Escatologia

 

 01- O QUE SIGNIFICA "ARREBATAMENTO DA IGREJA"?
Arrebatar quer dizer raptar, levar com ímpeto, com força, arrancar, resgatar, tirar. Para os crentes significa o momento glorioso em que Jesus, na Sua volta, levar a Sua Igreja para junto de Si. O arrebatamento dar-se-á "num abrir e piscar de olhos", em dia e hora que não sabemos. Como a Igreja compreende os vivos e os mortos - os que vivem com Cristo e os que morreram em Cristo - , no momento do arrebatamento "os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles (com os primeiros, os mortos) nas nuvens, PARA O ENCONTRO DO SENHOR NOS ARES, E ESTAREMOS PARA SEMPRE COM O SENHOR" Aleluia! (1 Ts 4.16-17).

02 - COMO SERÁ A DESTRUIÇÃO DA TERRA?
A Bíblia fala de novos céus e nova terra: "Como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer..." (Is 66.22); "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça" (2 Pe 3.13); "Então vi um novo céu e uma nova terra, pois já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (Ap 21.1) "Faço novas todas as coisas" (Ap 21.5). Logo, céu e terra passarão. A Bíblia ensina haver três céus: o primeiro, significando a atmosfera que circunda a Terra (Os 2.18); o segundo, o céu das estrelas (Gn 1.14-18); e o terceiro, também chamado Paraíso, é a habitação de Deus e de todos os salvos (Fp 1.23). O "FOGO" será o principal elemento a ser usado por Deus no derramamento de seus juízos sobre a Terra e na destruição de corpos celestes. Vejamos:

  • "Os céus e a terra se guardam para o fogo" (2 Pe 3.7)
  • "Os céus em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão" (Pe 3.12)
  • "O Senhor virá em fogo, e os seus carros como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo. Porque com fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda carne, e os mortos do Senhor serão multiplicados" (Is 66.15-16).
  • "Diante dEle um fogo consome, atrás dEle uma chama abrasa "(Jl 2.3).
Leia: Hb 10.26-27; Jl 2.30; Ap 20.9; 2 Ts 1.6-8; Lc 17.29-30.

03 - QUAL A SITUAÇÃO DOS QUE MORREM SEM CRISTO?
É a pior possível, difícil até de ser imaginada ou descrita. Os que morrem sem Cristo vão diretamente para um lugar de TORMENTOS, e ali aguardarão a condenação eterna. Nesse lugar, não terão a mínima chance de recuperação ou de salvação. É a morte eterna, ou seja, a eterna separação do Criador.(Lc 16.22-23). Nesse lugar tenebroso permanecerão até que se completem os mil anos do reinado de Cristo. Após esse período, ressuscitarão para receberem a condenação e serem lançados "no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda Morte". (Ap 20.5; 21.8; Jo 3.18)


04 - QUANDO SURGIRÁ O ANTICRISTO?
O Anticristo será a encarnação de Satanás, e iniciará seu governo aqui na Terra - será um governante mundial - logo após o arrebatamento da Igreja, e exercerá o seu domínio durante sete anos, tempo em que durará a Grande Tribulação. Na metade dos sete anos, esse monstro enganará a muitos, operando sinais e maravilhas. Depois disso, mostrará sua verdadeira face e exigirá que seja adorado como Deus. Leia: Dn 7.8, 24, 25; Dn 9.27; Dn 11.36-45; 2 Ts 2.1-12; Ap 11.6-7; 13.7, 15-18; 19.15-21


05 - O QUE É ESCATOLOGIA?
É o estudo sistemático e lógico das doutrinas relativas às últimas coisas, tais como "Arrebatamento da Igreja", "Tribunal de Cristo", "Grande Tribulação", "Milênio", "Bodas de Cristo", "Julgamento Final", Novos Céus e Nova Terra",etc


06 - EM QUE ÉPOCA RESSUSCITARÃO OS ÍMPIOS?
Os mortos SEM CRISTO, ou seja, os que não são filhos de Deus, ressuscitarão ao final do Milênio, no fim do reinado milenar de Jesus Cristo. Ressuscitarão para receberem a condenação eterna. "Muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e desprezo eterno" (Dn 12.2). "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem" (Ap 20.5) (Jo 5.28-29). Todavia, os que morrerem em Cristo, ou seja, os filhos de Deus, ressuscitarão na segunda vinda de Jesus (1 Ts 4.16-17).


07- COMO SERÁ A SEGUNDA VINDA DE JESUS?
Jesus prometeu voltar. Em várias ocasiões Ele afirmou que voltaria. Não mais para "buscar as ovelhas perdidas", mas para buscar a Sua Igreja e derramar seus juízos sobre a Terra. Na primeira fase de Sua volta, Ele arrebatará o povo de Deus; na Segunda fase, sete anos depois, fará justiça sobre as nações ímpias e estabelecerá Seu reinado por mil anos (1 Ts 4.16-17; Ap 20-22). A primeira fase será secreta e só a Igreja sentirá seus efeitos. A segunda fase - conhecida como revelação - todos O verão.


09- O QUE É "O DIA DO SENHOR"?
Não será um dia comum, um dia terrestre de 24 horas. O Dia do Senhor, de que muito fala a Bíblia, será um período de mais de mil anos. Começará após o arrebatamento da Igreja, e terminará depois da criação dos novos céus e nova terra e do reino milenar de Cristo, passando pela Grande Tribulação, onde o Anticristo estará em plena atividade. Vejamos o que a Palavra diz sobre esse Dia: "O Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido..."(Is 2.12); "Pois o Dia do Senhor está perto, e virá como assolação da parte do Todo-Poderoso" (Jl 1.15); "O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor" (Jl 2.31); "Certamente aquele dia vem; arderá como fornalha "(Ml 4.1); "Porque vós sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite" (1 Ts 5.2). Esse grande e terrível Dia do Senhor diz respeito aos tempos do fim, ao Juízo Final, ao julgamento dos ímpios. Exclui-se desse período o arrebatamento da Igreja, chamado de "Dia de Cristo" pelo apóstolo Paulo (Fp 1.6,10). A retirada do povo de Deus da terra faz parte do Plano Divino para a restauração de todas as coisas. Os não arrebatados - os ímpios, os transgressores da lei, os que não quiseram dar ouvidos ao Evangelho; os que se rebelaram contra Deus; os que não aceitaram Jesus como Senhor e Salvador - estes ficarão na terra e experimentarão tempos de muita aflição.


10- QUAL O SIGNIFICADO DE "AS BODAS DO CORDEIRO"?
A expressão "Bodas do Cordeiro" define o encontro da noiva (a Igreja) com o seu noivo (Jesus), agora unidos para sempre. Será a celebração desse casamento, uma festa de grande alegria e glória. "Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe glória! Pois são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se aprontou" (Ap 19.7). É importante sabermos que enquanto se realiza a celebração das Bodas, os que ficaram na Terra, estarão passando pela mais terrível tribulação de todos os tempos. Nas Bodas, o Senhor cumprimentará a todos, e todos O conhecerão de perto, e falarão com Ele. A alegria desse momento é muito grande. Todavia, o clima será também de expectativa, porque Jesus, após esta celebração, descerá à Terra para a grande batalha contra o Anticristo e seus exércitos, no sombrio vale do Armagedom. "Bem-aventurados os que são chamados à ceia das Bodas do Cordeiro" (Ap 19.9). É bom não esquecermos que ao instituir a Santa Ceia, quando disse aos apóstolos para que, em sua memória, comessem do pão e bebessem do cálice, Jesus prometeu que aquela celebração seria repetida no céu: "E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da vide, ATÉ AQUELE DIA EM QUE O BEBA DE NOVO CONVOSCO NO REINO DE MEU PAI" (Mt 26.29). Nesta, Jesus preparou-se para o sacrifício da cruz; na Ceia das Bodas, Jesus estará se preparando para derrotar o mal sobre a face da Terra: aniquilar o diabo, o Anticristo, as nações ímpias, e instalar seu reino milenar.


11- O QUE É TRIBUNAL DE CRISTO?
Todos os salvos, após o arrebatamento, comparecerão diante do Redentor, ocasião em que haverá uma avaliação do que fizemos ou não fizemos; uns receberão louvor; outros, censura: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal" (2 Co 5.10).
Quem julgará: Cristo, o Justo Juiz (Jo 5.22; Is 33.22).
Quem será julgado: todos os salvos, sem exceção. "Pois todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10).
Onde será o Tribunal: no céu. Em outro lugar não poderia ser. O céu é a morada de Deus, e é para lá que iremos.
Como será o julgamento: tudo será transparente e público, ou seja, o que tivermos feito por meio do corpo, de bom ou ruim, será conhecido por todos os presentes. Nada ficará encoberto: "Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4.13)
O julgamento dos crentes não será para condenação. A nossa salvação está garantida pelo sacrifício de Jesus. O julgamento será para galardoar aqueles que foram fiéis; que não enterraram seus talentos; que souberam utilizar os dons espirituais e ministeriais recebidos; que, enfim, cumpriram a contento a missão que o Senhor lhes confiou. Estes receberão aprovação divina, recompensa e honra (Mt 25.21; 1 Co 3.12-14; Rm 2.10). Os servos negligentes receberão reprovação divina, ficarão envergonhados e sofrerão perdas (1 Co 3.15).
Tudo será revelado: nossos atos mais ocultos; nossas palavras; nosso caráter. Nada ficará encoberto. É o momento de prestarmos contas de nossas ações, de nossa fidelidade; nosso zelo pela obra do Senhor na Terra. Não devemos ficar atemorizados diante da perspectiva desse julgamento. Ali estará o nosso Salvador em quem confiamos. Mas devemos procurar crescer a cada dia como filhos de Deus, separados para o seu Reino. Fiquemos com estas palavras: "Ora, já está próximo o fim de todas as coisas. Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração. Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para os outros, sem murmuração. Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pe 4.7-10).


12- O QUE SIGNIFICA "O MILÊNIO"?
O que é o Milênio - É o período de mil anos em que Cristo reinará na Terra, ou seja, é o reinado milenar de Cristo Jesus (Apocalipse 20.4).
Quando terá início - Iniciar-se-á depois dos seguintes eventos: Grande Tribulação; prisão do Diabo por mil anos; destruição do Anticristo, de seus exércitos e do falso profeta; julgamento das nações "vivas" (Mateus 24.30; Apocalipse 16.16; 19.20-21; 20.2-3).
Quem participará do Milênio - Participarão:

  1. Os salvos de todas as épocas, compreendendo os fiéis do Antigo Testamento; a Igreja (Novo Testamento), e os salvos vindos da Grande Tribulação, TODOS em corpos celestiais, espirituais, glorificados (1 Tessalonicenses 4.16-17; Apocalipse 19.14; 20.4). Por possuírem corpos glorificados, sobre os quais a matéria não terá domínio, estes salvos, participantes do Milênio, transitarão tanto na Terra como no Céu. Lembremo-nos de que Jesus esteve por quarenta dias (Atos 1.3) na Terra num corpo assim, e como esse mesmo corpo foi elevado aos Céus.
  2. Os judeus salvos da Grande Tribulação; os gentios poupados no julgamento das nações; os nascidos durante o Milênio. Estes, em seus corpos naturais, é claro. Somente os justos serão admitidos no reino de Cristo (Mateus 25.37; Isaías 26.2; 60.21).
Os títulos e nomes de Jesus em razão do Milênio - O Renovo (Isaías 4.2: 11.1; Jeremias 23.5; 33.15; Zacarias 3.8,9; 6.12,13); Senhor dos Exércitos (Isaías 24.23; 44.6); O Ancião de Dias (Daniel 7.13); O Altíssimo (Daniel 7.22-240); O Rei (Isaías 33.17; 44.6; Daniel 2.44); O Juiz (Isaías 11.3,4; 16.5; 33.22; 51.4,5); O Messias Príncipe (Daniel 9.25.26). Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19.16).
As principais características e propósitos do Milênio - A finalidade maior é restaurar: restaurar a paz, a justiça, a prosperidade, a longevidade. Violência, nunca mais; fome, epidemias, terremotos, inundações, escassez de água, poluição, drogas, vícios de qualquer natureza; falta de alimentos; secas; pragas, injustiças sociais; corrupção; assaltos, estupros; ocultismo; desamor, abortos; desequilíbrio ecológico, crianças desamparadas... nunca mais! Haverá perfeita harmonia do homem com a Natureza; do homem com seu Criador; dos animais com o homem; entre os homens haverá perfeito amor fraternal.
Embora as pessoas do Milênio continuem com suas naturezas pecaminosas herdadas do primeiro casal, não mais sofrerão as influências maléficas do Diabo (2 Co 4.4). Isto não quer dizer que ninguém cometerá pecado. Ímpios ainda surgirão nesse período, porém em número bem reduzido. Especificaremos alguns dos benefícios oriundos do reino milenar de Cristo:
  1. A Terra não mais será amaldiçoada. As maldições como castigo pela desobediência do primeiro casal serão removidas (Gênesis 3.14, 17-18; Isaías 55.12-13).
  2. Haverá profundas transformações nos rios, nos mares e nas águas subterrâneas: "Abrirei rios nos altos desnudos, e fontes no meio dos vales. Tornarei o deserto em açudes de água, e a terra seca em mananciais" (Isaías 11.15; 41.18; Ezequiel 47.1-12). Isto significa água abundante para todos e fartura de peixe, de frutas, de cereais.
  3. Haverá perfeita comunhão entre os animais e entre estes e os homens. Os animais antes ferozes não atacarão os homens (Isaías 11.6-8).
  4. O conhecimento de Deus alcança a todos, porque o Diabo não mais poderá "cegar o entendimento" das pessoas (2 Coríntios 4.4; Isaías 11.9; Jeremias 31.34).
  5. O gênero humano no Milênio se multiplicará rapidamente. Não haverá mulheres estéreis: "Multiplicar-lhes-ei os homens como rebanho... as cidades desertas se encherão de homens"; "as praças de Jerusalém se encherão de meninos e meninas" (Ezequiel 36.37-38; Zacarias 8.4-5).
  6. As doenças serão bastante reduzidas. Muitas enfermidades crônicas serão curadas (Isaías 33.24; 35.5-6).
  7. Os habitantes da Terra viverão mais tempo. Estarão livres dos alimentos contaminados e de outros males que impedem uma vida longa: "aquele que morrer com cem anos, será tido por jovem" (Isaías 65.20-22).
  8. Haverá perfeita comunicação entre Deus e seus filhos: "Antes que clamem, responderei; estando eles ainda falando, os ouvirei" (Isaías 65.24). Aleluia!
  9. Cessarão as hostilidades entre os países. Enfim, haverá paz e prosperidade na Terra (Isaías 2.4; 35.1-2).
  10. A justiça predominará: "Reinará um rei com justiça" (Isaías 32.1).
  11. O Senhor Jesus conterá a fúria dos furacões, dos tornados, terremotos, maremotos, vulcões, e de todos os fenômenos naturais que abalam e devastam a humanidade (Isaías 32.2; 25.4).
Então, devemos continuar orando: VEM, SENHOR JESUS (Ap 22.20).

13- COMO SE DARÁ O JULGAMENTO DAS NAÇÕES?
"Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra. Ajuntai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos (ó SENHOR), faze descer ali os teus fortes! Movam-se as nações e subam ao vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o dia do SENHOR está perto no vale da Decisão" (Joel 3.2, 11,12, 14).
Em Mateus 25 Jesus revelou que na sua vinda em glória, com todos os santos anjos, as nações reunidas diante dele serão assim divididas: nações-ovelhas (os justos) ficarão à sua direita; as nações-bodes (os ímpios) à esquerda; e os "irmãos", que devem ser o povo judeu, irmãos de Jesus segundo a carne. Os justos irão para a vida eterna; os ímpios para o castigo eterno. (Mateus 25.31-46). Estarão ali, também, as nações que não se aliaram ao Anticristo e que sempre reconheceram Israel como a herança de Deus. A essência desse juízo é o julgamento dos opressores do povo judeu (Leia Joel 3.2; Gn 13.3; Zc 12.3).
Apocalipse 20.11-15 trata do julgamento do Grande Trono Branco - o Juízo Final: "Os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo" (vv. 12,15).
Tem havido entre os estudiosos da Bíblia interpretações discordantes quanto ao julgamento das nações de que trata Joel 3. Uns crêem que este juízo associa-se ao Juízo Final de Apocalipse 20.11-15 e Mateus 25.31-46, sendo este apenas uma continuação daquele. Todavia, há diferenças entre um e outro julgamento, ou seja, entre o julgamento das nações e o do Grande Trono Branco. Vejamos:


Juízo de Mateus 25.31-46 (Joel 3) Juízo de Ap 20.11-15
Julgamento dos vivos Julgamento dos mortos
Antes do Milênio Depois do Milênio
Na terra No espaço
Ovelhas, bodes e irmãos presentes Só os perdidos
Julgamento coletivo Julgamento individual
Sem ressurreição, exceto dos mártires da Grande Tribulação (Ap 20.4) Após a 2a ressurreição

Esse primeiro julgamento de Mateus 25.31-46 objetiva selecionar as nações que ingressarão no Milênio, ou seja, as que farão parte no reino milenar de Cristo. Vejam: "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o REINO que vos está preparado desde a fundação do mundo"(Mt 25.34).


14- COMO ENTENDER A BATALHA DO "ARMAGEDOM"?
A guerra do Armagedom (Ap 16.16)
Armagedom significa "vale do Megido". Megido ou Esdrelon é uma planície de Israel, em Samaria, na região da Palestina. Esse vale foi palco de sangrentas guerras no passado. No sentido profético, Armagedon significa derrubar, matar, cortar, decepar, lugar de mortandade. Este lugar de matança é chamado de "lagar" em Apocalipse 14.20.
Profecias - "Chegará o estrondo até a extremidade da terra. O Senhor entrará em juízo com toda a carne, e os ímpios entregará à espada"(Jr 25.31-38; Jl 3.1-16; Sf 3.8). "Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém...então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações" (Zc 14.2-5).
Quando será iniciada - Na segunda metade da Grande Tribulação, provavelmente já no final desse período. Será uma guerra de curta duração. Os judeus não suportariam uma guerra prolongada, haja vista o poderio bélico dos adversários.
A finalidade do confronto - A guerra será centralizada na terra de Israel, porém com desdobramentos e combates por todo o mundo (Jr 25.31). Os exércitos de todas as nações aliadas ao Anticristo marcharão sobre Israel, objetivando a destruição de Jerusalém e do povo de Deus. O Anticristo colocará em guerra todo o seu poder de fogo: armamentos sofisticados; bombas de última geração, tudo muito superior ao que hoje conhecemos. Tal confronto atende aos planos de Deus.
O sentido figurado - Não nos alinhamos entre os que rejeitam a idéia de uma batalha literal, onde tropas fiéis ao Anticristo estariam realmente marchando sobre Israel. Acreditamos que haverá, de fato, uma grande batalha mundial, envolvendo cristãos e anticristãos; uma guerra de grandes proporções como jamais ocorreu na história da raça humana. O Senhor Jesus intervirá no momento certo: o Anticristo e seus exércitos serão aniquilados, e muitos judeus se converterão e serão salvos.


