segunda-feira, 29 de setembro de 2014

- Luciana Genro afirma que ganhar do pastor Everaldo já será uma grande vitória nessa eleição


Luciana Genro afirma que ganhar do pastor Everaldo já será uma grande vitória nessa eleição
A candidata à Presidência da Republica pelo PSOL, Luciana Genro, concedeu na última semana uma entrevista ao JORNAL O GLOBO, na qual falou sobre sua campanha e sobre a contribuição que ela acredita estar sendo dada por seu partido às discussões eleitorais este ano. A candidata falou também sobre seus objetivos na disputa eleitoral, afirmando que “independentemente das possibilidades reais de ganhar” as eleições, ganhar do pastor Everaldo já será uma vitória importante para ela e seu partido.
Luciana Genro falou durante a entrevista sobre as principais bandeiras que tem defendido durante essa campanha eleitoral, destacando sua proposta de atualizar a tabela do Imposto de Renda, passando a taxar apenas salários mais altos do que os taxados atualmente, e defendendo também a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas.
"Hoje, mais da metade da arrecadação de impostos federais vem de quem ganha até 3 salários mínimos", destacou, propondo uma mudança no panorama das arrecadações federais.
Questionada sobre como colocaria em prática propostas que não tem grande apoio entre os parlamentares, a candidata do PSOL afirma que, caso eleita, negociará com o congresso “na base da pressão popular”, e que irá compor o governo com representantes populares sem vínculos partidários.
Durante a entrevista, Luciana Genro também criticou os outros candidatos, afirmando que Marina Silva tem uma visão “totalmente maniqueísta” e que a candidata do PSB “não enxerga que tem que ter um lado”.
"Quer ficar em cima do muro dizendo que vai governar só com os melhores. Mas de que lado? Marina quer dizer que está com os dois lados, mas isso não existe na política", criticou.
Ela teceu críticas também à candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, afirmando que a atual presidente “diz que está do lado do povo, mas na prática está ao lado dos ricos”.
Luciana Genro destacou também uma espécie de batalha direta para ficar à frente do candidato pelo PSC, Pastor Everaldo, nas urnas. Ela afirma que “independentemente das possibilidades reais de ganhar” as eleições, ganhar do candidato evangélico já será uma grande vitória para as bandeiras que representa.
"Porque, se o (Pastor) Everaldo acabar na minha frente, é sinal de que os setores reacionários estão com mais força do que os progressistas", afirmou Luciana Genro.
"Nosso objetivo é vencer a eleição. Mas ganhar do (Pastor) Everaldo já será uma vitória importante para as bandeiras que represento. Vai mostrar que essas bandeiras têm mais força que o conservadorismo representado pela candidatura do pastor. Sentimos que houve um salto grande na última semana. As pesquisas têm margem de erro significativa nos percentuais de que estamos falando", destacou a candidata.

NÃO   VAI  GANHAR  NUNCA . EU VOTO PASTOR EVERALDO 20  E  PEÇO TAMBÉM SEU VOTO. NO SEGUNDO TURNO VOTAMOS OU NA MARINA OU NO AÉCIO.

DEBATE - ESQUENTA A CORRIDA PRESIDENCIAL


Dilma, Marina e Aécio viram alvos uns dos outros e de rivais durante debate
Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) buscaram uns aos outros nas perguntas e também foram os principais alvos dos questionamentos dos demais rivais durante o quarto debate entre candidatos a presidente da campanha eleitoral deste ano, organizado na noite deste domingo (28) pela TV Record.
O debate durou cerca de duas horas e reuniu sete presidenciáveis: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB). Foi dividido em quatro blocos, dois dos quais com perguntas entre os próprios candidatos, um com perguntas de jornalistas e outro destinado às considerações.
Pelo sorteio da ordem das questões, Dilma teve a oportunidade de perguntar duas vezes diretamente para Marina, que perguntou à petista uma vez. Numa das indagações formuladas por jornalistas, o questionamento foi dirigido à presidente, com comentário da candidata do PSB.
O primeiro embate entre Dilma e Marina se deu logo na segunda pergunta do debate, quando a presidente questionou a adversária sobre as mudanças de partido – ela saiu do PT para o PV, sigla que deixou para tentar criar a Rede, e por fim ingresou no PSB – e sobre a posição em relação à votação no Congresso da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Marina afirmou que votou a favor da criação da CPMF e disse ter coerência nas posições que defende. "Mudei de partido para não mudar de ideais e de princípios", declarou. "Não faço oposição por oposição. Sei o que é melhor para o Brasil".  Na réplica, Dilma se disse "estarrecida" pelo fato de, segundo ela, Marina ter se "esquecido" de que votou contra a CPMF.
Noutro embate, Marina chamou de "fracasso" a política do governo para o etanol. Disse que, durante o governo da petista, 70 usinas foram fechadas e 40 estão em recuperação judicial. "A política de etanol do meu governo é baseada naquilo que você é contra: o subsídio", afirmou, dirigindo-se a Marina. "Temos um conjunto de medidas para reforçar o setor de etanol", respondeu Dilma.
A presidente quis saber ainda a opinião de Marina sobre o crédito concedido por bancos públicos e disse que a adversária não sabe qual é o montante de crédito concedido. Marina afirmou que é um "boato" a versão de que pretende "enfraquecer" os bancos públicos. "Não só vou manter o crédito dos bancos públicos, como vou fortalecer os bancos públicos. Isso é só mais um boato em relação à nossa aliança", declarou. ""O seu programa de governo diz que a sra. vai reduzir o crédito para os bancos públicos", retrucou Dilma. Marina reagiu reafiirmando que essa versão é um "boato". "O que vamos evitar é subsídio para empresários falidos, aqueles que são os ungidos [...] Não vamos é permitir que o recurso do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] seja usado para meia dúzia", declarou.
Aécio Neves foi alvo de perguntas de Dilma e Marina e conseguiu perguntar uma vez a Dilma. Também ouviu comentário de Dilma para uma pergunta feita a ele por um dos jornalistas.
O tucano aproveitou para criticar o goveno ao ser questionado por Marina sobre a questão da energia. Ela quis saber o que Aécio pretende fazer, se eleito, para evitar um "apagão" energético. Ele afirmou que não houve planejamento do governo nem INVESTIMENTO em linhas de transmissão. Marina disse que é preciso acabar com o "improviso" e que o governo "não fez o dever de casa" no setor de energia.
Dilma questionou Aécio sobre quais privatizações ele pretende fazer se for eleito e disse que o governo do PSDB tentou mudar o nome da Petrobras. Na resposta, Aécio disse que pretende "reestatizar" a Petrobras e afirmou que as denúncias em relação à estatal "não cessam". "É eleitoreiro falar que o sr. vai reestatizar. Vocês tentaram vender as ações a preço de banana", afirmou Dilma. Noutro momento, a presidente disse que o PSDB "quebrou o Brasil três vezes" e "desempregou".
"Vou poupá-la do tema corrupção. Vamos falar sobre segurança pública", propôs Aécio ao perguntar para Dilma. Ela respondeu dizendo pretender ampliar as ações do governo federal nessa área, que é prerrogativa dos estados. Mas na réplica retomou o tema corrupção: "Quero voltar ao tema corrupção. Na minha vida, tive tolerância zero com corrupção. Dei autonomia para a Polícia Federal prender Paulo Roberto e os doleiros todos", declarou.
Ao responder a uma pergunta de Pastor Everaldo, Aécio também criticou o pronunciamento de Dilma na abertura da Assembleia das Nações Unidas, na semana passada, em Nova York. Segundo ele, a presidente foi à ONU para fazer um "autoelogio" do seu governo e propor diálogo com terroristas do grupo Estado islâmico, "uma mancha na política externa brasileira" .
Marina e Dilma também foram objeto de comentários em perguntas e respostas de outros candidatos. Levy Fidelix, por mais de uma vez, disse que Marina tem a companhia de "sonegadores e banqueiros". Dilma chegou a obter direito de resposta depois que Levy Fidelix e Pastor Everaldo debateram entre si o tema corrupção na Petrobras. "Uma coisa tem de ficar clara: quem demitiu o [ex-diretor preso da Petrobras]  Paulo Roberto [Costa] fui eu. Eu fui a única candidata que apresentou propostas concretas de combate à corrupção", disse Dilma no tempo do direito de resposta.
Considerações finais
No último bloco, o das considerações finais, Dilma perguntou ao eleitor quem tem mais experiência e apoio político, quem enfrentou uma crise internacional e tem "firmeza" para projetar o Brasil no cenário mundial. "Peço que você reflita sobre todas essas questões. Tenho certeza que você vai fazer a melhor escolha", pediu.
Marina Silva afirmou que criará escolas em tempo integral e se comprometeu com o fim da reeleição. Reiterou que quer "manter as conquistas e corrigir os erros". A candidata disse que quer acabar com a polarização entre PT e PSDB, que, segundo ela, não têm mais condições de "ouvir o Brasil".
Aécio Neves disse ter se preparado para apresentar uma proposta de inflação controlada e retomada do crescimento. Segundo ele, o atual governo perdeu as condições de governar e Marina Silva ainda não reúne essas condições.
Pastor Everaldo se disse a favor da meritocracia, da liberdade da imprensa "sem marco regulatório" e criticou o "mar de corrupção". "Vote a favor da família", concluiu.
Eduardo Jorge afirmou que é o "candidato do coração" das pessoas. "Você tem que votar no que acha melhor, no que mais se identifica com vocês", afirmou.
Luciana Genro disse que é a "única candidatura de esquerda coerente". "Para que as bandeiras sejam vitoriosas, precisamos do seu voto", pediu a candidata.
Levy Fidélix declarou que não é "utópico" e que não vencerá as eleições. Criticou o pagamento de juros bancários e pediu "consciência" a Dilma, Marina e Aécio. "Apenas me coloco para 2018 como investimento, tá?", afirmou.

