terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Israel diz que 10 países já planejam mudar suas embaixadas para Jerusalém

Após a decisão de Donald Trump em anunciar o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e prometer a mudança de sua embaixada de Tel Aviv para a cidade santa, o governo israelense convidou outras nações para fazerem o mesmo.
Em anúncio oficial nesta segunda-feira (25), a Guatemala ganhou as manchetes internacionalmente ao anunciar que também fará a mudança. Mas Tzipi Hotovely, representante do Ministério da Relações Estrangeiras de Israel disse que 10 países já entraram em contato e preparam-se para oficializar a decisão.
Durante uma entrevista nesta tarde, ela se recusou a anunciar oficialmente com que lídereso Estado Israel estava conversando, mas a emissora de TV Canal 10 informou que o próximo país a decretar a mudança da embaixada deve ser Honduras.
Israel e Honduras, que faz fronteira com a Guatemala, estreitaram seus laços nos últimos anos e, em 2016, assinaram um acordo no qual Israel concordou em apoiar as forças armadas do país centro-americano de uma maneira sem precedentes, visando combater o crime organizado.
O presidente hondurenho, Juan Orlando Hernandez, foi reeleito no início deste mês. Ele é formado pela MASHAV, Agência de Israel para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, e viveu em Israel durante o treinamento.
Juntamente com a Guatemala, Honduras foi uma das nove nações que votaram “não” na semana passada quando a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que declara o reconhecimento dos Estados Unidos sobre o status de Jerusalém “nulo e sem efeito” .
Ao contrário da Guatemala, cuja embaixada ficou em Jerusalém entre o início da década de 1950 até 1980, Honduras nunca teve sua embaixada na capital de Israel.
O orador do Knesset, Yuli Edelstein, anunciou em um evento do partido Likud que chefes parlamentares de outros dois países haviam falado com ele sobre mudar tirar suas embaixadas de Tel Aviv. Agências de notícias internacionais informaram esta semana que representantes de Romênia e Eslováquia estavam trabalhando em seus respectivos países para mudar de cidade as suas representações diplomáticas.
Outros países que também estariam em conversas para mover suas embaixadas são o Paraguai e Togo, que votou em favor de Israel na Assembleia Geral da ONU na semana passada.
A Guatemala foi a primeira nação a se comprometer a transferir sua missão para Jerusalém depois  do anúncio de Trump, dia 6 de dezembro, embora o Departamento de Estado dos EUA afirma que a mudança deles dificilmente ocorrerá antes de 2020. As Filipinas e a República Checa também reconheceram Jerusalém como a capital de Israel, mas não anunciaram planos para suas embaixadas. A Rússia reconheceu Jerusalém Ocidental como capital de Israel em abril, mas nada declarou sobre sua embaixada.
A opção do Brasil tem sido seguir as resoluções das Nações Unidas, e não pretende mudar a embaixada nem reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Netanyahu promete: “Haverá mais países”

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, que é evangélico, anunciou no domingo que, após conversas com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, decidiu instruir o Ministério das Relações Exteriores para que mudasse a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.
“Caro povo da Guatemala, falei como primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Falamos sobre as excelentes relações que temos tido enquanto países, desde que a Guatemala apoiou a criação do Estado de Israel… Um dos temas mais importantes [da conversa] foi o retorno da embaixada da Guatemala a Jerusalém. Então, informo que instruí à chanceler a iniciar a respectiva coordenação para que isso aconteça”, escreveu o presidente guatemalteco em uma mensagem no seu perfil do Facebook.
O embaixador israelense na Guatemala, Matty Cohen, disse na Rádio do Exército que não há data definida para a mudança da embaixada, mas que ela deve ocorrer logo após a dos Estados Unidos.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comemorou na segunda-feira a decisão da Guatemala, prevendo que outros países logo seguiriam o exemplo.
“Deus te abençoe, meu amigo, presidente Jimmy Morales. Deus abençoe nossos países, Israel e Guatemala”, disse Netanyahu na reunião semanal da facção do Likud no Congresso.
Aos repórteres presentes, anunciou: “Eu lhe disse recentemente que outros países iriam reconheceriam Jerusalém e moveriam suas embaixadas. Repito: haverá mais, isso é apenas o começo”. Com informações de Times of Israel

