quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estudo sobre Romanos 1




v. 1-7. Paulo se apresenta formalmente às igrejas em Roma, pois esse é o primeiro contato que ele tem com elas. Ele apresenta as suas credenciais e mostra a centralidade de Jesus Cristo no evangelho de Deus para o mundo.
 v. 1. Ele não trabalha por conta própria, mas como servo à disposição do seu Rei e Senhor. Servo (lit. “escravo”) tem conotações veterotestamentárias de um ministro de Estado da coroa (e.g., 2Rs 22.12) e de devoção à adoração e ao serviço de Deus (e.g., SI 113.1). A tarefa apostólica de Paulo não é uma carreira que ele escolheu, e, sim, sua resposta ao chamado de Deus, que o escolheu como escolheu Jeremias para ser seu porta-voz (cf. G1 1.15; Jr 1.5). v. 2-4. Que o evangelho é de Deus, fica provado pelo fato de que não era uma novidade humanamente produzida, mas o cumprimento das promessas do AT. O “ato poderoso” (assim na NEB no lugar de “poder”) de Deus ao ressuscitar Jesus dos mortos também era comprovação do evangelho. Esses versículos fazem eco de uma antiga confissão de fé da qual Paulo também fez menção no seu sermão à igreja da Pisídia (At 13.23,32,33). O tema do evangelho é o Filhoeterno de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor, o Salvador encarnado e rei prometido que liga os seus súditos a si mesmo e uns aos outros. Ele é Messias com os devidos créditos, nascido da linhagem de Davi na sua vida terrena (como homem\ lit. “carne”) e, por isso, qualificado para ser o Rei do povo de Deus. Como filho mais velho do grande Davi, ele herdou a promessa de coroação e o decreto divino de SI 2.7: “Tu és meu filho; eu hoje te gerei”. No lugar de declarado, provavelmente devemos ler “decretado”, para captar a alusão. A ressurreição foi o pronunciamento de Deus empossando-o oficialmente como o seu Rei messiânico (cf. At 13.33) em cumprimento do decreto antigo. Filho de Deus talvez seja usado, em parte, como título de Messias (cf. At 9.20 com At 9.22). Cristo cumpriu a sua função de filho ao aceitar oficialmente o seu reinado, mediante o Espírito de santidade significa “no ambiente do Espírito Santo”, referindo-se à vida de Cristo após a ressurreição (cf. IPe 3.18). No pensamento rabínico, a época por vir seria a era do Espírito: para a igreja, ela havia iniciado com a ressurreição de Cristo, v. 5. O salmo 2 havia prometido ao Messias não somente honras de rei, mas também domínio real até os confins da terra (v. comentário de 10.11-13). Em harmonia com esse plano, Deus havia comissionado Paulo (o sujeito de “recebemos”, “nós”, é semelhante ao “nós” editorial) a trabalhar no mundo todo para obter a lealdade das pessoas para com o nome de Cristo e o havia equipado comgraça capacitadora que o qualificava para a sua tarefa (cf. Ef 4.7,8). O alvo havia sido a obediência que vem pela fé, para fazer os gentios primeiramente confiarem e depois obedecer (cf. NEB).
v. 6. Essa comissão mundial explica o interesse de Paulo por, e sua autoridade sobre, os próprios romanos. A NVI interpreta corretamente a expressão do original que lit. seria: “chamados de Jesus Cristo”; é Deus Pai quem chama (8.30). Quando Deus proclama a sua intimação, ele reivindica o homem como posse de Cristo e o designa para o destino da salvação (cf. Is 42.6; 43.1). v. 7. Como o povo de Deus no AT, eles foram inseridos no círculo íntimo do amor de Deus. chamados para serem santos (gr. klêtois hagiois)ou “santos por chamado” (J. N. Darby) faz eco de um termo usado acerca de Israel — “santa reunião” (gr. klêtê hagiã-, Êx 12.16; Lv 23; Nm 28.25). Uma carta comum no século I d.C. começava com “Saudações [gr. chairein] de A para B”. Os cristãos deram a essa abertura convencional um toque espiritual ao substituir chairein porcharisgraça. A essa saudação orientada para os gentios, Paulo acrescenta a saudação judaica paz (heb. shãlõm). Essa bela invocação de bênção divina pode ser um eco da bênção araônica de Nm 6.24ss. “Observe como esse nascido e nobre monoteísta consegue pôr Jesus inequivocamente daquele lado da realidade que nós chamamos de divino” (A. M. Hunter).
v. 8-15. Depois dessa apresentação e introdução oficiais, Paulo, num tom mais pessoal, compartilha a sua oração. Era comum nas cartas da época que a introdução fosse seguida de uma oração a um deus (cf. o comentário de C. H. Dodd para ver exemplos).