15- COMO ENTENDER AS "70 SEMANAS DE DANIEL"?
Por sua fundamental importância nos estudos da Escatologia, e pelas dificuldades em sua interpretação, a profecia das SETENTA SEMANAS de Daniel desperta muito interesse. Entre os teólogos não há consenso quanto alguns aspectos. Por exemplo, um grupo segue a interpretação contínua, segundo a qual a septuagésima semana segue a sexagésima-nona, sem nenhum intervalo. Outro, defende a teoria do intervalo, ou seja, 69 semanas já se cumpriram, mas falta o cumprimento da septuagésima semana. Estamos acordes com a interpretação que admite um intervalo.

O CONTEXTO - erusalém estava praticamente destruída. Seu povo, inclusive o profeta Daniel, foi levado cativo para a Babilônia, sob as ordens de Nabucodonosor, a quem deveria servir por 70 anos (2 Crônicas 36.17-21; Jeremias 25.11). Daniel inquieta-se porque os 70 anos de cativeiro são findos e não recebe de Deus qualquer palavra sobre a restauração da Cidade Santa e restauração espiritual do povo. Daniel intercede pelo seu povo e Deus responde, através do anjo Gabriel.
A PROFECIA - Daniel 9.24: "Setenta Semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos". 9.25: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos".
9.26: "E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias, e já não estará; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações".
9.27: "E ele fará firme aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador".

A INTERPRETAÇÃO - As 70 semanas são 490 anos, considerando-se tratar-se de semanas de anos ("setenta setes") e não semanas de dias. Esses 490 anos estão divididos em dois períodos:
  1. o primeiro período é de 69 semanas, igual a 483 anos ou 173.880 dias, considerado ano profético de 360 dias (69 x 7 x 360). Esse período - que é o marco inicial das 70 semanas - inicia-se com a "saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém" (Daniel 9.25), e teve seu cumprimento em Neemias 2.1-8 (Ano vigésimo do Artaxerxes, mês de nisã). Esse período termina com a manifestação do Messias como Príncipe de Israel (Lucas 19.28-40; Zacarias 9.9) Este primeiro período de 69 semanas é dividido em duas partes na profecia: uma de sete semanas (49 anos), e outra de 62 semanas (434 anos). Logo após esse primeiro período de 69 semanas, o "Messias foi tirado" (morto) e a cidade santa destruída: a morte de Jesus na cruz ( Lucas 23.46) e a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C.).
  2. entre o primeiro e segundo período, existe uma lacuna profética, um intervalo. É um tempo de duração indefinida quanto à quantidade de semanas/anos. Esse intervalo se prolongará até o arrebatamento da Igreja e o consequente aparecimento do anticristo, quando terá início a última semana da profecia, a septuagésima semana.
  3. o segundo e último período da profecia, a tão conhecida SEPTUAGÉSIMA SEMANA DE DANIEL, iniciar-se-á com o surgimento do anticristo, "o príncipe que há de vir" (Daniel 9.26, Ap 6.2), e terminará com a volta do Messias, com poder e glória, para Seu reinado milenar (Ap 20.1-6). Esta semana, ou sete anos, será dividida em dois períodos distintos de três anos e meio, ou 1260 dias, ou 42 meses. O anticristo fará uma aliança com Israel por todo o período de sete anos, mas na metade desse tempo quebrará o acordo e fará cessar a adoração a Deus (Daniel 9.27; Ap 11.2; 12.6; 12.14; 13.5).
Observações:
1) As 70 semanas que estão determinadas têm os seguintes propósitos (Daniel 9.24):
  1. extinguir a transgressão
  2. dar fim aos pecados
  3. expiar a iniquidade
  4. trazer a justiça eterna
  5. sela a visão e a profecia
  6. ungir o Santo dos santos
2) As 69 semanas (173.880 dias) contadas "desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém", em 14.3.445 a.C. (veja obs. n. 8, abaixo), findam exatamente no dia 6 de abril de 32 d.C., dia da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Vejamos os cálculos feitos por Alva J. Mc Clain (cálculo dos dias decorridos entre 14.3.445 a.C. e 6.4.32 d.C.):
445 a.C. a 32 d.C 476 anos (AC 1 até DC 1 = 1 ano)
476 x 365 173.740 dias
Aumento dos anos bissextos 116 dias (3 a menos em 4 séculos)
14 de março a 6 de abril 24 dias
TOTAL 173.880 dias

(Considerar que o ano do século (100, 200, 300, 400...) não é bissexto, exceto quando divisível por 400. Na transformação para dias do nosso calendário, o ano passa a ser de 365 dias).
3) Oscapítulos 6 a 19 do Apocalipse dizem respeito à septuagésima semana de Daniel, ou seja, os eventos escatológicos ali mencionados (o derramar dos juízos de Deus, por exemplo) ocorrerão durante aquele último período da profecia. Diríamos que no Apocalipse a profecia das setentas semanas está no varejo, ampliada, detalhada.
4) A profecia relaciona-se diretamente com a nação de Israel e a cidade de Jerusalém (Daniel 9.24). Antes de iniciar a septuagésima a Igreja será arrebatada (1 Ts 1.10; Ap 3.10).
5) Note-se que o tempo da Igreja, a destruição de Jerusalém e o Calvário estão incluídos no intervalo: entre o fim da 69a semana e o começo da seguinte, da septuagésima. Este tempo é também chamado de lacuna profética.
6) A Bíblia não relata, mas há o registro histórico da tomada de Jerusalém pelo general romano Tito, no ano 70 d.C., depois de um cerco de cinco meses, com o emprego de uns 100.000 homens. Estima-se em um milhão a perda de vidas nessa catástrofe. Cumpriu-se assim Daniel 9.26: ..."o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário" (v. Lucas 21.20).
7) Nosso Senhor legitimou a profecia das Setentas Semanas ao fixar a Grande Tribulação dentro da Septuagésima (Mateus 24.15-22; Marcos 13.14-20).
8) Neemias 2.1-8: Artaxerxes I, rei da Pérsia, foi elevado ao trono em 465 a.C. Logo, o "ano vigésimo do rei" deu-se em 445 a.C. E como não está indicado o dia do mês, fica entendido ser o primeiro dia do mês nisã (conforme costume judaico), que em nosso calendário corresponde a 14 de março. Daí porque o ponto de partida da profecia, ou seja, a "ordem para reedificar Jerusalém" (Daniel 9.25) é o dia 14 de março de 445 a.C. Conforme cálculo, o fim das 69 semanas, contadas a partir de 14.3.445 a.C., deu-se em 6 de abril de 32 d.C., data em que Jesus foi aclamado Rei em Jerusalém: "Bendito o Rei que vem em nome do Senhor" (Lucas 19.28-40).
9) A resposta sobre as Setentas Semanas de Daniel não se esgota nestas palavras. O livro de Daniel é uma fonte inesgotável para pesquisa e debate.
Fonte: "As Setenta Semanas de Daniel", de Alva J. Mc Clain; Bíblia de Estudos Pentecostal.

16- O QUE SIGNIFICA “QUANTO AOS TÍMIDOS”?
Pergunta enviada à Bíblia World Net

A consulente reporta-se a Apocalipse 21.8: “Mas, quanto aos MEDROSOS, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a Segunda morte.” Na versão RC (Almeida Revista e Corrigida), temos “Quanto aos TÍMIDOS”; na versão BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje), temos “quanto aos COVARDES”; na versão RA (Almeida Revista e Atualizada, lê-se “Quanto aos COVARDES”; na versão ASV (American Standard Version), “Quanto aos TÍMIDOS (medrosos, receosos)”.
Tímidos, medrosos e covardes, no caso específico, são palavras semelhantes. O entendimento é que Deus condena aqueles que não aceitam as verdades bíblicas com receio de serem criticados, desaprovados ou repreendidos pelos ímpios. Temem perder posições sociais, status, amizades, prestígio. São os que se envergonham de sua condição cristã; não dão testemunho de Cristo em suas vidas. Esses são os tímidos, covardes e medrosos. Jesus afirmou: “Qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos”(Lucas 9.26).




 

       

 

 

Escatologia


Introdução

           Escatologia é o estudo das coisas ocultas, daquilo que está por detrás das cortinas.
     Em Daniel 9:24-27 encontramos o anjo falando a Daniel sobre as 70 semanas designadas por Deus sobre o povo de Israel e sobre a santa cidade: Jerusalém.
     Muitos acontecimentos escatológicos estão contidos nestas setenta semanas de Daniel.  O anjo dividiu as setenta semanas em três períodos.  Vamos estudar os três períodos das setenta semanas.
  • 1º período – sete semanas
  • 2º período – sessenta e duas semanas
  • 3º período – uma semana
       As setenta semanas de anos, formando um total de 490 anos.  Destas setenta semanas, sessenta e nove semanas já aconteceram no meio do povo de Israel.  Resta apenas a última semana a se cumprir.  Isto acontecerá após o arrebatamento da igreja, pois, esta última semana é a semana da Grande Tribulação.

Vamos então por etapas:

1º período – Sete Semanas

       São os quarenta e nove anos que foram gastos na reconstrução de Jerusalém com os seus muros.  Desde a saída da ordem, disse o anjo a Daniel, até a conclusão da reconstrução, sete semanas, ou seja, 49 anos.
       Que ordem é esta?  Esta ordem foi dada pelo rei Ciro, o homem que Deus levantou para reconstruir Jerusalém.  E segundo a Bíblia, Ciro foi chamado de pastor e ungido de Deus.  Deus o constituiu ministro para este importante negócio.  Isaias 44:28, 45:1-14.  Deus falou a respeito de Ciro 200 anos aproximadamente, antes dele nascer.
       Com a derrota do império babilônico através de Dario, regente de Ciro, o império Medo-Persa tomou conta de todo o mundo e Ciro deu liberdade religiosa às nações que ao seu império ficaram submissas, e dentre essas nações, Israel foi beneficiada.  Entretanto, a Israel, não somente Ciro deu liberdade religiosa, mas também se compadeceu de uma Jerusalém destruída pelos imperadores que o antecederam e deu ordem para que toda Jerusalém com a casa de Deus e seus muros, fossem reconstruídos.  (Esdras 1:1-11, 3:7, 5:13, 6:3-4)  Depois dele, seus sucessores seguiram sua orientação, dentre eles o rei Artaxerxes.  Esdras 7:21-26
       O livro de Neemias também quase todo se dedica à reconstrução de Jerusalém com seus muros e seu templo.  Portanto, as sete primeiras semanas foram gastas na reconstrução de Jerusalém.

2º período – Setenta e Duas Semanas

       As últimas sessenta e duas semanas começaram exatamente depois da reconstrução de Jerusalém até o Calvário.  Sessenta e duas semanas de angústia e sofrimento.  Israel muito sofreu, perseguido pelos imperadores impiedosos e cruéis.  Principalmente nos 400 últimos anos, Israel muito sofreu porque teve o abandono de Deus.  Deus silenciou a respeito de Israel, não falando nem por sonho, nem por visões, nem por profetas.
       Foram quatrocentos anos de total silêncio, sem ouvir a voz de Deus.  Na época dos Macabeus então, o sofrimento foi crucial.
       No final das 62 semanas apareceu então o Messias.  E com a sua morte, foi concluído então este período igual a 434 anos.  Juntando com as outras sete semanas, ou seja, quarenta e nove anos, houve um total de sessenta e nove semanas ou 483 anos.
       Então, essas primeiras 69 semanas, foram exatamente da saída da ordem através do rei Ciro para reconstrução de Jerusalém, até a retirada do Messias.
       Estamos vivendo agora o intervalo da penúltima para a última semana.  Esta última semana está para acontecer logo após o arrebatamento da igreja.
       Do calvário para cá, Deus resolveu cancelar o programa com os judeus, metendo-o numa gaveta, a gaveta do tempo, e resolveu abrir um novo programa para um outro povo, e este povo somos nós os gentios.  Porque outrora éramos considerados publicanos, um povo desqualificado, mas pela misericórdia de Deus, por intermédio da morte vicária de Jesus Cristo, Deus olhou para o outro povo que não era o seu, isto é, os gentios (Romanos 11).
       Então os gentios por intermédio de Jesus Cristo, puderam ter acesso também a esta graça.
       A dispensação da graça então é destinada aos gentios.  Do calvário para cá um novo programa foi aberto.  Mas esta dispensação terá o seu término exatamente quando a igreja for arrebatada e isto já está para acontecer.  Antes que a última semana aconteça, Jesus virá buscar a sua igreja.

A SEGUNDA VINDA DE JESUS

       Acerca da segunda vinda de Jesus Cristo, a Bíblia nos fala 1.845 vezes, sendo, 1.527 vezes no Antigo Testamento, e 318 vezes no Novo Testamento.
       A segunda vinda de Jesus divide-se em duas fases:  fase invisível e fase visível.
       A fase invisível é o rapto ou arrebatamento da igreja.
       A fase visível é aquela em que Jesus virá já com a igreja, quando todo o olho O verá.  (Apocalipse 1:7 e Mateus 24:29-30)

3º período – Uma Semana

       De uma fase para outra, haverá um espaço de sete anos.  É justamente neste espaço, neste intervalo, entre a primeira fase e a segunda, que acontecerá a última semana que Deus mostrou a Daniel.        Uma semana de sete anos, é o período da grande tribulação na terra.  A igreja estará em delícias eternas no céu.  Ali haverá três acontecimentos importantes:
  • A noiva será apresentada ao noivo.
  • O julgamento da igreja.
  • As bodas do Cordeiro.
        Portanto aí estão as divisões da segunda vinda do nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos estudar por partes:

FASE INVISÍVEL DA VINDA DE JESUS

O Arrebatamento

Disse Jesus:  “E quando estas coisas começarem a acontecer, levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.”  (Lucas 21:28).
       Que coisas são estas?  São exatamente os sinais que antecedem este grande dia, este grande evento, o arrebatamento.
       Israel por exemplo é um desses grandes sinais.  Jesus falou acerca disso em Lucas 21: 29-30.
"E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as que perto está já o verão".   Lucas  21.29-30
       A figueira é uma árvore da Palestina, que quando começa a florescer, está anunciando o verão naquela região. Jesus comparou esta figueira a Israel, dizendo que Israel é esta figueira que está florescendo, anunciando o verão espiritual do arrebatamento.  Realmente, Israel começou a florescer do ano 70 para cá.  Foi disperso por todas as nações (Lucas 21: 20-24).
       Por mais de 1900 anos, Israel esteve longe de sua terra, de seus costumes, de sua comunidade, ficando totalmente uma nação despatriada.  Entretanto, Israel se manteve fiel aos seus princípios religiosos.  Acerca disto, Deus usou o profeta Ezequiel, mandando que ele profetizasse sobre aquele vale de ossos secos.  Quando Ezequiel profetizou, cada osso se ajuntou ao seu osso e sobre os ossos apareceram nervos, carnes e pele, formando corpos, e um grande exército ficou em pé, porém não entrou neles o espírito. (Ezequiel 37: 1-14).
       A partir de 14 de maio de 1948, quando a ONU reconheceu Israel como novo Estado naquela região do Oriente, Israel que era uma das mais antigas nações, agora é uma das mais novas.  Hoje Israel é uma potência os sentidos econômicos, sociais e militares.  No mundo da agricultura, Israel mostrou verdadeira capacidade.  Agora eles têm mais de 250 mil hectares de terras, onde outrora era um deserto.  Terras infrutíferas que agora são tão férteis, produzindo frutos, flores, legumes, os quais são exportados para toda a Ásia e para Europa.
      Israel está florescendo. Só falta entrar o espírito.  E este espírito entretanto, só entrará após o arrebatamento da igreja.  (Ezequiel 37:8-10).  O que prova que está por um fio a volta de Jesus.
       Israel já se prepara para viver a última semana.  Antes de esta semana chegar, a igreja subirá ao encontro de Deus.
       Um outro sinal é a união do continente europeu para receber o seu líder.  A Europa já está se unificando para fins comerciais, políticos, econômicos e por certo, religiosos.  Ali haverá  uma só moeda, uma só bandeira, sem fronteiras comerciais.  Sendo a Europa um dos continentes mais evoluídos do mundo, por certo os demais continentes imitarão seu exemplo no sentido global.
       Já temos o Mercosul, o Merconorte e os Tigres Asiáticos.  Um só homem tomará conta do mundo inteiro, e este líder é o anticristo.  Um homem superdotado em conhecimento, em administração e em outras áreas.  Por aí se vê que o anticristo se aproxima de maneira veloz para comandar esta última semana, a semana da Grande Tribulação.  Antes dele, viera Jesus para arrebatar os salvos.
       Além destes, temos outros sinais característicos como terremotos, maremotos, fome, guerras, rumores de guerra, pestilências, como o câncer, a AIDS que aí estão desafiando a ciência.  Vemos também a crise religiosa, e a frieza na fé, a iniqüidade se multiplicando e o amor se esfriando.  (Malaquias 24: 4-14)   Jesus está voltando para buscar a sua igreja, e quando a trombeta tocar, os mortos ressuscitarão primeiro.

A RESSURREIÇÃO

       A Bíblia nos fala de duas ressurreições (Daniel 12:2).
       A primeira se divide em três grupos:
  • O primeiro grupo já aconteceu na ressurreição de Cristo (Mateus 27: 51-53 – I Coríntios 15:23)
  • O segundo grupo ressuscitará no arrebatamento da igreja (I Tessalonicenses 4: 13-18 – I Coríntios 15: 51-53)
  • O terceiro grupo ressuscitará no fim da Grande Tribulação.  Serão aqueles que não adorarem a Besta (Apocalipse 20: 4-5).

       Estes três grupos compõem a primeira ressurreição.  Bem-aventurados os que fazem parte da primeira ressurreição.
       A segunda ressurreição entretanto, dar-se-á mil anos depois, perante o Trono Branco, quando os ressuscitados serão julgados e ditatorialmente condenados (Apocalipse 20:12)
    O arrebatamento então dar-se-á desta maneira: A trombeta de Deus tocando, as sepulturas dos cemitérios de todo o mundo se abrindo, os mares, o fogo, as matas darão os seus mortos.  Os mortos ressuscitados e os vivos transformados, todos juntos voaremos ao encontro do Senhor nos ares.  Será um momento inédito em toda história da humanidade.
       Você meu irmão em Cristo, prepare-se, vigie e cuide-se, porque o momento está chegando.  Não deixe o diabo te derrubar (Mateus 25: 13, 26:41 – Marcos 13:33-377 – I Coríntios 10:12).
      O momento está chegando, maranata, o Senhor vem breve.  A igreja voará ao encontro do Senhor nas nuvens e para sempre estaremos com Ele na glória celestial.

