OS REIS DE JUDÁ / TIPOLOGIA BÍBLICA

TIPOLOGIA BÍBLICA




1 – Uma Visão Panorâmica do Assunto
A tipologia é o estudo de figuras e símbolos bíblicos, especialmente de cerimônias e ordenanças do Antigo Testamento, que prefiguram a Dispensação da Graça: “as cousas celestes”.
Um tipo é uma semelhança divinamente ordenada, pela qual as pessoas, objetos e eventos celestiais são demostrados pelo terrestre. Porém, para que uma coisa constitua tipo de outra, a primeira não só deve ter uma semelhança à segunda, mas na sua instituição original, deve ter sido determinado que tivesse esta semelhança (Marsh). “É aquilo que produz fé como modelo, como símbolo e exemplar”.
Um antítipo é aquela coisa celestial ou realidade prefigurada pelo tipo. “É uma figura que representa outra”.

2 - Tipos
2. 1 - Três coisas envolvidas num tipo:
· Uma coisa ou objeto material que representa uma outra de ordem elevada.
· Esta coisa de ordem elevada representa o que passamos a chamar de antítipo ou realidade.
· A obra do tipo se expressa pelo termo “representar ou prefigurar”.

2. 2 - Declarações bíblicas quanto à natureza dum tipo:· Sombra (Cl. 2:16 -17).
· Modelo, exemplo (Hb. 8:4-5).
· Sinal (Mt. 12:39).
· Parábola, alegoria (Hb. 9:9).
· Tipo (Rm. 5:14).

2. 3 - Provas bíblicas dum tipo:· Por declarações explícitas (Rm. 5:14)
· Por trocar os nomes do tipo e antítipo; Adão (primeiro e segundo). I Co. 15:45; Páscoa (cordeiro - Cristo) Êx. 12; I Co 5:7.

2. 4 - Espécies de Tipos:
Pessoas:· Antes da lei-Adão, Enoque, Melquisedeque (Rm. 5:14-19).
· Sob a lei – Davi, Moisés (profeta mediador) Ap. 3:7 / Hb. 3:5.

Coisas ou objetos materiais:· Coluna de nuvem (Êx. 13:21).
· Maná (Êx. 16:15 / I Co.10:3).
· A rocha (Êx. 17:6 / I Co. 10:4).
· A serpente de metal (Nm. 21: 9 / Jo. 3:14 / II Co. 5:2).

Atos e acontecimentos
· A libertação do Egito.
· A marcha pelo deserto.

3 - Tipos perpétuos
· Circuncisão - Tipo da verdadeira circuncisão do coração (Cl. 2:11).
· Sacrifícios - Tipo de Cristo, o perfeito e eterno sacrifício (Hb. 9:26).
· Ritos e cerimonias.

4 - Valor dos tipos

Agostinho disse: “O Novo Testamento acha-se no Antigo. O Antigo pelo Novo é explicado”.
Serve para ensinar (ICo.10:11).
A igreja prefigurada (Gn.2:24); (Eva) (Ef. 5:22-32).
Fortalece convicção na inspiração das escrituras.
Fortalece convicção nas profecias.
Fortalece a santidade (ICo.1:6-13).

5 - Razões para estudar os Tipos

Deus deu valor - O Espírito Santo desenhou os tipos. Compare: O Tabernáculo, o véu, tipo de Cristo. “O Espirito Santo, significando com isto que o caminho do Santo lugar não se tem manifestado, enquanto subsiste o primeiro Tabernáculo” (Hb. 9:8; comp. 6:19-20).
Jesus falou dos tipos - Aos dois discípulos (Lc. 24:13-34).
Só pelos tipos se entendem certos trechos do N.T.
Sombras, Sangue, o tabernáculo, sacrifícios, festas.

6 - O Tabernáculo

6. 1 - Títulos dados ao Tabernáculo
Santuário – Êx. 25:8-9. Chama a atenção ao caráter deste como lugar santo, o palácio do Grande Rei.
Tenda – Êx. 40:2 / 39:33- 43.
Tenda da Revelação - Nm. 18:4. Centro de Culto.
Tenda do Testemunho – Nm. 9:15. Refere-se à arca onde estava a lei, o testemunho. Êx. 25:15. Santidade, culpa do homem e eficiência da expiação.
Casa de Deus – (Jz. 18:31). Foi chamado, assim, na terra de Canãa.
Templo do Senhor – 1Sm. 3:3. O tabernáculo, nessa ocasião, talvez já fosse maior.
Santuário Terrestre – Hb. 9:1. Pertencia à Dispensação das cerimônias. Um tipo de Jesus.

6. 2 - A Morada de Deus com o Homem.
Que Deus deseja morar com seu povo, se vê pelo fato de que, no Jardim do Éden, depois de interrompida a comunhão com o homem por causa do pecado, ele imediatamente começou a revelar um plano, que visasse a sua restauração. Esta revelação aumenta em beleza, gloria e intimidade desde o Gênesis ao Apocalipse.

7 - Tipo de Jesus
“Far-me-ão um santuário para que eu habite no meio deles. Seguindo em tudo o que eu te mostrar, o modelo do tabernáculo, e o modelo de todos os seus móveis, assim mesmo farás” (Êx. 25: 8-9). Nesta passagem vemos:

1. A graça – Deus consentir que se faça um tabernáculo.
2. A ordem – Tudo deveria ser feito segundo o plano, por Deus estabelecido.

Adão foi a primeira morada de Deus na terra, e veio a falhar. O descanso de Deus ficou interrompido. O plano de Deus é imutável, por conseguinte mandou seu Filho, segundo Adão. A graça e a ordem aqui reveladas mostram Jesus. O Tabernáculo é o tipo de Jesus. Aquele que era Deus (João 1.1), se fez carne (João 1.14), por própria vontade. Ele habitou entre os homens. Tomou sobre si a natureza humana, mas permanecia o Filho de Deus, igual a Deus em substância (Jo. 1.14 / Jo. 1.34 /Jo. 1.49 / Cl. 1.19).
A plenitude de Deus morava em Jesus (majestade, poder e personalidade). Comp. Jo. 14:9 / 3:34 / 1:18 / Tm. 3:16 / Hb. 1:3 / Tt. 2:3 / Rm. 9:5 / Jo. 5:20. Assim em Cristo, o descanso de Deus é restaurado (Hb. 8:1). Descanso da redenção. Cristo é o verdadeiro Tabernáculo.

8 - A nuvem (Êxodo 40: 33-38).
A nuvem cobria o Tabernáculo e quando se mudou, Israel mudou-se com ela.

8. 1 - Guia do Povo (Êx.13:20-22). Qual pastor de Israel. Israel, primeiramente recebeu redenção na noite da Páscoa. Depois recebeu direção (Êx.12:12-13, 41-42. Compare IPe.1:18-19 / Gl. 1:4 / Pe. 3:18 / Cl. 1:12-13).
Tal qual Israel, depois da sua libertação do Egito, a igreja também é povo peregrino que precisa do Espírito Santo.

Deus dirige o crente:
Pela palavra - Sl. 119:105.
Pelo Espírito – Jo. 16:13-15.

8. 2 - O Símbolo do Espírito Santo - Prometido por Jesus Jo. 14:16-18 / Mt. 28:20, veio no dia de Pentecostes (At. 2:3).
Como o Pai criou tudo através do Filho (Hb 1:2), e como na terra o Filho manifestou o Pai. Assim, durante esta Dispensação, o Espírito Santo manifesta o Filho (Jo.16:13-15). Depois de receber a plenitude do Espírito Santo (At. 2.38), é o Espírito Santo que separa o crente do descrente (I Co. 6:19; comp. Êx. 14.19-20 / I Co. 3.14), como fez a nuvem entre Israel e os egípcios (ICo. 10:1).
8. 3 - O Escudo do Povo - Operava contra o poder do Faraó, Êx. 14.19-20. Paulo exortou a Igreja a revestir-se do escudo da fé (Ef. 6.16 / Pv. 19.10). O nome do Senhor é uma torre segura.
8. 4 - Sombra para o Povo (Nm.10: 34 / 14.4 / Sl.105:39). É um tipo de Jesus que nos protege dos fortes raios de sol das perseguições e tentações (Ct. 2.3).
8. 5 - O Oráculo Divino - Israel não se mudava, enquanto a nuvem não mudasse (Nm. 9:17-23 / Êx.29: 43-46). Assim a Igreja precisa reconhecer absoluta autoridade do Espírito Santo (Zc. 4:16).

8. 6 - O Aparecimento da Nuvem
No Mar Vermelho.
No Tabernáculo.
No Templo de Salomão (IICr. 7:1-3 / Sl. 99:7).
Em Jesus, no Monte da Transfiguração (Lc. 9:34).
Na Ascensão de Jesus – pela última vez (At.1:9).
Futuramente (Is. 4:5-6). No Milênio (Is. 40:5 / 60:19).

9 - As Cortinas do Átrio
A descrição do Tabernáculo, no livro de Êxodo, inicia-se com a arca do Santo dos Santos, terminando com o altar de sacrifícios. A fim de esclarecer o assunto com a arca.
O pátio era um espaço ao redor do Tabernáculo, mais ou menos de 50 metros por 25. Era fechado por cortinas feitas de linho retorcido, suspensas sobre 60 colunas, 20 em cada lado e 10 nas extremidades. As 4 colunas do lado oriental formavam a entrada, estas 4 colunas falavam da universidade (quatro direções) do Evangelho, e a entrada é plena para o povo de Deus.

9. 1 - As Vergas e Ganchos das Colunas (Êx. 27:17).

Feitas de prata – símbolo de redenção (Êx. 30:11-16). O preço do resgate foi meio siclo de prata. Estes ganchos seguravam e davam estabilidade às cortinas. Sem estes teriam caído. Assim, sem a expiação e a redenção de Cristo, o cristianismo não poderia existir.

9. 2 - Os Capitéis das Colunas – Eram ornamentos feitos de prata. Pela redenção em Cristo Jesus, as nossas vidas recebem os ornamentos do Espírito, a graça, e as virtudes de Cristo. Como é bom ter o ornamento dum espírito manso e tranqüilo, que é de grande estima diante de Deus (I Pe. 3:4).
9. 3 - As Bases e as Colunas de Metal – Estas sustentam as cortinas. O metal representa o Juízo (Nm. 21.9; Ap. 1.15). É substância que resiste ao fogo, símbolo do Juízo Divino (Is. 29.6 / 30.30; 60:15). O suporte deste juízo não é a autojustiça do homem (Is. 64:6), mas sim, a justiça de Cristo (Rm. 3:22).

10 - A Entrada do Átrio
Havia somente uma entrada. Isso nos diz que: “Não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não há outro nome dado entre os homens, em que devemos ser salvos” (Atos 4:12).
A largura: Vinte côvados (mais ou menos 10 metros). Suficientes para todos. Representa Cristo, a Porta. Os 4 Evangelhos assim, apresentam Jesus (Jo. 10: 1-9).
As Cortinas: Feitas de linho fino, retorcido, de estofo azul, púrpura e escarlate. Tipos da justiça, pureza e natureza celestial de Jesus Cristo.

11 - O Altar do Holocausto (Êx. 27:1-8 / 38:1-7 / 39:33 / 40:6-29 / 30:28).

Significa um “Lugar elevado”. A primeira coisa que se via depois de entrar no Átrio era o altar de holocausto. Sem trazer um sacrifício pelo pecado para oferecer sobre este altar, não se alcançava nenhuma aceitação com Deus.
Este altar é um tipo de Cristo na cruz, levantado, da mesma maneira, e, com o mesmo propósito, em que Moisés levantou a serpente no deserto.
1 - Israel foi levantado com Deus, pelo sacrifício neste altar. Assim, também nós fomos elevados a comunhão com Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo.
2 - O Sacrifício subia na fumaça. Um suave cheiro que agradava Deus (Lv.1:9). Jesus ofereceu-se como sacrifício (Ef.5:2).

11. 1 - Propósito do Altar

Aqui, o inocente levou sobre si a punição do culpado. Da mesma maneira, Cristo levou, em seu corpo, no madeiro, os nossos pecados.
Aqui, Jeová se encontrou com Israel; na cruz de Cristo, encontramo-nos com Deus (At. 2:33), “sendo este entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o” (Hb. 9:26-28).

Nenhum israelita poderia receber absolvição cerimonial sem oferecer a sua oferta, impondo a sua mão sobre a cabeça do animal, reconhecendo o valor da sua morte. Da mesma forma o homem tem privilégio de demonstrar fé na Vítima da Cruz, Cristo, recebendo-o como seu substituto perante Deus. Assim, pela fé em Jesus somos salvos, e regenerados (Jo 1:12-29 / Hb.9:22).
Jesus continua ser o Cordeiro de Deus. A única entrada para o Tabernáculo, no céu, é pela sua morte. Boas obras, palavras bonitas, bons pensamentos, religião, filosofias, etc. não servem. Deus aceita o homem sim, através dos méritos dos sofrimentos e da morte de Jesus.

11. 2 - O Material - Madeira de acácia, setim coberto de cobre. Esta madeira achava-se crescendo no deserto, um tipo de Jesus, na sua humanidade, de origem humilde, qual raiz sai duma terra seca (Is. 53.2). O bronze é o tipo do juízo de Deus.

11. 3 - Os Chifres - Eram quatro, um em cada canto (Lv. 9:9) aspergidos com sangue. Os chifres, na palavra, representam poder. “Mas exaltará o meu poder como unicórnio (animal semelhante ao boi) (Sl. 92.10). O poder de Deus manifestado em ressuscitar Jesus da Morte. Pois também ele foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder de Deus” (IICo.13:3- 4 / Hb. 7:25). Isto é, Jesus ressuscitou pelo poder que há em si mesmo, pois ele é Deus, ele é a ressurreição, ele é a vida.
Aspergidos com sangue, apontados em direção aos quatro cantos do mundo, significam que o sangue de Jesus fez expiação para todas as nações e que há poder suficiente para toda necessidade de todas as pessoas do universo.

11. 4 - As Cinzas - Foram levadas para um lugar limpo (Lv. 6:10-11). O corpo de Cristo foi sepultado num túmulo novo que nunca fora ocupado.

11. 5 - O Fogo
Símbolo, ou manifestação da santidade de Deus. (Êx. 3:5).
Símbolo do juízo divino sobre o pecado. “Nosso Deus é um fogo consumidor” (Sodoma e Gomorra).
Símbolo de purificação (Zc. 13:9 / Mt. 3:3).

11. 6 - Os Varais - O altar tinha dois varais, feitos de madeira, cobertos de cobre. A função destes era a de carregar o altar de lugar em lugar. Representam as duas partes do Evangelho, pelo qual a mensagem do Calvário é levada a todo o mundo;
Que Cristo morreu pelos pecadores;
Que cristo foi ressuscitado (ICo. 15:1-4 / I Co. 2:2).

12 - O Lavatório de Cobre
Era o lugar de purificação, onde os sacerdotes se lavariam antes de entrarem no Tabernáculo (Êx. 30.17-21). A água é um tipo da Palavra de Deus, pela qual fomos purificados pelo poder do Espírito Santo (Jo. 15:3 / Ef. 5: 26 / Jo 3:5-7 / ITs. 1:5).
No ministério sacerdotal, o sacerdote tomava banho, sendo lavado o corpo todo (Êx. 29: 4 / 40:11 / Lv. 8:6). Isto representa a regeneração, “não por obras de justiça que nós fizemos, mas segundo a sua misericórdia, pela lavagem de renovação do Espírito Santo” (Tito 3: 5). “Cheguemos com o coração sincero em plena certeza da fé, tendo os nossos corpos lavados com água pura” (Hb. 10:12). Gerado pela Palavra da Verdade (Pe. 1:23 / Tiago 1:18).
Depois da consagração, os sacerdotes lavavam somente as mãos e os pés, antes de entrarem no Santuário. Este ato é um tipo da purificação por contato com mundo. Antes de Celebrar a Páscoa e a Ceia com seus discípulos, Jesus lavou os pés deles e disse: “Aquele que já se banhou (o corpo todo), não tem necessidade de lavar senão os pés, porém está todo limpo, e vós estais limpos” (Jo. 13:10).
A lavagem da regeneração realiza-se uma só vez, mas a purificação da contaminação com o mundo é um processo continuo, sem o qual é impossível ter comunhão perfeita com Deus.

