terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Caio Fábio pode ser chamado para depor sobre Lula, na operação Lava Jato

Caio FábioCaio Fábio
Nesta sexta-feira (8), o site O Antagonista informou que integrantes do Ministério Público Federal (MPF) poderão chamar o pastor Caio Fábio para depor no âmbito da operação Lava Jato caso o acordo de delação do ex-ministro do PT, Antonio Palocci avance.
Em 2015, o pastor afirmou que o ex-ditador líbio Muamar Kadafi teria um total de US$ 35 milhões para repassara o ex-presidente Lula.
A notícia vem após a revista Veja revelar, em sua edição desta semana, um trecho da delação de Palocci, afirmando que Lula teria recebido US$ 1 milhão de Kadafi para sua campanha eleitoral em 2002. Lula foi o vencedor do pleito naquele ano.
No vídeo abaixo, o pastor Caio Fábio detalha suas relações com o ex-presidente Lula com quem conviveu por 10 anos. De acordo com o pastor, Lula disse que tinha US$ 35 milhões dados por Kadafi que precisavam ser trazidos para o Brasil, e que para isso precisaria de sua ajuda.
Ele afirmou ainda que o ex-presidente lhe pediu um dossiê contra políticos do PSDB, chamado de “Dossiê Cayman”. O documento acabou sendo provado como falso. Em maio de 2017, o pastor Caio Fabio chegou a ser detido devido ao documento, mas foi solto alguns dias depois.
Muamar Kadafi governou a Líbia por 41 anos até ser capturado, em 2011, e morto. Sua prisão aconteceu durante a Primavera Árabe, uma onda de manifestações e protestos no Oriente Médio e norte da África.
Veja o vídeo:
Fonte: Pleno News

Netos adotados de Edir Macedo rebatem acusação de tráfico de crianças contra Igreja Universal

Louis Carlos de Andrade e Vera de Andrade, filhos adotivos de Viviane Freitas, filha de Edir Macedo, líder da IURD
Louis Carlos de Andrade e Vera de Andrade, filhos adotivos de Viviane Freitas, filha de Edir Macedo, líder da IURD
Após a emissora portuguesa TVI anunciar a exibição de uma série de reportagem que acusa a Igreja Universal do Reino de Deus de criar uma rede de adoções ilegais de crianças (assista ao primeiro episódio da TVI no final desta matéria), os netos adotivos do bispo Edir Macedo se pronunciaram em vídeo.
O conteúdo foi divulgado através do canal oficial da Igreja Universal no YouTube. No vídeo, Louis Carlos de Andrade e Vera de Andrade, filhos adotivos de Viviane Freitas, criticam a reportagem: “Não é justo o que estão fazendo com a gente, queremos direito de resposta”.
Em material de divulgação da série O segredo dos Deuses, que estreia nesta segunda-feira (11), a TVI afirma que a adoção dos irmãos teria origem no esquema de tráfico de crianças, nos anos 1990.
No vídeo, Louis Carlos de Andrade afirma que eles estão emocionalmente abalados com a recente perda de um irmão, falecido em decorrência de problemas cardíacos, e critica a postura da rede televisiva portuguesa: “Estamos emocionalmente abalados e a TVI está dizendo coisas à nosso respeito que não são verdadeiras. Estão dizendo que nós fomos raptados pela cúpula da Igreja Universal, mas nós não fomos raptados”, afirma o neto adotivo de Edir Macedo.
“Nós fomos adotados de forma legal por uma família norte-americana e vivemos até os nossos 20 anos com essa família nos Estados Unidos”, continua Louis, afirmando que os irmãos possuem dupla cidadania, norte-americana e portuguesa. “Fomos acolhidos por uma família que nos ama e vivemos muito bem com eles. Queremos dizer à TVI que não é justo, de forma nenhuma, o que eles estão fazendo conosco. E queremos o direito de resposta a vocês”, diz o rapaz.
No vídeo, Vera de Andrade continua a fala do irmão: “Em Portugal existem três entidades de credibilidade: a Santa Casa de Misericórdia, o Tribunal de Família de Lisboa e a Segurança Social. E essas três entidades autorizaram a nossa adoção. Fizeram uma reportagem sem abordar esses três e sem verificar estes processos. E, ainda, basearam a vossa reportagem em fatos que não são verdadeiros”. Ela ainda apresenta os passaportes e afirma que a equipe de reportagem deveria checar a legalidade dos irmãos com a embaixada norte-americana.
“Não é justo o que estão fazendo com a gente. Pelo menos deveriam nos respeitar e, com certeza, o jornalismo da TVI perdeu qualquer credibilidade. Quero dizer, como cidadã portuguesa, que eu vou exigir o meu direito, por me sentir lesada, e, desde já, eu e meu irmão proibimos que a nossa imagem ou nome seja divulgado na TV ou em qualquer outro meio social”, afirma Vera.
Assista ao depoimento dos irmãos:
Denúncia
A emissora de televisão TVI, de Portugal anunciou a exibição da série de reportagens O segredo dos Deuses, com dez matérias, a partir desta segunda-feira. O material, baseado em um processo de pesquisa de sete meses, com dez mil documentos e 40 processos consultados, denuncia uma rede de adoções ilegais que levaria crianças portuguesas para outros países pelos bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo há 40 anos.
Segundo a reportagem, o mecanismo para o tráfico era o Lar Universal, mantido pela Igreja Universal de Lisboa, nos anos 1990. Os abrigos receberiam crianças roubadas de famílias em situação financeira difícil que seriam adotadas, irregularmente, por bispos e pastores da igreja. Segundo Alexandra Borges e Judite França, jornalistas responsáveis da série, casos diversos serão noticiados nas reportagens.