A GRANDE TRIBULAÇÃO

       Enquanto isso, começará na terra o período mais negro da história da humanidade, o período da grande tribulação.
     Quando isto acontecer, a trindade maligna tomará conta deste mundo e governará com vara de ferro.  A partir de então, para comprar e vender, será necessário ter o sinal da besta tanto na testa como na mão.  Serão dias trabalhosos, de muita angústia, quando o povo judeu sofrerá horrores nesta terra.  Além disto, um tributo muito alto estarão pagando pela  rejeição que fizeram a Jesus quando aqui na terra esteve.  Ele foi rejeitado pelos judeus, crucificado, morto, e agora a Grande Tribulação será o grande juízo de Deus sobre todo o mundo, em especial sobre aquele povo.  Em Apocalipse 13 encontramos a trindade maligna em ação.  A Bíblia diz que João viu a Besta que saiu do mar.  Este mar aqui fala das nações e esta Besta é um homem superdotado em conhecimento, em administração, e totalmente experimentado em todas as áreas.  Este homem terá uma inteligência incalculável.
       Entretanto, veja que a aparência desta esta era muito estanha.  João viu semelhanças nela de leopardo, de urso e de leão.  O que prova que este homem será forte como estes animais.  Com a força, a coragem e a destreza do leopardo, do urso e do leão, enfim, será muito forte.  A Besta tinha sete cabeças e dez chifres.  Os chifres falam de poder e o número sete fala de perfeição.  Portanto, o anticristo tentará imitar a Deus na perfeição e na inteligência, embora não conseguindo.
       Esta Besta tinha dez chifres, o que prova que dez nações estarão ajudando o anticristo a comandar o mundo.  Dez grandes nações, dez potências.  Aí se observa que esta Besta era tremenda, poderosíssima.
       Mais adiante, neste mesmo capítulo, encontramos uma outra Besta de porte menor, com dois chifres e com aparência de Cordeiro.  Se chifres falam de poder, esta Besta também terá poder em escala menor, e claro.  A aparência de cordeiro, está falando de mansidão.  Isto leva para o lado religioso, para o lado espiritual.  Nisto vemos que satanás, astuto como é, sabe que a política não pode estar divorciada da religião, pois o homem por natureza é um ser místico, religioso, e satanás explorará este lado, levantando um falso profeta que ensinará uma falsa religião, levando o mundo a adorar a Besta maior.  Ambas as Bestas farão maravilhas espantosas em toda a face da terra (II Tessalonicenses 2: 2-11).
       Toda a terra se maravilhará e se espantará, inclusive todos adorarão a esta Besta.  O Dragão que vemos aqui no capítulo 13, é o próprio satanás e as duas Bestas aqui são o anticristo e o falso profeta.
        A maior com seu poder político e econômico e a menor é o falso profeta comandando a falsa religião.  Os dias serão tão tremendos, que Jesus disse: 
“Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria.” (Mateus 24:22)
       Mas por causa dos escolhidos, em especial os judeus, serão abreviados aqueles dias. .
       Serão dias tenebrosos, o Espírito Santo como assistente aqui não estará mais, é claro que como Deus Ele estará porque é onipresente e está em toda parte.  Mas a nível pessoal como paracleto, não.  Pois terá subido com a igreja para a glória celestial.  Após o arrebatamento da igreja, a Bíblia será como um jornal qualquer, o tempo da graça terminará, a porá da salvação ela graça se fechará.
       O que acontecerá com você meu amado irmão, se não subires com Cristo no arrebatamento da igreja?  Cuidado!  Vigia para que não tenha que enfrentar o anticristo naqueles dias.

A CHEGADA DA IGREJA NO CÉU

       Enquanto a Grande Tribulação coma conta do mundo, a igreja estará em gozo perene no céu.  Estaremos a desfrutar de tudo que Deus reservou para os salvos na pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
       Conforme já mencionamos, com a chegada da igreja no céu, três coisas acontecerão:
01 – A noiva será apresentada ao noivo pelo Espírito Santo.  Recordo-me agora quando Eliezer, o mordomo de Abraão foi buscar uma noiva para Isaque.  Eliezer levou Rebeca através do deserto, chegou na terá de Canaã, apresentou Rebeca a Isaque que a recebeu com amor.  Que tipologia maravilhosa!  Abraão tipifica Deus o Pai, Eliezer Deus Espírito Santo, Isaque Deus o Filho Jesus Cristo, Rebeca a igreja, a noiva de Jesus (Gênesis 24).
       O Espírito Santo nosso Eliezer, está conduzindo através do deserto desta vida, a igreja de Jesus.  Mas brevemente esta Rebeca será apresentada a Isaque para viverem juntos para sempre.

02 – O julgamento da igreja no céu.  Após a apresentação, iremos para a sala do juízo e seremos julgados. Todos haveremos de comparecer perante o  tribunal de Cristo.  (II Coríntios 5:10)  Ali seremos julgados por tudo quanto houvermos feito, quer bem ou mal através do corpo.  Este mal aqui, não é um mal de pecado, se fosse pecado nem arrebatados seríamos.  Este mal é no tocante a obra do Senhor.  Tendo trabalhado de maneira displicente, ali passaremos vexames, pois o trabalho desaprovado por Deus, galardão não terá (I Coríntios 3: 10-15).  Aquele que construiu com ouro, prata ou pedras preciosas, este tal receberá galardão, porque o fogo não destruirá estas obras.  Mas aquele que construiu com madeira, feno ou palha, o tal sofrerá detrimento, entretanto, será salvo como que pelo fogo.
       Portanto, vejamos como estamos edificando sobre esta base que é Cristo.  O ouro, a prata e a pedra preciosa, falam exatamente da cooperação da Trindade Augusta e Eterna na nossa vida de obreiro aqui na terra.
       O ouro fala da realeza, da presença de Deus na vida do obreiro.  A prata fala da redenção em  Jesus por intermédio do seu sangue precioso.  As pedras preciosas falam do adorno do Espírito Santo e de sua participação na obra de Deus.
       Você obreiro que edifica com ouro, prata e pedras preciosas, está edificando com a cooperação da Trindade.  Entretanto, existem obreiros que estão edificando com madeira, feno e palha, ou seja, com filosofias da vaidade e leviandade humanas.  Destacando o seu “eu” em primeiro lugar, edificando com material totalmente destrutível.  O fogo vai destruir e o tal não receberá galardão.  Todavia será salvo como que pelo fogo.  
“Eis que cedo venho e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra”.  (Apocalipse 22:12).
       Nisto vemos que o nosso galardão será de acordo com o que trabalharmos.
       O que você tem feito para Deus meu amado irmão?  Porque está parado?  Trabalhe!  Os hospitais, as penitenciárias, os crentes fracos, os desviados, as almas perdidas esperam por nós.  Você que tinha antes aquela palavra de ânimo, de carinho, sabia buscar as almas para o reino de Deus, agora cruzou os braços, cuidado!...  Jesus está te chamando d volta para o trabalho.  Quando você subir no arrebatamento, será galardoado e eu espero que receba um grandioso galardão por todo o trabalho feito para Deus na terra.

03 – As bodas do Cordeiro.  Terminando ali julgamento, iremos para uma outra sala, a sala do banquete.  Tudo no céu é lindo, maravilhoso.  Estaremos deslizando sobre as ruas feitas de ouro puro.  Passaremos por corredores nunca vistos, veremos a árvore da vida, o trono do Cordeiro e o rio da vida.  Toda a glória celestial será contemplada por mim e por você.  Ali não haverá defeitos físicos, não existirão velhos, todos estaremos transformados na presença do Senhor nosso Deus.
       No momento do banquete das Bodas do Cordeiro assentar-se-ão naquela mesa Abraão, Isaque e Jacó.  Não somente estes patriarcas, as, ali teremos Jô, Davi, Isaias, Jeremias, Ezequiel, enfim, todos os profetas.  Encontraremos com Paulo, Pedro, Tiago, todos os apóstolos, patriarcas e profetas ali estarão.  Encontraremos também com outros irmãos que já partiram para a glória celestial como Gunnar Vingren, Daniel Berg, os fundadores das Assembléias de Deus no Brasil.  Ali estaremos com João Wesley, Jorge Muller, o grande ganhador de almas Moody, enfim, aquele teu parente que morreu em Cristo ali estará.  E na cabeceira da mesa estará o Cordeiro de Deus, aquele que tem as cicatrizes da cruz.  Isto não é esplêndido?  Você contemplar Jesus Cristo?  Agora não mais aquele homem totalmente aniquilado pelas chagas do calvário, mas o Filho de Deus em corpo de glória.
       E seremos semelhantes a Ele, porque assim como é O veremos (I João 3:2).  Aí dar-se-á  o grande casamento simbólico do cordeiro com a igreja (Apocalipse 19:7-9).
       E no final da Ceia das Bodas do cordeiro, estará terminando então o sétimo ano.  Aí Deus estará dando ouvidos à oração do povo de Israel que na terra clama.  Sim, porque na terra a Grande Tribulação chega ao seu final.   Os judeus já não suportando mais começam a clamar a Deus, despertados pelo Espírito do Senhor.  Em Zacarias 12:10 está escrito que Deus derramará um espírito de graça e súplica sobre todo o povo judeu.  Eles clamarão e o Senhor os ouvirá.  Neste momento então receberemos a ordem de descer com Jesus para defender os judeus.  (Apocalipse 19: 12-21).  João viu o Filho do Homem, descendo montado num cavalo branco com as roupas salpicadas de sangue e o nome escrito “a PALAVRA DE Deus”.
       Seguiam-no os exércitos celestiais vestidos de linho puro, fino e resplandecente, e estes exércitos também vinham montados a cavalo.  É claro que tudo isto aqui é figurativo.
       Vale a pena ressaltar que esta roupa de linho puro, fino e resplandecente equivale a do exército que vem seguindo Filho de Deus.   Ora, se as vestes são as mesmas, logo, é a igreja que está descendo com Jesus.

FASE INVISÍVEL DA VINDA DE JESUS

       Sete anos após o arrebatamento e confirmando a profecia de Zacarias 14:4-5 que diz: 
“Eis que vem o Senhor com todos os seus santos”   Zacarias 14.4-5
      E também de Enoque em Judas 14 que diz: 
“Eis que vem o Senhor com milhares dos seus santos”   Judas 14
       Descerá a igreja com Jesus e aí se dará a segunda fase visível da Sua vinda.  Diz a Bíblia:  
Aparecerá no céu o sinal do Filho do  Homem e as potências dos céus serão abaladas.  (Mateus 24:29-30).

Aparecerá Jesus com poder e grande glória sobre as nuvens e todo o olho O verá. (Apocalipse 1:7)
       Neste momento a igreja descerá com Jesus e poremos os pés sobre o monte das Oliveiras.  (Zacarias 14:4-5)  É aqui que se dará a guerra do Armagedom.

GUERRA DO ARMAGEDOM (Julgamento das nações)

       Todos aqueles que perseguiram Israel durante a grande tribulação serão neste momento destruídos.  No momento em que descermos e pusermos os pés sobre o monte das Oliveiras, os judeus perguntarão a Jesus:  “Que feridas são estar nas tuas mãos?”  Ele responderá:
“São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.”  (Zacarias 13:16)

       É aí então que os judeus entenderão que aquele Messias é o mesmo Jesus que eles mataram há milênios atrás.  Diz a Bíblia que haverá um arrependimento nacional.  Chorarão como  nunca choraram, como na morte de um primogênito (Zacarias 12:10).  Neste momento então terá terminado a Grande Tribulação, os judeus serão socorridos pelo auxílio divino e se dará o julgamento das nações.  O monte das Oliveiras, onde poremos os pés, se apartará de um lado para outro e no seu meio aparecerá um gigantesco vale (Joel 3:2).  Aí o Senhor congregará todas as nações, fazendo-as descer ao vale de Josafá e ali Ele julgará as nações por causa de Israel  (Mateus 25:31-46).  Pondo então aqueles que maltrataram Israel a Sua esquerda e aqueles que defenderam Israel a Sua direita, dirá aos da direita: 
“Vinde benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
       E aos da esquerda dirá:  
“Apartai-vos de mim malditos para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos”.
       Isto nos mostra que essas nações que perseguiram Israel desaparecerão do mapa a partir de então.  Aqueles que defenderam os judeus entrarão no milênio e participarão da glória celestial aqui na terra.  Estas nações que defenderam os judeus, não serão salvas para sempre.  Deus apenas lhes dará uma recompensa por terem defendido os judeus no período da Grande Tribulação.

O MILÊNIO

       Naquele dia o Senhor será Rei sobre toda a terra.  Um só será o Senhor e um só será o Seu nome. (Zacarias 14:9)  A primeira medida que Jesus tomará será prender satanás no profundo do abismo (Apocalipse 20:1-2).  A Bíblia dá pelo menos quatro nomes aqui a satanás:  Dragão, Serpente, Diabo e Satanás.  Como Dragão ele mostra a sua força.  Como Serpente a sua astúcia.  A palavra Diabo vem do grego e significa acusador.  Satanás vem do hebraico e significa adversário.  Ele é tudo isso, causando perturbação às nações.  Daí a necessidade de estar preso para que haja paz no vale do Senhor.
       O sistema de governo no milênio será divino, não será monarquia, democracia, ditadura, mas será teocracia, ou seja, governo de Deus.  Este governo será infalível, inigualável, perfeito.  Jesus será Rei de toda a terra, regerá todas as nações do mundo.  Jerusalém será a capital mundial no milênio, todas as nações subirão para adorar o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores em Jerusalém, sob pena de severas punições se não forem.  (Zacarias 14:12-19).  Aí terá início a mais linda história da humanidade desde o Éden.  No mundo animal por exemplo, haverá algumas mudanças.  A ferocidade será extinta (Isaias 11:6-9).  O lobo estará junto com o cordeiro, o leão estará junto com o boi, o leopardo com o cabrito e as crianças poderão pegas nas serpentes.  Paz haverá também no mundo anima.  Alguns animais mudarão seus hábitos alimentares.  Os animais que são carnívoros se tornarão herbívoros.  Veja o caso do leão neste mesmo texto.  (Isaias 11:6-9)  Está escrito que o leão comerá palha com o boi e se tornará herbívoro.  Haverá mudança completa no mundo animal (Isaias 11:7).
       Entre os homens também haverá paz.  As nações não aprenderão mais a guerrear.  As suas armas de guerra serão transformadas em ferramentas de trabalho (Isaias 2:2-5).  Leia ainda mais sobre o milênio em Isaias 65:20-25.
       As praças de Jerusalém estarão cheias de meninos e velhos.  Os velhos aproveitando a hora de lazer e as crianças brincando em total tranqüilidade.  (Zacarias 8: 4-5)
       Outro fato interessante que acontecerá no milênio será o mar morto tendo as suas águas saradas.  Do santuário de Jerusalém, do altar de Deus, sairão águas vivas que farão um grande rio e este rio penetrará no mar oriental.  Este mar oriental aqui é o Mar Morto.  As suas águas sararão e existirão ali peixes e os pescadores pescarão (Ezequiel 47:1-12).
       Zacarias também falou algo sobre isto no capítulo 14:8, dizendo que de Jerusalém sairão águas vivas e irão metade para o mar oriental, que é o Mar Morto, e metade para o mar ocidental, que é o Mar Mediterrâneo.  “E lá no Mar Morto, dará peixes como dá no Mar Grande”.  Este Mar Grande que Ezequiel fala, é exatamente o Mar Mediterrâneo.

TRONO BRANCO

       As nações que vierem do milênio serão reconquistadas por satanás e irão de encontro a Jerusalém para tentar destruir o Arraial dos Santos, mas descerá fogo do céu e os derrotará.
       Neste momento, Satanás será lançado no lago que arde com fogo e enxofre, onde estarão a besta e o falso profeta (Apocalipse 20:10).
       Logo após o milênio, dar-se-á a segunda ressurreição.  Anteriormente falamos que a Bíblia nos fala de duas ressurreições.  A primeira é para salvação e a segunda para perdição.  A segunda acontece neste momento, após mil anos (Daniel 12:2).  Neste texto Daniel nos fala de duas ressurreições.  Os perdidos serão ressuscitados, agora para encarar o remendo Juiz.  João viu um grande e sublime trono, um Trono Branco.  E o que estava assentado sobre ele tinha uma aparência tão tremenda que dele fugiram os céus e a terra.  Diante dele todos foram julgados, grandes e pequenos, desde o mais nobre até o plebeu.  Todos foram julgados de acordo com o que estava escrito nos livros e ditatorialmente condenados.
       O livro da Vida foi aberto como uma prova de que o nome daquela gente não se achava ali.  O julgamento meu coro irmão em Cristo, é para que cada um receba maior ou menor punição.  Jesus comprova isto fazendo um discurso ao povo em Corazim e Betsaida:  
“Ai de ti Corazim, ai de ti Betsaida, naquele dia haverá menor rigor para os de Tiro e de Sidom do que para vós”.  (Mateus 11:21-22).
       Isto é um sinal de que o fogo do inferno viera com mais ou menos rigor de acordo com o que a criatura houver praticado na terra.  Quem mais pecou, mais calor terá.  Entretanto o calor será eterno (Apocalipse 20:10).  O julgamento tem esta finalidade específica, o rigor de cada pena e pra toda a eternidade.
       Terminando o julgamento terrível, todos aqueles que ali estavam serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre.  A seguir, provavelmente naquele tempo, os anjos ali também serão julgados.  Aqueles anjos terríveis que se rebelaram contra Deus (II Pedro 2:4 – Judas 6)
Terminando tudo isto, o céu e a terra passarão com grande estrondo e os elementos ardendo se fundirão (II Pedro 3:12).
       Daí pra frente surgirão novos céus e nova erra, onde habitará a justiça (II Pedro 3:13 – Apocalipse 21:1-8 – Isaias 66:22).
       Começa aqui, propriamente dito, o dia de Deus que é a eternidade.  Então Jesus devolverá o reino ao Pai, segundo o que nos ensinou o Apóstolo Paulo.  (I Coríntios 15:24-28).  Uma nova era começa, uma eternidade de gozo, de paz e de alegria no Espírito Santo de Deus.  Neste tempo céus e terra hão de ser a mesma grei, ou seja, tudo a mesma coisa.

       A eternidade é definida por um escritor holandês da seguinte maneira:
A eternidade é semelhante a um pássaro que sai de sua terra de mil em mil anos, e de grão em grão ele está ordenado a aplainar a mais alta montanha do mundo.  Quando houver conseguido isto, terá passado apenas um minuto da eternidade.

        Que estes estudos escatológicos sirvam para edificação de tua fé.
       Prepara-te.
       Maranata!  O Senhor vem breve.
       Amém!


Autor:  Pastor Mário Souza dos Santos

 

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APOSTILA DE ESCATOLOGIA

SIMPLIFICANDO A ESCATOLOGIA

A escatologia bíblica tem sido objeto de ‘especulações’ inúteis e equívocos, os mais absurdos, ‘graças’ (principalmente) à falta de observação por parte daqueles que se aventuram nesse aparente abismo. Evidentemente, escatologia não é fácil, nem é para quem quer. Mas também, não é nenhum ‘bicho’ de sete cabeças, embora haja nela bichos de sete cabeças (inclusive).
O livro mais ‘complicado’ da Bíblia e também mais utilizado para estudo dessa fascinante matéria, começa com as seguintes sentenças: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos…” (Ap 1.1). Se até o livro mais difícil é para: mostrar, logo, Deus não tem nada a esconder. Ao contrário, os seus segredos estão à nossa disposição (Sl 25.14). O termo Apocalipse, aliás, vem do grego “Apocálupsis” e significa literalmente: revelação. É como abrir uma cortina e mostrar o que estivera escondido atrás dela.
Muitos “telogos” (como diz meu amigo Teodoro de Barros, Lázaro — de Pontalina/GO) se perdem facilmente na sua ‘interpretação’ e cometem erros muito graves e ou atribuem sérios equívocos ao próprio Jesus ou à sua Santa e Infalível Palavra, simplesmente por falta de ler calma, clara e corretamente um texto, antes de propor sua interpretação e exposição.
Pela ordem, o que os mestres e os ‘mestres’ em escatologia (teólogos e ‘telogos’ - respectivamente) ensinam? Em geral ensinamos sobre:

BREVE ÍNDICE ESCATOLÓGICO

 Onde estão (deveriam estar) os mortos;
 O rapto da igreja;
 A instalação do governo do anticristo;
 As setenta semanas de Daniel;
 A grande tribulação;
 O julgamento das nações;
 O milênio;
 A última revolta de Satanás;
 O juízo final;
 Eterno e perfeito estado.

