sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O evangélico precisa ter transparência

É incrível como a maioria das pessoas passam anos se camuflando , se escondendo de seus sentimentos, suas neuroses e desvios de comportamento.Com medo de se sentirem” rejeitadas ou menores”, acabam perdendo o senso , quando na realidade quanto maior a transparência , maior a capacidade de se tornar melhores pessoas .

As máscaras são meros mecanismos de defesa que ao longo do tempo se cristalizam e distorcem a identidade do sujeito em questão .Nos dias atuais ser verdadeiro é quase uma aventura, pois estamos na era dos manipuladores de massa e sugadores de identidade . Estes têm pressa de lhe tragar a mais preciosa possibilidade existencial - o seu ser ,sua essência . Não os perca jamais , por ninguém ou por qualquer situação .Nem sempre estamos certos, por isto reflitamos mais, façamos uma viajem ao nosso imterior e tenhamos a coragem de jogar fora tudo que não convém.

É preciso trazer ‘a tona o que nos favorece, nos faz autênticos sem desmerecer o próximo .
A palavra mágica para uma personalidade tranparente é o respeito, em todas as dimensões. Sem ele não podemos ser agentes de mudança para nós mesmos ou para o outro .

Se não conseguir esta tarefa sozinho busque ajuda de um profissional gabaritado que lhe possibilitará abrir caminhos fantásticos. Cada um de nós é o arquiteto de sua própria vida , construa a sua com base sólida e sempre verdadeira !!!

Expresse-se , descubra o real por si mesmo !

PAZ HELOISA MITKE

Netinho dá seu testemunho da importância da fé

Domingo (5/9) pela manhã, Netinho visitou igrejas do Parque São Rafael e de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. “Boa parte da superação das dificuldades que tive na vida eu conquistei ao ser abrigado pelo exercício da fé”, revelou.

Na visita aos cultos das igrejas evangélicas Assembléia de Deus, Netinho esteve acompanhado por Aloizio Mercadante e Marta Suplicy. “Quando eu venho a um local religioso, venho com a maior alegria e de coração aberto”, disse Netinho, “porque toda igreja é um lar para os corações que sofrem. Assim como é o lugar certo para desejar uma nova oportunidade para fazer o bem”, completou.

Universal no Senegal é atacada por grupo de muçulmanos

Universal no Senegal é atacada por grupo de muçulmanos
Ato é uma represália às declarações do pastor norte-americano que pretende queimar o Alcorão.

Um templo da Igreja Universal, localizado em Guediawaye, região de Dakar, no Senegal, foi atacado na noite desta quarta-feira (9) por um grupo de cerca de 200 jovens muçulmanos, que entraram no local, por volta das 19hs, ao término de uma reunião, arrancaram todas as cadeiras e atearam fogo nelas do lado de fora da igreja. O pastor responsável, assim como seus auxiliares e alguns membros que ainda se encontravam no interior do templo no momento do ataque não foram atingidos e passam bem. A religião dominante no Senegal é o islamismo.

A ação foi uma represália às declarações do pastor norte-americano Terry Jones, da pequena igreja protestante Dove World Outreach Center, em Gainesville, Estado da Flórida, que pretende queimar 200 exemplares do Alcorão, livro sagrado do Islã, no próximo dia 11 de setembro, quando se completa 9 anos do atentado terrorista contra as Torres Gêmeas, em Nova York, num evento que ele chama de “Dia da Queima do Alcorão”. Jones acaba de lançar o livro “Islã é do diabo” e tem causado polêmica em todo o mundo com suas declarações contra o islamismo.

Segundo o bispo Luis Valente, responsável pelo trabalho evangelístico da IURD no Senegal, as reuniões da Igreja serão suspensas devido ao Ramadan (período de jejum muçulmano), que termina hoje. Em virtude deste período de recesso local, somente na segunda-feira poderá ser registrada a queixa sobre o atentado e, só então, as autoridades determinarão se e quando a Igreja pode retomar suas atividades.

As fotos do atentado foram tiradas pelos missionários da IURD com seus celulares, já que o governo local não permitiu o registro das imagens com câmeras profissionais.