12. 1 - O Tamanho - O tamanho não é revelado. Este fato sugere que a santificação em Deus não tem tamanho ou limite, quanto mais nos purificar, melhor.
12. 2 - Nunca Coberto - O lavatório nunca foi coberto, nem durante a marcha e nem ao estarem acampados. A Palavra de Deus é uma revelação e não um mistério encoberto como alguns religiosos ensinam.

13 - O Tabernáculo Próprio

TIPO:
Da igreja, como habitação de Deus pelo Espírito Santo.
Do crente, individualmente, como Templo do Espírito Santo.
Das coisas Celestiais.

13. 1 - As Cortinas do Tabernáculo (Êx. 26:1-14)

Peles de animais marinhos (Êx. 26:14). Era a cortina exterior, sem forma ou medida específica. De cor cinzenta, faltava-lhe beleza. Um tipo de Jesus Cristo, visto pelos homens: “O Carpinteiro” e o “Nazareno”.
Peles de carneiro tintas de vermelho (Êx. 26:14). Colocada por baixo da cortina de peles de animais marinhos. O carneiro simbolizava “substituição” (Gn. 22:13-23). O carneiro substituiu Isaque no altar do monte Moriá. Tipo de Jesus (IPe. 3:18 / 2:21 / ICo. 15: 3-4 / Gl.1:4 / Rm. 5:8 / Is. 53:6 / Jo. 3:16).

· As cortinas de linho fino retorcido
Eram cortinas interiores, colocadas debaixo dos pelos de cabras, bordados em azul, púrpura, escarlate, com figuras dos querubins (Êx. 26:1-6).
O linho é produto do reino vegetal e representa a humanidade de Jesus.

13. 2 - Significados das cores:
Azul – Cristo Celestial, da natureza divina.
Púrpura – Cristo, O rei.
Escarlate – Cristo, o sofredor. Sua morte. Esta cor foi obtida de um bichinho de cor escarlate. Foi esmagado para fornecer o corante. Conforme Cristo, chamado de “VERME” em SI. 22: 6, esmagado debaixo do peso dos nossos pecados, derramando o Seu sangue escarlate que nos purifica.
Branco – Cristo, o puro imaculado.

13. 3 - Significado dos querubins:
A palavra “querube” significa FORÇA ou PODER. Os querubins são seres celestiais executores da Vontade de Deus (Ap. 7 a 19 / Mt.13:14-42). Assim representam a Divindade de Jesus, o Filho do Homem. Na palavra observamos os querubins de 4 faces (Ez. 1:5-10 / Ap. 4:6-8).

Vejamos:
Face do Leão – Tipo do poder e Glória Real.
De boi – Tipo de força para trabalhar e servir.
De homem – Simboliza a simpatia e Inteligência
De águia – Voa às alturas. Tipo de poder, da suprema percepção celestial.

Todas representam Cristo nos quatro Evangelhos:
Mateus apresenta Jesus como o Leão da tribo de Judá, o Rei de Israel.
Lucas apresenta Jesus como Filho do Homem, simpatizante, amoroso e exemplo perfeito.
Marcos apresenta-o paciente como o boi, servindo a humanidade.
João apresenta-o como Filho de Deus, voltado ao lugar de onde saiu, o seio do Pai.

14 - A Mesa dos pães da proposição (Êx. 25:23-30).
14. 1 - Material – Madeira de acácia coberta com ouro. Tinha duas coroas, um dentro da outra. Havia quatro argolas, nos quatros cantos, pela quais passaram os varões usados para o transporte da mesa nas jornadas.
Doze pães foram colocados na mesa, um para cada tribo, em duas fileiras de 6 cada. Sobre estes, deitava-se franquincenso, pois eram considerados ofertas ao Senhor. A mesa e os pães eram considerados uma só cousa. Quando se falava da mesa, incluía-se os pães.
A igreja é chamada “um só Pão” (ICo. 10:17). Cristo e sua igreja são um só (ICo. 12:12). Cristo como a mesa, sustenta a sua igreja e a apresenta como pão perante Deus Pai (Judas 24.25).

15 - O Candeeiro de Ouro
A finalidade do candeeiro era fornecer luz, que revela, purifica, sara e serve para crescimento. Aqui vemos Jesus a luz do mundo, nosso instrutor e guia. “Eu sou a luz do mundo, quem me segue, de modo nenhum andará nas trevas” (Jo. 8:12).
O candeeiro era feito de ouro puro, maciço. Foi feito de uma só peça, não fundido, mas sim batido (Nm. 8: 4). Este processo de bater representa os sofrimentos de Jesus, o esmagamento e tristeza dos pecados de todo o mundo que ele levou. “Jeová fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is. 53:6).
O candeeiro também é tipo de Igreja. “Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5:14 / Lc. 35 / Fl. 2:15). Os sete candeeiros de Apocalipse 1.12-20 / 2:5 (O Candeeiro de Êfeso estava apagando-se).
Na parábola da moeda perdida (Lc. 15), vemos a mulher acender a luz e varrer a sua casa. Ela representa a igreja buscando a alma perdida à luz da Palavra.

15. 1 - O óleo do candeeiro – (Êx. 27:20) – Era um óleo especial, usado para ungir. Cristo foi ungido com óleo especial, o Espírito Santo que foi derramando sem medida sobre Jesus (Jo 4:34). A igreja, como luz do mundo, também precisa deste óleo especial.

16 - O Altar de Incenso (Êx. 30:1-10, 34-36).
O altar de incenso era um lugar de adoração, de culto e louvor. Sacrifícios não eram oferecidos neste lugar. Tipo de Cristo, em cujo nome as nossas orações sobem a Deus.

Material – Madeira de acácia coberta com ouro. Tipo da humanidade e da divindade.

Posição – No Lugar Santo, em frente ao véu e a arca. Isto representa Cristo, nosso caminho ao Pai. “Pois por ele temos ambos a nossa entrada ao Pai” (Ef. 2:18).

Os chifres (símbolo do poder) – Um em cada canto. Aspergido com sangue uma vez por ano. Isto representa o poder do sangue de Jesus, que nunca perde a sua eficiência (Êx. 30.10 / Hb. 9:14).

O Incenso – Tipo da oração (SI 141:2 / Ap. 5:8). Queimado continuamente Ef. 6:18.
A relação entre dois altares (Êx. 30:10 / Lv. 16:12).
O fogo que queimou o incenso veio do altar de cobre. Assim vemos que o valor e a potência da oração de Jesus dependia do sacrifício de si mesmo na cruz. Se não morresse em nosso lugar, não teria intercedido por nós. O sacerdócio de Jesus vigorou oficialmente desde a ressurreição (ICo. 15:1 / Lv. 16:12-27).
O Incenso foi oferecido por Arão (Vs. 7-8) – Tipo de Cristo (Hb. 9:24 / 8:1). Arão ofereceu incenso só por Israel. Cristo orou só pelos seus (Jo 17:9). Neste capítulo 17, vemos Jesus, o Sumo-sacerdote, oferecendo o incenso de oração. Que separação isto constitui entre nós e o mundo! Que Bênção ter Jesus intercedendo por nós! O valor da oração de Jesus, vemos na oração de Pedro (Lc. 22:31-32), que a fé não desfalece. E Pedro não falhou, embora fosse duramente tentado, e negasse 3 vezes.
Jesus não só ora por nós, mas toma as nossas orações e as apresenta juntas com as suas, perante o Trono do Pai (Ap. 8:3 / Jo 14:6 / Co. 3:17 / Ap. 5:8).

Composição

· Estoraque – Uma substância que sai de uma árvore nos montes de Gileade. Saía sem incisão. Tipo da espontaneidade de oração e louvor. A plenitude do Espírito Santo produz esta espontaneidade no crente (Ef. 5:18-20).

· Onicha – Tirada dum certo caranguejo do fundo do Mar Vermelho. A verdadeira oração deve sair das profundezas do coração.

· Galbano – Veio das folhas dum arbusto da Síria. Estas foram quebradas e moídas, produzindo uma seiva rala. A oração e o louvor devem sair dum coração quebrantado (Sl. 51:17).

· Franquicenso – Amargo ao paladar. Derivado de uma pequena árvore, por incisão, à tarde, para que durante a noite saísse lentamente. Fala da fragrância do sofrimento de Jesus. Seu lado ferido. Só pelos méritos da morte de Jesus é que nossas orações têm valor.

17 - O Véu (Êx. 26:31-35)
O material do véu era de Estofo azul, púrpura, escarlate e linho fino, indicando outra vez que veio do céu, Jesus que deu o seu sangue, Jesus, o Justo, e Jesus o Rei Vindouro. Aqui vemos as belezas do Seu caráter.
Tipo de Jesus na Humanidade (Hb. 10:19-20). Vimos, anteriormente, que a entrada, ao pátio do Tabernáculo, sugere Jesus, o caminho. O véu sugere, por sua vez, Jesus e sua vida (Jo. 14.6).
“Portanto irmãos, tendo confiança de entramos no Santo Lugar pelo sangue de Jesus, pelo caminho que nos inaugurou, caminho novo e de vida, pelo véu, isto é pela sua carne” (Seu corpo ou humanidade) (Hb.10:19-20).
A arca, dentro do lugar Santíssimo era símbolo da Majestosa Presença Divina, onde permanecia a glória entre os querubins. O véu também tinha um bordado, nele as figuras dos querubins, representando o fato de que em Jesus a divindade estava com a humanidade. Esta duplicidade de natureza, em Jesus, está declarada nas seguintes passagens (ITm.3:16 / IICo. 5:19 / Cl. 2:9).
Esta glória divina (shekinah) residia em Jesus e foi manifestada no monte da Transfiguração, quando resplandeceu através de sua carne (Mt.17:1-8). Era a glória que havia na nuvem e entre os querubins da arca do Tabernáculo.
Enquanto este “véu” (a carne de Jesus) não foi rasgado, era uma separação entre Deus e os homens, testemunha concreta da grande distância ente os dois. A encarnação podia revelar ao homem a pureza absoluta, o exemplo infinito, e a vida perfeita de Jesus, mas por si não podia trazer Deus ao homem, nem levar o homem a Deus. Se Jesus tivesse subido ao Pai, na hora da Transfiguração teria ficado na mente do povo a lembrança de um homem perfeito. Porém, a distância entre o homem e Deus teria permanecido a mesma e o homem teria perecido em seu pecado.
Havia só um meio de reconciliar o homem com Deus e efetuar uma entrada para ele no céu, isto é, pelo véu rasgado, ou seja, através da morte de Jesus. Esta verdade era simbolizada anualmente na cerimônia do “Dia da Expiação”, quando o sumo sacerdote matava um boi e um bode no altar de bronze e trazia o seu sangue na bacia, aspergindo-o sobre o propiciatório da arca, dentro do véu. Era o sangue e não a beleza do véu, nem sua composição que garantia a sua vida.
Assim, Cristo entrou no céu com o seu sangue e efetuou a redenção eterna por nós (Hb. 9.12; 10.19-22). Aqui, então vemos o verdadeiro véu, a entrada para o céu – Jesus. O caminho, a verdade e vida (João 14.6).

17. 1 - O véu rasgado (Mt. 27:50-51 / Mc.15:37-38 / Lc. 23:45). O véu do Templo de Herodes, dizem as autoridades nos assuntos judaicos, foi feito de material forte, com espessura de quatro polegadas (aproximadamente 10 cm.). Opinam que um par de bois não poderia rasgar aquele véu. Nem que o homem pudesse ter rasgado o véu de baixo para cima, somente Deus podia rasgá-lo de cima pra baixo. Isto significa que a morte de Jesus, que é nosso caminho em direção a Deus, foi de Deus e não do homem (Jo 10:18 / Sl. 22:15 / 38:2 / 39:9 / 42:7 / 88:16 / 102:23 / Is. 53:10 / Zc.13:7 / Lm.1:12-14 / I Jo. 4:9).
O véu rasgado, a hora do sacrifício da tarde, às três horas (Mt. 27:46). O cordeiro estava no altar. Jesus, certamente, da cruz do Calvário podia ver a fumaça subindo do Templo (ICo.5:7). Quando Ele exclamou: “Está consumado”, rasgado foi o véu. E entregou o seu espírito a Deus (Mt. 27:50). Ele expediu seu espírito (Jo. 10:30 / Lc. 23:46). Tão triunfante foi sua exclamação que o centurião ficou impressionado (Mc.15:39). Assim, a barreira entre Deus e o homem tornou-se em caminho.
O véu rasgado de alto a baixo significa que o caminho a Deus é inteiramente uma obra divina, e que não é possível o homem ser salvo por si mesmo.
Hoje, Jesus está sentado à destra de Deus, Ele fez um serviço completo que nunca precisa ser repetido (Rm. 6:9-10 / Hb.10:10-14).
Vejamos o contraste com o sistema falso da missa católica que crucifica de novo. Jesus é nosso representante no céu.
Vemos que a figura de um crucifixo é uma mensagem negativa, pois apresenta um Cristo morto, quando ele está vivo!
O véu rasgado foi também um protesto divino contra o formalismo dos judeus. (Is.1:11-15 / Jo. 4:24). Até os túmulos se abriram em testemunho do fato de que Jesus é quem abriu a saída do túmulo, da morte e pecado. Aleluia!

18 - O Lugar Santíssimo

A morada de Deus, tipo do céu onde Deus habita (Hb. 9:24 / 10.19). Também tipo de Jesus em quem habitava a plenitude da divindade (Cl.1:19 / Jo.14:6 / 1:14).

Lugar de Esplendor - O ouro das tábuas, as figuras dos querubins, no véu e cortina, que formava o teto, a glória entre os querubins por cima da arca. Tudo isto falava de Jesus, a glória de Deus.

O Progresso - Notemos o progresso desde a entrada do pátio, comparando-se com o progresso da vida cristã (Pv. 4:18). Ao altar de cobre julgou-se o pecado, à pia efetuou-se a purificação; o lugar santo proveu luz, alimentação e comunhão, o Lugar Santíssimo proveu a glória do Rei. (Sl.43:3-4). A ordem é esta: Altar de Madeira, Pia de Cobre, Propiciatório de Ouro Puro. No mundo, a ordem é contraria: reino de ouro (Babilônia), reino da prata (Anti-Cristo - Daniel 2). “Quão inescrutáveis são os seus juízos e quão impenetráveis os seus caminhos” (Rm 11:33).

19 - A Arca (Êx. 25:10-16).

A arca era uma espécie de caixa de dois côvados de comprimento, um côvado e meio de largura e um côvado e meio de altura. O material empregado era madeira da acácia coberta de ouro.

Símbolo de Jesus - Madeira incorruptível - A natureza humana perfeita de Jesus. Ouro – Divindade de Jesus. Dualidade de naturezas, mas uma só personalidade.

19. 1 - Um Depositário

As duas Tábuas da Lei - Foi chamada a “arca da aliança” porque era o depositário das duas tábuas da lei. Foi feita para a lei (Êx. 25:16). As primeiras tábuas foram quebradas por Moisés pois, moralmente já haviam sido quebradas. Quando recebeu as novas tábuas, guardou-as imediatamente. Na arca acharam repouso e nunca se quebraram (Dt. 10:1-5). A lei não teve por propósito salvar os homens, mas sim revelar o pecado (Gl.2:16 / 3:19). A arca como depositário das tábuas é tipo de Jesus que perfeitamente guardou a lei no Seu coração (Sl. 40:6-8). Nasceu debaixo da lei (Gl.4:4), na vontade do Pai, efetuou a salvação no sacrifício do corpo que tomou sobre si.
O pote de Maná – Simbolizava Jesus, o Pão vivo que desceu do céu (Jo. 6:30-35), simbolizavam o sacerdócio vivo e frutífero de Jesus (Hb.7:24-25).

A bordadura de Ouro representa Jesus, o Rei coroado de Glória. Nasceu Rei (Mt. 2.2). Declarou-se Rei (Jo. 12:13-15). Oferecido por Pilatos como Rei (Jo. 19:24). Crucificado como Rei. Recebido nos céus como Rei (Sl.110:1). Visto no céu como Rei.
Deus estabelecerá o Seu trono no Monte Sião (Sl.2:6). Jesus voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap.19:16). Jesus é entronização de Deus na humanidade perfeita.
· Quem guardou perfeitamente a lei do Sinai.
· O corpo preparado.
· O pão do céu
· Sacerdote para sempre.
· Rei dos judeus.
· Rei dos reis
· Homem imortal.
· Verdadeiro Deus. Aleluia.

