domingo, 31 de maio de 2015

POR QUE PERDOAR?

"Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor os perdoou" (Col. 3:13 NVI). 


Nosso mundo está cheio de pessoas machucadas e ofendidas. Afinal, quem não ofendeu ou machucou alguém inadvertidamente, muitas vezes aqueles a quem mais ama? Mais importante ainda, quem não foi machucado ou ofendido mesmo por aqueles a quem mais ama? 


Este é um dos tristes fatos da vida: é fácil ofender; é ainda mais fácil ficar ofendido. Mas o que não é tão fácil é perdoar. Se tão-somente operdão fosse tão fácil quanto a ofensa! Que mundo diferente seria o nosso! 


Neste estudo vamos examinar a questão de perdoar os outros. Vamos procurar os motivos por que devemos perdoar, especialmente tendo em conta que Cristo nos perdoou. Jesus contou algumas belas parábolas sobre a importância do perdão. Perdoar tem, literalmente, conseqüências eternas. Perdoar os outros é parte essencial do que significa ser cristão. 


O fator perdão 


"Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo" (Efés. 4:32, NVI). 


Um dos aspectos mais básicos e importantes da fé cristã tem a ver com o perdão. Nossa religião não terá sentido se, realmente, não houver perdão. 


Em primeiro lugar, envolve o perdão de Deus a nós, sem o que não estaríamos em melhor situação do que os animais irracionais. De fato, sem as promessas que acompanham esse perdão, estaríamos em pior situação do que os irracionais, porque eles não têm conceito de transcendência, de eternidade, como nós, e do abismo entre o que nós somos e o que desejamos ser. Mas os seres humanos têm essa característica e, assim, sem a promessa da eternidade que acompanha o perdão, seria mais fácil ser uma galinha, porque, mesmo sem perdão, as galinhas não vivem em desesperança; nós, sem o perdão divino, não temos esperança. 


Mas, além de sermos perdoados, como cristãos, devemos perdoar. Um cristão irreconciliável é um absurdo tão grande como um ateu cristão ou um redondo quadrado. Como cristãos, devemos perdoar; nossa religião requer isso. 


Mas nem sempre é fácil. Às vezes fomos tão machucados, tratados tão injustamente, usados pelos outros com tanta grosseria e julgados tão incorretamente que o perdão parece impossível e mesmo ofensivamente injusto. 


Mas neste conceito de perdão existe um sentido de injustiça. Perdoar alguém por algum mal-feito é não considerar essa pessoa responsável pelo que poderia ser responsabilizada; é não considerar ofensiva a ofensa. Você não perdoa alguém por lhe dar dinheiro, trocar o pneu furado de seu carro nem por ajudar sua mãe a atravessar uma rua movimentada. Você perdoa quem o insulta, quem o engana, quem o ofende ou a alguém que você ama. O verdadeiro perdão costuma vir antes da restituição, antes da indenização. Você perdoa, mesmo que a ofensa não seja, ou não possa ser, corrigida pelo ofensor. Isso não é justiça – isso é perdão. Se exigíssemos justiça em cada aspecto de nossa vida, nunca poderíamos perdoar e nem ser perdoados. 


Por que perdoar? 


Leia os textos seguintes a respeito do perdão: 


Mat. 6:14 


Mar. 11:25Luc. 17:3Luc. 23:34Col. 3:13 


Podemos encontrar na Bíblia numerosos motivos para perdoar. É um mandamento; Jesus, como nosso exemplo, perdoou; Está escrito que se não perdoarmos aos outros, nós mesmos não seremos merecedores do perdão de Deus. 


Mas nenhuma dessas respostas vai à raiz da pergunta: Por que perdoar os outros? Precisamos ser perdoados por Deus a fim de ser poupados da condenação no fim dos tempos; isto é claro. Mas que propósito Deus tem para querer que perdoemos os outros? 


Talvez perdoando, estejamos ajudando a nós mesmos; ficamos livres da raiva, da ira e do ódio que podem destruir nossa vida. Afinal, o ódio é uma arma que atira para trás. Perdoando, manifestamos o caráter de Deus aos outros; em resumo, somos uma testemunha ao mundo do tipo de Deus a quem servimos. Perdoando, ajudamos a quebrar o ciclo de ódio, vingança e, freqüentemente, de violência que tanto dano traz ao mundo. Em outras palavras, perdoando ajudamos a tornar o mundo um lugar melhor. Imagine como seria este planeta se todos aprendessem a perdoar a todos os outros. 


Assim, além de todos os aspectos espirituais envolvidos no perdão aos outros, existe também (como freqüentemente é o caso) um elemento muito prático e realista. 


Olhe para o mundo ao seu redor, hoje. Quanta dor e sofrimento você pode ver como resultado direto da falta de perdão? 


Como perdoar 


"Ser cristão é perdoar o indesculpável, porque Deus perdoou o indesculpável em você." – C.S. Lewis 


Mas uma coisa é dizer que devemos perdoar; outra coisa é perdoar. Muitos sofreram insultos terríveis de pessoas que não mostraram qualquer remorso ou tristeza pelo que fizeram. Como cristãos, devemos perdoar, mas muitas vezes não é fácil. Como podemos aprender a perdoar? 


Só existe uma resposta: é chamada graça. Podemos aprender a perdoar unicamente compreendendo como nós mesmos fomos perdoados. A graça que nos perdoou é a mesma graça que pode nos levar a perdoar os outros. 


Estude os seguintes versos. O que eles dizem sobre a Cruz e o que aconteceu nela? Podemos entender como podemos perdoar os outros? 


Rom. 4:5Rom. 5:6-81 Tim. 1:15Heb. 12:3 


Deus perdoou os nossos pecados, não porque nós somos dignos, não porque merecemos, não por qualquer coisa que poderíamos fazer para obter esse perdão. Foi puramente pela graça; um favor não merecido que nós, tão indignos, obtivemos o privilégio de ser chamados "filhos de Deus" (João 3:1). 


A fim de nos perdoar, Cristo teve que tomar os pecados do mundo. O próprio Deus, na pessoa de Seu Filho, tomou sobre Si a penalidade de toda a nossa iniqüidade. Foi esse o preço que Deus pagou para poder nos perdoar tão livremente. Foi a injustiça máxima. 


Além disso, devemos lembrar que não importa quem faça o que para nós, todos pertencemos à mesma triste família, "gatos da mesma ninhada", irmãos e irmãs em pecado, nada mais. Assim, a distância que temos que caminhar para perdoar os outros quase não existe se comparada com a distância que Cristo, o Deus Infinito, teve que percorrer a fim de nos perdoar. 


Em última instância, a única maneira de aprender a perdoar os outros é cair ao pé da Cruz e morrer para o eu. Só quando o eu é quebrado podemos ajuntar as peças novamente e aprender a perdoar. Só quando aprendemos a participar da graça que nos foi dada podemos conceder graça aos outros. Só quando percebemos que fomos perdoados podemos começar a perdoar os outros. 


Ninguém disse que seria fácil (pense novamente no que custou o nosso perdão); ninguém disse que não exigiria dor, orações e lágrimas. Mas, assim como fomos perdoados, podemos também perdoar. Requer graça, e Deus tem bastante graça para nós. Temos apenas que aceitá-la. 


Perdoar nossos inimigos – Leia Mat. 5:43-45 


"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas Eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos Céus" (Mat. 5:43-45 NVI). 


O ideal do perdão cristão é ilustrado em um dos clássicos publicados depois da Segunda Guerra Mundial. Na história surpreendente de Ernest Gordon, Miracle on the River Kwai [milagre no Rio Kwai], ele conta como foi capturado enquanto fugia de Sumatra depois da queda de Cingapura. Junto com outros prisioneiros de guerra, ele foi forçado a viajar pela selva a fim de construir a famosa ponte do rio Kwai. Foi ali que aconteceu um milagre da graça. O Espírito Santo substituiu o ódio aos seus inimigos pela compaixão, como é ilustrado neste episódio: 


"Nós paramos em um desvio por um longo tempo. Estávamos no mesmo trilho em que estava parada uma composição com japoneses feridos. Eles estavam abandonados e sem cuidados médicos. ... 


"Eles estavam em uma situação desesperadora; eu nunca tinha visto homens mais imundos. Os uniformes estavam endurecidos de lama, sangue e excremento. Os ferimentos estavam dolorosamente inflamados e cheios de pus, fervilhado de larvas. ... 


"Os feridos olhavam para nós desolados, com a cabeça encostada nos vagões, esperando a morte com fatalismo. ... 


"Sem uma palavra, a maioria dos oficiais da minha seção desafivelou a mochila, tirou parte da ração e um trapo ou dois, e, com os cantis cheios de água nas mãos, passaram-se para o trem japonês para ajudá-los. Nossos guardas tentaram nos impedir, gritando, ‘Não, goodka! Não, goodka!’ Mas nós os ignoramos e nos ajoelhamos ao lado do inimigo para dar-lhes comida e água, limpar e fazer curativo em seus ferimentos, sorrir e dizer uma palavra amável. Exclamações agradecidas de ‘Arigatto!’ (‘Obrigado!’) nos seguiram quando partimos." – Ernest Gordon, Miracle on the River Kwai [Milagre no Rio Kwai], págs. 162 e 163. 


Qual é o antídoto de Cristo para um espírito de vingança? Mat. 5:38-42 


Ernest Gordon passou a admirar seus companheiros. Dezoito meses antes, eles teriam se ajuntado prontamente para destruir seus captores, caso tivessem caído em suas mãos. "Agora esses mesmos estavam curando os ferimentos do inimigo. Experimentamos um momento de graça, lá naqueles vagões manchados de sangue. Deus cruzou as barreiras de nosso preconceito e nos deu o desejo de obedecer ao Seu mandamento: ‘Amarás o teu inimigo.’ ... 


"Vimos que Deus estava nos honrando ao permitir que compartilhássemos Seus labores... pelo mundo que Ele ama." – Ibidem, págs. 163 e 164. 


Perdão e justiça civil 


"Sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem" (1 Ped. 2:13, 14 NVI). 


Um homem comete um crime terrível contra uma mulher. O culpado é preso e condenado. Antes de condenar, o tribunal quer ouvir a vítima; dependendo do que ela disser, a sentença pode ser branda ou muito severa. Depende dela. 


Agora a vítima é um cristã, que sente, sob a convicção do Espírito Santo, que precisa perdoar a pessoa que cometeu esse crime contra ela. E ela perdoa; pela graça de Cristo que trabalha em sua vida, pela compreensão de que ela mesma foi perdoada, e do preço que custou aquele perdão, ela concedeu abertamente o perdão ao criminoso. 


A pergunta é: O que ela deve dizer ao tribunal? O homem cometeu um crime terrível. Ela pede indulgência? Pede que ele receba a sentença mais leve possível? Ou busca o maiorcastigo possível? 


Pense nesta questão de todos os ângulos possíveis: Talvez, se receber uma sentença mais leve, ele logo estará livre novamente para fazer o mesmo a outra pessoa. Talvez, se receber uma sentença leve, outros poderiam ser tentados pela sentença leve a cometer o mesmo crime. Talvez ele realmente mereça o pior castigo possível. Mas, se perdoar, ela não deveria querer que ele fosse castigado tão levemente quanto possível, ou talvez nem ser castigado por isso? Como você agiria em uma situação como esta? 


O texto deixa claro que governantes têm sua parte, que envolve castigar "os malfeitores". Claro, em certo sentido, todos nós somos malfeitores (Rom. 3:10-18). Mas o mais importante a lembrar é que precisamos fazer uma distinção entre o civil e o espiritual, entre o pecado e o crime, que não são sempre a mesma coisa. 


Talvez devamos perdoar todas as coisas, mas isso não significa necessariamente que as coisas não têm conseqüências legais. Certamente têm. A parte difícil para os cristãos é como fazer a distinção. Como perdoar e, ao mesmo tempo, respeitar o direito e a necessidade da lei civil e do castigo? 


Leia Êxodo 21:23-26. Conservando em mente a distinção entre os códigos civis, legais e a verdade espiritual, como entender essas leis com o conceito de perdão? 


"A maneira do Salvador tratar com Pedro tinha uma lição para ele e para seus irmãos. Conquanto tivesse Pedro negado a seu Senhor, o amor de Jesus por ele jamais vacilara. E ao assumir o apóstolo o encargo de ministrar a outros, devia tratar o transgressor com paciência, simpatia compassivo amor. Lembrando sua própria fraqueza e queda, devia tratar as ovelhas e cordeiros entregues a seu cuidado com a mesma ternura que Cristo tivera com ele." (Atos dos Apóstolos, pág. 516). 