Lei restringe o funcionamento de igrejas na Hungria


Lei restringe o funcionamento de igrejas na Hungria
CPAD
O Fórum Europeu para a Liberdade Religiosa declarou que irá pressionar a Hungria a restaurar o registro oficial de mais de 200 igrejas.
A Hungria reconheceu suas igrejas oficialmente em 2011, depois de uma lei que criou duas camadas de igrejas no país, sendo que o nível mais baixo goza de menos direitos. A lei colocou o poder de decisão sobre a qual nível as igrejas pertencem nas mãos do Parlamento. Entre as denominações que foram rebaixadas e, portanto, tiveram seus direitos restringidos, estão a Metodista, a Pentecostal e igrejas adventistas, bem como congregações judaicas reformadas.
O Fórum chamou o movimento de "flagrante violação de um princípio fundamental da liberdade religiosa e dos direitos humanos. Nenhum corpo legislativo deve ter o poder de decidir sobre a liberdade religiosa." O Tribunal Constitucional da Hungria legitimou no início de 2013 que 67 igrejas tivessem o seu registro de funcionamento banido.
Em abril de 2014, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decretou que a Hungria, nação membro da União Europeia, tem interferido nos direitos fundamentais dos cristãos. O governo da Hungria apelou à Grande Câmara do Tribunal Europeu, mas a decisão do tribunal de primeira instância foi mantida.
Agora, o Fórum diz que vai apresentar uma "intervenção" no dia 30 de setembro, durante reunião da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, com o objetivo de pressionar a Hungria a restaurar o reconhecimento oficial das igrejas rebaixadas, e não permitir que o Parlamento tenha o poder de classificar as religiões.

NÃO VOTE NO PT .

Cristãos iranianos continuam a sofrer com severas penas e detenções


Cristãos iranianos continuam a sofrer com severas penas e detenções
Os cristãos iranianos pedem nossas orações após as diversas detenções de membros de igrejas domésticas, além dos encargos extraordinários impostos contra líderes cristãos.
Nos dias 1 e 2 de setembro cinco cristãos foram presos em Esfahan. Mohammad Taslimi, Hamidreza Borhani, sua esposa Zainab Akbari, Moluk Ruhani e Sepideh Morshedif foram levados para a prisão de Dastgerd, em Esfahan. Eles ainda não foram acusados. Bíblias, computadores e telefones celulares foram confiscados.
ANTES disso, no dia 12 de agosto, autoridades de segurança iranianas prenderam dois cristãos em uma igreja doméstica em Teerã, que foram levados para a prisão Ghezal Hesar, em Karaj. O proprietário não pode voltar para casa por várias semanas pois estava sendo vigiada.
A crescente preocupação são as graves acusações sendo levantadas contra os líderes de igrejas.
Em 03 de agosto, o líder da denominação "Igreja do Irã", Abdolreza (Matthias) Haghnejad, foi acusado de "moharebeh" – inimizade contra Deus – um crime que pode levar à pena de morte. Ele já foi acusado de "Mofsed-e-filarz" – que traduzido significa algo como "espalhar a corrupção na Terra". Esta acusação também leva à sentença de morte.
Dois outros membros da "Igreja do Irã" relataram terem sido recentemente acusados de "Mofsed -e-filarz": Behnam Irani, cumprindo uma pena de seis anos por "ação contra o Estado e contra a ordem", teve mais 18 outras acusações, incluindo "mofsed -e-filarz" e Reza (Silas) Rabbani, preso em 05 de maio de 2014, que tem sofrido muito abuso físico nas mãos dos agentes de segurança, também foi recentemente acusado de "mofsed -e- filarz".
A acusação de "Mosfed-e-filarz" tem sido aplicada em uma ampla gama de expressões de dissidência política ou religiosa e leva à sentença de morte. 
Desde a Revolução Iraniana de 1979, possivelmente mais de oito mil pessoas foram executadas sob esta acusação, variando entre ex-membros do governo do Xá, líderes de oposição ou grupos terroristas e os opositores do regime e de alguns líderes bahá'ís.
Esta sexta-feira, 26 de setembro, completa o segundo aniversário da prisão do pastor cristão Saeed Abedini no Irã. Saeed foi condenado a 8 anos de prisão por "atividades anti-Estado". A esposa dele, Nagmeh, organizou uma vigília de oração para o dia, com o foco de oração por Saeed e pela igreja perseguida. 
Os cristãos iranianos pedem nossas orações para que:
* As acusações contra Abdolreza, Behnam e Reza de "Mosfed-e-filarz" – de espalhar a corrupção na Terra – seja derrubada;
* Todos os presos recentemente por causa da fé no Senhor Jesus Cristo reconheçam a presença e o sustento do Senhor;
* As famílias dos que estão presos conheçam a graça, fortalecimento e apoio de Deus;
* Todos os presos no Irã sejam tratados com respeito e dignidade, como seres criados à imagem de Deus, e os que estão na prisão por causa de sua fé em Jesus sejam libertados; e,
* Todos os funcionários envolvidos tenham misericórdia, ajam com justiça, aprendam sobre Jesus e decidam segui-lo.

Renascer Praise é indicado ao Grammy Latino 2014

Nesta quarta-feira (24.09), a Academia Latina de Gravação, responsável pela organização do Grammy Latino, divulgou a lista dos indicados deste ano. Entre eles, está o Renascer Praise, que concorre na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã (Língua Portuguesa)”, pelo CD Canto de Sião.
 
O projeto, que possui 11 canções inéditas, foi gravado no dia 15 de outubro de 2013, em Israel, às margens do Mar da Galileia.
 