19. 2 - Os nomes da Arca
· Arca do Testemunho (Êxodo 25:22).
· Arca da Aliança (Nm. 10:33).
· Arca do Senhor Jeová (I Reis 2:26).
· Arca de Deus (I Samuel 3:3).
· Arca Sagrada (II Crônicas 35:3).
· Arca da Tua Fortaleza (Salmo 132:8).
· Arca de Jeová, vosso Deus (Js. 3:3).

19. 3 - Representa a Presença de Benção de Deus
· Guiando o povo (Nm. 10:35).
· Comunicando com o povo (Ex.25:22); o lugar de revelação (7:6).
· Habitando com o povo (Lv. 26:12).
· Dando vitória (Js. 3:3-4). A travessia milagrosa do Rio Jordão.
· Destruição de Jericó (Josué 6).

19. 4 - O Propiciatório (Ex. 25:17-21) – O Propiciatório era a tampa de ouro maciço que foi encaixada na arca. Nas suas duas extremidades foram colocados dois querubins de ouro maciço, da mesma peça. Olhavam ao propiciatório e suas asas formavam uma cobertura sobre a luz “Shekinah” que brilhava entre os querubins.
O ouro batido representa os sacrifícios de Jesus, nosso propiciatório. Propiciação é a ação ou efeito de tornar propício.
Os querubins representam a supremacia divina sobre os poderes naturais (Mt. 28.18). Os querubins de ouro olhavam, não para fora, para ver a perversidade de Israel, mas sim para o propiciatório, espargido com sangue (Lv. 16.14) e que, segundo o propósito divino, era o lugar de encontro dele com o representante do povo (Êx. 25:22). Assim, o propiciatório é um símbolo de Cristo crucificado. O lugar de encontro entre Deus e os homens.
Como o Sumo Sacerdote aspergia o sangue do sacrifício no propiciatório no Dia da Expiação (Lv. 16:12-14), assim Jesus aspergiu o seu próprio sangue no propiciatório do céu, o trono de Deus, que de trono de juízo se tornou em trono de graça (Hb. 9:12 / II Co. 5.21 / Is. 53:10 / Hb. 6:20 / 4:14-16). Os pecadores ficam cobertos (Sl. 32.1). Os querubins olhavam as tábuas da lei através do sangue. Assim Deus nos vê através do sangue do seu Filho Jesus. A lei ficou coberta e escondida. A expiação significa “Cobrir”, no hebraico. Os nossos pecados são cobertos (Gl.3:13). O juízo ficou suspenso, a sentença anulada, a Lei satisfeita e o pecador salvo.

19. 5 - A historia da Arca.
Arca e a travessia do Rio Jordão (Js. 3:7-18).
A Arca e a tomada de Jericó (Josué 6.6:11-20).
A causa: Pecado de Hofni e Finéias, filhos de Eli.
A Arca e Dagon (I Samuel 5). Dagon caído perante a arca de Jeová. Prefigura o dia quando toda idolatria terá caído perante o Senhor.
A arca e a casa de Obed-Edom (II Sm. 6:1-11). Trazida por Davi depois, à Jerusalém (II Sm. 6:12).
Depositada no Templo de Salomão. Depois da destruição deste templo não há mais notícia da arca.

20 - O Incensário de Ouro
O Incensário foi feito de ouro puro. Usado por Arão no dia da expiação no Lugar Santíssimo (Lv. 16.12).
Brasas vivas foram tiradas do altar do sacrifício e colocadas no incensário. O incenso foi queimado por este fogo perante o Senhor. O incenso é o tipo de oração. Arão tipifica Jesus, nossas orações e petições, qual incenso, perante o Pai.

21 - O Sumo Sacerdote (Ex. 28:1 / Hb. 7:1-28).
21. 1 - Definição (Hb. 5:1-2).
Dentre os homens.
Ordenado a favor dos homens.
Oferecer sacrifícios e dons pelos os homens.
Cheio de compaixão.

21. 2 - O serviço de Cristo
Serviço por nós (Morte, oração, expiação etc.).
Nossa justiça (Jr. 23:6 / I Jo. 4:17).
Nosso Advogado (I Jo. 2:1). Inclui-se a idéia de defender-nos do “Promotor” que nos acusa, que é o Satanás (Jo. 1.6-12 / Zc. 3:1-4 / Ap. 12:3-10).
Nosso confessor (I Jo.1:9-10)
Nosso intercessor (Hb. 7:25). Ora pelos seus (Jo. 17).
Nossa vida (Cl. 3:4).
Nosso percurso (Hb. 6:20)
Nossa garantia.

21. 3 - As Vestiduras do Sacerdote
As vestiduras do sacerdote eram chamadas “sagradas” (Êx. 28:2) e para “glória e formosura”. Eram usadas, não para conforto, mas sim para revelar o caráter e a natureza de Jesus Cristo, de quem era o tipo. Foram colocadas na seguinte ordem:

21. 4 - A Túnica de Linho Fino (Êx. 28:39). A primeira a ser colocada era feita de linho tecido (Êx. 30: 27). Representa a pureza, perfeição e justiça imaculada de Jesus (Ap. 19:8).

O testemunho concernente a Jesus é universal. Assim, opinaram sobre ele:

· Pilatos: “eu não acho crime algum” (Jo. 18:38 / 19:4).
· Esposa de Pilatos: “Não te envolvas com este justo” (Mt. 27:19).
· O ladrão “este nenhum mal fez” (Lc. 23:39-41).
· Herodes (por Pilatos) “Nem tão pouco Herodes… nada contra ele se verificou” ( Lc. 23:15)
· O centurião: Verdadeiramente este homem era filho de Deus” (Mc.15:39).
· Estevão “O justo” (atos 7:52).
· Pedro “O Santo, O Justo” (atos 3.14). “Ele não cometeu pecado, nem tão pouco foi achado engano em sua boca” (I Pe. 2:22).
· João “Nele não há pecado” (I Jo. 3:5).
· Paulo “aquele que não conheceu o pecado” (IICr. 5:21).
· Demônios do poço do abismo:
· “Filho de Deus” (Mt. 8:29)
· “Bem sei que és o santo de Deus" (Mc. 1:13-24).
· “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo” (Mc. 5:6-7).
· “Jesus, filho do Deus Altíssimo" (Lc. 8:28).
· Deus Pai: "Este é o meu filho Amado em quem me comprazo. Ouvi-o" (Mt. 17:5 / Hb. 1:8-12).
· Testemunho de si próprio. “Qual de vós me convence de pecado” (João 8:46).
· Os oficiais que vieram prendê-lo: “Nunca homem algum falou como este homem” (Jo. 7:46).
· O público. “Ele tudo tem feito bem” (Mc. 7:37).

21. 5 - O cinto de linho fino (Êx. 39:29). Amarrado sobre túnica de linho, o cinto simbolizava serviço (Lc. 17.8; Is. 22.21). Representa Jesus, o servo. Deus acerca dele disse: “meu servo” (Is.42,1). Paulo disse que Jesus tomou a forma de servo, (Fp. 2:6-7 / Mt.20:28 / Lc 22:27). A vida de Jesus era a vida de servo. (Mc. 1:37). Anunciou-se como o “Enviado”(O servo). Em João 13:1-14, vemos Jesus cingindo com a toalha, lavando os pés dos discípulos, demostrando que veio servir à humanidade, lavar os defeitos dela, contraídas pelo contato com a “Poeira” deste mundo (seus atos, pensamentos e palavras rebeldes contra a vontade de Deus). O crente deve tomar a sua posição de servo como Cristo deixou o exemplo e servir o próximo (Vs.14-15).

21. 6 - O manto de Éfode Ex. 28.31-35.
O manto foi feito de estofo, de uma só cor, azul. Era uma só peça de cima em baixo. Em cima havia abertura para a cabeça, dobrada de forma que não pudesse ser rompida.

· Símbolo de posição, caráter e ofício.
Juízo (Jo. 29:14). Zelo (Is. 59:17). Justiça (Is. 61:10). Sendo o manto especialmente a vestimenta do sacerdócio e sendo Jesus o nosso grande Sumo-sacerdote, o manto simbolizava o seu ofício, e o seu caráter perfeito.

· A cor azul representa Jesus o homem celestial, vindo do céu.
Ele falou do céu. Levantou os olhos ao céu. Representou o céu. Andou para o céu. Teve o céu sempre em seus pensamentos. Note o contraste com o primeiro Adão que era “terreno” (I Co. 15:45-49). Aqui, Jesus não tinha morada, possessões, tesouros. Foi a encarnação da graça (Sl.45:2). Dos seus lábios saiu o “bálsamo” de Gileade. Com ele veio a graça e a verdade. (Jo. 1:17). Com razão usamos a saudação: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo”.

· As campainhas de ouro nas orlas.
Representam o falar, o testemunho e as palavras de Jesus (Jo.7:46). Quando o Sumo Sacerdote entrava no lugar Santíssimo, ouvia-se um som alegre (um eco, diz no grego) (Atos 2:2). No cenário, onde os discípulos foram batizados com o Espírito Santo (Atos 2:32-36). No pleno sentido do seu ministério, as campainhas representavam os 9 dons do Espírito Santo (ICo. 12 e 14).

· As romãs nas orlas.
Se as campainhas representam os dons do Espírito Santo, as romãs representam os frutos do Espírito Santo (Gl.5:22), que se manifestaram em igual número (Nove). Tanto dons, como frutos são evidências do ministério eficaz de Jesus no céu a favor da igreja. Deve haver um balanço entre os dons e os frutos (I Co. 13). Como havia no manto uma campainha e uma romã. Os frutos do Espírito Santo devem acompanhar os nossos frutos.

21. 7 - O Éfode ou Estola (Êx. 28:6-30 / 39:2).
Era a vestimenta exterior, sem manga. Uma espécie de colete, descendo para baixo da cintura. Era feito de duas peças, de frente e das costas. Estas duas peças eram ligadas aos ombros com duas pedras de onicha. Em cada uma dessas pedras estavam escritos os nomes de seis tribos de Israel. À cintura havia outro cinto “primorosamente” tecido, feito de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido.
O Éfode foi feito de ouro bem batido e feito em fios que foram tecidos junto ao linho retorcido, o estofo azul, a púrpura e o escarlate. Era uma vestimenta reluzente e gloriosa. O ouro, como nas demais peças do Tabernáculo, representam a natureza divina de Jesus e o linho a natureza humana.
Eram duas naturezas, mas um só éfode. Nos evangelhos vemos Jesus, o homem, com corpo, sofrendo fome, cansaço, tristeza, etc., mas também o Filho de Deus, o grande “Eu Sou”, operando milagres, levantando os mortos, mandando nas forcas da natureza (Gravitação, densidade, e nos animais). Não se pode separar as duas naturezas de Jesus sem destruir o Éfode. Claramente a revelação divina da Bíblia é Jesus, o Deus-Homem.
As duas pedras preciosas de onicha, nos ombros, são símbolos de poder. O Bom Pastor leva a ovelha desgarrada no ombro (Lucas 15:3-7 / Is. 26:4 / 9:6 / Jo.17). Jesus leva-nos em seus ombros perante o Pai (Jd. 1-24).

21. 8 - O Peitoral (Êx. 28:15-30).
O peitoral era ligado no Éfode. Era uma espécie de saco, feito dos mesmos materiais: ouro, púrpura, escarlate e linho fino. Nele havia doze pedras, de quatro fileiras, três em cada fileira. Em cada pedra foi gravado o nome de uma tribo. No saco foram colocados os objetos chamados “Urim e Tumim”, que significam “Luzes e Perfeitos”. Por consultá-los, o sacerdote podia conhecer a vontade de Deus. O peitoral foi colocado na frente do Éfode, um pouco acima do cinto “primorosamente tecido”. O peitoral era quadrado, de um palmo de cada lado.
A mensagem do peitoral é que Jesus, nosso Sumo-sacerdote, leva o seu povo no seu coração, como Arão levava individualmente os nomes das doze tribos (Gl.3:3 / Hb:2.14 / Ef. 2:6). O trabalho sacerdotal de Cristo não é formalista, mas sim amoroso e sincero. Ele realmente ama seu povo, intercedendo por ele com alegria (Jd. 2.24). Os nomes das tribos nas pedras nos ombros vieram na ordem do seu acampamento ou na marcha. As pedras nos ombros eram de igual valor, e as pedras do peitoral de valor diverso. Estes fatos sugerem a verdade que por nascimento e regeneração, somos todos iguais perante Jesus (Gl. 3:26), resgatados todos com o mesmo sangue. Somos todos como “pedras preciosas” para Ele (Ml. 3:17 / I Co.6:20).
Mas havia pedras mais perto e outras mais longe do coração de Arão. Assim, entende-se que há discípulos que querem se aproximar mais de Jesus, e outros ficam mais afastados dele. Entre os 70 discípulos existiam 12, mais próximos dEle, e entre os 12, havia três especiais: Pedro, Tiago e João, e ainda entre eles, João “o discípulo que Jesus tanto amava”, e que descansava no seu peito (Jo. 20.20). Paulo foi outro apóstolo que era íntimo de Cristo (Fp. 3:3-10 / II Co. 5:9). É claro que há diferença entre crentes. Alguns são mais agradáveis ao Senhor, dependendo da sua vida, do seu amor e do seu serviço (Gl. 5:25 / Cl. 3:1-3).
O resplendor das pedras representava a glória de Jesus (João 17:22). O Urim e Tumim que se colocava no peitoral (Lv. 8:8) eram usados pelo sumo-sacerdote para saber a vontade de Deus e assim, tornou-se o conselheiro do povo em tempos de perplexidade. Por exemplo, quando precisavam decidir casos de inocência ou culpas. Embora, pouco sabemos do seu verdadeiro uso em tempos posteriores, compreendemos que, como os demais artigos do sacerdócio arônico, eles representam a direção divina do Espírito Santo. O Urim e Turim desapareceram, mas o Espírito Santo permanece conosco para sempre (Jo. 14:16 / I Co. 2:10).

21. 9 - A Mitra (Êx. 39.28; 28.39).

A palavra “mitra” vem do hebraico e significa “enrolar”. O linho Fino da Mitra foi enrolado ao redor da cabeça de Arão em forma de turbante.
Esta mitra significava a obediência de Jesus à seu Pai. Uma cobertura na cabeça (no Novo Testamento) significa obediência (I Co. 11:2-16). Jesus era obediente (Fp. 2:8) conf. Isaías 42:1, que contraste forte com o Anti-Cristo que tudo faz segundo a sua própria vontade (Daniel 11:36 / II Ts. 2:4). É pela perfeita obediência de Jesus a Seu Pai que o homem recebeu redenção.
Na parte dianteira da mitra, numa fita azul, foi colocada uma “lâmina de ouro puro” na qual foi gravada “Santidade a Jeová” (Êx. 28:36-38). Esta lâmina foi à última peça das vestimentas gloriosas de Arão. Estando ele ali na presença do Senhor, esta lâmina refletia santidade do povo de Deus. Nisto ele representa Jesus, que está na presença de Deus como nossa justiça e santidade (II Co. 5:21). Na sua santidade temos a santidade (Ef. 1:4). Como no Tabernáculo, Deus via Israel como que na pessoa do Sumo-sacerdote, Assim Deus nos vê na pessoa do Seu Filho Jesus (I João 4:17).

21. 10 - Estudo resumido das vestiduras de “Glória e Formosura”

· Túnica de linho - O Imaculado.
· Cinto de Linho - O servo.
· Manto de Éfode - O celestial, cheio de graça.
· O Éfode - O Deus-Homem.
· As Pedras nos ombros - Aquele que fortalece e sustenta.
· O peitoral - O amoroso.
· A mitra - O obediente.
· A lâmina de ouro - O santo.

22 - A consagração dos Sacerdotes (Lv. 8).
Neste capítulo 8 de Levítico, vemos instalados no sacerdócio, Arão e seus filhos.