"Quantos hoje em dia não manifestam o mesmo espírito! Quando o devedor pediu ao seu senhor misericórdia, não tinha verdadeiro conhecimento do vulto da dívida. Não reconheceu seu estado irremediável. Tinha esperança de livrar-se a si mesmo. ‘Sê generoso para comigo’, disse ele, ‘e tudo te pagarei.’ Assim há muitos que esperam por suas próprias obras merecer a graça de Deus. Não reconhecem a própria incapacidade. Não aceitam como dádiva liberal a graça de Deus, antes procuram apoiar-se em justiça própria. Seu coração não está quebrantado nem humilhado por causa do pecado, e são severos e irreconciliáveis para com os outros. Seus próprios pecados contra Deus, comparados com os do irmão para com eles, são como dez mil talentos contra cem dinheiros – quase um milhão contra um, e ainda ousam ser irreconciliáveis." 




Bíblia online / GRITOS DE ALERTA

Aprendendo com a igreja primitiva

Textos: Atos 9:36-43; Atos 10.

A pequena cidade de Jope com seu perigoso porto de altos rochedos, teria passado despercebida da história bíblica se não fora pela influência de dois cristãos: são eles, a discípula Dorcas e Simão curtidor de peles. O texto nos mostra que eles dispuseram seus corações a serviço do Reino de tal maneira que uma cidade marcada pela morte, perdas e pobrezas foi transformada em terra de ressurreição avivamento.

O que estes dois discípulos tinham de tão especial? A visão correta para discernir a necessidade do seu território, que era atender as viúvas pobres e a necessidade de uma casa para hospedar e sustentar o ministério apostólico de Pedro.

A linguagem de Dorcas era a generosidade e serviço. Jope tinha muitas viúvas, talvez pelo fato dos homens trabalharem no mar onde morriam deixando famílias sem seus sacerdotes e sem seus provedores. Dorcas tinha o talento da costura e dispôs seu coração esforçando-se em fazer túnicas para vesti-las e ofertando suprindo assim, a necessidade delas. Atender as viúvas era uma prática da igreja primitiva.

Vestir simboliza cobrir a desonra e a vergonha produzidas pelo diabo que veio para matar sonhos, projetos e a esperança. No Éden o Pai cobriu a nudez de Adão e Eva gerada pelo pecado sacrificando um animal (tipo de Cristo). Na cruz Jesus ofertou-se como Cordeiro para que nosso pecado fosse perdoado e nossa nudez coberta com vestes de salvação e graça imerecida - Is. 61:10. Não só a nudez física precisa ser coberta, mas a nudez da alma despida pelo pecado que rouba a roupagem da salvação.

A cruz foi o tear idealizado nos céus para produzir essa provisão que nos garante vida abundante e eterna. Tenhamos consciência como discípulos de Jesus que cada dia precisamos submeter-nos a Deus e resistirmos ao diabo para manter-nos adornados desta tão grande salvação.

Olhando para os acontecimentos da vida dessa discípula amada,quando enfrenta uma doença e morre percebemos que um discipulado de serviço e amor pelas almas nunca morre. Seu discipulado era extremamente necessário naquela comunidade e sua perda gerou comoção e um grande clamor das viúvas. A Bíblia nos diz que o clamor gera uma resposta da parte de Deus - Jr. 33:3.

Os santos que viviam em Jope discerniram que esse discipulado tinha sido atingido, então agiram. Não podemos ficar indiferentes quando o inimigo atinge o nosso discipulado, precisamos buscar ajuda na fonte correta. Para eles a fonte de ajuda era o apóstolo Pedro, um dos mais importantes líderes da igreja primitiva que estava numa cidade próxima. Pedro cumpre o IDE de Jesus: apascenta minhas ovelhas –Jo. 21. O ministério apostólico tem legítima autoridade e unção para entrar no território que foi atingido pela morte para desatá-lo trazendo vida e ressurreição. Pedro pela fé chama Dorcas à vida, pois tinha em seu coração a certeza de que o que viu e viveu com o seu Mestre poderia acontecer em seu ministério sob a promessa de que maiores coisas faria - Jo. 14:12. Jope clamou e viveu ressurreição.

Quanto a Simão, seu coração era hospitaleiro, abriu sua casa para receber e sustentar o apóstolo. Porém, um curtume era o último lugar onde um judeu se hospedaria (considerado lugar imundo), Pedro quebrou uma regra do judaísmo aceitando a hospitalidade, sendo ele o mais ferrenho dos apóstolos no que concernia guardar a lei.

Tendo essa atitude Pedro acessa o novo de Deus, pois recebe uma revelação poderosa e relevante. Através de uma visão Deus lhe revela que a graça da salvação também era estendida aos gentios (isto aconteceu na pessoa de Cornélio e sua casa). A ineficácia da lei foi suplantada pela eficácia da graça.

De um lugar mal cheiroso, a casa de Simão foi influenciada pelo bom perfume de Cristo na vida de Pedro e tornou-se céus de revelação e avivamento para as nações. Pedro é liberado para girar a chave da porta da graça e dar boas-vindas a todos os gentios às boas-novas do Evangelho. Quando deixamos o antigo, acessamos o novo de Deus, pois o odre velho não retém o vinho novo - Lc. 5:37-38.

Queridos líderes e discípulos, Dorcas nos incentiva de que ofertar-se por amor resulta em recompensa. Simão nos ensina que não podemos negligenciar a hospitalidade, pois a Bíblia relata que muitos sem saber hospedaram anjos – Hb. 13:2, e Pedro é para nós uma inspiração de que não devemos resistir ao novo de Deus.

Concluímos assim, que o esforço e disposição desses discípulos oferecendo o pouco que tinham, não retendo o seu talento e sim abrindo seus corações e sua casa para o serviço do Reino fez a diferença nesta cidade. O discipulado deles gerou ressurreição - a ressurreição gerou avivamento. Todas as cidades circunvizinhas vinham a Jope, terra de avivamento, e eram salvas experimentando também milagres. Por dois anos Pedro precisou ficar nesta cidade colaborando com os discípulos. E a partir da casa de Simão na insignificante Jope Pedro estende a graça da salvação aos gentios,sendo novamente surpreendido quando o Espírito Santo desce sobre eles antes mesmo do batismo nas águas; o apóstolo então entende que o vento sopra aonde quer – Jo. 3:8. O Ruah Kadosh se move e não pode ser controlado pelo humano. A antiga aliança é só sombra para a nova.

Sejam livres amados discípulos, deixem as coisas antigas, de em passos de avanço para o novo – 2 Co. 5:17.

Dois simples discípulos, quem diria! Deixaram um legado de vida.

Segundo John D. Davis no seu Dicionário da Bíblia, pág. 337, apequena Jope nunca mais deixou de florescer, transformou-se no moderno Porto de Jafa cercada por frutíferos pomares de diversas espécies e lindos e perfumados jardins.

Como está o nosso discipulado? Esforcemo-nos no serviço do Senhor e abramos o nosso coração para amarmos as vidas, pois hoje não é diferente dos dias de Jope: há morte, há nudez, há clamor. Nosso território espera de nós, discípulos do Senhor, a mesma atitude de amor. Que este exemplo nos anime a testemunhar poderosamente em todo o tempo sobre a misericórdia e o amor do nosso Deus só assim transformaremos o nosso território em terra de ressurreição e viveremos céus de avivamento. Pois Jesus em nós é a resposta para esta geração.


elshaddai

sábado, 30 de maio de 2015

PRIMEIRO PASSO PARA A IMPLANTAÇÃO DO MICRO CHIP É DADO NO BRASIL NO GOVERNO DA DILMA .

PRÓXIMO PASSO , A IMPLANTAÇÃO DO MICRO CHIP .

O Projeto de Lei que institui o Registro Civil Nacional é um passo histórico para que 
cada cidadão brasileiro ou
 naturalizado tenha um único 
número de identificação
, ao qual estarão associados todos os demais documentos de identificação individual, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (28), ao encaminhar o documento à análise do Congresso Nacional.
A presidenta enfatizou que é preciso descomplicar a vida das pessoas e tornar mais simples e transparente a relação delas com o Estado. “O Estado tem dever ser mais eficiente, adotando todos os recursos tecnológicos disponíveis para atender bem o cidadão. O Registro Civil Nacional será instrumento fundamental para atingirmos esses objetivos”, reiterou.
Dilma assina mensagem que encaminha ao Congresso projeto de lei que institui Registro Civil Nacional
Dilma assina mensagem que encaminha ao Congresso projeto de lei que institui Registro Civil Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho.
Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli, ela destacou que a medida trará uma extraordinária mudança na vida cotidiana dos brasileiros. “Quem não sonha em sair de casa carregando apenas um documento, em vez de ser obrigado a andar com vários deles na sua carteira ou na sua bolsa? Quem não gostaria de fechar uma transação comercial, resolver uma pendência financeira, abrir uma conta ou até registrar um imóvel apenas com a apresentação de um documento?”, exemplificou.
Aliás, outra razão muito importante para valorizarmos esse projeto de lei, acrescentou a presidenta, é que Registro Civil Nacional nasce de uma parceria entre Poder Executivo e o Poder Judiciário, representado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Essa parceria contou com a decisiva iniciativa, o empenho, e a determinação do ministro Dias Toffolli”, disse.
Desde a eleição passada, o TSE já tinha iniciado a coleta das informações biométricas dos eleitores, para aprimorar seus sistemas e controles do processo eleitoral. Agora, esses dados serão utilizados como base para o Registro Civil Nacional. “Nós vamos somar recursos humanos e financeiros para, finalmente, viabilizar a criação de um único número de identificação. Um excelente exemplo da relação independente e harmônica, preconizada por nossa Constituição para os poderes”. Ela acrescentou que o projeto de lei será encaminhado ao Congresso e, portanto, é uma parceria dos três poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
A presidenta Dilma falou sobre a rapidez e a confiabilidade dos sistemas usados pelo tribunal. “É sempre bom lembrar o orgulho que nós temos, aqui no Brasil, de votar. E voto dado é voto apurado, é voto rapidamente apurado. Em alguns países, inclusive desenvolvidos, as eleições exigem muito mais tempo para apresentarem os seus resultados. Nós temos orgulho desse sistema. E ele agora serve de base para um grande passo no processo de desburocratização, simplificação do Estado brasileiro”.
O Poder Executivo, por sua vez, é responsável pelo desenvolvimento, armazenagem dos dados biográficos dos cidadãos, parte dos quais reunidos no atual Sistema Nacional de Registro e Identificação Civil. “Nós vamos integrar as duas base de dados e criar uma única, para o Registo Civil Nacional, à qual será assegurado acesso recíproco”.
A implementação e a gestão desse processo serão feitas por um comitê composto por representantes dos dois Poderes, de forma paritária. Essa cooperação permitirá acelerar os processos que vinham sendo implementados pelos dois Poderes de forma isolada, com inevitáveis sobreposições e duplicidades. Permitirá, por isso, racionalizar o uso dos recursos públicos, aumentar a segurança dos dados e oferecer serviços públicos mais céleres e eficientes.
Dilma Rousseff recordou ainda que o Registro Civil Nacional vem evoluindo a partir de várias iniciativas do governo. “Em fevereiro deste ano nós lançamos aqui, no Palácio do Planalto, o Bem Mais Simples Brasil. E o propósito do Bem Mais Simples Brasil era simplificar e desburocratizar a relação do Estado brasileiro com os cidadãos, com as empresas, enfim, simplificar. Nós nos propusemos, então, a ajustar processos e procedimentos para que o cidadão, na esfera individual ou empresarial, fosse tratado como único que é, abolindo os vários números, os vários guichês que hoje representam o Estado brasileiro”.
Atualização
A mensagem que encaminha ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que institui o Registro Civil Nacional foi publicada pelo Diário Oficial da União nesta sexta-feira (29), por meio de um despacho da presidenta Dilma Rousseff e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli.
O TSE já tem experiência nesse tipo de coleta, em razão da experiência adquirida no Programa de Recadastramento Biométrico do Eleitor. A Justiça Eleitoral administra o maior cadastro de cidadãos da América Latina, com mais de 142 milhões de eleitores, dos quais 24,5 milhões já estão cadastrados biometricamente.
Com informações da Agência Brasil

BISPO GÊ DA RENASCER EM CRISTO EXPLICA - "Desafio Charlie Charlie" - O que precisamos saber?