Estudioso diz que sabe a data exata do nascimento de Jesus

A maioria dos cristãos talvez não saiba que a data tradicional do Natal, comemorado em 25 de dezembro, marcava o solstício de inverno. Era originalmente a Saturnália, celebração que comemorava o nascimento de Saturno, um deus pagão, da “semente de uma mulher”. As festividades duravam quatro dias. Nesse período ninguém trabalhava, ofereciam-se presentes e visitavam-se os amigos. Em 273 o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
Com a cristianização do Império Romano, muitas celebrações pagãs foram “ressignificadas” e associadas com temas cristãos. Somente durante o século IV que o nascimento de Cristo começou a ser celebrado pelos cristãos (até aí a sua principal festa era a Páscoa). Essa tradição se mantém até hoje.
Contudo, segundo o teólogo Ron Allen, um estudo cuidadoso das Escrituras, da história e da astronomia comprovam que Jesus não poderia ter nascido dia 25 de dezembro. Embora a Bíblia não diga claramente quando Jesus nasceu, existem evidências bíblicas sobre o ano de Seu nascimento.
Allen, fundador do ministério Star Bible Society lembra que Deus deixou muitos sinais nos céus e que os cristãos muitas vezes ignoram isso por confundir astronomia (estudos dos astros) com astrologia (estudo dos zodíaco), coisas completamente diferentes. Destaca também que muitas datas foram determinadas por achados arqueológicos muito tempo após o estabelecimento do calendário que usamos, o Gregoriano, adotado pelos países do Ocidente em 1582, após uma bula do papa Gregório XIII.
“Sabemos por Lucas 3:23 que Jesus tinha cerca de 30 anos quando começou Seu ministério. O profeta Daniel nos diz em seu Livro (capítulo 9, versículo 25) que o ano da revelação do Cristo ocorreria “7 mais 62 semanas proféticas” – 69 X 7 ou 483 anos – após o decreto que enviou Esdras a Jerusalém, em 458 a.C.”, argumenta.
Um cálculo matemático precisa levar em conta que não há “ano 0”, logo a profecia de Daniel aponta que Jesus iria começar seu ministério no ano 26 d.C. Ainda segundo o erudito, “Este ano é apoiado por duas datas das Escrituras. Historicamente, João Batista iniciou seu ministério no 15º ano do reinado de Tibério (Lc 3: 1), ou seja, no ano 25 d.C. Além disso, Jesus limpou o Templo (cf. Jo 2:20) 46 anos depois que Herodes começou a reformá-lo, no ano 20 a. C. – segundo registrou o historiador judeu-romano Flávio Josefo, o que nos leva ao ano 27 d.C. Muitos estudiosos da Bíblia acreditam que Jesus começou seu ministério no ano 26 d.C. Se ele tinha 30 anos, lembrando novamente que não há ano 0, na verdade nasceu 5 anos antes da data estabelecida pelo calendário de Gregório”.
Ron Allen aponta ainda para outras evidências. “Jesus teria nascido na primavera ou no outono do ano, segundo os detalhes da Escritura sobre o nascimento de João Batista. O pai de João, Zacarias, era membro do grupo sacerdotal de Abias (Lc 1: 5) que, segundo fontes rabínicas, ministrava no templo em maio e novembro. Como o anjo Gabriel apareceu a Zacarias no templo, mandando-o para casa, quando provavelmente concebeu o filho. Logo, isso seria em junho ou dezembro, portanto João nasceu nove meses depois, sendo as possibilidades março ou setembro do ano seguinte. Sabemos, pelas Escrituras, que João Batista era seis meses mais velho que Jesus (Lc 1:26), portanto Jesus teria nascido em setembro ou março do ano 5 a. C.”
O argumento do teólogo, que escreveu o livro The Stars of His Coming sobre o tema, utiliza registros da astronomia e da história que colaboram para o estabelecimento em que época do ano o Messias nasceu. “Sabemos que uma estrela especial apareceu quando Jesus nasceu e que os Magos vindos do Oriente, que possivelmente seguiam os ensinamentos proféticos de Daniel (Dn 2:48), vieram buscá-Lo (Mt 2:1,2). Há registros de astrônomos chineses que viram essa estrela, identificando-a como uma nova, que teria ficou visível por um longo período na primavera do ano 5 a. C.”, aponta Allen em seu estudo. “Tomando como base a aparição dessa estrela de Belém, registrada em fontes seculares, no ano 5 a.C., e que João Batista foi concebido em dezembro de 7 a.C., então Jesus teria sido concebido em junho de 6 a. C. Presumindo que João Batista nasceu em setembro de 6 a.C. então Jesus nasceu em março do ano 5 a.C.”, conclui.
Conforme o estudo de Allen, ocorreram sinais no sol, na lua e nas estrelas que apontavam para o nascimento de Jesus, começando com o anúncio a Zacarias em 7 a. C. “Josefo nos diz que houve um eclipse lunar na Páscoa e que Herodes morreu mais tarde naquele mesmo ano. Este eclipse lunar, ou lua de sangue, ocorreu em 23 de março de 5 a. C. Isso teria ocorrido em simultâneo com a aparição da estrela de Belém, durante a primavera”, revela.
Embora admita que há críticas sobre a tentativa de estabelecer uma data precisa por este método, o estudioso diz que uma pesquisa astronômica mostra registros que os “sinais no céu” apontam para 23 de março de 5 a.C. como o dia do nascimento de Jesus. Também não espera que as pessoas comecem a celebrar essa data, apenas considera que é importante os cristãos saberem que é possível saber quando o Salvador realmente nasceu. “Sabemos que o mundo inteiro continuará com a tradição, comemorando o ‘aniversário’ de Jesus em 25 de dezembro. Mas esse é só o antigo solstício de inverno romano”. Publicado originalmente na revista Charisma