Particularmente, eu gosto mais do sumário dos eventos escatológicos de “Escatologia Bíblica” (EETAD). Porém, temos pouco espaço. Vamos focar apenas alguns pontos aparentemente divergentes.
Não vamos ficar presos exclusivamente ao Apocalipse, pois, há vários outros textos na Bíblia que trazem detalhes impressionantes para uma melhor compreensão e reflexão nossa. Detalhe: A Bíblia é o único livro deste planeta em que a história normalmente é escrita com boa antecedência. É o livro de Deus! Quem pode, pode.
Normalmente um bom sumário escatológico começa a partir do arrebatamento (rapto) da igreja. Tema que o apocalipse: não nega, mas também não traz.
Embora o texto chave de apocalipse realmente seja 1.7, que diz: — “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá; até mesmo aqueles que o traspassaram. E todos se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém”. Entretanto, em nenhum dos seus 405 versículos está explícito o termo arrebatamento — é desnecessário (fazer menção).
O apocalipse não trata (direta ou literalmente) do arrebatamento (rapto/comprimir com força), trata da revelação de Cristo em glória (Mt 25.31-46; Jd 14; Ap 1.7; 19.11-18). Sabemos que a (tríplice) divisão do livro está muito clara, pois, em Ap 1.19, João é ordenado a tratar das coisas:

1. Que viu (cap. 1);
2. Que são (caps. 2 e 3) e;
3. Que hão de acontecer (caps. 4-22).

Apesar da eminente presença do elemento profético também nos três primeiros capítulos (onde quase 100% já estão cumpridos e ou cumprindo-se), a porção mais importante deste santo e canônico livro a ser discutida aqui serão os capítulos 4 a 22 (do arrebatamento ao estado perfeito e eterno), cujo cumprimento é futuro, confiável e certo, como são confiáveis e certos todos os desígnios de Deus!





O ARREBATAMENTO

O leitor deve estar esperando achar a devida coerência para o termo ‘arrebatamento’ inserido aqui, uma vez que já informamos que ele não aparece no apocalipse. Também dissemos que o termo é desnecessário. Desnecessário, porque o cap. 4 de apocalipse começa com o céu literalmente aberto e o Senhor (preposto) dizendo a João: “Sobe para cá” (v 1). Desde então, nem o apóstolo nem a igreja são mais mencionados na terra.
Precisamente para que não sintamos falta do termo arrebatamento ou rapto durante o nosso estudo dissemos que vamos utilizar outros trechos bíblicos. A Bíblia está repleta de passagens eivadas de detalhes sobre o arrebatamento; portanto, não é apenas uma tese nossa, é uma doutrina irrefutável! Pode-se considerar um dogma (um ponto indiscutível em nossa doutrina cristã).
Desde os velhos e bons tempos de Enoque (o sétimo depois de Adão, da linhagem de Sete) pregam e especulam sobre a segunda vinda de Cristo (Jd 14). “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa… Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Tm 3.16,17).
Daniel, por exemplo, muito se esforçou para saber, inclusive, que dia este ‘sistema de coisas’ acabaria. Bondosamente, Deus lhe mostrou muitos detalhes importantes e indispensáveis à exegese escatológica moderna.
As setenta semanas (ilustradas no gráfico simples a seguir) são peças indispensáveis nos sermões e estudos escatológicos de quaisquer mestres que se prezam, embora, incompreendidas e ou mal explicadas por alguns de nós.

445 a.C. (início)

Sete semanas (49 anos)
Sete semanas + sessenta e duas semanas = sessenta e nove semanas… (483 anos).

Observação: cada ‘dia’ dessa ‘semana’ equivale a um ano.

A propósito: conforme o calendário em uso, Jesus nasceu no ano 5 a.C. por isso a soma entre 445 e sua morte não bate. 69ª semana (o Messias é morto).




O “tempo dos gentios” e a implantação da igreja (intervalo).
Já dura mais de 2.000 anos (desde 605 a.C.). Termina sete anos após o arrebatamento. Depois da GT. 70ª semana (GT).
“Setenta ‘setes’ (490 anos) estão determinados sobre o teu povo (Israel) e sobre a tua santa cidade (Jerusalém)” (Dn 9.24).

Do ponto de vista de muitos, estamos passando o: ‘carro na frente dos bois’ indo direto às setenta semanas de Daniel, no entanto, as setenta semanas são um ‘pano de fundo’ sobre o qual repousam todas as profecias bíblicas. Até mesmo o próximo grande evento escatológico (rapto) e também mais aguardado pelos santos de todo o mundo se encaixa perfeitamente nessa ‘planilha’ entre as semanas 69 e 70 (diga-se de passagem).
Quando será o arrebatamento? Não sei e duvido que alguém saiba! Mas estou esperando-o para hoje. Ora vem Senhor Jesus!
À ‘pergunta’ (idiota) “quando será o arrebatamento?”. Não deve nem haver tentativa de se elucidar, haja vista que: “daquele dia e hora ninguém sabe…” (são palavras de Jesus! — Mt 24.36; Mc 13.32). Só Ele sabe quando este “evento glorioso”, ou “à volta do Poderoso” (hino/Trio Alexandre) vai se cumprir.
Nesse ponto, alguém poderia argumentar: — Para que nos serviria o texto de Mateus 24.34? Jesus fixava uma data (14 de maio de 1948?) para que, a partir dela, pudéssemos calcular melhor os tempos e estações relacionados à sua vinda? Não. A nós não compete saber os tempos e as estações que o Pai, sabia e definitivamente escolhera para cumprir os seus imutáveis propósitos, só precisamos estar cheios do Espírito Santo para testemunhar dele! (At 1.7,8).
Jesus fora perfeito e jamais cometera um único deslize (Jo 8.46), tampouco deixou pistas que pudessem ser utilizadas para ‘calcularmos’ (em vão), o dia do arrebatamento; apenas nos garantiu que vem, e acrescentou: “estai apercebidos”, isto é, prontos! Pois: “O Filho do homem a de vir à hora em que vocês menos o esperarem” (subentendido).
Como explicar o texto e o contexto de Mt 24 e outros similares? Para começar, o Mateus 24 é tão ‘complicado’ que o autor daquelas infalíveis palavras (o próprio Jesus) disse: “quem lê, entenda” (Mt 24.15).
Não devemos ignorar que em Mateus 24 o Senhor Jesus Cristo respondera (simultaneamente) a três indagações. Vejamos:
Os seus discípulos se chegaram a ele (em particular), no monte das Oliveiras, e lhe indagaram: — “Dize-nos:
a) Quando serão essas coisas (a destruição de Jerusalém e de seu templo);
b) Que sinal haverá da tua vinda (certamente eles tinham em mente o arrebatamento, ou melhor, sua revelação em glória);
c) E (que sinal haverá – subentendido) do fim do mundo?” (Mt 24.3).

Eis o que Jesus diz sobre o assunto — Tenham muito cuidado para que ninguém vos engane. Muitos virão em meu nome… (v 4).

Duas das três partes do capítulo 24 de Mateus já estão cumpridas! Poucos versículos estão por cumprirem-se. Vejamos alguns exemplos:

 “Ai das grávidas e das que estiverem amamentando naqueles dias…” (já está cumprido);
 “Orai para que a vossa fuga não seja no inverno ou no sábado…” (já está cumprido);
 “Não passará esta geração sem que todas ‘essas coisas’ aconteçam…” (já está cumprido);
 “Trair-se-ão uns aos outros e uns aos outros se aborrecerão…” (já está cumprido);
 “Sereis odiados por causa do meu nome…” (está cumprido);
 “E este Evangelho do reino será pregado em todo o mundo em testemunho a todas as gentes e então virá o fim”. (vv. 19, 20, 34, 10, 14) (futuro).

Olhando dessa ótica, o binômio ‘essas coisas’ está vinculado à destruição de Jerusalém e do seu templo, pelo general romano Tito (no ano 70 d.C.), ocasionando à Diáspora; os sinais de sua vinda compreendem: guerras e ameaças de guerras, fome, pestes, terremotos (as ‘tsunamis’ cabem muito bem aqui também), apostasia generalizada (Ap 3.14-21) e a restauração política de Israel (prevista no ‘vale de ossos secos’ — Ez 37). Essa está se cumprindo perante os nossos olhos. A nossa redenção realmente está próxima! (vv.. 32,33). Ele (Jesus Cristo) só não disse quando viria para não perder a graça e nem tirar de nós a responsabilidade de estarmos vigilantes, sempre… por isso disse: “Considerem isto: se o pai de família soubesse o momento exato em que viria o ladrão, vigiaria e não o deixaria arrombar a sua casa” (v 43).
Quanto à pregação do Evangelho do reino, assim que aceitamos à fé (20/08/1976), logo, tornamo-nos ouvintes de vários programas de rádio evangélicos, em alguns daqueles programas os ‘louco/tores’ diziam: “irmãos, vamos continuar pregando este Evangelho do reino e apressaremos à vinda de Jesus!” (ou seja, apressaremos o arrebatamento). Deus não está vinculado a nós nesse sentido e, não precisa enquadrar os seus planos em nossa agenda e ou planilha de trabalhos, mesmo que estes sejam prestados em benefício de sua obra e ou de seu reino!
O “Evangelho do reino” de Mt 24.14, nada tem a ver com a boa nova do Evangelho que pregamos hoje, pois, o contexto deixa claro que aquele Evangelho será a notícia de que o seu reino, isto é, o MILÊNIO estará prestes a ser implantado, para finalizar os seis (6) propósitos das setenta semanas de Daniel — “ungir o Santo dos Santos” (Dn 9.24) e que, não estaremos mais aqui.
O Salmo 2 (todo) se encaixa aqui também. Ele fora composto por Davi, para ser ‘cantado’ no dia da posse de seu filho Salomão e tem sido muito bem aplicado para descrever à futura posse do Messias em seu eterno reino (essa interpretação fora dada pelo sapiente escritor aos hebreus).
Os pregadores daquele Evangelho (do reino) hão de ser os 144.000 ‘selados’ de Israel, mais as duas testemunhas (144.002), que, faço questão de expor desde já minha opinião sobre quem achamos que são elas, citando uma de minhas teses (em forma de poesia), que está veiculando na Web, em meu modesto BLOG: ademetriosilva.blogspot.com (merchandising), vejamos:




O DEFUNTO QUE NÃO MORREU

Há quase quarenta séculos, no antigo reino do Egito;
Só pra cumprir uma promessa do Deus Santo e infinito;
Nascera um lindo bebê — que causara admiração…
Seria homem mui capaz e se opondo a satanás, libertou sua nação!
Em certa altura da história da décima oitava dinastia…
Seu povo crescera tanto, até causar agonia…
Satã logo bolou um plano pra por fim ao crescimento;
Usou um tal de Faraó — o maior rei daquele tempo.

Matem todos os meninos! Dizia ele às parteiras.
Mas elas temeram a Deus e por causa dos atos seus,
Tiveram os seus nomes inseridos junto aos dos santos remidos.
Porque há um Deus de amor que, a todos recompensa,
Independente de sua cor, da raça, dos bens e da crença.

Três meses ele ficou escondido… feito quase impossível.
Então (o) puseram no Nilo — Símbolo da vida do Egito.
Porém, nunca estivera sozinho — o “indefeso” menininho!
Contava com Miriã, sua querida irmã... Que de longe o seguira;
Até que a “primeira-filha” — grande princesa do Egito…
Descera àquele rio, levando ‘outras’ consigo...

Sua criada o apanhou — Vejam! É um menino hebreu!
Naquele instante ele contou com a ajuda do céu;
Sua vida ou sua morte, nas mãos da “futura rainha”;
Porém, veio a sua irmã — uma simples menininha...
Quer que eu chame uma escrava pra criá-lo pra senhora!
Então disse: Ótima idéia. Mas, só vá se for agora!

Cresceu como um grande príncipe, instruído na ciência.
Tudo soubera do Egito — nada deixou de sua crença...
Recusou ser o herdeiro do trono de Faraó.
Depois “fugiu” para um deserto — onde pensara estar só...

Até que um dia avistou uma “sarça” que ardia...
Era um fogo assustador, porém, não a consumia.
Tenho que chegar mais perto; perto dessa grande luz.
Teve um encontro com Deus — representado por Jesus...

Tira o sapato do pé! O lugar agora é santo!
E para aumentar sua fé — quem sabe em forma de canto;
Disse: “EU SOU O ÚNICO DEUS — Que apareceu a Abraão...”.
Desci pra salvar meu povo. Volte ao Egito de novo…
E tire-o da escravidão!

Graças ao braço sempre estendido, do Santo de Israel;
Eles saíram do Egito rumo ao destino seu...
À terra da promessa — onde mana: “leite e mel”;
Terra tão boa que muitos a têm comparado com o céu.

Bem mais de 600.000 homens — prontos para irem à guerra
Fora o número daqueles que ‘a caminho’ puseram-se...
Teriam entrado na “herança” se não lhes faltasse fé!
Deixaram a Deus tão descontente que, jurou matar àquela gente;
Salvo, Calebe e Josué.

Às margens do rio Jordão... Já no limite daquela terra
Despede-se da multidão e, logo sobe a serra...
Aquele que o sucedeu — terminaria o seu livro;
Admitindo — “… Ele morreu e teve o corpo escondido”.
A propósito: nem mesmo Satã (de quem nada se pode esconder)
Sabe onde está o seu corpo e com Miguel foi contender!

Se o Deus que trasladara Enoque e arrebatou Elias
Realmente é o mesmo Deus a quem tão grande homem servia…
Convém lembrar que na história já houve muitos profetas!
Mas, nenhum outro teve a glória de (com sua face descoberta);
Mostrar tanta intimidade com o Criador da sua raça;
Tampouco a grande honra de falar-lhe cara a cara!

Pouco menor que Jesus — mais famoso que Samuel!
No rosto trazia uma ‘luz’ cujo esplendor excedeu…
Ao sol quando brilha forte no maior calor do dia…
Um líder daquele porte, o mundo jamais veria!

Em pleno Novo Testamento, o Messias ensinou;
Que o homem uma vez morrendo — um ‘abismo’ se formou…
Torna-se, portanto, impossível que ele retorne aqui.
E, nem mesmo insistindo com Deus…
Teria o corpo seu, o direito de ir e vir!

Eis que eu vos digo um ‘mistério’: No monte da transfiguração;
Sem que abrissem o cemitério pra sua ressurreição
Lá estava aquele homem a conversar com o Senhor;
Elias estava ali também e a Pedro emocionou!

No livro do Apocalipse — duas ‘testemunhas’ do bem
Farão muitas maravilhas com o poder que elas têm…
Aquele homem é uma delas (admite a teologia).
E (como todo ser humano) terá de morrer um dia.
Seus corpos serão expostos na praça da grande cidade.
E a TV irá mostrar para toda a humanidade…

De que homem falo eu? Seria de Jeremias?
Seria de Paulo, Pedro, João ou do filho de Maria?
Estou falando de Moisés — um dos homens mais fiéis
Que este planeta já conheceu!
Santo servo do Senhor! Cujo sepulcro não se achou…
Do: ”DEFUNTO QUE NÃO MORREU!”.
Evangelista: Demétrio.

Com todo respeito ao incontestável teólogo e mestre: Pr Antonio Gilberto, (autor do ótimo livro: Daniel e Apocalipse/EETAD, que tive à honra de comentar em 1995 e 1999 no núcleo 298), onde está dito que Moisés não poderia ser aceito como uma das duas testemunhas pelo simples fato de haver morrido (paráfrase). Na verdade, em trinta e quatro (34) anos de fé, confesso que li a Bíblia (toda) poucas vezes, mas a decorei. Portanto eu (Antonio Demétrio da Silva vulgo “Demétrio”) realmente tenho absoluta convicção quando digo que Moisés não morreu. Além disso, a despeito do texto de Hb 9.27, toda regra tem exceção!
O filho da viúva de Sarepta, da Sunamita, o homem sepultado no sepulcro de Elizeu, O filho da viúva de Naim, Lázaro, Dorcas e Êutico — todos esses morreram duas vezes. Por que não Moisés? Quanto a Enoque, quando eu era criança a Escola Dominical trazia o seguinte título: “Enoque, Tipo da Igreja Arrebatada” (1976).
A igreja arrebatada não provará à morte, só por isso, Enoque não poderia morrer! As duas testemunhas serão mortas.
Muitos desses sagrados e inspirados versículos (de Mateus 24) tem sido causa de especulações e exageros por parte de não poucos ‘mestres’ cristãos, mas, nenhum deles tem sido tão mal aplicado quanto o v 34 — utilizado (equivocadamente) para ‘cálculos’ pelos ‘telogos/matemáticos’ que informados, digo, mal informados da restauração política de Israel — a figueira (v 32), dizem que: a partir de 14 de maio de 1948 é só contar uma geração (cif. equivocada do v 34) e enquadrar nesse período toda a profecia (inclusive o rapto da igreja).
Não obstante, já estamos bem adiantados na segunda geração (desde maio de 1948) e nada de arrebatamento e ou de fim do mundo, embora muitos ‘esperaram’ em vão (o fim do mundo) para o dia 08 de agosto de 1999. Fizeram até uma novela (de Dias Gomes) com o tema: “O Fim do Mundo”. Veicularam o assunto no Globo Repórter (inclusive).
O que Jesus realmente disse em Mt 24.34 foi o seguinte: — “Não passará esta geração (a geração na qual ele estava naquele momento, por isso não disse essa, nem aquela, disse: esta!) sem que:

1. As grávidas de Israel (moradoras de Jerusalém) sejam fendidas e seus fetos retirados antes do tempo para alimentar às tropas romanas e, até mesmo soldados judeus acuados num cerco não inferior a quatro anos – de 66 a 70 d.C. (ai das grávidas);
2. Este templo tenha cada uma de suas pedras arrancadas (v 2) (não ficará aqui pedra sobre pedra);
3. Jerusalém seja completamente arrasada!”. A propósito: Ele (Jesus) não respondia uma pergunta, respondia três! (Mt 24.2,3). Ver também à expressão (aterradora) de Daniel 9.26: “o ‘fim’ de Jerusalém será: como uma inundação”.

Para não parecer obscuro…, vejamos essa versão de Daniel: — “… o povo do príncipe que a de vir (esse príncipe que a de vir é o general romano/Tito) destruirá a cidade e o seu fim será como uma inundação” (Dn 9.26).
Será sem causa que em I Ts 4.13, Paulo exclamou: “Irmãos… não sejam ignorantes!”? O mesmo Senhor (o mesmo que subiu, evidentemente) descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo (I Ts 4.16).
Não precederemos aos que dormem (I Ts 4.15). Isto é, não vamos subir antes dos santos que morreram desde Adão. Detalhe: Não pus desde Abel porque eu realmente acho que Adão, a despeito do mal que nos tem causado, fora salvo; é bom lembrarmos que ele conhecia O Senhor Deus (e consequentemente sua misericórdia) pessoalmente. Onde estão os mortos?

