sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal ,O nascimento de Jesus Cristo foi resultado do planejamento de Deus e do “sim” de uma jovem

Muito longe da mentalidade puramente comercial onde os consumidores são estimulados a gastar tudo o que podem em presentes e banquetes, o Natal deveria ser comemorado como um dia de consagração para estarmos prontos para dizer “sim” aos planejamentos de Deus.

Natal é o nascimento dAquele que veio como presente de Deus para a humanidade. Sem o Natal, não haveria Jesus. Sem o Natal de Jesus, só há comércio. Com o Natal de Jesus, há salvação, libertação e esperança para homens, mulheres e crianças.

A Bíblia diz que o Natal foi possível porque uma moça muito dedicada à meditação da Palavra de Deus disse “sim” quando um anjo a visitou com uma proposta de Deus:

“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; Porque para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”. (Lucas 1:26-38 ACF)

O que Deus faz quando dizemos “sim” a ele? Ele cria milagres. Aliás, ele tem sempre seus planejamentos, e tudo o que ele precisa é de uma resposta afirmativa daqueles que o servem.

Um dos mais belos e significativos planejamentos de Deus tem incrível proximidade espiritual com o Natal. Esse milagre ocorre com a alegre cooperação e disposição de uma filha de Deus para acolher em seu ventre presentes de Deus. Jesus diz:

“Quem recebe uma criancinha em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou”. (Marcos 9:37)

Onde há “sim” para Deus, acontecem milagres.

A concepção, gravidez e nascimento na família que ama e adora Jesus em espírito e verdade não são atividades animais ou mecânicas. São, na perspectiva divina, o cenário para o mover de Deus em famílias e sociedades inteiras.

No século XVII, Susannah Wesley, filha de um pastor evangélico numa família onde ela era a caçula de 25 irmãos, disse “sim” a Deus, e o milagre aconteceu. Entre seus 19 filhos, estavam John e Charles Wesley, poderosamente usados por Deus num grande avivamento na Inglaterra e nos Estados Unidos. John acabou se tornando o fundador da Igreja Metodista.

Com seu “sim” a Deus, a jovem Maria foi instrumento de Deus para a realização do primeiro Natal. Esse sim veio acompanhado, em sua vida pessoal, de muitas tribulações e desafios, onde ela própria engravidou do Espírito Santo durante o noivado, deixando seu noivo José perplexo, desconfiado e disposto a largar dela. Mas Deus foi fiel.

A jovem Maria deu o coração e o útero para Deus, e Deus deu Jesus para a humanidade.

Com seu “sim” a Deus, a mãe Susannah Wesley foi instrumento de Deus para a continuação do milagre do Natal, onde seus filhos também se tornaram instrumentos de Deus para dizer ao mundo que Deus é amor e que Jesus Cristo tem salvação para toda a humanidade. O sim de Susannah também veio acompanhado, em sua vida pessoal, de muitas tribulações e desafios. Mas Deus foi fiel.

Quem hoje dirá “sim” a Deus para que o milagre do Natal continue se multiplicando? Quem está disposto a pagar o preço para que nasçam neste mundo os milagres planejados por Deus?


Julio Severo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O verdadeiro Natal!

Amigos, estamos na semana do Natal. Tempo esperado e aguardado por muitos. Hoje vamos falar do verdadeiro Natal.


Amados, para a grande maioria de nós, a correria está grande, porque há muito que preparar... Notamos isto no movimento das lojas e supermercados! Infelizmente não nas Igrejas! Infelizmente não nas Igrejas! Infelizmente não nas Igrejas! E de uma forma maciça, a cada ano aumentam mais o número de enfeites coloridos nas ruas, lojas e residências. Também a história do Papai Noel está a cada dia se tornando mais conhecida do que a história do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador. Como resgatar a história do Natal, antes que seja totalmente substituído pela ficção do Papai Noel em nossas mentes e corações?

A Bíblia nos ensina que a gratidão dos reis magos e o louvor dos pastores de Belém são experiências que ajudam a resgatar o Natal verdadeiro.

Quem não acaricia recordações do Natal? A alegria estampada no rosto das pessoas, a música em cada canto, o colorido das imagens, as luzes, o espírito de confraternização, as iguarias?

As perguntas mais importantes para o verdadeiro cristão, nesta época de correria e comercialização do Natal é:

- Que marcas ficaram dos Natais que já passaram em sua vida?

- Que tipo de Natal promovemos hoje?

Ao que parece, nesta época de acentuado consumismo, parece que não se fazem Natais como antigamente! A propaganda envolve quase todo mundo numa busca desenfreada de coisas e a incredulidade tirou a manjedoura de Cristo do coração humano. A correria dos preparativos da Festa do Natal tirou a graça da celebração do Natal. Talvez seja por isso que muitas pessoas sentem um grande cansaço e um vazio espiritual em seu coração, mesmo celebrando o Natal, a Festa do Amor. Porque Cristo não está presente. Substituir a Jesus Cristo, por presentes, festas, Papai Noel ou qualquer outra coisa sempre será um mau negócio!

Relembrando o primeiro Natal, notamos que o nosso mundo inteiro parece uma hospedaria gigantesca na qual não há lugar para o menino Jesus. E sem Ele, o Natal não tem amor, nem carinho, nem compaixão, nem justiça.

Mas é preciso resgatar o verdadeiro Natal. Esta é a grande tarefa da Igreja: Anunciar que Deus veio a este mundo, tornou-se homem na criança Jesus, cresceu e desenvolveu um plano para transformar este mundo. E que todos aqueles que recebem a Jesus, começam a ter vida nova, com a Luz de Deus que mostra um caminho novo para mim e minha família. E, também, alertar que aqueles que o recusam, continuam vivendo na Escuridão e ficarão do lado de fora, na festa da sua segunda Vinda.

Para evangelizar o nosso povo, resgatando o sentido do Natal, que é o anúncio de Vida Nova e Eterna, precisamos refletir sobre as reações de algumas pessoas que tiveram a privilegiada experiência de viver na época do nascimento de Jesus Cristo. De seus erros e acertos, construiremos nossa atitude em relação ao Natal e ao seu maior personagem.

Uma dessas pessoas foi Herodes, soberano com uma história sanguinária. Ao ouvir que Jesus havia nascido, diz a Bíblia, ele “alarmou-se” (Mateus 2:3), cheio de inveja e orgulho, temeroso de perder o trono. Tentou enganar os magos, pedindo-lhes que procurassem o recém-nascido Rei, e depois o avisassem. Enraivecido porque eles não retornaram ao palácio, mandou matar a todos os meninos de Belém e circunvizinhança, para certificar-se que o Príncipe da Paz também seria morto (Mateus 2:16). Maria e José tiveram que fugir para o Egito com o menino Jesus. Um grande número de crianças inocentes foi sacrificado, conforme já havia sido profetizado no Antigo Testamento. Pouco depois, o cruel monarca morria e um anjo anunciava a José que poderiam voltar para o seu país. Com medo de ser perseguido pelo sucessor de Herodes, seu filho Arquelau, José e sua família vão morar na Galiléia, num pequeno povoado chamado Nazaré. Com isto se cumpria outra profecia do Antigo Testamento que dizia que Cristo seria conhecido como “O Nazareno”.

O Natal de Herodes foi o Natal do orgulho, da auto-suficiência, da inveja e do egoísmo. Foi o Natal do interesse próprio. Esse não é o verdadeiro Natal! Quem vive o Natal desta maneira, sendo pobre ou rico como Herodes, não deve esperar outro fim do que a morte sem Deus!

Em contraposição, a Bíblia nos fala do Natal dos reis magos. Eles eram estudiosos das profecias e foram atraídos pelo brilho incomum de uma estrela que, de fato, segundo uma escritora, “era um longínquo grupo de anjos resplandecentes”. E saíram em busca do recém-nascido Salvador. Na Bíblia, em Mateus 2.11 lemos: “Entrando na casa, viram o Menino com Maria, Sua mãe. Prostrando-se, O adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mira” Esse foi o Natal do altruísmo, da generosidade, da gratidão.

O Natal dos pastores não foi diferente do Natal dos magos. Enquanto apascentavam seus rebanhos nas colinas próximas à pequena Belém e passavam a noite conversando, apareceu um anjo trazendo-lhes uma “Boa Notícia”: “Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada numa manjedoura” (Lucas 2:10-12).

A história nos conta que depois disto apareceu um grupo de anjos, que cantou as maravilhas do Natal de Jesus, proclamando: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.” (Lucas 2.14) Neste momento, os pastores decidiram ir até Belém. Eles aceitaram a revelação divina e não hesitaram em atendê-la. Depois de ver Cristo, retiram-se louvando e glorificando a Deus.

Criou-se uma palavra nova para descrever o Natal, “Evangelho”, que significa “Boa Notícia”. Mas que boa notícia é esta? “Nesta noite, em Belém, nasceu o Salvador da humanidade, que irá resgatar as pessoas, transformando mentes e corações. Ele irá aniquilar o mal e fazer com que o Reino de Deus nasça nos corações daqueles que acreditam nas promessas de Deus e não se deixam corromper pelo mundo.

Esse é o Natal da aceitação de Cristo como Salvador e Senhor; o Natal do louvor e da gratidão a Deus pela salvação oferecida a todo ser humano.

Para o orgulhoso Herodes, o Natal representou a rejeição do seu personagem central. Para os magos e os pastores, representou a alegria pela vinda de um Salvador, aceitação d’Ele e entrega pessoal a Ele.

Ainda hoje é assim, mesmo depois de 2000 anos! Há quem se preocupe em recebê-lo em seu coração, deixando-o transformar as suas palavras, pensamentos e atitudes. Há quem ainda não o receba, transformando o Natal numa celebração pagã, destinada à festa, enfeites de Natal, presépios e presentes para os familiares.

Não permita que o Natal perca o sentido em tua vida. Natal não é uma festa pagã! É uma festa cristã, porque lembra que Cristo é o Salvador e que não adiantou nada Ele nascer em Belém, ser perseguido desde criança e levado injustamente à cruz, vindo a morrer para pagar os meus pecados e ressuscitar para me trazer a Vida Eterna, se Ele não nascer em meu coração!

Tal experiência pode ser vivida todos os dias. Assim, pela fé, na descoberta do ensino de Jesus, e na aceitação do seu sacrifício na cruz e da sua ressurreição por mim e por toda a humanidade, cada dia do ano será um novo Natal. O apóstolo Paulo nos diz em 1 Coríntios 15.2: “Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.”


Natal é a festa do perdão de Deus à humanidade. Através de Cristo veio a ressurreição para a Vida Eterna. Mas Jesus precisa ser aceito. Quem o recusa abrir o seu coração a Cristo, celebra o Natal de forma errada. Como dissemos anteriormente, é um mau negócio! Vá à Igreja, reconcilie-se com Deus e deixe Ele encher teu coração com fé, amor e esperança. A Bíblia nos diz que Cristo voltará e que muitos não estarão preparados para recebê-lo. Amém.


P. Adelmo Oscar Struecker
Programa Hora Evangélica
Rádio Mirador – Rio do Sul-SC
14 de dezembro de 2008



Copyright © 2008 - IECLB. Todos os direitos reservados - luteranos@luteranos.com.br - Política de Privacidade

O verdadeiro sentido do nascimento de Jesus

Todos sabem que, no natal, comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Mas, quem eh Jesus e para que ele nasceu? Na Biblia estao as palavras do apostolo Paulo que disse: "Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (I Timoteo 1.15)

Que Jesus veio ao mundo, ninguem duvida. A propria historia geral cita esse fato. Alias, todos os outros fatos historicos ficaram divididos entre antes e depois de Cristo. Ele se tornou um ponto de referencia universal. Quanto a veracidade de sua existencia, existe comum acordo. Mas, quanto ao proposito da sua vinda, começam as polemicas, que se originam em meras opinioes humanas. O que o texto biblico diz eh que Jesus veio para salvar os pecadores. Ele nao veio fundar uma nova religiao, nem criar uma nova linha de pensamento filosofico. Ele veio salvar os pecadores. O que eh salvacao? Libertacao e livramento. Libertacao no sentido presente: Quando alguem se entrega a Cristo, ele o liberta dos vicios, das angustias existenciais, da infelicidade, e das opressoes espirituais. A salvacao eh tambem livramento no sentido futuro. Os que aceitam a Cristo ficam livres da condenacao eterna que sobre eles recairia no juizo final.

O apostolo Paulo termina a frase com as palavras : "dos quais eu sou o principal". Ele disse que a salvacao era para os pecadores e que ele se considerava o principal deles. Isto eh reconhecimento do estado pecaminoso. A parte de Deus na obra da salvacao foi enviar Jesus para morrer em nosso lugar, recebendo sobre si o castigo que seria nosso. A nossa parte eh reconhecer que somos pecadores e que precisamos do perdao que Cristo oferece. Jesus eh o medico espiritual que atende com amor a todos os que reconhecem a doenca do pecado. Ele ama a todos e diz "Vinde a mim todos vos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei." (Mateus 11.28)

Reconhecamos pois nossa situacao e oremos : "Senhor Jesus, sou pecador. Estou perdido e condenado. Preciso de ti. Eu creio que tu morreste em meu lugar. Tu assumiste a minha culpa e o castigo que seria meu. Agora, eu te aceito como meu Senhor e suficiente Salvador. Entrego a ti a minha vida e tudo que sou. Perdoa todos os meus pecados e ajuda-me a evita-los. Transforma-me para que eu possa viver para a tua honra e morar contigo na eternidade. Amem." Voce pode falar com Cristo agora mesmo onde voce estiver. Se voce o fizer com fe e com um sincero desejo de ter uma experiencia real com ele, sua vida sera transformada.

