quarta-feira, 28 de junho de 2017

Oposição venezuelana convoca novo protesto após ataque de helicóptero a Suprema Corte

A oposição venezuelana convocou um novo protesto nesta quarta-feira (28), um dia após um ataque de helicóptero contra a Suprema Corte e o Ministério do Interior, em mais um capítulo da perigosa escalada da violência que o país enfrenta.
Oposição venezuelana convoca novo protesto após ataque de helicóptero a Suprema CorteA Força Armada venezuelana está em alerta desde terça-feira (27), quando um helicóptero roubado da polícia fez disparos e lançou granadas durante uma ação, que foi considerada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como “terrorista” e “golpista”. Ninguém ficou ferido na ação.
Granadas foram lançadas contra a sede da Suprema Corte, onde estavam reunidos magistrados e foram disparados 15 tiros contra a sede do Ministério do Interior, onde várias pessoas assistiam a um evento social, de acordo com a Reuters.
A oposição convoca os manifestantes a impedir a circulação em ruas e avenidas entre meio-dia e 16h (13h e 17, no Brasil).
Suspeito
Maduro, que enfrenta desde 1º de abril uma onda de protestos exigindo sua saída, disse que forças especiais foram mobilizadas na busca do piloto e do grupo que sequestrou a aeronave do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC).
A aeronave, ainda segundo o presidente, era conduzida por um homem que foi piloto do seu ex-ministro do Interior e Justiça, Miguel Rodríguez Torres, general reformado que se distanciou do governo. Maduro o acusa de envolvimento em um plano para derrubá-lo.
O jornal "El Universal" afirma que o piloto é Óscar Pérez, investigador do Cicpc, que publicou no Instagram vários vídeos em que se identifica como membro de "uma coalizão entre funcionários militares, policiais e civis, em busca do equilíbrio e contra o governo transitório e criminoso".
A imprensa local divulgou um vídeo de um homem que se define como investigador da polícia científica, que teria utilizado o helicóptero e que declara que sua luta é "contra a tirania". "Pedimos que nos acompanhem nesta luta, vamos às ruas (...). Nossa missão é viver a serviço do povo. Exigimos, presidente Nicolás Maduro, sua renúncia imediata (...) e que sejam convocadas de maneira imediata eleições gerais, ", diz o homem no vídeo.
Bandeira ‘350 Libertad’
Nas redes sociais, muitos usuários compartilham a foto do helicóptero com duas pessoas. Um delas, com o rosto coberto, exibia uma faixa com os dizeres "350 Libertad", em referência ao artigo 350 da constituição venezuelana que permite ignorar os governos que não respeitam as garantias democráticas.
"O povo da Venezuela, fiel a sua tradição republicana, a sua luta pela independência, à paz e à liberdade, desconhecerá qualquer regime, legislação ou autoridade que contrarie os valores, princípios e garantias democráticas ou mine os direitos humanos", diz o artigo.
Confusão no Parlamento
Pouco antes nesta terça, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, afirmou que grupos civis armados atacaram a sede do Legislativo após um confronto entre alguns deputados e agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB). O enfrentamento, que ocorreu dentro da Assembleia, deixou duas mulheres feridas.
"Diferentes deputados e funcionários da Assembleia viram efetivos da Guarda Nacional entrando com algumas caixas do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Lá ocorreu um confronto entre eles e os deputados", afirmou Borges.
A sessão da Assembleia Nacional foi interrompida, e Borges foi conversar com o coronel responsável pela segurança do parlamento para resolver o conflito de forma imediata. Foi quando os grupos civis, segundo o deputado, atacaram a sede do Legislativo.
O líder da oposição indicou que os deputados abordaram os agentes da GNB para saber o que estava ocorrendo, já que é irregular guardar conteúdos do Poder Eleitoral no Legislativo. Eles não deixaram que os parlamentares tivessem acesso ao conteúdo das caixas, o que deu início ao confronto.
Os civis lançaram rojões e outros artefatos dentro do parlamento, como mostram vídeos publicados nas redes sociais. Além disso, parte da fachada do prédio foi danificada e os manifestantes ameaçam entrar "violentamente" no prédio.
Luta armada
"Isto que aconteceu hoje não nos desanima, e sim nos dá mais força para seguir lutando por um país democrático. Isto se chama Maduro, o mesmo que disse que se os votos não servem, servem as balas", declarou o presidente da Câmara, Julio Borges.
O parlamentar se referia à advertência de Maduro, que nesta terça-feira disse que o chavismo defenderá a chamada Revolução Bolivariana inclusive com as armas.
"Se a Venezuela for mergulhada no caos e na violência, e for destruída a revolução bolivariana, iremos ao combate (...) e o que não se pode com os votos tomaremos com as armas", declarou o presidente. Veja vídeo divulgado no You Tube.
Onda de protestos
A onda de protestos contra Nicolás Maduro, que começou em 1º de abril, deixou 76 mortos. Na quinta-feira (22), um jovem morreu em decorrência de disparos à queima-roupa da Guarda Nacional Bolivariana (GNB).

