quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Aliança Evangélica pede respeito ao resultado das eleições e repudia pedido de intervenção militar


Aliança Evangélica pede respeito ao resultado das eleições e repudia pedido de intervenção militarMais de um mês depois do primeiro turno das eleições e duas semanas depois do segundo turno das eleições, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira publicou uma carta pastoral em que fala de democracia e reconciliação.
No texto oficial, a organização lamenta os rumos que as discussões em torno das eleições tomaram e a falta de respeito com a opinião do outro, quando contrária.
Além disso, a Aliança Evangélica também cita o pedido de intervenção militar que surgiu recentemente."Repudiamos qualquer nuance de clamor por intervenções militares arbitrárias e por regimes ditatoriais ou a desqualificação do próprio modelo democrático"
Confira a Carta Pastoral:
Findada a intensa campanha eleitoral da qual saímos recentemente, cristalizam-se duas percepções: por um lado celebramos o exercício democrático destas eleições e, por outro, lamentamos a divisão e agressividade que a mesma suscitou entre nós, na sociedade brasileira. Motivados por estas percepções, nos manifestamos por meio desta Carta Pastoral. Conclamamos a sociedade brasileira a vivenciar processos de reconciliação e construção de uma sociedade que se saiba una e comprometida com o bem estar de todos e uns dos outros.
Reconhecendo na Democracia uma dádiva da bondade divina, constituída para a mais justa e melhor organização das sociedades humanas – conscientes das limitações da aplicação do atual modelo político – celebramos o amadurecimento democrático da nação brasileira, sinalizado por meio da realização de eleições livres e legítimas ocorridas no país.
Tivemos uma acirrada campanha eleitoral, na disputa pelo governo das unidades da federação e pela Presidência da República. Ainda que observadas falhas pontuais no seguimento de princípios éticos – por parte dos candidatos em geral, reveladas na falta do respeito devido no trato interpessoal e nos pronunciamentos, onde houve distorção de dados e falta de veracidade – comemoramos o fortalecimento do sistema democrático brasileiro, o estado de direito e o aumento do interesse da população nas decisões políticas.
Democracia se desenvolve com compromisso e respeito às escolhas feitas pela maioria dos eleitores, com transparência e honestidade. Na democracia o que se busca é que o povo avalie e escolha o que considera ser a melhor opção no momento. Tendo havido oportunidade para todos colocarem as suas opiniões com liberdade e, feita a escolha, segue-se em frente. A vontade coletiva transcende à vontade individual. Isto significa acatar a escolha dos eleitores, reconhecendo que a pluralidade de perspectivas é uma realidade da condição humana.
Lamentamos quando a voz das urnas é tratada de maneira intransigente e raivosa ou quando os que têm outro parecer são desqualificados por grupos que só aceitam o jogo democrático quando o resultado é semelhante a sua vontade. Os ânimos não apaziguados da disputa eleitoral têm prolongado situações de discriminação e inimizade.
Repudiamos qualquer nuance de clamor por intervenções militares arbitrárias e por regimes ditatoriais ou a desqualificação do próprio modelo democrático. Conclamamos ao respeito pelo resultado apurado nas urnas e ao trato social cordial daqueles que pensam de modo diverso. Vemos sempre o Brasil como um todo, indissolúvel, abençoado com rica diversidade étnica e múltiplas riquezas geográficas, considerando as singulares diferenças regionais um benefício para todos.
Ao mesmo tempo em que democracia sintetiza a vontade da maioria, ela mantém abertos os caminhos para que sejam expressas discordâncias e para se apresentem alternativas. Nenhum governante ou legislador está acima das críticas, e há formas polidas e democráticas de discordar. Todos têm o direito de ter dúvidas, levantar perguntas e divergir, contando que prevaleça a vontade da maioria livremente expressa no voto. Cabe agora trabalhar com senso de unidade em favor do progresso e do desenvolvimento da sociedade e da nação brasileira.
O Brasil precisa continuar seu aprendizado da democracia e fazer evoluir as instituições que a viabilizam. Apoiamos um movimento de reforma política que amplie e aprofunde a democracia. Afirmamos a necessidade da reforma política especialmente no que diz respeito ao modo de financiamento das campanhas, à forma de manutenção consistente de fidelidade partidária e programática e ao modelo de eleições proporcionais para as casas legislativas. Desejamos um parlamento mais próximo e mais afinado com as aspirações do povo brasileiro.
Inspirados e movidos pelo Deus que chama todas as coisas à reconciliação em Cristo, exortamos a todo o povo de Deus, residente no Brasil, a considerar a unidade fundamental que há no seguimento a Jesus, que transcende a todos os projetos ideológicos e partidários, e a trabalhar, sob o Senhorio supremo de Jesus Cristo, para promover sempre a paz, com humildade, serenidade, oração, diálogo e espírito reconciliador, tendo em vista a construção de um país justo, democrático e inclusivo.
Aliança Cristã Evangélica Brasileira