ONDE OS MORTOS ESTÃO

Onde os mortos estão tem sido ‘explicado’ por vários estudiosos, dentre os quais, muitos sofistas. Como os sofismas são de todo desprezados pela Bíblia, desprezados não, anulados (II Co 10.4), vamos também desprezar e anular alguns desses ‘conceitos’ (errôneos), sobre onde os mortos estariam…, e ir direto ao ensino bíblico e sadio que nos interessa.
A despeito da miscelânea acatada por alguns grupos religioso-filosóficos, a Santa e Infalível Palavra de Deus (a Bíblia Sagrada), que (apesar da nova ortografia), ainda é o livro mais avançado deste planeta, faz clara distinção entre inferno, sepultura, lugar de habitação dos mortos, paraíso e céu.
“Ninguém jamais subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do ‘homem’ que está no céu” (Jo 3.13). Isso é verdade, foi vaticinado por Jesus, em seu diálogo com Nicodemos e apenas compilado por João (que provavelmente acrescentou a parte que diz: “que está no céu”).
Se ninguém subiu ao céu, quem ou quantos desceram ao inferno? Por enquanto, ninguém também; embora o inferno já esteja pronto, pronto não, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Infelizmente, muitos homens querem ir para lá; e certamente vão (Mt 7.13,14; Lc 13.23,24).
Em alguns casos, os termos sheol, hades e sepultura foram traduzidos por inferno, haja vista que, na Bíblia, são sinônimos entre si.
Os que vão para o inferno, já se sentem no inferno desde o hades (Lc 16.23); pois, suas almas não estarão ali numa boa. Mas os originais bíblicos fazem clara distinção. Sepultura, por exemplo, aparece em Gn 50.5 e, em hebraico é queber e em grego mnemeiom.
É evidente que para o ímpio, as expressões: morte, sepultura, sheol, hades e ou ‘tabernáculos’ eternos (Lc 16.10) trazem consigo a triste expectativa do inferno, por isso, o uso casual e coerente de quaisquer dos termos.
No domingo — dia 03 de fevereiro de 1985 eu (Antonio Demétrio da Silva, vulgo “Demétrio”), estava tocando uma guitarra num abençoado congresso de jovens na cidade de Paraíso do Norte—TO (na época era uma cidade do Estado de Goiás), onde ouvi um pastor, da Assembleia de Deus “SETA” (Serviço de Evangelização do Tocantins e Araguaia), mencionar dois acontecimentos; dois não, um, em duas ocasiões distintas:
Tinha ele uma irmã não evangélica (enfermeira), e lutara muito para ganhá-la para a fé cristã,… e nada,… até que teve a feliz ideia de pedir que observasse duas mortes — a morte de um crente e a morte de um não crente. Ela o fez… e logo em seguida se converteu. Fazem mais de vinte e quatro anos, mas vou tentar reproduzir (mesmo que seja parafraseado), o testemunho daquela jovem ao seu irmão pastor.
Segundo o depoimento dela: — “o descrente, sem esperança, no momento de sua morte, pedia pelo amor de Deus que o não deixassem ir, esbugalhou os olhos, como que assustado com algo horroroso, cresceu uns 5cm, de tanto ‘lutar’ supostamente contra a morte, e, sem sucesso, morreu no maior pavor possível; enquanto isso, o crente, obviamente salvo, morreu sereno e tranquilo, glorificando a Deus e sem dar alvoroço. Era o que faltava para a jovem enfermeira entender que vale à pena ser crente”.

Veja à ilustração simples, a seguir:



Os mortos crentes estão no Paraíso (antigo seio de Abraão)
Aguardando o arrebatamento da igreja.

Os mortos ímpios estão
no Sheol/Hades.
Aguardando à sua sentença,
quando vão para o inferno O Poço do
(Mt 25.41). Abismo



Nota: o ‘poço’ do abismo não é uma cisterna ‘bonitinha’ como parece ser na ilustração (acima), é um precipício horroroso impossível de ser transposto (Lc 16.26), cujo formato exato ainda não se contou ao mortal.

Ao mencionar a distinção feita por Deus entre justos (os que servem a Ele) e ímpios (os que não servem), o profeta Malaquias faz questão de dizer: “vereis outra vez a diferença…” (Ml 3.18). Ele estaria levando em conta o fato de que Deus jamais deu tratamento totalmente idêntico a ambos. Ao contrário, a Bíblia está repleta de textos que mencionam as bem-aventuranças do justo e o castigo do ímpio. O Salmo 1º é um desses textos.
Destarte, o quê é bem-aventurança? Estava eu (traquilamente) assistindo a uma semifinal do soletrando no sábado, dia 10/05/08, onde caiu o termo “bem-aventurança” e o candidato pediu a definição (pois, as ‘escolas’ brasileiras infelizmente são essencialmente espíritas e, não ensinam nem permitem que sejam citados termos dos domínios da teologia), nesse ponto o Gabriel o “Pensador” olhou para o seu monitor e deu a seguinte definição de bem-aventurança: “A FELICIDADE PERFEITA”. Isso é que é bem-aventurança! Somente os crentes a conhecem, pois, somente nós (crentes em Jesus), possuímos!
Desde Adão, quando morria um crente e ou um descrente, iam ambos para o hades (tanto o Sheol/hebraico, quanto o Hades/grego significam “lugar de habitação dos mortos”). É por isso que (por ocasião da morte de muitos personagens), encontramos, em várias passagens bíblicas, a expressão: “… e foi congregado ao seu povo”; ocorre que, no hades havia duas divisões: de um lado (em tormentos) ficavam os ímpios impenitentes candidatos ao inferno e, do outro, no “seio de Abraão” (supostamente à direita), bem longe e acima, separados por um precipício intransponível (Lc 16.23,26), os justos que morreram aguardando a sua redenção, ou melhor, o seu Redentor, que foi morto, mas está eternamente vivo (Jó 19.25,26; Sl 16.10; Ap 1.18). Ah! “E possui as chaves da morte e do abismo” (essas ‘chaves’ sempre estiveram nas mãos de Cristo, que nunca se deu ao trabalho de tomá-las das mãos do diabo). A Bíblia não é um enredo para uma peça teatral! Muitas das ‘ilustrações’ utilizadas por diversos ‘pregadores’ são inúteis e ou fantasiosas!
O Paraíso (como lugar intermediário dos que irão para o céu), não existia antes da morte de Cristo (certamente fora criado durante àquele terremoto no momento da ressurreição — Mt 27.53). Já o purgatório…, esse não existe até hoje — é mais uma das ‘armações’ estratégicas da ‘igreja’ romana, inserida no seu ‘cânon’ pelo papa Gregório (o grande), no concílio de Trento (1545 d.C.).
Cristo, aliás, ao subir (de volta ao céu), levou ‘cativos’ os que haviam sido cativos (Ef 4.8). Por isso ele é: “as primícias” e não a ‘primícia’ dos que dormem (I Co 15.23; Mt 27,53).


AS RESSURREIÇÕES DOS MORTOS

Em 01 de dezembro de 2003 concluí uma apostila que, desde então, tenho usado para discipular novos convertidos e candidatos ao batismo nas águas. Dentre outras verdades cabais da fé cristã, na lição sete dela falo sobre as três ressurreições… o que vou colar fielmente e compartilhar a seguir:


AS TRÊS RESSURREIÇÕES

Deus não somente prometeu aos crentes que eles serão ‘criados de novo’ (pela ressurreição ou transformação de seus corpos no dia do arrebatamento da igreja), também, declarou-lhes que seus novos corpos serão ‘gloriosos’ (I Co 15.43).

Destarte, se ficamos pasmados com a primeira definição de Deus sobre o corpo humano (quando o criou), chamando-o de ‘bom’ (Gn 1.31); imaginem a maravilha que será o corpo celestial que Deus classifica como ‘glorioso’! E, se o que ele considerou apenas ‘bom’ tem sido considerado algo quase que insondável e é objeto de especulações e pesquisas por antropólogos, arqueólogos, cientistas e outros…; desde os mais remotos tempos da nossa história, certamente, o que ele chama ‘glorioso’ não poderia ser plenamente compreendido agora… Nossa glorificação é futura e dependerá de três ressurreições. A saber:

a) A ressurreição de Cristo — Sua ressurreição é a garantia da nossa. Se ele tivesse apenas morrido, teria se transformado em mais um mártir famoso, com uma história de luta e um final trágico. Mas ele ressurgiu dos mortos e está eternamente vivo e assentado à direita da majestade nas alturas (nos céus), de onde intercede por nós! Por causa de sua ressurreição fomos salvos (Rm 5.10); recebemos nova vida espiritual (I Pe 1.3) e (um dia), receberemos a vida eterna que ele já nos deu (Jo 5.24; Rm 6.8,9; I Jo 3.2).
b) A ressurreição espiritual — Prezado aluno, você estava ‘morto’ nos seus delitos e pecados, entretanto, foi (por ele), perdoado e vivificado (Cl 2.13; Ef 2.1-3). Sem essa ressurreição não é possível seguir e servir a Deus, tampouco alcançar à ressurreição definitiva que os salvos que morreram em Cristo e os crentes que estão vivos aguardam.
c) A ressurreição do crente que está (espiritualmente) vivo — Como já dissemos (acima), a ressurreição do crente no dia do arrebatamento da igreja (para a vida eterna /Dn 12.2), dependerá das outras duas ressurreições. Em outras palavras:

1. Porque Cristo ressurgiu dos mortos e por que;
2. O crente está espiritualmente vivo;
3. Esse crente também será ressuscitado de entre os mortos ou transformado naquele glorioso e almejado dia, para receber um corpo imortal. Entre os mortos não é lugar de vivos (Lc 24.5). Detalhe: Essa ressurreição está dividida em quatro (4) classes/etapas:

1ª) A ressurreição de Cristo * as primícias (I Co 15.23) —> essa classe já ocorreu;
2ª) A ressurreição dos crentes * no dia do arrebatamento de sua igreja (I Co 15.23; I Ts 4.16) —> futura;
3ª) A ressurreição dos mártires * salvos na grande tribulação (Ap 14.13; 20.4) —> futura;
4ª) E a ressurreição que * precederá o juízo final (Ap 20.12.15) —> também futura.

Os ímpios também se levantarão da morte física (segunda ressurreição), ao lado da quarta e última etapa da primeira ressurreição… A ‘má notícia’ é que, isso ocorrerá apenas para que recebam à sua ‘sentença’ por haverem dito ‘não’ ao convite da graça (Mt 11.28; II Co 6.2).
Infelizmente, não haverá glorificação para o ímpio, pois ele está, e permanecerá eternamente morto; voltará da morte, terá um corpo imortal, porém, terá pouco ou nenhum proveito em sua ‘ressurreição’ (pois irá para o inferno logo em seguida). Na verdade, nas palavras de Jesus, a Bíblia informa-nos que: Deus não ressuscita os mortos, ressuscita os vivos! (Mt 22.32).

Por um breve momento, o ímpio também: “ressurgirá dos mortos”, porém, a condenação, a vergonha e o desprezo eternos o aguardam logo em seguida (Dn 12.2; Ap 20.12-15).










































O GOVERNO DO ANTICRISTO

O intróito do governo do governo do anticristo se dará logo após o arrebatamento da igreja. Ele se apresentará como a única alternativa para solucionar o caos que estará dominando o mundo atônito sob a notícia do desaparecimento de uma significativa parcela da humanidade.

A INSTALAÇÃO DO GOVERNO DO ANTICRISTO

Independente de quem esteja no governo de quaisquer dos países deste mundo tenebroso, quem realmente maneja os cordéis é e será sempre o Deus Soberano e Todo-Poderoso. Jeová-Sabaot. Proprietário absoluto dos céus e da terra.
Esse mesmo Deus, um dia resolveu permitir que os gentios ímpios se assenhoreassem do seu povo, inclusive. Portanto, até que os tempos dos gentios se completem, eles: “pisarão à cidade santa” (Lc 21.24).
Não por acaso, ao ler o livro do profeta Isaías na sinagoga de Nazaré, Jesus fez questão de parar sua leitura após ter concluído apenas à parte “a” de Isaías 61.2. Abra a Bíblia em Lc 4 e acompanhe comigo à sua leitura, que foi explicada por ele logo em seguida: — “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, pois ele me ungiu para evangelizar os pobres, curar os quebrantados de coração, apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor…” (Lc 4.18,19).
De propósito, ele não mencionou “o dia da vingança de nosso Deus, a consolar todos os tristes!” Essa parte, do mesmo versículo (Is 61.2), terá o seu cumprimento fiel no futuro, muito em breve. De que trata esse “dia da vingança?”. Trata-se do:

 Dia da angústia para Jacó;
 Dia da ira de Deus;
 Dia da vingança do nosso Deus;
 Dia de Cristo, ou seja: O DIA DO SENHOR.

O dia do Senhor inclui a grande tribulação e o milênio. Por sua vez, a grande tribulação divide-se em duas partes principais de 3,5 anos cada (Dn 9.27), sendo a 1ª parte denominada apenas: tribulação e a 2ª de: grande tribulação. Os piores dias serão os últimos 3,5 anos.
Um dia, ao discutir com os fariseus, Jesus lhes disse: — “Eu vim em nome de meu Pai e vocês não me receberam; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis” (Jo 5.43). Evidentemente, ele falava do anticristo, que virá com toda eficácia de Satanás (II Ts 2.9; Ap 13.3) e enganará seus parentes terrenos (os judeus), com os quais fará um ‘pacto’ de sete anos (Dn 9.27); conforme aduzidos na ilustração a seguir:













No apocalipse, João viu um livro, selado com sete selos. Do sétimo selo saíam sete anjos a tocar sete trombetas, da sétima trombeta saíam outros sete com as sete taças contendo os últimos e piores flagelos que Deus derramará sobre este planeta.
Porém, antes de entrar definitivamente nessa porção escatológica do apocalipse, vamos rever o culto celestial presenciado pelo apóstolo João (Caps. 4 e 5). Eu disse culto celestial?
Normalmente uma missa recebe o ‘rótulo’ de “Santa Missa” e inicia em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Já o culto, o nosso,… anormalmente, começa alguns minutos após à hora marcada — com uma oração (isso é louvável — a boa teologia nos ensina a não iniciar nada sem oração), seguida do hino 243, que é belíssimo! (diga-se de passagem), daí pra frente, só Deus sabe o que irá acontecer, porque, muitos dos dirigentes sequer fazem um ‘programa’ pra evitar micos e ou fiascos viciosos.
O termo “CULTO”, literalmente, significa: “Homenagem à,… ou uma reunião em torno da Divindade” (Dicionário Brasileiro Globo). Foi o que João viu naquele culto celestial. Vejamos:
“… os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, com suas taças de ouro cheias de incenso, que representam as orações dos santos; eles cantavam um cântico novo cuja letra dizia: Digno és tu de tomar o livro e de desatar os seus sete selos; porque foste morto e com o teu próprio sangue compraste para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino e sacerdotes e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5. 8-10).
No versículo 13 João faz questão de tratar como criatura a todos os que estão no céu, sobre e sob a terra e no mar ao bendizerem àquele que está assentado sobre o trono. Nenhum dos pregadores do naturalista inglês Darwin (1809-1889 d.C.) e de seu suposto co-autor (que a Globo nomeou ontem 13/07/2009) hão de tomar parte naquele glorioso evento. Será um culto restrito às criaturas! Os Criadores (Trindade) serão os objetos de adoração daquele “santo culto”.
Os quatro seres viventes assistiam tudo e diziam: “Assim seja” (v 14) enquanto os anciãos (prostrados), O adoravam.
Quem serão os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos? Será de bom alvitre ler aqui o primeiro capítulo de Ezequiel, dando especial atenção à visão que ele teve. É evidente que, ao chegarmos ao céu certamente não iremos ‘tropeçar’ em quatro seres com a aparência daqueles vistos por João nos caps. 4 e 5 — com rostos de: Leão, Boi, Homem e Águia.
O Senhor mostrou-os a João só para que tivéssemos certeza da autenticidade de sua Palavra. João conhecera bem os livros de Daniel, Ezequiel e Zacarias e, consequentemente, sabia tratar-se da revelação cabal da natureza de Cristo; o Rei dos reis, na terra e no céu! Merchandising de minha música (A Cidade do Grande Rei). Por sua vez, os vinte e quatro anciãos, se for verdade que se trata de um número representativo como bem disse o sábio pastor Dr. Antonio Gilberto, com o que concordo em gênero, número e grau; bem que poderiam ser vinte e quatro anciãs! Por que não? Mulheres da Bíblia com suficiente mérito e perfil para tal não faltam. Existe até uma peça teatral, ou melhor, um jogral em (forma de poesia) veiculando no nosso blog ademetriosilva.blogspot.com (merchandising), intitulada “MULHERES IMPORTANTES”, foi muito difícil compor, pois lembramo-nos de bem mais de vinte e quatro mulheres — só pra mencionar!
É fato que quaisquer seres e ou anciãos que chegarem ali hão de louvar àquele que está ‘assentado’ no trono por toda a eternidade! Digo, pelos séculos dos séculos! Amém.


A ABERTURA DOS SEIS PRIMEIROS SELOS

O capítulo 6 começa com as seguintes sentenças: “Quando o Cordeiro abriu o primeiro selo olhei e vi um dos quatro seres viventes dizer: vem e vê. Então olhei e eis um cavalo branco; e o seu cavaleiro possuía um arco; foi-lhe concedida uma coroa e saiu vitorioso e para vencer”. Lindo texto.
Lido assim (às pressas) não parece o Cristo montado em seu belo cavalo branco, rumo à vitória? Mas não é. É o falso ‘messias’, o anticristo; que se levantará contra tudo a que se chama deus ou se adora e se assentará em lugar de Deus, no seu templo! (II Ts 2.4). Continue lendo o Apocalipse capítulo seis (6) e constate com quanta má companhia esse ‘cristo’ virá ‘acompanhado’ (vv.. 3-17). Sua comitiva será sucedida por: insegurança, escassez, morte e até o próprio inferno representado (subentendido).
Há onze anos vi o Pr. Rodovalho (Roberto) afirmar que será possível ao anticristo saber tudo sobre a vida de quaisquer consumidores tão somente através de seu cadastro no comércio (aparentemente modesto de uma determinada cidadela em todos os pontos de planeta). Não concordei nem discordei dele, somente retive seu ensino até o momento oportuno; passados muitos meses (entre os dias 29/04/2005 e 29/01/2006), tive à honra de trabalhar no Supermercado Grajaú – LTDA onde eu fazia pessoalmente tanto o cadastro dos fornecedores e clientes quanto dos produtos daquele estabelecimento. Hoje, que é minha vez de ensinar, digo: Concordo inteiramente com o Rodovalho…
Já existe no comércio mundial um programa que possibilita isso; se chama SINTEGRA. Parece um ‘programinha’ — despretensioso e simples, como muitos outros; mas traz consigo a possibilidade de uma central única onde tudo e todos serão monitorados e controlados, proibindo, aliás, tanto aos compradores quanto aos vendedores atuarem sem tais ‘cadastros’. Não sem causa, seu nome ‘de batismo’ é: Convênio 57/95. Dando claramente a entender que se trata de algo à disposição para teste desde 1995; porém, que vem sendo esquematizado desde 1957, quando criaram o “Clube de Roma”. Entidade que desde a posse de sua primeira ‘diretoria’ propõe que o mundo seja governado por único homem. Obviamente, tais ‘lideranças’ jamais escolherão Jesus para liderar o grupo, tampouco o mundo! Escolher-se-á o outro. O homem do pecado, o iníquo…, a quem o Senhor destruirá (pessoalmente) na sua vinda.
Em suas reuniões de cúpula…, os tais ‘líderes’ mundiais dizem: — “Queremos um único homem para governar o mundo, seja ele Deus ou demônio!”.
O governo teocrático já foi testado em uma porção do Oriente Médio, na Palestina, mas não deu certo. Foram trezentos e noventa e quatro anos — desde a posse da terra em 1.444 a.C. até o inicio do reinado de Saul 1.050 a.C. Em síntese, sua proposta fora à seguinte: — “Me obedeçam, então vocês serão felizes”. Porém, seu povo não o quis ouvir, forçando-o a adotar medidas extremas para instruí-lo.
O último folheto das “Testemunhas de Jeová” que ganhei e mantenho em casa traz como título à seguinte pergunta: “Quem Realmente Governa o Mundo?” e respondem — do jeito deles é evidente.
O diabo não governa nem o próprio inferno; de onde não possui nem mesmo a chave! (Ap 1.18). Mas ele tem lutado para assumir o controle deste planeta, desde que fora expulso dos céus… Onde também queria governar (Is 14.12-14; Ez 28.11-19).
Ele não mora aqui na terra, (ainda). Porém, está perto de vir em definitivo. Somente há um que agora o restringe — o Espírito Santo que habita no crente; quando este for tirado junto com sua noiva então Satã tomará conta da terra e de seus moradores. Não por acaso, isso está dito em Apocalipse 12.12; aí as falsas: “Testemunhas de Jeová” verão o que é governo satânico!