Assista ao primeiro episódio da série O Segredo dos Deuses:
Fonte: Diário de Pernambuco

domingo, 10 de dezembro de 2017

Pastor diz que igreja está aberta para Naldo, se ele quiser

Naldo Benny e sua esposa Ellen CardosoJaime Soares, pastor da Assembleia de Deus de Bonsucesso, igreja da Zona Norte do Rio que era frequentada por Naldo Benny desde antes da fama, disse que o templo está aberto para o artista, que prometeu procurar um retiro espiritual, após ordem da Justiça para deixar a casa em que mora.
O cantor é acusado de ter agredido a mulher, Ellen Cardoso, a Mulher Moranguinho, no último sábado com socos, tapas, puxões de cabelo e a até um golpe dado com uma garrafa.
— Se ele comparecer ao culto ou me procurar vou recomendar que peça perdão não apenas à sua mulher, mas a todas as pessoas que ele decepcionou com sua atitude, inclusive os seus milhares de fãs — disse o pastor.
Para Jaime Soares, que não sabia da intenção do cantor, noticiada pelo jornal “O Dia” na edição desta sexta-feira, o desejo de buscar um retiro espiritual mostra que ele está disposto a reparar em orações o que fez, através de um pedido de perdão a Deus.
O retiro, segundo o religioso, não precisa necessariamente ser num templo. Pode ser em qualquer local, inclusive em casa, desde que a pessoa reserve um tempo para isso. A duração também quem determina é a pessoa.
Nascido na Vila do João, no Complexo da Maré, Naldo frequentou uma igreja da mesma congregação, dentro da favela, levado pelos pais quando criança. Somente depois de adulto é que passou a ir aos cultos do templo de Bonsucesso. Mas, com a fama as idas eram cada vez mais esporádicas, segundo o pastor. A última vez que ele esteve no local, foi em 18 de maio de 2015 quando, acompanhado da mulher, levou a filha do casal para ser apresentada, durante cerimônia religiosa.
Jaime Soares contou que desde então não tinha tido mais contatos com o cantor e que, coincidentemente, resolveu ligar para ele no dia da prisão, depois de se encontrar com uma irmã do artista, que continua frequentando a igreja. Durante a conversa rápida Naldo pediu apenas que o pastor orasse por ele, mas omitiu que estava preso.
— Ele falou “Pastor ore por mim, que estou com um problema” e disse que me contaria depois, mas até agora não me ligou — afirmou o pastor que soube da prisão no mesmo dia, por um frequentador da igreja que sabia de sua proximidade com Naldo.
O pastor considerou normal o desejo de Naldo de fazer um retiro espiritual. E destacou ainda que o cantor é uma pessoa do bem:
— Se ele está com essa intenção é porque isso foi plantado por Deus. Ele é uma pessoa boa. Não é um desqualificado, gosta de ajudar os necessitados. Não conversei com ele ( sobre a agressão) mas ele deve ter tido uma crise de ciúmes que o levou a esse ato insano.
Na quinta-feira, o cantor divulgou vídeos, nos quais aparece chorando e se dizendo arrependido: “Quero incansavelmente pedir perdão a minha mulher. Eu amo muito a minha mulher. Quem me conhece sabe o cara de bem que eu sou. O quanto estou buscando me cuidar com profissionais, com situações que ela mesma falava para mim. Estou aqui morrendo de saudade da minha filha, da minha mulher.”
Apresentações canceladas
No dia seguinte à prisão, Naldo teve canceladas duas apresentações que faria no reveillon do Rio. Uma delas foi a festa organizada pela Prefeitura do Rio, na Praia de Copacabana. O cantor também não se apresentará mais no Reveillon Celebrare, no Clube Monte Líbano, na Lagoa. A assessoria de imprensa do evento informou que a decisão foi tomada de forma amigável entre a produção da festa e a do artista.
“Uma das grandes características do nosso reveillon e acima de tudo a nossa bandeira é o respeito ao próximo e diversão garantida. Sendo assim não caberia sua participação diante de tudo o que aconteceu e que está sendo noticiado”, diz a nota.
Fonte: Extra

Deezer apresenta a história de vida de Adhemar de Campos

Adhemar de Campos
Adhemar de Campos
A Deezer, streaming de música global, lançou nesta quarta-feira, 6, o segundo episódio do Deezer Legends, projeto que consiste em apresentar a história de ícones da cena musical gospel e seu trabalho como ministro, em forma de vídeo.  Desta vez, a homenagem é para o pastor, cantor e compositor Adhemar de Campos.
No segundo episódio do Lendas da Deezer, a plataforma apresenta a trajetória de Adhemar Campos, um dos pioneiros dentro da música gospel no país e foi um dos primeiros produtores de cânticos congregacionais  do Brasil. Ele foi responsável por introduzir e mixar estilos e sonoridades diferentes na música cristã, como na música “Fonte De Água Viva” com influência de tambores africanos. O ministro possui mais 40 mil fãs na plataforma e suas músicas mais ouvidas recentemente na Deezer são “O Nome De Jesus”, “Ele É Exaltado” e “Pela Fé”.
Com depoimentos do Pastor Carlos Alberto, do vocalista e guitarrista Juninho Afram da banda Oficina G3, dos cantores Paulo César Baruk e Mauro Henrique e da cantora Soraya Moraes, o documentário evidencia o percurso de vanguarda do pastor que transformou a experiência da música cristã em referência para os jovens com os cultos realizados no CPP (Centro Professorado Paulista).
“É um ser humano como todos nós, imperfeito como todos nós somos. Mas ele sempre passa esse temor do que é servir um Deus que é perfeito apesar de todas as nossas imperfeições.”, resume Paulo César Baruk sobre o homenageado Adhemar de Campos.
“Ir todas as segundas-feiras no Centro de Professorado Paulista não era só um entretenimento, um passeio, um passeio, era um aprendizado. E aí que eu comecei também a me desprender, a compor de uma maneira mais livre, mais autêntica, sincera.”, afirma a cantora Soraya de Moraes sobre os encontros promovidos por Adhemar.
O projeto Deezer Legends é uma iniciativa pioneira dentro do universo digital, que consiste em documentários sobre grandes nomes da música gospel brasileira. Por meio da fotografia de grandes lendas do gênero, suas origens, influências e importância nos seus ministérios, projeto tem como objetivo contar um pouco da história da música gospel no país.
“O Deezer Legends é um trabalho único e muito emocionante. Resgatar a história e influência de ministros como o Adhemar e ter pessoas como o Baruk e a Soraya falando sobre como foram influenciados é como respirar música duas vezes. Na Deezer realmente somos apaixonados por música, e ser responsável pela idealização e realização desse trabalho é uma honra.”, conclui Lincoln Baena, editor de música cristã na Deezer.
Autor de mais de 600 músicas, o músico, compositor e pastor da Igreja Comunidade da Graça, Adhemar de Campos, é casado com Aurora e juntos têm três filhos: Rodrigo, Mariana e Juliana, todos envolvidos com música e pedagogia. Muitas de suas músicas são cantadas nas igrejas evangélicas há várias décadas. São 43 anos compondo músicas cristãs de qualidade inspiradas, segundo ele, em Deus – “a fonte inesgotável”. Em 1985 gravou seu primeiro LP e, em 1987, foi pioneiro ao gravar ao vivo músicas cristãs. Hoje conta com mais de 25 álbuns gravados e um DVD comemorativo dos 30 anos de seu trabalho, segundo o site oficial do músico.
Confira o vídeo com os detalhes do legado de Adhemar de Campos:
Fonte: Deezer – JeffreyGroup Brasil

