quarta-feira, 2 de março de 2011

AS AFLIÇÕES DE UM POVO ESCOLHIDO

   Nas últimas instruções do Senhor Jesus aos seus discípulos (capítulos 15 e 16 do Evangelho de João), Ele os alerta dizendo: Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, aborreceu a mim.  Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós. Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.
E no versículo 33 do capítulo 16 do livro de João o Senhor Jesus declara: Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
Hoje, o mundo atravessa uma crise sem precedentes, são catástrofes e sinistros de todas as espécies, o flagelo é universal, a fome e a pestilência assolam a humanidade, a corrupção e a violência ultrapassaram todos os limites, o estresse e a angústia passaram a fazer parte do cotidiano do homem.
Mas não vos assusteis, é o cumprimento da palavra do Senhor Jesus para os últimos tempos (Capítulo 24 do Evangelho de Mateus), é indispensável que todos saibam e creiam que passarão os céus e as terras, mas as palavras de Cristo não hão de passar, sem que tudo se cumpra.
Entretanto, o Senhor Jesus nos fortalece e oferece a certeza da sua paz, porque pelo sacrifício da cruz Ele venceu o mundo, ainda que para isso houvesse derramamento de sangue. Pagou o mais alto preço com o seu próprio sangue pela remissão do homem que estava morto no pecado, pela dívida contraída com Deus no Paraíso do Éden.
E palavra do Senhor no capítulo 4 da primeira carta do Apóstolo Pedro versículo 12 a seguir, nos conforta e sustém a nossa fé dizendo: Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis com Ele.
Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo,  vos exalte, lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.
Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.
O próprio Senhor Jesus Cristo não foi exceção ao sofrimento. Homem de dores, posto em agonia, orava intensamente e o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até o chão.
O pecado do mundo inteiro pesava sobre Ele, o sofrimento era intenso de forma que ser humano algum suportaria atrocidade de tal dimensão, um quadro de tortura que não somos capazes nem de imaginar.
Estando Cristo dependurado, havia mais de três horas na cruz, a coroa de espinhos cravada na sua cabeça, foi humilhado, escarnecido e açoitado. Tendo sede lhe deram vinagre.  A sua angústia era tanta, que em dado momento sentiu-se abandonado, e clamou ao Pai dizendo: Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?
Mas apesar do sofrimento, cumpriu a vontade do Pai, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, levou sobre si todas as nossas dores, e angústias, e hoje, pelas suas pisaduras somos sarados. Em nenhum momento o Senhor Jesus Cristo recuou ou pensou em desistir, mas evidenciou o seu propósito com o Pai, pois sabia do gozo que lhe era proposto. Deste modo,Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores.
Mesmo depois a ascensão do Senhor Jesus ao Trono de Glórias do Pai, a igreja primitiva continuou sendo perseguida, os discípulos e apóstolos de Cristo, foram cruelmente castigados com açoites, prisões e muitos levados a morte, por amor ao Evangelho e ao nome do Senhor Jesus.
O apóstolo Paulo também relatou, quando arrebatado ao terceiro céu, e, para que não se exaltasse pela excelência das revelações, foi lhe dado um espinho na carne, algo que lhe causava aborrecimento ou dor, pois associou esse infortúnio como um mensageiro de satanás a lhe esbofetear, tendo orado a Deus por três vezes, o Senhor lhe respondeu: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
Atualmente, a igreja de Cristo anda desprovida da sua Graça, e essa virtude é indispensável, aliás, é tudo o que precisamos, seja lá qual for à necessidade. Enquanto que os pregadores contemporâneos criaram um evangelho paralelo ao Evangelho de Cristo, chamado evangelho da prosperidade, que nada mais é que a busca desenfreada pelas prosperidades materiais, acabaram omitindo e ocultando o propósito fundamental do sacrifício do Senhor Jesus na Cruz do Calvário, o qual é a sua Graça aqui na terra e nos dias vindouros a vida eterna.
            No Novo Testamento, o Evangelho que o Senhor Jesus escreveu com o seu próprio sangue, não há promessa de abundância de bens materiais e nem vida fácil para aqueles que aguardam a vinda de Cristo, e o apóstolo Paulo retratou bem essa realidade na carta aos Filipenses 4.10 a 13, vejamos:
            Ora, muito me regozijei no Senhor, não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.
                  Aqui, o aposto Paulo, divinamente inspirado pelo Espírito Santo de Deus, resume o perfil do servo que realmente confia no Senhor, porque nós também precisamos aprender a nos contentar com o que temos como também se comportar na fartura ou na necessidade, e em tudo dar graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (I Tessalonicenses 5.18).
Amados, enquanto estivermos aqui, estamos sujeitos às tribulações, e avaliem que esses sinais são apenas o princípio das dores dos últimos tempos, e há provas circunstanciais incontestáveis de tudo isso, e uma das maiores evidências que estamos muito próximo da era apocalíptica é o aquecimento global (do qual não vamos entrar no mérito agora).
Portanto, fiquem atentos a esse episódio, porque muitos cientistas já reconheceram a realidade que o planeta vive é de caráter irreversível, e as conseqüências calamitosas, como a falta de alimento visivelmente manifestada e a escassez da água potável, sem falar das catástrofes naturais que acontecem constantemente.
E observem que grande parte dos eruditos não crêem nas profecias divinas, mas sabem que algo além do alcance da sapiência humana está acontecendo e não vêem solução para isso, porque a situação é muito mais séria do que imaginamos.
            No entanto, não há razão para se desesperar, mas precisamos confiar que servimos a um Deus vivo que é poderoso para nos livrar  no dia da tentação, apesar que no sermão profético de Jesus (Mateus 24), Ele disse: Haverá  grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias.
            E a primeira carta aos Coríntios 10.13 diz: Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
            Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados (II Pedro 2.9).
            Amados, a palavra do Senhor alerta para que não sejamos surpreendidos no dia do mal, mas também nos encoraja, fortalece e nutre a nossa fé (Romanos 8) dizendo: Se Deus é por nós quem será contra nós? O que poderá nos apartar do amor de Cristo? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu e, ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.  Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: Fomos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque para mim, tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
            Portanto, o gozo proposto para aqueles que esperam o Reino do Céu, será a eternidade na cidade Santa, a Nova Jerusalém, que Jesus preparou aos  herdeiros de Deus.
É algo indescritível, como cita a palavra na primeira carta aos Coríntios 2.9: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviram, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam
 