Fim do e-Sedex pode elevar preço do frete e afetar vendas de pequenas lojas virtuais


Depois do anúncio dos Correios do fim do e-Sedex, as pequenas empresas que vendem seus produtos pela internet estão fazendo as contas. Sem o serviço que dava desconto para as empresas nas tarifas de entrega, o receio delas é de que os valores de frete subam e cheguem a impactar nas vendas.
Fim do e-Sedex pode elevar preço do frete e afetar vendas de pequenas lojas virtuais
Esse é o caso de Jun Moreira, proprietário de uma loja virtual de itens para estética automotiva, a Mastercleaner. Ele conta que, já nos primeiros dias após o anúncio, a empresa sentiu os efeitos da medida. “De uma maneira geral, houve um aumento de cerca de 40% no frete”, afirma o empresário. Segundo ele, as vendas esfriaram com a alta do frete.
“Acaba afetando o volume de vendas porque o cliente final tem um custo maior, principalmente se o local for mais distante. O que a gente já percebe é uma queda no faturamento geral”, aponta Moreira, sem falar em números.
Luan Gabellini, sócio da plataforma digital para pequenos lojistas virtuais Betalabs, diz que é possível que os valores de cobrados pelo frete nas lojas virtuais subam cerca de 30%. Ele afirma que o fim do e-Sedex atinge especialmente empresas menores, que pelo volume comercializado não têm acesso a serviços de grandes transportadoras. “Ficou um hiato que pode prejudicar o consumidor final”, aponta.
Jun Moreira confirma: "a gente oferece outros tipos de entrega, como motoboy e transportadora, mas essas opções sempre foram mais caras que os Correios". Ele não sabe dizer se os clientes habituados aos valores do frete por e-Sedex estarão dispostos a pagar pela entrega por Sedex, o serviço de entrega expressa dos correios.
“A gente não percebeu que tipo de migração vai ocorrer. Muita gente está optando pelo PAC, mas o consumidor acaba prejudicado porque demora bem mais”, diz o comerciante, referindo-se ao serviço de encomenda da linha econômica dos Correios para o envio exclusivo de mercadoria, mais barato.
Já o vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio eletrônico (ABComm), Rodrigo Bandeira, afirma que o preço final para o consumidor não deve necessariamente subir por causa do fim do e-Sedex.
“Provavelmente vai ter um aumento [no custo de transporte]. O consumidor vai pagar essa conta? Não necessariamente. Esse custo pode ser assumido pelo empresário, que não quer ter suas vendas reduzidas”, avalia, acrescentando que os valores não devem subir em todas as localidades, pois dependem da distância.
“O fim do e-Sedex não é o fim do mercado, não vamos entrar em colapso”, diz Bandeira.
A associação não mudou sua previsão de crescimento do setor de comercio eletrônico para este ano, de 11% a 12%. “A gente está bem otimista. Ainda temos datas fortes pela frente, como o Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal, que certamente vão colaborar.”
Correios prometem outro serviço
O anúncio da descontinuidade do e-Sedex foi feito em meio às tentativas dos Correios de reequilibrar as finanças da empresa, que enfrentam fortes dificuldades. O produto, lançado em 2000, era o serviço de encomenda expressa para produtos adquiridos pela internet e com até 15 quilos, com preços diferenciados para as lojas online que contratassem essa modalidade. Segundo os Correios, o e-Sedex atendia apenas 250 cidades pelo Brasil.
“A proposta do e-Sedex é que fosse 20% mais barato do que o Sedex, com a mesma agilidade”, explica Bandeira, da ABComm. A ideia é que a entrega fosse feita em até 3 dias. No entanto, as reclamações de comerciantes e clientes sobre atraso não eram raras. “A gente percebe um movimento dos Correios de investir em tecnologia para diminuir essa fama de problemas com atrasos. Agora, a gente espera que isso se concretize”, diz Bandeira.
