sábado, 29 de novembro de 2008

Quarenta e oito famílias cristãs correm risco de perder suas propriedades

Paquistão - A Autoridade de Desenvolvimento de Lahore (LDA) notificou cerca de 48 famílias cristãs em Lahore, no dia 28 de outubro de 2008, para deixarem suas casas no período de 72 horas (três dias). Até o momento desta publicação, nenhuma das famílias havia acatado a ordem.
O bairro será destruído a fim de abrir caminho para a duplicação da estrada principal, na cidade de Quid-e-Azam. Violando a lei dominante no Paquistão, entretanto, o governo não está oferecendo a essas famílias nenhuma compensação.
Mansha Bhagat,67, presidente do Masih Itehad do Paquistão (Unidade Cristã Paquistanesa), disse a à agência de notícias International Christian Concern (ICC): “Jamais permitiremos nossas casas sejam demolidas pela administração, uma vez que o governo local não nos trata como cidadãos, e que também não recebemos instalações básicas”.
Ele continua: “Nossos ancestrais se sacrificaram por nós e enfrentaram muitas dificuldades para construir esta colônia. Agora, nos é impossível deixar esse lugar para os criminosos.”
Mansha começou a chorar e disse: “Eu serei o primeiro a me colocar na frente dos tratores quando vierem demolir nossas casas.”
Ele pediu às autoridades que loteassem terrenos alternativos com instalações básicas, como compensação para todas as famílias afetadas.
Algumas mulheres na vizinhança começaram a chorar e a falar contra o governo, quando viram a mídia chegar. Elas exigiam compensação razoável por suas casas e um prazo realista para a mudança. Um grande número de pessoas já começou a se mudar para localidades vizinhas, com medo de perder tudo o que têm.
Uma viúva de 47 anos disse: “Eu comprei essa casa de dois cômodos há dois anos. Moro com os meus cinco filhos e não tenho nada a não ser essa propriedade. Eu lavo pratos e limpo casas para poder sustentar a casa e os estudos dos meus filhos. Isso é uma injustiça. O governo deveria atear fogo em nós em vez de demolir nossas casas.”
O correspondente do ICC viu várias pessoas empacotando e retirando seus pertences com lágrimas nos olhos e aparência abatida. Várias famílias levaram seus pertences para casas de parentes, mas estavam determinados a ficar em suas próprias casas, mesmo que isso significasse a morte.
Eles reclamaram que as crianças estão passando por severa ansiedade emocional e não podiam ir à escola. Três crianças se recusaram a falar com ICC e começaram a chorar, pensando que o correspondente era alguma autoridade que vinha demolir suas casas. O grupo de aproximadamente 70 pessoas anunciou que cometeriam suicídio coletivo se suas casas fossem demolidas.
Fonte: International Christian Concern

Novo ataque em Mosul causa a morte de duas irmãs

Iraque - Os cristãos de Mosul foram atacados novamente. Na semana passado, um grupo de homens armados invadiu uma casa na vizinhança de al-Qahira, onde mataram duas irmãs, no que se pode chamar de um assassinato intencional.
Após entrarem no prédio, os atiradores dispararam nas duas jovens a sangue frio e feriram sua mãe com uma faca. No momento, ela está no hospital, mas seu estado não é grave. O esposo e o filho conseguiram escapar no início do ataque.
As vítimas são Lamia Sobhy Salloha e Walaa Sobhy Salloha, ambas da Igreja Católica Síria de Mosul. As duas jovens trabalhavam na Secretaria do Tesouro do município de Wala.
De acordo com testemunhas oculares, o ataque foi executado por uma gangue de jovens entre 16 e 18 anos que, após atacarem os moradores da casa, colocaram uma bomba na entrada e a detonaram quando um grupo de agentes policiais chegou à cena do crime, matando dois e ferindo os demais.
Uma fonte disse à agência Asia News que “gangues de jovens de famílias pobres” estavam envolvidas no incidente, mas que, por detrás delas, há uma “organização criminosa” que está fazendo de tudo para expulsar os cristãos da cidade.
“Ela está no poder e no controle da próxima eleição para os governos regionais e da representação minoritária, que pode ser decisiva para o equilíbrio entre árabes e curdos”, disse a fonte.
Impelido pelas Nações Unidas, o governo prometera colocar o Artigo 50 de volta a um projeto de lei para garantir às minorias 15 assentos dos 440 (13 para os cristãos). Mas, em 3 de novembro, o Parlamento, sem considerar isso, aprovou o projeto que, posteriormente, recebeu a sanção necessária do Conselho da Presidência para se tornar lei com apenas um assento reservado para os cristãos de Mosul. Os líderes da Igreja do Iraque se ressentiram com a decisão do parlamento e criticaram veementemente a flagrante violação da constituição que deveria assegurar direitos iguais a todos os cidadãos.
“Não confiamos em ninguém. Tanto árabes quanto curdos prometem nos ajudar, mas não temos visto nada de concreto até agora”, disse a fonte à agência Asia News. Este ataque foi “outro alerta dado por aqueles que querem forçar os cristãos para as Planícies de Niniwa”.
Nos últimos dias, mais de 700 famílias decidiram voltar a Mosul após as autoridades terem prometido a elas maior proteção. Esse assassinato intencional “fará com que os cristãos fujam novamente”, e ameaças de novos ataques e violência continuarão a pairar sobre os poucos que permanecerem.
“É tudo um jogo político, mas são os cristãos que saem perdendo”, disse a fonte.
Este ataque é o mais recente de uma série de atos de violência contra a comunidade dos cristãos de Mosul que tem sido alvejada tanto por fundamentalistas islâmicos como por gangues armadas.
Desde o início de outubro, 16 pessoas morreram e 2 mil famílias (cerca de 12 mil pessoas) deixaram a cidade.
As coisas tinham começado a melhorar nos últimos dias, a partir da decisão de trazer de volta as 700 famílias. Entretanto, este último ataque lançará uma sombra ainda maior sobre o destino da comunidade cristã do Iraque.
Fonte: Asia News

