segunda-feira, 28 de julho de 2014

Governo da China vai retirar cruzes de todas as igrejas

Governo da China vai retirar cruzes de todas as igrejasA batalha começou quando o governo chinês retirou uma cruz de metal no topo de uma igreja cristã na pequena aldeia de Wuxi, cerca de 480 quilômetros ao sul de Xangai. No dia seguinte, um membro da igreja usou sua própria máquina para soldar uma nova em seu lugar. Ele foi detido e interrogado por 10 horas, acusado de operar uma solda sem licença.

Uma semana depois, funcionários contratados voltaram a remover a cruz. Pouco tempo depois, os membros da igreja colocaram outra no lugar, embora fosse um pouco menor.
Como retaliação, a igreja teve a água e a energia elétrica cortada. Funcionários tentaram instalar câmeras de vigilância no templo. Começaram a interrogar vários dos membros da igreja sobre o local onde trabalhavam e que escola seus filhos estudavam. Na China essa é uma forma comum de avisar que as famílias estão sendo vigiadas de perto.
Mas a congregação não está desistindo. “Eu não vou deixá-los tirar a cruz, mesmo que isso signifique que irão me matar”, declarou Fan Liang’an, 73, cujo avô ajudou a construir a igreja em 1924.
Em toda a província de Zhejiang, as autoridades já retiraram cruzes em mais de 130 igrejas. Em alguns casos, o governo derrubou os templos, classificados como “irregulares”, embora muitos tenham toda a documentação necessária para operar. As autoridades negam que eles estão perseguindo os cristãos, e alegam que milhares de outros prédios no país foram demolidos por irregularidades nas construções, embora elas nunca sejam especificadas.
Mas os líderes da igreja da província afirmam que existe uma clara campanha para reprimir o cristianismo, que tem crescido ali de maneira especialmente rápida nos últimos anos. Desde que o presidente Xi Jinping assumiu o cargo, no início de 2013, Pequim tem colocando mais restrições à imprensa, aos advogados de direitos humanos e ativistas políticos (categoria que inserem muitos pastores).
A provável razão dessa perseguição ter começado na província de Zhejiang é seu alto índice de templos, são cerca de quatro mil. Sua principal cidade, Wenzhou, com 8 milhões de habitantes, possui tantas igrejas que é chamado de “a Jerusalém da China”. Mais de um décimo de seus moradores são evangélicos. Segundo Cao Nanlai, antropólogo que estudou e escreveu um livro sobre o cristianismo na região, trata-se da maior proporção de qualquer grande cidade chinesa.
Durante muito tempo o governo até incentivou as igrejas da região a aumentarem seus templos, como uma maneira de chamar a atenção e investimento de cristãos chineses no exterior. Grandes templos foram erguidos e um deles tem uma cruz de 63 metros de altura.
Mas desde o ano passado, as autoridades começaram a pedir as igrejas para não iluminar suas cruzes à noite. Os pastores locais afirmam que foram alertados por funcionários do governo que o objetivo é eliminar todas as cruzes do país. As autoridades deixam em paz os templos que aceitaram a remoção, mas tem ameaçado aqueles que resistem.
Yang Fenggang, professor de sociologia da Purdue University é especialista em assuntos religiosos na China acredita que trata-se de uma “prova de força” do Partido Comunista. “As autoridades pretendem humilhar os cristãos derrubando o seu símbolo mais sagrado”, afirmou.
“A cruz é a glória dos cristãos”, explica Cai Tingxu, que deixou sua loja de cosméticos em Xangai para proteger a igreja de cidade natal na província de Zhejiang. “Jesus foi pregado na cruz por nós. Meu coração doeu ao saber que o governo quer retirar a cruz”. Ele é uma das centenas de pessoas que se revezam em frente ao templo tentando evitar que a cruz seja removida e a igreja destruída.
“A cruz é a nossa vida, e não há espaço para concessões”, disse o pastor Xie Zuokua. Ele e os membros de sua igreja também querem impedir que seu templo seja afetado pela resolução do governo.
As estimativas sobre o número de cristãos na China variam muito, pois o governo comunista alega que o país é ateu e não contabiliza oficialmente a afiliação religiosa. Segundo dados de 2010, seriam 23 milhões de cristãos (evangélicos e católicos). Esses são apenas os membros registrados das igrejas sancionadas pelo estado, que são acompanhados de perto pelo governo.
O Centro de Pesquisas Pew estima que havia 58 milhões de evangélicos e 9 milhões de católicos na China em 2011. Eles são membros das chamadas igrejas subterrâneas, que não possuem templo e se reúnem em segredo nas casas ou ao ar livre. Missionários que trabalham no país acreditam que esse número seria de, no mínimo, 100 milhões. Com informações Huffington Post.