Numa carta cristã, o verdadeiro Deus, que se pode alcançar por meio de Jesus Cristo, assumia o lugar dos deuses em geral. A oração de Paulo era marcada por gratidão, persistência, reconhecimento da soberania de Deus e pelo desejo de ser canal de graça para os outros, v. 8. Notícias da existência de crentes em Roma haviam se espalhado para todas as igrejas do Império Romano, v. 9,10. Como parte da obra cristã que expressava a adoração espiritual que Paulo prestava a Deus {sirvo é a tradução do gr.latreuõ; cf. gr. latreia, “culto” em 12.1), ele desejava muito visitá-los (v. comentário de 15.23), mas até aquele momento Deus o tinha mantido em outros lugares (At 19.21). Detenções, tribulações, dois anos de angústia na prisão e um naufrágio precederiam a resposta à sua oração, v. 12. “Ao mesmo tempo, ele se rebaixa à posição deles” (Darby) em humildade e graça. Paulo, com muito tato, logo se corrige e deixa claro que não quer agir de forma autoritária com eles, mas está disposto tanto a dar quanto a receber (cf. 2Co 1.24). Esse versículo se tornou realidade para Paulo: v. At 28.15. v. 14,15. Em Roma, Paulo estava planejando investir tanto em evangelismo quanto na edificação das igrejas. A sua comissão apostólica o tinha investido de um sentimento de obrigação missionária mundial (cf. ICo 9.16, 17; At 9.15) que, visto que transcendia todos os tipos de civilização e níveis culturais, evidentemente também se estendia à cosmopolitaRoma, onde se poderiam encontrar representantes de todos esses tipos, gregos: eram aqueles que tinham adotado a civilização he-lenística internacional, em contraste com os bárbaros ou “não-gregos” que mantiveram a sua cultura e língua nacionais. Além disso, no v. 16 é usado o termo religioso grego, sábios ou ignorantes são termos que denotam pessoas com, e pessoas sem, formação acadêmica.
II. TEMA E TEXTO DO EVANGELHO (1.16-I7A)
v. 16. Paulo deve ter feito uma pausa aqui para reflexão. Roma — que sentimentos de grandeza, poder e até mesmo orgulho devem ter surgido na mente de Paulo ao pensar nos cidadãos romanos! Mas o evangelho de Cristo não era somente equivalente às realizações de Roma, mas as ofuscava. Também era algo de que se orgulhar, pois era o próprio meio de Deus — tão dinâmico quanto a ressurreição (cf. v. 4) — de salvar qualquer pessoa no mundo que se confiasse a ele (v. nota acerca da fé em 3.22), uma oferta feita primeiro no tempo ao judeu, depois ao gentio. O evangelho não conhece fronteiras, a não ser a fronteira da fé. v. 17. A justiça de Deus [...]revelada continuamente na pregação do evangelho é uma expressão complexa (v. comentário a seguir). Em resumo, é a forma justa de Deus tornar justos os homens diante dele. Por parte do homem, está “fundamentada na fé e é dirigida à fé” (nr. da NEB; lit. “de fé em fé”, como está na nr. da NVI; cf. 3.22). Paulo toma Hc 2.4 como o seu texto básico: “os justos-pela-fé viverão” (cf. RSV, NEB). No seu sentido original, o texto era uma certeza de que, apesar da ameaça de invasão e sublevação, o homem cuja vida estivesse em concordância com a vontade de Deus seria preservado e prosperaria sob a boa mão de Deus por conta da sua firme lealdade a Deus. No novo cumprimento na era de Cristo, as questões são elevadas a outro plano. Há uma guerra divina contra o pecado. A fidelidade é reduzida ao cerne da fé e associada intimamente com o que é “justo”. A vida prometida é exatamente a vida do Cristo ressurreto. 
v. 18. O evangelho não somente revela a justiça de Deus. Também “a morte de Jesus Cristo na cruz é a revelação da ira de Deus vinda do céu” (Karl Barth). A ira de Deus é geralmente compreendida como a realização do juízo de Deus na história humana. Mas o paralelismo de é revelada nos v. 17,18 sugere uma referência dupla ao conteúdo do evangelho, e em concordância com isso alguns estudiosos têm explicado aira em termos da proclamação do juízo por vir no evangelho apostólico. Mas 3.25 e 8.3 demonstram uma ligação íntima entre a cruz e a ira de Deus ou a condenação do pecado. No AT, a “justiça” e a “ira” são consideradas dois lados de uma mesma moeda. Quando a “justiça” é a intervenção de Deus a favor do seu povo oprimido, a “ira” é um aspecto complementar do mesmo processo, a mesma intervenção que os opressores inimigos experimentam (Is 59.16-18; 63.1-6). Se a justiça é direcionada à restauração do homem, é dirigida contra o pecado (v. comentário ao final do cap. 5) — toda impiedade e injustiça — e assume a forma da ira. Na proporção em que o pecado é uma força que controla a vida de um homem, a ira precisa ser dirigida contra esse homem até que ele seja resgatado do seu poder. Na cruz, Deus interveio dos céuse “condenou” ou derrotou o “pecado” por meio da morte do seu Filho encarnado (8.3). Sem Cristo, os homens estão condenados a encarar a ira de Deus no dia do juízo (2.5), pois é a própria impiedade deles que os coloca em oposição a Deus e impede que a suaverdade espiritual e moral influencie as suas vidas. Mas já de forma adiantada “o fogo da ira foi aceso no Gólgota” (Barth). O juízo final foi antecipado no Calvário. O pecado foi julgado, e a libertação foi tornada acessível para o crente. Ele está protegido da ira de Deus pelo poder propiciatório do Crucificado (3.25).
