MANUAL DE COBERTURA ESPIRITUAL DO MINISTÉRIO GERAÇÃO GRAÇA E PAZ

 INTRODUÇÃO:

Apesar de recebermos de muitas pessoas o honroso pedido de cobertura espiritual, percebemos que boa parte destes reconhecem que precisam de tal ajuda e aliança, porém não tem a mínima idéia do real significado deste assunto.

Procurei escrever este documento com muita precaução e dedicação, afim de que o assunto seja profundamente esclarecido e ao estabelecer esta aliança, ambos estejamos cientes dos compromissos e benefícios da cobertura espiritual.

Talvez minha forma de escrever possa parecer demasiadamente sistemática, mas prefiro chamar de zelo. É como um contrato de casamento, apresentado pelo juiz diante de um cartório; afinal uma aliança bem ajustada, é “até que a morte os separe’.

Deixo claro que para mim é um prazer e honra a idéia de cobri-lo espiritualmente, dentro da visão abaixo apresentada.


1. DEFINIÇÃO

1.1 - Ter cobertura é ter Proteção Espiritual. É ser pastoreado, é estar perto daquele que lhe cobre, é tomar a iniciativa de comunicar tudo: tudo sobre você e sua família, tudo sobre o seu ministério, tudo sobre as suas relações de trabalho, tudo sobre situações íntimas ou pecados ocultos. Andar sob cobertura é fazer confissão e andar em transparência; aquele que cobre não deve ter a atitude de domínio, contudo, quem é coberto, deve aceitar ser corrigido.

1.2 - Cobertura é paternidade, todos nós precisamos ter pais espirituais. Buscar cobertura significa decidir estar debaixo de pastoreamento, vale dizer, debaixo de autoridade. Isso não é fácil, estar debaixo de cobertura é uma decisão difícil de tomar e mais difícil ainda de praticar.

1.3 - Todos nós temos alguém debaixo da nossa autoridade, somos discipuladores. Se alguém não está sob autoridade não tem as condições necessárias para exercer essa mesma autoridade.


2. ATITUDE

2.1 - Buscar cobertura é antes de tudo um ato de humildade, e é abençoado quem o faz. Tiago 4:6 “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

2.2 - O Senhor Jesus disse que Ele era manso e humilde de coração. Esse deve ser o espírito de quem cobre e de quem é coberto.

2.3 - A humildade está consubstanciada no texto de Filipenses 2:3 e 4: “3Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. 4Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.”

2.4 - Um dos fundamentos do Novo Testamento é a unidade, sem a qual o nome do Senhor Jesus não será conhecido entre os povos não alcançados. Quando um pastor busca cobertura ele está estabelecendo o espírito de unidade que precisa haver no corpo de Cristo, estará portanto contribuindo de maneira decisiva para que o evangelho seja conhecido entre os povos não alcançados.

2.5 - Andar em unidade é uma declaração pública de humildade.


3 - REVELAÇÃO

3.1 - Quem busca cobertura é porque teve uma revelação do Senhor no seu espírito. Quem não busca cobertura é porque diz: “Minha alma me diz que eu não preciso de ajuda, que sou muito capaz de cuidar de tudo por mim mesmo, que eu estou sempre certo, que não preciso que ninguém se meta na minha vida, que a minha verdade é mais verdade que a sua”. Por esta e outras razões aquele que é guiado pela alma, caminha sozinho, toma decisões importantes sem ouvir conselhos e assim estará sujeito a errar muito mais. Desta maneira, é necessário que o pastor não somente estude na Palavra sobre o assunto, mas também busque uma revelação do Espírito Santo no seu coração, do contrário continuará caminhando sozinho. Já aquele que é guiado pelo Espírito, se humilha, valoriza as opiniões dos outros colocando-as na balança, está sempre pronto a ouvir, sabe que pode errar, se for preciso confessa que errou e volta atrás, recomeça tudo de novo, não tem pretensão de que sua verdade prevaleça, nunca anda sozinho, sabe que precisa de ajuda, de conselhos e por todas essas razões erra menos e sua comunidade irá mais longe.

