele tempo, estáveis sem Mashiach, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem D-us no mundo.” Ef 2:11,12
   Note que os gentios chamados incircuncisão (não circuncidados) achavam-se totalmente fora dos planos divinos. Sem D-us, sem esperança, sem direito às promessas feitas a Abraão e seus descendentes, e sobretudo, separados da comunidade de Israel. Ora, se estavam separados da comunidade de Israel, fica evidente que Israel sempre foi o canal utilizado por D-us para salvar e executar Seus planos e promessas. Observe que no Mashiach e conseqüentemente na kehilah, os gentios convertidos são incorporados na comunidade de Israel, perdendo a condição de gentios e tornando-se israelitas. Sendo assim, concluímos que a kehilah não é uma comunidade estranha, mas sim parte do próprio Israel.
“E, se sois do Mashiach, então, sois descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.” Gl 3:29

Para mais detalhes você pode ler Efésios 2:13-22.

   Vale lembrar mais uma vez que Israel, como nação, foi endurecido por D-us, cumprindo um propósito divino. Desde então, como nação, este povo permanece endurecido, o que permitiu aos gentios, serem enxertados, até que a plenitude dos gentios haja entrado. Quanto a esta verdade não podemos estar ignorantes, considerando a misericórdia do Pai para com todos. Individualmente, muitos de nosso povo crêem em Yeshua e aceitam a Nova Aliança.

   Para maiores esclarecimentos, podemos ler as palavras de Paulo em Romanos 11:1,7,8,11,25,26 e Romanos 9:27. Na vinda do Mashiach o remanescente de Israel se converterá ao Senhor, reconhecendo-o e sendo purificado.

A grande multidão

   Conforme já mencionado, D-us planejou a reedificação do Tabernáculo de Davi. Isto deu-se com a organização e estabelecimento da kehilah, o que possibilitou o ingresso dos gentios convertidos à comunidade de Israel. Outras citações da Brit Chadashah confirmam este propósito de D-us.
 “Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada.” Rm 9:25
“Vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas agora, sois povo de D-us; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.”  1 Pe 2:10

   Iniciando com o centurião Cornélio, os gentios convertidos passaram a ser participantes da kehilah, não mais como estrangeiros, mas como membros da família de D-us.
 “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de D-us; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Yeshua HaMashiach é a principal pedra da esquina;” Ef 2:19,20
Observe que desta forma os gentios estavam no mesmo fundamento do judaísmo. “E abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que D-us não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.” At 10:35
“Na verdade, até aos gentios deu D-us, o arrependimento para a vida.” At 11:18

   O endurecimento de Israel, quanto ao Mashiach, acabou por torná-lo uma pedra de tropeço para eles, uma vez que, como nação, não o reconheceriam, até que novamente Ele volte como Reis dos reis.

“Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.” I Pe  2:6-8

Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo; e todo aquele que crer nela não será confundido.” Rm 9:31-33

“A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.” Sl 118:22, Is 28:16

   Mas vale recordar o que estudamos há pouco. Tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda abriu-se a  oportunidade para os goim (gentios), conforme disse o apóstolo Paulo aos Romanos. E assim será, até que se dê a restauração completa de Israel com o Mashiach, na Sua vinda, quando a nação de Israel chorará e se converterá ao Senhor. Até então, judeus estarão individualmente, ainda que em pequeno número, pelo testemunho da Kehilah, unindo-se à Nova Aliança.


As Testemunhas de Jeová










Introdução: A maioria de nós certamente já recebeu uma visita ou teve contato com as testemunhas de Jeová. Um fato preocupante entre nós é que muitos evangélicos não estão preparados para dialogar com as testemunhas de Jeová, por não terem conhecimento suficiente para refutá-las. Isso porque muitos não freqüentam a Escola Dominical ou cultos de doutrinas e também não estudam a Bíblia. Essas pessoas quando são confrontadas, não tem muito que responder. As testemunhas de Jeová costumam andar de dois em dois e preferem as casas dos evangélicos, onde se apresentam como "membros de uma sociedade de estudo da Bíblia", para iniciar o proselitismo.