Uma observação a respeito da justiça
A justiça foi definida por William Manson como “um meio de salvação que faz justiça para com a realidade moral da relação de Deus com os homens, enquanto ao mesmo tempo capacita a restauração dos homens para uma correta relação com Deus”. Essa definição da palavra está longe do que encontraríamos em um dicionário de português. E assim porque as suas raízes estão profundamente fincadas nas Escrituras hebraicas, a sementeira da revelação do NT. No AT, “justo” é principalmente um termo usado no tribunal com o significado de “livre de culpa”, “no direito”. Refere-se ao veredicto de um juiz a um homem que está sendo julgado. Jeremias 3.11 relata o veredicto de Deus: “Israel se justificou mais do que Judá” (VA) significa que Israel é “mais justa” (“melhor”, NVI). O termo “justiça” pode ser aplicado também a um juiz. O papel de um juiz nos tribunais dos hebreus era muitas vezes defender os oprimidos contra os seus opressores, proteger e vindicá-los contra tratamento injusto. Ele era “justo” na proporção em que socorria os vitimados. Em Lc 18.6, é a relutância do juiz em investigar a causa da viúva oprimida que lhe confere o epíteto “injusto”.
Como era de esperar, o termo “justo” passou a ter uma amplitude maior de aplicações além do tribunal. Desenvolveu também um significado moral; possivelmente o homem absolvido ajudado pelo juiz contra os seus adversários recebeu esse veredicto porque tinha agido anteriormente de forma moralmente justa. Mas os usos legal e moral da palavra não são sinônimos. Quando um juiz absolvia um homem e o tornava legalmente “justo”, ele, com isso, não o tornava moralmente justo.
Como mostrou a referência a Jr 3.11, a ideia de “justiça” passou a ser aplicada à relação entre Deus e o homem. Deus tem, por assim dizer, um tribunal para condenar os delitos e um tribunal de apelação para reverter o veredicto de juízes corruptos do seu povo. A justiça de Deus significa tanto a sua santidade moral quanto a sua atividade sal-vífica a favor de Israel. O termo “justo” se tornou parte do vocabulário da aliança entre Deus e o seu povo. Em Gn 15.6, a “justiça” é o relacionamento correto de Abraão com Deus fundamentado na sua aprovação. O patriarca não estava somente “no seu direito” diante de Deus, seu Juiz, mas também estava “em ordem com” o seu Deus da aliança. Ele estava em posição favorável de aceitação diante de Deus. O relacionamento de aliança significava que os israelitas podiam apelar a Deus para pedir a sua ajuda, assim como em tratados antigos um rei vassalo podia apelar ao seu rei suserano quando era atacado. Quando os estrangeiros invadiam a terra, Israel podia apelar ao supremo Juiz para pedir ajuda. Esse apelo foi feito mesmo quando Israel quebrou a sua parte da aliança e estritamente já não estava qualificado para pedir a “justiça” de Deus — mas Deus mesmo assim intervinha para defender o seu povo indigno! Com isso, estava sendo pavimentada a estrada para o NT, em que Deus revela a “justiça” àqueles completamente fora do relacionamento de aliança em cumprimento das suas próprias e generosas promessas. Em Jz 5.11, a atividade de Deus ao defender Israel contra os cananeus é chamada de “os justos feitos do Senhor”. A sua “justiça” nesse caso (“justos feitos”) é a sua intervenção na guerra. O Juiz executa o seu juízo como um guerreiro; o tribunal não é outro senão o campo de batalha. Em Romanos, a “justiça” é a vitória salvífica de Deus sobre o pecado, o inimigo do homem, como também um atributo moral de Deus e do homem, e o fato de o homem ser aceito por Deus. Na cruz e na ressurreição de Jesus Cristo, Deus agiu com justiça moral e salvífica; ele ofereceu ao homem a dádiva da justiça da aceitação com o propósito de que o homem continuasse a viver uma vida de justiça moral.
III. O EVANGELHO PARA O MUNDO: “O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ” (1.17B—8.39)
Paulo explica a doutrina do seu evangelho em termos de Hc 2.4, desenvolvendo a sua relevância para a nova época do cristianismo. Pela morte de Cristo, Deus declarou o homem justo diante dele, se o homem somente se confiar pela fé às mãos de Deus. O homem-justo-pela-fé compartilha — agora em parte e na vida futura totalmente — a vida do Cristo ressurreto e exaltado.