22. 1 - Arão lavado, junto com seus filhos.
Aplicada a água por Moisés. Água que é símbolo da Palavra, significa que os crentes, sacerdotes com Cristo, são unidos com ele na santificação (Hb. 2:11). A unidade essencial entre Jesus e Sua Igreja é uma verdade, bem declarada no Novo Testamento (Jo. 17:19). Antes de servir no sacerdócio, precisamos despir-nos das vestiduras da carne. “Frutificai-vos os que levais os vasos de Jeová” (Is 52:11).

22. 2 - Arão consagrado primeiro.
Foi vestido publicamente por Moisés, primeiro, em separado. Assim, o mundo tem visto em Jesus uma singularidade de pessoa e ministério. Ele é diferente de todos os demais homens da história, verdadeiro Deus e homem perfeito. Arão foi ungido com óleo (verso 10), tipo de Jesus ungido com o Espírito Santo (Mc. 3:13-17 / Lc. 4:18).

22. 3 - Arão e seus Filhos Santificados pelo Sangue.

· Sobre a ponta da orelha direita (V.23). A orelha representa o ouvir a Deus (Mc. 4:24 / Lc.8:18). Não temos direito aos nossos ouvidos, mas devemos consagrá-los ao Senhor (Mt. 3.19 / Ap. 2:7). Quais sacerdotes, somos crucificados, ressuscitados e sentados com Jesus (Éf. 2:5-8).

· Sobre o dedo polegar da mão direita. Representa o nosso serviço que deve ser completamente consagrado ao Senhor (Êx. 32.29) “Enchei as vossas mãos ao Senhor” (I Cr. 29.5) confronte Êx. 23:15 e 34:20 / Dt. 16:16.

· Sobre o dedo polegar do pé direito. Representa o nosso andar consagrado ao Senhor. Não podemos ir onde queremos, mas sim onde o nosso Senhor nos mandar (ICo. 6:19-20).

· Consagrados com ofertas pelo pecado, ofertas queimadas e as movidas perante o Senhor (Lv. 8:2-25-29). Representa o fato que nosso ministério estará sempre intimamente ligado com a morte e a ressurreição de Cristo.

· Arão e seus filhos ungidos com óleo (Lv. 8.30). Tipo da unção do Espírito Santo no dia do Pentecostes (Atos 2 / Ef. 1:13-14 / ICo. 1:21-22).

· Durante sete dias permaneceram no Tabernáculo, no Lugar Santo e comeram o sacrifício (Lv. 8-31-36). Nisto temos uma ilustração da separação moral e espiritual da igreja, tanto individual como coletivamente. Somos um povo separado:
a) Pelo propósito eterno de Deus que nos chamou à salvação.
b) Pela cruz (Gl. 6:14).
c) Pelo Evangelho e chamada do Espírito (Jo. 16:8).
d) Pelo ato criativo de Deus, no qual recebemos a vida eterna (Ef. 2:10 / IICo.5:17 / I Co. 6:17). e) Pela presença do Espírito Santo (Jo. 14:17).

Os sete dias de separação sugerem o rapto da igreja e o tempo de sete anos que ela passará com Jesus nos céus, durante o qual a tribulação virá sobre o mundo (Ap. 6.18). Nos céus, a igreja gozará da festa nas Bodas do Cordeiro (Ap. 19:7-8).
No 8o dia, Arão e seus filhos saíram (Lv. 9:1-4). “Hoje Jeová vos aparecerá” (ver. 4). Depois que o sacrifício foi oferecido e Arão e seus filhos saíram do Tabernáculo vestidos em suas vestimentas sacerdotais e reais, abençoaram o povo e a glória do Senhor apareceu a eles e a todo o povo, desceu fogo do céu e consumiu o sacrifício (Lv. 9:23). O povo, diante desta manifestação da presença divina, prostrou-se e jubilou-se no Senhor. Esta cena nos sugere uma outra, a de Ap. 19, onde Jesus e Sua Igreja, todos vestidos em roupas resplandecentes saem do Tabernáculo celestial para vingarem-se do seu usurpador, o Anti-Cristo e os que seguem. Então será estabelecido o seu glorioso reino de paz e justiça na terra, por mil anos, que maravilhosa esperança para os redimidos do cordeiro (Ap. 19:11-21 / Cl.3:4).

23 - As Cinco Grandes Ofertas (Lv. 1-5).
23. 1 - O Holocausto (Lv. 1:1-17)
Holocausto quer dizer “o que ascende ou sobe”, isto é, completamente queimado e que subiu fumaça. É chamado de uma oferta “Suave Cheiro” a Jeová (vs. 9). O holocausto era um sacrifício oferecido a Deus (Hb. 9:14). O holocausto figura aquela parte da morte de Jesus, em que se vê o Filho de Deus oferecendo-se inteiramente ao Pai. É devoção sem reserva. Era o “OBLATIO”, isto é, adoração, oblação ou culto.
No calvário vimos Deus virar Seu rosto contra o Filho, o representante pelo pecado, mas no holocausto, vemos cheio de alegria divina em ver Seu Filho entregue completamente à sua vontade, adoração e cheio de amor para com ele.

23. 2 - Animais usados:
· Boi - Tipo de trabalho, ou Jesus, o servo (Is. 52:13-15 / Fp. 2.5-8 / Hb. 12:2-3 / I Co. 9:10).
· Ovelha - A ovelha é símbolo de simplicidade, paciência, mansidão, inocência e pureza, é tipo de Jesus na Sua mansidão (Isaias 53:7).
· Pombo - Tipo da inocência e simplicidade de Jesus. Sua pobreza, etc. (II Co. 8:9 / Is 59.11 / Mt 23:37 / Hb 7:26).

23. 3 - A Oferta preciosa sem defeitos (vs. 3). Tipo da perfeição de Jesus (Hb. 9:14 / II Co. 5:21).

23. 4 - Oferta voluntária (vs. 3). Jesus ofereceu-se para vir à terra em forma de homem visível, para morrer e assim efetuar a salvação do homem para a gloria de Deus (Fp. 2.6-8). Esvaziou-se da sua glória, tomou corpo humano (Sl 40:8). Tudo isto era mandamento do Pai (Jo. 10.16-18).

23. 5 - Colocado em ordem sobre a lenha (vs 8). Cada detalhe da morte de Jesus foi previsto e pré-arranjado desde a eternidade. Por exemplo: a roupa repartida entre os soldados, a sorte lançada sobre a túnica, a zombaria, o vinagre, o fel, as palavras “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”, nenhum osso quebrado, coração fisicamente quebrado, enterro no túmulo do rico, etc. (Sl. 22:1-8-18 / 34:20 / 69:20-21 / Is. 53:9).

23. 6 - A oferta foi esfolada e cortada em pedaços. O esfolamento revelou os tecidos da carne. Assim, as tentações de Jesus, revelaram o que havia nele: perfeição e obediência a Deus. Nenhum pecado foi revelado. Podia dizer: “Ai vem o príncipe do mundo (Satanás); ele nada tem em mim” (Jo. 14:30, confronte: Jo. 8:46).

23. 7 - Os intestinos e pernas da oferta, lavados com água (vs. 9). Os intestinos representam os motivos, os impulsos e inspirações da vida. As pernas representam o andar (Sl. 51:6 / Jr.31:33). O motivo de Cristo era agradar seu Pai (Jo. 8:29). Seu andar foi sempre governado pela Palavra que ele mesmo podia oferecer em holocausto ou oblação na cruz romana. Aleluia.

23. 8 - A gordura posta na lenha. Gordura representa saúde e excelência, dons e qualidade. Em Jesus tudo foi consagrado. Nós também devemos consagrar até a “gordura” da nossa vida (Rm. 12.1-2). Isto é, cultuar a Deus com o melhor de nossa vida.

23. 9 - A cabeça posta na lenha. A cabeça representa a inteligência e o pensamento de Jesus. Também representa a consagração dos pensamentos, com relação ao crente (Cl. 3.1-2 / Fp. 4:6-7).

23. 10 - As cinzas postas para o oriente ao altar. O Tabernáculo olhava para oriente. Assim o pecador, quando simbolicamente estava no Santo dos santos, na pessoa do Sumo sacerdote, podia dizer as palavras do salmista: “Quão distante o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Sl. 103: 12).

23. 11 - Foi completamente queimado. Nada foi comido pelo sacerdote. Foi somente para Deus.

23. 12 - Aceitação do adorador dependia da aceitação da oferta. Foi pessoalmente apropriado.

23. 13 - Imolado à porta do Tabernáculo. Publicamente. Da mesma forma o pecador precisa confessar Jesus com sua boca (Rm. 10:9-10).

23. 14 - O ofertante pôs a mão na cabeça do sacrifício. Significa transferência de posição. O pecado do homem, quando crê, é transferido para o corpo de Jesus, onde foi punido.

23. 15 - O Holocausto sempre perante o Senhor. O fogo não podia se apagar. Jesus, nosso holocausto, está sempre perante Deus. Sua consagração nunca cessa.

23. 16 - A Oferta de Manjares (Lv. 2). Esta oferta significa no hebraico “Dom” (no latim “donatio”). Era a oferta sem sangue e nos apresenta os símbolos da pessoa e caráter do nosso Senhor Jesus Cristo.

· Composto em flor de farinha. Bem moído, bem uniforme em qualidade. Representa a vida de Cristo, bem equilibrado e verdadeiro. “Ele tudo tem feito bem” (Mc. 7.37). Manteve a Lei e usou a graça (confronte o caso da mulher apanhada em adultério Jo. 8.1-11). Era cheio de graça e de verdade. O homem perfeito “em tudo”: palavra, pensamento e ação. O processo de moer o trigo sugere os sofrimentos de Jesus (Is. 53:5 / Hb. 2:10 / 4.15 / 5:8 / Sl. 51:17).

· Ungido com azeite (vs 11). Simbolizava o Espírito Santo em sua vida. “Encarnação (Lc. 1.35), concepção pelo Espírito Santo. Batismo com Espírito Santo (Mt. 3.17 / At. 10.38 / Is 61.1 / Jo. 1:32), como azeite unia as partículas da farinha assim o Espírito Santo une os membros da igreja (Éf. 4:3).

· Temperado com sal (vs. 13). O sal conserva da corrupção. Nossa conversão deve levar sal (Cl. 4:6). Confronte o exemplo de Jesus. “As palavras que eu vos tenho dito, são espírito e vida” (Jo. 6:63 / Mt. 12:36-37 / Jd. 14-15 / Cl. 3:16).

· Fermento proibido. Fermento simbolizava o que é mau, corrupto e falso. Coisas da carne (ICo.5:6). Doutrina dos escribas e fariseus (Mt. 16:5-11), confronte Cl.3:5-9. A ausência do fermento indica que Cristo era Verdade e Sinceridade (Jo. 14:6), como simbolizado no pão asmo da páscoa (Êx. 12).

· Mel proibido. Fermento. O mel representa o que tem doçura natural. O pecado tem uma “Doçura” ou prazer natural que não podemos negar. Mas é de pouca duração. A Jesus, foi oferecido “mel”, quando o povo queria aclamá-lo rei (Lc. 6:51), e quando Satanás usou Pedro para sugerir outro caminho que não o do Calvário (Mt.16:22). O crente precisa ter cuidado com aplausos do mundo (Lc. 6.26), e do “ego” (o seu próprio “eu”) e o amor puramente natural (Mt. 10:37 / Mc. 3:32-33 / Jo. 2:4 / 7:1-6). O mel, mais cedo ou mais tarde, azeda.

· Oferta queimada. Sem o fogo a oferta teria permanecido apenas uma massa (Hb. 12:29).

· Comida pelos Sacerdotes (Lv. 6.14-16). Depois de oferecer um punhado a Jeová, como oferta memorial (vs. 2), o resto era comido pelos sacerdotes, isto figura a igreja sustentada por Cristo, o Pão da vida (Jo. 6:51-57).

23. 17 - A oferta pacífica (Lv. 3:7-28-34).
A oferta pacífica era uma expressão de gozo e gratidão, por parte daqueles que estavam em comunhão com Deus. Não era oferta para estabelecer paz e amizade com Deus, mas sim uma oferta oferecida por aqueles que já desfrutavam destes benefícios. Era figura da paz por Jesus Cristo, pela qual temos comunhão com o Pai. Esta comunhão custou o sangue de Jesus. Esta oferta então fala de Jesus, nossa Paz (Cl. 1:20 / Ef. 2:14 e 17).

24 - A obra de Cristo.
· Propiciação a Deus (Rm. 3:25).
· Expiação – O pecado dos homens expiado;
· Reconciliação – Paz entre Deus e o homem (Rm. 5:10-11 / II Co. 5:19 / Ef. 2:16). Por sua morte, Cristo trouxe o mundo ao terreno da graça onde Deus podia tratar conosco na base de misericórdia. Deus é justo e justificador ao mesmo tempo. A sentença fica suspensa (I Jo. 1:9 / Cl 1:21-22). A paz é paz individual (Rm. 5:1 / Lc. 2:14). O coro angelical dos céus, em Belém, anunciou esta paz. Por causa do sacrifício de Jesus que acabara de nascer no mundo, podiam cantar: “Paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Jo. 6:40 / 16:33 / Mq. 5:5). No milênio, cumprir-se-ão as profecias de paz (Ap. 19:11-16 / Sl. 2:9 / Is. 9:6).

24. 1 - O resultado - Comunhão. Simbolizando no comer do sacrifício. O homem, na pessoa do sacerdote, comeu:
· Do peito (Lv. 7:31). Lugar de afeição e amor. Eva foi feita do lado de Adão; João reclinou a sua cabeça no peito Jesus. O sacerdote levava Israel no peitoral (Êx. 28:12-29). Precisamos ver o amor de Deus Pai.
· Do ombro - Lv. 7:32). O lugar de força (Is. 63:17). O sacerdote levava Israel nos ombros, nas pedras preciosas (Êx. 28:11).
· Deus requeria. A gordura, rins e cauda eram queimadas no altar. São tipos da vida perfeita de Jesus em que Deus se agradou.

24. 2 - Quem não podia comer.
· O leproso - tipo de pecado aberto (Lv. 22:4 / Sl. 66:18).
· Qualquer imundo - tipo dos que caem em pecado por descuido e tentação. Depois que o sol entrasse podia comer (Lv. 22:7).
· O estrangeiro (Lv. 22:10).
· O peregrino (Lv. 22:10 / I Jo. 2:19).
· O servo (Lv. 22:10 / Jo. 15:15).

25 - A oferta pelo pecado (Lv. 4).
A oferta pelo pecado trata do que é o homem, isto é, a sua natureza e não só o que faz. O homem é pecador, não porque peca, mas peca porque é pecador.
Em relação às outras ofertas já estudadas, vemos a diferença. As outras ofertas, de suave cheiro, representam a humanidade perfeita de Jesus oferecida a Deus. Na oferta pelo pecado, vemos Jesus levando nossos pecados como substituto. A morte de Jesus é pelo pecado e culpa do homem. Embora estudadas por último, as ofertas pelo pecado foram as primeiras oferecidas (Lv. 4).

A oferta pelo pecado, conforme Levítico, capítulo 4, foi provida em favor:
· Dos sacerdotes (Vs. 3-12).
· De toda a congregação (vs. 13-20).
· De príncipes (vs. 22-26).
· De qualquer pessoa do povo (vs. 27-35). Com isso Deus mostra que o caminho para todos nós é um só.

26 - As ofertas pela culpa.
Esta oferta difere da oferta pelo pecado, no fato de que, além da oferta ao Senhor, o culpado deve restituir a pessoa contra quem pecou, aquilo que roubou, extorquiu ou obteve por meios ilícitos, e mais a quinta parte do seu valor. Esta oferta ao Senhor anuncia que, ao pecar, contra ao próximo, o homem peca também contra Deus.