 
Nos últimos dias, o “desafio Charlie Charlie” tomou as redes sociais e invadiu as escolas. O ritual consiste em colocar dois lápis, um em cima do outro em forma de cruz, e escrever as palavras “sim” e “não” nos quadrados formados por eles.
 
O “invocador” então pergunta: "Charlie Charlie, você está aí?". Se um dos lápis indicar a palavra “sim”, significa que o suposto espírito mexicano está presente.
 
O desafio, que é similar às brincadeiras do copo e do compasso, também virou motivo de chacota na internet e ganhou várias versões.
 
De acordo com o site e-farsas, que tem parceria com o portal de notícias R7, "apesar de muitas pessoas acreditarem que trata-se de um fenômeno paranormal é óbvio que trata-se de apenas mais uma brincadeira que usa a gravidade para assustar o povo!". O site ainda explica que "como a base de contato entre os lápis é pequena e o atrito entre as peças é mínimo (aliado ao fato da ponta do lápis ser mais leve do que a outra extremidade), basta apenas um assopro no lápis ou uma pequena vibração na mesa para que ele se mova.". 
 
Segundo o perfil “Você Sabia?” do Instagram, que tem mais de um milhão de seguidores, o “desafio Charlie Charlie” não passa de uma campanha de marketing viral do filme “A Forca”, que estreia nos Estados Unidos em Junho. A BBC confirmou a informação. 
 
Independente de ser uma estratégia de divulgação ou apenas mais uma lenda urbana, muitos adolescentes levaram o desafio a sério. O jogo causou tumulto na Escola de Tempo Integral José Carlos Mestrinho, localizada na Zona Sul de Manaus.
 
Em entrevista ao g1, alguns estudantes afirmaram que passaram mal após “invocação”. Nesta quinta-feira (28), a direção da unidade convocou uma reunião com pais de alunos e com o Conselho Tutelar da área. Os familiares dos adolescentes envolvidos afirmaram que eles estão traumatizados e que não querem mais voltar para a escola (clique aqui e confira a reportagem completa). 
 
Nas redes sociais, ainda existe a discussão se de fato o tal desafio pode trazer algum comprometimento espiritual ou se não passa de uma brincadeira. 
 
Confira, a seguir, a explicação do Geraldo Tenuta Filho, Bispo Nacional da Igreja Renascer em Cristo e apresentador do programa "CEA de Profetas", da Rede Gospel de Televisão:
 
 
 IGOSPEL

NOSSA ORAÇÃO - Dois pastores presbiterianos podem ser condenados à morte no Sudão


Dois pastores presbiterianos podem ser condenados à morte no Sudão
Dois pastores presbiterianos estão enfrentando uma provável pena de morte República do Sudão. O reverendo Yat Michael e o reverendo Peter Yen Reith da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão do Sul foram acusados de espionagem e blasfêmia, embora a igreja tenha dito que eles estão sendo perseguidos por sua fé cristã, bem como outros pastores no país dominado pelo islamismo.
"Isto não é algo novo para a nossa igreja", diz o reverendo Tut Kony, pastor da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão do Sul. "Quase todos os pastores foram para a prisão sob o governo do Sudão. Temos sido apedrejados e espancados. Isto habitualmente acontece para abalar a Igreja. Não estamos surpresos. Esta é a forma como lidam com a igreja por aqui".
Michael e Reith foram inicialmente detidos sem acusação formal em Dezembro de 2014 e novamente em janeiro (2015), segundo a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (26). A igreja tem estendido a mão para organizações de direitos humanos pedindo-lhes para falar aos pastores e exortar o governo do Sudão a respeitar as minorias religiosas.
David Curry, CEO da Portas Abertas nos EUA disse que os pastores - ambos casados e com filhos - podem ser condenados à pena de morte.
"Estou com medo de que eles executem esses pastores por simplesmente praticarem sua fé cristã", disse Curry, de acordo com a Fox News.
Se não forem condenados à morte, os pastores ainda podem enfrentar outras sentenças severas, como a prisão perpétua, ou 40 chicotadas.
O Sudão encontra-se em sexto lugar na lista dos países onde os cristãos enfrentam o maior perseguição por sua fé, elaborada e atualizada pela Missão Internacional Portas Abertas.
O governo islâmico do Sudão condenou à morte a cristã Meriam Ibrahim em 2014, por se casar com um cidadão cristão americano, mas depois de muita pressão internacional decidiu absolver das acusações a mulher que chegou a ser presa ainda grávida e teve sua filha na prisão.
A mãe cristã que se recusou a negar sua fé em Cristo - apesar da intensa pressão feita por funcionários da prisão - se mudou para os EUA e tornou-se um símbolo de fé, superação e da luta pela preservação da liberdade religiosa em todo o mundo.
A Igreja Presbiteriana pediu os cristãos orem pela libertação dos pastores Michael e Reith. Os cristãos agora compõem apenas uma pequena minoria no Sudão e recebem muito pouca proteção.
Um grande número de igrejas católicas e protestantes em Cartum foram destruídas ou confiscadas pelas autoridades desde que o Sudão do Sul anunciou a sua independência, enquanto o presidente sudanês, Omar al-Bashir prometeu fazer do Sudão um "Estado islâmico totalmente operado pela mais estrita interpretação da Lei Sharia".
Comentando o caso dos pastores presos, reverendo Kony disse, no entanto, que os líderes - bem como o restante dos cristão no Sudão - continuam confiando em Deus.
"Eles passaram cinco meses na cadeia e se isto se exceder em mais um ano, ainda sabemos que Deus vai intervir, e eles serão liberados porque não cometeram nenhum crime", afirmou.
Curry observou que a vida está ficando mais difícil para os cristãos no Sudão.
"Neste caso em particular, sentimos que as acusações são forjadas. Estes são apenas bons cidadãos que praticam sua fé cristã, mas o governo sudanês está usando qualquer tática possível para empurrar o cristianismo fora do mercado local e fora da vida diária, e, infelizmente, eles estão tendo algum sucesso", disse ele.

EITA LAURO JARDIM , GOSTA DE CONTAR PAROLAS ? André Valadão desmente venda da Rede Super

)
O jornalista Lauro Jardim, da Veja, em um texto falou sobre a venda de 22 horas da programação pelo valor de R$ 500.000,00.

Nesta quinta-feira (28), o jornalista Lauro Jardim (Radar Online / Veja) noticiou em seu blog que a Rede Super de Televisão (fundada pela Igreja Batista da Lagoinha) estaria 'à venda'.

Open in new window"A Rede Super de Televisão, canal evangélico comandado pelo Ministério Diante do Trono, está à venda. Líderes evangélicos estão recebendo propostas de ocupar 22 horas da programação por meio milhão de reais. A emissora está presente na TV aberta de Belo Horizonte e em outros canais do Norte do país", noticiou.

Em sua página oficial do Facebook, o pastor e cantor André Valadão tratou de desmentir o boato.

"Novamente este ‪#‎LauroJardim‬ mentiu! Escreveu mais um relato mentiroso e sem fundamento! Mais uma 'estória' deste chamado repórter que está mais para 'Alice no país das maravilhas' do que o real do dia a dia. Não, a @redesuper não está à venda, Não, ela não é comandada pelo Diante do Trono. Gente, não acreditem em tudo que vocês leem por aí! ‪#‎LAMENTÁVEL‬", publicou junto ao print da nota do jornalista.

A Rede Super tem conquistado cada vez mais espaço, sendo transmitida, não apenas em Minas Gerais, mas em diversos outros estados, inclusive na região Nordeste.

A emissora preza em disponibilizar ao espectador, uma programação saudável para toda a família, com programas que incluem a transmissão de cultos ao vivo, música, informação e até humor.

Fonte: Guia-me

Marcha para Jesus reúne multidão no Centro do Rio

Milhares de pessoas se reuniram na tarde deste sábado (30) na Marcha para Jesus, que ocupou a Avenida presidente Vargas, no centro do Rio, numa caminhada que terminou na Praça da Apoteose. A marcha teve a animação de oito trios elétricos.

No palco montado na Praça da Apoteose, vários cantores da música gospel eram esperados para o show que prometia ir até a noite: Fernandinho, Eli Soares, Leonardo Gonçalves, Renascer Praise, André Valadão, Thalles Roberto, Flordelis, Nani Azevedo, Jozyane, Comunidade Zona Sul, Mariana Valadão, Geraldo Guimarães, Danielle Cristina, Gabriel, Sarando a Terra Ferida, Kleber Lucas, Léa Mendonça, William Nascimento, Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, Nova Jerusalém e Gospel Night.
O Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (Comerj), presidido pelo pastor Silas Malafaia, é o responsável pela realização da Marcha para Jesus no Rio, que teve como tema nesta edição "Pela Família, pelo Brasil e contra a Corrupção". A frase estava estampada nas camisetas dos participantes.
"A corrupção é um mal. Qualquer pessoa, qualquer cidadão está indignado com o que acontece, com tanta roubalheira. Se queremos um Brasil melhor, de oportundiades, de bem-estar, temos que acabar com esse câncer", disse Silas Malafaia.

A marcha é realizada desde 1998 no Rio de Janeiro, e registrou seu maior público em 2014: segundo a Polícia Militar, 500 mil pessoas marcharam. Caravanas de todo estado participaram da marcha; no trajeto, muito louvor, mensagens bíblicas de amor e fé. A marcha faz parte do calendário oficial de eventos da cidade.
A Praça da Apoteose lota para o show de encerramento da Marcha para Jesus (Foto: Mariana Cardoso/G1)A Praça da Apoteose lota para o show de encerramento da Marcha para Jesus (Foto: Mariana Cardoso/G1) G1.COM.BR  VIA GRITOS DE ALERTA 

A PALAVRA DO DIA . ANDANDO SOBRE AS ÁGUAS .

TIPOLOGIA BÍBLICA - UM PEQUENO COMPÊNDIO .

1 – Uma Visão Panorâmica do Assunto
A tipologia é o estudo de figuras e símbolos bíblicos, especialmente de cerimônias e ordenanças do Antigo Testamento, que prefiguram a Dispensação da Graça: “as cousas celestes”.
Um tipo é uma semelhança divinamente ordenada, pela qual as pessoas, objetos e eventos celestiais são demostrados pelo terrestre. Porém, para que uma coisa constitua tipo de outra, a primeira não só deve ter uma semelhança à segunda, mas na sua instituição original, deve ter sido determinado que tivesse esta semelhança (Marsh). “É aquilo que produz fé como modelo, como símbolo e exemplar”.
Um antítipo é aquela coisa celestial ou realidade prefigurada pelo tipo. “É uma figura que representa outra”.

2 - Tipos
2. 1 - Três coisas envolvidas num tipo:
· Uma coisa ou objeto material que representa uma outra de ordem elevada.
· Esta coisa de ordem elevada representa o que passamos a chamar de antítipo ou realidade.
· A obra do tipo se expressa pelo termo “representar ou prefigurar”.

2. 2 - Declarações bíblicas quanto à natureza dum tipo:· Sombra (Cl. 2:16 -17).
· Modelo, exemplo (Hb. 8:4-5).
· Sinal (Mt. 12:39).
· Parábola, alegoria (Hb. 9:9).
· Tipo (Rm. 5:14).

2. 3 - Provas bíblicas dum tipo:· Por declarações explícitas (Rm. 5:14)
· Por trocar os nomes do tipo e antítipo; Adão (primeiro e segundo). I Co. 15:45; Páscoa (cordeiro - Cristo) Êx. 12; I Co 5:7.

2. 4 - Espécies de Tipos:
Pessoas:· Antes da lei-Adão, Enoque, Melquisedeque (Rm. 5:14-19).
· Sob a lei – Davi, Moisés (profeta mediador) Ap. 3:7 / Hb. 3:5.

Coisas ou objetos materiais:· Coluna de nuvem (Êx. 13:21).
· Maná (Êx. 16:15 / I Co.10:3).
· A rocha (Êx. 17:6 / I Co. 10:4).
· A serpente de metal (Nm. 21: 9 / Jo. 3:14 / II Co. 5:2).

Atos e acontecimentos
· A libertação do Egito.
· A marcha pelo deserto.

3 - Tipos perpétuos
· Circuncisão - Tipo da verdadeira circuncisão do coração (Cl. 2:11).
· Sacrifícios - Tipo de Cristo, o perfeito e eterno sacrifício (Hb. 9:26).
· Ritos e cerimonias.