Cristãos libaneses pegam em armas para combater Estado Islâmico


Cristãos libaneses pegam em armas para combater Estado Islâmico
Semana passada, o chefe da Frente Al Nusra, grupo terrorista ligado à Al Qaeda, mandou um recado para o vizinho Líbano: “a verdadeira batalha vai começar em breve”. Isso já é esperado por Rifaat Nasrallah, um dos líderes do exército cristão de resistência ao Estado Islâmico (EI). Acampados na pequena aldeia de Ras Baalbek, no Líbano, sua milícia tem se mostrado eficiente ao impedir o avanço dos extremistas para o território libanês.
“Se não fosse por nós, seria uma Mosul para os cristãos no Líbano”, explica Nasrallah, lembrando do massacre ocorrido na vizinha Síria. Após saber que os militantes islâmicos estavam matando, crucificando e decapitando a população cristã do norte do Iraque e na porção ocidental da Síria, alguns grupos de cristãos do Líbano decidiram pegar em armas, dizendo que se recusam a passar pela mesma situação.
Nasrallah, um veterano da guerra civil do Líbano, reuniu pela primeira vez seu pequeno exército após soldados islâmicos do grupo Frente al-Nusra conseguir invadir sua cidade durante o verão, saqueando empresas e residências pertencentes a cristãos.
Em agosto, a apenas alguns quilômetros ao sul de Ras Baalbek, cidade fronteiriça de Arsal foi invadida por grupos rebeldes, incluindo militantes da al-Nusra e do EI. Os combatentes cristãos esperavam uma invasão do Líbano. Para garantirem sua segurança, fizeram o impensável, aliaram-se temporariamente com membros do Hezbollah, que não querem ver o EI em seu território.
De fato, o Hezbollah, que é aliado do Irã e do presidente sírio Bashar al-Assad, tem participado abertamente da guerra civil síria desde 2013, lutando contra grupos rebeldes.  O governo não apoia a formação de milícias, mas reconhece que o exército não tem conseguido garantir sozinho a inviolabilidade das fronteiras.
Para Nasrallah e seu grupo essa não é uma questão apenas religiosa: “Não somos convidados no Oriente Médio. Nós somos os proprietários dessa região”. Para ele, não existe contradição entre ser cristão e pegar em armas para se defender.
O Líbano é o país com maior proporção de cristãos no Médio Oriente, são cerca de 50% dos seus 3,5 milhões de habitantes. Desde o fim da guerra civil (1975-1990), por lei, o chefe das Forças Armadas do Líbano, deve ser um cristão maronita. Nenhuma das outras religiões libanesas questiona isso. Historicamente sempre reuniu muçulmanos xiitas e sunitas, drusos e cristãos (ortodoxos, armênios, maronitas e melquitas).  

CPAD

Segundo assessoria de imprensa, filha do Dr. Myles Munroe não estava no voo


Segundo assessoria de imprensa, filha do Dr. Myles Munroe não estava no voo
Nesta quarta-feira, a equipe de assessoria de imprensa da organização Myles Munroe International reforçou nas mídias sociais e em seu site oficial, a informação de que Charisa Munroe (filha do renomado pastor e palestrante Dr. Myles Munroe) não estava no voo que caiu na região de Grand Bahama, no último domingo (09) , causando a morte do conferencista cristão, de sua esposa Ruth Monroe e mais 7 pessoas, entre passageiros e tripulação.
A informação de que Charisa estava no voo chegou a ser divulgada por agências internacionais e também aqui no CPAD News, porém foi corrigida pela equipe de comunicação do Ministério de Munroe.
"Permita-nos para esclarecer algo sobre informação que tem sido relatada, indicando que Charisa Munroe estava na lista de pessoas que faleceu quando o avião que levava o Dr. Myles Munroe e sua esposa Ruth caiu no Aeroporto Internacional de Grand Bahama. Charisa, filha do Drs Myles Munroe & Ruth, NÃO estava no avião. Ela ainda está viva", disse a equipe de comunicação da Myles Munroe International em sua página oficial do Facebook.
O Ministério ainda destacou que além da filha (31 anos), Chairo Myles Junior Munroe (30 anos) também permanece vivo.
A equipe de comunicação do Ministério tem solicitado constantemente em seus comunicados, que todos mantenham a família de Dr. Myles e sua esposa Ruth em suas orações.
Detalhes sobre o ofício fúnebre do pastor serão divulgados em breve.