Agora, as empresas de comércio eletrônico passam a contar com os outros serviços existentes de entrega dos Correios – o PAC e o Sedex. Ainda de acordo com os Correios, esses serviços atendem a todos os 5.570 municípios do país.
A estatal anunciou a implementação de um novo produto voltado às empresas de comércio eletrônico, o Correios – Log (ou e-Fulfillment). Segundo a empresa, o novo serviço vai possibilitar “à loja virtual ter toda a sua operação de armazenamento, preparação de pedido, postagem, entrega e pós-venda completamente realizada pelos Correios, com otimizações operacionais e de custos para os clientes”. Questionada pelo G1, a empresa não informou quando o novo serviço deve entrar em operação.
Segundo o vice-presidente da ABComm, 60% da carga transportada pelos Correios se refere a entregas do e-commerce. Questionada sobre esse dado, a estatal disse apenas que é “líder no comércio eletrônico”. “Esse sempre foi e continua sendo o principal segmento para nossos serviços de encomendas”, dizem os Correios em nota. “A empresa confirma a parceria com os players do e-commerce e firma compromisso de prestar serviços de encomendas e logística para esse mercado de forma contínua e sustentável.”
Bandeira aponta que o serviço criado pelos Correios em 2000 não acompanhou o crescimento do comércio eletrônico. “O e-Sedex foi criado para atender o mercado de comércio eletrônico quando ele ainda era uma promessa. Com o crescimento, não houve mudança no modelo. Agora, os Correios fazem esse ajuste, [...] e encerraram o que era considerado um projeto piloto.”
Transportadoras tentam aproveitar o vácuo
Com a lacuna deixada pelo e-Sedex, empresas privadas de transporte de mercadorias podem aproveitar para tentar ganhar mercado. A ABComm não tem um levantamento do tamanho da fatia das empresas de comercio eletrônico que trabalha com empresas privadas, mas Bandeira aponta que essa é uma opção “considerável” que pode ganhar força agora. “É uma estratégia natural de mercado. Eles têm uma boa chance.”
“Tem várias empresas fazendo divulgação em cima desse momento novo. Tem uma oportunidade grande para esses operadores logísticos absorverem essa demanda”, concorda Gabellini, da Betalabs.
Uma das empresas que pegou carona nesse momento é a Mandaê. “Em abril, lançamos um novo serviço focado no médio e-commerce, dependente do e-Sedex. Tem sido um grande sucesso, vem mais que dobrando no mês a mês”, conta Douglas Carvalho, diretor de operações da empresa. “Parte desse crescimento vem porque o mercado já vinha buscando alternativas, já sabendo que o e-Sedex tinha data para acabar.”
Fundada há apenas 3 anos, a Mandaê tem como público alvo os pequenos e médios empresários do comércio eletrônico da grande São Paulo, mas com entrega para todos os estados. O serviço inclui a busca do produto na sede do lojista, processo de embalagem e etiquetagem e encaminhamento do pacote a uma transportadora. “A gente usa uma rede de entregas mas competitiva, mas ampla”, diz Carvalho.
A preparação para o novo modelo de transporte também é um nicho que pode ser aproveitado pelas empresas privadas. Gabellini, da Betalabs, empresa que desenvolve lojas virtuais para comerciantes, oferece também o serviço de cotação de transportadoras com diferentes opções de preços e preparação de etiquetagem.
“Quando muda de operador, mudam os prazos, as etiquetas, os processos operacionais. Pode ser que os transportadores exijam embalagens diferentes, por exemplo. Vai muito além da mudança de preços”, diz Gabellini. “Não tem como sair totalmente ileso dessa situação.”