Jornais mexicanos noticiam perseguição a evangélicos

À medida que o número de cristãos evangélicos tem crescido no sul do México, hostilidades de “católicos tradicionais” acompanham o ritmo, segundo matérias publicadas.
De acordo com as matérias, o comportamento predominante nas comunidades indígenas na região sul do México consiste em que apenas os seguidores do catolicismo tradicional (uma mescla de rituais nativos com o catolicismo romano) têm direitos a praticar sua religião.
As matérias também indicam que os moradores católicos tradicionalistas acreditam possuir o direito de forçar os outros a seguir sua religião.
Presos por não festejarem
No Estado de Oaxaca, quatro evangélicos foram presos em 16 de novembro no distrito de Ixtlan de Juarez. O crime foi não terem participado de uma festa católica tradicional e não pagarem as cotas que lhes foram designadas para cobrir os custos do festival, informou a agência de notícia La Voz.
Seus vizinhos, pouco menos que os180 evangélicos da cidade, têm tentado forçá-los a praticar o culto a santos e outros rituais contrários à fé evangélica.
Como resultado de tal pressão, de acordo com La Voz, os não-católicos da região, incluindo crianças, vivem sob o temor de serem expulsos de suas propriedades.
No município de Zinacantán, Chiapas, cinco evangélicos indígenas foram presos por 24 horas em 4 de novembro, por não aceitarem trabalhar nas festas tradicionais católicas, segundo a Confraternidade Nacional de Igrejas Cristãs Evangélicas. A prefeitura ordenou-lhes que abandonassem o protestantismo, ou “inventaria alguns crimes, pelos quais os acusaria e os prenderia”, segundo o jornal Expreso de Chiapas.
Também em Chiapas, Estado localizado no extremo sul do México, caciques (chefes políticos) negaram o direito de 24 famílias evangélicas a participar de programas sociais públicos, no município de San Andrés Larrainzar, segundo notícias. No dia 3 de novembro, os caciques decidiram multá-las em 3 mil pesos mexicanos (220 dólares) caso se recusem a contribuir com os festivais católicos, de acordo com o Expreso.
Os caciques também ameaçaram cortar o suprimento de energia elétrica e água dos evangélicos, informou o evangélico Pertenceu Vasquez ao jornal La Jornada.
Cortes e seqüestro
No mês passado, caciques forçaram famílias evangélicas da comunidade de Nicolás Ruiz, Chiapas, a assinar documentos comprometendo-os a realizar cultos apenas às quartas-feiras, sábados e domingos. A violação disso acarretaria em multas de até mil pesos mexicanos (74 dólares) por família. Sete famílias evangélicas já foram expulsas da cidade, deixando para trás todos os seus pertences e propriedade, e se refugiando no município de Acara, reportou o jornal Cuarto Poder.
No Estado de Guerrero, foi cortado o fornecimento de água e eletricidade a duas famílias evangélicas que se recusaram a participar de rituais religiosos do município de comunidades, publicou o La Jornada. As famílias são pressionadas a abandonar a fé desde 2006.
“Elas foram ameaçadas de enforcamento por causa de sua crença religiosa, caso não obedecessem às ordens das autoridades municipais”, informou Jorge Garcia Jimenez, do Foro Nacional de Advogados Cristãos, ao jornal Guerrero.
Como em outras partes do México, as autoridades em Olinala justificaram o fato de forçar os evangélicos a contribuir e a participar dos festivais com base em uma provisão constitucional, que protege “usos e costumes” das comunidades. Mas, elas violaram a liberdade religiosa também garantida na Constituição.
Advogados evangélicos dizem que a proteção de “usos e costumes” tem a finalidade de evitar que o governo proíba práticas nativas, e não de forçar os moradores a participar das mesmas.
Ameaças e corte de serviços básicos em Guerrero aconteceram logo após o seqüestro do filho adolescente de um proeminente pastor evangélico do mesmo Estado. Os seqüestradores claramente ignoraram o resgate pago pela família e mantiveram o garoto preso por dois meses. Perseguição também no norte
Até mesmo em Estados ao norte, como Hidalgo, um conflito de longa duração explodiu neste mês. Após anos de hostilidades entre católicos tradicionalistas e evangélicos, informou La Jornada, autoridades do município de Ixmiquilpan finalmente cederam aos protestantes a permissão para construir uma igreja.
Mas moradores – afirmando que construir sem = votação em assembléia local viola um acordo anterior –, fizeram com que os trabalhadores da construção parassem suas atividades no dia 7 de novembro. Autoridades tiveram de chamar a polícia estadual para evitar um violento confronto, e, desde então, não foi permitido construir mais.
O pastor e advogado Esdras Alonso González, de Chiapas, informou em uma coletiva de impressa nesta semana que casos de intolerância a evangélicos – todos autorizados e encorajados por autoridades locais – também acontecem no município de Zinacantán, e nas comunidades de Nachig, Pasté, Chiquinivalvó, Pestó e Buonchén, em Chiapas.
Em Pasté, afirmou, quatro famílias permanecem sem água desde o dia 14 de outubro por se recusarem a contribuir para os festivais tradicionalistas católicos, que freqüentemente envolvem a fabricação e venda de fortes bebidas alcoólicas.
“As autoridades de Zinacantán não estão fazendo nada para resolver o problema”, disse ele aos repórteres.
Fonte:Compass Direct/Portas Abertas