3.2 - Ninguém é dono da verdade, a não ser o Espírito Santo. Quem anda sozinho está declarando que possui toda a verdade.

3.3 - Todo pastor que caminha sem cobertura de fato está sujeito a que enganos entrem no seu coração; isso fatalmente acontecerá com todos os pastores que andam sozinhos; quem anda sozinho mais cedo ou mais tarde começará caminhar em enganos colocados pelo diabo no seu espírito.

3.4 - Não basta dizer que o pastor “A” ou “B” lhe cobre, é preciso que a cobertura se torne algo muito prático e funcional.


4 - A COMUNICAÇÃO É A CHAVE

4.1 - Se você está debaixo de cobertura, é preciso entender que a comunicação é necessária; nada funcionará se você não comunicar ao seu pastor as suas decisões mais importantes e necessidades.

4.2 - Cobertura indica responsabilidade mútua; o pastor que cobre precisa estar disponível sempre que for procurado, estar disposto a assumir e viver os problemas daquele que o busca.

4.3 - Quanto mais sua cobertura puder compartilhar das situações que você estiver vivendo, tanto no ministério, como na família ou no trabalho, mais você irá descobrir que de fato não está sozinho. Portanto, abra o seu coração e compartilhe. Experimente!

4.4 - Entenda que é difícil compartilhar problemas. É fácil compartilhar bênçãos. A cobertura só vai funcionar se você abrir o seu coração.

4.5 - É preciso comunicar pela internet, por telefone ou pessoalmente; É possível fazer a cobertura através dos meios de comunicação, mas de tempos em tempos é imprescindível o “olhos nos olhos”, que gera aliança de espíritos e discernimento mais claro.

4.6 – É importante que tanto quem cobre quanto quem é coberto procure estabelecer contato pelo menos mensal, via Internet, cartas, telefone, ou pessoalmente. Ambos devem procurar um ao outro.


5 - COMPROMISSO

5.1 - Sujeitar-se a uma cobertura indica compromissos, e esses compromissos são bilaterais.

5.2 - Tudo o que vem de Deus é completo e sem falhas. Quando alguém procura uma cobertura explicitamente está em busca de ajuda. Assume um compromisso de ser pastoreado e discipulado. Só que, ao final, esse processo redundará em benefícios para os dois lados, pois o pastor que cobre também precisa ser discipulado, e essa ajuda mútua resultará em reais benefícios para o Reino de Deus, vale dizer: o processo de cobertura, se praticado corretamente, finalmente resultará em mais almas entregando suas vidas para o Senhor Jesus.

5.3 - Na vida assumimos compromissos todos os dias, estar sob cobertura é somente mais um deles.


6 - LIMITES

6.1 - Quem estabelece os limites do relacionamento não é o pastor que cobre, mas aquele que busca a cobertura. Muitas vezes, queremos ajudar um pastor que nos procurou para cobri-lo, mas ficamos, de certa maneira, com as mãos amarradas, porque não sabemos os limites dentro dos quais podemos caminhar com aquele pastor, temendo estar sendo incovenientes ou estar caminhando além dos limites que nos foram estabelecidos.

6.2 - Não deveria haver nenhum limite entre o pastor que cobre e o pastor que busca cobertura. Contudo entendemos que esse deve ser um processo, um caminho a ser percorrido, de sorte que as barreiras entre os dois vão se desfazendo através do tempo, e uma aliança cada vez mais profunda vai sendo estabelecida.

6.3 - Quanto menor forem os limites de relacionamento entre os dois maior será o nível de proteção para ambos e o testemunho de Deus estará sendo de fato estabelecido na Terra.


7 – TRANSPARÊNCIA

7.1 - Ser transparente é andar na luz. Isso depende de treinamento e muitos pastores não foram treinados a serem realmente transparentes. Em 1 João 1:7 diz que: “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

Contudo, na prática, o que temos visto é que este é um princípio desconhecido de muitos pastores.