Cresce o número de evangélicos Americanos que apoiam o casamento gay, segundo pesquisa


Cresce o número de evangélicos que apoiam o casamento gay, segundo pesquisaNos últimos anos houve um aumento no número de evangélicos que apoiam o casamento gay, segundo uma nova pesquisa publicada nesta segunda-feira (26) pelo Pew Research Center.
O estudo foi realizado em junho com mais de 2.504 pessoas que vivem nos Estados Unidos.
Dividindo a análise entre evangélicos brancos e negros, grupos que são vistos de maneira distinta no país, a pesquisa constatou que houve um aumento do apoio ao casamento gay em ambos conjuntos religiosos.
O apoio entre os evangélicos brancos mais que dobrou em comparação com uma década atrás, quando 14% eram a favor do casamento gay, passando para 35% nos dias atuais. O número de protestantes negros que apoiam o casamento gay aumentou de 24% em 2007 para 44% hoje.
Entre outros grupos religiosos, os pontos de vista sobre o casamento gay continuam se diferindo. A maioria dos católicos (67%), protestantes tradicionais (68%) e cristãos independentes (85%) apoiam o casamento legal entre homossexuais.
Por outro lado, a maioria dos evangélicos brancos se opõem ao casamento gay (59%), enquanto os protestantes negros estão divididos em suas opiniões (44% a favor, 50% contra).
Embora a maioria dos evangélicos brancos sejam contra a união homossexual, mais jovens deste grupo se tornaram favoráveis: 47% dos evangélicos que formam a Geração X e Y apoiam o casamento gay, em comparação com 29% em março de 2016. Já a opinião dos evangélicos brancos mais velhos não sofreu nenhuma alteração.
No campo da política, a pesquisa revela que houve um aumento inédito do apoio ao casamento gay entre membros do Partido Republicano dos EUA, conhecidos por serem contra o aborto, casamento gay, pesquisas em célula-tronco e eutanásia.  
“Pela primeira vez, a maioria dos republicanos não se opõe à permissão do casamento legal entre gays e lésbicas”, avaliou o instituto de pesquisa em seu relatório.
Segundo o estudo, 48% dos republicanos se opõem ao casamento gay, enquanto 47% é a favor. Em 2013, o número de oposição era de 61% contra o apoio de 33%.
Liberdade religiosa em ameaça
Enquanto evangélicos americanos aumentam seu apoio ao casamento gay, os EUA tem assistido diversos casos judiciais em que os donos de empresas cristãs foram condenados por se recusarem a prestar serviços para casamentos entre homossexuais.
Um desses casos aconteceu em fevereiro de 2017, quando a florista Barronelle Stutzman foi considerada culpada perante a Suprema Corte de Washington após se recusar a vender flores para um casamento gay.
De acordo com o pastor Russell Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, a militância LGBT está atacando a liberdade religiosa na América.
“Há uma espécie de pressão para marginalizar as instituições religiosas, até o ponto onde elas não podem expressar o que acreditam. Eu acho que não é apenas perigoso para as pessoas religiosas, eu acho que é perigoso para pessoas não-religiosas também”, disse Moore.
O evangelista Franklin Graham também acredita que os cristãos americanos que se opõem à agenda LGBT estão sendo perseguidos e marcados como alvos por agirem de acordo com suas convicções bíblicas sobre a sexualidade.
“Não é só colocar um foco no que está acontecendo ao redor do mundo, mas o que está acontecendo nos EUA, onde os cristãos estão sendo perseguidos, mas de uma maneira diferente”, disse Graham. “Não é com uma arma ou uma espada, mas eles estão sendo forçados a abandonar suas empresas, porque não apoiaram a agenda de gays e lésbicas”.

CPAD

Ataques cibernéticos causaram prejuízos de mais de US$ 5 bi em 2016



Ataques cibernéticos globais, como o que afetou 150 países este mês podem se tornar mais frequentes e mais difíceis de combater. Uma estimativa da Cyberventures – consultoria internacional na área de segurança na internet –, os danos causados por crimes cometidos por invasores virtuais (os crakers), como o ransomware (sequestro de dados) causaram prejuízos mundiais de mais US$ 5 bilhões em 2016. A previsão da consultoria é que os crimes cibernéticos custem ao mundo US$ 6 trilhões até 2021.

Nos Estados Unidos, 72% das empresas com mais de 250 empregados sofreram ao menos um ataque cibernético em 2016, e 60% das empresas com menos de 250 empregados também foram alvos. Segundo relatório sobre cibercrimes da consultoria, ainda prevalece o pensamento de corrigir danos em vez de preveni-los. As empresas, não só nos Estados Unidos, tendem a começar a investir quando começam a ter problemas frequentes. “O aumento dos ataques a empresas norte-americanas levou ao crescimento de 63% nos investimentos em prevenção“, diz o relatório.