“Este não é um trabalho de uma pessoa só, mas de um grupo que ama louvar a Deus e que se entregou de corpo, alma e espírito. Foi o local que Deus escolheu para que Jesus nascesse e fosse crucificado. Gravamos perto de Cafarnaum, local onde Jesus se reunia com os discípulos. Foi um projeto muito precioso para nós. Jejuamos, oramos e nos consagramos para entregar o melhor a Deus. Em relação à indicação eu posso dizer que foi uma grande alegria para nós”, declarou Bispa Sonia Hernandes.
 
Confira o videoclipe da música “1000 Graus”, segunda música de trabalho do CD Canto de Sião:
 
 
A 15ª Entrega Anual do Grammy Latino será realizada no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, no próximo dia 20 de novembro. Ao todo são 49 categorias.
 
Confira a lista dos artistas que estão concorrendo na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã (língua portuguesa)”:
 
CD: Renascer Praise 18 - Canto de Sião
Artista: Renascer Praise
Gravadora: Universal Music
 
CD: Graça
Artista: Aline Barros
Gravadora: MK Music
 
CD: Anderson Freire e Amigos
Artista: Anderson Freire
Gravadora: MK Music
 
CD: Geração de Jesus
Artista: Jotta A
Gravadora: Central Gospel Music
 
CD: Céu na Terra
Artista: Soraya Moraes
Gravadora: Sony Music
 
 
Redação iGospel

Valnice lança seu apoio a Marina.

Na manhã desta sexta-feira (26) a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) esteve em São Paulo participando do Encontro Nacional de Lideranças Evangélicas.
Promovido pela apóstola Valnice Milhomens, o evento atraiu centenas de líderes evangélicos de diversas denominações até o Club Homs, localizado na Avenida Paulista.
Entre os presentes estava o apóstolo César Augusto da Igreja Fonte da Vida que foi o responsável pela oração inicial da reunião. Vindo de Brasília para declarar seu apoio à Marina, César Augusto afirmou que a ex-senadora representa um novo tipo de fazer política citando três motivos para votar nela.
“O meu apoio e da Fonte da Vida, segmento que represento, se deu primeiro porque ela representa um novo tipo de política, segundo porque a alternância de poder é saudável para a democracia e terceiro porque ela comunga dos mesmos princípios que nós comungamos”, disse.
Na mesa disposta no palco estavam a candidata e três representantes evangélicos, o pastor Lélis Marinho, coordenador político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a apóstola Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, e o pastor ED René Kivitz da Igreja Batista da Água Branca.
Marinho confirmou o apoio da CGADB à Marina em um breve discurso onde falou sobre a crise financeira no Brasil. Citando textos bíblicos, ele encorajou os ouvintes dizendo que Deus está no controle de tudo e afirmou que Marina está sendo levantada por Deus para mudar essa situação.
O pastor assembleiano também fez um apelo aos evangélicos dizendo: “Nós estamos ameaçados, nossos princípios estão ameaçados. Temos poucos dias, vamos dobrar nossos joelhos”.
A anfitriã do evento foi breve em seu discurso, falando que as lideranças resolveram se reunir com Marina para apoiá-la, sem fazer nenhum tipo de cobrança. “Não estamos aqui para criticar ou pedir, mas para dizer que estamos contigo”.
O pastor Ed René Kivitz foi o responsável pelo discurso principal que enalteceu a candidata do PSB falando sobre sua trajetória política. Kivitz também afirmou que seu apoio não foi escolhido por conta da religião de Marina, mas por suas propostas e pelo que ela representa para o Brasil.
“Não é hora de mudar a página, é hora de mudar o livro”, disse ele arrancando aplausos dos presentes. Ao se dirigir à Marina, o pastor batista de visão progressista afirmou: “Não se intimide. Só agride quem tem medo”.
Kivitz estava se referindo às perseguições que Marina tem enfrentado por parte de seus adversários políticos. Desde que se tornou a candidata do PSB, após a morte de Eduardo Campos, Marina passou a se destacar nas pesquisas eleitorais.
Para impedir este avanço os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, Aécio Neves, passaram a atacá-la nas propagandas eleitorais e nos eventos.
Entre os ataques há rumores de que a pessebista acabaria com o programa Bolsa Família; que ela não tem experiência em cargo executivo e que seu plano de governo foi “escrito a lápis”, se referindo às mudanças do texto apresentado pelo PSB.

Marina apresenta suas propostas aos pastores

Marina foi convidada a falar com os líderes reunidos e não tocou em temas recorrentes como aborto e casamento gay, falando de propostas para a reforma política, segurança pública, saúde, educação e economia.
A candidata afirmou que nunca em sua trajetória política se valeu da religião para conquistar votos, nem mesmo quando era católica. “Jamais instrumentalizei minha fé. Há uma diferença entre o político evangélico e o evangélico político”, disse. A ex-senadora explicou a diferença entre eles dizendo que o primeiro instrumentaliza a fé e o segundo sabe que não se deve fazer isso.
“As pessoas tinham uma visão de que por ser evangélica eu iria transformar as igrejas em palanques e os palanques em púlpitos.”
Frustrando quem esperava esse tipo de atitude, Marina não tem se apresentado dentro de igrejas e está dialogando com representantes das mais diferentes religiões.
Voltando a falar de seus projetos, Marina Silva prometeu manter as coisas boas já realizadas pelos antecessores, corrigir o que estiver errado e fazer o que precisa ser feito.
“Meu objetivo não é ser presidente da República, mas de ajudar a melhorar o Brasil”, disse ela se comprometendo também a não difamar seus concorrentes, mesmo sendo alvo deles. “Não quero destruir Dilma ou Aécio, quero construir o Brasil.”

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PADRE THOMAS TURBANDO ANDARILHO FOI PRESO - Padre é flagrado por câmera masturbando andarilho em Montes Claros -

Um padre foi levado para a delegacia ao ser flagrado masturbando um andarilho no centro de Montes Claros, na região norte de Minas Gerais. 
A ação foi registrada pelas câmeras de segurança do Olho Vivo da cidade na madrugada desta segunda-feira (01/09/2014). 
Após a Polícia Militar visualizar os homens na filmagem, os policiais foram até a rua São Francisco e localizaram Alex Sandro Santos Leal, de 38 anos. 

O pároco estava em um carro vermelho, modelo Gol, que pertence à Associação de Apoio a Criança e Adolescente (AAPAC) do município.

 O andarilho de 25 anos confirmou a relação sexual com o homem.
 Aos militares, o jovem disse que receberia R$50 pelo ato. Alex Sandro foi encaminhado para a delegacia, mas já foi liberado. O jovem também prestou esclarecimentos aos militares. 

O padre Thomas Turbando Andarilho  é responsável pela Paróquia São José Operário.

 Em nota a Arquidiocese de Montes Claros lamentou o ocorrido e informou que o caso será averiguado. O comunicado não esclarece se o padre será punido. 
Em relação ao carro da AAPAC, disse que o veículo está cedido a comunidade Paroquial de São José Operário, já que a instituição oferece suporte aos trabalhos sociais da igreja.
Fonte: R7

PASTOR PODE SER MAÇOM ???