Fonte  Cristoeaverdade.net

O Escândalo do Comportamento Evangélico Por que os evangélicos estão vivendo exatamente como o resto do mundo?



Quem nós somos e quem Deus nos chama a ser?
Os evangélicos afirmam crer nos valores bíblicos e no poder de Deus de transformar vidas. Contudo, pesquisas demonstram que muitos não vivem de modo diferente do resto do mundo. De dinheiro a sexo, de racismo a realização pessoal, um escandaloso número de cristãos não vivem o que pregam. O Escândalo do Comportamento Evangélico revela a profundidade do problema e contrasta-o com o ensino bíblico.


“De vez em quando, alguém precisa ‘pisar no calo’ da igreja. A leitura deste livro pode fazer com que a dor fique estampada em seu rosto, mas essa dor do auto-exame vale a pena. Faça-o chegar às mãos de seu pastor, de seu grupo de estudo bíblico, de seu professor de escola dominical. Incentive-os a encarar esses sérios desafios e a despertar a igreja para as demandas do discipulado.”
David Neff, editor e vice-presidente da revista Christianity Today

“Nos últimos trinta anos, desde que Ronald Sider colocou o dedo na ferida da consciência dos evangélicos com a publicação de Cristãos Ricos em Tempo de Fome, o evangelicalismo perdeu o status de ser uma contracultura. O Escândalo do Comportamento Evangélico nos convoca, mais uma vez, a levarmos a sério o evangelho. Para o bem da sociedade — e de nossa própria alma.”
Randall Balmer

“Quando o comportamento de membros de um grupo religioso é um pouco melhor — ou às vezes pior — que o de seus vizinhos, líderes e membros desse grupo devem ficar atentos. Devem fazer algumas perguntas profundas, não apenas sobre seu comportamento, mas também sobre os sistemas que o produzem e sustentam. O Escândalo do Comportamento Evangélico me estimula a fazer esse tipo de pergunta.”
Brian McLaren

“Se você já se perguntou por que os evangélicos de hoje não exercem a influência social que seus números deveriam sugerir, Sider oferece uma resposta em O Escândalo do Comportamento Evangélico.”
Duane Littin, presidente do Wheaton College
Comercial
EDITORA ULTIMATO LTDA
Rua A, nº 4
Bairro Cidade Jardim
Viçosa, MG
36570-000

Não se Engane, o Mundo Jaz no Maligno!

Encontramos esta afirmativa no texto bíblico de 1 João 5:19 que diz: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno”.