Justiça autoriza demolição de templo da Assembleia de Deus no RS

Martelo da Justiça
Martelo da Justiça
A 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve sentença que determinou a demolição de um templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, construído de forma irregular na Comarca de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha.
A decisão foi baseada na existência do “poder de polícia” da prefeitura, segundo o qual a construção de um prédio em desconformidade com a licença concedida pelo Poder Público e as posturas municipais permite que a prefeitura embargue a obra e até derrube o prédio e baseado na Constituição, que diz que é do município a competência para promover o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle da ocupação do solo urbano.
O município afirmou que o prédio desrespeita o projeto aprovado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ipurb). Disse que, após a denúncia, a igreja recebeu um auto-de-infração, mas o ignorou, deixando de regularizar a obra. Como a omissão, segundo a prefeitura, coloca em risco a segurança e o bem-estar dos que participarão dos cultos, foi pedida a demolição da obra.
Citada pela Justiça, a igreja informou que estava contratando um novo engenheiro para promover a regularização da obra, pedindo prazo de 60 dias.
Sentença procedente
A juíza Romani Dalcin, da 2ª Vara Cível da comarca, disse que a igreja não fez as adequações no projeto em tempo hábil. E que, depois de conseguir mais prazo, apresentou um novo projeto sem sanar as irregularidades apontadas pelo Ipurb (altura em desacordo com a construção licenciada, invasão de recuos laterais, vagas de estacionamento faltantes e largura da escada de acesso inferior à exigida). Assim, decidiu que a construção coloca em risco a integridade física de diversas pessoas.
Conforme a sentença, o direito de construir está vinculado à observância de normas e regulamentos emanados dos poderes públicos.
O relator do recurso no TJ-RS, desembargador Miguel Ângelo da Silva, considerou “absolutamente inviável” acolher o pedido subsidiário de permitir à igreja apresentar um novo projeto para regularização da obra, já que tal solução já foi disponibilizada pelo município no decorrer do processo.
“Entretanto, a ora apelante [igreja] apresentou projeto de readequação em 2011, o qual acabou arquivado administrativamente em 2015, sem nenhuma manifestação ulterior da demandada durante quatro anos, mesmo após instada por diversos despachos da administração [município], solicitando correções do seu projeto”, criticou o desembargador.
Clique aqui para ler a sentença.
Clique aqui para ler o acórdão.

Cantor gospel é eletrocutado enquanto ajudava na instalação de som em igreja


Cantor foi eletrocutado enquanto instalava som (Foto: Reprodução/Facebook)O cantor gospel Danilo Alves Varanda, de 24 anos, morreu após levar um choque enquanto instalava o som para a apresentação dele em uma igreja de Jaú do Tocantins, no sul do estado. O local estava lotado de fiéis que aguardavam o início do culto. Danilo chegou a ser socorrido com vida, mas morreu a caminho do hospital.
De acordo com a Polícia Militar, um dos fiéis percebeu o acidente e tirou o fio da tomada. Amigos informaram ao G1 que Danilo chegou a conversar um pouco e disse que não estava se sentindo muito bem. Uma ambulância foi chamada para levá-lo ao Hospital Regional de Gurupi. A suspeita é que ele tenha sofrido uma parada cardíaca em função do choque.
O acidente foi na noite de sexta-feira (8). O cantor também trabalhava como funcionário público em São Valério do Tocantins e estava em Jaú para participar de um congresso de jovens da Assembleia de Deus. O evento foi cancelado após o caso.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Os judeus "roubaram" a terra dos palestinos?