1) “O justo [...] pela fé” (1.17b—5.11)
O apóstolo destaca o significado cristão da primeira metade do texto. Palavras associadas à justiça ocorrem 36 vezes nessa seção, e palavras associadas à fé ocorrem 29 vezes. O texto é permeado de uma atmosfera de tribunal. Os homens são culpados no tribunal de Deus, mas pela ajuda de Deus em Cristo um veredicto favorável é obtido. O significado da linguagem forense é que os homens que foram afastados de Deus, vítimas do seu próprio pecado, são reconciliados com Deus em Cristo e libertos das conse-quências fatais do pecado.
a) O fracasso do mundo (1.17b—3.20)
A salvação efetuada por Deus é realçada, primeiro, com o estabelecimento de um escuro pano de fundo do fracasso humano e, depois, com a projeção contra esse pano de fundo do esplendor da graça divina. Paulo prova por que no dia do julgamento a ira de Deus precisa cair sobre o mundo dos judeus e dos gentios antes de apresentar a alternativa da justiça pela fé em Cristo.
O fracasso do mundo pagão (1.17b-32)
Paulo fala primeiro da humanidade em geral no v. 18, mas, à medida que continua, tem em mente especificamente os gentios. Ele põe na balança a sociedade helenística da sua época e diz que ela está aquém do padrão divino. O caos domina em todo lugar. Animais se tornaram deuses, o homem se tomou mulher, o errado virou certo. A natureza sem o verdadeiro Deus se tornou desnaturai. O Criador foi rejeitado, e a criação está no caos; para o apóstolo esses dois fatos são causa e efeito, v. 19,20. A ausência da verdade não é culpa de Deus; ela foi propositadamente suprimida. “Não há defesa possível” (NEB) para o não-judeu. Deus mostrou demais de si mesmo no mundo natural para que o homem alegue ignorância. O mundo natural é uma janela através da qual Deus revelou parte de si mesmo ao homem, por meio da qual o homem pensante pode “ver” o poder invisível de Deus e a sua “divindade” (Knox).
O restante do capítulo é constituído de três seções paralelas agrupadas em torno da frase Deus os entregou, que é solenemente reforçada nos v. 24,26,28. v. 21-24. Visto que não o glorificaram, o seu destino foi a degradação sexual dos seus corpos. Ao rejeitarem as evidências diante deles (cf. At 14.17), os homens substituíram o uso correto da razão (cf. v. 20) por ideias irracionais acerca de Deus. Paulo faz eco da LXX em Jr 2.5; 10.14, em qae fúteis e loucos são termos aplicados a idólatras. Eles degradaram Deus ao nível das coisas criadas. Salmos 106.20 está na mente do apóstolo no início do v. 23. Aqui está Israel de novo. O mundo dos gentios também não considerava as obras de Deus (SI 106.7,13).
Eles também escorregaram para a idolatria, adorando uma infinidade de bonecos. Assim como Deus “entregou” Israel “nas mãos das nações” (SI 106.41, na LXX:paredõken), assim Deus entregou (gr. paredõken) os gentios ao seu destino. A experiência de Israel havia sido refletida e ampliada no mundo gentílico. O comportamento errado não era meramente consequência da adoração errada, mas um castigo divino por causa dela, embora não fosse o castigo completo pelo pecado deles (cf. 3.25), a separação final de Deus, que é a “morte” (v. 32, cf. 6.23), ou a ira de Deus no dia do juízo (2.5,8). Deus os fez ceifar a colheita que eles mesmos haviam semeado, v. 25-27. Visto que eles Trocaram o verdadeiro Deus por deuses falsos, como castigo temporário também trocaram suas relações sexuais naturais pelo homossexualismo, v. 25. Paulo sai da atmosfera imunda de vícios e idolatria e passa para o ar refrescante da doxologia. v. 27. A perversão é a idolatria deles: o termo gr.plane (lit. “perambulação”, “desvario”) é usado, com frequência, dessa forma na LXX.Castigo é mais lit. “castigo correspondente” ou “salário apropriado” (NEB); o castigo era apropriado para o delito, v. 28. Visto que desprezaram (gr. edokimasan) o conhecimento de Deus, o destino deles era uma mente arruinada (gr. adokimon). O preço que eles pagaram por rejeitarem Deus seria tornar-se refugos morais, v. 29-31. Uma lista aleatória de pecados individuais e de relações pessoais, v. 32. Esse é o clímax do pecado. Consentir, fria e objetivamente, nos pecados dos outros é pior do que sucumbir pessoalmente à tentação no calor do momento. Os gentios haviam abafado de forma indesculpável a sua consciência (cf. 2.15), de forma que o mal era aceito como se fosse o bem. Tudo isso precisa contar com a sentença de morte no dia do juízo.