Porém, muitos cristãos estão enganados vivendo uma vida de religiosidade e fuga. Jesus Cristo, pela pregação do Evangelho, debateu contra os fariseus e religiosos da época, porém, nunca deixou de frequentar uma sinagoga, segundo o seu costume (Lc 4:16), para ouvir a Palavra, ler a Palavra e se revelar, inclusive, através da Palavra ao ler o livro do profeta Isaías 61:1 falando de si mesmo.


Hoje, tudo favorece para tirar a “comunhão” entre nós, irmãos da mesma fé (oikos). O mundo diviniza aquele que se destaca no secular. “Ser famoso é, entre as ambições humanas, a mais universal. Quem, a não ser monges e freiras, se contenta com a simples atenção de Deus? Quem busca ser obscuro na vida? Em nossa sociedade, ser obscuro é ser fracassado” (Lance Morrow).


Estamos, em algum ponto, errando no que diz respeito a “ser” igreja. Queremos derrubar paradigmas criando outros piores, e mais, perdendo a comunhão com a igreja e com os irmãos. Realmente, o mundo está lotado de gente correndo pelos primeiros lugares. Somos seduzidos pelas luzes e holofotes feito mariposas. O Ocidente alimenta o sonho do heroísmo; a modernidade, calcada na idéia do progresso, acena que a felicidade depende de conquistas; e a espiritualidade que se difundiu no hemisfério sacraliza ideais ufanistas” (Ricardo Gondim).


Pense e reflita. Deus abençoe!!


Pr Cleber Riboli Baptista

Motorista que atropelou ciclistas tem registro de agressão a ex-namorada Segundo ocorrência, ele teria tentado agredir companheira com machadinha. Motorista foi preso nesta quarta-feira (2), em hospital em Porto Alegre.

Uma ocorrência policial registrada em junho de 2010 denuncia o motorista Ricardo José Neis por lesão corporal, segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O registro foi feito por uma ex-namorada do suspeito. Na ocorrência, ela afirma que ele teria tentado agredi-la com uma machadinha e um facão.


Ricardo foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado, depois de atropelar ciclistas em Porto Alegre, na sexta-feira (25). O atropelamento ocorreu na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso. Nove pessoas foram levadas ao Hospital de Pronto Socorro da cidade. Todas foram liberadas sem ferimentos graves, segundo o hospital. O motorista teria fugido do local sem prestar socorro, segundo testemunhas.

De acordo com o Ministério Público, que assim como a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito, também são atribuídas ao motorista multas de trânsito por excesso de velocidade, trânsito na calçada, na contramão, em marcha a ré e por conversão proibida.
Neis foi preso preventivamente nesta quarta-feira (2), em um hospital onde permanece internado, em Porto Alegre. O motorista teve a prisão decretada pela Justiça do Rio Grande do Sul no fim da noite de terça-feira (1º).
O motorista está internado desde terça-feira (1º) em um hospital na capital gaúcha. Os médicos dizem que ele apresenta um quadro de estresse, e ainda não há previsão de liberação.
Segundo o delegado Gilberto Almeida Montenegro, a polícia aguarda um novo laudo médico para encaminhar o motorista para o Presídio Central de Porto Alegre. O homem deve permanecer no hospital em que está internado, sob custódia policial, até a liberação médica.
O advogado Luís Fernando Coimbra Albino, que representa o motorista, afirma que deve pedir um habeas corpus para Neis.

G1

Crônicas de Nárnia leva título de filme mais cristão de 2010


Crônicas de Nárnia leva título de filme mais cristão de 2010 Filmes com ´forte moralidade bíblica` alcançaram US$ 78 milhões
Todo ano, existe um prêmio chamado Movieguide Faith and Values Awards (Prêmio de Fé e Valores no Cinema) cedido aos filmes que mais se enquadram nos preceitos cristãos. E quem ganhou na edição deste ano, que corresponde aos filmes exibidos em 2010, foi Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Outros dois filmes também foram reconhecidos como as produções mais cristãs do ano passado: Toy Story 3 e Secretariat, ambos da Disney.

A instituição também divulgou um "balanço positivo" nas bilheterias dos filmes que sustentam a fé cristã. Segundo a Comissão do Cinema e TV Cristãos, filmes com mensagens pró-ateístas lucraram US$ 6,6 milhões, enquanto filmes com "forte moralidade bíblica" conseguiram US$ 78 milhões.