4 - Valor dos tipos

Agostinho disse: “O Novo Testamento acha-se no Antigo. O Antigo pelo Novo é explicado”.
Serve para ensinar (ICo.10:11).
A igreja prefigurada (Gn.2:24); (Eva) (Ef. 5:22-32).
Fortalece convicção na inspiração das escrituras.
Fortalece convicção nas profecias.
Fortalece a santidade (ICo.1:6-13).

5 - Razões para estudar os Tipos

Deus deu valor - O Espírito Santo desenhou os tipos. Compare: O Tabernáculo, o véu, tipo de Cristo. “O Espirito Santo, significando com isto que o caminho do Santo lugar não se tem manifestado, enquanto subsiste o primeiro Tabernáculo” (Hb. 9:8; comp. 6:19-20).
Jesus falou dos tipos - Aos dois discípulos (Lc. 24:13-34).
Só pelos tipos se entendem certos trechos do N.T.
Sombras, Sangue, o tabernáculo, sacrifícios, festas.

6 - O Tabernáculo

6. 1 - Títulos dados ao Tabernáculo
Santuário – Êx. 25:8-9. Chama a atenção ao caráter deste como lugar santo, o palácio do Grande Rei.
Tenda – Êx. 40:2 / 39:33- 43.
Tenda da Revelação - Nm. 18:4. Centro de Culto.
Tenda do Testemunho – Nm. 9:15. Refere-se à arca onde estava a lei, o testemunho. Êx. 25:15. Santidade, culpa do homem e eficiência da expiação.
Casa de Deus – (Jz. 18:31). Foi chamado, assim, na terra de Canãa.
Templo do Senhor – 1Sm. 3:3. O tabernáculo, nessa ocasião, talvez já fosse maior.
Santuário Terrestre – Hb. 9:1. Pertencia à Dispensação das cerimônias. Um tipo de Jesus.

6. 2 - A Morada de Deus com o Homem.
Que Deus deseja morar com seu povo, se vê pelo fato de que, no Jardim do Éden, depois de interrompida a comunhão com o homem por causa do pecado, ele imediatamente começou a revelar um plano, que visasse a sua restauração. Esta revelação aumenta em beleza, gloria e intimidade desde o Gênesis ao Apocalipse.

7 - Tipo de Jesus
“Far-me-ão um santuário para que eu habite no meio deles. Seguindo em tudo o que eu te mostrar, o modelo do tabernáculo, e o modelo de todos os seus móveis, assim mesmo farás” (Êx. 25: 8-9). Nesta passagem vemos:

1. A graça – Deus consentir que se faça um tabernáculo.
2. A ordem – Tudo deveria ser feito segundo o plano, por Deus estabelecido.

Adão foi a primeira morada de Deus na terra, e veio a falhar. O descanso de Deus ficou interrompido. O plano de Deus é imutável, por conseguinte mandou seu Filho, segundo Adão. A graça e a ordem aqui reveladas mostram Jesus. O Tabernáculo é o tipo de Jesus. Aquele que era Deus (João 1.1), se fez carne (João 1.14), por própria vontade. Ele habitou entre os homens. Tomou sobre si a natureza humana, mas permanecia o Filho de Deus, igual a Deus em substância (Jo. 1.14 / Jo. 1.34 /Jo. 1.49 / Cl. 1.19).
A plenitude de Deus morava em Jesus (majestade, poder e personalidade). Comp. Jo. 14:9 / 3:34 / 1:18 / Tm. 3:16 / Hb. 1:3 / Tt. 2:3 / Rm. 9:5 / Jo. 5:20. Assim em Cristo, o descanso de Deus é restaurado (Hb. 8:1). Descanso da redenção. Cristo é o verdadeiro Tabernáculo.

8 - A nuvem (Êxodo 40: 33-38).
A nuvem cobria o Tabernáculo e quando se mudou, Israel mudou-se com ela.

8. 1 - Guia do Povo (Êx.13:20-22). Qual pastor de Israel. Israel, primeiramente recebeu redenção na noite da Páscoa. Depois recebeu direção (Êx.12:12-13, 41-42. Compare IPe.1:18-19 / Gl. 1:4 / Pe. 3:18 / Cl. 1:12-13).
Tal qual Israel, depois da sua libertação do Egito, a igreja também é povo peregrino que precisa do Espírito Santo.

Deus dirige o crente:
Pela palavra - Sl. 119:105.
Pelo Espírito – Jo. 16:13-15.

8. 2 - O Símbolo do Espírito Santo - Prometido por Jesus Jo. 14:16-18 / Mt. 28:20, veio no dia de Pentecostes (At. 2:3).
Como o Pai criou tudo através do Filho (Hb 1:2), e como na terra o Filho manifestou o Pai. Assim, durante esta Dispensação, o Espírito Santo manifesta o Filho (Jo.16:13-15). Depois de receber a plenitude do Espírito Santo (At. 2.38), é o Espírito Santo que separa o crente do descrente (I Co. 6:19; comp. Êx. 14.19-20 / I Co. 3.14), como fez a nuvem entre Israel e os egípcios (ICo. 10:1).
8. 3 - O Escudo do Povo - Operava contra o poder do Faraó, Êx. 14.19-20. Paulo exortou a Igreja a revestir-se do escudo da fé (Ef. 6.16 / Pv. 19.10). O nome do Senhor é uma torre segura.
8. 4 - Sombra para o Povo (Nm.10: 34 / 14.4 / Sl.105:39). É um tipo de Jesus que nos protege dos fortes raios de sol das perseguições e tentações (Ct. 2.3).
8. 5 - O Oráculo Divino - Israel não se mudava, enquanto a nuvem não mudasse (Nm. 9:17-23 / Êx.29: 43-46). Assim a Igreja precisa reconhecer absoluta autoridade do Espírito Santo (Zc. 4:16).

8. 6 - O Aparecimento da Nuvem
No Mar Vermelho.
No Tabernáculo.
No Templo de Salomão (IICr. 7:1-3 / Sl. 99:7).
Em Jesus, no Monte da Transfiguração (Lc. 9:34).
Na Ascensão de Jesus – pela última vez (At.1:9).
Futuramente (Is. 4:5-6). No Milênio (Is. 40:5 / 60:19).

9 - As Cortinas do Átrio
A descrição do Tabernáculo, no livro de Êxodo, inicia-se com a arca do Santo dos Santos, terminando com o altar de sacrifícios. A fim de esclarecer o assunto com a arca.
O pátio era um espaço ao redor do Tabernáculo, mais ou menos de 50 metros por 25. Era fechado por cortinas feitas de linho retorcido, suspensas sobre 60 colunas, 20 em cada lado e 10 nas extremidades. As 4 colunas do lado oriental formavam a entrada, estas 4 colunas falavam da universidade (quatro direções) do Evangelho, e a entrada é plena para o povo de Deus.

9. 1 - As Vergas e Ganchos das Colunas (Êx. 27:17).

Feitas de prata – símbolo de redenção (Êx. 30:11-16). O preço do resgate foi meio siclo de prata. Estes ganchos seguravam e davam estabilidade às cortinas. Sem estes teriam caído. Assim, sem a expiação e a redenção de Cristo, o cristianismo não poderia existir.

9. 2 - Os Capitéis das Colunas – Eram ornamentos feitos de prata. Pela redenção em Cristo Jesus, as nossas vidas recebem os ornamentos do Espírito, a graça, e as virtudes de Cristo. Como é bom ter o ornamento dum espírito manso e tranqüilo, que é de grande estima diante de Deus (I Pe. 3:4).
9. 3 - As Bases e as Colunas de Metal – Estas sustentam as cortinas. O metal representa o Juízo (Nm. 21.9; Ap. 1.15). É substância que resiste ao fogo, símbolo do Juízo Divino (Is. 29.6 / 30.30; 60:15). O suporte deste juízo não é a autojustiça do homem (Is. 64:6), mas sim, a justiça de Cristo (Rm. 3:22).

10 - A Entrada do Átrio
Havia somente uma entrada. Isso nos diz que: “Não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não há outro nome dado entre os homens, em que devemos ser salvos” (Atos 4:12).
A largura: Vinte côvados (mais ou menos 10 metros). Suficientes para todos. Representa Cristo, a Porta. Os 4 Evangelhos assim, apresentam Jesus (Jo. 10: 1-9).
As Cortinas: Feitas de linho fino, retorcido, de estofo azul, púrpura e escarlate. Tipos da justiça, pureza e natureza celestial de Jesus Cristo.

11 - O Altar do Holocausto (Êx. 27:1-8 / 38:1-7 / 39:33 / 40:6-29 / 30:28).

Significa um “Lugar elevado”. A primeira coisa que se via depois de entrar no Átrio era o altar de holocausto. Sem trazer um sacrifício pelo pecado para oferecer sobre este altar, não se alcançava nenhuma aceitação com Deus.
Este altar é um tipo de Cristo na cruz, levantado, da mesma maneira, e, com o mesmo propósito, em que Moisés levantou a serpente no deserto.
1 - Israel foi levantado com Deus, pelo sacrifício neste altar. Assim, também nós fomos elevados a comunhão com Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo.
2 - O Sacrifício subia na fumaça. Um suave cheiro que agradava Deus (Lv.1:9). Jesus ofereceu-se como sacrifício (Ef.5:2).

11. 1 - Propósito do Altar

Aqui, o inocente levou sobre si a punição do culpado. Da mesma maneira, Cristo levou, em seu corpo, no madeiro, os nossos pecados.
Aqui, Jeová se encontrou com Israel; na cruz de Cristo, encontramo-nos com Deus (At. 2:33), “sendo este entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o” (Hb. 9:26-28).

Nenhum israelita poderia receber absolvição cerimonial sem oferecer a sua oferta, impondo a sua mão sobre a cabeça do animal, reconhecendo o valor da sua morte. Da mesma forma o homem tem privilégio de demonstrar fé na Vítima da Cruz, Cristo, recebendo-o como seu substituto perante Deus. Assim, pela fé em Jesus somos salvos, e regenerados (Jo 1:12-29 / Hb.9:22).
Jesus continua ser o Cordeiro de Deus. A única entrada para o Tabernáculo, no céu, é pela sua morte. Boas obras, palavras bonitas, bons pensamentos, religião, filosofias, etc. não servem. Deus aceita o homem sim, através dos méritos dos sofrimentos e da morte de Jesus.

11. 2 - O Material - Madeira de acácia, setim coberto de cobre. Esta madeira achava-se crescendo no deserto, um tipo de Jesus, na sua humanidade, de origem humilde, qual raiz sai duma terra seca (Is. 53.2). O bronze é o tipo do juízo de Deus.

11. 3 - Os Chifres - Eram quatro, um em cada canto (Lv. 9:9) aspergidos com sangue. Os chifres, na palavra, representam poder. “Mas exaltará o meu poder como unicórnio (animal semelhante ao boi) (Sl. 92.10). O poder de Deus manifestado em ressuscitar Jesus da Morte. Pois também ele foi crucificado em fraqueza, mas vive pelo poder de Deus” (IICo.13:3- 4 / Hb. 7:25). Isto é, Jesus ressuscitou pelo poder que há em si mesmo, pois ele é Deus, ele é a ressurreição, ele é a vida.
Aspergidos com sangue, apontados em direção aos quatro cantos do mundo, significam que o sangue de Jesus fez expiação para todas as nações e que há poder suficiente para toda necessidade de todas as pessoas do universo.

11. 4 - As Cinzas - Foram levadas para um lugar limpo (Lv. 6:10-11). O corpo de Cristo foi sepultado num túmulo novo que nunca fora ocupado.

11. 5 - O Fogo
Símbolo, ou manifestação da santidade de Deus. (Êx. 3:5).
Símbolo do juízo divino sobre o pecado. “Nosso Deus é um fogo consumidor” (Sodoma e Gomorra).
Símbolo de purificação (Zc. 13:9 / Mt. 3:3).

11. 6 - Os Varais - O altar tinha dois varais, feitos de madeira, cobertos de cobre. A função destes era a de carregar o altar de lugar em lugar. Representam as duas partes do Evangelho, pelo qual a mensagem do Calvário é levada a todo o mundo;
Que Cristo morreu pelos pecadores;
Que cristo foi ressuscitado (ICo. 15:1-4 / I Co. 2:2).