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Projeto de Lei prevê multa de R$ 370 mil para ofensas a religião

Tramita na Assembleia Legislativa do Ceará projeto que prevê severas multas e até impossibilidade de realizar eventos para manifestações artísticas que promovam a “satirização, ridicularização ou toda e qualquer forma de menosprezar dogmas e crenças de toda e qualquer religião”. Entre as punições previstas, está multa de até 100 mil Ufir-CE – valor hoje próximo a R$ 370 mil.

A proposta, da deputada Dra. Silvana (PMDB), integrante da bancada religiosa, inclui entre manifestações vedadas “encenações pejorativas, teatrais ou não, que façam menção a atributo ou objeto ligado a qualquer religião”. Estariam “banidas” até mesmo charges humorísticas que satirizem a crença alheia.

Além de fixar o impedimento do artista autuado de realizar qualquer evento que necessite da autorização do poder público por até cinco anos, a lei também autoriza a Polícia Militar a interromper, “no ato”, eventos que descumpram a norma. Apesar das pesadas restrições, o projeto de lei registra que “não proíbe ou cerceia” a livre manifestação de opinião ou pensamento. 

Justificando a proposta, a deputada Silvana destaca que “discordar da religião alheia é um direito, mas respeitar a fé alheia, mesmo não concordando, é um dever”. A parlamentar é pastora evangélica, tendo atuado em ações como a aprovação de dispositivo que retirou o direito de transexuais de utilizarem o nome social em documentos escolares no Ceará.

Censura

O projeto de lei assinado por Silvana ganha destaque após polêmica envolvendo a peça teatral Histórias Compartilhadas, monólogo do ator Ari Areia que levanta discussão sobre a transexualidade masculina por meio de depoimentos reais. Um dos trechos da peça, na qual o ator derrama o próprio sangue na imagem de Cristo crucificado, provocou controvérsia e foi parar na Justiça.

“O monólogo trouxe à discussão o limite necessário entre a liberdade de expressão e o respeito ao sentimento religioso”, diz Silvana, que destaca que a comissão da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE) analisa desrespeito da liberdade religiosa no caso. 