Fonte: Terra

Diferenças em torno de gostos musicais são marcas identificadoras de gerações


Diferenças em torno de gostos musicais
 são marcas identificadoras de gerações Cientista social afirma que avanço tecnológico também transformou relações pessoais
Não há como pensar em relações pessoais sem considerar o intenso processo de globalização e avanço tecnológico que modificou a forma de comunicar e interagir das pessoas.
É no que acredita Josué de Souza, que foi membro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Movimentos Sociais (NEPEMOS/FURB): “Nos últimos 20 anos, muitas ditaduras no mundo caíram, a forma de nos relacionarmos com o governo e com a imprensa mudaram, as relações de trabalho mudaram. Hoje, palavras como participação, democracia, divisão de tarefas e parceria entraram no nosso cotidiano. Sendo assim, não há como conseguirmos nos relacionar com as pessoas sem levar em conta a opinião delas. Para as novas gerações, não há mais espaço para o autoritarismo, a hierarquia sem sentido, a imposição, mas, sim, o diálogo e muita conversa”, diz o cientista social que também é professor de Sociologia, Filosofia e Antropologia da Escola Teológica da Assembléia de Deus de Gaspar (SC).
No entanto, é importante frisar que se por um lado é importante os mais velhos entenderem a necessidade dos jovens da Geração Y - de terem as normas e orientações não apenas apresentadas, mas explicadas (isto é, saberem a razão de ser delas) - por outro lado, o jovem cristão também deve ser compreensivo, rejeitando atitudes desrespeitosos e de confronto.
Sobre esse assunto, afirma a Bíblia Sagrada, a nossa regra de fé e prática: “Rogo igualmente aos jovens: Sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns para com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a Sua graça” (1Pe 5.5); “Diante das cãs [cabelos brancos] te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor” (Lv 19.32); “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Ef 6.1-3); “Filhos, em tudo obedecei a vossos pais, pois fazê-lo é grato diante do Senhor” (Cl 3.20); “Obedecei a vossos pastores, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hb 13.17).
DIFERENÇA NOS ESTILOS MUSICAIS
 Ao conversarmos com jovens crentes de diversas partes do país sobre os principais conflitos na área de gerações, são recorrentes os choques relativos a estilos musicais. O louvor é sempre apontado como a área de maior divergência entre os jovens e os mais velhos. O pastor Márcio Klauber Maia, autor do livro “O Caminho do Adorador” (Editora CPAD), acredita que isso aconteça por ser, geralmente, a área musical aquela em que o jovem começa a atuar na igreja. “São poucos os que começam no ensino ou na pregação. Normalmente, começam nos conjuntos musicais da mocidade ou em bandas. E é saudável que eles tenham oportunidade de se expressar em suas formas de trabalho”, afirma o jovem líder potiguar, que preside a União da Mocidade da Assembleia de Deus em Natal (RN).
Excetuando alguns casos de estilos musicais que são extremamente agressivos ou sensuais em sua natureza, e por isso são logicamente rejeitados na igreja, as divergências entre preferências musicais têm mais a ver com gosto mesmo do que com conteúdo. “Há várias respostas para as divergências de preferência entre estilos musicais. Elas podem se dar como reações doutrinárias a músicas de mais gingado que letra, que é uma crítica sadia; ou como cuidado com o que entendemos como serviço sagrado, o que também é importante; ou ainda pode amenizar-se ou desaparecer com o tempo, quando o ritmo que causou uma estranheza natural por ser novidade pode vir, num segundo momento, a se acomodar”, analisa o professor Alberto Fonseca, diretor teológico do Instituto Cristão de Pesquisas.
“É mesmo um problema de ordem cultural”, analisa o pastor Klauber. “A igreja se acostumou a determinados ritmos e tende naturalmente a achar que só esses são interessantes. Por outro lado, é verdade que a nota musical não tem uma moralidade, mas existe a necessidade de uma adequação. Você não vai cantar uma música de celebração em um funeral, nem uma de funeral em um casamento. Existem músicas apropriadas para cada tipo de reunião. Da mesma forma, em reunião de jovens, os louvores são mais adequados a eles, mas às vezes esse jovem quer usar essa música com a participação dos idosos, que não gostam daquele estilo. Então, virá o choque. É preciso respeitar as diferenças”.
Dentro da Assembleia de Deus, por exemplo, os chamados “corinhos de fogo”, em ritmo de forró, são geralmente bem-vindos, muito em razão de grande parte dos pastores mais antigos terem vindo do Nordeste, onde predomina o ritmo forró. “Mas, o contrário também existe. Alguns jovens têm preconceito com esses corinhos porque não gostam do ritmo deles, considerado brega por eles”, lembra o jovem Rolindo Marques (foto), 26 anos, da Geração Y e membro da Assembleia de Deus no Espírito Santo. “Sou sonoplasta e no final do culto incentivo os irmãos a apreciarem as canções que gosto”, conta Rolindo.
Por Henrique Rodrigues / Redação CPAD News