Em entrevista à rede ABC, hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou o plano de Jones e disse que isso pode “colocar em grande risco homens e mulheres de uniforme”, referindo-se às tropas americanas no Afeganistão.

A Interpol (serviço de inteligência da polícia norte-americana) divulgou um comunicado afirmando: "Se a queima do Alcorão pelo pastor for mesmo realizada, há grande probabilidade de novos ataques contra pessoas inocentes."

A Igreja Universal do Reino de Deus não aprova a atitude de Terry Jones, que certamente pode incitar uma série de atentados em todo o mundo.

No final da tarde desta quinta-feira (9), agências de notícias internacionais divulgaram que o pastor Terry Jones havia desistido de queimar os livros do Alcorão, cedendo as pressões da repercussão do caso em todo o mundo. Jones já havia dito, anteriormente, que poderia desistir da ideia caso a Casa Branca entrasse em contato com ele.


Netinho de Paula visita igreja evangélica em São Paulo


O candidato do PCdoB paulista ao Senado, Netinho de Paula, afirmou neste domingo (5), durante visita a dois cultos da igreja evangélica Assembleia de Deus, que superou o episódio em que se envolveu em uma briga conjugal com sua ex-mulher, em 2005, com a ajuda da igreja Batista, que ele frequenta.

Acompanhado por Marta Suplicy (PT), também candidata ao Senado, e de Aloizio Mercadante, que disputa o governo do Estado pelo PT, Netinho lembrou do período subsequente à agressão e que teve ajuda da religião para tocar a vida em frente.

Em 2005 eu tive uma briga feia com a minha esposa, que foi externada pela mídia. Fui violento com a minha mulher e aquilo foi muito ruim para mim. Fiquei muito mal, disse.

Para um público de cerca de 500 evangélicos, ele afirmou que começou a se recuperar ao frequentar a igreja Batista da região onde mora. Eu pensava comigo mesmo: não sou isso que as pessoas estão falando . Netinho disse que recebeu orações da comunidade e tocou a vida em frente.

Os candidatos foram apresentados aos membros da Assembleia de Deus pelo vereador Carlos Apolinário (DEM) em duas igrejas da zona leste da capital paulista. Nas duas ocasiões, os pastores sugeriram votos aos candidatos.

Com informações do Terra/ Folha Gospel

O FIM TA CHEGANDO . Pastor da Assembléia de Deus se converte ao islamismo


Pastor da Assembléia de Deus teria se convertido ao islamismo depois de uma misteriosa visita aos Emirados Árabes
Tenho aconpanhado as notícias pela intenet e quero mencionar uma que chamou a minha atenção: um pastor cujo nome é João de Deus da igreja Assembléia de Deus na Paraíba, negou sua própria fé. Esse pastor há 20 anos fazia parte desse ministério, participando de todas as convenções e pregando a Palavra de Deus.

Por algum motivo ele abandonou a coisa mais importante que um ser humano pode fazer na vida, que é servir a Deus. Ele simplesmente negou tudo o que ele aprendeu durante anos para pertencer a um outro povo; os mulçumanos.

Uma situação alarmante e difícil de entender. Na Bíblia Sagrada em II Timóteo capítulo 3, o apóstolo Paulo escreveu que nos últimos tempos o homem arrogante, egoísta e desobediente haveria de negar sua própria fé.

Isso aconteceu com esse pastor João de Deus que por coincidência, ou não, tem Deus em seu nome. Esse homem trocou o reino dos céus para viver uma outra crença, negando sua própria fé e Igreja.

Apóstolo Doriel de Oliveira


Fique por Dentro
João de Deus (nome próprio do pastor envolvido) iniciou a sua vida ministerial na Assembleia de Deus da cidade de Itabaiana, interior da Paraíba a mais de 20 anos. Por volta do final dos anos 90, juntamente com um grupo de pastores saiu da Assembleia de Deus Missão (como é denominado na região as igrejas ligadas a CGADB) e se filiou a Assembleia de Deus Ministério de Madureira, com sua sede no bairro do Cristo Redentor. Em pouco tempo alguns destes pastores que foram para a Assembleia de Deus de Madureira, formaram ministérios autônomos ligados a Convenção Nacional de Madureira, inclusive João de Deus que fundou a “Assembleia de Deus Ministério de Madureira, campo Deus é fiel”.