So assim voce podera ter um FELIZ NATAL, pois, dessa forma, o nascimento de Jesus fara diferenca para a sua vida, como fez para mim e para milhares de pessoas em todo o mundo.


postado por Pr Roberto.
Texto de

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Sinais dos Tempos do Fim

Existem sinais específicos que devem preencher as profecias bíblicas para que o Fim dos Tempos tenha início. Foi dito na primeira parte deste estudo que podemos dizer que o tempo do fim já começou. Seguem os sinais evidentes, conforme as profecias bíblicas, que caracterizam o Fim dos Tempos:

A formação do Estado de Israel em 1948 (Ezequiel 37)

Aumento das viagens e progresso da ciência (Daniel 12:4)

O sinal do engano (Mateus 24)

Guerras e rumores de guerras (Mateus 24)

A grande apostasia (1 Timoteo 4:1-4)

O florescimento do deserto (Isaías 35, 41 e 43)

Ataque da Rússia e seus aliados a Israel (Ezequiel 38 e 39)

A reconstrução do templo judeu em Jerusalém (Mateus 24 e Daniel 11)

A reconstrução da Babilônia (Apocalipse 14, 16 e 18)

Tornados, furacões e alterações no clima da Terra (Lucas 21)

Quando começa o Fim dos Tempos?

Podemos afirmar, de acordo com as profecias bíblicas que o Fim dos Tempos já começou. Isto porque o ponto inicial para se estudar as profecias sobre a segunda vinda de Cristo começa no sermão do monte das Oliveiras, onde o próprio Senhor Jesus predisse o que aconteceria nos dias que antecedem sua segunda vinda. Está em Mateus 24:36-44:

Mas daquele dia e hora [exatos] ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.
Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, [homens] casavam e [mulheres] davam-se em casamento, até ao [exato] dia em que Noé entrou na arca,

E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro;

Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.

Vigiai, pois [dai atenção rigorosa, sejais cautelosos e atuantes], porque não sabeis a que hora [se é próxima ou remota] há de vir o vosso Senhor.

Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite [parte da noite, de madrugada ou de manhã cedo] havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.

Estudaremos mais profundamente Mateus 24 ao explicar os sinais dos tempos do fim. Ao observarmos Mateus 24, este capítulo mostra com detalhes todo o contexto histórico que dá lugar ao Fim dos Tempos. Mas isto é só o início do estudo.

Não sabemos a data e a hora exatas da segunda vinda de Cristo. O Senhor Jesus mesmo disse que somente Deus Pai o sabe. Deus adverte que, o que não foi revelado da parte Dele ao homem, não cabe ao homem querer adivinhar, conforme Atos 1:7:

"E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos [suas coisas, eventos e períodos exatos] ou as estações que o Pai estabeleceu (fixou e reservou) pelo seu próprio poder."

Por isto, todos aqueles que "estipulam" uma data em que o Senhor Jesus virá pela segunda vez, far-se-ão mentirosos porque estão transgredindo a Palavra de Deus.

Porém, apesar de Deus nos proibir de saber a data e a hora corretos, é da vontade de Dele que estudemos as profecias do livro de Apocalipse:

Apocalipse 1:3

"Bem-aventurado (feliz, a ser invejado) aquele que lê [em alta voz nas igrejas], e os que ouvem as palavras [sendo lidas] desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas [prestando atenção a elas e as coloca no coração] ; porque o tempo [para que elas sejam cumpridas] está próximo."

Apocalipse 22:7

"Eis que presto venho: Bem-aventurado (feliz, a ser invejado) aquele que guarda as palavras da profecia (as predições, as consolações e os avisos) deste livro."
Deus ainda é mais profundo: Ele quer que saibamos a respeito de todas as profecias reveladas por Ele na Bíblia, não só as profecias do livro de Apocalipse:

1 Tessalonicenses 5:20
"Não desprezeis as profecias [não deprecieis as revelações proféticas tampouco desprezeis as instruções inspiradas pelo Espírito, avisos ou exortações]."
Você sabia que 28% da Bíblia é composta por profecias? Se Deus não quisesse que nós soubéssemos a respeito das profecias, Ele jamais teria dedicado a elas quase um terço de toda a Bíblia.

O que é o Fim dos Tempos?

O Fim dos Tempos se refere aos eventos finais que antecedem à segunda vinda de Jesus Cristo. E nós vemos que TODA a Bíblia é escrita em torno do Senhor Jesus, o verdadeiro Messias e seu reinado.

É incrível como Deus deu a visão sobre tanto a primeira como também a segunda vinda de Jesus Cristo e os finais dos tempos também aos profetas do Velho Testamento, como Daniel, Ezequiel, Sofonias, Zacarias, Jeremias, Isaías e outros.

Existem ainda outras expressões ao longo da Bíblia que também fazem menção a este mesmo período, por exemplo:

o fim - Mateus 24:14
"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."
últimos tempos - Judas 1:18
"Os quais vos diziam que nos últimos tempos (no fim dos tempos) haveria escarnecedores [que procuram gratificar seus próprios desejos irreverentes] que andariam segundo as suas ímpias concupiscências."
o tempo do fim - Daniel 12:9
"E ele [o anjo] disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim."
última hora - 1 João 2:18
"Filhinhos [meninos], é já a última hora (o fim desta era); e, como ouvistes que vem o anticristo [aquele que se oporá a Cristo disfarçando-se de Cristo], também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora (o fim)."
Existem ainda, inúmeras outras referências dentro da Palavra de Deus acerca deste mesmo período.

Aguinaldo Silva: Um abuso que não virou novela

Famoso escritor de novelas da Rede Globo confessa que foi sexualmente abusado por um homossexual quando tinha apenas 13 anos. Hoje, porém, em vez de fazer novelas desestimulando o homossexualismo, ele investe em cenas contra os cristãos
Julio Severo

Freqüentemente, homossexuais entrevistados em pesquisas admitem que foram abusados quando eram crianças. É um padrão onde um menino que se torna vítima de um maníaco homossexual acaba depois caindo nas práticas homossexuais, inclusive cometendo os próprios abusos dos quais ele foi vítima.

No caso de Aguinaldo Silva, tudo o que a sociedade brasileira sabia dele e da questão homossexual era o que ele mostrava em suas novelas, especialmente “Duas Caras”.

Propaganda pró-homossexualismo e anti-Cristianismo de Aguinaldo Silva
A novela “Duas Caras” mostrou cena onde Bernardo, o personagem interpretado pelo ator Nuno Leal Maia, viveu um drama desde que flagrou o filho — Bernardinho (Thiago Mendonça) — com um homem na cama. O propósito do drama foi desenvolver a idéia de que Bernardinho estava apenas exercendo um direito sexual enquanto que seu pai Bernardo precisava aprender a aceitar dentro de casa as escolhas sexuais do filho.

Mas, conforme diz Euder Faber, diretor da VINACC, “Duas Caras” foi muito mais longe. Faber diz:

Parte da grande mídia tem estado a serviço desses movimentos que visam amordaçar o discurso evangélico no país. Uma demonstração de tudo isso se deu na última quarta-feira, dia 12, onde em horário nobre a Rede Globo veiculou em uma de suas novelas (Duas Caras), uma das cenas mais discriminatórias e preconceituosas que se tem notícia na TV brasileira (http://duascaras.globo.com/Novela/Duascaras/Capitulos/0,,AA1674499-9156,00.html).

No capitulo da referida novela é mostrado uma turma, sendo comandada por um grupo de “evangélicos”, se dirigindo a uma casa onde dois homens e uma mulher mantêm um suposto triângulo amoroso — sendo um deles gay. Na cena vemos os “evangélicos” de Bíblia na mão e uma das “irmãs” gritando: “Nós vamos tirar o demônio de seu corpo e vai debaixo de pau e pedra”. Em outro momento se ouve uma delas dizer: “Eu sou a mão da força divina”. Daí, em certo momento, uma das “evangélicas” atira uma pedra na direção da mulher que estava sendo acusada de manter a aventura amorosa com os dois homens. Depois, ocorre a invasão da casa, onde os “crentes” gritam: “Quem não quiser arder no fogo do inferno me siga”. O desfecho da cena é lamentável. A “crente” por nome de Edvânia de faca na mão esfaqueia o colchão dizendo: “O sangue de Jesus tem poder”.

Mas o que mais chamou a atenção foi quando um dos homens que é apresentado como suposto homossexual, ao ser agredido, gritou: “O pecado está no preconceito, na intolerância, na violência”.

Entretanto, por trás da novela defendendo o homossexualismo está um homem que confessa ter sido estuprado por um homossexual pedófilo. Aguinaldo Silva faz essa confissão em seu blog pessoal no site Globo.com, em 19 de dezembro de 2008.

Bullying e estupro homossexual
Ele conta que ele sofria muito preconceito nas escolas e que, estudando no Colégio Americano Batista do Recife em 1957, ele sofreu uma sucessão de eventos negativos que o tornaram presa fácil de um predador homossexual:

“Pobre, feio, esquisito, e efeminado”. Por tudo isso acabei eleito como vítima preferencial de todas as brincadeiras malvadas...

E foi assim que nós chegamos ao tal concurso [Rainha da Primavera].

O colégio era misto, mas separado por sexos. Havia a ala das meninas e a dos meninos, e todos os dias eles só se reuniam no mesmo lugar na hora do culto.

Num desses cultos, por votação direta, seria eleita a tal rainha.

E foi então que um dos meninos mais velhos, ao me ver passar com meu andar de cisne envergonhado durante o recreio, teve a idéia: “vamos votar no Aguinaldo!”

Pra meu desespero sua sugestão se propagou. E vingou de tal forma que, no dia da eleição, o assunto da minha “candidatura” era o mais comentado.

O Pastor Albérico, encarregado da apuração diante do auditório lotado de alunos, professores e funcionários, em nenhum momento citou meu nome. Mas lá no púlpito, cada vez que abria um voto do qual ele constava, tratava de colocá-lo acintosamente de lado. Até que, no final da apuração, pelo tamanho da pilha era mais do que evidente: fora eu o mais votado.

Várias vezes, durante aquela hora de humilhação e escárnio, eu desejei estar morto. Mas - que esperança - continuaria vivo... E sem saber que aquilo fora apenas o começo.

Logo depois da eleição – da qual foi declarada vencedora a menina que teve mais votos depois de mim – era o recreio. E mal a campainha tocou, já prevendo a onda de escárnio que se abateria sobre o meu lombo, saí correndo para o único local que considerava seguro: os banheiros.

Mas não cheguei a me trancar num deles, pois os meninos, excitados por conta da brincadeira, sentindo o gosto de sangue na boca, me perseguiram e me acuaram. Enquanto eu gritava de pavor, não houve nada que eles não me jogassem: pedras, paus, sapatos, terra, cadernos, canetas, livros, a meia porta de um dos banheiros que acabou sendo arrancada... Tudo isso numa gritaria infernal, que só foi interrompida a muito custo quando o Pastor Albérico, temendo o pior – um linchamento – chegou lá e gritou mais alto.

Enquanto ele tentava enquadrar aquele bando de adolescentes histéricos, eu escapei sem ser notado. Em prantos, saí do colégio e fui sentar num banco da Praça do Entroncamento, onde fiquei a soluçar, em estado de choque.

Lembrem-se: eu tinha treze anos.

Enquanto eu estava lá, sentado no banco da praça, num pranto convulso e descontrolado, um homem se aproximou de mim e perguntou:

“Por que choras, linda criança?”

Em vez de lhe responder eu chorei ainda mais alto.

E então ele me tomou pela mão e me levou para o seu quarto, numa pensão ali mesmo na praça. Mas lá, o que ele me deu não foi propriamente consolo.

Quando saí do quarto do homem não chorava mais, porém estava ainda mais arrasado. Um drama sem precedentes acabara de acontecer na minha vida. Eu passara por uma sucessão de sérios, pesados, irreversíveis agravos; mas não tinha ninguém com quem pudesse conversar sobre o fato.

Pior ainda: eu tinha que esconder tudo aquilo da minha família. Não podia chegar em casa e dizer: fui humilhado, espezinhado, quase linchado, violentado... Pois, quando eles me perguntassem: “por quê?!” Eu teria que responder: “porque sou pobre, feio, esquisito, e efeminado!”

Vaguei durante horas, desnorteado, arrasado, me perguntando o que fazer. Até que uma luz se fez e eu descobri que podia fingir, e que talvez isso até me permitisse ficar menos pobre, feio, esquisito e efeminado, e mais parecido com os outros.

Foi assim que, embora tivesse só treze anos, dei meu primeiro passo em direção à dissimulação e o cinismo, os dois pilares sobre os quais se apóia o nosso mundo.

Combatendo o bullying criando outros bullyings
As pressões que Aguinaldo sofreu por parte de outros alunos por ser “pobre, feio, esquisito, e efeminado” são consideradas “bullying”. É claro que, para evitar esse tipo de bullying, os líderes cristãos (e não cristãos) têm de aprender a lidar com duas questões: 1) Ensinar os alunos de suas instituições escolares a não praticarem o bullying. 2) Oferecer acompanhamento moral às crianças que têm problemas de identidade sexual, social, etc.

Se o Estado entrar no cenário, haverá duas conseqüências:

1) O bullying anti-homossexualismo vai acabar, para dar lugar ao bullying estatal pró-homossexualismo. Quem não se prostrar diante da normalização forçada do homossexualismo sofrerá medidas estatais pesadas e cruéis.

2) A normalização do homossexualismo por imposição estatal vai aumentar, e não diminuir, os casos de meninos recebendo “acolhimento” de predadores homossexuais.

Então, vale a pena permitir que o Estado tente intervir no tipo de bullying que Aguinaldo sofreu? O bullying cultural hostiliza o comportamento efeminado em homens. O bullying estatal, que já está em plena fase de implantação, hostiliza a não aceitação do comportamento homossexual, criminalizando até mesmo críticas cristãs contra a sodomia. Por imposição do Estado, as escolas públicas já estão implementando políticas de educação sexual amplamente favoráveis ao homossexualismo.