AS DUAS BESTAS

A Besta não é o diabo (embora o poder dele seja visto nela de modo jamais presenciado) nem um animal horrível com sete cabeças e dez chifres como João viu; embora ele realmente a viu e fez essa descrição. Trata-se de um homem. Obviamente um “super-homem”. Extremamente inteligente e orador da melhor qualidade: “Toda a terra a seguirá e se ‘maravilhará’ após à Besta” (13.3). Todos menos os que têm o Selo de Deus e o Sinal do nome de seu Filho!
Corre por aí à notícia da existência do “Maitreya”. Tenho até um livro sobre ele em minha modesta biblioteca…, um ótimo livro (diga-se de passagem); supostamente já nascido (não sei onde), quiçá no inferno; dizem que (aquele individuo) já possui status de anticristo. Ele é o “cristo” da New Age. Todo anticristo se apresenta como um “cristo alternativo”. Cada seita tem o seu.
O fato é que o Clube de Roma fora fundado em 1957 e o mercado comum europeu inaugurado no dia 31 de dezembro de 1992 na mesma área geográfica do antigo império romano. Desde 1989 ouço o “Cades-Barnéia” cantar:
— “É, meu irmão, aí vem vindo a Besta!
Ela vem de mansinho, dentro da cesta”.

Na estrutura gramatical da música vimos que a “Besta” do “Cades-Barnéia” é o papa. No nosso estudo, não muito profundo, embora o papa mereça o título. Ele poderia ser apenas a ‘menor’ das duas bestas. Falso profeta tá de bom tamanho para o papa (confesso que eu admirei…, e muito, o: Carol…/João Paulo II).
O palco está montado. Há poucos dias houve até uma simulação, quando um grupo de ‘notáveis’ simulou uma ‘votação’ a fim de saber quem serviria para governar o mundo todo. Ganhou o Nelson Mandela, com Bill Clinton em segundo lugar. Sabemos que apesar da eminente inteligência do Clinton e da popularidade do Mandela; para ser a Besta (anticristo), nenhum dos dois serve.
Abertos os primeiros seis selos, com a Besta já no poder; isto é, o anticristo reinando ‘soberano’ sobre o mundo inteiro… culminando (cap. 6) com um terremoto muito maior que o alcance de graus da escala/richiter que vai até 9 (dizem). Em seguida será aberto um parêntese onde o Cordeiro designa o número de seus escolhidos (judeus) que dirão não: à besta, ao seu sinal e ao número que corresponde ao seu nome 666; este remanescente judeu — hão de ser salvos (Rm 9.27; 11.26) e postos em segurança (no ‘monte Sião’/cap. 7/todo).
Aqueles escolhidos, somente judeus, doze mil (12.000) de cada tribo mais as duas testemunhas — supostamente/Moisés e Elias; pois, elas ‘têm’ poder para:
1) Cerrar o céu para que não chova;
2) Transformar à água em sangue e
3) Ferir com pragas a terra/quantas vezes se fizer necessário (Ap 11.6), serão os responsáveis por anunciar o seguinte Evangelho: — “É CHEGADO O REINO DOS CÉUS”. Mensagem, aliás, já testada e aprovada por João (o batista) e pelo próprio Cristo (Mt 3.2).
Naquele dia se cumprirá à parte de Mt 24 (v 14), onde se lê o seguinte: — “E este evangelho do reino será em todo o mundo, em testemunho a todas as pessoas, então virá o fim”. Até porque, na escatologia o arrebatamento da igreja não é o fim. É o começo! Até mesmo o Milênio será “o fim”, mas não do mundo (ainda); porém, dos tempos dos gentios (Lc 21.24); que as “testemunhas de Jeová” chamam de: “fim deste sistema de coisas” embora não há milênio para eles… pois: ‘se acham’ nele desde 1918.
QUANDO O CÉU SE CALA

No capítulo 8 lemos que houve um silêncio de aproximadamente meia hora (0h30min) no céu. Isso é muito sério! Dá pra imaginar à ansiedade de João esperando à sequencia daquela visão, quando de repente o céu simplesmente faz um ‘minuto’ de silêncio? Um não, uns trinta.
Quando eu era menino explicavam-se à eternidade mais ou menos assim: — “Imagine que a cada cem anos um ‘pássaro’ vai ao pico de uma torre feita de metal muitíssimo alta e esfrega nele o seu bico…, desgastando-os (o bico e à torre) — quando acabar de desgastar toda àquela torre terá passado um minuto da eternidade”. Trinta minutos no céu é muito tempo!
No Israel vétero-testamentário havia o seguinte hábito: o proprietário de um bem muito valioso o escriturava (em cartório) e selava o documento com o seu sinete; passados tempos, se houvesse alguma catástrofe… contextualizando, vai que o ‘cartório’ (do crime) ‘pega fogo’ — então, somente àquele nas mãos de quem for encontrado o anel igual ao selo que fecha (e abre) o documento o poderá acessar. Esta é a segunda vez no Apocalipse que João fica um tanto apreensivo na expectativa daquilo que viria a seguir. Antes ele: — “chorara muito porque aparentemente não havia ninguém digno de abrir o livro, olhar para o mesmo tampouco o ler ou desatar os seus sete selos”. Porém, um dos anciãos lhe disse: — ‘não chores…’ (Ap 5.4,5). Não à toa, Jesus possui as chaves (de Davi) que fecha e ninguém abre ou abre e ninguém fecha! (Ap 3.7).
O Soberano Criador realmente possui nas mãos todo o poder, por isso o chamamos Todo-Poderoso. Se uma ‘tsunamisinha’ — com ondas de 25m de altura e velocidade de 800km/h é capaz de ceifar 286 mil vidas, dá para imaginar as catástrofes (sobrenaturais) previstas neste capítulo (9 de Ap)? E, não adianta a CNBB tentar acalmar os ânimos dizendo que o Apocalipse é uma alegoria, porque, daqui a pouco, sete anjos ‘tocarão’ sete ‘trombetas’ então:

Do mesmo ‘altar’ de incenso onde hoje são ‘armazenadas’ as nossas orações, sairão ‘brasas’ vivas com as quais muitos aqui em baixo serão literalmente fulminados;
Um terço (1/3) de tudo que há na terra e no mar será destruído;
As águas que agora chamamos de doces, isto é, potáveis, se tornarão absinto, isto é, amargas;
Sol, lua e estrelas perderão um terço (1/3) do seu brilho;
E ainda há quem diga que: — “Haverá salvação na GT”. É verdade, haverá; entretanto, não vale à pena esperar àquela ‘salvação’. Vai que…

Tudo isso, somente ante o ‘som’ das quatro primeiras trombetas. A seguir aparece outro anjo anunciando: — “Vai ficar pior, esperem até o toque das três trombetas que ainda hão de tocar” (paráfrase/Ap 8.13).

Colar figurinhas dos ‘gafanhotos’… achar na Net.

Vamos ao resumo do texto: — “… vi um anjo (estrela) que caiu do céu tendo nas mãos as chaves do poço do abismo… ao abri-lo saiu bastante fumaça, capaz de ofuscar o brilho do sol e o ar. Juntamente à fumaça levantaram-se ‘gafanhotos’ (infernais) poderosos como escorpiões…, com ordens para que não causassem nenhum mal aos vegetais…, mas somente àqueles que não têm o ‘sinal’ de Deus em suas frontes” (Ap 9.1-4).

FÉRIAS PARA A MORTE

Durante cinco meses, ninguém conseguirá alcançar à honra de morrer — embora: buscarão a morte de todas as maneiras; porém, ela simplesmente: “Fugirá deles!” (v 6).


1) Você é injusto? Faça injustiça ainda;
2) É justo? Faça justiça ainda;
3) Sujo? Suje-se ainda mais…; porém:
4) Se Você é santo… Santifique-se mais ainda (Ap 22.11).
















































































SIMPLIFICANDO A ESCATOLOGIA

A escatologia bíblica tem sido objeto de ‘especulações’ inúteis e equívocos, os mais absurdos, ‘graças’ (principalmente) à falta de observação por parte daqueles que se aventuram nesse aparente abismo. Evidentemente, escatologia não é fácil, nem é para quem quer. Mas também, não é nenhum ‘bicho’ de sete cabeças, embora haja nela bichos de sete cabeças (inclusive).
O livro mais ‘complicado’ da Bíblia e também mais utilizado para estudo dessa fascinante matéria, começa com as seguintes sentenças: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos…” (Ap 1.1). Se até o livro mais difícil é para: mostrar, logo, Deus não tem nada a esconder. Ao contrário, os seus segredos estão à nossa disposição (Sl 25.14). O termo Apocalipse, aliás, vem do grego “Apocálupsis” e significa literalmente: revelação. É como abrir uma cortina e mostrar o que estivera escondido atrás dela.
Muitos “telogos” (como diz meu amigo Teodoro de Barros, Lázaro — de Pontalina/GO) se perdem facilmente na sua ‘interpretação’ e cometem erros muito graves e ou atribuem sérios equívocos ao próprio Jesus ou à sua Santa e Infalível Palavra, simplesmente por falta de ler calma, clara e corretamente um texto, antes de propor sua interpretação e exposição.
Pela ordem, o que os mestres e os ‘mestres’ em escatologia (teólogos e ‘telogos’ - respectivamente) ensinam? Em geral ensinamos sobre:

BREVE ÍNDICE ESCATOLÓGICO

 Onde estão (deveriam estar) os mortos;
 O rapto da igreja;
 A instalação do governo do anticristo;
 As setenta semanas de Daniel;
 A grande tribulação;
 O julgamento das nações;
 O milênio;
 A última revolta de Satanás;
 O juízo final;
 Eterno e perfeito estado.

Particularmente, eu gosto mais do sumário dos eventos escatológicos de “Escatologia Bíblica” (EETAD). Porém, temos pouco espaço. Vamos focar apenas alguns pontos aparentemente divergentes.
Não vamos ficar presos exclusivamente ao Apocalipse, pois, há vários outros textos na Bíblia que trazem detalhes impressionantes para uma melhor compreensão e reflexão nossa. Detalhe: A Bíblia é o único livro deste planeta em que a história normalmente é escrita com boa antecedência. É o livro de Deus! Quem pode, pode.
Normalmente um bom sumário escatológico começa a partir do arrebatamento (rapto) da igreja. Tema que o apocalipse: não nega, mas também não traz.
Embora o texto chave de apocalipse realmente seja 1.7, que diz: — “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá; até mesmo aqueles que o traspassaram. E todos se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém”. Entretanto, em nenhum dos seus 405 versículos está explícito o termo arrebatamento — é desnecessário (fazer menção).
O apocalipse não trata (direta ou literalmente) do arrebatamento (rapto/comprimir com força), trata da revelação de Cristo em glória (Mt 25.31-46; Jd 14; Ap 1.7; 19.11-18). Sabemos que a (tríplice) divisão do livro está muito clara, pois, em Ap 1.19, João é ordenado a tratar das coisas:

1. Que viu (cap. 1);
2. Que são (caps. 2 e 3) e;
3. Que hão de acontecer (caps. 4-22).

Apesar da eminente presença do elemento profético também nos três primeiros capítulos (onde quase 100% já estão cumpridos e ou cumprindo-se), a porção mais importante deste santo e canônico livro a ser discutida aqui serão os capítulos 4 a 22 (do arrebatamento ao estado perfeito e eterno), cujo cumprimento é futuro, confiável e certo, como são confiáveis e certos todos os desígnios de Deus!





O ARREBATAMENTO

O leitor deve estar esperando achar a devida coerência para o termo ‘arrebatamento’ inserido aqui, uma vez que já informamos que ele não aparece no apocalipse. Também dissemos que o termo é desnecessário. Desnecessário, porque o cap. 4 de apocalipse começa com o céu literalmente aberto e o Senhor (preposto) dizendo a João: “Sobe para cá” (v 1). Desde então, nem o apóstolo nem a igreja são mais mencionados na terra.
Precisamente para que não sintamos falta do termo arrebatamento ou rapto durante o nosso estudo dissemos que vamos utilizar outros trechos bíblicos. A Bíblia está repleta de passagens eivadas de detalhes sobre o arrebatamento; portanto, não é apenas uma tese nossa, é uma doutrina irrefutável! Pode-se considerar um dogma (um ponto indiscutível em nossa doutrina cristã).
Desde os velhos e bons tempos de Enoque (o sétimo depois de Adão, da linhagem de Sete) pregam e especulam sobre a segunda vinda de Cristo (Jd 14). “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa… Para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Tm 3.16,17).
Daniel, por exemplo, muito se esforçou para saber, inclusive, que dia este ‘sistema de coisas’ acabaria. Bondosamente, Deus lhe mostrou muitos detalhes importantes e indispensáveis à exegese escatológica moderna.
As setenta semanas (ilustradas no gráfico simples a seguir) são peças indispensáveis nos sermões e estudos escatológicos de quaisquer mestres que se prezam, embora, incompreendidas e ou mal explicadas por alguns de nós.

445 a.C. (início)

Sete semanas (49 anos)
Sete semanas + sessenta e duas semanas = sessenta e nove semanas… (483 anos).

Observação: cada ‘dia’ dessa ‘semana’ equivale a um ano.

A propósito: conforme o calendário em uso, Jesus nasceu no ano 5 a.C. por isso a soma entre 445 e sua morte não bate. 69ª semana (o Messias é morto).




O “tempo dos gentios” e a implantação da igreja (intervalo).
Já dura mais de 2.000 anos (desde 605 a.C.). Termina sete anos após o arrebatamento. Depois da GT. 70ª semana (GT).
“Setenta ‘setes’ (490 anos) estão determinados sobre o teu povo (Israel) e sobre a tua santa cidade (Jerusalém)” (Dn 9.24).

Do ponto de vista de muitos, estamos passando o: ‘carro na frente dos bois’ indo direto às setenta semanas de Daniel, no entanto, as setenta semanas são um ‘pano de fundo’ sobre o qual repousam todas as profecias bíblicas. Até mesmo o próximo grande evento escatológico (rapto) e também mais aguardado pelos santos de todo o mundo se encaixa perfeitamente nessa ‘planilha’ entre as semanas 69 e 70 (diga-se de passagem).
Quando será o arrebatamento? Não sei e duvido que alguém saiba! Mas estou esperando-o para hoje. Ora vem Senhor Jesus!
À ‘pergunta’ (idiota) “quando será o arrebatamento?”. Não deve nem haver tentativa de se elucidar, haja vista que: “daquele dia e hora ninguém sabe…” (são palavras de Jesus! — Mt 24.36; Mc 13.32). Só Ele sabe quando este “evento glorioso”, ou “à volta do Poderoso” (hino/Trio Alexandre) vai se cumprir.
Nesse ponto, alguém poderia argumentar: — Para que nos serviria o texto de Mateus 24.34? Jesus fixava uma data (14 de maio de 1948?) para que, a partir dela, pudéssemos calcular melhor os tempos e estações relacionados à sua vinda? Não. A nós não compete saber os tempos e as estações que o Pai, sabia e definitivamente escolhera para cumprir os seus imutáveis propósitos, só precisamos estar cheios do Espírito Santo para testemunhar dele! (At 1.7,8).
Jesus fora perfeito e jamais cometera um único deslize (Jo 8.46), tampouco deixou pistas que pudessem ser utilizadas para ‘calcularmos’ (em vão), o dia do arrebatamento; apenas nos garantiu que vem, e acrescentou: “estai apercebidos”, isto é, prontos! Pois: “O Filho do homem a de vir à hora em que vocês menos o esperarem” (subentendido).
Como explicar o texto e o contexto de Mt 24 e outros similares? Para começar, o Mateus 24 é tão ‘complicado’ que o autor daquelas infalíveis palavras (o próprio Jesus) disse: “quem lê, entenda” (Mt 24.15).
Não devemos ignorar que em Mateus 24 o Senhor Jesus Cristo respondera (simultaneamente) a três indagações. Vejamos:
Os seus discípulos se chegaram a ele (em particular), no monte das Oliveiras, e lhe indagaram: — “Dize-nos:
a) Quando serão essas coisas (a destruição de Jerusalém e de seu templo);
b) Que sinal haverá da tua vinda (certamente eles tinham em mente o arrebatamento, ou melhor, sua revelação em glória);
c) E (que sinal haverá – subentendido) do fim do mundo?” (Mt 24.3).

Eis o que Jesus diz sobre o assunto — Tenham muito cuidado para que ninguém vos engane. Muitos virão em meu nome… (v 4).

Duas das três partes do capítulo 24 de Mateus já estão cumpridas! Poucos versículos estão por cumprirem-se. Vejamos alguns exemplos:

 “Ai das grávidas e das que estiverem amamentando naqueles dias…” (já está cumprido);
 “Orai para que a vossa fuga não seja no inverno ou no sábado…” (já está cumprido);
 “Não passará esta geração sem que todas ‘essas coisas’ aconteçam…” (já está cumprido);
 “Trair-se-ão uns aos outros e uns aos outros se aborrecerão…” (já está cumprido);
 “Sereis odiados por causa do meu nome…” (está cumprido);
 “E este Evangelho do reino será pregado em todo o mundo em testemunho a todas as gentes e então virá o fim”. (vv. 19, 20, 34, 10, 14) (futuro).