ROBOÃO

1 Reis 12:1-24; 14:21-31

A divisão do povo

Roboão é um nome que significa "ele aumenta o povo". Nasceu um ano antes do seu pai Salomão assumir o trono de Israel, quando ele era muito jovem ainda. Sua mãe era uma amonita chamada Naamá. Como não existe o registro de qualquer outro filho de Salomão, assume-se que ele era seu único filho.
Se realmente foi o único filho de Salomão, isso o legitimava como sucessor ao trono do seu pai, se a dinastia de Davi continuasse no poder. Mas o SENHOR já havia prevenido a Salomão que, por causa da sua infidelidade ao SENHOR, a sua descendência, a partir do seu filho, perderia o trono de Israel, ficando apenas com uma tribo além de Judá que era a sua própria.
Embora de início fosse aparentemente aceito por todo o povo como o legítimo sucessor de Salomão no trono, ele não havia sido ungido rei por um profeta em nome do SENHOR como os reis anteriores.
No entanto todo o povo de Israel se reuniu em Siquém para o fazer rei, e ele tendo completado o sepultamento e os dias de luto pelo seu pai, seguiu para lá para receber a investidura.
Entrementes Jeroboão, a quem Salomão quisera matar e por isso fugira para o Egito, voltou do Egito quando soube da morte de Salomão e se reuniu ao povo em Siquém. O profeta Aías havia revelado em segredo a Jeroboão anos antes que o SENHOR lhe daria dez tribos do reino de Israel por causa da idolatria de Salomão.
O povo sentia que tinha sido tratado opressivamente por Salomão e, quando Roboão chegou, exigiu primeiro que Roboão prometesse aliviar a sua carga como condição para se submeter a ele.
Roboão pediu o prazo de três dias para deliberar o assunto, e foi consultar os velhos e sábios conselheiros do seu falecido pai. Estes lhe disseram que, se agradasse ao povo fazendo a sua vontade, ganharia a sua lealdade para sempre.
Roboão desprezou seu conselho e foi consultar os jovens que haviam crescido com ele e o serviam. Estes sabiam o que ele queria e o incentivaram a dar uma resposta dura ao povo.
Roboão se agradou com o conselho desses seus companheiros e, terminado o prazo, com o povo reunido diante dele com Jeroboão, ele declarou que, ao invés de atender ao que o povo pedia, ele exigiria muito mais ainda dele do que Salomão.
Convém notar aqui que, desde o tempo em que entraram na terra prometida, houve alguma rivalidade e ciumeira entre as tribos do norte, lideradas pela tribo de Efraim, e as do sul, lideradas por Judá.
Efraim havia sido o filho mais novo de José, a quem Jacó havia dado a maior bênção (Gênesis 48:19, 49:26) e seus descendentes eram herdeiros da promessa que lhe havia sido feita. Julgavam por isso que tinham direito de liderança sobre o povo. Josué era dessa tribo, e Samuel vinha da sua terra. A tribo de Efraim é mencionada isoladamente como aceitando Isbosete, benjamita, como rei ao invés de Davi que era da tribo rival de Judá.
As tribos do norte aceitaram Davi sete anos depois bem como seu sucessor Salomão, mas ressentiam a primazia de Judá, em cujo território foi estabelecida a capital, com o centro de governo e o centro religioso do reino, bem como o elevado tributo exigido por Salomão para suas custosas edificações ali.
Compreende-se portanto a sua rebelião quando Roboão lhes disse que ia aumentar o seu jugo, e a declaração do povo: "Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé!" Israel voltou para suas tendas sem aclamar Roboão como rei, mas os que habitavam nas cidades de Judá permitiram que ele reinasse sobre eles, pois era da sua tribo.
Roboão tentou persuadi-los a mudar de idéia usando Adorão, superintendente dos que trabalhavam forçados, como intermediário, mas ele foi recebido a pedradas e morreu. Roboão teve que fugir às pressas para Jerusalém para salvar a pele.
Israel em seguida mandou chamar Jeroboão para o meio da congregação, e o investiu como rei, assim como Aías lhe havia anunciado.
Roboão finalmente decidiu armar os homens das tribos que estavam com ele e iniciar uma campanha militar contra as tribos rebeldes. Mas Deus instruiu a Semaías, um homem de Deus, para que dissesse a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e a toda a casa de Judá, e a Benjamim, e ao resto do povo, que não desse prosseguimento a essa campanha mas que cada um voltasse para sua casa, porque fora Deus que fizera a separação. Eles obedeceram à palavra do SENHOR, e voltaram para suas casas.

Os primeiros anos do seu reino (2 Crônicas 11:13-22)

Depois desse início desastroso, Roboão agiu prudentemente, fortificando as cidades fronteiriças, preparando um dos seus filhos para substituí-lo e dispersando outros pelas cidades fortificadas.
Por causa da idolatria imediatamente introduzida por Jeroboão em seu novo reino para evitar que o povo fosse adorar em Jerusalém, os sacerdotes e os levitas em todo o Israel deixaram os arredores das suas cidades e as suas possessões e recorreram a Roboão, vindo para Judá e para Jerusalém.
Além deles, todos aqueles de Israel que sinceramente resolveram buscar o SENHOR, Deus de Israel, foram a Jerusalém, para oferecerem sacrifícios ao SENHOR, Deus de seus pais. Eles assim fortaleceram o reino de Judá apoiando o rei Roboão.
Esta fase, em que andaram no caminho de Davi e Salomão, durou apenas três anos.

A idolatria e seu castigo

Não tardou muito para Roboão revelar o seu verdadeiro caráter de infidelidade a Deus.
Após ter confirmado o reino e se fortalecido, ele deixou a lei do SENHOR, e, com ele, todo o Israel, fazendo o que era mau aos olhos do SENHOR e provocando o seu zelo, mais do que os seus pais.
Os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros e debaixo de todas as árvores verdes, a prostituição-cultual e todas as coisas abomináveis das nações que o SENHOR expulsara de diante dos filhos de Israel.
O seu castigo veio no quinto ano do seu reinado: o rei Sisaque, do Egito, sogro de Jeroboão que agora reinava sobre Israel, invadiu o território de Judá com um poderoso exército, tomou as cidades fortificadas e subiu contra Jerusalém.
O SENHOR, através do profeta Semaías, preveniu Roboão e os seus príncipes que esta invasão veio em reciprocidade por que eles O haviam deixado. Eles reconheceram que o castigo era justo, e por isto Deus consentiu que continuassem vivendo, mas subjugados ao rei Sisaque.
Eles se renderam a Sisaque, que então tomou Jerusalém e se apossou de todos os tesouros que Salomão havia acumulado na Casa do SENHOR e no palácio real, e fez de Roboão o seu vassalo. Os arqueólogos encontraram umas esculturas que celebram esse evento em Karnac, no Alto Egito, mostrando o rei Sisaque segurando em suas mãos uma coluna de prisioneiros, com os nomes das cidades capturadas em Judá, as que Roboão havia fortificado.
Roboão não teve paz durante seu reinado, pois depois disso esteve sempre em guerra com Jeroboão. Finalmente, aos 58 anos e depois de reinar por dezessete anos ele morreu.

 

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ABIAS

1 Reis 15:1-8 e 2 Crônicas 13:1-14:1a

Abias, filho de Roboão, reinou apenas por três anos. Sua mãe, chamada Maaca, ou Micaia, era neta de Absalão e filha de Uriel de Gibeá, que provavelmente se casou com Tamar, filha de Absalão (2 Samuel 14:27). Ela era idólatra (2 Crônicas 15:16).
Durante seu curto reino, o evento mais notável foi a batalha de Jerusalém, na sua guerra contra Jeroboão. Jeroboão lançou contra ele um exército com duas vezes mais homens do que Abias dispunha.
Abias procurou demover os soldados do inimigo, com três argumentos:
  1. O SENHOR Deus de Israel dera a Davi a soberania de Israel para sempre (a cuja linhagem Abias pertencia), enquanto que Jeroboão era um rebelde cercado de homens vadios e malignos.
  2. Eles não podiam resistir ao reino do SENHOR que estava nas mãos dos descendentes de Davi.
  3. A religião deles era falsa, pois haviam expulso os sacerdotes do SENHOR, e embora fossem mais numerosos eles não podiam enfrentar o SENHOR seu Deus, a quem ele servia com Seus sacerdotes, conforme o Seu preceito.
Ele evitou mencionar que o povo de Israel havia sido dividido pelo próprio SENHOR por causa de infidelidade de Salomão.
Jeroboão conseguiu cercar Jerusalém. Nessa situação quase desesperadora, os de Judá "clamaram ao SENHOR, e os sacerdotes tocaram as trombetas, e os homens de Judá gritaram; quando gritavam, feriu Deus a Jeroboão e a todo o Israel diante de Abias e de Judá." Foi uma vitória esmagadora para os de Judá, "porque confiaram no SENHOR, Deus de seus pais."
Mas Abias, apesar disso, continuou pecando da mesma forma que seu pai Roboão havia feito antes dele; ele faltou em sua lealdade a Deus. O registro bíblico também informa que ele foi polígamo seguindo o exemplo dos seus antepassados, embora não seja criticado por causa disso. Houve guerra com o reino de Jeroboão durante os três anos em que viveu depois que assumiu o trono de Judá.

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ASA

1 Reis 15:9-24 e 2 Crônicas 14 a 16

Podemos dar agora um suspiro de alívio. Apesar da infidelidade de Salomão, Roboão e Abias, o SENHOR, por amor de Davi, lhe deu uma "lâmpada" em Jerusalém, levantando Asa, filho de Abias, e dando estabilidade a Jerusalém. Asa foi rei de Judá por quarenta e um anos, e a Bíblia nos diz que "fez o que era reto perante o SENHOR, como Davi, seu pai."
Aparentemente sua avô Maaca, descendente de Absalão, tinha tido muita influência sobre Roboão e Abias, mas Asa não se deixou influenciar por ela, ao contrário, por causa da sua idolatria ele a afastou da posição influente de rainha-mãe que ainda ocupava.
Asa foi fiel ao SENHOR Deus de Israel, e procedeu a fazer uma limpeza do território sob seu controle: tirou da terra os prostitutos-cultuais e removeu todos os ídolos que seus pais fizeram, bem como destruiu o poste-ídolo e queimou uma abominável imagem que Maaca construíra.
Os altos, porém, não foram tirados: segundo consta, sacrifícios continuavam a ser oferecidos ao SENHOR em "lugares altos" durante os tempos dos reis de Israel (1 Samuel 9:12), que não condiziam com os estatutos da lei de Moisés.
O uso de um lugar no pico da elevação mais destacada em um território para a construção de um altar parece ser uma prática antiquíssima e universal. A prática em si não era má (Gênesis 12:7,8; 22:2-4; 31:54; Juízes 6:25,26; 13:16-23), e era aceita enquanto não fosse construída uma casa para o nome do SENHOR(1 Reis 3:2).
Depois de instituído o templo em Jerusalém, porém, entrou em vigor a proibição existente na lei para a adoração em outros lugares (Deuteronômio 12:10-14; 2 Crônicas 7:12), e os lugares altos a partir de então se identificavam com as práticas idólatras.
Mas a tradição era tão forte que, mesmo depois de consagrado o templo, os lugares altos continuaram a ser usados, inclusive para sacrifícios ao SENHOR. O rei Asa permitiu que essa tradição continuasse, mas nunca se envolveu com idolatria.
Durante o reino de Roboão, o rei do Egito havia se apossado de todos os tesouros que Salomão havia acumulado no templo e no palácio real. Agora Asa reuniu as coisas de prata, ouro e objetos de utilidade que haviam sido consagradas por seu pai e as coisas que ele mesmo consagrara, e as levou para o templo.
Por causa da sua fidelidade, o SENHOR deu paz e prosperidade ao reinado de Asa durante os primeiros dez anos. Ele prudentemente os aproveitou para fortificar as suas cidades, e preparar o seu exército.
No décimo ano houve uma guerra contra Zerá, o etíope, que veio contra eles com um exército muito mais poderoso. Mas Asa confiou no SENHOR e com isso ganhou uma extraordinária vitória, destruindo todo o exército inimigo e voltando com grande despojo.
O Espírito de Deus falou a Asa através de Azarias, filho do sumo sacerdote Odede, declarando que o SENHOR sempre estaria com Asa e as tribos de Judá e Benjamim, desde que estivessem também com Ele. Essa tinha sido a experiência do povo de Israel. Se fossem fortes e perseverantes, seriam também recompensados (1 Cor.15:58).
Animado com isto, Asa prosseguiu com a limpeza, eliminando toda a idolatria na terra de Judá e de Benjamim, e cidades que havia tomado nos arredores em Efraim; e renovou o altar do SENHOR, diante do templo.
No décimo quinto ano do seu reinado ele congregou em Jerusalém todos os seus súditos, que agora incluíam também muitos fiéis ao SENHOR que haviam por isso imigrado do reino no norte. Depois de oferecerem ao SENHOR um sacrifício considerável, entraram em aliança de buscarem ao SENHOR, Deus de seus pais, de todo o coração e de toda a alma; também concordaram que todo aquele que não buscasse ao SENHOR, Deus de Israel, morresse, homem, mulher ou criança. Houve grande júbilo por causa disso, com clarins, e com trombetas, e SENHOR lhes deu paz por toda parte.
No trigésimo quinto ano do seu reinado surgiu uma forte ameaça por parte de Baasa, o rei de Israel, que edificou a Ramá, para impedir o trânsito entre os dois reinos.
Temeroso, Asa subornou Ben-Hadade, rei da Síria, com objetos de ouro e prata tirados do templo e da sua casa, para que ele atacasse o norte de Israel. Baasa correu com os seus homens para o norte para defender seu território e Asa aproveitou-se disto para demolir Ramá e aproveitar o material para construir duas cidades fortes para si.
Por causa da sua falta de fé nesta ocasião, tendo recorrido a um exército inimigo para livrá-lo, o SENHOR mandou um vidente, Hanani, dizer-lhe que não teria mais paz.
Asa enfureceu-se com o vidente por causa das suas palavras, e lançou-o no cárcere, no tronco, bem como oprimiu alguns do povo.
No trigésimo nono ano do seu reinado, Asa teve uma doença grave nos pés, mas recorreu aos médicos ao invés do SENHOR. Morreu dois anos depois. Triste fim de um reinado abençoado.

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JOSAFÁ

1 Reis 22:41-50, 2-4 e 2 Crônicas 17 a 20

Considerações Gerais

Josafá, filho de Asa, reinou por vinte e cinco anos em Jerusalém. Como seu pai, fez o que era reto perante o SENHOR. Contudo, os altares idólatras não se tiraram, porque o povo não tinha ainda disposto o coração para com o Deus de seus pais.
Os seus três primeiros anos foram provavelmente um reinado em conjunto com o seu pai Asa, que se achava enfermo dos pés.
Alguns fatos importantes se destacam no seu reinado, como:
  1. Josafá primeiro se empenhou em se fortalecer militarmente contra Israel, com quem não tinha havido paz nos últimos anos do reinado de Asa.
  2. Rejeitando os ídolos, ele procurou a Deus e andou nos seus mandamentos.
  3. O SENHOR confirmou o reino em suas mãos, por causa da sua fidelidade.
  4. Ele recebeu presentes de todo o povo de Judá, dando-lhe riquezas e glória em abundância.
  5. Ele tirou os altos e os postes-ídolos de Judá.
  6. Mandou príncipes e levitas, quatorze ao todo, junto com dois sacerdotes, para percorrer todas as cidades de Judá e ensinar ao povo o Livro da Lei do SENHOR.
Os reis das terras em redor ficaram aterrorizados, com medo do SENHOR, e não lhe fizeram guerra. Ao contrário, alguns dos filisteus lhe trouxeram presentes e tributo, bem como os arábios.
Josafá se engrandeceu em extremo, continuamente, edificou cidades-fortaleza e cidades-armazéns, empreendeu muitas obras e tinha um exército forte em Jerusalém.
Josafá introduziu um sistema judicial no país, com juízes em cada cidade fortificada, exortando-os a "julgar da parte do SENHOR e não do homem, temendo o SENHOR porque não há por parte dEle injustiça ou imparcialidade nem aceita Ele suborno".
Também estabeleceu um tribunal superior em Jerusalém para resolver as causas contestadas; ele se compunha de levitas, sacerdotes e cabeças das famílias de Israel, a quem ordenou que andassem com integridade no temor do SENHOR e admoestassem aos juízes das cidades, cujas sentenças fossem contestadas, que não se fizessem culpados diante do SENHOR.
O sumo sacerdote presidiria nos assuntos religiosos, e um príncipe de Judá nas causas civis.
Houve três episódios notáveis durante o seu reino: a sua aliança com o rei de Israel numa guerra perdida contra o rei da Síria, a vitória que o SENHOR lhe deu sobre dois poderosos inimigos, e a sua sociedade desastrosa com Israel num empreendimento marítimo.