O bullying estatal é muito pior do que o bullying cultural, pois tudo o que vem do Estado é universal, enquanto que o que não é estatal não é praticado por todos.

Além disso, Aguinaldo não foi a única criança a sofrer bullying na escola. Muitos meninos evangélicos sofreram e sofrem bullying por puro preconceito contra sua religião. Hoje, meninos de 13 anos — a idade em que Aguinaldo sofreu abuso sexual — são perseguidos por outros alunos por não quererem namorar e transar. Sem mencionar o bullying homossexual.

As próprias novelas de Aguinaldo hoje incitam a um bullying doentio contra pessoas que têm valores cristãos. O normal em suas novelas é ser depravado e anticristão. Em suas novelas é bonito ser homossexual. Em suas novelas o casal normal homem e mulher é o caso problemático com brigas, traições, separações e divórcios. O “casal” gay é exemplo de felicidade e harmonia, sem um pingo de traição.

Poderíamos achar que cenas pró-homossexualismo em novelas e programas da Rede Globo e outras emissoras não têm efeito, porém recente notícia da BBC mostra que o simples fato de a Globo apresentar nas novelas casais apenas com dois filhos está levando os telespectadores a querer dois ou menos filhos em suas próprias famílias. A audiência é tratada como robôs a serem programados. Aguinaldo Silva está feliz com sua posição de programador na área homossexual.

Abuso sexual de meninos: o crime que está superando o bullying
Aguinaldo teve sorte de não estudar numa escola moderna. Com as descaradas políticas pró-homossexualismo do governo federal, os alunos teriam medo de chamá-lo de “boiola” ou coisa parecida. Mas ele poderia enfrentar outro tipo de problema: predadores homossexuais. Aguinaldo encontrou seu predador homossexual adulto fora da escola. Com todas as suas deficiências, a escola dele não tinha esse problema. Mas hoje tudo é diferente.

Apesar de que a mídia prefere colocar os holofotes quase que exclusivamente nos abusos cometidos dentro da Igreja Católica, num sutil esforço de exterminar os valores cristãos da esfera pública, o maior índice de abusos contra as crianças não é cometido em instituições cristãs, mas exatamente em instituições estatais. Entre apenas 1991 e 2000, um número elevadíssimo de 290.000 crianças e adolescentes sofreu abuso sexual físico no ambiente escolar nos EUA. (Veja: http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=83705)

Em matéria de abusos, a Igreja Católica perde de longe para a educação pública. Um estudo feito pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA concluiu que 10.667 jovens foram sexualmente abusados por padres entre 1950 e 2002. A maioria das vítimas era do sexo masculino, comprovando assim o papel dominante do homossexualismo na área da violência sexual contra os meninos.

O mesmo padrão se revela na educação. Um estudo internacional sobre crimes sexuais entre 1980 e 2006 revelou 902 professores abusadores de alunos. Os professores envolvidos no homossexualismo constituíam 63% dos estupradores na Irlanda, 62% na Nova Zelândia, 60% no Canadá, 54% na Escócia, 48% na Austrália, 47% na Inglaterra e 35% nos EUA. As estatísticas são de modo particular assustadoras considerando que os homossexuais perfazem menos de 3% da população. (Veja: http://juliosevero.blogspot.com/2007/10/estudo-revela-que-professores.html)

A maior ameaça hoje para os meninos são exatamente os predadores homossexuais, e as iniciativas estatais de combater o bullying protegendo o homossexualismo apenas aumentam as oportunidades para os predadores homossexuais espreitarem meninos nas escolas.

Se em escolas, que não são ambientes exclusivamente homossexuais, ocorrem muitos abusos de natureza homossexual, e se até nas igrejas os meninos não estão a salvo de predadores homossexuais, o que dizer então de ambientes exclusivamente homossexuais?

Abusos iguais, porém histórias diferentes
Com sua experiência trágica, Aguinaldo Silva poderia, em vez de atacar ferozmente os evangélicos em suas novelas, usar sua inteligência para pedir que os pastores se envolvam no cuidado e atenção espiritual dos meninos em suas instituições de ensino.

Contudo, embora não poupe os evangélicos, ele poupa os homossexuais, se esquecendo completamente de que quando ele se sentou num banco de praça chorando, tudo o que um homossexual lhe ofereceu foi violência sexual.

Depois disso, Aguinaldo confessa que se entregou à dissimulação e ao cinismo. Dissimulação, de acordo com o Dicionário Aurélio, significa “encobrimento das próprias intenções”.

No entanto, nem todo menino que foi abusado acaba na vida adulta praticando ou defendendo o homossexualismo. O Dr. Paul Cameron, especialista americano em psicologia, foi abusado na infância e hoje, em vez de planejar novelas contra os cristãos e a favor da sodomia, ele dedica sua vida a pesquisas sobre os efeitos do homossexualismo nas pessoas, inclusive estudos sobre abusos sexuais de meninos. Não é necessário dizer que ele é detestado pelos militantes gays.

Mesmo quando a vida adulta perde o rumo por causa do abuso sexual na infância, o homem não é obrigado a optar pela permanência no comportamento homossexual. No Brasil, Claudemiro Soares, que também era “pobre, feio, esquisito, e efeminado”, acabou na adolescência e juventude conhecendo o mundo da depravação gay. Mas depois que aceitou Jesus, sua vida mudou e hoje ele tem uma linda esposa e filha.

Vindo da mesma origem “pobre, feio, esquisito, e efeminado”, Claudemiro encontra-se ainda hoje — muito diferente de Aguinaldo — sofrendo bullying. Uma palestra recente dele em Brasília para divulgar seu livro “Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?” foi hostilizada por militantes gays que estiveram presentes com o único objetivo de gritar e atrapalhar. Claudemiro assim sofre bullying não só de grupos homossexuais que rejeitam ferozmente a transformação de Jesus na vida de homossexuais, mas também da caracterização maldosa de novelas como “Duas Caras” que retratam evangélicos como Claudermiro como pessoas insuportáveis e desagradáveis.

“Duas Caras” omite a existência de predadores homossexuais, mas faz questão de pintar de bonzinho qualquer indivíduo que pratica o homossexualismo. E faz questão de pintar de fanática, irracional e violenta toda pessoa que discordar da visão de dissimulação e cinismo que Aguinaldo Silva impôs sobre si mesmo logo depois que se tornou vítima de um predador homossexual.

Abaixo a ditadura gay, a Bolsa-Boiola e o KY do Temporão

Hugo Studart

O ministro da Saúde enlouqueceu de vez. Falta verba para comprar medicamentos para hemofílicos e para bolsas de coletas de sangue. Mas Temporão mandou comprar 15 milhões de lubrificantes KY para distribuir aos gays. Vai torrar cerca de R$ 40 milhões no dia 22 de dezembro. Recentemente, o ministro mandou distribuir pênis de borracha e uma cartilha ensinando as técnicas mais prazeirosas do sexo anal. É a Bolsa-Boiola. Temporão está confundindo a defesa da liberdade de opção sexual com boa administração do dinheiro público. Sucumbiu à “Gaystapo”, as patrulhas do movimento GLS. Chegou a hora de reagirmos contra as loucuras desse ministro.

O Artigo 5 da Constituição garante uma série de direitos fundamentais e inalienáveis, como a liberdade de expressão, de opinião, de credo, de organização política, etc. Não fala da liberdade de opção sexual, mas acredito que devemos respeitá-la por interpretação complacente — ou por simples amor à democracia, aos direitos civis e o respeito ao próximo. Portanto, é dever do Estado proteger as minorias sexuais da discriminação e da violência. Assim como criar políticas próprias de saúde, em especial para o controle da AIDS.

Na quarta-feira 17 de dezembro, o Ministério da Saúde divulgou a última extravagância de seu ministro, José Gomes Temporão — o edital de licitação número 142/2008, para a aquisição de 15 milhões de sachês de gel lubricante à base de água, o conhecidos KY, geralmente usado para facilitar o sexo anal (o edital completo está em link no final deste artigo).

O pregão do KY será às 10 horas da manhã da próxima segunda-feira 22 de dezembro. Tudo muito rápido, para não dar na vista. O Erário deve gastar cerca de R$ 40 milhões, calcula o funcionário do Ministério da Saúde que me forneceu o edital.

Está sendo preparado por um assessor do círculo íntimo de Temporão um outro edital semi-secreto para a compra de 1 bilhão de camisinhas. Os armazéns do ministério estão neste momento abarrotados de preservativos para serem distribuídos à população. Mas Temporão decidiu comprar mais 1 bilhão de camisinhas já lubrificadas. A licitação vai sair do armário na próxima semana. Está programada para o dia 29 de dezembro, no apagar das luzes do ano. Deve consumir outro R$ 1 bilhão dos cofres públicos. Por que tanta pressa? Por que tanto discrição com o dinheiro público?

A fonte das informações acima esclarece que a única prioridade do ministro Temporão é a comunidade gay e o programa DST-Aids. Os hospitais — isso é público — estão derretendo por falta de verba. Falta dinheiro para toda a sorte de medicamentos essenciais. Neste exato instante, por exemplo, faltam nos hospitais públicos bolsa para coleta de sangue e os hemoderivados fatores VIII e IX da coagulação, essenciais para a sobrevivência dos hemofílicos. O dinheiro está sendo desviado para KY, camisinhas e pênis de borracha.

Recentemente, Temporão mandou comprar e distribuir pênis de borracha para usar em educação sexual e cartilhas ensinando as melhores técnicas de penetração anal entre parceiros do mesmo sexo. Ninguém entendeu direito o que a didática do prazer tem a ver com prevenção à Aids. Agora, ao aparecer com o pregão do KY e de outro bilhão de camisinhas, Temporão está instituindo o Bolsa-Boiola.

LEGISLANDO EM CAUSA PRÓPRIA?
Não acredito, em hipótese alguma, que Temporão esteja legislando em causa própria. Nesse caso, seria prevaricação.

Vale lembrar que Roma teve grandes imperadores bissexuais, como Júlio César e Otávio Augusto, ou mesmo homossexuais convictos, como Adriano. Também teve governantes como Heliogábalo, que usava sua condição de gay para legislar em causa própria. No poder, Heliogábalo perdeu o equilíbrio emocional, passou a se vestir de mulher até chegar ao desplante de entregar todo o poder do império a um de seus favoritos, um escravo! Heliogábalo fez tantas loucuras usando o dinheiro público para proteger seus prazeres que ele e seu amante acabaram trucidados.

Não há nenhum indício de que Temporão esteja prevaricando. Entretanto, como Heliogábalo, ele anda muito mal assessorado. Afinal, desde quando se previne Aids ajudando os gays a praticar uma penetração anal mais prazerosa? E não me venham com a falácia de suposta homofobia. Estamos aqui discutindo tão-somente a boa gestão do dinheiro dos nossos impostos.

GESTÃO TRANSVIADA
Recentemente, Temporão baixou uma norma mandando o SUS fazer cirurgia de mudança de sexo para os travestis. Com direito a dois anos de acompanhamento psicológico para o transexual e para sua família, que está perdendo um filho, apesar de estar ganhando uma filha.

Falta dinheiro para transplantes. Falta dinheiro para cirurgias plásticas corretivas, como para crianças queimadas. Ninguém opta por necessitar de um coração, uma córnea, ou por deformar o corpo com o fogo. Os gays, por sua vez, insistem em dizer que o homossexualismo não seria uma distorção psicológica, mas sim uma opção, uma orientação. Se fosse uma psicopatia, então o Estado teria por dever dar tratamento. Mas é uma opção. Os travestis optaram por ser assim.

Então porque o Estado precisa pagar dois anos de tratamento psicológico para os transexuais e seus pais? Se Temporão fosse um ministro sério, ofereceria acompanhamento psicológico também para os pais daquele garoto de três anos que morreu baleado pela PM do Rio — cujo policial assassino dias atrás foi absolvido pela Justiça. Eles não optaram por perder o filho, morto por um agente do Estado. Eles, sim, precisam de acompanhamento psicológico com dinheiro público.

MANIFESTO CONTRA A GAYSTAPO
A explicação mais plausível para essas opções de Temporão é que ele seja um ministro incompetente. Um fraco. Está sucumbindo ao lobby do Movimento GLS. Houve um tempo em que os homossexuais eram agredidos nas ruas. Depois passaram a ser apenas discriminados em seus empregos. Então surgiram movimentos em defesa dos direitos dos gays, lésbicas e assemelhados.

Organizaram as paradas gays, instituíram o tal Dia do Orgulho Gay, mobilizaram simpatizantes, fizeram lobby nos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, por direitos justos e legítimos, como plano de saúde para companheiros do mesmo sexo. Ao fim, os movimentos gays deram uma enorme contribuição para a lapidação das instituições democráticas e o Estado de Direito.

Os gays mobilizados, enfim, têm sido tão importantes nesta virada de século para a afirmação dos princípios fundamentais da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, quanto o movimento sindical o foi em priscas eras.

Ocorre que de uns tempos para cá, pelo menos no Brasil, o que era um movimento está se transformando numa patrulha ideológica. As campanhas contra a discriminação se transformaram em pressão para que os adolescentes assumam suas porções femininas (ou masculinas, no caso das garotas). Está virando anomalia amar homens e mulheres —agora só se pode amar “pessoas”.

De vítimas, os gays estão se transformando em agressores. Se alguém acredita que ser gay não é o normal, que o normal é ser hetero, é logo taxado de homófobo. Tal qual Hitler com sua Gestapo, estão criando uma Patrulha do Pensamento, a Gaystapo.

Exagero? Homofobia? Ora, ora, lembro-me de um caso exemplar ocorrido meses atrás com o então-presidente da Eletrobrás, Valter Cardeal. Ele é o homem de confiança da ministra Dilma Roussef no setor elétrico. Pois foram pedir R$ 2 milhões ao presidente de Furnas, Luis Paulo Conde, para o patrocínio da Parada Gay do Rio de Janeiro. Conde, titubeante, até pensou em dar o dinheiro. Mas Cardeal vetou.