Na semana passada, deputados aprovaram moção de repúdio à peça.

Ari Areia comparou a ação com a censura da Ditadura Militar. O ator divulgou nota sobre o caso: “Esse tipo de projeto (de Silvana) lembra momentos obscuros do País, onde os artistas sofriam perseguição e tentativas de silenciamento constante. Reiteramos que não vamos nos calar diante dessa situação e vamos lutar contra essa tentativa de silenciamento”.

Articulações

Parlamentares da bancada religiosa da Assembleia Legislativa têm mostrado aumento de articulações em torno de temas polêmicos nos últimos meses. No início de maio, os parlamentares retiraram trechos que previam o combate à discriminação contra homossexuais em escolas do Plano Estadual de Educação do Ceará. Eles alegam tentativa de “doutrinação LGBT” nas ações.

Fonte: O Povo

Arquiteto alemão propõe "destruir igrejas e construir mesquitas" para integrar muçulmanos

Um proeminente arquiteto e progressista alemão disse que, a fim de melhor integrar os imigrantes muçulmanos, as igrejas cristãs deveriam ser demolidas, dando espaço para que mesquitas "mais visíveis" sejam construídas nos mesmos espaços.Entrevistado pelo periódico Die Tageszeitung, Joaquim Reinig argumenta que Hamburgo necessita construir mais mesquitas. Ele disse que apenas mesquitas poderiam integrar ativamente os muçulmanos que as autoridades alemãs não conseguem alcançar. O jornal perguntou ao arquiteto se ele realmente acreditava que as mesquitas poderiam ajudar na integração dos imigrantes em vez de “perpetuar sua forma de vida ancestral”. Ele respondeu que, a fim de integrar adequadamente as pessoas em um país estrangeiro, os imigrantes não devem ter medo. E isto deve ser feito, pensa Reinig, pela construção de mesquitas “extremamente visíveis”.

“Um minarete [as famosas torres das mesquitas]  visível na arquitetura moderna é uma mensagem aos imigrantes: Não tenham medo de perder sua identidade na sociedade”. Reinig expõe que as mesquitas são um sinal de integração, pois demonstram aos muçulmanos que eles podem construir sua vida na Alemanha enquanto podem manter sua fé. Ele observou que os trabalhadores visitantes turcos, que chegaram ao país em gerações passadas, não precisaram mais retornar a Turquia. “Uma vez que eles tinham filhos e netos na Alemanha – ele argumenta – os trabalhadores relativamente seculares da Anatólia relembraram sua religião”

Na entrevista, Reinig observou que um relatório de 2013 que ele tinha co-escrito declarou uma “necessidade urgente” para a construção de mesquitas na região. Ele explicou que, em resposta ao relatório o político ‘verde’ Stefanie Berg pediu uma “mesquita em cada bairro”. O Senado de Hamburgo, com auxílio de Reinig, observou 42 mesquitas na região. Também prestaram atenção para a língua em que pregam, documentando o tamanho das mesquitas e o “trabalho comunitário” em que se envolvem.

Reinig explica que o Senado de Hamburgo trabalhou em “estreita colaboração” com a União Turco-Islâmica para Assuntos Religiosos (Ditib), que muitos ministros alemães criticaram pela entidade ser controlada pelo governo turco. Como não há muito espaço para as mesquitas em Hamburgo – continua Reinig – “muitas igrejas cristãs na região precisam ser abandonadas”. Na opinião do arquiteto, existem teoricamente cerca de 50 boas localizações para mesquitas. Segundo o mesmo, cerca de 3% dos cristãos alemães (23.000 pessoas) vão à igreja na região em comparação com os 17.000 muçulmanos que atualmente frequentam as mesquitas em Hamburgo.

Perguntado se ele pode causar uma reação por transformar igrejas em mesquitas, o progressista diz que pensou que demolir igrejas é mais fácil que converter os islâmicos,  complementando que “judeus, cristãos e muçulmanos, como membros de religiões abraâmicas, são teologicamente irmãos e irmãs (…) como se tem muitas semelhanças, não é preciso ter medo”.

O fato de Reinig ser progressista não impediu a preferência pela construção de mesquitas para os imigrantes, nem o lobby pelo financiamento de um museu da imigração em Hamburgo. “No distrito de Veddel já existe um museu da imigração, mas a história dos imigrantes, “trabalhadores convidados”, devem ser documentadas agora, enquanto eles ainda estão vivos”, argumenta Reinig.