AMÉRICA LATINA
Em relação à América Latina, os ataques são constantes: ao menos 12 registros de invasão por programas maliciosos – os chamados malwares – são contabilizados, por segundo, no continente, de acordo com estimativa da empresa de segurança da informação russa, Kaspersky. De acordo com a companhia, malwares representam 82% de quase 400 milhões de ciberataques identificados. O estudo do ano passado, mostrou Bolívia, Chile, Colômbia, México e Peru com a média de quatro ataques para cada dez computadores.

BRASIL 

Segundo a empresa russa, o Brasil é um dos países mais vulneráveis do mundo ao ransonware. Aparece em quinto lugar, à frente dos Estados Unidos, Argentina e Tailândia. Segundo a Kaspersky, mais da metade dos computadores brasileiros analisados (49%) já foram alvos de ameaças. O Índice de Segurança Cibernética global (GCI, sigla inglês), criado pela consultoria ABI Research, mede o nível de desenvolvimento de segurança à informação de um país. No relatório de 2015, o Brasil aparece em sétimo lugar. No topo da lista estão Estados Unidos, seguido do Canadá, Austrália e Malásia.O índice vai de uma escala de 0 a 1. Os Estados Unidos aparecem com 0.824, Canadá com 0.794, Austrália e Malásia com 0.765. O Brasil tem índice de 0.706.

O índice é calculado a partir de cinco aspectos: medidas legais, técnicas, organizacionais, capacitação e cooperação internacional para o setor da segurança cibernética. Segundo a ABI, o GCI reflete a capacidade dos países de reagirem a ataques (prontidão de segurança cibernética) e as estruturas disponíveis para promover a segurança cibernética.

DETECÇÃO PRECOCE
Alguns países já têm uma cultura maior para a prevenção, como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Mesmo assim, o relatório de 2017 sobre o nível de preparo das empresas para enfrentar ameaças cibernéticas aponta que nos três países mais da metade (53%) das empresas estão mal preparadas para lidar com ataques cibernéticos. O relatório aponta que o grande desafio é desenvolver sistemas e proteger a empresa, detectando invasões precocemente. Nos Estados Unidos, 44% das empresas demoram mais de dias para detectar invasões, e 54% levam mais de dois dias para conseguir voltar a funcionar normalmente após um ataque.

Segundo a ABI Research, os prejuízos acumulados no ano passado devido a ataques somam US$ 450 bilhões. Desse montante, US$ 2 bilhões são de registos pessoais. No universo dos crimes, o que cresceu em maior escala foi o ransomware. “Sequestrar dados e apreender informação se tornou um negócio lucrativo para criminosos”, apontou estudo da consultoria.

AMEAÇA REAL
O ataque global do dia 12 de maio foi feito com WannaCry, ou Wcrypt, um tipo de vírus que já atacou empresas famosas, grandes companhias aéreas, bancos, hospitais e pequenos negócios. O vírus é um tipo de ransomware que criptografa centenas de arquivos. Em geral, os criminosos chantegeiam os usuários, três dias antes do ataque. Em apenas quatro dias, o WannaCry provocou prejuízos que excedem bilhões de dólares segundo as consultorias de segurança na internet. De acordo com um levantamento da Kasbersky, só na América Latina, durante os quatro dias de atividade do WannaCry em maio, os crakers conseguiram arrecadar ilegalmente, com o pagamento de resgates, US$ 62 mil, só falando de usuários comuns. As estatísticas dos consultores de tecnologia mostram que 91% dos ataques mais sofisticados começam por e-mail. Além disso, há um alto índice de contaminação por meio do uso de cabos USB e pen drives.

DEFESA CIBERNÉTICA
No Brasil, a Estratégia Nacional de Defesa estabeleceu três setores estratégicos para a Defesa Nacional: Nuclear, Espacial e Cibernético. Coube ao Exército Brasileiro (EB) desenvolver a estratégia de defesa cibernética. O Projeto Estratégico de Defesa Cibernética, criado em 2016, possui oito projetos estruturantes, dos quais é possível assinalar o Planejamento e Execução da Segurança Cibernética, o de Estrutura de Pesquisa Científica na Área Cibernética e a Produção de doutrina específica para este tipo de atividade.

Fonte: Kaspersky

JACO - ISRAEL

De todos os relatos da Torá, este é um dos mais envoltos em mistério. Conta-nos a história da luta entre um ser humano e um anjo e a da ...