Guerra contra a Síria

O filho de Josafá casou-se com uma filha de Acabe: este, além de idólatra, perseguia o povo de Deus. No décimo sétimo ano do seu reinado, Josafá foi visitar Acabe e este lhe propôs participar de uma campanha militar contra os sírios que ocupavam o território de Ramote-Gileade. Josafá se dispôs a acompanhá-lo, mas primeiro quis consultar ao SENHOR através de um seu profeta.
Havia muitos profetas falsos em Israel (400) e todos prediziam que haveria vitória, para agradar Acabe. Por insistência de Josafá, Acabe mandou que trouxessem Micaías, profeta do SENHOR a quem Acabe detestava porque nunca lhe dizia coisas agradáveis.
Mesmo arriscando sua própria segurança, Micaías lhe falou por parte do SENHOR que a batalha seria perdida e Acabe morreria nela. Acabe, furioso, mandou que o prendessem no cárcere e que ali ficasse a pão e água até que ele voltasse da batalha.
Acabe tomou medidas para sua própria segurança, e traiçoeiramente combinou com Josafá que este iria vestido com seus trajes reais enquanto Acabe iria disfarçado como um soldado comum.
O rei dos sírios havia ordenado aos seus exércitos que não pelejassem contra ninguém, pequeno ou grande, salvo o próprio rei de Israel. Josafá, vestido como estava, foi tomado como sendo o rei de Israel e perseguido até que se identificou como rei de Judá e foi então deixado em paz. Apesar do seu disfarce, Acabe foi morto ao acaso por uma flecha.
Josafá voltou em paz para sua casa em Jerusalém, mas levou uma repreensão do SENHOR através do seu profeta, o vidente Jeú. No entanto, foi poupado maior castigo por ter combatido a idolatria e procurado o SENHOR.

Vitória sobre inimigos

Passado algum tempo os amonitas, moabitas e outros que se juntaram a eles, ao oriente do mar Morto, reuniram as suas forças para invadir o reino de Judá.
Josafá temia esse grande exército e recorreu ao SENHOR: apregoou o jejum em todo o Judá e o povo se congregou para pedir socorro ao SENHOR.
Em pé no templo, em meio ao povo, Josafá clamou ao SENHOR lembrando como Ele tinha abençoado o povo de Israel no passado, e como, ao ser inaugurado o templo, Ele havia prometido ouvir e livrar o povo quando, em sua angústia, clamasse a Ele diante do templo; ele pedia que agora o SENHOR executasse julgamento contra esses povos, contra os quais eles não tinham forças para resistir, que vinham para expulsá-los da sua terra.
O Espírito do SENHOR veio sobre o levita Jaaziel, e ele disse ao rei e à congregação que não temessem porque a peleja era de Deus e o SENHOR lhes daria livramento sem que tivessem de pelejar. Eles deveriam sair-lhes ao encontro, tomar posição, ficar parados e ver o salvamento que o SENHOR lhes daria. Josafá e todo o povo se prostraram com o rosto em terra e adoraram ao SENHOR, e os levitas também se dispuseram para louvar ao SENHOR, em voz muito alta (provavelmente cantando) …
Pela manhã eles saíram ao deserto de Tecoa: Josafá os exortou à fé no SENHOR e nos Seus profetas, e ordenou aos cantores que fossem à frente, vestidos de ornamentos sagrados e louvando ao SENHOR porque a Sua misericórdia dura para sempre. Era uma maneira extraordinária para um exército sair à batalha: com um coral na frente a cantar louvores a Deus, depois o exército, com o povo atrás. Demonstravam assim a sua fé no livramento que Deus lhes havia prometido.
O SENHOR fez com que o exército inimigo se destruísse ele próprio, deixando um rico e abundante despojo para o povo de Judá: levaram três dias para saquear os exércitos caídos por terra. Então chamaram aquele lugar de Vale de Bênção, e voltaram a Jerusalém, para a Casa do Senhor, com alaúdes, harpas e trombetas, com alegria. Veio da parte do SENHOR o terror sobre todos os reinos daquelas terras, quando ouviram como o SENHOR havia pelejado contra os inimigos de Israel. E o reino de Josafá teve paz depois disso.

Empresa desastrosa

No terceiro episódio Josafá se aliou com o filho e sucessor de Acabe, Acazias, um homem iníquo, numa sociedade para construir navios e explorar a rota de Társis. A mãe de Acazias era a infame Jezabel, cujos costumes ele adotou. Társis, ou Ofir, era onde estavam as minas de ouro e prata de onde Salomão havia importado muita riqueza com os navios de que dispunha em seu tempo. Mas o SENHOR não aprovou essa aliança, conforme profetizou Eliézer, e os navios se quebraram antes de sair do porto.
Apesar dos seus esforços, Josafá não conseguiu eliminar por completo a idolatria do povo. No entanto ele andou nos bons caminhos do seu pai e fez o que era reto perante o SENHOR.

 

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JEORÃO

2 Reis 8:16-24, 2 Crônicas 21:4-20

Jeorão foi rei de Judá por oito anos. Segundo a cronologia que temos na Bíblia, ele deve ter sido feito rei uns cinco anos antes do seu pai Josafá morrer, reinando com ele durante esse periodo. Ele era o filho mais velho de Josafá e por isso Josafá o escolheu para sucedê-lo, mas era o pior de todos: ele havia se casado com Atália, filha de Acabe e Jezabel. Atália era mulher idólatra e extremamente cruel, tendo-se imposto sobre o marido e o seu filho Acazias.
Provavelmente por inspiração dela, Jeorão tratou de eliminar todos os seus irmãos: matou-os à espada, bem como alguns dos príncipes de Israel. A seguir introduziu novamente a idolatria no reino de Judá.
Houve revolta contra o seu reino, partindo primeiro de Edom. Jeorão levou o seu exército para lá para subjugar os revoltosos, mas teve que fugir com o seu exército, e Israel perdeu para sempre o seu dominio sobre aquelas terras. A cidade levitica de Libna, antigamente conquistada dos cananeus por Josué, também se revoltou por causa da idolatria.
O profeta Elias (que estava em Israel nos tempos de Josafá) lhe mandou uma carta em que transcreveu uma profecia do SENHOR, Deus de Davi, seu pai: por causa da idolatria que havia introduzido em seu reino, e porque havia matado os seus irmãos, o seu povo todo seria castigado, e ele próprio teria uma grande enfermidade em suas entranhas (provavelmente uma forma de tumor maligno nos intestinos).
Se não fosse a promessa feita ao rei Davi (2 Samuel 7:12-16), a apostasia de Jeorão teria sido o suficiente para acabar com a dinastia de Davi, como acontecia com as dos reis de Israel ao norte. Mas o SENHOR deixaria sempre uma lâmpada (um descendente para servir como rei) a Davi e a seus filhos.
Os filisteus e os arábios ao ocidente criaram coragem e invadiram Judá, chegaram até Jerusalém, entraram no palácio real e roubaram tudo o que havia dentro, incluindo todos os seus filhos e suas mulheres, à exceção do mais novo deles, chamado Jeoacaz ou Acazias. Punição justa para quem havia morto todos os filhos do seu pai.
Jeorão ficou enfermo como o SENHOR havia previsto, de uma doença incurável dos intestinos, e morreu em grande dor com os intestinos à mostra - talvez um tumor ou uma hernia enorme. Comenta o escritor sagrado que ele se foi sem deixar de si saudades: triste fim para quem havia herdado um reino coeso e abençoado por Deus, mas que o arruinou com a corrupção da idolatria trazida pela sua mulher e a sua cruel ambição que o levou a assassinar seus próprios irmãos.

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ACAZIAS

2 Reis 8:25-29, 2 Crônicas 22:1-9

Acazias, também chamado Jeoacaz e Azarias, o unico filho restante de Jeorão, com vinte e dois anos de idade (2 Reis 8:26), foi aclamado rei por Judá. Ele foi rei por apenas um ano.
Ele fez o que era mau perante o SENHOR, influenciado por sua mãe, Atália, filha da Acabe e Jezabel, bem como pelos da casa de Acabe, que o aconselharam a proceder iniquamente.
Ele se aliou com seu tio o rei Jorão de Israel para combater o rei da Síria em Ramote-Gileade, mas o rei Jorão sofreu um ferimento grave e retirou-se para Jezreel para recuperar-se. Acazias foi visitá-lo e nessa ocasião foram atacados pelo rebelde Jeú que executou Jorão e perseguiu e matou Acazias em Samaria por onde fugia.-

 

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ATÁLIA

2 Reis 11:1-20, 2 Crônicas 22:10 - 23:21

Acazias era muito jovem - só tinha vinte e três anos - quando morreu, portanto os poucos filhos que tinha eram ainda crianças.
Sua mãe Atália, que tinha muita influência, aproveitou-se para usurpar o trono e mandou matar toda a descendência real da casa de Judá. Nisso ela estava seguindo os propósitos do diabo que tentava destruir a linha messiânica de Davi estabelecida por Deus anteriormente.
Mas Deus agiu mediante uma jovem irmã de Acazias, Jeoseba, casada com o sacerdote Joiada. Enquanto se cumpria a ordem de Atália ela sequestrou Joás, de menos de um ano, filho de Acazias e o escondeu, com sua ama, num recinto no interior do templo. O seu marido, Joiada, cuidou dele durante seis anos.
Quando Joás completou sete anos, Joiada resolveu que a hora havia chegado para dar fim ao reino ilegítimo, ímpio e cruel de Atália. Ele tinha que agir com o máximo cuidado a fim de não por em perigo a vida de Joás e a sua própria nas mãos de Atália. Ela não podia vir a saber que Joás havia sobrevivido a matança.
Ele convocou cinco capitães da sua confiança - sendo o sacerdote do SENHOR ele conhecia aqueles que eram fieis aos SENHOR dentre o povo - e os mandou chamar os levitas de todas as cidades de Judá e os que lideravam as famílias de Israel para falarem com ele em Jerusalém.
Dentro do templo, ele lhes apresentou o legítimo herdeiro do trono, Joás, com quem procederam a fazer aliança reconhecendo os seus direitos reais. Em seguida, organizaram uma escala de vigilância pelos levitas no templo, no palácio real e na Porta do Fundamento (provavelmente a entrada de fora para o recinto externo do templo). A ninguém foi permitida a entrada no templo, salvo aos sacerdotes e levitas, sob pena de morte imediata.
Joiada armou os levitas para que eles tivessem condições de impor a sua autoridade, e defender Joás de qualquer ataque eventual dos que apoiassem Atália. Os levitas e todo o Judá obedeceram Joiada em tudo, e, como Joiada não despediu os turnos que saíam da guarda do templo, eles foram se acumulando.
Ao povo foi ordenado que se reunisse, cada um de armas na mão, desde o lado direito da casa real até ao seu lado esquerdo, e até ao altar, e até ao templo, para rodear o rei.
Estando todos em seus lugares, Joiada então trouxe para fora Joás, o legítimo filho do rei, pôs-lhe a coroa e lhe deu o Livro do Testemunho: esta era a lei de Moisés (Deuteronômio 17:18-20), que ficava guardada dentro do templo (alguns pensam que eram as tábuas originais que estavam dentro da arca - Êxodo 25:21; 2 Crônicas 5:10).
Joiada e seus filhos o ungiram e exclamaram: "Viva o rei!" A exclamação foi ecoada por todo o povo, aos gritos, batendo palmas.
Atália ouviu do seu palácio o clamor do povo que corria e louvava o rei; veio então até o templo e ali deparou com o pequeno rei que estava junto à coluna, à entrada, e os capitães e os que tocavam trombetas, junto ao rei; e todo o povo da terra se alegrava, e se tocavam trombetas. Também os cantores com os instrumentos músicos dirigiam o canto de louvores.
Então, Atália rasgou os seus vestidos e clamou: "Traição! Traição!" Teria ela acreditado que aquele menino era o seu neto, cuja existência ela até então desconhecia? Ela certamente não tinha direito ao trono que tinha usurpado tão cruelmente. Mas ela deve ter ficado abismada com a lealdade que o povo estava demonstrando ao novo rei.
O sacerdote Joiada não permitiu que ela fosse morta pelo povo ali mesmo, contaminando a Casa do SENHOR com o seu sangue, mas ordenou aos seus capitães que a obrigassem a sair em segurança. Uma vez fora, tendo chegado defronte a casa do rei, eles a executaram como penalidade pelas atrocidades que ela havia cometido em Judá.

 