12 - O Lavatório de Cobre
Era o lugar de purificação, onde os sacerdotes se lavariam antes de entrarem no Tabernáculo (Êx. 30.17-21). A água é um tipo da Palavra de Deus, pela qual fomos purificados pelo poder do Espírito Santo (Jo. 15:3 / Ef. 5: 26 / Jo 3:5-7 / ITs. 1:5).
No ministério sacerdotal, o sacerdote tomava banho, sendo lavado o corpo todo (Êx. 29: 4 / 40:11 / Lv. 8:6). Isto representa a regeneração, “não por obras de justiça que nós fizemos, mas segundo a sua misericórdia, pela lavagem de renovação do Espírito Santo” (Tito 3: 5). “Cheguemos com o coração sincero em plena certeza da fé, tendo os nossos corpos lavados com água pura” (Hb. 10:12). Gerado pela Palavra da Verdade (Pe. 1:23 / Tiago 1:18).
Depois da consagração, os sacerdotes lavavam somente as mãos e os pés, antes de entrarem no Santuário. Este ato é um tipo da purificação por contato com mundo. Antes de Celebrar a Páscoa e a Ceia com seus discípulos, Jesus lavou os pés deles e disse: “Aquele que já se banhou (o corpo todo), não tem necessidade de lavar senão os pés, porém está todo limpo, e vós estais limpos” (Jo. 13:10).
A lavagem da regeneração realiza-se uma só vez, mas a purificação da contaminação com o mundo é um processo continuo, sem o qual é impossível ter comunhão perfeita com Deus.

12. 1 - O Tamanho - O tamanho não é revelado. Este fato sugere que a santificação em Deus não tem tamanho ou limite, quanto mais nos purificar, melhor.
12. 2 - Nunca Coberto - O lavatório nunca foi coberto, nem durante a marcha e nem ao estarem acampados. A Palavra de Deus é uma revelação e não um mistério encoberto como alguns religiosos ensinam.

13 - O Tabernáculo Próprio

TIPO:
Da igreja, como habitação de Deus pelo Espírito Santo.
Do crente, individualmente, como Templo do Espírito Santo.
Das coisas Celestiais.

13. 1 - As Cortinas do Tabernáculo (Êx. 26:1-14)

Peles de animais marinhos (Êx. 26:14). Era a cortina exterior, sem forma ou medida específica. De cor cinzenta, faltava-lhe beleza. Um tipo de Jesus Cristo, visto pelos homens: “O Carpinteiro” e o “Nazareno”.
Peles de carneiro tintas de vermelho (Êx. 26:14). Colocada por baixo da cortina de peles de animais marinhos. O carneiro simbolizava “substituição” (Gn. 22:13-23). O carneiro substituiu Isaque no altar do monte Moriá. Tipo de Jesus (IPe. 3:18 / 2:21 / ICo. 15: 3-4 / Gl.1:4 / Rm. 5:8 / Is. 53:6 / Jo. 3:16).

· As cortinas de linho fino retorcido
Eram cortinas interiores, colocadas debaixo dos pelos de cabras, bordados em azul, púrpura, escarlate, com figuras dos querubins (Êx. 26:1-6).
O linho é produto do reino vegetal e representa a humanidade de Jesus.

13. 2 - Significados das cores:
Azul – Cristo Celestial, da natureza divina.
Púrpura – Cristo, O rei.
Escarlate – Cristo, o sofredor. Sua morte. Esta cor foi obtida de um bichinho de cor escarlate. Foi esmagado para fornecer o corante. Conforme Cristo, chamado de “VERME” em SI. 22: 6, esmagado debaixo do peso dos nossos pecados, derramando o Seu sangue escarlate que nos purifica.
Branco – Cristo, o puro imaculado.

13. 3 - Significado dos querubins:
A palavra “querube” significa FORÇA ou PODER. Os querubins são seres celestiais executores da Vontade de Deus (Ap. 7 a 19 / Mt.13:14-42). Assim representam a Divindade de Jesus, o Filho do Homem. Na palavra observamos os querubins de 4 faces (Ez. 1:5-10 / Ap. 4:6-8).

Vejamos:
Face do Leão – Tipo do poder e Glória Real.
De boi – Tipo de força para trabalhar e servir.
De homem – Simboliza a simpatia e Inteligência
De águia – Voa às alturas. Tipo de poder, da suprema percepção celestial.

Todas representam Cristo nos quatro Evangelhos:
Mateus apresenta Jesus como o Leão da tribo de Judá, o Rei de Israel.
Lucas apresenta Jesus como Filho do Homem, simpatizante, amoroso e exemplo perfeito.
Marcos apresenta-o paciente como o boi, servindo a humanidade.
João apresenta-o como Filho de Deus, voltado ao lugar de onde saiu, o seio do Pai.

14 - A Mesa dos pães da proposição (Êx. 25:23-30).
14. 1 - Material – Madeira de acácia coberta com ouro. Tinha duas coroas, um dentro da outra. Havia quatro argolas, nos quatros cantos, pela quais passaram os varões usados para o transporte da mesa nas jornadas.
Doze pães foram colocados na mesa, um para cada tribo, em duas fileiras de 6 cada. Sobre estes, deitava-se franquincenso, pois eram considerados ofertas ao Senhor. A mesa e os pães eram considerados uma só cousa. Quando se falava da mesa, incluía-se os pães.
A igreja é chamada “um só Pão” (ICo. 10:17). Cristo e sua igreja são um só (ICo. 12:12). Cristo como a mesa, sustenta a sua igreja e a apresenta como pão perante Deus Pai (Judas 24.25).

15 - O Candeeiro de Ouro
A finalidade do candeeiro era fornecer luz, que revela, purifica, sara e serve para crescimento. Aqui vemos Jesus a luz do mundo, nosso instrutor e guia. “Eu sou a luz do mundo, quem me segue, de modo nenhum andará nas trevas” (Jo. 8:12).
O candeeiro era feito de ouro puro, maciço. Foi feito de uma só peça, não fundido, mas sim batido (Nm. 8: 4). Este processo de bater representa os sofrimentos de Jesus, o esmagamento e tristeza dos pecados de todo o mundo que ele levou. “Jeová fez cair sobre Ele a iniquidade de todos nós” (Is. 53:6).
O candeeiro também é tipo de Igreja. “Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5:14 / Lc. 35 / Fl. 2:15). Os sete candeeiros de Apocalipse 1.12-20 / 2:5 (O Candeeiro de Êfeso estava apagando-se).
Na parábola da moeda perdida (Lc. 15), vemos a mulher acender a luz e varrer a sua casa. Ela representa a igreja buscando a alma perdida à luz da Palavra.

15. 1 - O óleo do candeeiro – (Êx. 27:20) – Era um óleo especial, usado para ungir. Cristo foi ungido com óleo especial, o Espírito Santo que foi derramando sem medida sobre Jesus (Jo 4:34). A igreja, como luz do mundo, também precisa deste óleo especial.

16 - O Altar de Incenso (Êx. 30:1-10, 34-36).
O altar de incenso era um lugar de adoração, de culto e louvor. Sacrifícios não eram oferecidos neste lugar. Tipo de Cristo, em cujo nome as nossas orações sobem a Deus.

Material – Madeira de acácia coberta com ouro. Tipo da humanidade e da divindade.

Posição – No Lugar Santo, em frente ao véu e a arca. Isto representa Cristo, nosso caminho ao Pai. “Pois por ele temos ambos a nossa entrada ao Pai” (Ef. 2:18).

Os chifres (símbolo do poder) – Um em cada canto. Aspergido com sangue uma vez por ano. Isto representa o poder do sangue de Jesus, que nunca perde a sua eficiência (Êx. 30.10 / Hb. 9:14).

O Incenso – Tipo da oração (SI 141:2 / Ap. 5:8). Queimado continuamente Ef. 6:18.
A relação entre dois altares (Êx. 30:10 / Lv. 16:12).
O fogo que queimou o incenso veio do altar de cobre. Assim vemos que o valor e a potência da oração de Jesus dependia do sacrifício de si mesmo na cruz. Se não morresse em nosso lugar, não teria intercedido por nós. O sacerdócio de Jesus vigorou oficialmente desde a ressurreição (ICo. 15:1 / Lv. 16:12-27).
O Incenso foi oferecido por Arão (Vs. 7-8) – Tipo de Cristo (Hb. 9:24 / 8:1). Arão ofereceu incenso só por Israel. Cristo orou só pelos seus (Jo 17:9). Neste capítulo 17, vemos Jesus, o Sumo-sacerdote, oferecendo o incenso de oração. Que separação isto constitui entre nós e o mundo! Que Bênção ter Jesus intercedendo por nós! O valor da oração de Jesus, vemos na oração de Pedro (Lc. 22:31-32), que a fé não desfalece. E Pedro não falhou, embora fosse duramente tentado, e negasse 3 vezes.
Jesus não só ora por nós, mas toma as nossas orações e as apresenta juntas com as suas, perante o Trono do Pai (Ap. 8:3 / Jo 14:6 / Co. 3:17 / Ap. 5:8).

Composição

· Estoraque – Uma substância que sai de uma árvore nos montes de Gileade. Saía sem incisão. Tipo da espontaneidade de oração e louvor. A plenitude do Espírito Santo produz esta espontaneidade no crente (Ef. 5:18-20).

· Onicha – Tirada dum certo caranguejo do fundo do Mar Vermelho. A verdadeira oração deve sair das profundezas do coração.

· Galbano – Veio das folhas dum arbusto da Síria. Estas foram quebradas e moídas, produzindo uma seiva rala. A oração e o louvor devem sair dum coração quebrantado (Sl. 51:17).

· Franquicenso – Amargo ao paladar. Derivado de uma pequena árvore, por incisão, à tarde, para que durante a noite saísse lentamente. Fala da fragrância do sofrimento de Jesus. Seu lado ferido. Só pelos méritos da morte de Jesus é que nossas orações têm valor.

17 - O Véu (Êx. 26:31-35)
O material do véu era de Estofo azul, púrpura, escarlate e linho fino, indicando outra vez que veio do céu, Jesus que deu o seu sangue, Jesus, o Justo, e Jesus o Rei Vindouro. Aqui vemos as belezas do Seu caráter.
Tipo de Jesus na Humanidade (Hb. 10:19-20). Vimos, anteriormente, que a entrada, ao pátio do Tabernáculo, sugere Jesus, o caminho. O véu sugere, por sua vez, Jesus e sua vida (Jo. 14.6).
“Portanto irmãos, tendo confiança de entramos no Santo Lugar pelo sangue de Jesus, pelo caminho que nos inaugurou, caminho novo e de vida, pelo véu, isto é pela sua carne” (Seu corpo ou humanidade) (Hb.10:19-20).
A arca, dentro do lugar Santíssimo era símbolo da Majestosa Presença Divina, onde permanecia a glória entre os querubins. O véu também tinha um bordado, nele as figuras dos querubins, representando o fato de que em Jesus a divindade estava com a humanidade. Esta duplicidade de natureza, em Jesus, está declarada nas seguintes passagens (ITm.3:16 / IICo. 5:19 / Cl. 2:9).
Esta glória divina (shekinah) residia em Jesus e foi manifestada no monte da Transfiguração, quando resplandeceu através de sua carne (Mt.17:1-8). Era a glória que havia na nuvem e entre os querubins da arca do Tabernáculo.
Enquanto este “véu” (a carne de Jesus) não foi rasgado, era uma separação entre Deus e os homens, testemunha concreta da grande distância ente os dois. A encarnação podia revelar ao homem a pureza absoluta, o exemplo infinito, e a vida perfeita de Jesus, mas por si não podia trazer Deus ao homem, nem levar o homem a Deus. Se Jesus tivesse subido ao Pai, na hora da Transfiguração teria ficado na mente do povo a lembrança de um homem perfeito. Porém, a distância entre o homem e Deus teria permanecido a mesma e o homem teria perecido em seu pecado.
Havia só um meio de reconciliar o homem com Deus e efetuar uma entrada para ele no céu, isto é, pelo véu rasgado, ou seja, através da morte de Jesus. Esta verdade era simbolizada anualmente na cerimônia do “Dia da Expiação”, quando o sumo sacerdote matava um boi e um bode no altar de bronze e trazia o seu sangue na bacia, aspergindo-o sobre o propiciatório da arca, dentro do véu. Era o sangue e não a beleza do véu, nem sua composição que garantia a sua vida.
Assim, Cristo entrou no céu com o seu sangue e efetuou a redenção eterna por nós (Hb. 9.12; 10.19-22). Aqui, então vemos o verdadeiro véu, a entrada para o céu – Jesus. O caminho, a verdade e vida (João 14.6).