Origem das Testemunhas de Jeová: Se tivesse sido obedecido o que diz em Deuteronômio 18.22, não se veria agora em certas casas o rótulo: "Salão do Reino". Não chegariam à nossa porta os vendedores da revista "Torre de Vigia" e os livros "Seja Deus Verdadeiro", "Harpa de Deus", e outros desse estilo. Não existiria o grupo religioso chamado Testemunhas de Jeová. Embora as profecias de seu fundador sejam falsas, continuam a propagá-las, e contam atualmente com milhares de membros ao redor do mundo.

   a) Fundador da seita: No ano de 1870, o jovem Charles Taze Russell, com 18 anos de idade, organizou uma classe na cidade de Pittsburgh, Pennsylvania, Estados Unidos. O propósito era estudar a Bíblia, especialmente as partes proféticas. Embora a predição de Guilherme Miller, de que Cristo voltaria à terra em 1844 não se tivesse cumprido, Russel estava convencido de que seu método de interpretação bíblica era correto e o usou para fazer seus próprios cálculos e predições sobre a vinda do Senhor.

b) Desenvolvimento da Seita: Com o passar dos anos aumentavam os grupos de "Estudantes da Bíblia", e também aumentavam as "descobertas" de seu mestre. Começou a ensinar que Cristo não ressuscitara corporeamente da tumba, mas sim, como espírito. Portanto, seu regresso seria espiritual e não corporal. Segundo seus cálculos, Cristo regressou ao mundo espiritualmente no ano de 1874 e o milênio começou nessa data. Veja Lc 24. 36-44. Agora era preciso proclamar as boas-novas, explicar o plano divino e reunir os verdadeiros seguidores de Cristo para que participassem do reino do Senhor. Com este propósito iniciou em 1879 a publicação do periódico: A torre de Vigia e o Arauto da Presença de Cristo.

c) Nomes da Seita: Em 1884 transformou-se em organização internacional: "A Sociedade de Tratados da Torre de Vigia", também conhecida por "Sociedade da Torre de Vigia de Sião". "Associação Internacional de Estudantes da Bíblia". O Reino Teocrático". "O Púlpito do Povo". "A Aurora Milenial". "O Russelismo". Sociedade Bíblica de Tratados da Torre de Vigia", e desde 1931 leva o nome oficial de "Testemunhas de Jeová". As mudanças constantes do nome da seita revelam inconstância e falta de firmeza doutrinária.

d) As predições falsas das Testemunhas de Jeová: Quanto mais se examina uma seita, mais se descobrem as suas falácias. Por outro lado, quanto mais alguém estuda a Bíblia, mais confia nela. Um dos maiores inimigos das Testemunhas de Jeová é a sua própria literatura e as declarações de sues líderes. Veja Dt 18.21,22; Mt 24.11; 1 Tm 4.1-6.

e) Predições Falsas de Russel: Russel disse que o tempo dos gentios terminaria em 1914. Isto não se verificou. Pois até 1967 uma parte de Jerusalém estava em posse dos gentios (Lc 21.24). Em 1889 escreveu: "Dentro dos seguintes vinte e seis anos todos os atuais governos serão derrubados e dissolvidos. (Seria em 1915). Outra grande mentira. No ano de 1914 as Igrejas cristãs seriam destruídas. A batalha do Armagedon teria lugar em 1915. No ano de l914 a Igreja Católica Romana desapareceria. Em 1914 todos os governos, bancos, escolas e Igrejas seriam completamente destruídos".

f) Outras predições falsas: Em 1918 escreveram: "Portanto, podemos esperar confiadamente que 1925 marcará a volta de Abraão, Isaque, Jacó e os profetas fiéis da Antigüidade, particularmente aqueles nomeados pelos Apostolo em Hebreus capítulo onze, à condição de perfeição humana". (Milhões dos que agora vivem jamais morrerão) pp.89-90. Em 1931 escreveram: "Houve uma medida de desapontamento da parte dos fiéis de Jeová na terra concernente aos anos de 1914,1918 e 1925, cujo desapontamento durou por um tempo... e aprenderam também deixar de fixar datas". (Justificação Lv. I, pp.338-339). Isso é incrível! Eles mesmos reconhecem que suas falsas profecias.