A filha de João de Deus, segundo consta, se mudou para Dubai, Emirados Árabes, e lá se casou com um árabe muçulmano bem abastado financeiramente. Ao visitar sua filha, voltou com algumas ideias diferentes. Segundo membros da igreja, quando ainda era o pastor da igreja proibiu o irmãos a exercerem os dons espirituais, o que causou um esfriamento na igreja – segundo relatos de irmãos desta referida igreja.

Antes deixar a liderança da igreja (a informação que foi passada para a igreja é que ele iria morar com a filha em Dubai, e por isso estaria entregando a direção da igreja), João de Deus, firmou um acordo no qual receberia uma quantia de dinheiro por 36 meses (uma espécie de indenização). Porém, ainda não havia se declarado muçulmano. Quando passou a igreja a outro pastor, então declarou-se muçulmano. Os membros da igreja teriam se sentido traídos afirmando que “no mínimo ele agiu de má fé ao firmar esse acordo financeiro já sendo muçulmano”.

O Secretário Executivo de Missões da Assembléia de Deus na Paraíba, Eduardo Leandro Alves, comentou o ocorrido: “Conheço João de Deus desde o campo Deus é fiel. A impressão que tenho dele é a de um homem de pouca expressão, pouco carisma, e de pouca argumentação bíblica (digo argumentação no sentido de ter base para se criar um argumento sólido e clareza nas posições), fruto de uma hermenêutica pobre e com muitas lacunas”. Eduardo também comentou o que é falado na cidade onde tudo aconteceu: “há aqueles que o conhecem bem e dizem que na verdade ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que ele se tornasse um líder muçulmano”.

Eduardo encerrou dizendo: “Quando passar essa surpresa inicial, ele continuará sendo uma pessoa inexpressiva e o campo que ele enganou e abandonou, com a graça de Deus crescerá (o que não aconteceu quando ele liderava), ele será esquecido e a igreja seguirá caminhando, pois disse Jesus: “…sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).”

Sobre Pastores e Lobos


Mt 7:15-16a "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos".

As 25 diferenças entre o pastor e o lobo

Mt 7:15-16a "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos".

1- Pastores cultivam o aprisco; lobos criam armadilhas.
2- Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.
3- Pastores vivem à sombra da cruz; lobos vivem à sombra de holofotes.
4- Pastores choram pelas suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorar.
5- Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores.
6- Pastores têm esposas participantes; lobos têm mulheres coadjuvantes.
7- Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos.
8- Pastores olham nos olhos; lobos contam cabeças.
9- Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
10- Pastores têm amigos; lobos têm admiradores.
11- Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem.
12- Pastores sabem orar no secreto; lobos só oram em público.
13- Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem das ovelhas.
14- Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco.
15- Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
16- Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam de ovelhas.
17- Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.
18- Pastores usam as Escrituras como texto; lobos usam as Escrituras como pretexto.
19- Pastores se comprometem com o projeto do Reino; lobos têm projetos pessoais.
20- Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.
21- Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem independentes de homens; lobos criam ovelhas dependentes deles.
22- Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.
23- Pastores tem dons e talentos; lobos tem cargos e títulos.
24- Pastores dirigem igrejas-comunidades; lobos dirigem igrejas-empresas.
25- Pastores pastoreiam as ovelhas; lobos seduzem as ovelhas.

A IMPOSIÇÃO DO ISLÃ , POIS EM QUANTO RECLAMAM QUE SEU LIVRO SAGRADO ESTA PARA SER QUEIMADO ELES ATACAM IGREJAS CRISTÃS NO MUNDO


Já são oito as igrejas cristãs atacadas na Malásia.

As igrejas cristãs da Malásia que foram atacadas com bombas incendiárias e pichações nos três últimos dias em ações vinculadas à decisão judicial que permite utilizar o termo Alá também aos não muçulmanos, são oito, informaram fontes oficiais.

Segundo o ministro do Interior, Hishammuddin Hussein, o último ataque aconteceu ontem no estado Sarawak, na parte malásia da ilha de Bornéu, onde artefatos incendiários foram lançados contra o muro de uma igreja.