Ora, desde quando uma estatal elétrica tem a ver com opção sexual? Se está sobrando dinheiro em Furnas, que patrocine escolas e postos de saúde para os desabrigados das barragens e outras vítimas sociais de suas ações predatória. Isso é o certo. Que patrocinem ações de recuperação do meio ambiente — ou até mesmo ONGs ou seminários ambientais. Quem tem que patrocinar parada gay é a Johnson&Johnson, fabricante do KY do do Jontex, a Ambev ou a companhia marítima dona dos transatlânticos Eugenio C e Eugenio G.

Pois Valter Cardeal, num rasgo de sensatez, vetou a concessão da verba. Publiquei esse fato na imprensa. No dia seguinte, Cardeal foi alvo de passeadas, ameaças de processo e até de representação da Comissão de Direitos Humanos da OAB. A Gaystapo agiu rápido, implacável como os nazistas. Cardeal foi obrigado a pedir desculpas, voltou atrás e deu dinheiro para os gays. Foi um erro.

É provável que Temporão não esteja prevaricando, mas apenas sucumbindo à Gaystapo. É um ministro fraquinho, incompetente. Qualquer que seja a opção, é hora dos cidadãos que pagam impostos se manifestarem, de exigirem seriedade na gestão das verbas da Saúde. Instituir o Bolsa-Boiola é uma idéia que nem o imperador Heliogábalo teve o desplante de fazer.

Magno Malta denuncia manobra de Fátima Cleide para aprovar apressadamente o PLC 122

Julio Severo

De acordo com informação que acabo de receber da Dra. Damares Alves, assessora do Dep. Henrique Afonso, em plena madrugada desta quinta, 18 de dezembro, a Senadora Fátima Cleide, do PT, solicitou a votação urgente do PLC 122!

Engraçado que o PT da Senadora Cleide fala em democracia. Até mesmo os ativistas gays falam em democracia. E democracia pressupõe que as políticas devem ser debatidas abertamente e tudo deve ser feito na maior transparência.

Contudo, os “defensores” da democracia se esquecem dos princípios democráticos exatamente nos momentos mais necessários.

Quando estava na Câmara dos Deputados, o PLC 122 foi votado na surdina, e os idealizadores da manobra planejaram colocá-lo em votação num dia e hora em que os outros deputados não estivessem presentes. Assim foi aprovado o chamado projeto anti-“homofobia” na Câmara: sem nenhuma democracia.

Agora, o PT e seus aliados tentaram repetir a façanha antidemocrática no Senado, e teriam conseguido, se o senador Magno Malta não tivesse sido alertado em tempo.

De acordo com a Agência Senado, Malta protestou contra o que qualificou de manobra legislativa para a aprovação na madrugada desta quinta-feira (18) do Projeto de Lei nº 122, conhecido como projeto da homofobia. Ele disse ter recebido um aviso, às 5h, dando conta da existência de um requerimento assinado pelos líderes partidários no Senado para a concessão de regime de urgência para aprovação do projeto. Após confirmar com a Secretaria-Geral da Mesa a existência do documento, o senador disse que conversou com cada um dos líderes que negaram conhecer o conteúdo do projeto e acabaram por retirar suas assinaturas do requerimento.

— Esse projeto não conseguiu ganhar no debate, não ganhou nas comissões, e querem que ele ganhe na manobra — denunciou o senador.

Malta destacou trechos do PLC 122 que condenam uma pessoa à prisão se recusar-se a empregar um homossexual ou alugar um imóvel a ele.

Discursando depois de Malta, o senador Valter Pereira (PMDB-MS) manifestou sua preocupação com a denúncia e disse que o PLC 122 realmente é motivo de inquietação para alguns senadores, entre os quais ele se inclui. Para Valter Pereira, a manobra é grave, pois revela que matérias de grande importância estão sendo aprovadas sem o devido cuidado no Congresso Nacional.

Os socialistas só defendem a democracia quando é conveniente. No caso do PLC 122, princípios democráticos são inconvenientes.

Antes mesmo de ser aprovada uma lei anti-“homofobia”, cristãos já estão sendo hostilizados como se tal lei já existisse.

Fátima Cleide, o PT e os grupos gays garantem que o PLC 122 é democrático. Então por que aprová-lo debaixo dos panos?

Por que manobrar de madrugada uma votação às pressas bem às vésperas de um grande feriado, na tentativa óbvia de deixar de fora a participação democrática de outros senadores?

Cadê a democracia?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Guerra espiritual na mente (parte III)

Na segunda parte desta mensagem, vimos alguns pontos importantíssimos que nos ajudam a identificar possíveis ataques do inimigo às nossas mentes. Um deles está em 2 Coríntios 4:4:

"nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus."

Ou seja, o diabo tem estratégias inteligentes de cegar nossas mentes baseando-se em nossa incredulidade. Outro ponto está no fato de muitas vezes o diabo e seus demônios descobrirem nossos pontos fracos na mente mesmo eles não sendo oniscientes. E finalmente, mostramos que as nossas armas espirituais destróem as muralhas inimigas em nossa mente quando alinhamos nossas mentes com a mente de Cristo. Está em 2 Coríntios 10:3-5:

"Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo."

Nesta terceira parte, falaremos do ponto máximo que uma batalha espiritual na mente pode chegar: quando a mente entra em conflito. Para falarmos sobre este conflito, começarei citando Romanos 3:23:

"pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus."

Aqui, o Espírito Santo de Deus nos alerta que a nossa natureza é pecaminosa. Em outras palavras, todos nós já nascemos no pecado. Resumidamente dizendo, desde que Adão e Eva pecaram em Gênesis 3, desobedecendo a Deus, deram legalidade ao diabo para que ele ingressasse livremente à terra com seus demônios. Adão e Eva literalmente entregaram este mundo nas mãos do dele. O próprio diabo ousadamente disse isto a Jesus em Lucas 4:5-6:

"O diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E lhe disse: Eu te darei toda a autoridade e esplendor deles, porque me foram dados e posso dá-los a quem quiser."

Foi para isto que veio Jesus, para destruir as obras do diabo (1 João 3:8). A natureza pecaminosa do homem era o teor da conversa que Jesus teve com Nicodemos, em João 3:3-6:

"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito."

Jesus sabia muito bem da natureza pecaminosa do homem e alertou a Nicodemos que, para que pudéssemos voltar ao reino de Deus, teríamos que nascer no Espírito. Ou seja, Jesus disse a Nicodemos que aquele que não nasce de novo terá sempre a tendência a agir na carne e nunca no Espírito, porque esta será sua natureza.

A nossa mente natural age na carne e terá sempre esta tendência. Faz-se necessário então mudarmos esta característica cujo primeiro passo é nascer de novo, aceitando Jesus como Senhoir e Salvador (João 1:12). Somente assim, o Espírito Santo de Deus começará a agir em nós sempre no sentido de igualar nosso caráter ao caráter de Cristo, alinhando nossa mente com a de Cristo. Foi exatamente isto que Paulo escreveu em 1 Coríntios 2:14-16:

"Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido. Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo."

Os passos seguintes são de nossa responsabilidade da aliança com Deus, em Jesus Cristo. Por mais que o Espírito Santo de Deus nos ajude a transformar nossa mente, nós temos livre arbítrio e nós somos os responsáveis por aceitar este aprendizado ou não. Se não aceitamos e somos teimosos, mesmo aceitando a Jesus em nossas vidas, não somos realmente transformados. Por isto vemos muitos irmãos em Cristo que alegam que nada mudou. A mudança começa em nossa mente!

Paulo, por exemplo, era um dos maiores perseguidores dos cristãos. Ao se converter, passou a amar e seguir a Cristo em espírito e em verdade. Ele assim expressou acerca de seu caráter antes da conversão em Gálatas 4:29:

"Mas, como naquele tempo o que nasceu segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim é também agora."

Será que foi num "passe de mágica" que Paulo se transformou em sua mente? Claro que não. Ele passou por todo um processo de transformação. E a maioria das pessoas não entendem que um processo demora tempo. Querem soluções imediatistas e quando não vêem resultados a curto prazo, se decepcionam e abandonam a igreja ou mesmo o evangelho.

Preste atenção nisto: toda aliança é um acordo entre duas partes. Na aliança com Deus em Jesus Cristo não é diferente. Deus sempre faz a parte Dele, mas nós também temos que fazer a nossa. Tomar iniciativa de mudar nossa mente, nosso caráter é a nossa parte da aliança.

É neste ponto que falhamos muitas vezes: ao cumprir com a nossa parte da aliança. Este é o ponto em que quero chegar: neste processo de renovação da nossa mente, muitas vezes teremos conflitos. Você com certeza brigará com seu "EU" muitas vezes, exatamente porque sua mente carnal tenderá para pensar conforme a carne e não conforme o Espírito. É aí que muitos param e desistem.

Ora, Deus procura homens e mulheres segundo Seu coração, como foi o caso de Davi. Davi errou muito. Ele matou, cometeu adultério. Veja que ele não foi nenhum super-herói e nem perfeito. Era como nós. Mas a diferença é que Davi jamais desistiu e continuou buscando a Deus, pedindo constantemente perdão a Ele, se arrependendo verdadeiramente do que fez e se submetendo novamente aos ensinamentos do Pai. E Deus jamais deixou de considerar Davi um homem segundo Seu coração (Atos 13:22). Vemos isto claramente em muitos de seus salmos. Deus espera esta atitude de nós, ou seja, que nos submetamos a Ele e aceitemos mudar conforme os Seus ensinamentos, para chegarmos o mais próximo possível do caráter de Cristo.

O conflito na mente é uma batalha seríssima e inevitavelmente nos veremos dentro dela mais cedo ou mais tarde. Como então podemos nos preparar para vencer esta batalha? Uma das chaves de vitória é a nossa fé, conforme está em 1 João 5:4-5:

"O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus."

Para começar a vencer o mundo (a tendência de pensarmos na carne) é necessária uma fé inabalável. A fé inabalável é aquela que, mesmo quando caímos , não desanimamos e levantamos novamente para continuarmos nossa caminhada. É importante comentar aqui que existirão momentos em que temos que reconhecer onde erramos. Muitas vezes, enxergamos o diabo em tudo, como uma válvula de escape para não assumirmos que o erro é nosso, vem do nosso "EU", que é o responsável por determinados comportamentos pecaminosos. Se isto acontecer, seja humilde, reconheça isto diante de Deus e exponha a ferida para que Ele a cure.

Mas existem situações que realmente são ataques do exército de Satanás. O conflito na mente tende a escravizar alguém se nenhuma medida for tomada. Os versículos abaixo nos alertam disto:

Provérbios 5:22
"Quanto ao ímpio, as suas próprias iniqüidades o prenderão, e pelas cordas do seu pecado será detido."
Gálatas 5:1
"Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão."
João 8:32-34
"e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aqule que comete pecado é escravo do pecado."
Alguns homens da Bíblia também passaram por situações de conflito na mente. Citarei três deles que nos ensinarão três lições importantes para vencermos o conflito na mente.

Josué
No capítulo 7 do livro de Josué, Josué e seu exército já haviam tomado a cidade de Jericó e se preparavam para atacar a próxima cidade Ai, seguindo estritamente as instruções de Deus. Eles atacaram Ai e foram derrotados pelos habitantes daquela cidade. Josué imediatamente entrou em conflito em sua mente, conforme Josué 7:7-9:

"E disse Josué: Ah, Senhor Deus! por que fizeste a este povo atravessar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazeres perecer? Oxalá nos tivéssemos contentado em morarmos além do Jordão. Ah, Senhor! que direi, depois que Israel virou as costas diante dos seus inimigos? Pois os cananeus e todos os moradores da terra o ouvirão e, cercando-nos, exterminarão da terra o nosso nome; e então, que farás pelo teu grande nome?"

Josué fez a coisa certa: pediu discernimento a Deus do que estava acontecendo. Esta é a lição de Josué. Deus imediatamente respondeu a Josué em Josué 7:10-11:

"Respondeu o Senhor a Josué: Levanta-te! por que estás assim prostrado com o rosto em terra? Israel pecou; eles transgrediram o meu pacto que lhes tinha ordenado; tomaram do anátema, furtaram-no e, dissimulando, esconderam-no entre a sua bagagem."

Deus revelou que havia uma brecha pela qual o inimigo entrou. No caso, era uma capa babilônica que Acã havia roubado, desrespeitando as ordens de Deus. Peça discernimento a Deus do que pode estar acontecendo com você! O Espírito Santo de Deus lhe mostrará mais cedo ou mais tarde a causa de seu conflito.


Jó foi uma pessoa reta diante de Deus (Jó 1:1). Mesmo assim Satanás pediu permissão a Deus para atacá-lo e Deus a concedeu. Na primeira provação que Jó passou (perda dos filhos e dos bens), ele permaneceu firme (Jó 1:20-22):

"Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma."

Em sua segunda provação (úlceras), ele também permaneceu firme, mas perceba um detalhe: a própria esposa de Jó começou a lhe falar bobagens ao ouvido (Jó 2:9-11):

"Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos de Deus o bem, e não receberemos o mal? Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios."

Mais adiante, chegam os supostos amigos de Jó (Elifaz, Zofar e Bildade) que tiveram dois comportamentos nada amistosos:

Ficaram sete dias apenas olhando para Jó sem dizer uma palavra: isto obviamente incomodou muito a Jó, que ficou impaciente e começou a se amaldiçoar e murmurar, a partir do capítulo 3
Literalmente diziam a Jó que sua situação ocorreu porque ele pecou contra Deus: uma grande mentira, pois Jó era reto diante de Deus (Jó 1:1). Estes "amigos" foram usados por Satanás para falarem mais bobagens ao ouvido de Jó, confundindo-o. O livro de Jó transcorre, a partir daí, dentro deste mesmo cenário.
Jó acaba por dar ouvidos a tanta bobagem dita a ele e continua a se amaldiçoar. Até que Deus se revela em Jó 41 e o conforta. Mesmo diante de situações de conflito na mente, não dê ouvidos a bobagens! Isto é arma do inimigo para tentar vencer a batalha espiritual na nossa mente.