No dia 05 de maio, uma terça-feira, a Loja Maçônica Asilo da Acácia 1248, de Goiânia, em sessão presidida pelo Venerável Mestre Jaime Luiz Pereira, onde homenageava as mães maçônicas daquela Oficina, com flores, teve como ponto alto da sessão, o que chamaram de “palestra muito bem proferida e fundamentada por trechos bíblicos”, a presença do Pastor Adjunto da Segunda Igreja Batista de Goiânia e, “Irmão Maçom”, Arildo Mota dos Reis Pessoa. Segundo o site http://www.gobgo.com.br o Pastor já integrou durante longo tempo o Quadro da Loja Liberdade e União, além dos seus Irmãos Juvenil dos Reis Pessoa e José Mota dos Reis Pessoa, que “prestam excelentes serviços ao Grande Oriente do Estado de Goiás” segundo esta afirmação.
Quero constatar que a naturalidade do GOB em mencionar nomes de Pastores maçons em suas reuniões, também é fenômeno da incoerência da mídia evangélica [sem deixar de lado a cegueira do povo evangélico]. Para que serve uma imprensa evangélica com selas e rédeas fortes do sistema?
Discutem a polêmica da maçonaria no meio evangélico e se contradiz, por que fala a toa! Penetra no âmago da questão sempre apalpando o terreno antes de dar um passo, desempenhando o papel de fazer provocar discussões com o tema “maçonaria” sem querer alcançar algum resultado verdadeiro. 
Relatei mais de 60 maçons evangélicos sendo iniciados na maçonaria [03 de agosto de 2011, HOTEL Guanabara, Rio de Janeiro] com direito à cerimônialidades no “Rito Escocês”, sigla referencial (Movimento de Integração dos Evangélicos Maçons), [e pior] publicada com as luzes acesas pela própria Ordem do Grande Oriente. E a imprensa evangélica? Não se serviu destas fontes para analisar, se quer para informar este evento! Podemos considerar este advento um caso inédito na história da Igreja no Brasil “um raio que caiu duas vezes no mesmo lugar” e, em Goiás, onde dois Deputados das Assembléias de Deus Madureira se unem para processar outro pastor por reparação de danos morais por que se acham no direito de serem maçons como pastores sem querer ser identificados [ofendidos por serem chamados de maçons sendo maçons?]. Pior, uma das serpentes desta Ordem, Deputado João Campos, o delegado Federal, está representado por uma junta de advogados pagos pelo Estado! Este indivíduo se utilizou da máquina pública e, de suas imunidades como parlamentar, para fazer calar a denúncia que fiz! Em momento algum a imprensa evangélica noticiou o caso, se quer consultou as partes para esclarecer! Excitam, excitam, ao mesmo tempo que acalmam o público evangélico! A maçonaria tem uma imprensa especial no ramo evangélico? Penso que todas estão interligadas! Fazem jornalismo para cegos, pois nenhum jornalista pode revelar os segredos e as aspirações desta Ordem! Muito mais a que se diz evangélica!
Quanto ao Pastor Adjunto da Segunda Igreja Batista de Goiânia e, Maçom, Arildo Mota dos Reis Pessoa, sua Igreja Batista não sabe de nada?? Garanto que sim, estão habituados, acostumados, não sabem fingir! São íntimos, notai a intimidade de cada uma destas instituições evangélicas, todas tem uma função importante no Estado e, sublinham redações de leis e decretos governantes sob o pretexto de uma liberdade social! O que na verdade se transformará á noite em culto ao Bezerro de ouro e reuniões maçônicas com citações bíblicas!!
O que me preocupa, com o efeito, e poucas exceções, é a força educativa por meio destes atentados! A prova da grande astúcia, no decurso dos entendimentos maçônicos, negociações ocultas, táticas opostas as Sagradas Escrituras, é sabermos que um governo eclesiástico inabalável se formou estrategicamente dentro do cristianismo para obrar de acordo com os planos maçônicos! Estas tropas montadas do poder maçônico, canais humanos que levam o esgoto dos princípios satânicos na educação teológica do povo “liberdade, igualdade, fraternidade” sem que percebam de que não se trata de evangelho! O mais SEGURO caminho do êxito desta anarquia espiritual que é fazer guerra contra Cristo sem ousar criar embaraços com o povo! Para isso servem as sutilezas, demagogia e delicadezas dos homens de todas opiniões, transformar o caráter mais obstinado destes evangélicos em presas maçônicas! Uma sociedade que merece ser governada pelo diabo, é uma sociedade que não quer ver!!
Maranata, Jesus está voltando!!
FONTE:

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Bíblias traduzidas para a língua persa serão entregues aos cristãos no Irã


Bíblias traduzidas para a  língua persa serão entregues aos cristãos no Irã
O Irã, segundo missionários que trabalham no país, é a comunidade cristã que mais cresce atualmente no mundo. Por este motivo foi traduzida a bíblia para língua persa e será levada aos cristãos às escondidas, já que, quem for pego com uma bíblia é punido com prisão no país.
Uma nova tradução da bíblia para língua persa será introduzida na forma de contrabando no Irã, para ser distribuída em uma comunidade cristã na República Islâmica, desafiando uma campanha de perseguição por parte do Teerã.
O anúncio foi feito pelos editores da nova edição da bíblia durante o lançamento em Londres, noticiado pelo jornal londrino The Times.
Nos planos da equipe, de levar os 300 mil exemplares da bíblia de forma secreta, levará no minimo 3 anos para chegar na totalidade nas mãos dos cristãos no Irã. Mesmo que os clérigos muçulmanos já tenham se manifestado contra qualquer propagação da Palavra de Deus, com ameaças a aqueles que o fizerem. Estar de posse ou transportar alguns exemplares da Bíblia, pode levar uma pessoa à prisão.
Ao mesmo tempo grupos de missionários cristãos que trabalham no país, apesar destas restrições aos cristãos, declararam que a comunidade dos que confessam a fé cristã no Irã é a que cresce mais rápido no mundo.
Segundo os missionáriuos, na atualidade já se conta um total de quase 400 mil cristãos, um aumento significativo de 20% anual.

EU QUERO QUE A DILMA DESEMBARQUE NO CALIFADO DO ESTADO ISLÂMICO PARA NEGOCIAR COM TERRORISTAS. SEI QUE ELA ESTÁ PREPARADA PARA ISSO!