Valdemiro Santiago atrasa pagamento e deixa Rede TV!


Sufocada pela Igreja Universal e perdendo fiéis, a Igreja Mundial do Poder de Deus está deixando a Rede TV!.

Após atrasar o pagamento de R$ 6 milhões mensais pelo aluguel de horários da emissora, o apóstolo Valdemiro Santiago devolveu na sexta-feira (25) o espaço que ocupava na parabólica da emissora. Ele continua nas manhãs de domingo, mas a tendência é perder esse horário também. A Igreja Universal negocia um novo contrato com a Rede TV!, também por R$ 6 milhões mensais, e deve aumentar seu tempo no ar.

Desde o ano passado, Valdemiro Santiago está sendo "expulso" gradativamente da TV por seu rival, Edir Macedo, dono da Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que tomou as 23 horas que a Igreja Mundial ocupava na Rede 21, do Grupo Bandeirantes, e na CNT. Macedo também pegou horários de Santiago na Rede TV! e na Band.

Santigo chegou a ocupar, no ano passado, 1.600 horas por mês na TV. Neste ano, chegou a ter menos de 60. Nesta semana, passou a ocupar 22 horas do canal 32 UHF, antigo MTV Brasil, vendido para o Grupo Spring.

Segundo fontes nas igrejas, como consequência da redução do espaço na TV, Valdemiro Santiago está perdendo fiéis para Edir Macedo e dinheiro para bancar os horários nas emissoras.

Em dezembro, a Rede TV! negociou com Santiago o aluguel de metade do espaço na parabólica, presente em cerca de 20 milhões de lares no país. Para isso, a emissora comprimiu seu sinal no satélite StarOne C2, reduzindo a qualidade. Os telespectadores se queixaram da péssima imagem.

Na Rede TV!, Santiago vinha atrasando sistematicamente os pagamentos, e a emissora, neste mês, reajustou valores e estipulou multas pesadas por atraso. O apóstolo optou por deixar o espaço na parabólica e investir na MTV.

A Igreja Universal tende a ocupar os espaços de Santiago na Rede TV! nas manhãs de domingo. Em seus programas, a igreja que tem investido em testemunhos de pessoas que saíram de Mundial, visando tomar ainda mais fiéis de Santiago.

Fonte: Tribuna Hoje

Padre que foi membro da Igreja Católica e Anglicana é apontado por dois homens como responsável por abuso sexual de adolescentes