Trata-se do primeiro ataque ocorrido no leste da Malásia, uma região onde os cristãos costumam rezar no idioma malaio e utilizam o termo "Alá" para se referir a Deus.

Também neste domingo duas igrejas foram atacadas com bombas incendiárias no estado de Perak, que causaram danos leves, enquanto em Malaca um prédio cristão amanheceu com manchas de pintura preta em sua parede principal.

O ministro do Interior assegurou que "tudo está sob controle" e acusou a "os meios de imprensa estrangeiros" de exagerar a notícia.

No sábado, outra igreja luterana foi atacada em Kuala Lumpur enquanto na sexta-feira uma igreja protestante foi incendiada e outras duas danificadas, também pela explosão de garrafas com combustível, que não causaram feridos.

Os fiéis das igrejas afetadas puderam ontem assistir à missa sem contratempos, exceto os paroquianos da Metro Tabernacle, cujo primeiro andar ficou completamente destroçado pela ação das chamas após ser atacada na sexta-feira.

O primeiro-ministro da Malásia, Najhib Razak, assegurou depois dos primeiros ataques que tinha ordenado às forças de segurança que colocassem um fim a eles, já que, segundo disse, colocavam em risco a "harmonia racial". EFE mal/ma

A FAVOR DA VIDA , QUEM SÃO ELES ?



Candidato: assine o termo de compromisso



O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil sem Aborto já está recebendo os compromissos dos candidatos que são a favor da vida dos não-nascidos, desde a concepção, e divulgando os nomes no site. Contamos, para isso, com a divulgação de todos os que defendem a vida. Contate os candidatos do seu Estado!

Candidato: imprima, preencha e reconheça a firma em cartório do TERMO DE COMPROMISSO.

Formas de envio:

Por correio, via Sedex, no endereço

SEPS 714/914 – Bloco A – Sala 210 – Edifício Porto Alegre Brasília – DF – 70390-145

Por fax: (61)3345-0221

Digitalizado, por email: cidadaniapelavida@gmail.com

A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DOS EVANGÉLICOS


"Portanto, não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações" - João Calvino

INTRODUÇÃO: A Presença Política dos Evangélicos

O Censo de 2000 calcula em 35 milhões os evangélicos no Brasil, sendo dois terços ligados às denominações pentecostais. Provavelmente nesta próxima década haja um aumento de 30% em relação a 2000. O ritmo de crescimento é grande em todo o território nacional.

Assim, como segmento minoritário da população, até então desconsiderado pelos meios de comunicação, marginalizado ou ridicularizado por suas peculiaridades, entra na cena social, e se torna objeto dos mais diversos interesses, como é comum numa sociedade capitalista onde quem reina é o "mercado".

Se até o período da Ditadura Militar o sentimento dominante no meio evangélico era o de que política é coisa suja, pecaminosa ou "do diabo", hoje os preconceitos são superados, a vocação missionária política começa a ser incentivada, e a presença evangélica no cenário político nacional é sentida.

É importante salientar que o político evangélico não pode ser padronizado. A padronização de comportamento, além de ser uma atitude autoritária, nos conduziria a um paroquialismo mental intolerável que não se coaduna com o espírito cristão de lutar pela justiça respeitando a liberdade religiosa e a opinião dos outros. Ao contrário, no Brasil os evangélicos sempre lutaram pela liberdade religiosa e de expressão, por serem minoria e terem uma origem liberal. E, a bem da verdade, ainda que minoritariamente, neste século e meio de presença evangélica no Brasil, muitos políticos evangélicos contribuíram significativamente para o avanço da democracia participativa, procurando viver coerentemente sua fé cristã e seu compromisso com Deus em sua ética política e privada. Assim romperam com a esquizofrenia comparativa que identifica a justiça de Deus com os interesses de seu grupo religioso e se engajaram na luta pela transformação social, tomando como seus os dilemas do povo e os dramas da sociedade brasileira. Isso nos libera para participarmos de partidos políticos comprometidos com as lutas populares e nos leva a engajarmos na luta pela justiça e pelo bem comum, cuidando dos interesses da comunidade evangélica apenas naquilo que é direito de todos os cidadãos e das minorias.