Guerrilhas continuam a fechar igrejas no sul da Colômbia

Neste último mês de setembro, uma equipe de pesquisa da Portas Abertas viajou para as áreas de Caquetá e Putumayo, na região sul da Colômbia, onde um grupo guerrilheiro obrigou o fechamento de mais de 20 igrejas.
Entrevistas foram feitas por sete dias com pastores e líderes da igreja em áreas onde a Portas Abertas não esteve presente previamente. Esses líderes falaram sobre a situação crítica que enfrentam os convertidos que vivem ao longo do rio Caquetá. O rio limita o contato entre as igrejas dessas duas regiões (Caquetá e Putumayo).
A guerrilha tem informantes vestidos com roupas civis, delatando qualquer atividade realizada em grupo, especialmente reuniões nas igrejas e entre convertidos.
Em novembro de 2007, a guerrilha ordenou o fechamento de igrejas localizadas na região sul de Caquetá e região norte de Putumayo.
Mas, foi apenas em abril de 2008 que ela começou a exigir que os pastores e líderes suspendessem os cultos nas igrejas e nas casas dos membros. As guerrilhas no interior da Colômbia temem que a Igreja e seus pastores convençam o povo e os próprios guerrilheiros a não apoiar a luta armada.
Os pastores entrevistados pela Portas Abertas disseram que as guerrilhas tem aumentado suas imposições sobre as igrejas, primariamente em vilarejos localizados ao longo do rio Caquetá.
Embora o Exército esteja presente em algumas áreas, ele é incapaz de deter as ações das guerrilhas, em parte porque a população local cresce acostumada a viver com soldados guerrilheiros e seus comandantes. Não é difícil encontrar mulheres e crianças cuja rotina diária inclui dar freqüentes relatórios às guerrilhas sobre quaisquer pessoas novas ou estranhas nos vilarejos. Eles também relatam qual a movimentação das forças do governo.
Em razão disso, a Igreja tem tido que se agir cautelosamente para não ser descoberta. Alguns líderes continuam se encontrando clandestinamente, porém outros não realizam reuniões nem mesmo em suas próprias casas. Todavia, cristãos têm a oportunidade de se encontrar em feiras, portos no rio e outras áreas públicas e, assim, fortalecer uns aos outros com um versículo compartilhado ou um texto retirado da Bíblia.
Apesar de 21 igrejas terem sido fechadas, apenas três pastores foram expulsos. Todos eles pastoreavam igrejas na região de Putumayo. O pastor da cidade de Gallinazo tinha uma igreja no município de Puerto Guzman; o pastor Moisés Martínez era responsável por uma igreja que atendia um grupo de vilarejos chamado José Maria; e o pastor Pedro Ascéncio era responsável por uma igreja em Guaduales.
O restante dos pastores que teve suas igrejas fechadas ainda permanece em suas casas e está buscando um trabalho diferente para sustentar sua família.
Durante a visita da Portas Abertas, foram distribuídas Bíblia para alguns pastores em localidades seguras para que, depois, eles pudessem entregá-las aos outros pastores que não tinham meios de chegar aos pontos de encontro.
A Portas Abertas planeja fornecer material didático do seminário Permanecendo Firme Através da Tempestade e estabelecer um treinamento.
Fonte: Portas Abertas
www.portasabertas.org.br