Nos dias atuais, o povo judeu está na Terra Prometida graças ao decreto divino e a muito sangue, suor e lágrimas. Apesar da propaganda árabe alegar que os judeus “roubaram” a terra dos palestinos, a verdade dos fatos mostra que os judeus, além de não roubarem a terra, compraram-na legalmente dos proprietários muçulmanos que não davam valor à terra nem a queriam mais. Os turco-otomanos saquearam e pilharam a terra, mas os pioneiros judeus lhe restauraram a vida. A história comprova que aquela terra só floresce e frutifica quando o povo de Deus está de posse dela.
Nos dias atuais, o povo judeu está na Terra Prometida graças ao decreto divino e a muito sangue, suor e lágrimas.
O Império Otomano se estabeleceu no século XIII e sua influência se estendeu sobre a Terra Santa em 1516, quando o Império Turco, sob o comando do sultão Salim al-Yavuz derrotou e expulsou os mamelucos que dominavam aquele território e o Egito desde 1270.[1]
Os otomanos, que apesar de não serem árabes professavam a fé islâmica, dividiram aquele território recentemente anexado ao seu império em quatro sanjaks(termo turco que significa “estandarte” ou “bandeira”).[2] Eram eles: Jerusalém, Gaza, Nablus e Safed. Cadasanjak se constituía numa entidade organizacional, militar, econômica e jurídica.[3] Contudo, aquela terra viveu em estado de miséria sob o governo otomano.
Os primeiros três séculos de domínio otomano isolaram a Palestina da influência externa [...] O sistema tributário otomano foi nocivo e muito contribuiu para que a terra continuasse subdesenvolvida e sua população permanecesse pequena. Quando [o historiador] Alexander W. Kinglake atravessou o rio Jordão nos idos de 1834-1835, utilizou a única ponte que havia sobre o Jordão, uma antiguidade romana que sobreviveu.[4]
No entanto, apesar de toda sorte de privações, um remanescente do povo judeu sempre permaneceu na terra.
Mesmo depois da destruição do Estado judeu pelos romanos, comunidades judaicas continuavam a existir. Vez por outra, todos os governos subseqüentes tentaram eliminar os judeus, porém nenhum deles conseguiu, segundo comprovam vários relatos no decorrer dos séculos. No século XIX, quando iniciaram o atual “retorno” àEretz Yisrael [N. do T.: do hebraico “Terra de Israel”], os sionistas se juntaram aos judeus que nunca deixaram a terra.[5]
Os judeus foram perseguidos impiedosamente pelos turcos e tiveram que pagar tributos conforme índices que equivaliam à extorsão. Em seu extraordinário livro, intitulado From Time Immemorial [i.e., “Desde Tempos Imemoriais”], Joan Peters citou frases de alguns cristãos que visitaram a importante cidade judaica de Safed no século XVII. Eles declararam: “os judeus pagam pelo próprio ar que respiram”.[6] Contudo, a senhora Peters escreveu: “na virada do século, a população judaica aumentara de 8-10 mil (em 1555) para algo entre 20-30 mil habitantes”.[7]
Entretanto, a situação deles era trágica pelo fato de que todos os não-muçulmanos eram oficialmente tolerados (num status de segunda classe denominado dhimmi), mas não eram considerados iguais perante a lei. Desse modo, o povo judeu não tinha direitos nem proteção sob a lei islâmica. E mais, eles estavam sujeitos a pagar tributos exorbitantes, a serem humilhados e, até mesmo, mortos – como a maioria deles foi – pelos cruéis muçulmanos.
Mustafá Kemal Ataturk, o herói nacional da Turquia. Ele fundou a atual República Turca a partir das cinzas do Império Otomano.
Em 1660, por exemplo, os judeus de Safed foram massacrados e a cidade foi destruída, apesar das aviltantes taxas e tributos que o povo judeu pagava. A senhora Peters escreveu que em 1674, “os judeus de Jerusalém foram igualmente empobrecidos pela opressão do regime turco-muçulmano”. Ela citou as seguintes palavras do padre jesuíta Michael Naud: “Eles [i.e., os judeus] preferem ser prisioneiros em Jerusalém a desfrutarem da liberdade que poderiam ter em outro lugar [...] O amor dos judeus pela Terra Santa [...] é inacreditável”.[8]
Um judeu que visitou a terra de Israel em 1847 escreveu o seguinte:
Eles [i.e., o povo judeu] não têm nenhuma proteção e estão à mercê de policiais e paxás (título dos governadores de províncias do Império Otomano) que os tratam do jeito que bem entendem [...] as suas propriedades [i.e., dos judeus] não estão à disposição deles e eles não ousam reclamar de algum dano sofrido por temerem a vingança dos árabes. A vida deles é precária e todos os dias correm o risco de morrer.[9]

Uma “Vastidão Deplorável”

Quando Mark Twain, o famoso escritor e humorista americano, visitou aquela terra em 1869, a descrição que fez da terra, então governada pelos muçulmanos turco-otomanos, estava muito distante de uma “terra que mana leite e mel”:
Nós atravessamos algumas milhas de um território abandonado cujo solo é bastante rico, mas que estava completamente entregue às ervas daninhas – uma vastidão deplorável e silenciosa [...] lagartos cinzentos, que se tornaram os herdeiros das ruínas, dos sepulcros e da desolação, entravam e saíam por entre as rochas ou paravam quietos para tomar sol. Onde a prosperidade reinou e sucumbiu; onde a glória resplandeceu e desvaneceu; onde a beleza habitou e foi embora; onde havia alegria e agora há tristeza; onde o esplendor da vida estava presente, onde silêncio e morte jaziam nos lugares altos, lá esse réptil faz a sua morada e zomba da vaidade humana.[10]
Em outro capítulo, Twain escreveu o seguinte:
Não há um único vilarejo em toda a sua extensão – nada num raio de trinta milhas em qualquer direção. Existem dois ou três agrupamentos de tendas de beduínos, mas não há sequer uma habitação permanente. Uma pessoa pode cavalgar dez milhas pelas redondezas sem conseguir ver dez seres humanos.
Uma das profecias se aplica a essa região: “Assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem. Espalhar-vos-ei por entre as nações e desembainharei a espada atrás de vós; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas” (Lv 26.32-33).
Nenhum ser humano que esteja aqui nas proximidades da deserta Ain Mellahah pode dizer que a profecia não se cumpriu.[11]
De fato, a desobediência do povo de Israel na Antiguidade trouxe desolação. Porém, a terra nem sempre foi assim. A Bíblia descreve a terra dada a Abraão, Isaque e Jacó como “uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Êx 3.8). Deus prometera a Seu povo que eles seriam abençoados na seguinte condição: “Se atentamente ouvires a voz do SENHOR, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno...” (Dt 28.1). Além disso, Deus advertiu que a desobediência deles lhes causaria o afastamento da Terra Prometida e que a própria terra ficaria desolada.
Entretanto, Deus também prometeu uma restauração:“Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6).A Palavra de Deus é categórica: a terra de Israel só gerará o fruto recompensador quando o povo que biblicamente lhe faz jus ao título e a quem pertence, estiver de posse dela. Do contrário, ficará sem cultivo, vazia e desolada.
O povo judeu alimenta dentro de si um anseio natural e intenso pela terra de Israel e por Jerusalém, sua amada cidade. O salmista compreendeu esse desejo singular, quase inexplicável, quando escreveu: “Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita” (Salmo 137.5).
Na realidade, o povo judeu alimenta dentro de si um anseio natural e intenso pela terra de Israel e por Jerusalém, sua amada cidade. O salmista compreendeu esse desejo singular, quase inexplicável, quando escreveu: “Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita” (Salmo 137.5).
Por outro lado, os conquistadores muçulmanos não tinham nenhum interesse nem amor pela terra que dominavam. A senhora Peters escreveu que embora aquele território tenha se tornado propriedade islâmica, os árabes que lá viviam “não tinham vontade nem experiência no trabalho agrícola; eles não tinham nenhum interesse ‘no trabalho duro’ nem no cultivo do solo”’.[12]
Hal Lindsey, em seu livro intitulado Everlasting Hatred [i.e., “Ódio Perpétuo”], fez a seguinte descrição da Terra Prometida sob o domínio dos turcos-otomanos:
A Terra Santa sofreu mais assolações nos quatrocentos anos de domínio turco-otomano do que nos mil e quinhentos anos anteriores. Por volta do século XIX, o antigo canal e os sistemas de irrigação foram destruídos. A terra estava estéril e cheia de brejos infestados de transmissores de malária. Os morros estavam completamente devastados, sem árvores e sem mata, de modo que toda a camada superior e arável do solo, bem como os terraços, já tinham sofrido erosão, restando somente a camada pedregosa.[13]
As coisas estavam tão ruins que a maioria dos muçulmanos ficou feliz por vender sua terra a qualquer pessoa que pudesse pagar os pesados impostos. Em 1901 foi instituído o Jewish National Fund [i.e., Fundo Nacional Judaico]. Esse fundo começou com a coleta de dinheiro no mundo todo, a fim de comprar a terra que estava nas mãos dos usurpadores muçulmanos e torná-la acessível à população judaica nativa e a muitos imigrantes judeus que quisessem fazer da Palestina – a antiga Terra Prometida – novamente o seu lar.
Golda Meir, que junto com seu marido foi uma das pioneiras a chegar àquela terra em 1921 e que, posteriormente, se tornou primeira-ministra de Israel, escreveu:
As únicas pessoas que talvez pudessem se encarregar do serviço de drenagem da região pantanosa do Emek [i.e., o vale de Jezreel] eram os pioneiros altamente motivados do movimento Sionistas Trabalhistas, que estavam preparados para recuperar a terra a despeito da dificuldade das circunstâncias e apesar do risco para a vida humana. Além do mais, eles estavam prontos a realizar aquela obra por si mesmos, em vez de empreendê-la através da contratação de trabalhadores árabes supervisionados por administradores agrícolas judeus.[14]