7.2 - Andar na luz pode parecer simples mas não é, pode parecer fácil mas não é.
Andar na luz é uma lei espiritual protetora. É o maior princípio de proteção que existe para que um pastor não caia.

7.3 - Sem proteção o pastor certamente cairá em uma das seguintes áreas:

a) Orgulho
b) Dinheiro
c) Área sexual
d) Enganos na área teológica ou mesmo filosófica.


8 – VOCÊ NÃO É O DONO DA VERDADE

8.1 - Quem não está convencido de que não é o dono da verdade, nunca andará de fato sob cobertura.

8.2 - Historicamente os maiores desvios teológicos e doutrinários ocorridos, e que levaram grandes ministérios e denominações a uma auto-destruição, foram enganos que o diabo instalou no coração de seus líderes porque sentiram-se donos da verdade. Todos nós precisamos de um Natã em nossas vidas.


9 - O QUE VOCÊ PENSA PODE ESTAR ERRADO

9.1 - Já aconteceu comigo! Aspectos em que eu imaginava estar totalmente certo, estava totalmente errado. Quando um erro ou um engano entra em nosso espírito, é preciso muita humildade e disposição de reconhecer o erro para que voltemos atrás. Quem não está convencido de que pode errar, não andará realmente sob cobertura. Esta afirmação deve ser uma premissa em nossa vida.

9.2 - Reconhecer e confessar um erro não é suficiente, é preciso que a atitude em relação àquele erro ou pecado seja mudada. Novamente isso exige humildade. Sempre dói quando descubro que eu preciso mudar de atitude em uma área da minha vida. No fundo todos nós temos muita dificuldade em assumir erros, e muitas vezes permanecemos no erro até por teimosia.

9.3 - Muitos pastores usam o microfone de forma errada, administram dinheiro de maneira errada, lideram de forma errada, mas no fundo acham que estão fazendo tudo da maneira correta.


10 - ALIANÇA, AMIZADE E PATERNIDADE

10.1 - Em nossa experiência, os pastores que buscam cobertura assumem quatro posições diferentes:

10.2 - Filhos – Alguns assumem realmente a condição de filhos. No filho, quando usamos a vara, quando corrigimos com firmeza, ele vem chorar no colo do pai; podem vir as pressões que vierem, ele continuará sendo filho. O filho sempre honra o pai. Alguns pastores assumem abertamente quem é o seu próprio pastor, sua cobertura, outros não fazem isso, ou por orgulho ou por motivos inconfessáveis. Alguns poucos pastores que buscam cobertura tomam esta atitude.

10.3 - Discípulos – Outros, embora não tomem a posição de filhos, tornam-se verdadeiramente discípulos, neste caso, o pastor que o cobre é de fato o seu modelo; ele tem prazer em anunciar que têm um discipulador, que é pastoreado por fulano de tal. No íntimo ele sente até um santo orgulho em dizer que o pastor tal é a sua cobertura e modelo.

10.4 - Pastores de Aliança – Outros, no entanto, embora não assumindo a condição de discípulos, são pastores de aliança e, portanto, capazes de estabelecer relacionamentos profundos.

10.5 - Finalmente tenho encontrado pastores que, embora tenham buscado cobertura, não assumem nem a condição de filhos, nem de discípulos, e também, não são pessoas capazes de formar uma aliança profunda. Esses pastores, de alguma forma, entenderam que precisam de ajuda, mas em seu espírito ainda não tiveram uma revelação do Senhor sobre o assunto; geralmente são pastores com pouco crescimento espiritual e com pouco relacionamento com Deus; nesse grupo também incluímos pastores com traumas em relação a situações que viveram no seu passado, onde os pastores que os cobriam também não tinham um entendimento bíblico sobre cobertura e faziam dessa prática uma oportunidade para mandar e não para servir àqueles que neles buscavam ajuda.