Duvivier, do Porta dos Fundos, chama Jesus de “baderneiro comunista”

 "baderneiro comunista"
O comediante e dublê de autor Gregorio Duvivier ficou conhecido no país por fazer parte do grupo Porta dos Fundos. Ateu confesso, ele já escreveu – e interpretou – vários esquetes no canal do grupo na Youtube zombando da fé cristã.
No Natal de 2017 ele decidiu atacar o cristianismo em dose dupla. Primeiramente, em sua coluna na Folha de São Paulo. Em um texto panfletário e malicioso sobre os relatos do Novo Testamento, repetiu a narrativa de esquerda e tentou retratar Jesus como “baderneiro” e “comunista. Já em vídeo, retratou Deus como um velho bêbado e sádico.
“Só mesmo no Brasil que o país para pra celebrar o aniversário de um líder comunista. Pior que isso: um baderneiro terrorista bolivariano sem-terra defensor de bandido e da prostituição… O sujeito perdoava até o roubo, mas não perdoava a riqueza”, escreveu Duvivier no início da coluna.
Tentando recriar passagens dos evangelhos de forma grotesca, pediu “Olhem pra vida do rapaz: não acumulou riqueza, não se formou, ao invés disso vivia descalço cercado de leprosos defendendo bandido. Isso não significa, no entanto, que ele fosse paz e amor. O sujeito tava mais pra Marighella que pra Gandhi”.
Ignorando qualquer sensatez em uma leitura honesta das Escrituras, travestiu Jesus de uma ideologia alheia aos seus ensinos. A imagem usada para ilustrar sua coluna no jornal era de um homem negro, com o arco-íris em volta da cabeça e uma faixa que dizia “100% comuna”. Isso pretensamente, associaria Jesus a minorias (negros, homossexuais) e aos demagogos com discurso de esquerda (comunista).
“Quando entrou no templo e viu que tava cheio de caixa eletrônico… O jovem black bloc bicou pro alto tudo quanto era maquininha da Cielo”, insistiu o ator, tentando associar a Cristo o caráter duvidoso de quem diz lutar contra o capitalismo destruindo propriedade privada.
Abusando das pautas que ele, como militante do PSOL, defende, assegurou: “Perdoou as prostitutas e, pior, garantiu que elas vão entrar no céu antes de você. “Elas e os cobradores de imposto”, disse o comuna, provando que, se tem uma coisa que comunista gosta mais ainda do que de putaria, é de imposto”. Em seguida, comparou as curas realizadas pelo Salvador com o “programa Mais Médicos” e assegurou que “Ao transformar água em vinho, nada mais fez do que dar drogas à juventude —como bom comunista”.
A intenção de Duvivier em publicar esse tipo de texto no dia de Natal não é outra senão a de tentar ridicularizar a imagem de alguém que, em outras ocasiões, ele já disse que não existe.
Curiosamente, a mesma Folha de São Paulo por diversas vezes deu destaque às questões de intolerância religiosa no país, agora promove a Cristofobia.
Ao mesmo tempo, no vídeo lançado pelo Porta dos Fundos hoje (25) chamado “Especial de Natal”, Gregorio Duvivier interpreta Noé. Nos 20 minutos da produção – que não tem uma piada minimamente engraçada com a maioria dos trabalhos mais recentes do PDF – Deus (Fábio Porchat) é retratado como um velho bêbado e gagá.
O Noé de Duvivier é um pobre coitado, que fuma maconha, e serve de saco de pancada para um Deus sádico. Ele constrói a arca e todo o processo é retratado de maneira a mostrar que a fé é inútil e o Criador, um sádico que tem prazer em fazer o mal.
Cabe lembrar que o Porta dos Fundos responde a um processo por vilipêndio à fé, movido por uma organização católica. No mês passado, eles receberam muitas críticas por terem apresentado um “Jesus pornô“. Mesmo assim, insistem na zombaria.
O Especial de Natal do Porta dos Fundos ficou o dia todo entre os cinco mais assistidos do Youtube no Brasil e passa de 500 mil visualizações. Isso mostra que a tentativa constante de se fazer do cristianismo uma piada ainda tem público no Brasil.
O texto na Folha pode ser lido aqui. O vídeo está disponível aqui.