O crescimento numérico e a importância dos evangélicos no Brasil e na América Latina são óbvios. Que nós merecemos ser condignamente representados não só nos Parlamentos, também não se discute. A diferença está em saber se consideramos nosso "peso político" como instrumento de barganha por privilégios ou como medida de nossa responsabilidade para com toda a sociedade diante de Deus.

Em suma, essa minoria, com vocação para ser maioria, não é mais silenciosa diante de uma realidade que nos desafia como agentes da história e não apenas como meros espectadores dela.

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs


Este artigo tem como objetivo apresentar uma visão breve da nova variação penal com relação à orientação sexual e os seus reflexos junto às entidades religiosas cristãs. Essa nova variação será introduzida na ordem jurídica da nação, através da aprovação em 23/11/2006 do Projeto de Lei nº 5003 /2001, pela Câmara dos Deputados.

O mencionado projeto de lei altera a Lei Federal nº 7.716/ 89, que trata de crimes de preconceito de raça ou de cor, e altera também o Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/ 1940) e a Consolidação das Leis do Trabalho ? CLT (Decreto Lei nº 5.4252/1943 ), introduzindo novos tipos penais referentes à discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Verifica-se que essa proposição parlamentar, em tramitação atual no Senado Federal sob a forma de PLC nº 122/2006, é motivo de grande anseio de todo movimento pró-homossexualismo no Brasil e demais países simpatizantes do tema, conforme amplamente noticiado por toda a mídia, pois torna crime o preconceito por gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero[1].

O ponto crítico da questão é uma lei nova que vem tratar de tema importante, isto é: a discriminação em razão da orientação sexual .

O que temos de tão importante nesse assunto que possa chamar a atenção dos cristãos no Brasil? Os cristãos são contra exclusão de pessoas, e o Cristianismo ensinado pelas Sagradas Escrituras nos mostra o amor e o compromisso com os valores bíblicos como meta que temos de perseguir.

Teoricamente, pode-se afirmar que o "conflito" se dará entre as normas introduzidas no PL 5003 /2001 e os valores cristãos que a Bíblia defende. De modo especial, o "conflito" com as pessoas e/ou entidades religiosas cristãs, ou seja, qualquer pessoa física ou jurídica (igreja) que de alguma forma não aceite que o comportamento homossexual ou a orientação sexual seja uma prática ou padrão social aceitável em qualquer lugar público ou privado.

Para melhor compreensão do assunto que estamos tratando, citamos o que vem proposto no art. 8º-A e 8º-B do projeto de lei:

"Art. 8 ºA ? Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:

Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos."

"Art. 8 º-B - Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs

Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos."

O Projeto de Lei, que poderá entrar em vigor a qualquer momento em 2007, poderá trazer sérios conflitos jurídicos para as entidades religiosas cristãs, seus líderes e membros no Brasil, pois os mandamentos e princípios que a Bíblia defende são contrários aos valores, ensinamentos e doutrinação referentes à orientação sexual, que é apenas um dos muitos termos para designar e proteger o homossexualismo.

Algumas pessoas sustentam que, ao ser aprovado, esse projeto de lei de forma alguma atingirá por meio direto ou reflexivo as igrejas evangélicas (ou, na expressão jurídica, entidades religiosas), sob alegação de que a Constituição Federal garante a liberdade de crença, credo e culto[ 2]. Entretanto, a Constituição fala em proteção na forma da lei.

Eis aqui a maior dúvida: a Constituição fala em proteção aos templos religiosos na forma da lei. No entanto, por outro lado, o Projeto de Lei nº 5003/2001 traz em sua essência que a orientação sexual é um princípio universal e humano, amparado pela mesma Constituição. Ou seja, trata-se do princípio da dignidade da pessoa humana[ 3].

Tanto é assim que, ao tratarem do assunto, alguns tribunais brasileiros já fundamentam as suas decisões sob essa nova ótica, isto é, tratando a questão como princípio da dignidade humana e igualdade.

Não se pode esquecer que existem projetos de emenda à Constituição tramitando em diversos Estados e na própria Câmara dos Deputados, introduzindo o termo orientação sexual como princípio expresso no capítulo dos princípios fundamentais.[4]

A postura pró-homossexualismo do governo do Brasil não é novidade, pois em 2003 diplomatas brasileiros introduziram resolução idêntica na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidades (ONU) . A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos[5].

