quinta-feira, 19 de maio de 2016

Brasil e Israel: um novo tempo se inicia

cópia de ilan temer
O NOVO PRESIDENTE DO BC ILAN GOLDFAJN, JUDEU NASCIDO EM ISRAEL, COM O PRESIDENTE EM EXERCÍCIO MICHEL TEMER
Após anos de relacionamento conturbado, Brasil e Israel podem estar caminhando para novamente estreitar seus históricos laços de amizade. Esta semana foi confirmada a indicação do economista Ilan Goldfajn, para presidência do Banco Central. Ilan Goldfajn é judeu e nasceu em Haifa, ao norte de Israel, onde viveu antes de chegar ao Brasil, aos 10 anos de idade.
“Ele fala hebraico fluentemente. Tem família em Israel e costuma visitar o país”, comemorou o site israelense Ynet. Os jornais de Israel também avaliam se haverá uma melhoria na relação entre Brasil e Israel durante o governo Dilma Rousseff, cuja tensão chegou ao auge com a recusa de Brasília em aceitar a nomeação do novo embaixador de Israel.
O jornal Times of Israel especulou que a nomeação de Goldfajn seria uma prova de que Michel Temer é “amigo da comunidade judaica” e lembrou que “entre seus primeiros passos, Temer anunciou José Serra, um amigo de longa data da comunidade judaica, como ministro das Relações Exteriores”.


UNIDOS POR ISRAEL

México quer proibir evangelização de “porta em porta”

O Senado do México irá votar uma nova lei que versa sobre a privacidade domiciliar e a liberdade religiosa no país. O objetivo seria “prevenir e eliminar as dificuldades a que muitas pessoas estão sujeitas em suas casas por causa dos fanáticos religiosos”.
A nova legislação, chamada de Ley para la Protección Doméstica, prevê sanções sob a forma de “multa ou prisão para pessoas que exerçam assédio domiciliar para fazer propaganda religiosa”. A justificativa é o resultado de uma pesquisa nacional que mostrou que este é um “problema grave” em algumas cidades.
Para a maioria das pessoas, essa prática de bater-se ‘de porta em porta’ com uma mensagem de cunho religioso causa desconforto de vários tipos. As queixas incluem os métodos utilizados pelos evangelizadores, como voltar várias vezes no mesmo endereço, acordar as pessoas na manhã de domingo e a insistência quando alguém diz que não têm interesse de ouvir sua mensagem.
Caso seja aprovada, a lei prevê punições para quem “forçar uma pessoa a ler a Bíblia e ofender outras formas de culto”.
Segundo os senadores mexicanos, uma lei não só protegerá as casas de tais abusos, mas para muitos trata-se de um “método de controle social”. De ampla maioria católica, os mexicanos se queixam especialmente das ações de grupos evangélicos, além dos Testemunhas de Jeová. Com informaçõesLaicismo e Televisa

Famílias convertidas ao cristianismo são expulsas do México


México é um dos países das Américas que fazem parte da atual Classificação da Perseguição Religiosa, ocupando o 40º lugar, o outro é a Colômbia (46º). Conhecido também como um dos lugares mais violentos do mundo (9º entre os 132 analisados) de acordo com a ONG americana Social Progress Imperative, é a nação que acolhe os "huichóis", grupo étnico indígena que habita nos estados de Nayarit, Jacatecas, Durango e Jalisco. Devido ao isolamento e resistência à evangelização, eles mantêm até os dias de hoje seus traços culturais originais. Segundo informações do canal de TV CBN (Christian Broadcasting Network), recentemente 10 famílias foram expulsas da cidade de Tuxpan de Bolaños, em Jalisco, por se converterem ao cristianismo e agora aguardam pela decisão das autoridades mexicanas.
Ainda segundo a fonte, uma Convenção cristã tentou por meios legais evitar a expulsão dessas famílias, mas não houve êxito. As 30 pessoas foram levadas até Crucero Banderitas, onde hoje vivem em abrigos. "Os huichóis fazem parte de uma das tribos mais importantes no México e suas leis e costumes religiosos não são registrados em documentos, daí surge a manipulação. Mas diante das leis mexicanas, eles cometeram uma clara violação dos direitos humanos e o caso precisa ser julgado. Essas famílias foram arrancadas de sua própria comunidade", comenta um dos analistas de perseguição.
Há relatos de que na mesma região, pelo menos 60 pessoas já se tornaram cristãs, através de trabalhos evangelísticos de diversas denominações. Além das tribos que rejeitam qualquer outra religião em suas mediações, os cristãos mexicanos também enfrentam o crescimento das organizações criminosas e cartéis de drogas que enxergam as igrejas de forma muito negativa por realizarem um trabalho de reabilitação de dependentes químicos. Além disso, os líderes que se recusam a pagar uma quantia para os traficantes são obrigados a fechar suas portas sob sérias ameaças. Interceda por essa nação.

Pastor investigado na Lava Jato recebe passaporte diplomático

Pastor investigado na Lava Jato recebe passaporte diplomáticoPastor investigado na Lava Jato recebe passaporte diplomático
Atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP) autorizou que o pastor Samuel Cassio Ferreira, da Assembleia de Deus, receba um passaporte diplomático com validade de três anos. Publicada na edição desta quarta do Diário Oficial da União, essa concessão do documento não é prevista no decreto 5.978, de 2006, que regulamenta sua emissão.
A justificativa do Itamaraty é que dirigentes de denominações religiosas podem ter esse passaporte “em função do interesse do país”. Historicamente cardeais da Igreja Católica sempre receberam passaporte diplomático.
Aplicou-se no caso de Samuel o princípio da isonomia. Apesar disso, ao assumir Serra determinou que seja feita uma “reavaliação” da política de concessão de passaportes diplomáticos.
Essa prática foi criada durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2011, seguindo o artigo sexto do decreto, fixou-se o limite de dois passaportes por denominação religiosa. Basicamente, o passaporte diplomático oferece facilidade na fila de imigração e em alguns casos, isenção de visto para viagens de curta duração. Ele não dá direito a privilégio ou imunidade nem Brasil nem no exterior.
Samuel Cassio Ferreira é o filho caçula de Manoel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira. Teve seu nome ligado ao presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante as investigações da Operação Lava Jato.
Ele teria utilizado a AD Madureira de Campinas (SP) que, segundo a Procuradoria Geral da República, recebeu depósitos no valor de R$ 250 mil. A investigação é se a igreja foi usada para lavar dinheiro oriundo de propina paga a Cunha.
A Confederação dos Advogados do Brasil pediu ao Supremo Tribunal Federal que Samuel Ferreira fosse investigado juntamente com Cunha. O pedido foi negado pelo ministro Teori Zavascki e posteriormente a decisão foi mantida pela Segunda Turma do STF. Seguindo recomendação de Janot, o pedido de investigação sobre o pastor está sendo analisado pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba. 

Com informações G1