A estupidez da política externa brasileira não reconhece limites.
Não recua diante de nada.
Não recua diante de cabeças cortadas.
Não recua diante de fuzilamentos em massa.
Não recua diante da transformação de mulheres em escravas sexuais.
Não recua diante do êxodo de milhares de pessoas para fugir dos massacres.
Não recua diante da conversão de crianças em assassinos contumazes.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira, sob o regime petista, não conhece paralelo na nossa história.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira tem poucos paralelos no mundo — situa-se abaixo, hoje, de estados quase-párias, como o Irã e talvez encontre rivais à baixura na Venezuela, em Cuba e na Coreia do Norte.
Nesta terça, na véspera de fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, a ainda presidente do Brasil fez o impensável, falou o nefando, ultrapassou o limite da dignidade. Ao comentar os ataques dos Estados Unidos e aliados às bases do grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria, disse a petista:
“Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados. Agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas, depois, causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza. Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E, inclusive, acha que o Conselho de Segurança da ONU tem de ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo”.
Nunca a política externa brasileira foi tão baixo. Trata-se da maior coleção de asnices que um chefe de estado brasileiro já disse sobre assuntos internacionais.
A fala de Dilma é moralmente indigna porque se refere a “dois lados do conflito”, como se o Estado Islâmico, um grupo terrorista fanaticamente homicida, pudesse ser considerado “um lado” e como se os EUA, então, fossem “o outro lado”.
A fala de Dilma é estupidamente desinformada porque não há como a ONU mediar um conflito quando é impossível levar um dos lados para a mesa de negociação. Com quem as Nações Unidas deveriam dialogar? Com facínoras que praticam fuzilamentos em massa?
A fala de Dilma é historicamente ignorante porque não reconhece que, sob certas circunstâncias, só a guerra pode significar uma possibilidade de paz. Como esquecer — mas ela certamente ignora — a frase atribuída a Churchill quando Chamberlain e Daladier, respectivamente primeiros-ministros britânico e francês, celebraram com Hitler o “Pacto de Munique”, em 1938? Disse ele: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.
A fala de Dilma é diplomaticamente desastrada e desastrosa porque os EUA lideram hoje uma coalizão de 40 países, alguns deles árabes, e conta com o apoio do próprio secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon.
A fala de Dilma é um sarapatel de ignorâncias porque nada une — ao contrário: tudo desune — os casos do Iraque, da Líbia, da Faixa de Gaza e do Estado Islâmico. Meter tudo isso no mesmo saco de gatos é coisa de uma mente perturbada quando se trata de debater política externa. Eu, por exemplo, critiquei aqui — veja arquivo — a ajuda que o Ocidente deu à queda de Muamar Kadafi, na Líbia, e o flerte com os grupos que se organizaram contra Bashar Al Assad, na Síria, porque avaliava que, de fato, isso levaria a uma desordem que seria conveniente ao terrorismo. Meus posts estão em arquivo. Ocorre que, hoje, os terroristas dominam um território imenso, provocando uma evidente tragédia humanitária.
A fala de Dilma é coisa, de fato, de um anão diplomático, que se aproveita de uma tragédia para, uma vez mais, implorar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança de ONU. O discurso da presidente do Brasil só prova por que o país, infelizmente, não pode e não deve ocupar aquele lugar. Não enquanto se orientar por critérios tão estúpidos.
Ao longo dos 12 anos de governos do PT, muita bobagem se fez em política externa. Os petistas, por exemplo, condenaram sistematicamente Israel em todos os fóruns e se calaram sobre o terrorismo dos palestinos e dos iranianos. Lula saiu se abraçando com todos os ditadores muçulmanos que encontrou pela frente — incluindo, sim, o já defunto Kadafi e o antissemita fanático Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã. Negou-se a censurar na ONU o ditador do Sudão, Omar al-Bashir, que responde pelo assassinato de 400 mil cristãos. O Brasil tentou patrocinar dois golpes de estado — em Honduras e no Paraguai, que depuseram legitimamente seus respectivos presidentes. Endossou eleições fraudadas na Venezuela, deu suporte ao tirano Hugo Chávez e ignorou o assassinato de opositores nas ruas, sob o comando de um louco como Nicolás Maduro.
E, como se vê, ainda não era seu ponto mais baixo. Dilma, nesta terça, deu o seu melhor. E isso quer dizer, obviamente, o seu pior. A vergonha da política externa brasileira, a partir de agora, não conhece mais fronteiras.
Pois eu faço um convite: vá lá, presidente, negociar com o Estado Islâmico. Não será por falta de preparo que Vossa Excelência não chegará a um bom lugar.
Por Reinaldo Azevedo

ALERTA GERAL - : 'Dilma propõe negociar com um grupo que decapita pessoas'


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta quinta-feira ter ficado “estarrecido” diante das declarações da presidente Dilma Rousseff, que “lamentou” a ação dos Estados Unidos para combater o avanço dos terroristas do Estado Islâmico na Síria. Segundo Aécio, Dilma não apenas utilizou seu discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas na quarta-feira, em Nova York, para se comportar como candidata, como “propôs que se negocie com grupos extremistas que decapitam pessoas". As declarações foram dadas durante visita do tucano a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
“Fiquei estarrecido com as declarações da presidente da República na ONU. Ela utilizou um espaço do Estado brasileiro para fazer campanha política. A história se lembrará do discurso da presidente, quando ela esqueceu onde estava e para quem falava, para fazer propaganda para o horário eleitoral”, afirmou Aécio. O tucano criticou em especial a manifestação de Dilma em relação aos ataques ao EI. “A presidente propõe negociar com um grupo que está decapitando pessoas", disse.

Na quinta-feira, depois de “lamentar” o bombardeio dos Estados Unidos contra terroristas na Síria, a presidente reafirmou sua posição diante dos chefes de Estado reunidos na ONU, ao condenar o “uso da força” como forma de resolver conflitos mundiais. Dilma colocou no mesmo cesto Iraque, Síria, Líbia, Ucrânia e Palestina, ignorando o fato de que, nos dois primeiros, um dos grupos terroristas mais selvagens em atividade está avançando e espalhando o horror de forma brutal, por meio de decapitações, crucificações e execuções sumárias. "Essa não é a política externa digna do Brasil e consagrada pelo país ao longo de tempos. Em relação também à política externa, infelizmente a presidente da Republica deixa péssimos exemplos para seu sucessor", afirmou Aécio.
O tucano, que visitou Porto Alegre ao lado da candidata ao governo do Estado Ana Amélia Lemos, do PP, corre contra o tempo para tentar angariar votos e chegar ao segundo turno. Aliada de Aécio no Rio Grande do Sul, Ana Amélia está na dianteira das pesquisas de intenção de voto. No último levantamento realizado pelo instituto Datafolha, a senadora aparece dez pontos percentuais à frente do atual governador, Tarso Genro (PT). Apoiado em Ana Amélia, Aécio percorrerá ainda nesta quinta-feira mais duas cidades no Estado, Santa Maria e Caxias do Sul. "Continuo até o último dia andando pelo Brasil com a mesma pregação que tive lá atrás", disse ele. "Me preparei ao longo de toda minha vida para governar o Brasil", afirmou. "A única candidatura que cresce constantemente de dez dias para cá é a nossa e vai continuar a crescer", destacou, comparando sua performance com a da concorrente Marina Silva, do PSB.
O tucano criticou, novamente, a gestão da Petrobras, a qual classificou como "trágica e perversa", e citou o acordo de delação premiada assinado pelo doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, da Policia Federal. "O meu sentimento é que a coisa é muito mais grave do que está sendo noticiado. Tem muita gente que treme por aí só de saber da delação (do Youssef). Essa coisa funcionou de forma orgânica dentro da Petrobras durante todo o governo Dilma. Será que dá para dizer que não sabia?", questionou Aécio. "Do ponto de vista política, a presidente tem responsabilidade, sim", acrescentou.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A sua oração tem fortalecido a Igreja no Iraque

25_Iraq_0380009881.jpgO Iraque está em crise. Milhares e milhares de cristãos fugiram de suas CASAScom medo do terror do Estado Islâmico (EI). Pouco antes da atual crise, a Portas Abertas ofereceu um curso on-line pastoral aos seminaristas através de um parceiro local. Quando o tumulto começou, dois participantes, Martin e Daniel, foram levados a colocar as coisas que eles aprenderam em prática, muito mais cedo do que esperavam.
Quando Martin ainda estava sentado nos bancos confortáveis do seminário, há alguns meses, ele contou como a oração era importante para ele. "Sem oração eu me sinto alienado de tudo", disse ele. Agora, nesta situação de crise, ele enfatiza o quanto isso ainda é verdade para ele: "A confiança em Deus e na oração é o que me faz continuar firme nestes dias difíceis".
Daniel compartilha que se sente motivado pela oração e apoio que recebe da Igreja em todo o mundo: "Quando eu assisti a um vídeo de encorajamento que me mostrou milhares de cristãos orando por nós, eu queria chorar. Quando estamos em uma situação como essa, achamos que o mundo se esqueceu de nós, mas agora vejo que nossos irmãos estão intercedendo por nós”.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