Além disso, o Brasil é autor de uma nova resolução[6], agora na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde introduz a orientação sexual e os seus desdobramentos como princípio universal da dignidade da pessoa humana, tornando todos os países membros obrigados a aceitar tal valor, por causa dessa resolução, que ao ser aprovada terá força de lei interna nos países signatários.

Nesse sentido é que vemos com grande preocupação a aprovação desse projeto de lei, sem qualquer tipo de exceção aos dogmas, liturgias e valores cristãos, que são contrários à orientação sexual e homossexualismo.

Para entendermos a questão e suas conseqüências legais e religiosas, usamos um simples exemplo argumentativo: um cidadão comum que tem seu filho matriculado em uma escola ou creche pública, onde lhe é ensinado sobre a livre escolha sexual, orientação sexual[7], casamento e adoção para pessoas de mesmo sexo. Além disso, a criança é exposta à tendência atual de se divulgar que o comportamento homossexual é algo que nasce com o ser humano. Nesse ponto, o pai ou mãe cristão, ao saber que tais valores são ensinados obrigatoriamente na grade escolar de seu filho, se posiciona contra esses ensinamentos, por causa dos valores da Bíblia. A direção do colégio, o professor ou o Conselho Tutelar poderá denunciar os pais por discriminação de orientação sexual, com pena de até 5 anos de prisão.

Aqui temos o ponto principal de abrangência e reflexos da lei, pois quem é a igreja e o corpo de Cristo? São os membros, as pessoas que professam a fé em Cristo Jesus.

Em verdade, se a igreja (templo físico) não for atingida de forma direta em sua liturgia de culto, os seus membros serão, ao defenderem os valores cristãos como forma e prática de vida nos conflitos diários, em contraponto ao homossexualismo, amplamente propagado.

Essa é a pior das ameaças desse projeto de lei, porque atingirá qualquer pessoa cristã que expressar opinião contrária à livre expressão da orientação sexual e os seus valores, que têm sido institucionalizado como programas de Governo,[8] nas políticas dirigidas ao população GLBT[9], no programa federal Brasil Sem Homofobia[10], através do Ministério da Cultura, Educação, Saúde e Secretária Nacional de Direitos Humanos.

Tais fatos aqui mencionados não são novidades em alguns países que já possuem semelhantes leis em vigor, onde os cristãos e as igrejas começam a sofrer o grave impacto de sua liberdade de expressão e fé , quando em confronto com o homossexualismo.

Na Inglaterra, o primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou categoricamente que as igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento de pessoas de mesmo sexo e a adoção de menores por "casais" homossexuais.[ 11]

No Estado americano de Nova Jérsei, os prefeitos e juízes foram alertados sobre a possibilidade de serem processados se se recusarem a aplicar leis anti-discriminação pró-homossexualismo, sob pena de multa de 10 mil dólares[12].

Na Pensilvânia, duas avós, uma de 75 anos e outra de 70 anos, juntamente com 9 evangélicos foram presos por falarem de Jesus em uma calçada pública. A lei contra ódio e discriminação foi à base das prisões. Os pastores locais estão buscando a contratação de seguro para se protegerem dos processos da lei[ 13].

Vê-se que nos países em que já existe leis anti-discriminação, posteriormente a sua regulamentação tornou-se mais rígida e ampla.

Importante apresentar esse breve panorama mundial para trazer à reflexão dos cristãos o que poderá acontecer no Brasil, se houver a aprovação do projeto de Lei nº 5003/2001.

Não se pode deixar de mencionar que o sistema jurídico brasileiro possui diversos instrumentos processuais e constitucionais protetores dos direitos humanos, seja através do habeas corpus, do mandado de segurança individual ou coletivo, e da ação civil pública, bem como as ações individuais de reparação por danos morais a pessoas que se sentirem atingidas em seus direitos individuais.

Dessa forma, não seria razoável a aprovação deste projeto de lei como garantia e efetividade dos direitos das minorias sexuais, em razão dos instrumentos jurídicos já existentes no Brasil.

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