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JOÁS

2 Reis 11:21, 12 e 2 Crônicas 24

Joás era filho do rei Acazias e sua mulher Zíbia de Berseba. Salvo aos poucos meses de idade da morte decretada por sua avó Atália, pela esposa do sacerdote Joiada, foi criado por este, escondido dentro do templo, até ser aclamado rei aos sete anos de idade.
Reinou por quarenta anos em Jerusalém e fez o que era reto diante do SENHOR durante todos os anos em que Joiada o dirigia. Quando Joiada morreu ele passou a fazer o mal.
Ele era o único sobrevivente do lado masculino da casa real de Davi por causa do morticínio levado a cabo anteriormente por seu avô o rei Jeorão, completado mais tarde por sua avó Atália, com exceção dele próprio.
Presume-se que Joiada foi regente no trono até Joás chegar à maturidade. Depois deu-lhe duas esposas de quem teve filhos e filhas, para aumentar outra vez o número de príncipes da dinastia de Davi.
Em seguida, resolveu Joás restaurar a Casa do SENHOR. Ela havia sido desprezada e depredada durante os dezoito anos desde a morte de Josafá e estava em mau estado de conservação. A idolatria havia sido terminada, apenas se conservavam os altos onde o povo ainda sacrificava e queimava incenso.
Joás reuniu os sacerdotes e os levitas e os ordenou a reparar eles mesmos os estragos da Casa do SENHOR com o produto da taxa pessoal (Êxodo 30:13), do resgate de pessoas segundo a sua avaliação (Levítico 27) e todo o dinheiro que fosse dado voluntariamente para a Casa do SENHOR. Ele os instruiu ainda a saírem pelo país para levantar esse dinheiro e que se apressassem.
Mas os levitas não se apressaram e passado algum tempo sem que os reparos tivessem se iniciado, o rei, já então com vinte e três anos, mandou chamar a Joiada e aos outros sacerdotes e os proibiu de coletarem o dinheiro e de fazerem os reparos eles mesmos.
Mandou que, ao invés disso:
  1. entregassem o dinheiro que haviam recebido, para a reparação dos estragos da casa.
  2. fosse feito um cofre para que o dinheiro trazido pelo povo fosse colocado dentro.
  3. Fosse publicado em Judá e em Jerusalém, que trouxessem ao SENHOR o imposto que Moisés, servo de Deus, havia posto sobre Israel, no deserto.
Joiada tomou então uma caixa, fez um buraco na tampa e a pôs ao pé do altar, à mão direita dos que entravam na Casa do SENHOR; os sacerdotes que guardavam a entrada da porta depositavam ali todo o dinheiro que se trazia à Casa do SENHOR.
Então, todos os príncipes e todo o povo se alegraram, e trouxeram o imposto, e o lançaram no cofre, até acabar a obra.
Foi instituída uma comissão real a quem os levitas levavam o cofre diariamente e, quando havia muito dinheiro nele, era chamado o escrivão do rei e o comissário do sumo sacerdote. Diante deles o cofre era esvaziado, e o dinheiro era contado e pesado.
A obra de restauração do templo era dirigida por empreiteiros, e a eles era entregue o dinheiro para o seu custeio. Eles procediam com tanta fidelidade que não lhes era requerido que prestassem contas do dinheiro que recebiam. Eles executaram bem o seu serviço e completaram a restauração da Casa do SENHOR e a consolidaram.
O dinheiro dessas ofertas foi dedicado inteiramente à restauração e depois de concluída eles trouxeram ao rei e a Joiada o resto do dinheiro, do que se fizeram utensílios para a Casa do SENHOR, objetos para o ministério e para os holocaustos, taças e outros objetos de ouro e de prata.
Em obediência ao mandamento de Deus ((Levítico 5:16, Números 5:8,9) o dinheiro da oferta pela culpa e o dinheiro de oferta pelos pecados não se traziam à Casa do SENHOR; eram para os sacerdotes.
Durante toda a vida de Joiada ofereceram-se holocaustos na Casa do SENHOR. Ele teve uma vida longa, 130 anos, a mais longa registrada nos anais da história bíblica desde Amran, ancestral de Moisés, um milênio antes, que viveu 137 anos (Êxodo 6:20).
Teria o SENHOR prolongado a vida de Joiada para abençoar assim o Seu povo que O servia fielmente? É provável que sim, porque depois que ele morreu o seu rei deixou os caminhos do SENHOR com resultados desastrosos.
Joiada foi sepultado na Cidade de Davi com os reis; porque tinha feito bem em Israel e para com Deus e a sua casa. O povo reconheceu o seu mérito e lhe deu essa honra.
Depois da morte de Joiada, vieram os príncipes de Judá e se prostraram perante o rei, agora com cerca de 46 anos, e o rei os ouviu. O caráter do rei era fraco e não tinha mais o seu tutor para orientá-lo. Procurou agradar aos príncipes.
Eles desejavam voltar à idolatria e agora viram a sua oportunidade. Deixaram a Casa do SENHOR, Deus de seus pais, e serviram aos postes-ídolos e aos ídolos. Não sabemos se Joás os acompanhou nisso, mas tornou-se seu cúmplice ao não impedi-los.
Houve grande ira por parte do SENHOR sobre Judá e Jerusalém por causa disso, mas, assim mesmo, o SENHOR lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos.
Entre eles estava Zacarias, filho do sacerdote Joiada, de quem o Espírito de Deus se apoderou para repreendê-los porque haviam deixado o SENHOR e adverti-los que o SENHOR também os deixaria.
Por mandado do rei eles conspiraram contra ele e o apedrejaram no pátio da Casa do SENHOR. Foi um crime hediondo da parte de Joás que pagou toda a beneficência que Joiada tivera para com ele matando o seu filho. Ao morrer, Zacarias disse: "o SENHOR o verá e o retribuirá."
Hazael, rei da Síria, enviou o seu exército para combater contra Judá e Jerusalém, menos de um ano depois. Tinha poucos homens, contudo o SENHOR lhes permitiu vencer um exército muito numeroso dos judeus, porque estes deixaram o SENHOR, Deus de seus pais. O exército siro destruiu a todos os príncipes dentre o povo e remeteu o seu despojo a Hazael.
Joás, para salvar a pele, tomou todas as coisas santas que Josafá, Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judá, haviam dedicado, como também todo o ouro que se achava nos tesouros da Casa do SENHOR e na casa do rei e os mandou ao rei da Síria. Este então se retirou de Jerusalém, mas deixando Joás gravemente enfermo.
Assim, executaram os siros os juízos de Deus contra Joás.
Estando ele gravemente enfermo, dois dos seus servos conspiraram contra ele por que ordenara a morte dos filhos do sacerdote Joiada, e o feriram no seu leito, e morreu.
Sepultaram-no na Cidade de Davi, porém não nos sepulcros dos reis. Não foi considerado pelo povo merecedor dessa honra, que haviam dado ao sacerdote Joiada.
O profeta Zacarias foi mencionado pelo Senhor Jesus quando disse aos escribas e fariseus "… disse a sabedoria de Deus: 'Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão, para que desta geração se peçam contas do sangue dos profetas, derramado desde a fundação do mundo; desde o sangue de Abel até ao de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e a casa de Deus.' Sim, eu vos afirmo, contas serão pedidas a esta geração." (Lucas 11:49-51).
Assim Ele incluiu todos os profetas do Velho Testamento, pois 2 Crônicas é o último livro segundo a ordem dos livros na Bíblia hebraica.

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AMAZIAS

2 Reis 14:1-20, 2 Crônicas 25

Amazias era filho do rei Joás e sua mulher Jeoada, de Jerusalém. O seu pai fora assassinado por dois dos seus servos quando se encontrava gravemente enfermo.
Reinou por vinte e nove anos em Jerusalém, começando aos vinte e cinco anos, e fez o que era reto diante do SENHOR à altura do seu pai, mas não com inteireza de coração, e não como seu antepassado Davi. Os altos não se tiraram, onde o povo continuou a sacrificar e oferecer incenso.
Assim que se firmou no poder, ele executou os dois servos que haviam assassinado o seu pai, mas não tocou em seus filhos, em obediência à lei de Deus.
Em seguida ele congregou o povo em grupos de cem e de mil, segundo as suas famílias, fez um recenseamento dos de vinte anos para cima, e deles escolheu trezentos mil combatentes. Acrescentou a esse exército mais cem mil contratados a soldo do vizinho reino de Israel.
Mas um homem de Deus veito a ele e o aconselhou a dispensar os soldados contratados, porque pertenciam ao reino idólatra, e Deus faria com que o seu exército fosse derrotado, pois Ele era quem dava a vitória e a derrota. Amazias relutou um pouco porque já havia pago o soldo, mas acabou concordando.
Com o exército reduzido, Amazias partiu para a guerra contra os edomitas, e teve grande vitória no vale do Sal (ao sul do mar Morto), matando vinte mil deles e tomando a sua cidade fortificada de Sela (Petra). Ele mudou o nome dela para Jocteel (submetida por Deus).
Amazias trouxe consigo os ídolos dos edomitas, tomou-os por seus deuses, adorou-os e lhes queimou incenso. 0 SENHOR se irou com ele por isto e mandou-lhe um profeta para repreendê-lo, mas o rei não quis ouví-lo e o obrigou a silenciar. O profeta o informou então que sabia que Deus havia resolvido destruí-lo pela sua idolatria e por não querer ouvir o seu conselho.
Os soldados que ele havia dispensado antes da campanha militar ficaram irados porque ele havia quebrado o contrato que fizera com eles, e se aproveitaram da ausência do exército de Amazias em campanha militar, para atacar as cidades de Judá, desde Samaria até Bete-Horom, ferindo três mil pessoas e fazendo grande despojo.
Orgulhoso da sua vitória sobre os edomitas, Amazias desafiou o rei de Israel a uma batalha. O rei de Israel tentou dissuadí-lo por causa da futilidade de tal coisa, sendo o exército de Israel muito mais poderoso. Mas Amazias insistiu: ele não sabia, mas isso vinha do SENHOR para que ele recebesse o castigo pela sua infidelidade.
Houve então a batalha em que o exército de Amazias foi derrotado e seus homens fugiram para suas casas. Amazias foi aprisionado, e levado para Jerusalém cujo muro foi rompido por uns duzentos metros. O rei de Israel tomou todo o ouro e a prata, e todos os utensílios que se acharam no templo com Obede-Edom (o tesoureiro do templo), e os tesouros da casa do rei, como também reféns, e voltou para Samaria.
Amazias viveu ainda mais de quinze anos depois disto, mas não temos nada registrado na Bíblia sobre esse tempo, exceto o seu fim: por causa da idolatria de Amazias o povo de Jerusalém se rebelou e ele teve que fugir até a cidade fortificada de Laquis, mas lá foi morto por homens enviados para perseguí-lo.

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UZIAS

2 Reis 14:21-22, 2 Crônicas 26

Uzias começou a reinar aos 16 anos (segundo a cronologia ele teria sido co-regente com seu pai durante uns 24 anos, e a diferença de idade entre ele e o seu pai seria assim de apenas 14 anos).
Sua mãe era Jecolias, de Jerusalém, e ele reinou por 52 anos em Jerusalém. Ele fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Amazias, seu pai, tão-somente os altos não se tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos. Enquanto tinha um profeta por nome Zacarias (não o autor do livro) como sábio conselheiro, ele buscou ao SENHOR, e Deus o fez prosperar.
As suas realizações, relatadas na Bíblia, foram:
  1. Edificou a Elate e a restituiu a Judá.
  2. Venceu os filisteus em uma guerra, quebrou os rnuros de Gate, Jabné e Asdode, cidades dos filisteus, e edificou cidades no território de Asdode entre os filisteus.
  3. Além dos filisteus, Deus o ajudou contra os arábios que habitavarn em Gur-Baal, e contra os meunitas.
  4. Os amonitas deram presentes a Uzias, cujo renome se espalhara até a entrada do Egito, porque se tinha tornado em extremo forte.
  5. Edificou torres em três das portas de Jerusalém, e as fortificou; edificou também torres no deserto.
  6. Cavou muitas cisternas.
  7. Preparou para todo o exército, escudos, lanças, capacetes, couraças e arcos e até fundas para atirar pedras. Fabricou em Jerusalém máquinas, de invenção de homens peritos, destinadas para as torres e cantos das muralhas, para atirarem flechas e grandes pedras.
Uzias tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas; tinha lavradores e vinhateiros, nos montes e nos campos férteis, porque era amigo da agricultura. Tinha também um exército de homens destros nas armas, que saiam à guerra em tropas.
O número total dos cabeças das famílias, homens valentes, era de dois mil e seiscentos, e debaixo das suas ordens havia um exército guerreiro de trezentos e sete mil e quinhentos homens, que faziam a guerra com grande poder, para ajudar o rei contra os inimigos.
Divulgou-se a sua fama até muito longe, porque foi ajudado maravilhosamente pelo SENHOR, até que se tornou forte. Então, ele se ensoberbeceu e procurou entrar no interior do templo, onde só os sacerdotes podiam entrar, para queimar incenso no altar do incenso.
Ele foi impedido já dentro do santuário pelo sacerdote Azarias com 80 sacerdotes do SENHOR, homens da maior firmeza, que o repreenderam e mandararn sair. Uzias, com o incensário na mão, se indignou contra os sacerdotes e já estava no altar de incenso quando a lepra lhe saiu na testa. Os sacerdotes o lançaram fora e, por ser leproso, teve que se apartar do povo e viver isolado o resto da sua vida, sendo excluído da Casa do SENHOR.
Ao morrer foi sepultado fora da cidade, no campo do sepulcro que era dos reis, por ter sido leproso.

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JOTÃO

2 Crônicas 27

Jotão, filho de Uzias, começou a reinar aos 25 anos, sendo co-regente com seu pai por 7 anos, desde que seu pai se tomou leproso.
Reinou ao todo 16 anos. Sua mãe era Jerusa, filha de Zadoque. Ele não é mencionado em 2 Reis, mas segundo 2 Crônicas ele fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Uzias, seu pai, e não entrou no templo do SENHOR como ele fizera. Mas o povo continuava na prática do mal.
Abençoado pelo SENHOR por causa da sua obediência, ele gozou de paz e prosperidade, fez muitas obras e construções e submeteu os amonitas de quem recebeu tributo anual.
Morreu aos 41 anos, e foi sepultado na Cidade de Davi.

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ACAZ

2 Reis 16, e 2 Crônicas 28 - 32

Acaz começou a reinar aos vinte anos de idade e reinou por dezesseis anos. Ele seguiu a idolatria dos reis de Israel, fez imagens fundidas aos baalins e chegou a queimar aos seus próprios filhos.
O rei Rezim da Síria, junto com o rei Peca de Israel invadiram Judá e cercaram Jerusalém. Rezim levou em cativeiro uma multidão de presos, restituiu Elate à Síria, expulsou de lá os judeus e instalou ali os siros.
O exército do reino de Israel também levou presos em cativeiro bem como despojo, mas houve protesto por parte de alguns dos seus chefes, alertados pelo profeta Odede, e acabaram retornando-os a Judá por medo da ira do SENHOR. Também os edomitas vieram e derrotaram Judá, levando presos em cativeiro, bem como os filisteus, que lhes tomaram seis cidades com suas aldeias.
Tudo isto lhes veio do SENHOR porque Acaz permitira que Judá caísse em dissolução. No entanto o SENHOR mandou o profeta Isaías falar com Acaz, e lhe disse que não temesse, mas que o rei da Assíria viria para assolar tanto a Síria como Israel: Israel deixaria de ser uma nação dentro de sessenta e cinco anos (Isaías 7).
Acaz enviou mensageiros ao rei Tiglate-Pileser da Assíria, dizendo-se servo e filho dele e pedindo que o socorresse. Mandou com eles um presente da prata e do ouro que se acharam no templo e nos tesouros da sua casa. Tiglate-Pileser atendeu ao seu pedido, subiu contra Damasco, capital da Síria, levou os seus habitantes cativos e matou a Rezim.
Acaz foi a Damasco para encontrar-se com Tiglate-Pileser, e lá viu um altar que o agradou. Mandou a planta e o modelo para o sacerdote Urias em Jerusalém ordenando que o edificasse diante do templo, o que ele fez.
Voltando de Damasco, Acaz fez os seus sacrifícios no novo altar, colocou de lado o altar de bronze construído por Salomão e ordenou que todos os sacrifícios em futuro fossem feitos no novo altar. Além disso tirou a pia e o mar de sobre os painéis e bois que os sustentavam, e os colocou sobre um pavimento de pedra, e retirou o passadiço coberto para uso no sábado e a entrada real pelo lado de fora por causa do rei da Assíria. Ele despedaçou os utensílios do templo, e fechou as suas portas. Fez também para si altares em todos os cantos de Jerusalém.
Como os outros reis apóstatas antes dele, ao morrer ele foi sepultado na cidade de Davi - não nos sepulcros dos reis de Israel.

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EZEQUIAS

2 Reis 18-20 e 2 Crônicas 29-32

Ezequias, filho de Acaz, tendo por mãe Abi, filha do sacerdote Zacarias, tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos. Ele fez o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera seu antepassado Davi.
Ele não só removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo, mas também despedaçou a serpente de bronze que Moisés fizera, porque o povo até então o usava para idolatria: Ezequias o chamou de neustã (coisa de bronze) indicando que era apenas um objeto, não uma divindade.
Sua fidelidade ao SENHOR foi tal que superou a de todos os reis de Judá antes e depois dele.
O SENHOR portanto foi com ele dando-lhe êxito em todos os seus empreendimentos, inclusive:
  1. Libertou-se da servidão sob o rei da Assíria
  2. Derrotou os filisteus até Gaza
No sexto ano do seu reinado o reino de Israel deixou de existir, sendo o seu povo dominado e levado cativo para a Assíria pelo rei Salmaneser. Isso foi porque não obedeceram ao SENHOR, seu Deus, violaram a sua aliança e tudo o que Moisés servo do SENHOR, tinha ordenado.
Oito anos mais tarde, o sucessor de Salmaneser, o rei Senaqueribe da Assíria, enviou seu poderoso exército contra Judá e tomou todas as suas cidades fortificadas.
Em desespero, Ezequias se humilhou diante dele e ofereceu pagar o tributo que ele pedisse. Senaqueribe exigiu uma fortuna, dez toneladas de prata e uma tonelada de ouro, e Ezequias deu-lhe toda a prata de que dispunha em sua casa e no templo, e o ouro que havia usado para cobrir as portas e ombreiras do templo.
Mas não foi suficiente para Senaqueribe, e ele mandou três dos seus mais altos oficiais com um exército poderoso para tomar Jerusalém.
O comandante (é o significado de Rabsaqué) foi encontrado por três emissários de Ezequias, e ele lhes fez ver a inutilidade de oferecerem resistência em vista da grande superioridade do seu exército.
Depois gritou ao povo para não dar ouvidos a Ezequias quando lhes dissesse que o SENHOR os livraria: se eles se rendessem ele prometeu levá-los para a Assíria e dar-lhes o mesmo conforto que tinham em sua terra.
Os emissários voltaram até Ezequias e todos se puseram de luto e foram até o templo. Em seguida Ezequias enviou dois deles, com os anciãos dos sacerdotes, até o profeta Isaías. Isaías profetizou que não precisavam temer pois o comandante voltaria para a sua terra e lá morreria. E foi o que aconteceu.
Mas Senaqueribe mandou outra mensagem a Ezequias, cheia de ameaças e declarando que o SENHOR não o livraria, assim como os deuses dos outros povos não os havia livrado da sua mão.
Ezequias foi ao templo e implorou ao SENHOR que ouvisse as afrontas feitas contra Ele por Senaqueribe e livrasse a ele e ao seu povo das suas mãos.
Então Isaías lhe mandou um recado para dizer que o SENHOR ouvira o que ele havia pedido, que Senaqueribe nada mais havia feito do que estava nos planos divinos, e profetizou que por causa do seu furor contra Ele, Senaqueribe seria obrigado a voltar à sua terra pelo caminho que viera, e não entraria em Jerusalém.
Naquela mesma noite o anjo do SENHOR matou cento e oitenta mil homens do exército de Senaqueribe e ele retirou-se para Nínive, onde 20 anos depois foi assassinado por seus filhos enquanto adorava o seu deus.
Pouco depois Ezequias adoeceu - mortalmente, segundo um prognóstico de Isaías. Chorando muito, Ezequias pediu ao SENHOR que fosse misericordioso com ele por causa da sua fidelidade.
Isaías saía da cidade quando o SENHOR mandou-lhe que voltasse para dizer a Ezequias que Ele lhe concederia mais quinze anos de vida, e liberdade das mãos do rei da Assíria, em vista do seu pedido.
Isaías disse a Ezequias que tomasse uma pasta de figos e a pusesse sobre a úlcera; assim ele recuperou a saúde. Ezequias ainda quis um sinal de que seria curado, e esse seria fazer com que a sombra no relógio de sol retrocedesse dez graus. Isaías rogou ao SENHOR e realmente a sombra retrocedeu no seu relógio.
Mais tarde o rei da Babilônia enviou cartas e presentes para ele, tendo ouvido que ele estivera doente. Ezequias foi gentil com os mensageiros, e lhes mostrou todos os seus tesouros, em sua casa e em seus domínios.
Isaías veio a Ezequias e profetizou que no futuro tudo o que estivesse em sua casa seria levado para a Babilônia, e dos seus próprios filhos tomariam para que fossem oficiais na corte do rei da Babilônia.
Mas Ezequias se consolou refletindo que haveria portanto paz e segurança em seus dias. Ezequias construiu um açude e um aqueduto para trazer água para dentro de Jerusalém, através de um túnel, que foi descoberto recentemente.
Foi sepultado, com honras, na subida para os sepulcros dos filhos de Davi.-