11 - RELACIONAMENTO CRESCENTE

11.1 - Um processo de cobertura implica em um relacionamento cada vez mais profundo no desenvolvimento de uma amizade verdadeira e recíproca, onde uma aliança vai sendo estabelecida e firmada a bem do Reino de Deus. O melhor exemplo desse tipo de relacionamento e cobertura está na amizade entre Davi e Jônatas, no tempo do rei Saul.

11.2 - Pelo menos uma vez por mês sugerimos que você procure o seu pastor ou por telefone ou através da internet.

11.3 - Nosso projeto ministerial propõe que haverá anualmente duas atividades importantes para a cobertura:
a. Um evento em que todos os pastores cobertos serão ministrados.
b. Um evento em sua igreja, onde ministraremos sobre o assunto.


12 - MÃO DUPLA

12.1 - Num processo de cobertura, descobriremos que, tanto o que cobre quanto o que é coberto, passam a ser beneficiários do processo, onde ambos são abençoados: quem cobre é abençoador e quem é coberto torna-se abençoador.

12.2 - Eu tenho aprendido muito com praticamente todos os pastores que me procuram para cobertura; alguns deles até sem saber têm se tornado meus discipuladores e têm me ajudado a crescer em muitas áreas.

12.3 - Quando um pastor com o qual tenho desenvolvido verdadeira amizade me aconselha, meu coração está inteiramente disposto a obedecer, e sempre dá certo quando eu procedo assim.


13 - ROMPIMENTO

13.1 – Comparamos a aliança de cobertura a um casamento. O “divórcio” só pode acontecer em caso de pecado e escândalo, que compromete o testemunho da aliança. Porém Satanás criará de todos os argumentos para que este relacionamento acabe, temos que vigiar, pois um cordão de três dobras não arrebenta facilmente.

13.2 - Nunca aceitaremos cobrir um pastor com falhas profundas no caráter e que não esteja disposto a mudar o seu comportamento.

13.3 – Não temos como manter aliança com pastores intratáveis e que não aceitam nenhuma forma de confronto. Esses pastores não conhecem o princípio de autoridade em suas vidas.


14 - COBERTURA NÃO É GOVERNO

14.1 - Cobertura não significa governo, mas significa paternidade, proteção espiritual e amizade profunda; cobertura é saber que você tem alguém com quem pode abrir o coração confiadamente. Sua cobertura lhe dirá tudo o que achar que deve dizer sem se preocupar exatamente em lhe agradar, mas o fará do jeito certo e com o devido respeito. Sua cobertura não deverá ter nenhum receio de apontar seus erros, se for necessário.

14.2 – Muitos pastores nos procuram traumatizados com o assunto “cobertura espiritual” após estudarem ditaduras ou sistemas humanos que adotam tal título.


15 - PRESSÕES

15.1 - Ao se estabelecer um processo de cobertura, estabelece-se também um processo de relacionamento, e todo relacionamento humano, por definição, passará por pressões e confrontos. Todos nós precisamos de um Natã em nossas vidas. Se você não estiver disposto a ser confrontado, não está em condições de caminhar sob cobertura.

15.2 - Um relacionamento no início é sempre lua-de-mel, todavia para que esse relacionamento amadureça ele terá mesmo que passar por pressões.
A nossa resposta nas pressões determinará o estabelecimento ou não de um relacionamento mais profundo e de uma aliança inquebrável.

15.3 - Por favor examine os textos abaixo com muita atenção, esses textos por si só dizem tudo:

Provérbios 27:5 e 6 “5Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. 6Leais são as feridas feitas pelo que ama.”

Provérbios 27:17 “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo”.

Salmos 141:5 “Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo”.


16 - POSSO FALHAR

16.1 - Quem cobre você é um ser humano, que também pode errar. Na minha experiência, tenho descoberto que podemos errar, mas alguns pastores olham para nós como se fôssemos inerrantes, isso tem gerado dificuldades reais nos relacionamentos desses pastores conosco; nós também estamos tentando chegar lá, como você.

16.2 - Você pode me ajudar a errar menos, preciso de seu feed-back em relação ao meu comportamento, por favor faça isso sempre que achar necessário.