A falecida primeira-ministra de Israel, Golda Meir.

“Já estou muito cansada de ouvir alegações de que os judeus ‘roubaram’ a terra dos árabes na Palestina. A verdade dos fatos é bem diferente. Muito dinheiro de boa procedência foi dado em pagamento pela terra e a realidade é que muitos árabes ficaram riquíssimos. Naturalmente houve outras organizações [além do Jewish National Fund (JNF) – “Fundo Nacional Judaico”] e inúmeros indivíduos que também compraram extensões de terra. Entretanto, no ano de 1947, só o JNF – com o dinheiro arrecadado em milhões das famosas ‘caixas azuis’ que se enchiam – já havia comprado mais da metade de todas as propriedades rurais judaicas naquele país. Portanto, acabem ao menos com essa calúnia”. – Golda Meir, no livro My Life.
À medida que o povo judeu continuou na prática do aliyah (i.e, um termo hebraico que significa “subir”; imigração) a Israel, ficou evidente o seu amor pela terra. Eles adquiriram áreas estéreis assoladas e instalaram sistemas de irrigação; roçaram o terreno, retiraram as pedras e fizeram o plantio do solo. Além disso, drenaram vales pantanosos, brejos infestados de mosquitos, e os transformaram em terra fértil cultivada.
Há 40 anos atrás, quando os israelenses começaram a se mudar para a região de Gush Katif na Faixa de Gaza, os árabes lhes disseram que a terra era amaldiçoada e que nada podia ser colhido daquele solo. Contudo, recentemente, quando os israelenses foram obrigados a deixar aquele território em virtude da política governamental de retirada da Faixa de Gaza, eles já tinham transformado Gush Katif no celeiro de cereais de Israel. Na realidade, esses judeus conseguiram fazer ali o que sempre fizeram: levar o deserto a florescer.
Os turco-otomanos muçulmanos deixaram um legado de desolação. Porém, Deus prometera que a terra ficaria desolada até que Seu povo – os filhos de Abraão, Isaque e Jacó – retornassem a ela:
“Portanto, profetiza e dize: Assim diz o SENHORDeus: Visto que vos assolaram e procuraram abocar-vos de todos os lados, para que fôsseis possessão do resto das nações e andais em lábios paroleiros e na infâmia do povo [...] Portanto, assim diz o SENHORDeus: Certamente, no fogo do meu zelo, falei contra o resto das nações e contra todo o Edom. Eles se apropriaram da minha terra, com alegria de todo o coração e com menosprezo de alma, para despovoá-la e saqueá-la. Portanto, profetiza sobre a terra de Israel e dize aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que falei no meu zelo e no meu furor, porque levastes sobre vós o opróbrio das nações. Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Levantando eu a mão, jurei que as nações que estão ao redor de vós levem o seu opróbrio sobre si mesmas. Mas vós, ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, o qual está prestes a vir” (Ez 36.3,5-8).
Apesar da opinião do mundo acerca de Israel ser predominantemente anti-semita, a Escritura Sagrada é muito clara: o Deus soberano do universo criou os céus e a terra (Gn 1.1). Ele também criou o povo judeu, como uma nação constituída que nunca existira anteriormente. Além disso, Ele prometeu aos judeus um bem imóvel [i.e., um território] que se localiza literalmente no centro do mundo. Israel é uma Terra Prometida a um Povo Escolhido. O relacionamento entre a terra e o povo é simbiótico, ou seja, eles podem existir como entidades distintas, mas somente juntos são capazes de cumprir plenamente tudo o que o Senhor Deus prometeu. (Thomas C. Simcox - Israel My Glory -http://www.beth-shalom.com.br)
Thomas C. Simcox é o diretor de The Friends of Israel no Nordeste dos Estados Unidos.
Notas:
  1. Hal Lindsey, The Everlasting Hatred: The Roots of Jihad, Murrieta, CA: Oracle House, 2002, p. 163.
  2. “Sanjak”, publicado no site http://en.wikipedia.org/wiki/Sanjak
  3. Haim Z’ew Hirschberg, “Israel, Land of: History”, publicado na Encyclopaedia Judaica, edição em CD-ROM, 1997.
  4. “Early History, Palestine History”, publicado no site www.palestinefacts.org
  5. Ibid.
  6. Joan Peters, From Time Immemorial (1984); reimpressão, Chicago: J. Kap Publishing, 1993, p. 178.
  7. Ibid.
  8. Ibid., p. 178-179.
  9. Ibid., p. 190-191.
  10. Mark Twain, Innocents Abroad, Electronic Text Center, Biblioteca da Universidade de Virginia, cap. 47, p. 489.
  11. Twain, cap. 46, p. 485.
  12. Ibid., p. 151.
  13. Lindsey, p. 167.
  14. Golda Meir, My Life, Londres: Futura Publications, 1976, p. 63.
As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores.