Deus repreendeu os amigos de Jó em Jó 42:7 e restaurou tudo em dobro a Jó. Veja que a razão de tanta reclamação de Jó não foi em si a situação que ele passou, mas as bobagens que ele escutou ao longo de seu conflito.

Paulo
Paulo também passou por conflitos na mente. ele lutava contra si mesmo para vencer a tendência da sua mente na carne. Está em Romanos 7:18-23:

"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros."

O guerra espiritual na mente não era exclusividade nossa. Paulo também tinha esta guerra. O que Paulo nos passa de lição é termos domínio próprio, isto é, termos a iniciativa de lutar e vencer pensamentos e tendências pecaminosas. Volto a dizer que é um processo que pode demorar tempo. A guerra pode não terminar logo, mas nunca podemos desistir. Jesus jamais nos deixou sós nesta luta. Ele mesmo disse o seguinte em João 8:36:

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."

Deixe o Espírito Santo falar com você e lhe ensinar! Não seja resistente ao Espírito! Aceite a transformação na sua mente que ele quer propor a você. Um discípulo de Jesus tem que ter o mesmo caráter Dele! Judas Iscariotes não tinha este caráter e todos sabem o que aconteceu com ele!

Termino esta mensagem dizendo que o Espírito Santo ajudará você a libertar sua mente de conflitos e vencer sua batalha!

2 Coríntios 3:17
"Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade."
A Paz do Senhor a todos!

Guerra espiritual na mente (parte II)

Na primeira parte desta mensagem , estudamos que nós somos os responsáveis por inclinar a nossa mente para as coisas da carne ou para as coisas do Espírito (Romanos 8:5-6). Vimos também que o ponto de partida para renovarmos nossa mente (Romanos 12:2) é começar a pensar como Jesus pensa. Isto somos nós que temos que fazer! É a nossa parte, e não a parte de Deus! Ele, através do Espírito Santo, nos dá a direção sempre.Porém, nós, de nosso livre arbítrio, temos que tomar a iniciativa de renovar nossa mente. Em Romanos 12:2, a Palavra não diz "e Deus transformará e renovará vossas mentes", mas diz "transformai-vos pela renovação da vossa mente". Quem tem que se transformar na mente somos nós!

Nesta segunda parte, veremos como Satanás se aproveita da situação e cria muralhas em volta de nossa mente. Veja o que a Palavra nos diz em 2 Coríntios 4:4:

"nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus."

Ao ler este versículo, ficam claras duas coisas:

o diabo (deus deste mundo com "d" minúsculo) tem poder para cegar as mentes (entendimentos)
ele cega o entendimento dos incrédulos
Só que o diabo tem poder também para cegar até os já crentes em Cristo, não só os incrédulos! Se dermos tal legalidade em nossas mentes o diabo pode e vai agir para cegá-la. Creio que você já deve ter visto aqueles casarões com muros altíssimos na entrada. O muro não tem outro objetivo senão não permitir que se enxergue o que está dentro da propriedade. Seu campo de visão fica limitado ao muro, mas nunca avança para depois dele. É exatamente assim que o diabo faz com a mente das pessoas: constrói muralhas em volta dela e a pessoa passa a não enxergar nada além desta muralha.

Há pouco, falei sobre dar legalidade em nossas mentes para Satanás atacá-la. Como isto ocorre? Para começar, sejamos equilibrados e não vamos dar "super-poderes" ao diabo. Deus é onisciente, o diabo não é. Ou seja, Deus sabe nossos pensamentos, mas o diabo não. Só como exemplo, entre muitas outras citações, Jesus disse que Deus Pai sabe tudo o que precisamos já de antemão, em Mateus 6:32:

"(Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso."

Então a grande pergunta é: como o diabo e seus demônios descobrem nossos pontos fracos na mente e nos ataca exatamente ali para nos enfraquecer, se ele não é onisciente? A coisa funciona mais ou menos assim: o diabo começa a buscar alguns padrões em nossos comportamentos de acordo com alguns estímulos. Estes estímulos são as setas que ele lança contra nós, por exemplo: uma angústia, uma tentação, um medo etc.

De acordo com a resposta obtida a este estímulo à nossa mente, ele descobre se aquele ponto em nós é fraco ou não. Um exemplo clássico: os demônios lançam uma seta de tentação a um homem crente, conhecedor da Palavra e casado: aparece uma moça bonita jogando todo charme a este homem, lá no seu ambiente de trabalho. Este homem tem basicamente duas alternativas: inclinar sua mente para se render ao charme da moça e cometer um adultério posteriormente, ou colocar em prática a orientação do Espírito Santo para resistir, ficar longe desta moça, pois afinal adúlterio é pecado e pode impedir que este homem entre no Reino de Deus (1 Coríntios 6:9 e Apocalipse 21:8). Veja que a decisão depende do livre arbítrio deste homem em sua mente. De acordo com a reação deste homem ao estímulo (seta) que o inimigo lança, o diabo sabe se continua atacando neste ponto da mente ou não. Agora o mais importante: O inimigo só terá uma resposta positiva se o homem permitir, ou seja, se ele dar legalidade ao inimigo para continuar. Satanás então descobre o ponto fraco e prende a mente deste homem com muralhas de adultério etc.

É uma espécie de "tentativa e erro" que o diabo faz até conseguir detectar os pontos fracos na mente de alguém. Só que Satanás mais acerta do que erra, porque ele é inteligente e sabe muito bem como detectar certos padrões nas mentes das pessoas que as estimulem a pecar.

Valnice Milhomens, em seu livro "Personalidades Restauradas"1, coloca uma ilustração muito interesante: podemos dizer que existem duas pessoas disputando nossa mente: uma está dentro de nós, que é o Espírito Santo. Outra é Satanás, que vem do lado de fora com suas setas. A Palavra também nos mostra que nós tomamos decisões para onde inclinamos nossa mente, em Efésios 2:3:

"entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais."

Com tudo isto, concluímos que a nossa mente, além de ser a morada de nossa alma, é também o campo de batalha. Lembre-se que, se você é de Cristo, o inimigo não pode tocar seu espírito então ele tenta tocar no seu corpo físico e na sua mente.

Outra grande pergunta fica no ar: como então evitar que estas setas atinjam nossa mente? Em primeiro lugar, o inimigo não vai se cansar de lançar setas contra nós, que somos de Cristo. A posição da igreja é e deve sempre ser oferecer resistência a Satanás e seus demônios (Tiago 4:7). Mas para isto deve haver sujeição a Deus, inclusive na nossa mente. Tudo começa em Romanos 12:2:

"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

Portanto, renovarmos nossa mente é preciso. A Palavra nos diz muito claramente em Marcos 12:30 que a nossa mente também deve amar a Deus:

"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças."

O grande erro é que a maioria das pessoas acham que, ao se converterem a Cristo, suas mentes são imediatamente mudadas e nada mais precisa ser feito. Obviamente não é assim. Renovar a mente é um processo que pode durar muito ou pouco, dependendo de cada um. O Espírito Santo sempre nos ensinará a sujeição de nossa mente a Deus desde o momento em que somos feitos novas criaturas em Cristo. Só que muitos de nós simplesmente não aprendem, não enxergam ou não aceitam os ensinamentos do Espírito Santo e insistem em continuar a pensando, se comportando como antes. A mente ainda inclina para as coisas da carne.

O que ocorre muitas vezes é a passividade da mente. A pessoa se converte e acha que a mente agora não é mais do controle dela, mas de Deus. Querem ver um erro muito constante? A pessoa lê o que está em Romanos 8:37:

"Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou."

E então ela diz: Já sou mais que vencedor, não preciso fazer mais nada agora. É um erro porque alguém já viu vitória sem antes a luta? Alguém só é vencedor de algo que lutou e venceu. O versículo não afirma que não precisamos mais lutar, mas que precisamos lutar, porque em Cristo, certamente a vitória será nossa.

Uma pessoa com mente passiva é o que o diabo precisa porque ele poderá manipulá-la e controlá-la como bem quiser. Vou mais além: por que será que, em exercícios de yoga ou similares, a pessoa precisa recitar um mantra para esvaziar a mente? Romanos 12:2 não nos diz para esvaziar ou pôr nossa mente em passividade, mas nos instrui a renová-la enchendo-a de Cristo! Em outras palavras, domínio próprio é pré-requisito para renovar nossa mente e alinhá-la com a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16).

Outra chave bíblica está em 2 Coríntios 10:3-5:

"Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo."

Aqui, Deus nos dá a instrução clara para libertar nossa mente do inimigo e prendê-la a Cristo. Nossas armas espirituais derrubam fortalezas inimigas, que são as muralhas em volta de nosso raciocínio. Que armas são estas? A Palavra de Deus, da qual deriva outras armas, como a oração e o louvor. Daqui concluímos que, quanto mais lemos e conhecemos a Palavra de Deus, mais oraremos e louvaremos com mais edificação e traremos o raciocínio (a mente) alinhada com a mente de Cristo.

A iniciativa parte de nós, como parte de nossa obediência ao Senhor. Deus nos quer por completo, e isto inclui nossa mente também. Um dia, o Senhor me pediu para consagrar toda minha mente, meu raciocínio a Ele e assim o fiz. Se você quer tomar a atitude de consagrar sua mente ao Senhor, para alinhar sua mente com a mente de Cristo, ore em voz alta o seguinte:

"Pai querido, em nome de Jesus venho na Tua presença. Senhor, sei que minha mente está sob o meu controle e quero Te pedir perdão pelas vezes que inclinei minha mente para as coisas da carne, mesmo sabendo dos Teus ensinamentos, os quais eu não atentei. O meu sincero desejo, Pai, é inclinar a minha mente para as coisas do Espírito. Então, quero agora consagrar toda minha mente e meus raciocínios a Ti, para que eu fique atento aos ensinamentos do Teu Santo Espírito e para que eu aja, não com passividade em minha mente, mas conforme meu livre arbítrio, de modo a alinhar minha mente com a mente de Cristo. Ajuda-me e ensina-me Senhor, a pensar do mesmo jeito que Jesus pensa e que isto reflita imediatamente no meu agir. Te peço e Te agradeço, em nome de Jesus Cristo."

A Paz do Senhor a todos!

Ler a parte I desta mensagem

Ler a parte III desta mensagem

Bibliografia:

1 COELHO, Valnice Milhomens. Personalidades restauradas. Ed. do autor. São Paulo: Palavra da Fé Produções, 1992. 244 p.

Guerra espiritual na mente (parte I)

A nossa mente é a base do nosso livre arbítrio. Deus, quando criou a cada um de nós, colocou o livre arbítrio, ou livre escolha. Até mesmo a decisão de aceitar ou não Jesus em nossas vidas como Senhor e Salvador depende de nós, não de Deus. Jesus nos diz, em Marcos 16:16, que a opção de crer ou não crer pertence a nós:

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado."

Ou seja, ninguém é forçado a crer em nada. A iniciativa de crer tem que partir de cada ser humano. E assim é também no que se diz respeito a buscar a Deus e ter comunhão com Ele. Somos nós que exercemos o controle sobre nossa mente. Quando Jesus diz novamente os mandamentos de Deus, em Mateus 22:37, Ele especifica como devemos amar a Deus:

"Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento."

Se não exercêssemos controle sobre nossas mentes, não haveria necessidade de que Jesus especificasse que o amor deve também partir de nossa mente (entendimento). Muitos de nós acham que o controle de nossa mente pertence a Deus no momento em que são feitas novas criaturas (2 Coríntios 5:17) ao aceitarem Jesus. E aqui começam os problemas. Vejamos o que a Palavra nos diz em Romanos 12:2:

"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

No momento em que somos feitos novas criaturas, a recomendação do Espírito Santo de Deus é que renovemos nossas mentes. Isto significa que nossa mente deve estar alinhada com a mente de Cristo:

1 Coríntios 2:16
"Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo."
Ter a mente de Cristo não significa que tenhamos que parar de exercer o controle sobre nossas mentes, mas que temos que controlar nossas mentes de modo a pensarmos como Jesus pensa. Não é a toa que Paulo afirma que todas as coisas lhe eram lícitas, mas nem todas lhe convinham (1 Coríntios 6:12). Paulo sabia que ele tinha que controlar seu entendimento para não praticar atos que fossem contra o Evangelho e não deixava sua mente à mercê de Deus.

Satanás sabe muito bem que nós somos os responsáveis por exercer controle sobre nossas mentes. Por isto, ele tenta de todas as maneiras nos convencer do que não é lícito perante à Palavra. De que maneira ele faz isto?

Tudo que nós consideramos correto em nossas mentes é o que estamos convencidos a respeito. Se nos convencemos, ou somos convencidos de algo, este algo passa a ser parâmetro do que é lícito para nós. Em outras palavras, se nos convencemos de algo que é errado como se fosse certo, agiremos cometendo tal ato como se ele fosse correto. Citarei um exemplo de como Satanás convenceu alguém a pecar.

Gênesis 3:1-6
"Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente ã mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu."
Deus havia dado ordem a Adão e Eva que não comessem o fruto da árvore que estava no meio do jardim. Obviamente Satanás queria fazer com que esta ordem fosse desobedecida. Então, tratou de convencer Eva de que se ela comesse do fruto, nada aconteceria de mal a ela. Satanás então persuadiu Eva e a convenceu. Finalmente ela comeu o fruto que não deveria, e deu a Adão, que ao ver Eva degustando de tal fruto, também dele comeu.