16.3 - Se eu falhar com você por favor me perdoe, sei reconhecer meus erros e mudar o meu comportamento, o que nos fará diferentes não é um ser melhor do que o outro, e sim a posição espiritual que o Senhor coloca entre nós.


17 - JULGAMENTO

17.1 - O pastor que o cobre não é seu juiz, mas deve tentar ajudá-lo de verdade em todas as suas situações. A palavra do pastor que cobre não deve ser a palavra final para a sua vida, já que cada um dará conta de si mesmo a Deus, contudo, ela deve realmente ser levada em conta, porque Deus fala através das autoridades que coloca em nossas vidas.

17.2 - Na minha experiência sempre que obedeço meu pastor isso funciona, Deus honra o espírito de obediência. O verdadeiro caminho de uma cobertura que funciona é o caminho da obediência.


18 – PASTOREAMENTO

18.1 - Há muita semelhança entre cobertura e discipulado, claro que se alguém é meu discípulo, está sobre minha cobertura, mas nem todos que estão sob minha cobertura são necessariamente meus discípulos, a não ser no aspecto do caráter; não posso cobrir alguém, se essa pessoa não vê em mim o caráter de Jesus; portanto a melhor palavra para definir cobertura é pastoreamento.

18.2 - Cada ministério tem uma visão dada por Deus e essa visão precisa ser respeitada pelo pastor que cobre, pois sem isso é impossível que o processo de cobertura amadureça.

18.3 - No entanto, se o coberto fizer parte do mesmo ministério que o pastor que cobre, a visão deverá ser a mesma, e o mesmo sotaque. O Senhor revela a visão ao pastor presidente do ministério, e essa deverá ser seguida por todos os lideres desse ministério.


19 – ESPELHO

19.1 - Todos nós precisamos de um espelho para olhar. Quando olho no espelho vejo minhas virtudes e defeitos, quando alguém aponta minhas virtudes, isso me faz bem, mas se alguém aponta meus defeitos, logo penso: “o que você tem a ver com a minha vida?”. Se alguém aponta os meus defeitos, isso dói, me chateia, prefiro não falar sobre isso, fere o meu amor próprio e o meu orgulho pessoal, estão interferindo indevidamente em minha privacidade: tudo isso são obstáculos ao processo de cobertura, e esse tipo de comportamento de nossa alma indica precisamente os pontos nos quais eu preciso mudar, onde dói é onde precisa haver mudanças, é onde precisa haver transformações.

19.2 - Quando você decide andar sob cobertura, você decidiu realmente passar por um processo de aperfeiçoamento no seu caráter. Não tenha a menor dúvida que isso vai doer. Esse é o processo da obediência.
Aprender a obedecer dói. Por favor, examine:

Hebreus 2:10: “ Porque convinha que aquele. Por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.”

Hebreus 5:8 - 9: “8Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. 9E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lei obedecem.”


21 - BENÇÃO FINANCEIRA

21.1 - Há um princípio bíblico através do qual eu devo abençoar financeiramente o pastor que me cobre. Veja por exemplo:

Paulo escreveu a igreja de Corinto, na qual ele cobria:
I Coríntios 9:11 “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens naturais?”

Também escreveu aos Gálatas:
Gálatas 6:6 “Mas aquele que está sendo instruído na Palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.”

21.2 - No Velho Testamento somente os sacerdotes poderiam comer das primícias (o melhor da colheita, os primeiros frutos). Esse é um princípio espiritual que se encontra em toda a Bíblia.

21.3 - Os levitas davam os dízimos aos sacerdotes,ou seja, àqueles que os cobriam espiritualmente; existiam os levitas músicos, os levitas sacerdotes e os levitas que cuidavam do Tabernáculo e do Templo.

21.4 - Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, sacerdote que ministrava numa posição acima daquela ocupada por Abraão no mundo espiritual.

21.5 - Parte dos dízimos do povo era também para o sustento dos sacerdotes.
O ofício sacerdotal no Velho Testamento é uma projeção profética do ofício pastoral no Novo Testamento.