Kleber Lucas diz em programa da Rede Globo que ninguém precisa “crer igual”

Kleber Lucas no programa Encontro da Rede Globo
Kleber Lucas no programa Encontro da Rede Globo
O cantor e pastor Kleber Lucas participou na manhã desta terça-feira,5, do programa “Encontro com Fátima Bernardes”, na Rede Globo.
Os demais convidados foram Érico Brás, ator da Globo; Kenia Maria, adepta de religião afro e ativista; Ana Vilela, cantora que se declara agnóstica e o artista plástico Vik Muniz.
No início foram exibidas imagens de seguidores de várias linhas religiosas explicando aquilo que eles creem sobre a vida e a morte. Um umbandista, uma espírita, uma católica e um budista resumiram sua fé em poucas frases. Por causa da edição do programa, a impressão final é de que todos falavam sobre (quase) a mesma coisa.
Vestindo uma camiseta com os símbolos de várias religiões, abaixo, em letras garrafais a palavra “Respeito”, o pastor não falou sobre o aspecto único do evangelho entre os sistemas religiosos nem mencionou o nome de Jesus durante o programa.
O tom do Encontro foi dado por declarações como a do neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, que costuma participar do programa. Ele defendeu que todas as religiões “abrem um canal” com Deus para que “a energia floresça”.
Para a Kenia Maria, os negros – por questões históricas que remetem à escravatura – têm algum tipo de dívida com as religiões de matriz africana e quem não deseja conhecer é “racista” e preconceituoso”.
Kleber Lucas chamou a candomblecista Kenia de “irmã” enquanto criticava a “bandeira de ódio” levantada por grupos protestantes contra os adeptos de religiões afro.
“Deus foi tão sábio e seus filhos tão diversos que, se ele fizesse uma religião só, não atenderia a todos”, filosofou Fátima. Nenhum dos convidados discordou.
Em seguida, Kleber acrescentou: “Falar da intolerância é colocar Deus dentro de uma caixinha ou de uma gaiola”. Externou ainda que sua teologia é muito influenciada pelo humanismo. “Eu gosto da fala do Rubem Alves que dizia: a teologia não é uma rede que a gente tece para pescar Deus, por que Deus não pode ser pescado. A gente pesca a nós mesmos”, enfatizou.
O cantor contou ainda que, na infância, sua família que era evangélica foi muito ajudada por uma vizinha mãe de santo, sem que a religião fosse um empecilho para a solidariedade.
Como em várias edições do programa, o bloco seguinte foi sobre um tópico não relacionado. Usando uma conhecida tática de doutrinação, as ideias apresentadas apenas reforçavam – de modo indireto – o que havia sido dito antes.
O tema eram as ilusões de ótica e o processo de percepção da realidade pelo cérebro. Através de imagens e pequenos filmes, o telespectador foi convencido que a realidade pode não ser o que se vê. Ou seja, tudo é uma questão de perspectiva.
O programa pode ser assistido na íntegra aqui.
Fonte: Gospel Prime

PASTORES QUE AMALDIÇOAM MEMBROS QUE SAEM DA IGREJA? ESSA NÃO...