Satanás não controlou a mente de Adão e de Eva. Tentou até que conseguiu convencer, fazendo com que o homem e a mulher voluntariamente pensassem de maneira errada. Pensaram de maneira errada e pecaram!

Joyce Meyer1 afirma, em seu livro "Campo de Batalha da Mente", que nós somos aquilo que nós pensamos. Em Romanos 8:5-6,9 a Palavra afirma que inclinamos a fazer aquilo que nossa mente pensa:

"Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz... Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele."

Portanto, podemos definir aqui dois tipos de mente:

a mente carnal, ou natural
a mente de Cristo
A nossa tarefa é deixar de pensar com a mente carnal e começar a pensar com a mente de Cristo. O versículo 9 de Romanos nos diz que "se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele". O versículo não diz Espírito Santo, mas sim Espírito de Cristo. Pensar com a mente de Cristo constitui uma poderosa arma contra Satanás e seus demônios.

Wissam Halawi2 nos diz, em seu livro "Revelações", qual é a diferença entre Espírito Santo e Espírito de Cristo. Enquanto o Espírito Santo lhe ensina a ter mais intimidade e comunhão com Deus Pai, o Espírito de Cristo esmaga a obra da nossa carne, e nos faz inclinar para as coisas de Deus.

Começar a pensar com a mente de Cristo não é um processo imediato. Esta nova maneira de pensar cresce em nós diariamente, em nossa comunhão com Deus Pai. Ao lermos a Palavra, é importante observarmos como Jesus reagia diante das mais variadas situações. Por exemplo, em Mateus 5:39, Jesus afirma o seguinte:

"Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;"

Jesus não diz para nos humilharmos perante às pessoas, mas para vencer o mal com o bem (Romanos 12:21). Este é o ponto de partida para começarmos a pensar com a mente de Cristo. Jesus também afirma em Lucas 6:45:

"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca."

Basicamente, diante de nossas situações cotidianas, a pergunta que fazemos a nós mesmos será: "Em meu lugar, o que faria Jesus?"

Este princípio nos ajudará na segunda parte desta mensagem, onde estudaremos como o inimigo assalta nossa mente, construindo muralhas ao redor dela, para tentar nos enfraquecer.

A Paz do Senhor a todos!

Ler a parte II desta mensagem

Ler a parte III desta mensagem

Bibliografia:

1 MEYER, Joyce. Campo de batalha da mente - vencendo a batalha em sua mente. Trad. Serlene Passos. 1.ed. Belo Horizonte: Ministérios Joyce Meyer, 2004. 333 p.

2 HALAWI, Wissam. Revelações - Vol.1. 1.ed. São Paulo: Editora Halawi, 2004. 182 p.

Guerra Espiritual nas Regiões Celestiais - A Existência e Poder dos Anjos e dos Demônios

Não é possível entender a situação que enfrentamos neste fim dos tempos sem compreender antes o ensino bíblico básico sobre a guerra espiritual. Infelizmente, a igreja cristã não tem ensinado a esse respeito nos últimos cem anos. Todavia, os eventos atuais estão caminhando de acordo com as profecias bíblicas, e a guerra espiritual está sendo travada impiedosamente tanto no céu como na terra. Este artigo enfoca os ensinos bíblicos gerais sobre a existência dos anjos e dos demônios e as contínuas batalhas entre eles.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?
Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia-a-dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!

Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.





No início do século XIX um filósofo francês escreveu "A maioria das pessoas não reconheceria Satanás nem se ele as agarrasse pelo pescoço". Se esse triste comentário sobre a falta de conhecimento espiritual era verdadeiro há 200 anos, tal falta de conhecimento apenas aumentou exponencialmente, pois a igreja cristã deixou de ensinar sobre a realidade da guerra espiritual. Hoje, Satanás agarra os cristãos pelo pescoço e eles não percebem com quem estão lidando. Mas, principalmente, os eventos neste fim dos tempos não estão apenas progredindo de acordo com a profecia bíblica, mas estão acontecendo como resultado da mais incrível batalha espiritual que os céus já presenciaram. Deus e seus anjos prevalecerão no final sobre Satanás e seu Anticristo ao término do período da Tribulação; entretanto, a profecia bíblica diz que o poder de restrição do Espírito Santo será gradualmente removido neste período intermediário no qual estamos vivendo agora, até chegarmos ao ponto em que o Anticristo poderá aparecer [2 Tessalonicenses 2:3-8].

Estamos vivendo nos tempos trabalhosos em que o Espírito Santo está gradualmente removendo seu poder de restrição, permitindo assim a autoridade sem precedentes das hordas demoníacas neste mundo atual e a melhor oportunidade para atacar os cristãos genuínos. Essa oportunidade sem precedentes para Satanás e suas hordas demoníacas atacarem os cristãos está ironicamente ocorrendo na época em que a igreja está fazendo o seu pior trabalho de preparar seus membros para lutarem nessa guerra espiritual sem precedentes; de fato, o treinamento espiritual atual é o pior de toda a história desde a ressurreição e ascensão de Jesus Cristo.

Precisamos voltar, no mínimo, ao menor entendimento sobre a guerra espiritual que ocorre nos lugares celestiais e na Terra que os cristãos de eras passadas conheciam e entendiam das Escrituras. Neste artigo examinaremos os princípios básicos desse assunto, as hordas demoníacas, e a liberdade que Deus lhes deu para agirem nesta dimensão.

A Existência dos Anjos e dos Demônios
Você sabia que houve um tempo em que Satanás não existia e que não havia os seres perversos chamados demônios? Deus criou os anjos originalmente para servi-Lo e adorá-Lo. Ele criou um anjo poderosíssimo, a quem chamou Lúcifer [Nota: Muitos eruditos da Bíblia discordam dessa interpretação, e por questões de tempo e espaço, não poderei tratar adequadamente esse assunto, mas meu estudo sobre a passagem-chave - Isaías 14:4-19 - revela que Deus está claramente falando a Lúcifer por meio do rei da Babilônia; somente Lúcifer poderia ter estado no céu rebelando-se contra Deus conforme revelado nos versos 12-14. Além do mais, Deus estava simplesmente dirigindo-se a Lúcifer enquanto falava ao rei da Babilônia, já que Lúcifer estava claramente atuando para influenciar as ações do rei da Babilônia, conforme Deus revelou que ocorre constantemente no céu - Daniel 10.]

Deus criou Lúcifer como o mais poderoso de todos os seus anjos, fazendo-o até mesmo seu Ministro da Música! Assim, Lúcifer serviu a Deus com a maior dedicação antes da criação do mundo que conhecemos.

No entanto, conforme vemos em Isaías 14:12-14, Lúcifer rebelou-se e quis substituir Deus no universo. Em Apocalipse 12:3-4, vemos que Lúcifer persuadiu um terço dos anjos de Deus a juntar-se a ele nessa aventura. No momento da rebelião, Deus amaldiçoou Lúcifer, e ele se tornou Satanás, o adversário. Deus também amaldiçoou os anjos que participaram da rebelião, e eles foram transfigurados de belos anjos para horrendos demônios. Todos eles têm um ódio profundo a Deus e a tudo o que pertence a Deus. Portanto, hoje, Lúcifer não existe; ele agora é Satanás, o adversário de Deus.

No mundo do ocultismo, entretanto, tanto os ocultistas de Magia Negra como os de Magia Branca acreditam que Lúcifer seja um deus bom e Satanás um deus mau. Acreditam que, conforme uma pessoa avança no ocultismo, aprendendo a exercitar seus imensos poderes, precisará um dia tomar uma decisão, e optar se utilizará os poderes do ocultismo para o bem ou para o mal. Se a pessoa escolher usar seus poderes para o "bem", diz-se que está seguindo o Caminho da Direita, servindo a Lúcifer; no entanto, se escolher usar seus poderes para o mal, diz-se que está seguindo o Caminho da Esquerda, servindo a Satanás. Os seguidores do Caminho da Direita chamam a si mesmos de praticantes de Magia Branca e consideram os seguidores do maligno Caminho da Esquerda como praticantes de Magia Negra. Os seguidores da Magia Negra, no entanto, apenas riem da ingenuidade de tal crença, pois reconhecem que ambos os lados servem ao mesmo mestre das trevas, Satanás [Anton LaVey, A Bíblia Satânica, p. 51-52].

A doutrina bíblica harmoniza-se com esta última crença.

A Conspiração de Satanás Contra Deus Continua
Deus nos dá o relato que a conspiração de Lúcifer nos céus contra ele antecede a criação da Terra e de seus habitantes. O dicionário define conspiração assim: "Ato ou efeito de conspirar; maquinação, trama, conluio secreto. Um acordo feito por conspiradores, para cometer um crime ou alcançar um propósito legal por meio de ação ilegal; um planejamento secreto em conjunto, especialmente para um propósito ilegal ou prejudicial, tal como assassínio ou traição."


Assim, o ato de Lúcifer contra Deus nos céus, conforme descrito em Isaías 14, encaixa-se perfeitamente nessa definição de conspiração. Embora a Bíblia não descreva os detalhes, somos levados a acreditar que Lúcifer sussurrou aos anjos o seu plano para sobrepujar Deus por algum tempo antes de Deus reagir e amaldiçoá-lo e a todos os anjos que o seguiram. Dessa forma, o plano de Lúcifer encaixa-se perfeitamente bem nessa definição de conspiração do dicionário.

Vemos a próxima menção de uma conspiração de Lúcifer contra Deus no Jardim do Éden. Em Gênesis 3, Lúcifer - agora chamado Satanás, o adversário de Deus - fala por meio de uma serpente a Eva. Ele imediatamente desafia o mandamento que Deus deu a Adão, e que Adão repassou a Eva. "É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" Eva respondeu que eles poderiam comer do fruto de todas as árvores exceto da árvore que estava localizada no meio do jardim, porque caso tocassem e comessem daquele fruto, morreriam.

Satanás acalma Eva dizendo "Certamente não morrereis". Em seguida, pronuncia a mentira que conta até hoje por meio de todas as sociedades secretas, do movimento da Nova Era, e de todos os conciliábulos de feiticeiros: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus..." Atualmente, os ocultistas de todos os matizes acreditam que existe um "deus" dentro de cada indivíduo e que para despertar esse "deus" potencial o indivíduo deve apenas meditar, praticar exercícios ocultistas que "abram os centros de visão" e "comungar com o sagrado". Do que o cantor John Denver se exaltou um dia? "Estou me tornando um deus."

Satanás induziu Eva a pecar, e ela persuadiu Adão a acompanhá-la. Satanás obteve uma vitória temporária, mas Deus predisse o tempo em que o Messias viria para esmagar o poder de Satanás [Gênesis 3:14-15].

Satanás não perdeu tempo na luta contra Deus, mas agora estava trabalhando por meio dos homens, bem como por meio de seus anjos demoníacos. Nós o vemos agindo por meio de Caim, provocando o primeiro homicídio. Deus amaldiçoou Caim e o pôs a vagar sobre a terra pelo resto de sua vida, protegido contra qualquer um que tentasse matá-lo, mas suportando a maldição de Deus pelo resto de sua vida.

Em Gênesis 6, vemos seres demoníacos aparecendo na Terra, tomando mulheres, e produzindo uma raça híbrida homem-demônio, aos quais a Bíblia chama de "gigantes na terra" e de "valentes homens de fama". Os estudiosos da Bíblia geralmente concordam que essa raça de pessoas era o que é conhecido normalmente como "nefilim", a palavra-raiz para "gigantes" acima. O autor cristão Chuck Missler explica sucintamente quem e o que esses "filhos de Deus" eram e o que estavam tentando fazer.

"Os estranhos eventos narrados em Gênesis 6 eram entendidos pelas antigas fontes rabínicas, assim como pelos tradutores da Septuaginta, como referências aos anjos caídos que geraram uma bizarra prole híbrida com as mulheres - prole essa conhecida como 'nefilim'. Os primeiros pais da igreja também entendiam assim..." [Chuck Missler, Koinonia House, http://www.khouse.org/articles/biblestudy/19970801-110.html].

Sabemos que esses "filhos de Deus", literalmente B'nai HaElohim, Filhos de Elohim", não podem ser anjos porque eles jamais interviriam na criação de Deus, jamais se acasalariam sexualmente com mulheres. Para atrair as mulheres, esses demônios tiveram de se transformar em homens atraentes ao entrarem nesta dimensão; de outra forma, as mulheres teriam rejeitado seus avanços e preferido os homens verdadeiramente humanos. Assim, sabemos que esses demônios apareceram como homens atraentes, semelhantes aos anjos que apareceram em Sodoma para resgatar Ló; esses anjos eram tão atraentes que atiçaram a luxúria da população homossexual de Sodoma e Gomorra [Gênesis 19]. Os resultados vivos dessa união sexual entre demônios e mulheres humanas foram os "gigantes", literalmente nefilim, uma raça de criaturas não-humanas.

Deus revela o resultado dessa união sexual desastrosa entre os demônios disfarçados de homens e as mulheres: "A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra." [Gênesis 6:11-13].

Podemos ver que Noé e sua família não foram infectados por essa atividade sexual demoníaca. A Bíblia diz: "Noé era homem justo e perfeito em suas gerações..." [Gênesis 6:9] Assim, após o Dilúvio, Deus pôde restabelecer uma linhagem abençoada de seres humanos normais a partir dos filhos de Noé e suas mulheres, a partir da qual o Messias pôde vir. Deus trouxe o dilúvio global para livrar o mundo dessa prole mista humano-demoníaca.