Olhando dessa ótica, o binômio ‘essas coisas’ está vinculado à destruição de Jerusalém e do seu templo, pelo general romano Tito (no ano 70 d.C.), ocasionando à Diáspora; os sinais de sua vinda compreendem: guerras e ameaças de guerras, fome, pestes, terremotos (as ‘tsunamis’ cabem muito bem aqui também), apostasia generalizada (Ap 3.14-21) e a restauração política de Israel (prevista no ‘vale de ossos secos’ — Ez 37). Essa está se cumprindo perante os nossos olhos. A nossa redenção realmente está próxima! (vv.. 32,33). Ele (Jesus Cristo) só não disse quando viria para não perder a graça e nem tirar de nós a responsabilidade de estarmos vigilantes, sempre… por isso disse: “Considerem isto: se o pai de família soubesse o momento exato em que viria o ladrão, vigiaria e não o deixaria arrombar a sua casa” (v 43).
Quanto à pregação do Evangelho do reino, assim que aceitamos à fé (20/08/1976), logo, tornamo-nos ouvintes de vários programas de rádio evangélicos, em alguns daqueles programas os ‘louco/tores’ diziam: “irmãos, vamos continuar pregando este Evangelho do reino e apressaremos à vinda de Jesus!” (ou seja, apressaremos o arrebatamento). Deus não está vinculado a nós nesse sentido e, não precisa enquadrar os seus planos em nossa agenda e ou planilha de trabalhos, mesmo que estes sejam prestados em benefício de sua obra e ou de seu reino!
O “Evangelho do reino” de Mt 24.14, nada tem a ver com a boa nova do Evangelho que pregamos hoje, pois, o contexto deixa claro que aquele Evangelho será a notícia de que o seu reino, isto é, o MILÊNIO estará prestes a ser implantado, para finalizar os seis (6) propósitos das setenta semanas de Daniel — “ungir o Santo dos Santos” (Dn 9.24) e que, não estaremos mais aqui.
O Salmo 2 (todo) se encaixa aqui também. Ele fora composto por Davi, para ser ‘cantado’ no dia da posse de seu filho Salomão e tem sido muito bem aplicado para descrever à futura posse do Messias em seu eterno reino (essa interpretação fora dada pelo sapiente escritor aos hebreus).
Os pregadores daquele Evangelho (do reino) hão de ser os 144.000 ‘selados’ de Israel, mais as duas testemunhas (144.002), que, faço questão de expor desde já minha opinião sobre quem achamos que são elas, citando uma de minhas teses (em forma de poesia), que está veiculando na Web, em meu modesto BLOG: ademetriosilva.blogspot.com (merchandising), vejamos:




O DEFUNTO QUE NÃO MORREU

Há quase quarenta séculos, no antigo reino do Egito;
Só pra cumprir uma promessa do Deus Santo e infinito;
Nascera um lindo bebê — que causara admiração…
Seria homem mui capaz e se opondo a satanás, libertou sua nação!
Em certa altura da história da décima oitava dinastia…
Seu povo crescera tanto, até causar agonia…
Satã logo bolou um plano pra por fim ao crescimento;
Usou um tal de Faraó — o maior rei daquele tempo.

Matem todos os meninos! Dizia ele às parteiras.
Mas elas temeram a Deus e por causa dos atos seus,
Tiveram os seus nomes inseridos junto aos dos santos remidos.
Porque há um Deus de amor que, a todos recompensa,
Independente de sua cor, da raça, dos bens e da crença.

Três meses ele ficou escondido… feito quase impossível.
Então (o) puseram no Nilo — Símbolo da vida do Egito.
Porém, nunca estivera sozinho — o “indefeso” menininho!
Contava com Miriã, sua querida irmã... Que de longe o seguira;
Até que a “primeira-filha” — grande princesa do Egito…
Descera àquele rio, levando ‘outras’ consigo...

Sua criada o apanhou — Vejam! É um menino hebreu!
Naquele instante ele contou com a ajuda do céu;
Sua vida ou sua morte, nas mãos da “futura rainha”;
Porém, veio a sua irmã — uma simples menininha...
Quer que eu chame uma escrava pra criá-lo pra senhora!
Então disse: Ótima idéia. Mas, só vá se for agora!

Cresceu como um grande príncipe, instruído na ciência.
Tudo soubera do Egito — nada deixou de sua crença...
Recusou ser o herdeiro do trono de Faraó.
Depois “fugiu” para um deserto — onde pensara estar só...

Até que um dia avistou uma “sarça” que ardia...
Era um fogo assustador, porém, não a consumia.
Tenho que chegar mais perto; perto dessa grande luz.
Teve um encontro com Deus — representado por Jesus...

Tira o sapato do pé! O lugar agora é santo!
E para aumentar sua fé — quem sabe em forma de canto;
Disse: “EU SOU O ÚNICO DEUS — Que apareceu a Abraão...”.
Desci pra salvar meu povo. Volte ao Egito de novo…
E tire-o da escravidão!

Graças ao braço sempre estendido, do Santo de Israel;
Eles saíram do Egito rumo ao destino seu...
À terra da promessa — onde mana: “leite e mel”;
Terra tão boa que muitos a têm comparado com o céu.

Bem mais de 600.000 homens — prontos para irem à guerra
Fora o número daqueles que ‘a caminho’ puseram-se...
Teriam entrado na “herança” se não lhes faltasse fé!
Deixaram a Deus tão descontente que, jurou matar àquela gente;
Salvo, Calebe e Josué.

Às margens do rio Jordão... Já no limite daquela terra
Despede-se da multidão e, logo sobe a serra...
Aquele que o sucedeu — terminaria o seu livro;
Admitindo — “… Ele morreu e teve o corpo escondido”.
A propósito: nem mesmo Satã (de quem nada se pode esconder)
Sabe onde está o seu corpo e com Miguel foi contender!

Se o Deus que trasladara Enoque e arrebatou Elias
Realmente é o mesmo Deus a quem tão grande homem servia…
Convém lembrar que na história já houve muitos profetas!
Mas, nenhum outro teve a glória de (com sua face descoberta);
Mostrar tanta intimidade com o Criador da sua raça;
Tampouco a grande honra de falar-lhe cara a cara!

Pouco menor que Jesus — mais famoso que Samuel!
No rosto trazia uma ‘luz’ cujo esplendor excedeu…
Ao sol quando brilha forte no maior calor do dia…
Um líder daquele porte, o mundo jamais veria!

Em pleno Novo Testamento, o Messias ensinou;
Que o homem uma vez morrendo — um ‘abismo’ se formou…
Torna-se, portanto, impossível que ele retorne aqui.
E, nem mesmo insistindo com Deus…
Teria o corpo seu, o direito de ir e vir!

Eis que eu vos digo um ‘mistério’: No monte da transfiguração;
Sem que abrissem o cemitério pra sua ressurreição
Lá estava aquele homem a conversar com o Senhor;
Elias estava ali também e a Pedro emocionou!

No livro do Apocalipse — duas ‘testemunhas’ do bem
Farão muitas maravilhas com o poder que elas têm…
Aquele homem é uma delas (admite a teologia).
E (como todo ser humano) terá de morrer um dia.
Seus corpos serão expostos na praça da grande cidade.
E a TV irá mostrar para toda a humanidade…

De que homem falo eu? Seria de Jeremias?
Seria de Paulo, Pedro, João ou do filho de Maria?
Estou falando de Moisés — um dos homens mais fiéis
Que este planeta já conheceu!
Santo servo do Senhor! Cujo sepulcro não se achou…
Do: ”DEFUNTO QUE NÃO MORREU!”.
Evangelista: Demétrio.

Com todo respeito ao incontestável teólogo e mestre: Pr Antonio Gilberto, (autor do ótimo livro: Daniel e Apocalipse/EETAD, que tive à honra de comentar em 1995 e 1999 no núcleo 298), onde está dito que Moisés não poderia ser aceito como uma das duas testemunhas pelo simples fato de haver morrido (paráfrase). Na verdade, em trinta e quatro (34) anos de fé, confesso que li a Bíblia (toda) poucas vezes, mas a decorei. Portanto eu (Antonio Demétrio da Silva vulgo “Demétrio”) realmente tenho absoluta convicção quando digo que Moisés não morreu. Além disso, a despeito do texto de Hb 9.27, toda regra tem exceção!
O filho da viúva de Sarepta, da Sunamita, o homem sepultado no sepulcro de Elizeu, O filho da viúva de Naim, Lázaro, Dorcas e Êutico — todos esses morreram duas vezes. Por que não Moisés? Quanto a Enoque, quando eu era criança a Escola Dominical trazia o seguinte título: “Enoque, Tipo da Igreja Arrebatada” (1976).
A igreja arrebatada não provará à morte, só por isso, Enoque não poderia morrer! As duas testemunhas serão mortas.
Muitos desses sagrados e inspirados versículos (de Mateus 24) tem sido causa de especulações e exageros por parte de não poucos ‘mestres’ cristãos, mas, nenhum deles tem sido tão mal aplicado quanto o v 34 — utilizado (equivocadamente) para ‘cálculos’ pelos ‘telogos/matemáticos’ que informados, digo, mal informados da restauração política de Israel — a figueira (v 32), dizem que: a partir de 14 de maio de 1948 é só contar uma geração (cif. equivocada do v 34) e enquadrar nesse período toda a profecia (inclusive o rapto da igreja).
Não obstante, já estamos bem adiantados na segunda geração (desde maio de 1948) e nada de arrebatamento e ou de fim do mundo, embora muitos ‘esperaram’ em vão (o fim do mundo) para o dia 08 de agosto de 1999. Fizeram até uma novela (de Dias Gomes) com o tema: “O Fim do Mundo”. Veicularam o assunto no Globo Repórter (inclusive).
O que Jesus realmente disse em Mt 24.34 foi o seguinte: — “Não passará esta geração (a geração na qual ele estava naquele momento, por isso não disse essa, nem aquela, disse: esta!) sem que:

1. As grávidas de Israel (moradoras de Jerusalém) sejam fendidas e seus fetos retirados antes do tempo para alimentar às tropas romanas e, até mesmo soldados judeus acuados num cerco não inferior a quatro anos – de 66 a 70 d.C. (ai das grávidas);
2. Este templo tenha cada uma de suas pedras arrancadas (v 2) (não ficará aqui pedra sobre pedra);
3. Jerusalém seja completamente arrasada!”. A propósito: Ele (Jesus) não respondia uma pergunta, respondia três! (Mt 24.2,3). Ver também à expressão (aterradora) de Daniel 9.26: “o ‘fim’ de Jerusalém será: como uma inundação”.

Para não parecer obscuro…, vejamos essa versão de Daniel: — “… o povo do príncipe que a de vir (esse príncipe que a de vir é o general romano/Tito) destruirá a cidade e o seu fim será como uma inundação” (Dn 9.26).
Será sem causa que em I Ts 4.13, Paulo exclamou: “Irmãos… não sejam ignorantes!”? O mesmo Senhor (o mesmo que subiu, evidentemente) descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo (I Ts 4.16).
Não precederemos aos que dormem (I Ts 4.15). Isto é, não vamos subir antes dos santos que morreram desde Adão. Detalhe: Não pus desde Abel porque eu realmente acho que Adão, a despeito do mal que nos tem causado, fora salvo; é bom lembrarmos que ele conhecia O Senhor Deus (e consequentemente sua misericórdia) pessoalmente. Onde estão os mortos?

ONDE OS MORTOS ESTÃO

Onde os mortos estão tem sido ‘explicado’ por vários estudiosos, dentre os quais, muitos sofistas. Como os sofismas são de todo desprezados pela Bíblia, desprezados não, anulados (II Co 10.4), vamos também desprezar e anular alguns desses ‘conceitos’ (errôneos), sobre onde os mortos estariam…, e ir direto ao ensino bíblico e sadio que nos interessa.
A despeito da miscelânea acatada por alguns grupos religioso-filosóficos, a Santa e Infalível Palavra de Deus (a Bíblia Sagrada), que (apesar da nova ortografia), ainda é o livro mais avançado deste planeta, faz clara distinção entre inferno, sepultura, lugar de habitação dos mortos, paraíso e céu.
“Ninguém jamais subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o filho do ‘homem’ que está no céu” (Jo 3.13). Isso é verdade, foi vaticinado por Jesus, em seu diálogo com Nicodemos e apenas compilado por João (que provavelmente acrescentou a parte que diz: “que está no céu”).
Se ninguém subiu ao céu, quem ou quantos desceram ao inferno? Por enquanto, ninguém também; embora o inferno já esteja pronto, pronto não, preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Infelizmente, muitos homens querem ir para lá; e certamente vão (Mt 7.13,14; Lc 13.23,24).
Em alguns casos, os termos sheol, hades e sepultura foram traduzidos por inferno, haja vista que, na Bíblia, são sinônimos entre si.
Os que vão para o inferno, já se sentem no inferno desde o hades (Lc 16.23); pois, suas almas não estarão ali numa boa. Mas os originais bíblicos fazem clara distinção. Sepultura, por exemplo, aparece em Gn 50.5 e, em hebraico é queber e em grego mnemeiom.
É evidente que para o ímpio, as expressões: morte, sepultura, sheol, hades e ou ‘tabernáculos’ eternos (Lc 16.10) trazem consigo a triste expectativa do inferno, por isso, o uso casual e coerente de quaisquer dos termos.
No domingo — dia 03 de fevereiro de 1985 eu (Antonio Demétrio da Silva, vulgo “Demétrio”), estava tocando uma guitarra num abençoado congresso de jovens na cidade de Paraíso do Norte—TO (na época era uma cidade do Estado de Goiás), onde ouvi um pastor, da Assembleia de Deus “SETA” (Serviço de Evangelização do Tocantins e Araguaia), mencionar dois acontecimentos; dois não, um, em duas ocasiões distintas:
Tinha ele uma irmã não evangélica (enfermeira), e lutara muito para ganhá-la para a fé cristã,… e nada,… até que teve a feliz ideia de pedir que observasse duas mortes — a morte de um crente e a morte de um não crente. Ela o fez… e logo em seguida se converteu. Fazem mais de vinte e quatro anos, mas vou tentar reproduzir (mesmo que seja parafraseado), o testemunho daquela jovem ao seu irmão pastor.
Segundo o depoimento dela: — “o descrente, sem esperança, no momento de sua morte, pedia pelo amor de Deus que o não deixassem ir, esbugalhou os olhos, como que assustado com algo horroroso, cresceu uns 5cm, de tanto ‘lutar’ supostamente contra a morte, e, sem sucesso, morreu no maior pavor possível; enquanto isso, o crente, obviamente salvo, morreu sereno e tranquilo, glorificando a Deus e sem dar alvoroço. Era o que faltava para a jovem enfermeira entender que vale à pena ser crente”.

Veja à ilustração simples, a seguir:



Os mortos crentes estão no Paraíso (antigo seio de Abraão)
Aguardando o arrebatamento da igreja.

Os mortos ímpios estão
no Sheol/Hades.
Aguardando à sua sentença,
quando vão para o inferno O Poço do
(Mt 25.41). Abismo



Nota: o ‘poço’ do abismo não é uma cisterna ‘bonitinha’ como parece ser na ilustração (acima), é um precipício horroroso impossível de ser transposto (Lc 16.26), cujo formato exato ainda não se contou ao mortal.

Ao mencionar a distinção feita por Deus entre justos (os que servem a Ele) e ímpios (os que não servem), o profeta Malaquias faz questão de dizer: “vereis outra vez a diferença…” (Ml 3.18). Ele estaria levando em conta o fato de que Deus jamais deu tratamento totalmente idêntico a ambos. Ao contrário, a Bíblia está repleta de textos que mencionam as bem-aventuranças do justo e o castigo do ímpio. O Salmo 1º é um desses textos.
Destarte, o quê é bem-aventurança? Estava eu (traquilamente) assistindo a uma semifinal do soletrando no sábado, dia 10/05/08, onde caiu o termo “bem-aventurança” e o candidato pediu a definição (pois, as ‘escolas’ brasileiras infelizmente são essencialmente espíritas e, não ensinam nem permitem que sejam citados termos dos domínios da teologia), nesse ponto o Gabriel o “Pensador” olhou para o seu monitor e deu a seguinte definição de bem-aventurança: “A FELICIDADE PERFEITA”. Isso é que é bem-aventurança! Somente os crentes a conhecem, pois, somente nós (crentes em Jesus), possuímos!
Desde Adão, quando morria um crente e ou um descrente, iam ambos para o hades (tanto o Sheol/hebraico, quanto o Hades/grego significam “lugar de habitação dos mortos”). É por isso que (por ocasião da morte de muitos personagens), encontramos, em várias passagens bíblicas, a expressão: “… e foi congregado ao seu povo”; ocorre que, no hades havia duas divisões: de um lado (em tormentos) ficavam os ímpios impenitentes candidatos ao inferno e, do outro, no “seio de Abraão” (supostamente à direita), bem longe e acima, separados por um precipício intransponível (Lc 16.23,26), os justos que morreram aguardando a sua redenção, ou melhor, o seu Redentor, que foi morto, mas está eternamente vivo (Jó 19.25,26; Sl 16.10; Ap 1.18). Ah! “E possui as chaves da morte e do abismo” (essas ‘chaves’ sempre estiveram nas mãos de Cristo, que nunca se deu ao trabalho de tomá-las das mãos do diabo). A Bíblia não é um enredo para uma peça teatral! Muitas das ‘ilustrações’ utilizadas por diversos ‘pregadores’ são inúteis e ou fantasiosas!
O Paraíso (como lugar intermediário dos que irão para o céu), não existia antes da morte de Cristo (certamente fora criado durante àquele terremoto no momento da ressurreição — Mt 27.53). Já o purgatório…, esse não existe até hoje — é mais uma das ‘armações’ estratégicas da ‘igreja’ romana, inserida no seu ‘cânon’ pelo papa Gregório (o grande), no concílio de Trento (1545 d.C.).
Cristo, aliás, ao subir (de volta ao céu), levou ‘cativos’ os que haviam sido cativos (Ef 4.8). Por isso ele é: “as primícias” e não a ‘primícia’ dos que dormem (I Co 15.23; Mt 27,53).


AS RESSURREIÇÕES DOS MORTOS

Em 01 de dezembro de 2003 concluí uma apostila que, desde então, tenho usado para discipular novos convertidos e candidatos ao batismo nas águas. Dentre outras verdades cabais da fé cristã, na lição sete dela falo sobre as três ressurreições… o que vou colar fielmente e compartilhar a seguir:


AS TRÊS RESSURREIÇÕES

Deus não somente prometeu aos crentes que eles serão ‘criados de novo’ (pela ressurreição ou transformação de seus corpos no dia do arrebatamento da igreja), também, declarou-lhes que seus novos corpos serão ‘gloriosos’ (I Co 15.43).

Destarte, se ficamos pasmados com a primeira definição de Deus sobre o corpo humano (quando o criou), chamando-o de ‘bom’ (Gn 1.31); imaginem a maravilha que será o corpo celestial que Deus classifica como ‘glorioso’! E, se o que ele considerou apenas ‘bom’ tem sido considerado algo quase que insondável e é objeto de especulações e pesquisas por antropólogos, arqueólogos, cientistas e outros…; desde os mais remotos tempos da nossa história, certamente, o que ele chama ‘glorioso’ não poderia ser plenamente compreendido agora… Nossa glorificação é futura e dependerá de três ressurreições. A saber:

a) A ressurreição de Cristo — Sua ressurreição é a garantia da nossa. Se ele tivesse apenas morrido, teria se transformado em mais um mártir famoso, com uma história de luta e um final trágico. Mas ele ressurgiu dos mortos e está eternamente vivo e assentado à direita da majestade nas alturas (nos céus), de onde intercede por nós! Por causa de sua ressurreição fomos salvos (Rm 5.10); recebemos nova vida espiritual (I Pe 1.3) e (um dia), receberemos a vida eterna que ele já nos deu (Jo 5.24; Rm 6.8,9; I Jo 3.2).
b) A ressurreição espiritual — Prezado aluno, você estava ‘morto’ nos seus delitos e pecados, entretanto, foi (por ele), perdoado e vivificado (Cl 2.13; Ef 2.1-3). Sem essa ressurreição não é possível seguir e servir a Deus, tampouco alcançar à ressurreição definitiva que os salvos que morreram em Cristo e os crentes que estão vivos aguardam.
c) A ressurreição do crente que está (espiritualmente) vivo — Como já dissemos (acima), a ressurreição do crente no dia do arrebatamento da igreja (para a vida eterna /Dn 12.2), dependerá das outras duas ressurreições. Em outras palavras:

1. Porque Cristo ressurgiu dos mortos e por que;
2. O crente está espiritualmente vivo;
3. Esse crente também será ressuscitado de entre os mortos ou transformado naquele glorioso e almejado dia, para receber um corpo imortal. Entre os mortos não é lugar de vivos (Lc 24.5). Detalhe: Essa ressurreição está dividida em quatro (4) classes/etapas:

1ª) A ressurreição de Cristo * as primícias (I Co 15.23) —> essa classe já ocorreu;
2ª) A ressurreição dos crentes * no dia do arrebatamento de sua igreja (I Co 15.23; I Ts 4.16) —> futura;
3ª) A ressurreição dos mártires * salvos na grande tribulação (Ap 14.13; 20.4) —> futura;
4ª) E a ressurreição que * precederá o juízo final (Ap 20.12.15) —> também futura.