Perguntado sobre os atentados perpetrados por islâmicos, o arquiteto explicou que as “42 comunidades muçulmanas em Hamburgo não apresentam perigo (…) levam uma vida normal. Estão longe de serem terroristas” e que “comunidades habitadas por muçulmanos não são um alvo dos terroristas”.

No início deste mês, quatro sírios foram presos por conspirar ao “estilo francês” de ataques a bombas e tiroteios em massa na Alemanha. O Ministério da Justiça do país revelou que estão sendo investigados mais de 180 suspeitos de terrorismo na Alemanha, com ligações para o Estado islâmico.


Fonte: Portal Conservador

Marco Feliciano confronta Porta dos Fundos: “Por que não faz humor com o Estado Islâmico?"

No entanto, durante a participação de Gregório Duvivier, Gabriel Totoro e Rafael Portugal no programa, o apresentador Emílio Surita decidiu entrar em contato com o deputado federal Marco Feliciano após os comentários de Duvivier acerca dos processos movidos pelo pastor ao canal.

Feliciano, então, entrou em contato com o programa para responder ao vivo. “O Duvivier é um rapaz muito esperto, inteligente, os ouros dele tem que ser aplaudidos. O problema é que ele mente muito, esse rapaz precisava ter um pouquinho mais de juízo. Por exemplo, quando ele fiz que não é do PT. Onde é que já se viu isso? Ele é mais vermelho do que o próprio Fidel Castro”, iniciou dizendo o pastor.

Em todo o tempo de discussão, Duvivier respondeu às críticas do político em tom ofensivo e sarcástico, utilizando argumentos sem embasamento e comendo biscoitos oferecidos a ele pelo programa.

“Meu problema com o Duvivier é que eu queria saber por que ele não faz uma charge ou um humor com o islã? Com o Estado Islâmico? Com Maomé? Por que faz só com o cristianismo?”, questionou o pastor.

“Bom, porque não tem nenhum deputado islâmico roubando o meu dinheiro, senhor”, respondeu o humorista.

Feliciano aproveitou para falar sobre os vídeos do Porta dos Fundos que fazem uma "ofensa gratuita" ao cristianismo, já que "toca na fé de milhões de pessoas". “Você pode rir, pode debochar, mas a verdade é uma só: vocês aproveitam e falam dos cristãos porque cristãos não batem, não brigam, eles param para conversa”, disse o político.

“Hoje é terça-feira, não era nem pra você estar ouvindo rádio, era para estar trabalhando. O que o senhor faz, eu acho criminoso. Você acabou de citar umas cinco mentiras, que ‘evangélico não tem mídia’, de que ‘eu sou filiado ao PT’. Pelo amor de Deus”, respondeu o humorista

Gregório lembrou ainda de vídeos que viralizaram na web, em que Feliciano critica católicos e faz uma brincadeira com o cartão de crédito de um fiel em mãos. O pastor esclarece que o vídeo do cartão de crédito foi "uma brincadeira", que teria acontecido em um evento da igreja para levantar fundos para 60 mil crianças do Haiti.

“São vídeos gravados há 22 anos. Eu era um outro homem, tinha um outro pensamento. Os padres falavam de pastores e pastores falavam de padres nos púlpitos, havia uma briga religiosa. Se eu pudesse voltar no tempo, não teria falado aquelas porcarias, porque eu amadureci”, esclareceu Feliciano.

Assista o debate completo:




Fonte: Guia-me

Israel prepara soldados para o maior ataque “visto em sua história”