Um ex-padre que foi membro da Igreja Católica e Anglicana é apontado por dois homens como responsável por abuso sexual de adolescentes. Atualmente, o religioso vive em Caçapava do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul, para onde se mudou há cerca de 20 anos. O caso veio à tona com a publicação do livro de um empresário mineiro de 48 anos. A história relatada na obra foi identificada por outro homem, que se diz vítima do mesmo agressor. O homem religioso será investigado, como mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo acima).
Homem lançou livro contando abusos sofridos (Foto: Reprodução/RBS TV)Homem lançou livro contando abusos sofridos
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Depois de 30 anos de silêncio, Marcelo Ribeiro, natural de Minas Gerais, resolveu falar sobre a história de sua adolescência, vivida em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Há três meses, ele revelou em um livro ter sofrido abusos sexuais por quando tinha entre 12 e15 anos, e participava de um coral na cidade gaúcha.
“Quando eu tinha 11 para 12 anos, em uma viagem, eu acordei com ele na minha cama. E não entendi o que tinha acontecido. Mas ele fez o gesto de silêncio. Eu entendi que não poderia falar. A partir daí. os assédios começaram com beijos, só que eu já era uma criança dominada por ele, eu já tinha uma obediência absoluta, isso facilitou o abuso sexual”, conta.
Marcelo Ribeiro resolveu falar sobre a história de sua adolescência vivida em Novo Hamburgo (Foto: Reprodução/RBS TV)Marcelo Ribeiro resolveu falar sobre a história de sua adolescência (Foto: Reprodução/RBS TV)
Ao deparar com um exemplar do livro, o violoncelista Alexandre Diel, viu sua história contada nas páginas da obra. Ele afirma que sofreu o primeiro abuso cerca de 2 anos depois de começar a fazer parte do coral, pouco depois de Marcelo deixar o grupo.
“Nesse dia, que estava só eu, ele estava com um balde de roupa suja, e me chamou para levar as roupas para lavar. Desci com ele e, quando pegava a roupa sujo, ele fechou a porta, baixou minhas calças e me penetrou. Eu fiquei apavorado, mas ele falava que isso para Deus era uma coisa bonita, que não era pecado, mas que não pode falar para ninguém”, descreve. Segundo ele, os crimes se repetiram durante quase três anos.
Não é a primeira polêmica envolvendo João Marcos Porto Maciel, ou Dom Marcos de Santa Helena, como é conhecido. Em 2009, o religioso foi expulso da Igreja Católica.  Representantes dizem ter recebido denúncias de assédio, que não foram comprovadas.
“Em 2009, ele foi excomungado e suspenso perpetuamente do exercício ministerial sacerdotal. Ele não é padre católico atualmente, não responde a nenhuma igreja”, diz o padre Rudinei Lasch, pároco de Caçapava do Sul.
Depois da excomunhão, Dom Marcos ingressou na Igreja Anglicana, de onde também foi afastado dois anos depois. Fora das duas instituições, o ex-padre fundou uma congregação própria que funciona em um templo em Caçapava do Sul, que recebe menores de idade em vulnerabilidade social.
Uma equipe da RBS TV foi até o templo para falar com o religioso, mas não foi atendida por ele. No local, a porta foi aberta por um adolescente. Um representante de Dom Marcos não autorizou a entrada no local e disse que atualmente 10 adolescentes têm aulas no local durante o dia, e não passam a noite lá. O G1 também tentou conversar com o padre, mas o jovem que atendeu o telefone disse que ninguém no mosteiro iria se pronunciar.
Ex-padre fundou uma congregação própria que funciona em um templo em Caçapava do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)Ex-padre fundou uma congregação própria em
Caçapava do Sul (Foto: Reprodução/RBS TV)
Há quatro anos, a polícia foi procurada por um menor de idade que vivia no templo de Dom Marcos, e tinha denúncias a fazer. “Quando o menino saiu do mosteiro, ele procurou a delegacia relatando que não queria retornar ao local e teria informado alguma questão de violência física. Como não existiam provas, fizemos um pedido para a juíza para o rapaz fosse retirado do templo e colocado em um abrigo”, conta a delegada Fabiane Bittencourt.
No início de 2011, o adolescente foi expulso do novo abrigo. O processo está em segredo de Justiça, mas o relatório feito pela instituição foi obtido com exclusividade. O documento diz que o menor tinha mau comportamento e tentava praticar atos sexuais em frente a outros adolescentes. Ele disse aos instrutores que manter relações com os colegas era comum no local onde morava anteriormente, que seria o templo de Dom Marcos. Entretanto, a Polícia Civil diz que essa informação nunca chegou ao gabinete.
"A delegacia nunca recebeu nenhum elemento concreto, e nunca nos foi informado nenhum fato que nos impulsionasse a abrir uma investigação sobre isso", acrescenta Fabiane.
O trabalho que o próprio representante de Dom Marcos diz que faz no templo com adolescentes também é desconhecido das autoridades de Caçapava do Sul. "Este local não é cadastrado no Juizado da Infância e da Juventude. Não se trata de um local onde crianças que estejam sobre o amparo de medidas de proteção sejam encaminhadas pelo Poder Judiciário ou pelo Ministério Público”, explica a juíza da 2ª Vara de Caçapava do Sul, Taíse Velasques Lopes.
Entrar no templo não é fácil nem para o Conselho Tutelar de Caçapava do Sul, que deve fiscalizar as atividades dos menores. Para fazer uma visita, os conselheiros precisam agendar com antecedência e, quando chegam ao local, são impedidos de falar com os adolescentes.
"Só olhamos. Não conversamos com as crianças, porque não foi permitido. Ele disse que as crianças estavam em atividade e disse que não era permitido", conta a coordenadora do Conselho Tutelar de Caçapava do Sul, Claudia Fernandes.
Em dois anos, o Conselho Tutelar fez três visitas ao local. O Ministério Público diz desconhecer as dificuldades na fiscalização.
“A partir de agora, vamos abrir uma investigação com base no material que chega ao MP pela imprensa. Vamos entrar em contato com o Conselho Tutelar, solicitar informações. Possivelmente o pessoal do Ministério Público vai fazer uma vistoria do local, e vamos começar a investigar os fatos e ver o que está acontecendo”, diz a promotora pública Cíntia Foster.
Alexandre e Marcelo dizem que hoje fariam as acusações em juízo, mas os casos não podem mais ser julgados. Por causa do tempo que passou, os crimes prescreveram. Mesmo assim, se dizem aliviados por conseguir, finalmente, dividir as suas histórias.
“Sem dúvida, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Para qualquer um que tenha sido abusado na infância e esteja até hoje guardando esse segredo, esse peso, posso dizer para botar para fora, porque além de estar fazendo mal para si mesmo, está sendo cúmplice de quem o abusou”, desabafa Alexandre Diel.