Os ímpios também se levantarão da morte física (segunda ressurreição), ao lado da quarta e última etapa da primeira ressurreição… A ‘má notícia’ é que, isso ocorrerá apenas para que recebam à sua ‘sentença’ por haverem dito ‘não’ ao convite da graça (Mt 11.28; II Co 6.2).
Infelizmente, não haverá glorificação para o ímpio, pois ele está, e permanecerá eternamente morto; voltará da morte, terá um corpo imortal, porém, terá pouco ou nenhum proveito em sua ‘ressurreição’ (pois irá para o inferno logo em seguida). Na verdade, nas palavras de Jesus, a Bíblia informa-nos que: Deus não ressuscita os mortos, ressuscita os vivos! (Mt 22.32).

Por um breve momento, o ímpio também: “ressurgirá dos mortos”, porém, a condenação, a vergonha e o desprezo eternos o aguardam logo em seguida (Dn 12.2; Ap 20.12-15).










































O GOVERNO DO ANTICRISTO

O intróito do governo do governo do anticristo se dará logo após o arrebatamento da igreja. Ele se apresentará como a única alternativa para solucionar o caos que estará dominando o mundo atônito sob a notícia do desaparecimento de uma significativa parcela da humanidade.

A INSTALAÇÃO DO GOVERNO DO ANTICRISTO

Independente de quem esteja no governo de quaisquer dos países deste mundo tenebroso, quem realmente maneja os cordéis é e será sempre o Deus Soberano e Todo-Poderoso. Jeová-Sabaot. Proprietário absoluto dos céus e da terra.
Esse mesmo Deus, um dia resolveu permitir que os gentios ímpios se assenhoreassem do seu povo, inclusive. Portanto, até que os tempos dos gentios se completem, eles: “pisarão à cidade santa” (Lc 21.24).
Não por acaso, ao ler o livro do profeta Isaías na sinagoga de Nazaré, Jesus fez questão de parar sua leitura após ter concluído apenas à parte “a” de Isaías 61.2. Abra a Bíblia em Lc 4 e acompanhe comigo à sua leitura, que foi explicada por ele logo em seguida: — “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, pois ele me ungiu para evangelizar os pobres, curar os quebrantados de coração, apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor…” (Lc 4.18,19).
De propósito, ele não mencionou “o dia da vingança de nosso Deus, a consolar todos os tristes!” Essa parte, do mesmo versículo (Is 61.2), terá o seu cumprimento fiel no futuro, muito em breve. De que trata esse “dia da vingança?”. Trata-se do:

 Dia da angústia para Jacó;
 Dia da ira de Deus;
 Dia da vingança do nosso Deus;
 Dia de Cristo, ou seja: O DIA DO SENHOR.

O dia do Senhor inclui a grande tribulação e o milênio. Por sua vez, a grande tribulação divide-se em duas partes principais de 3,5 anos cada (Dn 9.27), sendo a 1ª parte denominada apenas: tribulação e a 2ª de: grande tribulação. Os piores dias serão os últimos 3,5 anos.
Um dia, ao discutir com os fariseus, Jesus lhes disse: — “Eu vim em nome de meu Pai e vocês não me receberam; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis” (Jo 5.43). Evidentemente, ele falava do anticristo, que virá com toda eficácia de Satanás (II Ts 2.9; Ap 13.3) e enganará seus parentes terrenos (os judeus), com os quais fará um ‘pacto’ de sete anos (Dn 9.27); conforme aduzidos na ilustração a seguir:













No apocalipse, João viu um livro, selado com sete selos. Do sétimo selo saíam sete anjos a tocar sete trombetas, da sétima trombeta saíam outros sete com as sete taças contendo os últimos e piores flagelos que Deus derramará sobre este planeta.
Porém, antes de entrar definitivamente nessa porção escatológica do apocalipse, vamos rever o culto celestial presenciado pelo apóstolo João (Caps. 4 e 5). Eu disse culto celestial?
Normalmente uma missa recebe o ‘rótulo’ de “Santa Missa” e inicia em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Já o culto, o nosso,… anormalmente, começa alguns minutos após à hora marcada — com uma oração (isso é louvável — a boa teologia nos ensina a não iniciar nada sem oração), seguida do hino 243, que é belíssimo! (diga-se de passagem), daí pra frente, só Deus sabe o que irá acontecer, porque, muitos dos dirigentes sequer fazem um ‘programa’ pra evitar micos e ou fiascos viciosos.
O termo “CULTO”, literalmente, significa: “Homenagem à,… ou uma reunião em torno da Divindade” (Dicionário Brasileiro Globo). Foi o que João viu naquele culto celestial. Vejamos:
“… os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, com suas taças de ouro cheias de incenso, que representam as orações dos santos; eles cantavam um cântico novo cuja letra dizia: Digno és tu de tomar o livro e de desatar os seus sete selos; porque foste morto e com o teu próprio sangue compraste para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino e sacerdotes e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5. 8-10).
No versículo 13 João faz questão de tratar como criatura a todos os que estão no céu, sobre e sob a terra e no mar ao bendizerem àquele que está assentado sobre o trono. Nenhum dos pregadores do naturalista inglês Darwin (1809-1889 d.C.) e de seu suposto co-autor (que a Globo nomeou ontem 13/07/2009) hão de tomar parte naquele glorioso evento. Será um culto restrito às criaturas! Os Criadores (Trindade) serão os objetos de adoração daquele “santo culto”.
Os quatro seres viventes assistiam tudo e diziam: “Assim seja” (v 14) enquanto os anciãos (prostrados), O adoravam.
Quem serão os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos? Será de bom alvitre ler aqui o primeiro capítulo de Ezequiel, dando especial atenção à visão que ele teve. É evidente que, ao chegarmos ao céu certamente não iremos ‘tropeçar’ em quatro seres com a aparência daqueles vistos por João nos caps. 4 e 5 — com rostos de: Leão, Boi, Homem e Águia.
O Senhor mostrou-os a João só para que tivéssemos certeza da autenticidade de sua Palavra. João conhecera bem os livros de Daniel, Ezequiel e Zacarias e, consequentemente, sabia tratar-se da revelação cabal da natureza de Cristo; o Rei dos reis, na terra e no céu! Merchandising de minha música (A Cidade do Grande Rei). Por sua vez, os vinte e quatro anciãos, se for verdade que se trata de um número representativo como bem disse o sábio pastor Dr. Antonio Gilberto, com o que concordo em gênero, número e grau; bem que poderiam ser vinte e quatro anciãs! Por que não? Mulheres da Bíblia com suficiente mérito e perfil para tal não faltam. Existe até uma peça teatral, ou melhor, um jogral em (forma de poesia) veiculando no nosso blog ademetriosilva.blogspot.com (merchandising), intitulada “MULHERES IMPORTANTES”, foi muito difícil compor, pois lembramo-nos de bem mais de vinte e quatro mulheres — só pra mencionar!
É fato que quaisquer seres e ou anciãos que chegarem ali hão de louvar àquele que está ‘assentado’ no trono por toda a eternidade! Digo, pelos séculos dos séculos! Amém.


A ABERTURA DOS SEIS PRIMEIROS SELOS

O capítulo 6 começa com as seguintes sentenças: “Quando o Cordeiro abriu o primeiro selo olhei e vi um dos quatro seres viventes dizer: vem e vê. Então olhei e eis um cavalo branco; e o seu cavaleiro possuía um arco; foi-lhe concedida uma coroa e saiu vitorioso e para vencer”. Lindo texto.
Lido assim (às pressas) não parece o Cristo montado em seu belo cavalo branco, rumo à vitória? Mas não é. É o falso ‘messias’, o anticristo; que se levantará contra tudo a que se chama deus ou se adora e se assentará em lugar de Deus, no seu templo! (II Ts 2.4). Continue lendo o Apocalipse capítulo seis (6) e constate com quanta má companhia esse ‘cristo’ virá ‘acompanhado’ (vv.. 3-17). Sua comitiva será sucedida por: insegurança, escassez, morte e até o próprio inferno representado (subentendido).
Há onze anos vi o Pr. Rodovalho (Roberto) afirmar que será possível ao anticristo saber tudo sobre a vida de quaisquer consumidores tão somente através de seu cadastro no comércio (aparentemente modesto de uma determinada cidadela em todos os pontos de planeta). Não concordei nem discordei dele, somente retive seu ensino até o momento oportuno; passados muitos meses (entre os dias 29/04/2005 e 29/01/2006), tive à honra de trabalhar no Supermercado Grajaú – LTDA onde eu fazia pessoalmente tanto o cadastro dos fornecedores e clientes quanto dos produtos daquele estabelecimento. Hoje, que é minha vez de ensinar, digo: Concordo inteiramente com o Rodovalho…
Já existe no comércio mundial um programa que possibilita isso; se chama SINTEGRA. Parece um ‘programinha’ — despretensioso e simples, como muitos outros; mas traz consigo a possibilidade de uma central única onde tudo e todos serão monitorados e controlados, proibindo, aliás, tanto aos compradores quanto aos vendedores atuarem sem tais ‘cadastros’. Não sem causa, seu nome ‘de batismo’ é: Convênio 57/95. Dando claramente a entender que se trata de algo à disposição para teste desde 1995; porém, que vem sendo esquematizado desde 1957, quando criaram o “Clube de Roma”. Entidade que desde a posse de sua primeira ‘diretoria’ propõe que o mundo seja governado por único homem. Obviamente, tais ‘lideranças’ jamais escolherão Jesus para liderar o grupo, tampouco o mundo! Escolher-se-á o outro. O homem do pecado, o iníquo…, a quem o Senhor destruirá (pessoalmente) na sua vinda.
Em suas reuniões de cúpula…, os tais ‘líderes’ mundiais dizem: — “Queremos um único homem para governar o mundo, seja ele Deus ou demônio!”.
O governo teocrático já foi testado em uma porção do Oriente Médio, na Palestina, mas não deu certo. Foram trezentos e noventa e quatro anos — desde a posse da terra em 1.444 a.C. até o inicio do reinado de Saul 1.050 a.C. Em síntese, sua proposta fora à seguinte: — “Me obedeçam, então vocês serão felizes”. Porém, seu povo não o quis ouvir, forçando-o a adotar medidas extremas para instruí-lo.
O último folheto das “Testemunhas de Jeová” que ganhei e mantenho em casa traz como título à seguinte pergunta: “Quem Realmente Governa o Mundo?” e respondem — do jeito deles é evidente.
O diabo não governa nem o próprio inferno; de onde não possui nem mesmo a chave! (Ap 1.18). Mas ele tem lutado para assumir o controle deste planeta, desde que fora expulso dos céus… Onde também queria governar (Is 14.12-14; Ez 28.11-19).
Ele não mora aqui na terra, (ainda). Porém, está perto de vir em definitivo. Somente há um que agora o restringe — o Espírito Santo que habita no crente; quando este for tirado junto com sua noiva então Satã tomará conta da terra e de seus moradores. Não por acaso, isso está dito em Apocalipse 12.12; aí as falsas: “Testemunhas de Jeová” verão o que é governo satânico!










AS DUAS BESTAS

A Besta não é o diabo (embora o poder dele seja visto nela de modo jamais presenciado) nem um animal horrível com sete cabeças e dez chifres como João viu; embora ele realmente a viu e fez essa descrição. Trata-se de um homem. Obviamente um “super-homem”. Extremamente inteligente e orador da melhor qualidade: “Toda a terra a seguirá e se ‘maravilhará’ após à Besta” (13.3). Todos menos os que têm o Selo de Deus e o Sinal do nome de seu Filho!
Corre por aí à notícia da existência do “Maitreya”. Tenho até um livro sobre ele em minha modesta biblioteca…, um ótimo livro (diga-se de passagem); supostamente já nascido (não sei onde), quiçá no inferno; dizem que (aquele individuo) já possui status de anticristo. Ele é o “cristo” da New Age. Todo anticristo se apresenta como um “cristo alternativo”. Cada seita tem o seu.
O fato é que o Clube de Roma fora fundado em 1957 e o mercado comum europeu inaugurado no dia 31 de dezembro de 1992 na mesma área geográfica do antigo império romano. Desde 1989 ouço o “Cades-Barnéia” cantar:
— “É, meu irmão, aí vem vindo a Besta!
Ela vem de mansinho, dentro da cesta”.

Na estrutura gramatical da música vimos que a “Besta” do “Cades-Barnéia” é o papa. No nosso estudo, não muito profundo, embora o papa mereça o título. Ele poderia ser apenas a ‘menor’ das duas bestas. Falso profeta tá de bom tamanho para o papa (confesso que eu admirei…, e muito, o: Carol…/João Paulo II).
O palco está montado. Há poucos dias houve até uma simulação, quando um grupo de ‘notáveis’ simulou uma ‘votação’ a fim de saber quem serviria para governar o mundo todo. Ganhou o Nelson Mandela, com Bill Clinton em segundo lugar. Sabemos que apesar da eminente inteligência do Clinton e da popularidade do Mandela; para ser a Besta (anticristo), nenhum dos dois serve.
Abertos os primeiros seis selos, com a Besta já no poder; isto é, o anticristo reinando ‘soberano’ sobre o mundo inteiro… culminando (cap. 6) com um terremoto muito maior que o alcance de graus da escala/richiter que vai até 9 (dizem). Em seguida será aberto um parêntese onde o Cordeiro designa o número de seus escolhidos (judeus) que dirão não: à besta, ao seu sinal e ao número que corresponde ao seu nome 666; este remanescente judeu — hão de ser salvos (Rm 9.27; 11.26) e postos em segurança (no ‘monte Sião’/cap. 7/todo).
Aqueles escolhidos, somente judeus, doze mil (12.000) de cada tribo mais as duas testemunhas — supostamente/Moisés e Elias; pois, elas ‘têm’ poder para:
1) Cerrar o céu para que não chova;
2) Transformar à água em sangue e
3) Ferir com pragas a terra/quantas vezes se fizer necessário (Ap 11.6), serão os responsáveis por anunciar o seguinte Evangelho: — “É CHEGADO O REINO DOS CÉUS”. Mensagem, aliás, já testada e aprovada por João (o batista) e pelo próprio Cristo (Mt 3.2).
Naquele dia se cumprirá à parte de Mt 24 (v 14), onde se lê o seguinte: — “E este evangelho do reino será em todo o mundo, em testemunho a todas as pessoas, então virá o fim”. Até porque, na escatologia o arrebatamento da igreja não é o fim. É o começo! Até mesmo o Milênio será “o fim”, mas não do mundo (ainda); porém, dos tempos dos gentios (Lc 21.24); que as “testemunhas de Jeová” chamam de: “fim deste sistema de coisas” embora não há milênio para eles… pois: ‘se acham’ nele desde 1918.
QUANDO O CÉU SE CALA

No capítulo 8 lemos que houve um silêncio de aproximadamente meia hora (0h30min) no céu. Isso é muito sério! Dá pra imaginar à ansiedade de João esperando à sequencia daquela visão, quando de repente o céu simplesmente faz um ‘minuto’ de silêncio? Um não, uns trinta.
Quando eu era menino explicavam-se à eternidade mais ou menos assim: — “Imagine que a cada cem anos um ‘pássaro’ vai ao pico de uma torre feita de metal muitíssimo alta e esfrega nele o seu bico…, desgastando-os (o bico e à torre) — quando acabar de desgastar toda àquela torre terá passado um minuto da eternidade”. Trinta minutos no céu é muito tempo!
No Israel vétero-testamentário havia o seguinte hábito: o proprietário de um bem muito valioso o escriturava (em cartório) e selava o documento com o seu sinete; passados tempos, se houvesse alguma catástrofe… contextualizando, vai que o ‘cartório’ (do crime) ‘pega fogo’ — então, somente àquele nas mãos de quem for encontrado o anel igual ao selo que fecha (e abre) o documento o poderá acessar. Esta é a segunda vez no Apocalipse que João fica um tanto apreensivo na expectativa daquilo que viria a seguir. Antes ele: — “chorara muito porque aparentemente não havia ninguém digno de abrir o livro, olhar para o mesmo tampouco o ler ou desatar os seus sete selos”. Porém, um dos anciãos lhe disse: — ‘não chores…’ (Ap 5.4,5). Não à toa, Jesus possui as chaves (de Davi) que fecha e ninguém abre ou abre e ninguém fecha! (Ap 3.7).
O Soberano Criador realmente possui nas mãos todo o poder, por isso o chamamos Todo-Poderoso. Se uma ‘tsunamisinha’ — com ondas de 25m de altura e velocidade de 800km/h é capaz de ceifar 286 mil vidas, dá para imaginar as catástrofes (sobrenaturais) previstas neste capítulo (9 de Ap)? E, não adianta a CNBB tentar acalmar os ânimos dizendo que o Apocalipse é uma alegoria, porque, daqui a pouco, sete anjos ‘tocarão’ sete ‘trombetas’ então:

Do mesmo ‘altar’ de incenso onde hoje são ‘armazenadas’ as nossas orações, sairão ‘brasas’ vivas com as quais muitos aqui em baixo serão literalmente fulminados;
Um terço (1/3) de tudo que há na terra e no mar será destruído;
As águas que agora chamamos de doces, isto é, potáveis, se tornarão absinto, isto é, amargas;
Sol, lua e estrelas perderão um terço (1/3) do seu brilho;
E ainda há quem diga que: — “Haverá salvação na GT”. É verdade, haverá; entretanto, não vale à pena esperar àquela ‘salvação’. Vai que…

Tudo isso, somente ante o ‘som’ das quatro primeiras trombetas. A seguir aparece outro anjo anunciando: — “Vai ficar pior, esperem até o toque das três trombetas que ainda hão de tocar” (paráfrase/Ap 8.13).

Colar figurinhas dos ‘gafanhotos’… achar na Net.

Vamos ao resumo do texto: — “… vi um anjo (estrela) que caiu do céu tendo nas mãos as chaves do poço do abismo… ao abri-lo saiu bastante fumaça, capaz de ofuscar o brilho do sol e o ar. Juntamente à fumaça levantaram-se ‘gafanhotos’ (infernais) poderosos como escorpiões…, com ordens para que não causassem nenhum mal aos vegetais…, mas somente àqueles que não têm o ‘sinal’ de Deus em suas frontes” (Ap 9.1-4).

FÉRIAS PARA A MORTE

Durante cinco meses, ninguém conseguirá alcançar à honra de morrer — embora: buscarão a morte de todas as maneiras; porém, ela simplesmente: “Fugirá deles!” (v 6).


1) Você é injusto? Faça injustiça ainda;
2) É justo? Faça justiça ainda;
3) Sujo? Suje-se ainda mais…; porém:
4) Se Você é santo… Santifique-se mais ainda (Ap 22.11).

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