`Vamos conquistar sua casa, quebrar suas cruzes´, diz terrorista


`Vamos conquistar sua casa, quebrar suas cruzes´, diz terrorista
Um vídeo divulgado nesta segunda-feira, 22/09, pelo Estado Islâmico (ISIS) convoca os muçulmanos a "abaterem" os ocidentais daquelas nações que participam de uma coalizão anti-jihadista internacional.
Em um discurso perturbador de 42 minutos, o porta-voz do grupo terrorista, Abu Mohammed al-Adnani, diz: "Se você pode matar um descrente americano ou europeu, especialmente o rancoroso e imundo francês, ou um australiano, um canadense ou... incluindo os cidadãos dos países que entraram em uma coalizão contra o Estado Islâmico, então confie em Deus, e mate-o. Quebre a cabeça dele com uma pedra, mate-o com uma faca, atropele-o com seu carro, derrube-o de um lugar alto, ou sufoque-o, ou você também pode matá-lo envenenado"
Adnani diz que os civis e membros das forças armadas são "infiéis" e por isso "o derramamento de sangue de ambos se torna justificável".
Também visando o presidente Obama, que está liderando a luta contra a ISIS, Adnani zomba da decisão do governo de que os EUA não vão entrar em uma guerra no terreno no Iraque e na Síria.
"Não, ele será usado e arrastado. Ele vai descer ao chão e ele será levado à sua morte, sepultura e destruição" diz Adnani, referindo-se ao presidente como uma "mula dos judeus" e ridicularizando a sugestão que o Estado Islâmico não seja verdadeiramente muçulmano.
Adnani continua sua ameaça contra os ocidentais, dizendo: "Vocês não vão se sentir SEGUROS, mesmo em seus quartos vocês vão pagar o preço por esta cruzada de seu colapso, e depois disso vamos golpeá-los na sua terra natal, e vocês nunca serão capazes de prejudicar alguém depois".
"Oh, América... oh, aliados da América saibam que o assunto é mais perigoso do que vocês imaginaram e maior do que vocês imaginaram", acrescenta. Alertamos que hoje estamos em uma nova era, uma era onde o Estado [islâmico], SEUS SOLDADOS, e os seus filhos são líderes, não escravos. Vamos conquistar a sua casa, quebrar suas cruzes, e escravizar suas mulheres, com a permissão de Deus, o Altíssimo", declarou.
O vídeo foi lançado logo após os ataques aéreos franceses contra ISIS na última sexta-feira, 19/09, que mataram dezenas de combatentes jihadistas no norte do Iraque.
Outros países também aumentaram as respostas ao grupo militante, com mais ataques aéreos esperados pelos EUA nesta semana.
Segundo o secretário de Estado dos EUA John Kerry, mais de 50 países comprometeram-se a participar de uma coalizão internacional contra o ISIS - organização planejada para ter entre 20.000 e 31.500 membros que lutam para criar um califado islâmico. O grupo passou a controlar uma grande extensão do Iraque e da Síria.
Como parte do esforço para eliminar os extremistas, o presidente Obama vai esta semana exortar a ONU a aprovar uma resolução que proíbe supostos jihadistas de viajar para o exterior.

CPAD

Cristão Gao Zhisheng é impedido de ter acesso a tratamento médico na China


Cristão Gao Zhisheng é impedido de ter acesso a tratamento médico na China
O advogado chinês que trabalha com direitos humanos, Gao Zhisheng, liberto da prisão no dia 7 de agosto, está sofrendo de diversos problemas físicos e psicológicos, que se agravam por ele não ter permissão para consultar um médico desde sua libertação.
Desde sua libertação da prisão, Gao tem permanecido com sua família em Xinjiang. De acordo com a declaração da organização Freedom Now, Gao permaneceu em uma prisão solitária de dezembro de 2011 até sua libertação. Os guardas que faziam a segurança não eram autorizados a falar com ele, e Gao foi mantido em uma pequena cela.
Como resultado da restrição de alimentos (ele comia apenas uma fatia de pão e um pedaço de repolho por dia), o advogado perdeu 22.5 quilos. A declaração também confirma que os dentes de Gao estão em péssimas condições, devido à subnutrição. Existem também preocupações acerca do estado de saúde mental de Gao. Ele é capaz de falar apenas frases curtas e muito do que ele diz é incompreensível.
Apesar da óbvia necessidade de cuidados médicos, Gao não tem tido permissão para proceder ao tratamento. Sua esposa, que vive nos Estados Unidos com seus dois filhos, apelou ao presidente Barack Obama e secretário Kerry para que Gao possa viajar para os Estados Unidos e conseguir tratamento médico. Contudo, a sentença original que condenou Gao por incitar subversão ao poder do Estado, incluía um ano de suspensão dos direitos políticos. Se essa sentença for confirmada e aplicada, isso incluirá certas restrições, incluindo limitações dos direitos de ir e vir, associação e expressão.

O jeito evangélico de pedir votos e fazer política


Jornalista da revista Época acompanharam dois pastores e mostram a habilidade para driblar as imposições da lei eleitoral sem desrespeitá-la.

A revista Época publicou uma reportagem sobre “o jeito evangélico de pedir voto e fazer política”, assinada pelos jornalistas Flávia Tavares e Tiago Mali.

“Por lei, ele não pode pedir voto no culto. Pode, no entanto, suplicar que rezem por ele. Até outubro, esse tipo de cena se multiplicará nos milhares de igrejas do país. Candidatos evangélicos de diversas denominações (só pastores são 270) tentarão chegar ao Congresso”, escrevem Flávia e Tiago, traçando um perfil do candidato que se identifica como evangélico.

Confira a íntegra da matéria abaixo:

O breu e o silêncio da noite dominavam a ampla sala. Jovens sonolentos, de boné, calça jeans, camiseta e casaco de capuz formavam um círculo. Esperavam em pé, rodeados de cadeiras de plástico e uma mesa de som. Eram 5h20 de uma quarta-feira fria de julho, e o sol ainda não se erguera no Setor de Mansões de Sobradinho II – apesar do nome, uma área pobre de Brasília. Ainda na penumbra, o pastor Rodrigo Delmasso pôs fim à espera. Vestia calça e blusa de moletom. Subiu ao diminuto palco e se embrulhou numa bandeira do Brasil. “Vamos orar, gente?”, disse Delmasso. Apertou bem os olhos, baixou a cabeça e abraçou o pastor titular daquela pequena igreja. Delmasso descarregou, com a voz forte e num só fôlego, a ladainha que induziria aqueles 25 jovens a um aparente transe. “Meu Deus, estamos vivendo neste país um momento de decisão. Nós pedimos, em nome de Jesus, que o Senhor possa, Pai amado e Pai querido, conduzir essas eleições. Que levante homens justos, homens para ocupar a posição de poder que estejam ligados ao Pai, comprometidos em estar trabalhando pelo bem das pessoas!” “Aleluia”, respondiam incessantemente, mãos ao alto, os fiéis. “Que o Senhor possa levantar, meu Deus, homens e mulheres que combatam a desigualdade social, que combatam a violência, que possam combater, em nome de Jesus, todas as mazelas existentes em nossa sociedade. Que o senhor possa levantar homens e mulheres de Deus que possam assumir a gestão do nosso país.” “Amém! Aleluia!” A oração durou três intensos minutos. Acenderam-se as luzes.

Delmasso, de 34 anos, é um jovem pastor da igreja evangélica Sara Nossa Terra. É também candidato a deputado distrital – em Brasília, o equivalente a deputado estadual. Numa cruzada político-religiosa, ele tem madrugado para visitar igrejas, falar sobre “a sociedade que queremos” e pedir orações. A panfletagem tradicional fica do lado de fora dos templos. Por lei, ele não pode pedir voto no culto. Pode, no entanto, suplicar que rezem por ele. Até outubro, esse tipo de cena se multiplicará nos milhares de igrejas do país. Candidatos evangélicos de diversas denominações (só pastores são 270) tentarão chegar ao Congresso.

Delmasso é um dos 345 postulantes a um mandato que usam na urna títulos como “pastor”, “bispo” ou “missionário”, segundo um levantamento feito por ÉPOCA. É um crescimento de 47% em relação a 2010 e mais que o triplo de 1998. Num Brasil cada vez mais evangélico, que pode eleger um deles para o Planalto, ÉPOCA acompanhou de perto o jeito evangélico de fazer política – e campanha. Seguimos dois pastores-candidatos. Um foi o próprio Delmasso, do PTN, pastor de uma igreja fundada em 1992, com mais de 1.000 templos e 1,3 milhão de fiéis. O outro foi o deputado federal Ronaldo Fonseca, candidato à reeleição pelo Pros do Distrito Federal. Fonseca é pastor da Assembleia de Deus, maior e mais tradicional denominação evangélica do país, fundada em 1910, com mais de 12 milhões de seguidores.