Veja, Deus providenciou a salvação do pecado apenas para a humanidade, e não para os anjos [1 Pedro 1:10-12; Efésios 3:9-10]. Além disso, se Satanás pudesse modificar a humanidade, dos humanos que Deus criou para uma raça parte-humana e parte-demoníaca [nefilim], poderia frustrar o plano de salvação de Deus e impedir a vinda do Messias. Para impedir esse domínio da raça humana, Deus enviou o Dilúvio, que destruiu todos esses seres. O mundo ocultista está bem ciente desses nefilins e de sua aparição demoníaca no fim dos tempos; Jesus Cristo predisse: "E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem." [Mateus 24:37] Uma vez que Deus destruiu o mundo nos dias de Noé por causa das atividades dos nefilins, podemos ter a certeza de que eles estarão presentes neste período de tempo em que o Anticristo está prestes a aparecer, e que apoiarão suas atividades quando estiver na Terra.

A Bíblia nos diz qual punição Deus fez recair sobre os demônios que se transformaram em homens para poderem copular com as mulheres. "Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo..." [2 Pedro 2:4]. Deus prendeu esses demônios, e eles permanecem presos até hoje, aguardando o julgamento.

Avanço Rápido Até o Livro de Jó
A próxima revelação que diz respeito a esse combate sobrenatural entre Deus e Satanás encontra-se no primeiro capítulo de Jó, começando no verso 6:

"E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela."

Esse verso nos diz muito sobre as atividades de Satanás e seus demônios neste planeta. Enquanto nós, humanos, tendemos a imaginar que a Terra seja um lugar bastante grande, Satanás acaba de dizer a Deus que a considera pequena o suficiente para "rodear e passear por ela". Poderíamos usar essa expressão ao falar sobre o nosso jardim!

Agora, junte esse conceito com o conhecimento bíblico de que Satanás controla este planeta durante esta época do tempo:

"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência." [Efésios 2:2]

O apóstolo Paulo, escrevendo sob a influência do Espírito Santo, chamou Satanás de príncipe das potestades do ar.

Quando Deus criou Adão, deu-lhe responsabilidade por este planeta e por todos os animais [Gênesis 2:20], razão pela qual permitiu que nomeasse todos os animais. No entanto, quando Satanás persuadiu Adão e Eva a pecarem, o título de propriedade da terra passou a Satanás, e ele ainda o mantém. Assim, no texto referido, o apóstolo Paulo chama Satanás de príncipe das potestades do ar. Lembra-se de quando Satanás tentou Jesus Cristo no deserto e o levou ao topo de um monte muito alto e lhe mostrou todos os reinos do mundo? Satanás disse que, se Jesus apenas se prostrasse para adorá-lo, lhe daria todos os reinos do mundo. [Mateus 4:8-10]

Essa jactância não era irreal e nem à toa; Satanás poderia ter dado todos os reinos do mundo a Jesus, da forma como prometeu fazer. Por quê? Porque ele controla este mundo durante o tempo desta era; e é o "deus deste século" [2 Coríntios 4:4].

Em Apocalipse 5:1-12, mas especialmente no verso 8, vemos Jesus tomando o título de propriedade da Terra. O livro com sete selos era o título de propriedade da Terra e no verso 8 Jesus toma posse dele no céu. A partir desse momento, Satanás não é mais o príncipe das potestades do ar, conforme prova o contínuo desenrolar dos julgamentos profetizados sobre a Terra. Finalmente, em Apocalipse 11:15, os anjos proclamam: "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre."

Até esse momento da história mundial [Apocalipse 11:15], Jesus Cristo não era o rei deste mundo; Satanás era, e ainda é hoje, porque os eventos do Apocalipse ainda são futuros. Lembre-se desse elemento-chave, pois é fundamental para a compreensão do poder que Satanás exerce no presente; se ele quiser fazer algo neste mundo hoje, pode fazer, a não ser que Deus aja especificamente para detê-lo. Certamente, na igreja de Satanás, ele pode fazer muito bem o que desejar, contanto que não tente tocar nos genuinamente salvos de Deus remanescentes. Satanás usa os conciliábulos de feiticeiros e as sociedades secretas como sua igreja, e é por esse caminho que perpetua sua doutrina e seu plano para os séculos, transmitindo-os de geração em geração.

Reiterando, a passagem em Jó 1:6-7 revela a atividade de Satanás e suas hordas de demônios. Eles estão continuamente "rodeando e passeando" pela Terra. O apóstolo Paulo então acrescenta que todos os incrédulos estão "sob o controle do espírito demoníaco" que Satanás controla! Os incrédulos são controlados por um espírito demoníaco, um controle que Satanás dividiu entre seus principados [veja maiores detalhes lendo o artigo N1050, "Os Sete Principados do Reino das Trevas"]. Dessa forma, Satanás e suas hordas de demônios estão constantemente na Terra, controlando sua gente na rebelião à autoridade estabelecida de Deus e de sua Palavra!

Já que Satanás é o príncipe deste mundo, Deus concede-lhe certa liberdade de ação que a maioria dos cristãos não compreende completamente. Embora seja verdade que nada pode tocar um cristão fiel, a não ser que Deus permita, o mesmo não é necessariamente verdade quanto ao incrédulo. Uma vez que o incrédulo - o não-salvo - está em rebelião contra Deus, e está excluído da proteção de Deus, está suscetível ao poder sobrenatural de Satanás. O não-salvo pode ser atacado virtualmente com impunidade; pode ser afligido; pode ser possesso. E, como veremos em breve, o infiel está mais suscetível a ver manifestações físicas dos demônios, particularmente se entregou a autoridade espiritual sobre seu corpo às hordas demoníacas, participando de determinados pecados, como drogas, álcool, certos pecados sexuais ou participando de atividades ocultistas.

Satanás pode fazer virtualmente o que quiser, a quem quiser, a menos que Deus especificamente intervenha para impedir. Assim, o apóstolo Paulo declara enfaticamente que os incrédulos "estão presos à vontade dele". [2 Timóteo 2:26; ênfase adicionada].

Conflito nas Regiões Celestiais Pela Influência Sobre os Reis
Em Daniel 10, Deus nos dá uma amostra intrigante a respeito da guerra espiritual entre os anjos e os demônios, enquanto eles lutam pelo coração e pela mente dos reis pagãos, mencionados especificamente aqui como "príncipe da Pérsia" e depois como "príncipe da Grécia" [Daniel 10:20].

Permita-nos resumir os eventos desse capítulo. No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, Daniel começou a jejuar e orar pedindo maior entendimento do plano de Deus para Israel, especialmente no que se referia ao fim dos tempos. Daniel já havia recebido entendimentos sem precedentes anteriormente, mas não estava certo se os havia compreendido adequadamente, então pediu maiores esclarecimentos.

Vemos no verso 2 que Daniel jejuou por três semanas, esperando pacientemente pela resposta de Deus. Subitamente, no verso 4, Daniel recebe a visita de um anjo, uma experiência que quase o fez desmaiar, tanto que o anjo teve de tocá-lo para que se levantasse novamente. Em seguida, o anjo revelou uma história impressionante. Vamos acompanhar o relato bíblico a partir daqui:

"Então [o anjo] me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras."

Daniel deve ter ficado perplexo com essa história. Se Deus deu sua resposta no primeiro dia em que Daniel orou, e instruiu esse anjo para entregar a resposta a Daniel, por que demorou três semanas para que o anjo chegasse à Terra? Daniel estava certamente ciente de que um anjo pode ir do céu à Terra instantaneamente; assim sendo, por que Daniel teve de esperar por três semanas inteiras? O anjo respondeu a essa pergunta, e o impacto da resposta em nossas vidas continuará até o dia em que virmos Jesus Cristo! As implicações da resposta do anjo foram enormes.

"Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia."

Essa Escritura revela que uma batalha entre os anjos de Deus e as legiões de demônios de Satanás está constantemente ocorrendo pelos corações e mentes dos governantes humanos das nações do mundo. Nesse caso, os anjos de Deus e os demônios de Satanás lutaram pelo controle da mente e do coração do rei da Pérsia, que no tempo de Daniel era Ciro [verso 1]. Entretanto, todo rei da Pérsia deve ter tido tal batalha pelo seu coração e pela sua mente, e todo rei da Grécia deve ter tido tal batalha. Em outras palavras, as hordas de demônios estavam lutando contra os anjos para conseguir controlar a mente e o coração do rei humano, para que ele tomasse as decisões que beneficiassem a Satanás e pervertessem o plano de Deus. Embora Deus tenha poder a qualquer tempo e em qualquer situação para frustrar os planos das hordas de demônios, ele não age sempre dessa forma. Em sua soberania, por vezes permite às hordas de demônios influenciarem os reis da Terra a tomarem decisões que parecem implementar o programa de Satanás. É claro que o plano de Deus prevalecerá no final; mas em incontáveis situações no decorrer da história, Deus permitiu que as hordas de demônios prevalecessem de forma semelhante.

O que precisamos entender dessa passagem é que tal batalha pelo coração e pela mente dos governantes da Terra ocorre em todas as gerações da história humana. Os satanistas aprendem que Satanás encarrega determinados demônios de ficarem ao lado de cada governante de cada nação na história; podemos apenas presumir que Deus reage designando um anjo para cada governante humano em cada geração da história humana.

Mantenha esse fato em mente.

Seres Demoníacos Manifestando-se Nesta Dimensão
Já estudamos Gênesis 6, que descreve uma época em que os demônios transformaram-se em homens atraentes. Também já nos referimos a Gênesis 19, onde os anjos de Deus que destruíram Sodoma e Gomorra vieram à tarde até a casa de Ló; esses anjos eram homens muito atraentes. Essa transformação dos anjos de Deus nesta dimensão é evidentemente tão comum que a Bíblia relata que alguns cristãos receberam a anjos sem se dar conta disso! [Hebreus 13:2]

Entretanto, os demônios podem se manifestar nesta dimensão como os monstros horríveis que são? Deus permitirá esse tipo de manifestação e, se permitir, quais serão os parâmetros pelos quais permitirá isso? Alguns cristãos acreditam que os demônios de Satanás não podem se manifestar nesta dimensão; de fato, um querido amigo cristão me disse que não acredita que os demônios possam se manifestar nesta dimensão. Apenas um exemplo bíblico inquestionável convencerá um cristão céptico como ele. Felizmente, a Bíblia claramente nos dá um exemplo desse tipo.

O Rei Saul e a Feiticeira de En-Dor - 1 Samuel 28:7-25
O início dessa triste história começa no verso 3:

"E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores."

Quando o rei Saul precisasse de aconselhamento espiritual, ou de uma resposta específica de Deus, deveria procurar o profeta Samuel. No entanto, a Bíblia registra que Saul nunca buscou a orientação e os conselhos de Samuel. Agora que Samuel estava morto, sabendo que Davi seria o novo rei, Saul entra em desespero diante de um ataque iminente dos filisteus. Um dia antes da batalha, Saul pergunta aos seus servos onde poderia encontrar ajuda sobrenatural. Vamos acompanhar a história a partir do verso 7:

"Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte."

O fato de que o rei Saul pensava até mesmo em buscar a ajuda de uma bruxa - uma feiticeira - para aconselhamento espiritual é chocante, pois ele erradicou vigorosamente os feiticeiros de Israel, conforme indica a resposta da feiticeira no verso 9. Deus havia ordenado que ninguém em Israel consultasse necromantes, feiticeiros, adivinhadores, encantadores e mágicos muito antes do nascimento do rei Saul [Deuteronômio 18:9-14]. Na verdade, Deus ordenou que todos os feiticeiros e os que praticassem bruxaria fossem mortos, em Êxodo, 400 anos antes do rei Saul.

Reiterando, a resposta dessa feiticeira de En-Dor (2 Samuel 28:9) mostra que Saul cumpriu as ordens de Deus no que se refere aos feiticeiros; entretanto, acho bastante interessante que, mesmo depois de uma campanha vigorosa contra os feiticeiros, os criados do rei Saul soubessem exatamente onde havia uma feiticeira! Quando o rei Saul pediu a indicação de uma feiticeira, eles sabiam exatamente onde ela vivia e levaram o rei até lá. Ela devia ser uma feiticeira bastante poderosa para ter escapado da perseguição, embora os criados de Saul soubessem exatamente onde ela vivia. A resposta imediata dos criados revela a verdade da história:

"E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar." [verso 7]

Assim que o rei Saul soube que uma feiticeira vivia em En-Dor, não perdeu tempo em ir até ela.

"E Saul se disfarçou e vestiu outros vestidos, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser." [verso 8]

O que há de mais importante a se notar no pedido de Saul é que ele falou sobre esse ritual como se fosse habitual, e ele certamente conhecia o poder de um feiticeiro para invocar um ser espiritual por meio do poder do "espírito familiar" que habita nele; esse espírito familiar é uma das formas mais poderosas de possessão demoníaca, pois invocar um ser espiritual a esta dimensão requer uma possessão poderosa, agindo por meio de um feiticeiro experiente. O rei Saul sabia que a feiticeira poderia conjurar um espírito específico, e após garantir que ela não seria morta [verso 10] - invocando o nome do Senhor - ele pede que Samuel seja trazido do Seol Superior, o lugar que Jesus chamou de Paraíso.

A maioria dos estudiosos da Bíblia não acredita que Deus realmente permitiu que o espírito de Samuel retornasse à Terra, pelo simples motivo de que Deus certamente não permitiria que o espírito de um de seus profetas retornasse à Terra por meio de um método satânico já condenado por ele. Deus dá tanta importância aos métodos justos quanto dá aos fins justos, assim ele definitivamente não permitiria que o verdadeiro espírito de Samuel se manifestasse.

O próprio texto permite essa interpretação. À primeira vista, parece que o próprio Samuel apareceu, conforme lemos no verso 12:

"Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul."

No entanto, o verso seguinte lança a dúvida se era realmente o espírito de Samuel, pois o rei Saul diz:

"Não temas; que é o que vês?"