Tenho lido e ouvido falar muita coisa sobre pastores que “amaldiçoam” ovelhas quando estas decidem sair do ministério, e/ou mudar da igreja local que frequentam.
Alguns dizem literalmente que “amaldiçoam”, enquanto outros dizem apenas “não abençoo”!
O que pelo menos soa melhor...
Mas sim, alguns ou muitos, cometem o absurdo ato de literalmente amaldiçoar pessoas que apenas dizem que querem sair de sua igreja, para ir congregar em outra igreja local...
Não, não estão em pecado, não, não apostataram da fé, não, não renegaram Jesus, O Cristo.
Apenas querem mudar de igreja local!
Este tema de hoje trata de uma situação que é muito estranha para fazer parte do que pensamos ser a Igreja de Jesus, O Cristo, mas acontece em nossos dias. 
Tenho sido procurado e consultado por pessoas com dúvidas a respeito, acompanho as notícias do “mundo gospel”, e sei que algumas das assim chamadas “igrejas midiáticas” têm este tipo de prática.
Com tantas situações assim acontecendo em nossos dias, e por achar isso tão absurdo de acontecer, decidi compartilhar o que creio, para ajudar pessoas sinceras a tomarem alguma decisão a respeito do que enfrentam. 
E inseri este conteúdo aqui no Blog do Apocalilpse porque acho que isso faz parte da agenda dos últimos dias, ou seja, toda forma de apostasia na igreja, a meu ver, é conteúdo dos últimos dias.
Se nestes dias já temos o grave problema do “Movimento dos Sem Igreja”, agora temos também esta situação. 
Em primeiro lugar quero deixar claro que não há qualquer texto bíblico que estabeleça uma necessidade clara ou defina uma “liturgia ou doutrina” específica de se receber “uma bênção” pastoral para se mudar de igreja local, sob pena de se estar debaixo de uma maldição, caso saia sem ela. 
Este movimento de buscar a bênção, creio, está ou deveria estar muito mais relacionado ao princípio de honra.
“A quem honra, honra!”
Ou seja, quando alguém sente que foi abençoado em um período de sua vida por estar vinculado a um determinado ministério, pastoreado por determinadas pessoas, por honra e gratidão, e até mesmo educação, deve procurar o líder principal ou o pastor diretamente ligado a sua vida, comunicar a sua decisão e pedir para sair abençoado.
Gratidão, honra e mesmo uma satisfação pela mudança.
Isso é importante, precioso, honroso. Mesmo que seja um momento triste.
Claro que nenhum pastor gosta de perder uma ovelha. Muito pelo contrário. 
Quando comecei a namorar com a Fúlvia, ela frequentava uma igreja da qual já tinha feito parte por muitos anos, tempos antes, cujo pastor já era e ainda é um amigo muito querido...
Ele ficou “bravo” comigo, pelo fato de eu ir lá “roubar sua ovelha”, ao trazê-la para o ministério em que eu congregava... E veja que ele já tinha e anda tem milhares de ovelhas!
Claro que foi uma brincadeira entre amigos, claro que até hoje quando nos encontramos, ele me “cobra” pela “ovelha roubada”, mas é claro que ele abençoou a saída dela e o nosso casamento. 
Mas outros motivos podem levar alguém a sair de uma igreja local para congregar em outra.
Se analisarmos pela visão do pastor, a saída de uma ovelha pode estar ligada a enganos doutrinários, erros cometidos ou problemas de relacionamento, por negligencia ou inadequação da liderança direta na vida desta pessoa, algum escândalo na igreja, ou simples falta de cuidado pastoral ou outros aspectos semelhantes, que eventualmente apontariam para falhas ministeriais do pastor... 
Neste caso, o pastor deveria sempre aproveitar a oportunidade e reavaliar a sua própria vida e equipe pastoral. Confirmar se está tudo bem e o problema foi com a ovelha, ou se há algo a ser aprendido nesta circunstância...
Ou ainda, a decisão de saída poderia estar ligada a uma situação de pecado, engano ou confusão doutrinária na vida da própria ovelha, e, nestes casos, um pastor cuidadoso, vai, com certeza, tentar entender o que está acontecendo, até mesmo para, cuidando bem de suas ovelhas, ajudá-la a evitar este erro, corrigir sua visão doutrinária ou confrontar seu pecado para que haja arrependimento e restauração.
Há ainda outros motivos que podem acontecer como a circunstância de alguém ter contato com outro ministério, e se identificar mais com aquela visão e desejar mudar “de ares”, e reciclar a própria vida cristã. 
Nada de errado, apenas ciclos da vida! 
Em cidades muito grandes como São Paulo, mudanças de endereço residencial ou de trabalho podem levar pessoas a uma necessidade de mudança de igreja. Mesmo que contra a própria vontade...
Temos ainda pessoas que não se sujeitam a ninguém, que tem dificuldade com autoridade, e mudam de igreja sempre que se sentem confrontadas por alguma liderança.
Há pessoas que são “caçadores da unção perdida”, e que vão de ministério em ministério esperando que alguém lhes imponha as mãos e resolva todos seus problemas...
Mas existem sim, casos em que pastores precisam excluir alguém da comunidade! 
E para estas situações extremas, temos textos bíblicos que dão suporte para isso...
Por exemplo, Jesus ensina sobre a situação em que pessoas não se sujeitam à igreja local, e permanecem na prática de pecado, mesmo após terem sido confrontados por testemunhas e pela liderança da igreja. Neste caso sim, deve ser considerado gentio e publicano!
Em Mateus 18:15-17, lemos: “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”.
Aqui fica claro que os pastores entregam estas pessoas a Deus, ou expulsam alguém, mas veja que nem neste caso mais extremo vemos um texto autorizando os líderes a amaldiçoar alguém por sair da igreja local! Veja este outro texto abaixo:
I Coríntios 5:11-13 ”Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? Os de fora, porém, Deus os julgará. Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor”.
Aqui vemos que alguém que se diz irmão se comporta inadequadamente, os pastores devem expulsar da igreja para que Deus julgue... Mas mesmo aqui não é pronunciada alguma palavra de maldição....
Já no próximo texto, veremos o caso de um absurdo doutrinário, de se abraçar um evangelho herege, mesmo que supostamente revelado por um anjo, em que, aí sim, há uma autorização bíblica literal para palavra de maldição: seja anátema! 
Gálatas 1:8-9 “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”.
Ou seja, o texto está tratando de algo muito mais extremo e sério do que simples mudanças de comunidades para alguém receber uma palavra de maldição... 
Mas será isso o que estamos vendo acontecer em nossos dias? 
Bem, o que quero mesmo compartilhar com você neste post é a respeito do caso de uma pessoa que não está confortável com a doutrina praticada pela igreja local, ou ainda quer mudar de igreja local porque se identificou mais com outro ministério que conheceu do que com o que fazia parte até então. Ou que quer respirar novos ares em Deus... 
Mas que quer sair em paz e abençoado, pois entende que foi abençoado nesta igreja local...
Vejo que muitas pessoas que recebem do seu pastor este tipo de “ameaça gospel”, ficam angustiadas, com medo, envergonhadas, e nem mesmo sabem o que fazer, nem como se posicionar.
Se este é o seu caso, é com você que desejo falar.
Antes de prosseguirmos, leia este texto:
I Coríntios 3:1-9 “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós”.
Veja que neste texto Paulo está tratando, segundo suas próprias palavras, com pessoas carnais! 
Que discutem algo como “quem é de quem”, e o “pano de fundo” é ciúme e contendas... 
Creio que é disso que estamos falando, quando discutimos sobre “quem é de quem”... 
Pastores não são donos de ovelhas. Jesus, sim, é dono e Senhor!
Pastores não morreram por ninguém, mas sim, Jesus morreu e ressuscitou. Pagou o preço.