17. 1 - O véu rasgado (Mt. 27:50-51 / Mc.15:37-38 / Lc. 23:45). O véu do Templo de Herodes, dizem as autoridades nos assuntos judaicos, foi feito de material forte, com espessura de quatro polegadas (aproximadamente 10 cm.). Opinam que um par de bois não poderia rasgar aquele véu. Nem que o homem pudesse ter rasgado o véu de baixo para cima, somente Deus podia rasgá-lo de cima pra baixo. Isto significa que a morte de Jesus, que é nosso caminho em direção a Deus, foi de Deus e não do homem (Jo 10:18 / Sl. 22:15 / 38:2 / 39:9 / 42:7 / 88:16 / 102:23 / Is. 53:10 / Zc.13:7 / Lm.1:12-14 / I Jo. 4:9).
O véu rasgado, a hora do sacrifício da tarde, às três horas (Mt. 27:46). O cordeiro estava no altar. Jesus, certamente, da cruz do Calvário podia ver a fumaça subindo do Templo (ICo.5:7). Quando Ele exclamou: “Está consumado”, rasgado foi o véu. E entregou o seu espírito a Deus (Mt. 27:50). Ele expediu seu espírito (Jo. 10:30 / Lc. 23:46). Tão triunfante foi sua exclamação que o centurião ficou impressionado (Mc.15:39). Assim, a barreira entre Deus e o homem tornou-se em caminho.
O véu rasgado de alto a baixo significa que o caminho a Deus é inteiramente uma obra divina, e que não é possível o homem ser salvo por si mesmo.
Hoje, Jesus está sentado à destra de Deus, Ele fez um serviço completo que nunca precisa ser repetido (Rm. 6:9-10 / Hb.10:10-14).
Vejamos o contraste com o sistema falso da missa católica que crucifica de novo. Jesus é nosso representante no céu.
Vemos que a figura de um crucifixo é uma mensagem negativa, pois apresenta um Cristo morto, quando ele está vivo!
O véu rasgado foi também um protesto divino contra o formalismo dos judeus. (Is.1:11-15 / Jo. 4:24). Até os túmulos se abriram em testemunho do fato de que Jesus é quem abriu a saída do túmulo, da morte e pecado. Aleluia!

18 - O Lugar Santíssimo

A morada de Deus, tipo do céu onde Deus habita (Hb. 9:24 / 10.19). Também tipo de Jesus em quem habitava a plenitude da divindade (Cl.1:19 / Jo.14:6 / 1:14).

Lugar de Esplendor - O ouro das tábuas, as figuras dos querubins, no véu e cortina, que formava o teto, a glória entre os querubins por cima da arca. Tudo isto falava de Jesus, a glória de Deus.

O Progresso - Notemos o progresso desde a entrada do pátio, comparando-se com o progresso da vida cristã (Pv. 4:18). Ao altar de cobre julgou-se o pecado, à pia efetuou-se a purificação; o lugar santo proveu luz, alimentação e comunhão, o Lugar Santíssimo proveu a glória do Rei. (Sl.43:3-4). A ordem é esta: Altar de Madeira, Pia de Cobre, Propiciatório de Ouro Puro. No mundo, a ordem é contraria: reino de ouro (Babilônia), reino da prata (Anti-Cristo - Daniel 2). “Quão inescrutáveis são os seus juízos e quão impenetráveis os seus caminhos” (Rm 11:33).

19 - A Arca (Êx. 25:10-16).

A arca era uma espécie de caixa de dois côvados de comprimento, um côvado e meio de largura e um côvado e meio de altura. O material empregado era madeira da acácia coberta de ouro.

Símbolo de Jesus - Madeira incorruptível - A natureza humana perfeita de Jesus. Ouro – Divindade de Jesus. Dualidade de naturezas, mas uma só personalidade.

19. 1 - Um Depositário

As duas Tábuas da Lei - Foi chamada a “arca da aliança” porque era o depositário das duas tábuas da lei. Foi feita para a lei (Êx. 25:16). As primeiras tábuas foram quebradas por Moisés pois, moralmente já haviam sido quebradas. Quando recebeu as novas tábuas, guardou-as imediatamente. Na arca acharam repouso e nunca se quebraram (Dt. 10:1-5). A lei não teve por propósito salvar os homens, mas sim revelar o pecado (Gl.2:16 / 3:19). A arca como depositário das tábuas é tipo de Jesus que perfeitamente guardou a lei no Seu coração (Sl. 40:6-8). Nasceu debaixo da lei (Gl.4:4), na vontade do Pai, efetuou a salvação no sacrifício do corpo que tomou sobre si.
O pote de Maná – Simbolizava Jesus, o Pão vivo que desceu do céu (Jo. 6:30-35), simbolizavam o sacerdócio vivo e frutífero de Jesus (Hb.7:24-25).

A bordadura de Ouro representa Jesus, o Rei coroado de Glória. Nasceu Rei (Mt. 2.2). Declarou-se Rei (Jo. 12:13-15). Oferecido por Pilatos como Rei (Jo. 19:24). Crucificado como Rei. Recebido nos céus como Rei (Sl.110:1). Visto no céu como Rei.
Deus estabelecerá o Seu trono no Monte Sião (Sl.2:6). Jesus voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap.19:16). Jesus é entronização de Deus na humanidade perfeita.
· Quem guardou perfeitamente a lei do Sinai.
· O corpo preparado.
· O pão do céu
· Sacerdote para sempre.
· Rei dos judeus.
· Rei dos reis
· Homem imortal.
· Verdadeiro Deus. Aleluia.

19. 2 - Os nomes da Arca
· Arca do Testemunho (Êxodo 25:22).
· Arca da Aliança (Nm. 10:33).
· Arca do Senhor Jeová (I Reis 2:26).
· Arca de Deus (I Samuel 3:3).
· Arca Sagrada (II Crônicas 35:3).
· Arca da Tua Fortaleza (Salmo 132:8).
· Arca de Jeová, vosso Deus (Js. 3:3).

19. 3 - Representa a Presença de Benção de Deus
· Guiando o povo (Nm. 10:35).
· Comunicando com o povo (Ex.25:22); o lugar de revelação (7:6).
· Habitando com o povo (Lv. 26:12).
· Dando vitória (Js. 3:3-4). A travessia milagrosa do Rio Jordão.
· Destruição de Jericó (Josué 6).

19. 4 - O Propiciatório (Ex. 25:17-21) – O Propiciatório era a tampa de ouro maciço que foi encaixada na arca. Nas suas duas extremidades foram colocados dois querubins de ouro maciço, da mesma peça. Olhavam ao propiciatório e suas asas formavam uma cobertura sobre a luz “Shekinah” que brilhava entre os querubins.
O ouro batido representa os sacrifícios de Jesus, nosso propiciatório. Propiciação é a ação ou efeito de tornar propício.
Os querubins representam a supremacia divina sobre os poderes naturais (Mt. 28.18). Os querubins de ouro olhavam, não para fora, para ver a perversidade de Israel, mas sim para o propiciatório, espargido com sangue (Lv. 16.14) e que, segundo o propósito divino, era o lugar de encontro dele com o representante do povo (Êx. 25:22). Assim, o propiciatório é um símbolo de Cristo crucificado. O lugar de encontro entre Deus e os homens.
Como o Sumo Sacerdote aspergia o sangue do sacrifício no propiciatório no Dia da Expiação (Lv. 16:12-14), assim Jesus aspergiu o seu próprio sangue no propiciatório do céu, o trono de Deus, que de trono de juízo se tornou em trono de graça (Hb. 9:12 / II Co. 5.21 / Is. 53:10 / Hb. 6:20 / 4:14-16). Os pecadores ficam cobertos (Sl. 32.1). Os querubins olhavam as tábuas da lei através do sangue. Assim Deus nos vê através do sangue do seu Filho Jesus. A lei ficou coberta e escondida. A expiação significa “Cobrir”, no hebraico. Os nossos pecados são cobertos (Gl.3:13). O juízo ficou suspenso, a sentença anulada, a Lei satisfeita e o pecador salvo.

19. 5 - A historia da Arca.
Arca e a travessia do Rio Jordão (Js. 3:7-18).
A Arca e a tomada de Jericó (Josué 6.6:11-20).
A causa: Pecado de Hofni e Finéias, filhos de Eli.
A Arca e Dagon (I Samuel 5). Dagon caído perante a arca de Jeová. Prefigura o dia quando toda idolatria terá caído perante o Senhor.
A arca e a casa de Obed-Edom (II Sm. 6:1-11). Trazida por Davi depois, à Jerusalém (II Sm. 6:12).
Depositada no Templo de Salomão. Depois da destruição deste templo não há mais notícia da arca.

20 - O Incensário de Ouro
O Incensário foi feito de ouro puro. Usado por Arão no dia da expiação no Lugar Santíssimo (Lv. 16.12).
Brasas vivas foram tiradas do altar do sacrifício e colocadas no incensário. O incenso foi queimado por este fogo perante o Senhor. O incenso é o tipo de oração. Arão tipifica Jesus, nossas orações e petições, qual incenso, perante o Pai.

21 - O Sumo Sacerdote (Ex. 28:1 / Hb. 7:1-28).
21. 1 - Definição (Hb. 5:1-2).
Dentre os homens.
Ordenado a favor dos homens.
Oferecer sacrifícios e dons pelos os homens.
Cheio de compaixão.

21. 2 - O serviço de Cristo
Serviço por nós (Morte, oração, expiação etc.).
Nossa justiça (Jr. 23:6 / I Jo. 4:17).
Nosso Advogado (I Jo. 2:1). Inclui-se a idéia de defender-nos do “Promotor” que nos acusa, que é o Satanás (Jo. 1.6-12 / Zc. 3:1-4 / Ap. 12:3-10).
Nosso confessor (I Jo.1:9-10)
Nosso intercessor (Hb. 7:25). Ora pelos seus (Jo. 17).
Nossa vida (Cl. 3:4).
Nosso percurso (Hb. 6:20)
Nossa garantia.

21. 3 - As Vestiduras do Sacerdote
As vestiduras do sacerdote eram chamadas “sagradas” (Êx. 28:2) e para “glória e formosura”. Eram usadas, não para conforto, mas sim para revelar o caráter e a natureza de Jesus Cristo, de quem era o tipo. Foram colocadas na seguinte ordem:

21. 4 - A Túnica de Linho Fino (Êx. 28:39). A primeira a ser colocada era feita de linho tecido (Êx. 30: 27). Representa a pureza, perfeição e justiça imaculada de Jesus (Ap. 19:8).

O testemunho concernente a Jesus é universal. Assim, opinaram sobre ele:

· Pilatos: “eu não acho crime algum” (Jo. 18:38 / 19:4).
· Esposa de Pilatos: “Não te envolvas com este justo” (Mt. 27:19).
· O ladrão “este nenhum mal fez” (Lc. 23:39-41).
· Herodes (por Pilatos) “Nem tão pouco Herodes… nada contra ele se verificou” ( Lc. 23:15)
· O centurião: Verdadeiramente este homem era filho de Deus” (Mc.15:39).
· Estevão “O justo” (atos 7:52).
· Pedro “O Santo, O Justo” (atos 3.14). “Ele não cometeu pecado, nem tão pouco foi achado engano em sua boca” (I Pe. 2:22).
· João “Nele não há pecado” (I Jo. 3:5).
· Paulo “aquele que não conheceu o pecado” (IICr. 5:21).
· Demônios do poço do abismo:
· “Filho de Deus” (Mt. 8:29)
· “Bem sei que és o santo de Deus" (Mc. 1:13-24).
· “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo” (Mc. 5:6-7).
· “Jesus, filho do Deus Altíssimo" (Lc. 8:28).
· Deus Pai: "Este é o meu filho Amado em quem me comprazo. Ouvi-o" (Mt. 17:5 / Hb. 1:8-12).
· Testemunho de si próprio. “Qual de vós me convence de pecado” (João 8:46).
· Os oficiais que vieram prendê-lo: “Nunca homem algum falou como este homem” (Jo. 7:46).
· O público. “Ele tudo tem feito bem” (Mc. 7:37).