Naquela manhãzinha gelada de julho, depois da reza pelo futuro do país e pela qualidade de seus líderes, preferencialmente “homens de Deus”, Delmasso conversou com os jovens. Estava descontraído. Muitos deles admitiram ser ex-dependentes químicos. O culto acontece tão cedo porque os moradores de periferia madrugam para trabalhar – e o caminho é longo. Os ônibus já circulavam lotados na avenida em frente ao templo antes das 6 horas. Delmasso não falou explicitamente que era candidato. Não precisava. Os presentes foram avisados na semana anterior de que ele estaria ali naquele dia. “Quem não quiser me ouvir falar não vem”, diz Delmasso, enquanto dirige seu carro pelas ruas vazias de Brasília. Seu raciocínio é simples: não é pecado usar o púlpito para falar de um país melhor, para incentivar o fiel a exercer seu papel de cidadão. Desde que não se peça voto. Delmasso não é exatamente carismático. Mas sabe falar com os jovens – e ouvi-los. Ele perora por dez minutos sobre os perigos de uma sociedade onde crianças têm acesso a livros em que se ensinam posições sexuais. Sobre as ameaças de uma legislação que visa baixar a idade de consentimento sexual dos 14 para os 12 anos – ou, como ele define, “a legalização da pedofilia”. Ambas as questões passam longe da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ele prossegue. Fala da proteção de suas filhas contra as drogas, tema sob medida para aquele público. Roga que os fiéis pensem no futuro que querem para si. A conferência é encerrada pelo pastor daquela unidade. Ele pede bênçãos “para a caminhada do Rodrigo”.

Assim que atravessam a porta de ferro rumo à calçada, os jovens recebem um jornalzinho do partido de Delmasso, o anódino PTN, cujo diretório em Brasília é presidido por ele. Delmasso está espalhado pelas quatro páginas Open in new windowdo folheto. Em seu currículo, antes da formação em gestão pública e da pós-graduação em serviço social, vem o título de pastor. “O eleitor não é alienado. Nenhum ser humano admite ser manipulado por outro”, diz Delmasso. Nem em nome de Deus? “Não aceita, não aceita, não aceita. A pessoa pode escolher, dentro de seus conceitos e valores internos. Mas isso é o estado democrático de direito, o direito de livre escolha. Não temos de julgar se é certo ou errado.” Já acomodado no sofá da sala de sua CASA, Delmasso justifica a legitimidade de sua campanha comparando seu direito de defender os interesses de seu grupo ao de outros segmentos. Recorre aos sindicalistas. “Qual a diferença para um candidato que vai para a frente de uma fábrica, falar para os eleitores de seu setor? Muitos ainda usam o nome de Deus em segmentos que não têm nada a ver... É a pluralidade da democracia. A igreja é uma entidade social que representa um estrato da sociedade. Um bancário se elege para defender seus pares. Um taxista também. Se as categorias têm esse direito, por que a igreja, uma expressão da sociedade, não teria?”

Delmasso argumenta ainda que o eleitor evangélico é mais resistente que os demais. Ficou arisco depois de tantos escândalos de corrupção envolvendo políticos que atuam sob o signo da fé. O mais devastador foi o escândalo dos sanguessugas, que veio à tona em 2006. Tratava-se do desvio de DINHEIRO público destinado à compra de ambulâncias. Um dos acusados foi o Bispo Carlos Rodrigues, da Igreja Universal do Reino de Deus, mensaleiro condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Naquelas eleições, a bancada evangélica no Congresso caiu de 61 para 36 parlamentares. O fiel passou a ver com imensa desconfiança o engajamento de seus líderes com a política. Depois veio a público a infame “Oração da Propina”, flagrada em vídeo divulgado em 2009 por Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, esquema de distribuição de dinheiro em troca de apoio dos deputados distritais. Nas imagens, o ex-deputado Júnior Brunelli, filho do fundador da igreja evangélica Casa da Bênção, abraça o colega Leonardo Prudente, então presidente da Câmara Legislativa do DF, e Durval Barbosa, então secretário do governador José Roberto Arruda, responsável por repartir a propina. Prudente reza: “Olha, somos gratos pelo amigo Durval, que tem sido um instrumento de bênção para as nossas vidas e para essa cidade, que o Senhor contemple as questões do seu coração. (...) A sentença é o Senhor quem determina, o parecer e o despacho é o Senhor que faz acontecer”.

A “Oração da Propina” deixou os evangélicos descrentes. Muitos não queriam mais votar em seus pastores. “Quando falo com irmãos da igreja, tenho de convencê-los de que sou diferente. Eles me questionam: ‘Quem garante que você não entrará lá e se corromperá, sujando o nome da igreja?’. São mais difíceis do que qualquer outro público”, diz Delmasso. Não há mesmo como provar quanto a crença do fiel se converte em voto aos candidatos oficiais das igrejas ou aos indicados por seus líderes. O próprio Delmasso, que tentou se eleger em 2010, teve 6 mil votos. Virou apenas suplente. Somente em Brasília, a Sara tem 70 mil fiéis e 105 templos. Há indicadores, porém, de que escolher candidatos oficiais nas igrejas e “orar” por eles dá resultado. A tese de mestrado da cientista política Isabel Veloso, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, mostra que os evangélicos gastam menos do que qualquer outro candidato para se eleger. Metade dos deputados evangélicos eleitos em 2010 gastou até R$ 5 por eleitor. Entre os demais eleitos, 21% gastaram essa quantia. “O eleitor, de qualquer segmento, quer escolher em quem votar tendo o menor esforço possível. Quando o líder religioso já é ou indica o candidato, essa escolha é facilitada”, diz Isabel. “Some a isso o fato de que os evangélicos têm um grau altíssimo de frequência nos cultos. Nas igrejas pentecostais, especialmente a partir de duas semanas antes da eleição, a exposição ao tema político com esse tipo de discurso é muito grande.”

Sob o termo “evangélico” cabem dezenas de igrejas. Uma pequena amostra: Delmasso, depois do culto da madrugada, fez um corpo a corpo no SHOPPING Popular de Ceilândia, outra área pobre de Brasília. Num raio de 2 quilômetros, ÉPOCA identificou 16 templos de igrejas evangélicas distintas. Entre elas, a Igreja Pentecostal Tabernáculo de Cristo, a Igreja Pentecostal Carruagem de Fogo, o Ministério das Nações Soberania Divina, a Igreja Batista El Shadday e a Igreja Evangélica Cristo Reina. Nem todas as denominações são inclinadas ao palanque. A divisão mais comum é entre evangélicos de missão (as igrejas mais antigas, como batista, adventista e presbiteriana); pentecostais (as nascidas no início do século XX nos Estados Unidos e no Brasil, como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Quadrangular e Deus é Amor); e as neopentecostais (as igrejas criadas a partir dos anos 1970, como Universal do Reino de Deus e Sara Nossa Terra). As evangélicas de missão têm entre seus dogmas não se envolver diretamente com política. As pentecostais e as neopentecostais adotaram uma postura mais engajada desde o fim da ditadura. Foi quando a Igreja Católica aumentou sua bancada no Congresso. Os evangélicos temiam perder espaço e influência.

Uma pesquisa do sociólogo inglês Paul Freston mostra que o crescimento da bancada evangélica vem desde o início do processo de redemocratização. Uma decisão política, tomada pela cúpula de algumas igrejas ainda na década de 1980, foi fundamental para esse aumento da bancada. Naquele tempo, diz Freston, havia um discurso comum entre várias agremiações protestantes. Elas consideravam a política como a “esfera da corrupção e do pecado”. “Isso mudou em 1986. Quem liderou a mudança foi a Assembleia de Deus, que decidiu se organizar internamente e escolher candidaturas para apoiar”, afirma Freston. O trabalho dele mostra que, por volta de 1985, a cúpula da igreja decidiu apoiar 18 candidaturas para a Assembleia Constituinte.