 

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MANASSÉS

2 Reis 21:1-18 e 2 Crônicas 33:1-20

Manassés tinha doze anos quando começou a reinar e reinou durante cinquenta e cinco anos. Embora fosse filho de Ezequias, o rei mais fiel ao SENHOR de todos os que reinaram sobre Judá, ele caiu na idolatria mais perversa de toda aquela praticada pelos cananeus que haviam sido expulsos pelo SENHOR diante dos israelitas.
Ele tomou a edificar os altos que seu pai havia derribado, levantou altares aos baalins, fez postes-ídolos, edificou altares aos falsos deuses no próprio templo, a quem adorou, queimou seus próprios filhos como sacrifício, fez adivinhações, agouros e feitiçarias e tratou com necromantes e feiticeiros.
Ele foi também um rei sanguinário, tendo derramado "muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo".
Em vista disso, o SENHOR declarou através dos seus profetas que Jerusalém e Judá seriam severamente castigados, como já havia sido o reino do norte. Ele abandonaria de vez o resto do seu povo, entregando-o nas mãos dos seus inimigos por causa da sua infidelidade, que vinha desde a saída do Egito, séculos antes. Este castigo viria mais tarde.
No que conceme a Manassés, porém, o exército da Assíria veio e levou-o para a Babilônia preso com ganchos e arnarrado com cadeias. Angustiado, ele se arrependeu do seu pecado e clamou ao SENHOR, seu Deus, humilhando-se diante dEle. Mediante isto, Deus atendeu-lhe a súplica e o restaurou ao seu reino em Jerusalém. Manassés então reconheceu que o SENHOR era Deus.
Durante o resto da sua vida, Manassés fortaleceu o seu reino, tanto militarmente quanto espiritualmente: ele edificou parte do muro de fora de Jerusalém e o levantou muito alto; pôs chefes militares em todas as cidades fortificadas de Judá; tirou os deuses estranhos e o ídolo do templo, também todos os altares que edificara ali e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade; restaurou o altar do SENHOR, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR, Deus de Israel.
Contudo, o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao SENHOR, seu Deus. Quando morreu, foi sepultado no jardim da sua própria casa, o jardim de Uzá.

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AMOM

2 Reis 21:19-26 e 2 Crônicas 33:21-25

Amom tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou por apenas dois anos.
Ele fez o que era mau perante o SENHOR, como antes fizera Manassés, seu pai: serviu os ídolos a que ele servira e os adorou, assim desobedecendo e abandonando o SENHOR, Deus de seus pais.
Os seus servos conspiraram contra ele e o mataram em sua própria casa.
Ele foi também enterrado no jardim de Uzá.

 

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JOSIAS

2 Reis 22:1 - 23:30 e 2 Crônicas 34 - 35

O povo constituiu Josias rei depois de ferir todos os que haviam conspirado contra o seu pai, o rei Amom.
Ele tinha apenas oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. Nem antes nem depois houve rei em Israel que se convertesse ao SENHOR de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés, trazendo o maior reavivamento espiritual na história do povo.
Logo aos dezesseis anos ele começou a buscar o Deus de Davi, seu pai. Aos vinte anos, com doze no trono, começou a purificar Judá e Jerusalém, tirando-lhes os altos, os postes-idolos e as imagens de escultura e de fundição que seu pai havia novamente introduzido.
Ele presenciou pessoalrnente a derrubada dos altares dos baalins e despedaçou os altares do incenso que estavam acima deles; fez quebrar os postes-ídolos e as imagens de escultura e de fundição, e reduzí-los a pó; aspergiu esse pó sobre as sepulturas dos que lhes tinham sacrificado; também queimou os ossos dos sacerdotes sobre os seus altares. Isso tudo ele fez não só no reino de Judá, mas em toda a terra de Israel, no meio das ruínas deixadas pelos inimigos que o haviam destruído.
Seis anos depois, ele ordenou ao sumo sacerdote Hilquias que procedesse à reparação do templo com as ofertas recebidas de todas as tribos de Israel durante aquele tempo, e que fora ajuntado pelos levitas, guardas da porta do templo.
Esse dinheiro foi então entregue aos levitas que dirigiam a obra e tinham a seu cargo a Casa do SENHOR, para pagamento aos trabalhadores, aos carpinteiros e aos edificadores. Todos os levitas peritos em instrumentos músicos eram superintendentes dos carregadores e dirigiam a todos os que faziam a obra, em qualquer sorte de trabalho. Outros levitas eram escrivães, oficiais e porteiros.
Quando o dinheiro era tirado dos cofres, Hilquias achou o Livro da Lei do SENHOR, dada por intermédio de Moisés. Hilquias o entregou ao escrivão Safa, que o levou ao rei, e leu nele diante do rei. Ao ouvir e compreender as palavras da lei, ele rasgou as suas vestes em sinal de luto, pois percebeu quanto o povo de Israel havia se afastado dela, e a condenação a que estava exposto.
O rei ordenou a Hilquias, e com ele três outros oficiais, que fossem consultar ao SENHOR por parte dele e do restante do povo, porque grande fora o furor do SENHOR, que se derramara sobre eles porque seus pais não haviam obedecido aos mandamentos escritos naquele livro.
Eles foram consultar uma profetisa chamada Hulda, que habitava na Cidade Baixa, em Jerusalém. Ela lhes disse que o SENHOR, o Deus de Israel, lhes ordenava que falassem ao rei que todas as maldições escritas no livro que lhe haviam lido viriam sobre a terra e os seus moradores, porque O haviam deixado e adorado outros deuses. Mas quanto ao rei Josias, ele não veria todo o mal que viria sobre aquele lugar porque ele havia se enternecido e humilhado e chorado diante dEle. Ele iria em paz à sua sepultura.
O rei ordenou que todos os homens de Judá, todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes,os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior se reunissem com ele diante do templo; em seguida todas as palavras do Livro da Aliança que fora encontrado na Casa do SENHOR foram lidas diante deles. Feito isto, o rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o SENHOR, para O seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu a esta aliança.
Josias fez grandes reformas: purificou o templo de todo resquício de idolatria; eliminou por toda a terra os sacerdotes idólatras, matando os sacerdotes dos altos sobre os próprios altares; destruiu e profanou os objetos, altares, templos e monumentos aos deuses falsos; reinstituiu a festa da pascoa de conformidade com a Palavra de Deus que havia lido, de forma que foi celebrada como nunca fora desde os tempos dos juízes; aboliu os médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar, os ídolos e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei.
Inexplicavelmente, um dia ele saiu com seu exército para combater contra o do rei do Egito que estava em campanha contra a Assíria. O rei do Egito, Neco, lhe mandou mensageiros, declarando que nada tinha contra ele, e que cuidasse para não se opor contra Deus, que estava com ele.
Mas Josias disfarçou-se e prosseguiu a pelejar contra ele; foi ferido por uma flecha, levado para Jerusalém, e lá morreu, sendo sepultado nos sepulcros dos seus pais. Com isso, o reino de Judá passou a ser vassalo do Egito.

 

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JEOACAZ

2 Reis 23:31-33 e 2 Crônicas 36:1-4

Jeoacaz, filho de Josias, foi escolhido pelo povo da terra para ser rei em lugar de Josias, que havia morrido no confronto com os egípcios.
Ele tinha vinte e três anos, mas só reinou por três meses em Jerusalém, e fez o que era rnau perante o SENHOR.
O faraó Neco o depôs, prendeu e levou consigo para o Egito, onde morreu.
O faraó ainda impôs à terra uma multa de cem talentos de prata e um de ouro.

 

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JEOAQUIM

2 Reis 23:34 - 24:7 e 2 Crônicas 36:5-8

Jeoaquim (nome dado pelo faraó a Eliaquim, irmão mais velho de Jeoacaz que ele destituira), foi constituído rei por Neco em lugar do seu pai Josias.
Jeoaquim tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Ele também fez o que era mau perante o SENHOR.
Ele exigiu do povo, segundo a avaliação de cada um, prata e ouro para pagar a multa cobrada pelo faraó.
Três anos depois, o rei Nabucodonozor da Babilônia invadiu o reino de Judá e amarrou Jeoaquim com cadeias de bronze para levá-lo cativo à Babilônia. Mas mudou de idéia, aparentemente quando soube da morte do seu pai, Nabopolassar, e teve que voltar apressadamente por um atalho para assegurar os seus direitos no trono da Babilônia.
Tendo forçado Jeoaquim a prometer lealdade, ele se afastou levando consigo alguns cativos (inclusive Daniel), e utensílios da Casa do SENHOR, para uso no seu próprio templo. No ano seguinte (605 BC), Nabucodonozor derrotou o exército egípcio, assumindo assim o dominio sobre o Oriente Médio.
Jeoaquim se enfureceu contra os profetas do SENHOR que o censuravam e anunciavam a ruína próxima de Judá por causa da sua infidelidade a Deus, matou Urias (Jeremias 26:23) e queimou a Palavra de Deus que Jeremias havia escrito sobre Judá e Israel (Jeremias 36:23). Procurou também prender Jeremias e o seu escriba, Baruque, mas o SENHOR os escondeu (Jeremias 36:26).
Jeoaquim revoltou-se contra Nabucodonozor após três anos como seu vassalo, mas não teve paz porque foi então assediado por bandos de caldeus, siros, moabitas, e amonitas. 0 SENHOR os enviou contra Judá para o destruir, cumprindo a Sua palavra pelos profetas no tempo de Manassés, cuja iniquidade o SENHOR não perdoou (2 Reis 21:10-16).
Jeremias resume o caráter de Jeoaquim: "os teus olhos e o teu coração não atentam senão para a tua ganância, e para derramar o sangue inocente, e para levar a efeito a violência e a extorsão." Em vista disso, ninguém lamentaria a sua morte, e seria sepultado como se sepulta um jumento: "arrastá-lo-ão e o lançarão para bem longe, para fora das portas de Jerusalém." (Jeremias 22:17-19). De fato, nada se diz sobre o seu sepultamento.

 

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JOAQUIM

2 Reis 24:8-16 e 2 Crônicas 36:9,10

Joaquim, também chamado Jeconias ou Conias, filho de Jeoaquim, tinha dezoito anos e reinou por apenas três meses e dez dias. Ele também fez o que era mau perante o SENHOR.
O exército dos caldeus voltou e sitiou Jerusalém. Ao vir o próprio Nabucodonozor, Joaquim reuniu toda a sua corte e foi encontrar-se com ele.
Mas, conforme havia sido profetizado por Jeremias (22:24-28), Nabucodonozor prendeu a todos e os levou cativos para a Babilônia, com os mais preciosos utensílios da Casa do SENHOR, os tesouros da casa do rei, bem como todos os príncipes, todos os homens valentes, todos os artífices e ferreiros, ao todo dez mil; ninguém ficou, senão o povo pobre da terra.
Joaquim nunca voltou da Babilônia, mas depois de 36 anos de cárcere ou seja, aos 54 anos, ele foi libertado por um novo rei da Babilônia chamado Evil-Merodaque, que simpatizou com ele e lhe deu lugar de mais honra do que a dos outros reis que estavam com ele na Babilônia. Joaquim passou a comer na sua presença e recebeu dele uma pensão diária durante o resto da sua vida.

 

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ZEDEQUIAS 

2 Reis 24:17 - 25:7 e 2 Crônicas 36:11-21

Zedequias, nome dado a Matanias, era tio paterno de Joaquim, ou seja, irmão de Jeoaquim e filho de Josias.
Foi designado rei por Nabucodonozor em lugar de Joaquim, aos vinte e um anos e reinou por onze anos. Também ele fez que era mau perante o SENHOR, seu Deus, e não se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do SENHOR.
Ele fizera um tratado de sujeição a Nabucodonozor, mediante juramento a Deus, mas rebelou-se contra o rei. Obstinado, não se voltou ao SENHOR, Deus de Israel, mas prosseguiu em sua rebeldia, e mandou mensageiros ao Egito, pedindo que se lhe mandassem cavalos e muita gente (Ezequiel 17:15).
Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam mais e mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios; e contaminaram a casa que o SENHOR tinha santificado em Jerusalém.
O SENHOR compadeceu-se do povo e mandou-lhes mensageiros, mas o povo zombou deles, desprezaram as palavras de Deus e mofaram dos Seus profetas, entre os quais se encontrava Ezequiel até que subiu a ira do SENHOR contra o seu povo, e não houve remédio algum.
Perto do fim do nono ano do seu reinado, o rei Nabucodonosor veio com todo o seu exército, e se acamparam contra Jerusalém, sitiando a cidade por fora e levantando rampas de ataque ao redor dela. Exatamente um ano e meio depois, a cidade foi invadida, e todos os homens de guerra fugiram de noite escapando por entre os caldeus que a cercavam.
Também Zedequias fugiu, mas foi perseguido, aprisionado e levado à presença de Nabucodonozor para ser sentenciado: seus filhos foram mortos à sua vista, depois vazaram os seus olhos e foi levado atado com duas cadeias de bronze para a Babilônia.
Duas profecias foram assim cumpridas de forma notável: que Zedequias viria o rei da Babilônia face a face (Jeremias 32:4; 34:3), e que ele seria levado à Babilônia mas não a veria e seria morto ali (Ezequiel 12:13).
A Bíblia nos diz que foi o SENHOR que fez subir contra ele o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, na casa do seu santuário; e não teve piedade nem dos jovens nem das donzelas, nem dos velhos nem dos mais avançados em idade; a todos os deu nas suas mãos. "Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:31) e "Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode subsistir à tua vista?" (Salmo 76:7).

A queda de Jerusalém (586 AC)

A destruição final de Jerusalém foi executada por Nebuzaradã, chefe da guarda e servidor do rei da Babilônia.
Ele queimou a Casa do SENHOR e a casa do rei, como também incendiou todas as casas de Jerusalém e todos os edificios importantes. Também derrubaram os muros de Jerusalém, e Nabucodonozor levou para o cativeiro na Babilônia todos os que escaparam da espada, onde se tornaram seus servos e de seus filhos, até ao tempo do reino da Persia, "para que se cumprisse a palavra do SENHOR, por boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram ".
Os remanescentes ficaram sob o governo de Gedalias, nomeado por Nabucodonozor. Mas ouve uma rebelião em que ele foi morto por Ismael, da família real. Temendo uma vingança dos caldeus, o povo todo fugiu para o Egito.

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