21. 5 - O cinto de linho fino (Êx. 39:29). Amarrado sobre túnica de linho, o cinto simbolizava serviço (Lc. 17.8; Is. 22.21). Representa Jesus, o servo. Deus acerca dele disse: “meu servo” (Is.42,1). Paulo disse que Jesus tomou a forma de servo, (Fp. 2:6-7 / Mt.20:28 / Lc 22:27). A vida de Jesus era a vida de servo. (Mc. 1:37). Anunciou-se como o “Enviado”(O servo). Em João 13:1-14, vemos Jesus cingindo com a toalha, lavando os pés dos discípulos, demostrando que veio servir à humanidade, lavar os defeitos dela, contraídas pelo contato com a “Poeira” deste mundo (seus atos, pensamentos e palavras rebeldes contra a vontade de Deus). O crente deve tomar a sua posição de servo como Cristo deixou o exemplo e servir o próximo (Vs.14-15).

21. 6 - O manto de Éfode Ex. 28.31-35.
O manto foi feito de estofo, de uma só cor, azul. Era uma só peça de cima em baixo. Em cima havia abertura para a cabeça, dobrada de forma que não pudesse ser rompida.

· Símbolo de posição, caráter e ofício.
Juízo (Jo. 29:14). Zelo (Is. 59:17). Justiça (Is. 61:10). Sendo o manto especialmente a vestimenta do sacerdócio e sendo Jesus o nosso grande Sumo-sacerdote, o manto simbolizava o seu ofício, e o seu caráter perfeito.

· A cor azul representa Jesus o homem celestial, vindo do céu.
Ele falou do céu. Levantou os olhos ao céu. Representou o céu. Andou para o céu. Teve o céu sempre em seus pensamentos. Note o contraste com o primeiro Adão que era “terreno” (I Co. 15:45-49). Aqui, Jesus não tinha morada, possessões, tesouros. Foi a encarnação da graça (Sl.45:2). Dos seus lábios saiu o “bálsamo” de Gileade. Com ele veio a graça e a verdade. (Jo. 1:17). Com razão usamos a saudação: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo”.

· As campainhas de ouro nas orlas.
Representam o falar, o testemunho e as palavras de Jesus (Jo.7:46). Quando o Sumo Sacerdote entrava no lugar Santíssimo, ouvia-se um som alegre (um eco, diz no grego) (Atos 2:2). No cenário, onde os discípulos foram batizados com o Espírito Santo (Atos 2:32-36). No pleno sentido do seu ministério, as campainhas representavam os 9 dons do Espírito Santo (ICo. 12 e 14).

· As romãs nas orlas.
Se as campainhas representam os dons do Espírito Santo, as romãs representam os frutos do Espírito Santo (Gl.5:22), que se manifestaram em igual número (Nove). Tanto dons, como frutos são evidências do ministério eficaz de Jesus no céu a favor da igreja. Deve haver um balanço entre os dons e os frutos (I Co. 13). Como havia no manto uma campainha e uma romã. Os frutos do Espírito Santo devem acompanhar os nossos frutos.

21. 7 - O Éfode ou Estola (Êx. 28:6-30 / 39:2).
Era a vestimenta exterior, sem manga. Uma espécie de colete, descendo para baixo da cintura. Era feito de duas peças, de frente e das costas. Estas duas peças eram ligadas aos ombros com duas pedras de onicha. Em cada uma dessas pedras estavam escritos os nomes de seis tribos de Israel. À cintura havia outro cinto “primorosamente” tecido, feito de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido.
O Éfode foi feito de ouro bem batido e feito em fios que foram tecidos junto ao linho retorcido, o estofo azul, a púrpura e o escarlate. Era uma vestimenta reluzente e gloriosa. O ouro, como nas demais peças do Tabernáculo, representam a natureza divina de Jesus e o linho a natureza humana.
Eram duas naturezas, mas um só éfode. Nos evangelhos vemos Jesus, o homem, com corpo, sofrendo fome, cansaço, tristeza, etc., mas também o Filho de Deus, o grande “Eu Sou”, operando milagres, levantando os mortos, mandando nas forcas da natureza (Gravitação, densidade, e nos animais). Não se pode separar as duas naturezas de Jesus sem destruir o Éfode. Claramente a revelação divina da Bíblia é Jesus, o Deus-Homem.
As duas pedras preciosas de onicha, nos ombros, são símbolos de poder. O Bom Pastor leva a ovelha desgarrada no ombro (Lucas 15:3-7 / Is. 26:4 / 9:6 / Jo.17). Jesus leva-nos em seus ombros perante o Pai (Jd. 1-24).

21. 8 - O Peitoral (Êx. 28:15-30).
O peitoral era ligado no Éfode. Era uma espécie de saco, feito dos mesmos materiais: ouro, púrpura, escarlate e linho fino. Nele havia doze pedras, de quatro fileiras, três em cada fileira. Em cada pedra foi gravado o nome de uma tribo. No saco foram colocados os objetos chamados “Urim e Tumim”, que significam “Luzes e Perfeitos”. Por consultá-los, o sacerdote podia conhecer a vontade de Deus. O peitoral foi colocado na frente do Éfode, um pouco acima do cinto “primorosamente tecido”. O peitoral era quadrado, de um palmo de cada lado.
A mensagem do peitoral é que Jesus, nosso Sumo-sacerdote, leva o seu povo no seu coração, como Arão levava individualmente os nomes das doze tribos (Gl.3:3 / Hb:2.14 / Ef. 2:6). O trabalho sacerdotal de Cristo não é formalista, mas sim amoroso e sincero. Ele realmente ama seu povo, intercedendo por ele com alegria (Jd. 2.24). Os nomes das tribos nas pedras nos ombros vieram na ordem do seu acampamento ou na marcha. As pedras nos ombros eram de igual valor, e as pedras do peitoral de valor diverso. Estes fatos sugerem a verdade que por nascimento e regeneração, somos todos iguais perante Jesus (Gl. 3:26), resgatados todos com o mesmo sangue. Somos todos como “pedras preciosas” para Ele (Ml. 3:17 / I Co.6:20).
Mas havia pedras mais perto e outras mais longe do coração de Arão. Assim, entende-se que há discípulos que querem se aproximar mais de Jesus, e outros ficam mais afastados dele. Entre os 70 discípulos existiam 12, mais próximos dEle, e entre os 12, havia três especiais: Pedro, Tiago e João, e ainda entre eles, João “o discípulo que Jesus tanto amava”, e que descansava no seu peito (Jo. 20.20). Paulo foi outro apóstolo que era íntimo de Cristo (Fp. 3:3-10 / II Co. 5:9). É claro que há diferença entre crentes. Alguns são mais agradáveis ao Senhor, dependendo da sua vida, do seu amor e do seu serviço (Gl. 5:25 / Cl. 3:1-3).
O resplendor das pedras representava a glória de Jesus (João 17:22). O Urim e Tumim que se colocava no peitoral (Lv. 8:8) eram usados pelo sumo-sacerdote para saber a vontade de Deus e assim, tornou-se o conselheiro do povo em tempos de perplexidade. Por exemplo, quando precisavam decidir casos de inocência ou culpas. Embora, pouco sabemos do seu verdadeiro uso em tempos posteriores, compreendemos que, como os demais artigos do sacerdócio arônico, eles representam a direção divina do Espírito Santo. O Urim e Turim desapareceram, mas o Espírito Santo permanece conosco para sempre (Jo. 14:16 / I Co. 2:10).

21. 9 - A Mitra (Êx. 39.28; 28.39).

A palavra “mitra” vem do hebraico e significa “enrolar”. O linho Fino da Mitra foi enrolado ao redor da cabeça de Arão em forma de turbante.
Esta mitra significava a obediência de Jesus à seu Pai. Uma cobertura na cabeça (no Novo Testamento) significa obediência (I Co. 11:2-16). Jesus era obediente (Fp. 2:8) conf. Isaías 42:1, que contraste forte com o Anti-Cristo que tudo faz segundo a sua própria vontade (Daniel 11:36 / II Ts. 2:4). É pela perfeita obediência de Jesus a Seu Pai que o homem recebeu redenção.
Na parte dianteira da mitra, numa fita azul, foi colocada uma “lâmina de ouro puro” na qual foi gravada “Santidade a Jeová” (Êx. 28:36-38). Esta lâmina foi à última peça das vestimentas gloriosas de Arão. Estando ele ali na presença do Senhor, esta lâmina refletia santidade do povo de Deus. Nisto ele representa Jesus, que está na presença de Deus como nossa justiça e santidade (II Co. 5:21). Na sua santidade temos a santidade (Ef. 1:4). Como no Tabernáculo, Deus via Israel como que na pessoa do Sumo-sacerdote, Assim Deus nos vê na pessoa do Seu Filho Jesus (I João 4:17).

21. 10 - Estudo resumido das vestiduras de “Glória e Formosura”

· Túnica de linho - O Imaculado.
· Cinto de Linho - O servo.
· Manto de Éfode - O celestial, cheio de graça.
· O Éfode - O Deus-Homem.
· As Pedras nos ombros - Aquele que fortalece e sustenta.
· O peitoral - O amoroso.
· A mitra - O obediente.
· A lâmina de ouro - O santo.

22 - A consagração dos Sacerdotes (Lv. 8).
Neste capítulo 8 de Levítico, vemos instalados no sacerdócio, Arão e seus filhos.

22. 1 - Arão lavado, junto com seus filhos.
Aplicada a água por Moisés. Água que é símbolo da Palavra, significa que os crentes, sacerdotes com Cristo, são unidos com ele na santificação (Hb. 2:11). A unidade essencial entre Jesus e Sua Igreja é uma verdade, bem declarada no Novo Testamento (Jo. 17:19). Antes de servir no sacerdócio, precisamos despir-nos das vestiduras da carne. “Frutificai-vos os que levais os vasos de Jeová” (Is 52:11).

22. 2 - Arão consagrado primeiro.
Foi vestido publicamente por Moisés, primeiro, em separado. Assim, o mundo tem visto em Jesus uma singularidade de pessoa e ministério. Ele é diferente de todos os demais homens da história, verdadeiro Deus e homem perfeito. Arão foi ungido com óleo (verso 10), tipo de Jesus ungido com o Espírito Santo (Mc. 3:13-17 / Lc. 4:18).

22. 3 - Arão e seus Filhos Santificados pelo Sangue.

· Sobre a ponta da orelha direita (V.23). A orelha representa o ouvir a Deus (Mc. 4:24 / Lc.8:18). Não temos direito aos nossos ouvidos, mas devemos consagrá-los ao Senhor (Mt. 3.19 / Ap. 2:7). Quais sacerdotes, somos crucificados, ressuscitados e sentados com Jesus (Éf. 2:5-8).

· Sobre o dedo polegar da mão direita. Representa o nosso serviço que deve ser completamente consagrado ao Senhor (Êx. 32.29) “Enchei as vossas mãos ao Senhor” (I Cr. 29.5) confronte Êx. 23:15 e 34:20 / Dt. 16:16.

· Sobre o dedo polegar do pé direito. Representa o nosso andar consagrado ao Senhor. Não podemos ir onde queremos, mas sim onde o nosso Senhor nos mandar (ICo. 6:19-20).

· Consagrados com ofertas pelo pecado, ofertas queimadas e as movidas perante o Senhor (Lv. 8:2-25-29). Representa o fato que nosso ministério estará sempre intimamente ligado com a morte e a ressurreição de Cristo.

· Arão e seus filhos ungidos com óleo (Lv. 8.30). Tipo da unção do Espírito Santo no dia do Pentecostes (Atos 2 / Ef. 1:13-14 / ICo. 1:21-22).

· Durante sete dias permaneceram no Tabernáculo, no Lugar Santo e comeram o sacrifício (Lv. 8-31-36). Nisto temos uma ilustração da separação moral e espiritual da igreja, tanto individual como coletivamente. Somos um povo separado:
a) Pelo propósito eterno de Deus que nos chamou à salvação.
b) Pela cruz (Gl. 6:14).
c) Pelo Evangelho e chamada do Espírito (Jo. 16:8).
d) Pelo ato criativo de Deus, no qual recebemos a vida eterna (Ef. 2:10 / IICo.5:17 / I Co. 6:17). e) Pela presença do Espírito Santo (Jo. 14:17).