g) Líderes que sustentaram as falsas predições: Nos quase cem anos de existência, as Testemunhas de Jeová tiveram somente três dirigentes: Charles Russell; o juiz Rutherford e atualmente Nathan H. Knorr, desde 1942. Rutherford escreveu cem livros publicados em vários idiomas. Ensinava que todas as Igrejas organizadas (menos as Testemunhas de Jeová) eram do diabo e desde o tempo apostólico o Cristianismo havia constituído a igreja apóstata. É lamentável! Eles se acham os únicos mediadores. (Jo 14.6).



As Doutrinas das Testemunhas de Jeová

A torre de vigia tem ensinando aos seus membros que somente eles tem a verdade, e essas verdades são esclarecidas através de seus escritos. Portanto, são programados para ensinar suas doutrinas e crêem que estão fazendo o correto.

a) Sobre a Bíblia: Crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, porém para compreender o sentido correto têm de interpretá-la segundo os escritos de Russel e de Rutherford. Na prática estes substituem a Bíblia. Com respeito aos seus livros: "Estudos das Escrituras", Russel disse: "São praticamente a própria Bíblia". Advertiu do perigo de ler só a Bíblia, sem seus livros. Aquele que o fizesse, embora familiarizado com os Estudos das Escrituras, dentro de dois anos, "voltaria à obscuridade". Por outro lado, o que não lê a Bíblia, porém lê os escritos de Russel, terá a luz. Veja o que Jesus diz: Jo 7.38; 5.39; Sl 119.107,130; 19.7,8.

b) Sobre a Trindade: Dizem que a Doutrina da Trindade é uma superstição herdada do paganismo egípcio e babilônico. Estudos p. 64. A doutrina da trindade está bem clara em toda Bíblia. Só não a vê quem está cego. Gn 1.26, "Elohim", traduzido por Deus, é um plural, indicando mais de uma pessoa. Veja ainda: Gn 11.7; Is 6.8; Mt 3.16,17; Mt 28.19; Ef 3.14-16; Hb 9.14; 2 Co 13.13; 1 Jo 3.23,24; Jd 20,21; 1 Pe 1.2 etc.

c) Sobre a Divindade de Cristo: Negam que Jesus Cristo seja Deus. Afirmam que é um ser criado como são os anjos e o homem...."Seja Deus Verdadeiro" p.35. Argumentam ainda que Miguel é Jesus. Se compararmos o uso da palavra Jeová no Antigo Testamento com o Novo Testamento, veremos que o mesmo nome usado para Jeová, usa-se para Jesus. Compare: Is 6.1 e Jo 12.41; Is 8.13 1 Pe 3.15; Is 40.3 e Mt 3.3; Sl 68.18 e Ef 4.7,8; Hb 1.10 e Sl 102.24; Jô 38.4. Gn 1.1 e Jo 1.3; Is 41.4 e Ap 1.7; Is 44.6 e Ap 2.8; Is 48.12 e Ap 22.13. São provas sobejas para provar a divindade de Cristo.



Outros erros doutrinários da seita

As incoerências doutrinárias e falsas predições são abundantes. Por falta de espaço, não temos condições de expô-las todas; segue-se a síntese de mais algumas:

a) Erros sobre a doutrina do Espírito Santo: Dizem que o Espírito Santo não é uma pessoa, mas somente uma influência, uma força ativa, e "além disso", não pode ser recebido por ninguém fora da associação das Testemunhas de Jeová. "Uma exclusividade deles". A Palavra de Deus diz ao contrário. Ensina que o Espírito Santo é uma Pessoa. Ele é eterno (Hb 9.14), Onipotente (Lc 1.35,37); Onisciente (Sl 139.1-12); Tem atributos de uma pessoa(1 Co 2.10) Ensina (Jo 14.26); Fala (At 13.2); Testifica (Jo15.26) e pode ser buscado (Lc 11.13); Poder ser recebido(Lc 7.38,39; At 2.1-4; 19.2 etc.)