21.6 – Entendemos que uma maneira ideal para que o coberto semeie em nossa vida é oferecendo seu dízimo pessoal, afinal ele está semeando naquele que é “fonte de águas” sobre seu ministério.

21.7 - Nosso entendimento é o de que o pastor não deve dizimar e primiciar no caixa de sua igreja, pois, se ele come do caixa da igreja estará dessa forma comendo sua própria semente.

MAS ATENÇÃO! Sem dúvida essa deve ser uma decisão de cada pastor de dizimar e primiciar no pastor que o cobre. Porém, sem dúvida naturalmente discerniremos o nível do comprometimento do coberto, da maneira que ele honra seu profeta (Mateus 10.41,42)

Quando o coberto honra sua cobertura, ele está dando autorização para que a cobertura ensine sua igreja a honra-lo da mesma maneira.


22 – EXEMPLO A SER SEGUIDO

22.1 - Sua igreja e seu ministério, ao saberem que você mesmo está sendo pastoreado, sentirão muito mais segurança em segui-lo e aceitarão muito mais naturalmente a sua autoridade pastoral; é o princípio da submissão: quanto mais você se submete, maior será sua autoridade espiritual.

22.2 - O Senhor Jesus disse três coisas a respeito de si mesmo:

Disse que Ele era manso
Disse que Ele era humilde
Disse que Ele era servo

Essas são as virtudes básicas tanto do pastor que cobre como do pastor que busca cobertura.

22.3 - Pratique o princípio da submissão e todos os sonhos de Deus se cumprirão em sua vida.


23 – O PASTOR MORRE PELA OVELHA

23.1 - Se você busca cobertura em um pastor determinado é porque este pastor serve de modelo e espelho para você, e daqui em diante você buscará ser como ele é.

23.2 - João 10:11: “O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. Cobertura significa proteção de verdade, o pastor que cobre deve estar disposto a dedicar sua vida, literalmente, por aquele que o busca à procura de ajuda e proteção.

23.3 - A atitude do pastor que cobre deve ser a de um pai que busca suprir as necessidades dos filhos; o pai, na verdade, não sente que nada que ele tem é mesmo dele, mas dos filhos, seu tempo, dinheiro, seus bens, tudo, pertence aos filhos, a quem ele deseja deixar tudo que tem, toda sua herança, e isso com muita alegria; a maior alegria de um pai é a de ver seus filhos tornarem-se como ele é e de usufruírem de tudo que tem.


24 – SUA VISÃO

24.1 - Estar sob cobertura não o inibe de caminhar em Deus de acordo com a visão ministerial que o Senhor te deu. Sua cobertura sempre respeitará profundamente SUA VISÃO, sabendo que ela é única, que ela é pessoal e intransferível. À sua cobertura cabe apenas ajudá-lo a cumprir o seu chamado.


25 – FAMÍLIA

25.1 - Para que a cobertura espiritual aconteça de uma forma correta, o pastor coberto deverá conscientizar sua esposa desta aliança, e ela deve também se submeter a esta cobertura. Não podem andar juntos se pensarem diferente, principalmente nesta área. O sucesso ministerial começa no casamento, portanto temos que iniciar nosso trabalho nesta área (com toda cautela e respeito necessária, sem dúvidas).

25.2 – A esposa do pastor que dá cobertura (minha esposa) será a conselheira da esposa do pastor coberto. É uma caminhada difícil, mas cabe a vocês abrirem o coração e saírem da zona de conforto para que haja tratamento, e cabe a nós fazermos de tudo para conquistar ainda mais as suas confianças. Assim é a aliança.


26 – CONCLUSÃO

26.1 - Este documento é fruto de um entendimento espiritual que cremos profundamente, e de uma experiência de vida que adotamos e tem dado certo em nossa vida e ministério.
Que o Senhor o abençoe e ilumine seu coração dando-lhe revelação e entendimento espiritual sobre tudo que aqui colocamos.

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BISPO ROBERTO TORRECILHAS

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