G1.COM.BR

Ex-backing do Jota Quest, cantor gospel Thalles Roberto lançará disco pela Motown

  • O cantor gospel Thalles Roberto
    O cantor gospel Thalles Roberto
Para Thalles Roberto, recém contratado da gravadora Universal, ter uma carreira internacional sempre esteve nos seus planos. De backing vocal da banda Jota Questaté se tornar um dos maiores fenômenos da música cristã no Brasil, o cantor terá seus primeiros testes já neste ano: um disco bilíngue e o respaldo do emblemático selo Motown.
O cantor lançará em julho um disco voltado para o público da América Latina e dos Estados Unidos, que incluirá a regravação de alguns de seus sucessos e músicas em inglês e espanhol. Em outubro, deve sair um DVD ao vivo, também direcionado ao público estrangeiro.
"Eu sempre achei que meu estilo tinha entrada lá fora, mas é difícil. É mais fácil ficar aqui, no mercado que a gente já conquistou. Mas eu sempre pensei em ter uma carreira internacional. Tenho certeza de que conseguiremos. Acredito que uma música que tenha verdade, com letra boa, uma pegada boa e uma mensagem de Deus, as pessoas vão gostar. Quem sonha e se dedica chega lá", disse ele durante um encontro com jornalistas no Rio de Janeiro.
Como fã dos artistas da Motown, pesa no meu coração a responsabilidade de ser ainda melhor. Eu temo lançar um disco com aquele selo ali na capa. É uma grande responsabilidade, mas também uma grande felicidade
Thalles
Thalles também vai integrar o cast da Motown, braço da gravadora Universal e célebre por impulsionar a música negra norte-americana, desde meados do século passado, entre elesJackson 5Marvin Gaye e Stevie Wonder. E, para ele, ter no currículo o nome Motown tem um peso do tamanho da história e da fama do selo de Detroit.
"Eu sempre ouvi a Motown. A negrada, que é o meu povo, é também o meu som. O nome Motown carrega um peso artístico e de qualidade muito grande. Como fã dos artistas da Motown, pesa no meu coração a responsabilidade de ser ainda melhor. Eu temo lançar um disco com aquele selo ali na capa. É uma grande responsabilidade, mas também uma grande felicidade. Deus falou assim: 'Eu vou colocar você lá, junto com seus irmãozinhos de cor'. Tem que ter gabarito para chegar lá, mas é um orgulho".
A trajetória de Thalles foi árdua. Seu estilo arrojado, tanto nas letras quanto em suas interpretações, e o som que mistura pop com soul, passando por reggae e dub, não se encaixava na tradicional música religiosa. "Meu trabalho é muito audiovisual. As pessoas querem me ouvir e me ver. É o jeito de dançar nos shows, eu vou falar com as pessoas, dou o microfone para elas cantarem. Meu público se identifica com meu jeito".
Por outro lado, segundo Thalles, muita gente o desanimou no início da carreira. "Acredito que quem me conhece vai continuar me acompanhando, e quem não conhece vai ter essa oportunidade. Acho que vai dar certo. Sempre acreditei. Acho que eu fui chamado para um ministério diferente para falar com outro público"



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