quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Deputado afirma que os cidadãos não podem se tornar reféns dos bancos


Roberto de Lucena mostrou sua preocupação com
o endividamento da população brasileira
O deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) subiu à tribuna da Câmara para expressar sua preocupação com o nível de endividamento das famílias brasileiras. Segundo dados recentes do Banco Central, o comprometimento das famílias da classe C com dívidas passou de 24,94% em janeiro de 2007 para 60% da renda anual em 2011. São trabalhadores com renda mensal entre 2,5 a 5 salários mínimos. Ainda de acordo com o estudo, a classe C, de 2005 a 2011, passou a representar 30% da população brasileira.
"O orçamento familiar do nosso povo deveria possibilitar, em primeiro plano, uma boa alimentação, saúde, educação e a compra da casa própria. Porém, muitos, infelizmente, não conseguem dar conta nem desse primeiro item: a alimentação. O acesso à saúde, por sua vez, é caro e cada vez mais ineficiente", lamentou Roberto de Lucena.
O parlamentar disse ainda que o incentivo ao consumo, o crédito fácil e os altos juros são uma verdadeira armadilha: "O último ingrediente dessa mistura explosiva, os juros altos aliados aos curtos prazos de financiamento — se compararmos a mesma situação com a existente em outros países —, agrava ainda mais a situação brasileira, porque o que parece ser, a curto prazo, a realização de um sonho pode se transformar, a médio e longo prazo, num pesadelo terrível", alertou.
Segundo dados do Serasa, em 2012 a taxa de inadimplência é a maior dos últimos 9 anos. Muitos, incentivados pelo apelo ao consumo, têm comprometido a sua saúde financeira ou se acostumaram a uma rotina de endividamento. "Nesse cenário em que vivemos, muitos analistas financeiros argumentam que para aquecer a economia é preciso baixar os impostos, a carga tributária, que no Brasil é exacerbada e reflete negativamente na geração de novos empregos e na sustentabilidade econômica das empresas", argumentou o deputado.
Para Roberto de Lucena, o consumo desenfreado não é o único remédio. Para ele, o que difere, o remédio do veneno é, por vezes, a dose. "E já estamos começando a sentir os seus efeitos colaterais. O médico não pode matar o paciente. Os cidadãos não podem se tornar reféns dos bancos", enfatizou.
O deputado alertou que a crise externa diariamente aponta para um cenário de cautela. "Eu não sou contra o consumo. É nosso desejo que a prosperidade chegue a todos os lares do País, que todos tenham seus sonhos realizados. A minha ponderação é sobre os limites desse consumo. Precisamos ser honestos. Alguém precisa alertar a sociedade brasileira acerca das consequências do consumismo e do endividamento. Precisamos ter responsabilidade em relação a esse tema ou a história nos cobrará caro. A dívida, quando impagável, adoece os ossos, enfraquece a alma, rouba a alegria, aprisiona a paz interior. É como que um castigo! Ninguém merece. A família brasileira não merece esse destino", concluiu o parlamentar.

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