Os sete dias de separação sugerem o rapto da igreja e o tempo de sete anos que ela passará com Jesus nos céus, durante o qual a tribulação virá sobre o mundo (Ap. 6.18). Nos céus, a igreja gozará da festa nas Bodas do Cordeiro (Ap. 19:7-8).
No 8o dia, Arão e seus filhos saíram (Lv. 9:1-4). “Hoje Jeová vos aparecerá” (ver. 4). Depois que o sacrifício foi oferecido e Arão e seus filhos saíram do Tabernáculo vestidos em suas vestimentas sacerdotais e reais, abençoaram o povo e a glória do Senhor apareceu a eles e a todo o povo, desceu fogo do céu e consumiu o sacrifício (Lv. 9:23). O povo, diante desta manifestação da presença divina, prostrou-se e jubilou-se no Senhor. Esta cena nos sugere uma outra, a de Ap. 19, onde Jesus e Sua Igreja, todos vestidos em roupas resplandecentes saem do Tabernáculo celestial para vingarem-se do seu usurpador, o Anti-Cristo e os que seguem. Então será estabelecido o seu glorioso reino de paz e justiça na terra, por mil anos, que maravilhosa esperança para os redimidos do cordeiro (Ap. 19:11-21 / Cl.3:4).

23 - As Cinco Grandes Ofertas (Lv. 1-5).
23. 1 - O Holocausto (Lv. 1:1-17)
Holocausto quer dizer “o que ascende ou sobe”, isto é, completamente queimado e que subiu fumaça. É chamado de uma oferta “Suave Cheiro” a Jeová (vs. 9). O holocausto era um sacrifício oferecido a Deus (Hb. 9:14). O holocausto figura aquela parte da morte de Jesus, em que se vê o Filho de Deus oferecendo-se inteiramente ao Pai. É devoção sem reserva. Era o “OBLATIO”, isto é, adoração, oblação ou culto.
No calvário vimos Deus virar Seu rosto contra o Filho, o representante pelo pecado, mas no holocausto, vemos cheio de alegria divina em ver Seu Filho entregue completamente à sua vontade, adoração e cheio de amor para com ele.

23. 2 - Animais usados:
· Boi - Tipo de trabalho, ou Jesus, o servo (Is. 52:13-15 / Fp. 2.5-8 / Hb. 12:2-3 / I Co. 9:10).
· Ovelha - A ovelha é símbolo de simplicidade, paciência, mansidão, inocência e pureza, é tipo de Jesus na Sua mansidão (Isaias 53:7).
· Pombo - Tipo da inocência e simplicidade de Jesus. Sua pobreza, etc. (II Co. 8:9 / Is 59.11 / Mt 23:37 / Hb 7:26).

23. 3 - A Oferta preciosa sem defeitos (vs. 3). Tipo da perfeição de Jesus (Hb. 9:14 / II Co. 5:21).

23. 4 - Oferta voluntária (vs. 3). Jesus ofereceu-se para vir à terra em forma de homem visível, para morrer e assim efetuar a salvação do homem para a gloria de Deus (Fp. 2.6-8). Esvaziou-se da sua glória, tomou corpo humano (Sl 40:8). Tudo isto era mandamento do Pai (Jo. 10.16-18).

23. 5 - Colocado em ordem sobre a lenha (vs 8). Cada detalhe da morte de Jesus foi previsto e pré-arranjado desde a eternidade. Por exemplo: a roupa repartida entre os soldados, a sorte lançada sobre a túnica, a zombaria, o vinagre, o fel, as palavras “Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”, nenhum osso quebrado, coração fisicamente quebrado, enterro no túmulo do rico, etc. (Sl. 22:1-8-18 / 34:20 / 69:20-21 / Is. 53:9).

23. 6 - A oferta foi esfolada e cortada em pedaços. O esfolamento revelou os tecidos da carne. Assim, as tentações de Jesus, revelaram o que havia nele: perfeição e obediência a Deus. Nenhum pecado foi revelado. Podia dizer: “Ai vem o príncipe do mundo (Satanás); ele nada tem em mim” (Jo. 14:30, confronte: Jo. 8:46).

23. 7 - Os intestinos e pernas da oferta, lavados com água (vs. 9). Os intestinos representam os motivos, os impulsos e inspirações da vida. As pernas representam o andar (Sl. 51:6 / Jr.31:33). O motivo de Cristo era agradar seu Pai (Jo. 8:29). Seu andar foi sempre governado pela Palavra que ele mesmo podia oferecer em holocausto ou oblação na cruz romana. Aleluia.

23. 8 - A gordura posta na lenha. Gordura representa saúde e excelência, dons e qualidade. Em Jesus tudo foi consagrado. Nós também devemos consagrar até a “gordura” da nossa vida (Rm. 12.1-2). Isto é, cultuar a Deus com o melhor de nossa vida.

23. 9 - A cabeça posta na lenha. A cabeça representa a inteligência e o pensamento de Jesus. Também representa a consagração dos pensamentos, com relação ao crente (Cl. 3.1-2 / Fp. 4:6-7).

23. 10 - As cinzas postas para o oriente ao altar. O Tabernáculo olhava para oriente. Assim o pecador, quando simbolicamente estava no Santo dos santos, na pessoa do Sumo sacerdote, podia dizer as palavras do salmista: “Quão distante o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Sl. 103: 12).

23. 11 - Foi completamente queimado. Nada foi comido pelo sacerdote. Foi somente para Deus.

23. 12 - Aceitação do adorador dependia da aceitação da oferta. Foi pessoalmente apropriado.

23. 13 - Imolado à porta do Tabernáculo. Publicamente. Da mesma forma o pecador precisa confessar Jesus com sua boca (Rm. 10:9-10).

23. 14 - O ofertante pôs a mão na cabeça do sacrifício. Significa transferência de posição. O pecado do homem, quando crê, é transferido para o corpo de Jesus, onde foi punido.

23. 15 - O Holocausto sempre perante o Senhor. O fogo não podia se apagar. Jesus, nosso holocausto, está sempre perante Deus. Sua consagração nunca cessa.

23. 16 - A Oferta de Manjares (Lv. 2). Esta oferta significa no hebraico “Dom” (no latim “donatio”). Era a oferta sem sangue e nos apresenta os símbolos da pessoa e caráter do nosso Senhor Jesus Cristo.

· Composto em flor de farinha. Bem moído, bem uniforme em qualidade. Representa a vida de Cristo, bem equilibrado e verdadeiro. “Ele tudo tem feito bem” (Mc. 7.37). Manteve a Lei e usou a graça (confronte o caso da mulher apanhada em adultério Jo. 8.1-11). Era cheio de graça e de verdade. O homem perfeito “em tudo”: palavra, pensamento e ação. O processo de moer o trigo sugere os sofrimentos de Jesus (Is. 53:5 / Hb. 2:10 / 4.15 / 5:8 / Sl. 51:17).

· Ungido com azeite (vs 11). Simbolizava o Espírito Santo em sua vida. “Encarnação (Lc. 1.35), concepção pelo Espírito Santo. Batismo com Espírito Santo (Mt. 3.17 / At. 10.38 / Is 61.1 / Jo. 1:32), como azeite unia as partículas da farinha assim o Espírito Santo une os membros da igreja (Éf. 4:3).

· Temperado com sal (vs. 13). O sal conserva da corrupção. Nossa conversão deve levar sal (Cl. 4:6). Confronte o exemplo de Jesus. “As palavras que eu vos tenho dito, são espírito e vida” (Jo. 6:63 / Mt. 12:36-37 / Jd. 14-15 / Cl. 3:16).

· Fermento proibido. Fermento simbolizava o que é mau, corrupto e falso. Coisas da carne (ICo.5:6). Doutrina dos escribas e fariseus (Mt. 16:5-11), confronte Cl.3:5-9. A ausência do fermento indica que Cristo era Verdade e Sinceridade (Jo. 14:6), como simbolizado no pão asmo da páscoa (Êx. 12).

· Mel proibido. Fermento. O mel representa o que tem doçura natural. O pecado tem uma “Doçura” ou prazer natural que não podemos negar. Mas é de pouca duração. A Jesus, foi oferecido “mel”, quando o povo queria aclamá-lo rei (Lc. 6:51), e quando Satanás usou Pedro para sugerir outro caminho que não o do Calvário (Mt.16:22). O crente precisa ter cuidado com aplausos do mundo (Lc. 6.26), e do “ego” (o seu próprio “eu”) e o amor puramente natural (Mt. 10:37 / Mc. 3:32-33 / Jo. 2:4 / 7:1-6). O mel, mais cedo ou mais tarde, azeda.

· Oferta queimada. Sem o fogo a oferta teria permanecido apenas uma massa (Hb. 12:29).

· Comida pelos Sacerdotes (Lv. 6.14-16). Depois de oferecer um punhado a Jeová, como oferta memorial (vs. 2), o resto era comido pelos sacerdotes, isto figura a igreja sustentada por Cristo, o Pão da vida (Jo. 6:51-57).

23. 17 - A oferta pacífica (Lv. 3:7-28-34).
A oferta pacífica era uma expressão de gozo e gratidão, por parte daqueles que estavam em comunhão com Deus. Não era oferta para estabelecer paz e amizade com Deus, mas sim uma oferta oferecida por aqueles que já desfrutavam destes benefícios. Era figura da paz por Jesus Cristo, pela qual temos comunhão com o Pai. Esta comunhão custou o sangue de Jesus. Esta oferta então fala de Jesus, nossa Paz (Cl. 1:20 / Ef. 2:14 e 17).

24 - A obra de Cristo.
· Propiciação a Deus (Rm. 3:25).
· Expiação – O pecado dos homens expiado;
· Reconciliação – Paz entre Deus e o homem (Rm. 5:10-11 / II Co. 5:19 / Ef. 2:16). Por sua morte, Cristo trouxe o mundo ao terreno da graça onde Deus podia tratar conosco na base de misericórdia. Deus é justo e justificador ao mesmo tempo. A sentença fica suspensa (I Jo. 1:9 / Cl 1:21-22). A paz é paz individual (Rm. 5:1 / Lc. 2:14). O coro angelical dos céus, em Belém, anunciou esta paz. Por causa do sacrifício de Jesus que acabara de nascer no mundo, podiam cantar: “Paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Jo. 6:40 / 16:33 / Mq. 5:5). No milênio, cumprir-se-ão as profecias de paz (Ap. 19:11-16 / Sl. 2:9 / Is. 9:6).

24. 1 - O resultado - Comunhão. Simbolizando no comer do sacrifício. O homem, na pessoa do sacerdote, comeu:
· Do peito (Lv. 7:31). Lugar de afeição e amor. Eva foi feita do lado de Adão; João reclinou a sua cabeça no peito Jesus. O sacerdote levava Israel no peitoral (Êx. 28:12-29). Precisamos ver o amor de Deus Pai.
· Do ombro - Lv. 7:32). O lugar de força (Is. 63:17). O sacerdote levava Israel nos ombros, nas pedras preciosas (Êx. 28:11).
· Deus requeria. A gordura, rins e cauda eram queimadas no altar. São tipos da vida perfeita de Jesus em que Deus se agradou.

24. 2 - Quem não podia comer.
· O leproso - tipo de pecado aberto (Lv. 22:4 / Sl. 66:18).
· Qualquer imundo - tipo dos que caem em pecado por descuido e tentação. Depois que o sol entrasse podia comer (Lv. 22:7).
· O estrangeiro (Lv. 22:10).
· O peregrino (Lv. 22:10 / I Jo. 2:19).
· O servo (Lv. 22:10 / Jo. 15:15).

25 - A oferta pelo pecado (Lv. 4).
A oferta pelo pecado trata do que é o homem, isto é, a sua natureza e não só o que faz. O homem é pecador, não porque peca, mas peca porque é pecador.
Em relação às outras ofertas já estudadas, vemos a diferença. As outras ofertas, de suave cheiro, representam a humanidade perfeita de Jesus oferecida a Deus. Na oferta pelo pecado, vemos Jesus levando nossos pecados como substituto. A morte de Jesus é pelo pecado e culpa do homem. Embora estudadas por último, as ofertas pelo pecado foram as primeiras oferecidas (Lv. 4).

A oferta pelo pecado, conforme Levítico, capítulo 4, foi provida em favor:
· Dos sacerdotes (Vs. 3-12).
· De toda a congregação (vs. 13-20).
· De príncipes (vs. 22-26).
· De qualquer pessoa do povo (vs. 27-35). Com isso Deus mostra que o caminho para todos nós é um só.

26 - As ofertas pela culpa.
Esta oferta difere da oferta pelo pecado, no fato de que, além da oferta ao Senhor, o culpado deve restituir a pessoa contra quem pecou, aquilo que roubou, extorquiu ou obteve por meios ilícitos, e mais a quinta parte do seu valor. Esta oferta ao Senhor anuncia que, ao pecar, contra ao próximo, o homem peca também contra Deus.

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