Pastores são instrumentos através dos quais alguém pode ouvir A Palavra e ser salvo em Jesus, O Cristo, mas ainda assim, pessoas também podem e devem chegar à salvação através de pessoas que não são pastores... Sim, “crentes comuns” podem e devem levar pessoas a Jesus...
Pedro nos ensina que “o sacerdócio é universal”!
Claro que pastores, por ofício, acabam por ter maior influência na vida de alguém, pois foram chamados por Deus para cumprir este papel, mas os recursos são de Deus. Os dons vem dEle!
A Palavra transformadora é de Deus. A obra é do Espírito Santo... 
Portanto, a Deus a glória!
Somos, como pastores, ministros que servimos à mesa, mas o alimento é espiritual e a mesa é do Senhor! 
Não podemos gerar nem podemos operar nada espiritual de nós mesmos na vida de ninguém!
Não somos donos de ninguém, e ninguém nos “deve” nada, senão amor!
Mas sim, devemos cuidar das vidas que estão sob nossa responsabilidade da melhor maneira possível, pois vamos prestar contas delas ao Senhor das vidas! 
Neste caso, é necessário que haja sujeição à liderança pastoral, pois isso é bênção para todos.
Em Hebreus 13:17 lemos: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”.
Sim, nós pastores velamos pelas almas das ovelhas, mas elas não são nossas!
Além disso, qualquer cristão é alguém portador de bênção, e de sua boca, não pode sair bênção e maldição... Somos abençoadores, e não amaldiçoadores! 
Quanto mais os pastores!
Tiago 3:10-12 “De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce”.
Um homem de Deus pode ficar triste, frustrado, ferido por uma decisão intempestiva de uma ovelha de sair de seu rebanho. Pode e deve chorar e se lamentar diante de Deus...
Mas não compreendo como pode amaldiçoar alguém por este motivo se é homem de Deus!
Veja esta circunstância na vida de Jesus, quando O Senhor foi rejeitado pelos samaritanos, e Tiago e João ficam indignados! 
Imagino que para alguém como João ter ficado indignado, uma pessoa tão amorosa, deve ter sido algo muito grave! Ou seja, aparentemente tinham toda a razão para se irarem com os samaritanos! Não me pareceu uma “rejeição normal” a que foi praticada contra Jesus, mas sim, uma afronta!
Leia Lucas 9:51-56 aqui: “E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém e enviou mensageiros que o antecedessem. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe preparar pousada. Mas não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? Jesus, porém, voltando-se os repreendeu [e disse: Vós não sabeis de que espírito sois]. [Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.] E seguiram para outra aldeia”.
Veja que nem em um caso aparentemente grave, de rejeição ao Senhor Jesus, Ele permitiu que os discípulos amaldiçoassem os samaritanos com fogo do céu sobre suas cabeças; pelo contrário, disse que eles não sabiam quem eram! 
Veja Paulo!
Disse que se alguém rejeitasse ou desobedecesse a Sua Epístola aos Tessalonicenses, o resultado seria que fosse advertido, isolado... 
Mas não era nem para considerar este irmão um inimigo! 
E veja que, neste caso, a pessoa estava em rebelião e desobediência a uma carta de Paulo!
II Tessalonicenses 3:14-16 “Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti- o como irmão. Ora, o Senhor da paz, ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias. O Senhor seja com todos vós”.
Agora separações ministeriais podem acontecer ao longo da vida... Mesmo entre líderes!
E neste caso, podem ambos os lados estar errados, ou nenhum estar.
Mas ainda que estejam, não é o caso de se amaldiçoar ninguém....
Veja o conflito de Paulo e Pedro!
Gálatas 2:11-16 “Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios, sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado”.
Veja que eles tiveram uma importante divergência doutrinária!
Veja que Paulo está correto aos nossos olhos hoje! 
Mas veja também que Pedro, neste momento, parece estar seguro do que crê...
Separaram-se... 
Ao longo do tempo, cumpriram seus ministérios. Deus abençoou a ambos!
Mas ninguém amaldiçoou a ninguém!
Vemos ainda a clara admoestação dada em Hebreus a pessoas que desistem de congregar! Este sim, um caso grave, pois não há base bíblica para alguém deixar de congregar!
Ingressar no “movimento dos sem igreja”...
Escrevi sobre eles dois anos atrás... Leia clicando aqui!
Ainda assim, mesmo nestes casos, o que encontramos é uma admoestação para não fazer isso, ainda mais nestes últimos dias, exatamente o tempo em que vivemos...
Não há uma maldição contra alguém que deixa de congregar, o que, neste caso, poderia até ser razoável para alguém que deixa uma congregação se apostata da fé! 
Mas nem aqui é o caso! 
Hebreus 10:25 “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima”.
Sim, pastores não devem julgar ovelhas que decidem deixar seus ministérios com maldição!
Isso é muito sério, pois da mesma maneira que julgarmos, seremos julgados...
Devem orar e pedir a Deus que cuide da ovelha, pois segundo A Palavra, Jesus é O Supremo Pastor!
Mateus 7:1-2 “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também”.
Concluindo...
A meus colegas, irmãos e amigos pastores, eu entendo que se como tais, ainda que venhamos a sofrer a injustiça de ser abandonados por uma ovelha ingrata, devemos abençoar, pois esta ovelha será uma semente... 
Uma irá, mas voltarão outras tantas... 30, 60 ou 100 por uma!
Se abençoarmos, seremos abençoados.
Se perdoarmos, seremos perdoados.
Esta me parece ser a melhor maneira de lidar com saídas intempestivas em nosso rebanho.
Até por que não sabemos se, na verdade, O Senhor da igreja não está nos confrontando para que oremos mais, para que jejuemos mais, para que afinemos mais nossa visão com O Senhor.
Ou ainda mais... 
Quem sabe se O Senhor está nos “livrando” de alguém que poderia causar problemas mais à frente?
Somos todos humanos, e ainda lutamos contra o pecado. Contra a carne. 
Ainda somos falíveis...
Será que O Senhor não está nos chamado para conversar, quando alguém nos deixa?
E quanto a você ovelha... pese seu coração diante do Senhor.
Avalie seus reais motivos para mudar de congregação.
Não seja ingrato com homens e mulheres que pagam alto preço por sua vida.
Busque no Senhor, O Supremo Pastor, o cuidado para sua vida, que será exercido sim, através de homens e mulheres. Falíveis. Humanos. 
Com lutas, pressões, ameaças, e tantas circunstancias difíceis para lidar no dia a dia, inimagináveis para alguém que esteja apenas nos dias de culto para “consumir” uma boa “programação gospel” quando deveria ir prestar um culto ao Deus Vivo!
Por outro lado, se você está decidido a sair de onde está, e está de bom coração... Quer se acertar com o pastor que você está deixando, mas ele insiste em amaldiçoar sua vida se sair do ministério, digo: descanse! 
Se você não está dando motivo, esta palavra de maldição contra sua vida não prospera! 
Em Provérbios 26:2, lemos “Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição sem causa não se cumpre”. Nem maldição de pastor, bispo, apóstolo...
Assim que, se alguém ameaça amaldiçoar sua vida porque você quer mudar para outra igreja de Jesus, abençoe e fuja. 
Não por medo da maldição, mas porque esta não é uma igreja local saudável...
Bem, esta é minha visão sobre o tema.
Respeito posições contrárias.
Ambas não serão dogmáticas. Nem podem ser.
Poderia aprofundar mais, mas creio que para este tipo de espaço é o suficiente para que eu possa contribuir para as reflexões sobre o tema. 
Não sou o dono da verdade.
Deus o é! 
Que Ele mesmo, pelo Seu Santo Espírito nos conduza a toda a verdade.
Porque este assunto é um daqueles que causa problemas graves na vida do Corpo de Cristo.
E tem aumentado em sua frequência e profundidade.
Você não consegue ver que esta confusão é mais uma marca da apostasia dos últimos dias?
Veja os sinais...
Deus abençoe!

Haroldo Maranhão

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