Foguetes disparados a partir de Gaza contra Israel, em julho de 2014. (Foto: Jack Guez/AFP)
Foguetes disparados a partir de Gaza contra Israel, em julho de 2014. (Foto: Jack Guez/AFP)
Em guerras futuras, Israel será atingido com a maior salva de foguetes vista em sua história. A advertência foi emitida nesta segunda-feira (27) pelo General Zvika Haimovich, comandante da Força Aérea Israelense.
De acordo com o general, o Irã, junto às organizações terroristas Hezbollah e Hamas, está realizando o desenvolvimento conjunto de foguetes. "Nós podemos ver muitos testes ao vivo em Gaza com oHamas, Irã e Hezbollah [no Líbano]. Eles reuniram grandes esforços para aumentar e melhorar suas habilidades", anunciou Haimovich durante a Conferência da Defesa Míssil ar-ar de Israel.
Os grupos hostis procurarão dominar as defesas aéreas com fortes rajadas, segundo Haimovich. “No futuro, vamos nos reunir e envolver uma salva [de foguetes] muito maior", disse ele, acrescentando que os inimigos virão de várias direções, e uma "guerra regional" poderá eclodir.
Haimovich acrescentou, ainda, que o Hezbollah pode cobrir mais de 75% do território de Israel com seus foguetes e mísseis. "Se nós estamos falando sobre uma ameaça multi-direcional, isso é muito mais complicado do que enfrentamos de cinco a 10 anos atrás. Nós vamos lidar com números muito grandes de salvas, de 50 a 100 [projéteis]. Não importa se são do Hezbollah ou do Hamas. Nós vamos encontrar novas surpresas no campo de batalha, isso é certo", disse o chefe de defesa aérea.
Além disso, na próxima guerra os inimigos irão disparar mísseis de cruzeiro contra Israel, advertiu o militar. “Não é um pesadelo. É um cenário muito realista. Esta é a nossa forma de preparar e treinar nossos comandos e unidades, para estarmos pronto para a próxima batalha.”
Haimovich admitiu que faltam recursos militares para Israel, e que não há interceptores suficientes na defesa. "Isso significa que temos de maximizar nossos interceptores. Isso [também] significa que os foguetes e mísseis atingirão o Estado de Israel na próxima escalada", disse ele.


GUIA  ME

FINAL DOS TEMPOS - Alemanha vai ganhar o primeiro “templo da religião mundial”

Com o afluxo de milhões de refugiados para a Europa nos últimos meses, a Alemanha está no centro do debate que tem dividido os europeus. Principal destino dos homens e mulheres que desejam recomeçar a vida longe da pobreza e da guerra, o discurso alemão tem sido o da tolerância, em especial por que a imensa maioria dos que chegam são muçulmanos.
Agora, a iniciativa House of One (Casa de Um Só) comemora o primeiro milhão de euros doado para a construção do que é chamado de o primeiro “templo da religião mundial”. O edifício servirá como sinagoga, mesquita e igreja ao mesmo tempo.
O local multirreligioso é a primeira inciativa do gênero no mundo. O início das obras está marcado para os primeiros meses de 2016. Ano passado, quando o projeto foi lançado, o rabino Tovia Ben Chorin estava ao lado do pastor luterano Gregor Hohberg e do imã Kadir Sanci. A foto oficial mostra cada um deles segurando um tijolo, símbolo de sua união para a edificação do futuro templo.
Enquanto em vários países do mundo os muçulmanos matam e perseguem os membros de outras religiões, na Europa secularizada, seu discurso é de “paz e tolerância”.
Com orçamento de 43 milhões de euros, o site da House of One, disponível em sete idiomas, explica que qualquer pessoa poderá contribuir, comprando um tijolo. Ele usa o mesmo raciocínio dos projetos de crowdfunding, cada um dá um pouco para que no final todos ganhem.
Também explica que os seguidores de outras religiões serão convidados para os diferentes cultos na House of One. O foco principal do templo multirreligioso é atrair os jovens, que dificilmente são vistos nas igrejas. Os judeus em Berlin são uma comunidade pequena. Por outro lado, a presença de muçulmanos é crescente em toda a Europa.
O espaço que concretiza o ecumenismo será usado pelos islâmicos na sexta, judeus no sábado e cristãos no domingo, respeitando o “dia sagrado” de cada grupo. Nos demais dias da semana, terá atividades diversificadas.
O projeto arquitetônico foi escolhido em um concurso e recebeu total apoio da Comunidade Judaica de Berlim, do Seminário Abraham Geiger, do Fórum de Diálogo Intercultural Islâmico e da Congregação Luterana das Igrejas.
O prédio ficará na Praça Petriplatz, no centro histórico da cidade. O terreno está vazio e funciona como estacionamento. Curiosamente, durante séculos naquele terreno cristãos celebraram seus cultos.
Vários prédios diferentes abrigaram congregações de cristãos, até a última igreja ser parcialmente destruída na Segunda Guerra Mundial. Acabou sendo demolida em 1964, durante o regime comunista, pois fica numa região que pertencia à antiga Alemanha Oriental.

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