b) Aniquilação dos maus. Dizem que os maus serão aniquilados: Este tipo de ensino é atraente para o coração humano que quer andar em seus próprios caminhos sem tomar responsabilidades com Deus. Em Mt 25.41-46, Jesus representa o castigo dos maus como coisa tão eterna quanto ao gozo dos salvos. Veja ainda: Mt 3.12; Ap 14.10-11; Ap 20.10. Notamos que depois do milênio o diabo será lançado no lago de fogo onde já se encontram a besta e o falso profeta, que foram lançados ali no princípio do milênio (Ap 19.20).

c) Erros de Tradução da Bíblia (TNM): A Tradução Novo Mundo(TNM) está adulterada e adequada às suas doutrinas: Veja alguns exemplos: Em Gn 11, a tradução correta é: "... E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas". A TNM diz: "...E a Força Ativa de Deus..." . Em Mt 28.17, o verbo "adorar" foi adulterado por "prestar homenagem. Em Jo 1.1 a TNM traduz "...E a Palavra era [um] deus...". Usa letra minúscula, querendo diminuir Jesus Cristo, colocando-o como um deus qualquer. É lamentável!



Conclusão: Procuramos demonstrar abreviadamente que as Testemunhas de Jeová deturpam os pontos principais de nossa fé. Adulteraram a tradução da Bíblia; negam a Trindade, negam a divindade de Jesus, não crêem no Espírito Santo como Deus, negam que Jesus ressuscitou corporalmente, não acreditam no tormento eterno e só aceitam a interpretação da Bíblia segundo os escritos de Russel. Para eles Cristo já voltou espiritualmente desde 1874 e já estão vivendo o milênio. Cremo que isso é o suficiente para diagnosticar sua cegueira espiritual ( 2 Co 4.4). Vamos ganhá-los para Cristo?

foto acima: Charles Taze Russel           foto acima: Tumulo de Charles T. Russel(maçon ) a pirâmide denuncia


04 Existem ramos dissidentes das Testemunhas de Jeová?
05 
Como uma pessoa se torna Testemunha de Jeová?
06 
Que deveres a pessoa passa a ter após o batismo?
07 
Como as Testemunhas de Jeová lidam com um membro transgressor ou com a pessoa que decide deixar a religião?
08 
Elas declaram ser profetas e porta-vozes de Deus
09 
Elas previram o "fim do mundo" ("Armagedom") para os anos de 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975 e 2000
10 
Elas acreditam que SÓ os membros de sua religião têm esperança de sobreviver ao "fim do mundo"
11 
Acreditam que Jesus Cristo NÃO é o mediador de TODA a humanidade
12 
Acreditam que, em 1919, Jesus Cristo - entronizado desde 1914 - rejeitou TODAS as outras religiões e escolheu as Testemunhas de Jeová
13 
Ataques às Igrejas Católica e Protestante
14 
Racismo
15 
Anti-semitismo
16 
Piramidologia
17 
Astrologia
18 
Comunicação com o mundo espiritual
19 
Ocultismo
20 
Proibição e liberação das vacinas
21 
Proibição e liberação dos transplantes de órgãos ou tecidos
22 
Liberação e proibição das transfusões de sangue
23 
Proibição do voto 
24 
Proibição e liberação do Serviço Militar Alternativo
25 
Violação da 'Neutralidade Cristã'
26 
Comprometimento com o Nazismo
27 
Conclusão
Bibliografia

CROCE. José Elias, Comentários sobre Seitas e Heresias, Editora Betel, Rio de Janeiro, RJ. Primeiro Trimestre do ano 2000.
SILVA, Esequias Soares, Testemunhas de Jeová, Comentário Exegético e Explicativo.
Escola de Educação Teológica Pr. Elyseu Queiroz de Souza, 1ª Edição, 1991, Jundiaí, SP.
RINALDI, Natanael, ROMEIRO, Paulo. Desmascarando as Seitas, CPAD. 2ª Edição, Rio de Janeiro 1977.
MANZANARES, César Vidal. Pai, Onde estão os Teus Filhos? Editora Vida.

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