Naquele momento, uma revolução foi forjada nas igrejas pentecostais. Aos poucos, a crença de que política era coisa do diabo foi trocada pelo mantra “Irmão vota em irmão”, professado num livro com o mesmo título, escrito por Josué Sylvestre, um assembleiano e assessor do Senado. Nele, Sylvestre diz: “Pastores do Brasil, em nome de Jesus Cristo, despertem para a realidade da conjuntura nacional; não deixem seus rebanhos sem uma orientação segura, coerente, oportuna e bíblica”. Em 1988, a representação evangélica avançou para 36 parlamentares. Eram 17. Hoje, são 75 deputados e três senadores. A estimativa do ex-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, João Campos, é que possa chegar a 90 deputados em outubro. A partir da Constituinte, a sobreposição entre religião e política foi tão intensa quanto questionada. Episódios recentes, como a escolha do pastor Marco Feliciano (PSC) para a presidência da Comissão dos Direitos Humanos na Câmara, uma das frentes mais progressistas do Legislativo, propiciaram o choque entre os “homens de Deus” e os “defensores do Estado laico”.

O Censo de 2010 mostra que é falsa a ideia segundo a qual o voto evangélico é iletrado e pobre. Ele mostra que 73,7% dos evangélicos ganham até três SALÁRIOS MÍNIMOS. Entre os católicos, essa percentagem é de 75%. Enquanto 48,5% dos evangélicos não têm estudo ou têm apenas o fundamental incompleto, esse número chega a 51,2% dos católicos. A Sara Nossa Terra atrai boa parte de seus seguidores nas classes A e B. O apelo é outro. No Brasil, os partidos políticos e o Congresso são as instituições com o menor índice de confiança entre a população. A igreja tem o maior. Um líder religioso que se propõe a levar à política os valores da igreja sai na frente do político ordinário, que não usa essa plataforma. “Essa defesa de valores e princípios é legítima”, diz Freston. “O problema é que os candidatos das igrejas normalmente não têm trajetória política, formação. Fixam-se em assuntos que não são obviamente políticos, como a família, e não têm preparo para lidar com os temas políticos reais, de que tratarão no Congresso.”

Muitas vezes, os pastores-deputados escondem, por trás da luta pelos bons costumes, a intenção de defender os interesses da igreja enquanto corporação. Há alguns anos, a estratégia era principalmente para conquistar concessões de rádio e TV. Com essa rede de comunicação já estabelecida, os evangélicos passaram a ambicionar outros benefícios. Basta fazer um levantamento dos projetos propostos pela bancada evangélica que tramitam na Câmara. Intercalados aos que vedam a discriminação aos religiosos e aos que propõem consulta pública sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo, vêm os que excluem as igrejas da obrigação de pagar IPI na compra de automóveis, ou de atender o Estatuto de Impacto da Vizinhança na construção de um templo, ou ainda de pagar direitos autorais por músicas usadas em cultos. “Os candidatos oficiais das igrejas, depois de eleitos, ficam com uma enorme obrigação de atuar em nome da denominação”, diz Freston. A defesa da família acaba sendo só o discurso mais barulhento.

O deputado federal Ronaldo Fonseca, pastor e advogado de 55 anos, transita entre essas duas zonas da atuação de um pastor-político. Bem cedinho numa quarta-feira de julho, estava ele num galpão de Taguatinga, um dos bairros mais populosos do Distrito Federal. Cerca de 50 pastores da Open in new windowAssembleia de Deus da região se esbaldavam de café com leite, pão com manteiga, laranjas e bolo. Fonseca é baixinho. Quase desaparece diante de um grande cartaz com uma foto sua e a frase “Estarei obstinado a alcançar os sonhos que Deus escolheu para mim”. Sua voz preenche o espaço, fruto de 30 anos de pastoreio. Ele fez um balanço de sua atividade parlamentar. Argumentando que não atua só para o segmento, enumerou os recursos que ajudou a trazer para Brasília para construir centros para a juventude, criar clínicas da família, cobertura de quadras. Ato contínuo, perguntou: “Qual o maior patrimônio que temos? A família. Por que o Estado não entende isso? Por que o Estado aposta no desmonte da família?”. Fonseca é o coordenador dos 23 parlamentares da Assembleia de Deus no Congresso – eles querem chegar a 30 nesta eleição. Foi também, por dez anos, coordenador político da igreja. Viajava o país para convencer os fiéis a se envolver mais diretamente com o assunto. Na Câmara, é membro titular da Comissão de Cidadania e Justiça e suplente na de Direitos Humanos. “Sou o relator, o-re-la-tor, do Estatuto da Família”, diz, com voz de púlpito.

Em sua VAN, depois de desfiar todas as ameaças contra a família que tramitam no Parlamento para os pastores e sugerir que eles “peçam ajuda para os amigos e a família na nossa caminhada”, Fonseca evoca, assim como fez Delmasso, os sindicalistas como contraponto de legitimidade para a atuação dos evangélicos. Afirma que, em seu ministério, está proibido falar de política nos cultos. ÉPOCA pergunta se é função do Estado regular a família brasileira. Primeiro, ele cita o Artigo 226 da Constituição. O texto diz: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Ele emenda a seguinte analogia: “Se, na hora do almoço, alguém decide que, em vez de comer pela boca, vai comer pelo nariz, pelo ouvido, isso é normal? Com o tempo, ficará doente. Quem arcará com isso será o Estado. Então, ele deve interferir, como interfere nos acidentes de moto... Agora, você não pode ter preconceito, não pode discriminar”.

Cumprida a etapa da defesa da família pela manhã, naquela noite Fonseca ofereceu mais comes e bebes para pastores da cúpula de uma Assembleia de Deus do Guará. O jantar, oferecido para cerca de 180 pessoas num salão de festas da própria igreja, tinha como convidados especiais o governador Agnelo Queiroz, candidato à reeleição, e Geraldo Magela, secretário de Habitação e candidato ao Senado, ambos do PT. Sem o menor constrangimento, Agnelo e Magela peregrinaram até ali para pedir votos para si e para Fonseca. A recíproca era verdadeira. Agnelo discursou sobre a parceria que o DF tem com as igrejas em trabalhos sociais. “Irmãos e irmãs, o deputado Ronaldo é um grande parceiro. Trouxe as demandas das igrejas para nosso governo, e atendemos.” Quando Fonseca tomou a palavra, as demandas ficaram mais claras. Ele fez questão de agradecer ao secretário Magela por ajudar a resolver a disputa de um terreno próximo dali, cobiçado por ele e por uma igreja católica, em 1993. Fonseca levou.

Atestando o valor de seu capital político naquele jantar, Fonseca afirmou que aquele era um ministério sério, que não se vende. Disse que naquelas mesas estavam verdadeiros líderes. “Não como em outras reuniões em que eles pegam um diaconozinho qualquer e botam gravata.” Imediatamente, apresentou a fatura. “Voltando para o governo, governador, lembre-se sempre deste dia, do que essas pessoas estão fazendo por você.” Fonseca convidou outro pastor a fazer a oração de encerramento daquele jantar político-religioso. “Sabemos que a autoridade constituída está na mão do Senhor. E Lhe pedimos agora, Senhor, bênção em favor do governador, bênção em favor do candidato ao Senado, Senhor, aos candidatos a deputado federal e distrital. É em nome de Jesus que pedimos agora, Senhor, a proteção divina.” Ali, às claras e no burburinho da fé, o transe foi político.

Fonte: Site da revista Época

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