Nova onda de prisões afeta toda Eritréia

O governo eritreu deu início a uma nova onda de prisões contra cristãos evangélicos. Na foto ao lado alguns Pastores que foram presos.
De acordo com cristãos eritreus, a nova campanha começou na semana passada. Oficiais de segurança têm prendido membros de igrejas clandestinas. Seus nomes não foram divulgados por motivos de segurança.
Pelo menos 110 pessoas em toda a nação, exceto pela capital, Asmara, foram presas (até o fechamento desta matéria).
Nas cidades de Barentu e Dekemhare, foram presos 65 membros da igreja Kale Hiwot, 17 deles são mulheres. Nas cidades de Keren e Mendefera, 25 membros da Igreja do Evangelho Pleno foram detidos. A Igreja do Deus Vivo, nas cidades de Mendefera e Adi-Kuala, teve 20 de seus membros levados para a cadeia.
Fontes confiáveis disseram ser provável que as prisões continuem em todo o país.
Não ficou claro se os detidos serão levados ao novo campo de concentração militar de Mitire, no nordeste do país. Segundo o governo, o local é reservado para a punição de prisioneiros religiosos. Seja qual for o destino, as pessoas presas irão passar por situações extremamente árduas.
Segundo a agência de notícias Compass Direct, cerca de dois mil cristãos estão presos sob horríveis condições em delegacias de policiais, campos de treinamento militar e cadeias em toda a Eritréia.
Embora muitos estejam presos por meses e até anos, ninguém foi legalmente acusado, nem submetido a um processo judicial.
A atual situação teve início em maio de 2002, quando o governo eritreu fechou todas as igrejas e baniu as denominações que não operavam sob as Igrejas Ortodoxa, Católica, Luterana ou sob o islamismo. Todas as tentativas feitas por igrejas pentecostais de se registrar têm sido, até agora, inúteis.
Pedidos de oração:
• Ore por aqueles que estão presos, para que a presença e a paz de Deus sejam maiores do que todas as dificuldades. Que eles não sejam dominados pelo medo, mesmo quando sofrem maus-tratos.
• Em certa altura, os presos recebem a oportunidade de serem libertados, mas apenas se assinarem um documento no qual rejeita o cristianismo. Peça ao Senhor para ajudar esses irmãos a permanecerem perseverantes, e que, através de sua atitude, Deus fale aos seus perseguidores.
• Interceda por aqueles que têm padecido nas prisões há anos. Segundo dizem, eles não recebem comida, água e bebida o suficiente, e não existe saneamento básico. Além disso, eles nunca recebem primeiros-socorros nas doenças e ferimentos que sofrem. Peça a Deus para se mostrar soberano e presente aos Seus filhos.
• Ore pelos líderes evangélicos das igrejas em toda a Eritréia que não estão presos. Peça ao Senhor que lhes dê sabedoria para pastorear suas igrejas nestes tempos difíceis.
• Interceda pelo governo. Peça que o Santo Espírito mostre às autoridades que, um dia, elas se encontrarão faca-a-face com o Justo Juiz, de quem nada pode ser escondido.
Fonte: Portas Abertas
http://www.portasabertas.org.br/

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