O fato de Saul ter feito essa pergunta dessa forma parece indicar que a feiticeira não identificou o espírito que viu como sendo o de Samuel. Continuemos com o verso 13:

"Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra." Outra tradução da Bíblia parece indicar que ela viu apenas um espírito aparecendo nesta dimensão: "A mulher respondeu a Saul: 'Estou vendo um espírito subindo das profundezas da terra'." Na verdade, a feiticeira deve ter falado no singular, pois Saul formula sua próxima pergunta no singular.

"Como é a sua figura?" A feiticeira viu o espírito antes de Saul e ficou assustada com o seu semblante. Entretanto, esse fato ainda não significa que o espírito fosse realmente Samuel. A resposta que a feiticeira dá em seguida é bastante instrutiva. Ela descreveu o que viu:

"Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa." Observe que a feiticeira não disse que se tratava realmente de Samuel, mas apenas que viu um homem ancião envolto numa capa. Então, a próxima sentença de Deus revela a verdade.

"Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou."

Saul entendeu que o "homem ancião... envolto numa capa" era Samuel. O rei então inclinou-se com o rosto em terra perante o espírito "e se prostrou". Em outras palavras, o rei Saul assumiu que havia reconhecido a autoridade espiritual superior de Samuel, algo que ele normalmente recusava fazer enquanto Samuel estava vivo.

Deus Controla os Espíritos Malignos!
Vamos parar aqui para discutir quem era esse espírito, já que ele não era Samuel. Os estudiosos da Bíblia que acreditam que Deus jamais permitiria que o espírito de um servo fiel já morto fosse invocado à esta dimensão terrena por meio do ritual satânico proibido da necromancia, crêem que esse espírito era um demônio disfarçado de Samuel, um ser sobrenatural ímpio sob o controle direto de Deus!

Deus utiliza esse tipo de controle sobre um demônio? Sim, certamente.

Em Jó 1:6-7, vemos que Deus convocou tanto os seus anjos piedosos quanto os anjos ímpios de Satanás para se apresentarem diante dele em seu trono. Deus convocou os demônios de Satanás para darem satisfação de suas atividades a ele!

Com isso em mente você entenderá melhor o conteúdo de 2 Crônicas 18:18-22, onde Deus enviou uma entidade demoníaca para ser um "espírito de mentira" e deliberadamente enganar o ímpio rei Acabe, para que Deus o trouxesse a julgamento. Veja:

"Disse mais: Ouvi, pois, a palavra do SENHOR: Vi ao SENHOR assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua mão direita, e à sua esquerda."

Vamos parar aqui para identificar o "exército celestial" que o profeta Micaías viu em sua visão inspirada. Baseado no que Jesus nos disse sobre o julgamento final, podemos seguramente identificar o exército celestial à mão direita de Deus como sendo os anjos fiéis, e o exército celestial à mão esquerda de Deus como sendo os anjos rebeldes, ou demônios. Em Mateus 25:33, vemos que a organização dos homens no julgamento final será com os salvos à mão direita de Deus [ovelhas], e os condenados à mão esquerda de Deus [bodes].

Com isso em mente, considere a seqüência do relato da Escritura:

"E disse o Senhor: Quem persuadirá a Acabe rei de Israel, para que suba, e caia em Ramote de Gileade?... Então saiu um espírito e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o persuadirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? E ele disse: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o SENHOR: Tu o persuadirás, e ainda prevalecerás; sai, e faze-o assim. Agora, pois, eis que o SENHOR pôs um espírito de mentira na boca destes teus profetas..." [2 Crônicas 18:19-22]

Uma vez que a Bíblia nos diz que Deus está acima de todo o mal, e não pode fazer o mal, podemos ver que aqui ele ordenou a um demônio para ir até Acabe e sussurrar uma mentira em seu ouvido que o levasse a cometer um erro fatal no campo de batalha. Esse espírito de mentira estava sob o controle direto de Deus, e executou sua tarefa muito bem: o rei Acabe foi morto na batalha [verso 33].

Vemos uma situação parecida em 1 Samuel 16:14, onde a mão de Deus começa a se mover contra o rei Saul. "E o espírito do SENHOR se retirou de Saul, e o atormentava um espírito mau da parte do SENHOR." Deus enviou um espírito maligno - um demônio - para ir até o rei Saul e atormentá-lo como parte de seu julgamento divino contra o rei.

Em 1 Samuel 18:10-11 e 19:9-10, vemos que outro espírito maligno - um demônio - agindo sob as ordens diretas de Deus, persuadiu o rei Saul a tentar matar Davi; no entanto, o Senhor garantiu que Davi escapasse:

"E aconteceu ao outro dia que o mau espírito da parte de Deus se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa; e Davi tangia a harpa com a sua mão, como de dia em dia. Saul, porém, tinha na mão uma lança. E Saul atirou com a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede."

Dessa forma, não temos muita dificuldade para acreditar que o espírito que surgiu durante esse ritual foi realmente um demônio agindo sob as ordens diretas de Deus, não apenas para aparecer como Samuel, mas para transmitir ao rei Saul a mensagem que Deus queria enviar! [1 Samuel 28:15-19]

O Ritual Satânico Necessário Para Trazer um Espírito a Esta Dimensão
Já que Deus não quer expor o ritual satânico específico que os feiticeiros realizam para invocar fisicamente um espírito a esta dimensão, o relato bíblico omite o ritual de feitiçaria nessa passagem. No entanto, a feiticeira certamente teve de realizar um ritual entre os versos 11 e 12 do capítulo 28. Assim sendo, pedi a Cisco Wheeler, uma ex-praticante de Magia Negra, para me descrever exatamente o tipo de ritual que essa feiticeira teria executado para trazer um demônio a esta dimensão.

Como o mundo de Satanás e de seus demônios tem um nível considerável de hierarquias e de linhas de comunicação, todo feiticeiro precisa conhecer exatamente o procedimento que Satanás estabeleceu para que os médiuns humanos possam acessar seu poder sobrenatural e controlar seus demônios nesta dimensão. Esse conhecimento é a própria essência da feitiçaria. Os feiticeiros humanos devem ser muito cuidadosos no modo como realizam esse ritual, pois demônio algum quer ser forçado a vir a esta dimensão, de forma a realizar a vontade do ser humano que está executando a cerimônia; se o feiticeiro cometer algum erro, não importa o quão insignificante, o demônio tem permissão de Satanás para atacar e matar o feiticeiro. Dessa forma, os feiticeiros tomam um cuidado enorme com os mínimos detalhes quando realizam esse ritual.

Isso é o que a feiticeira em En-Dor - conhecida na literatura ocultista como Gilgamés - deve ter feito para trazer esse espírito disfarçado de Samuel. O grande deus Ea do cosmos acadiano é o único capaz de forçar o deus do mundo dos mortos, Nergal, a libertar o espírito de Enkidu para que Saul possa supostamente conversar com Samuel. A atividade é consumada por meio da prece a Ea; se o necromante for poderoso o suficiente, não é necessário o oferecimento de um sacrifício; o resultado aparece na forma de um espírito, que chega como um vento. Os ocultistas acreditam, portanto, que o demônio que apareceu foi Enkidu, disfarçado como Samuel.

Os demônios que são forçados a se materializar nesta dimensão sempre reclamam amargamente por terem sido forçados a vir. Assim, não devemos ficar surpresos ao ver esse demônio - que Saul presumiu ser Samuel - reclamar no verso 15: "Por que me desinquietaste, fazendo-me subir?" Essa queixa é ouvida quase todas as vezes que um feiticeiro realiza uma cerimônia de necromancia, já que o demônio não quer ficar sob o controle do médium humano.

Caso o nigromante [necromante] não seja poderoso o suficiente para fazer o espírito subir com uma simples prece ao deus Ea, então este é o ritual necessário: O feiticeiro deve primeiramente fazer a prece ao deus Ea e depois iniciar os preparativos para um ritual de sacrifício. Após desenhar os símbolos "sagrados" requeridos pelo ritual específico, o nigromante terá de cavar uma cova com sua espada, derramar uma libação de mel, vinho e água ao redor e espargir comida dentro da cova; depois deve fazer votos e proferir preces de devoção à nação dos mortos, preenchendo a cova com o sangue de uma ovelha imolada, após o que as almas dos mortos virão do reino sobrenatural.

Entretanto, o conhecimento mais importante que o nigromante deve ter é o "nome inefável" do deus Ea. Esse "nome mágico" invoca a forma de poder que o ritual requer para ser eficaz. Esse nome, misterioso e divino, é o maior e mais irresistível de todos os poderes da magia. Ea, deus da terra e do mar, é o único ser em todo o universo que conhece a palavra secreta. Quando ela é pronunciada, tudo se curva no céu, na terra e nas regiões do inferno. Esse nome sozinho pode subjugar os sete maskim [os mais poderosos espíritos na mitologia suméria/acadiana, dotados de poderes extraordinários, capazes de causar terremotos, de parar o movimento dos astros e de atacar os homens com suas magias] e fazer cessar suas destruições. Os próprios deuses são subjugados por esse nome e o obedecem. Assim, já na aurora da história encontramos o poder que supostamente reside nos nomes inefáveis que inflamaram um grande rastro em toda a magia ritual. Na magia egípcia, os magos afirmavam que conheciam os nomes ocultos e místicos dos deuses, e proferiam esses nomes para controlá-los.

A magia ritual requer o uso dos nomes inefáveis dos principais deuses da região infernal. Assim, quando os maçons dão grande ênfase ao "nome inefável" de "Deus", revelam sua verdadeira natureza das trevas. As raízes da Maçonaria podem ser rastreadas até os mistérios egípcios, portanto é natural que falem tanto sobre o "nome inefável" de "Deus", embora a Bíblia não o mencione nem uma única vez. Não se deixe enganar quanto à verdadeira natureza ocultista da Maçonaria.

Não sabemos se a feiticeira de En-Dor era poderosa o suficiente para invocar um demônio disfarçado de Samuel simplesmente fazendo uma prece ao deus Ea, ou se teve de realizar o ritual de sacrifício descrito anteriormente. Não é necessário para esta discussão saber esse detalhe. O que sabemos é que o rei Saul estava ciente que essa feiticeira de En-Dor rotineiramente invocava espíritos a esta dimensão, e que quando pediu para ela trazer Samuel, um demônio apareceu nesta dimensão!

Conforme afirmamos anteriormente, Satanás é o "senhor deste mundo" e pode fazer muito do que quiser, a menos que Deus intervenha especificamente para impedi-lo. Os bruxos e feiticeiros costumeiramente conjuram manifestações físicas de demônios, como retratado na gravura ao lado.

Examine atentamente essa gravura. Ela mostra o maçom de Grau 33 Eliphas Levi dentro de um círculo especialmente criado, conjurando o espírito demoníaco Apolônio de Tiana [Manly P. Hall, maçom de Grau 33, An Encyclopedic Outline of Masonic, Hermetic, Qabbalist and Rosicrucian Symbolical Philosophy Being an Interpretation of the Secret Teachings Concealed Within the Rituals, Allegories and Mysteries of All Ages, H.S. Crocker Company, 1928, pg 101; também citado por David Carrico, Scottish Rite Journal, no artigo, Manly P. Hall: The Honored Masonic Author, Evansville, Indiana, 1992, pg 17; catalogado como um livro recomendado pela Macoy Publishing and Masonic Supply Company; reeditado pela Dra. Burns, com autorização].

Com Eliphas Levi fazendo o papel do bruxo - lendo o livro de encantamentos em sua mão - o demônio é conjurado a esta dimensão, e aparece dentro de um círculo em que há um triângulo desenhado em seu interior. Observe o Baphomet [Bafomé] no canto superior esquerdo e a caveira humana na extremidade direita. Portanto, os satanistas dão grande importância aos símbolos desenhados no chão ou na terra. Eles fazem uso desses símbolos durante cerimônias poderosas de bruxaria.

O ex-feiticeiro/mestre-maçom/mórmon William Schnoebelen expõe claramente a habilidade dos médiuns de invocar espíritos a esta dimensão. Leia o seu testemunho, pois é uma confirmação para o aqui e agora, ou seja, a época atual.

"Na bruxaria, nosso desafio era conjurar e controlar os espíritos e usar seu poder sem nos ferirmos durante o processo." [Mormonism's Temple of Doom (O Templo da Perdição do Mormonismo), de William Schnoebelen and James R. Spencer, 1997, pg 12]

Lembra-se de nossa afirmação anterior que um feiticeiro presta muita atenção até mesmo aos mínimos detalhes em um ritual, pois caso cometa algum erro, por menor que seja, o demônio que foi chamado a esta dimensão pode até matá-lo? Schnoebelen acaba de confirmar esse fato. Graças a Deus, Bill Schnoebelen agora é um cristão nascido de novo e serve a Jesus Cristo!


Nos países do mundo que não têm a tradição das igrejas fundamentalistas fiéis à Bíblia, como os EUA, os demônios manifestam-se regularmente nesta dimensão. Receio que, uma vez que os EUA se afastaram para bem longe de Deus nas últimas décadas, vejamos esse fenômeno com uma regularidade crescente, a começar dentro dos círculos satânicos estabelecidos, é claro. Nós, cristãos nascidos de novo, não precisamos nos preocupar com a manifestação de demônios, porque estamos protegidos pelo sangue derramado de Jesus Cristo. No entanto, nossos amigos, vizinhos e até mesmo familiares que não são salvos podem nos levar a entrar em contato com tal atividade demoníaca; portanto devemos estar conscientes de que essa atividade demoníaca está ocorrendo furiosamente ao nosso redor e nos afetando indiretamente.

Schnoebelen faz uma declaração assustadora a respeito da habilidade dos demônios de entrarem na casa de alguém que tenha sido afligido ou possuído, para afligirem também os demais membros da família! Veja:

"Como podemos esperar que nossos filhos respeitem a autoridade quando o nosso envolvimento numa religião antiga de mistérios [Maçonaria] abriu as comportas do desejo em nossas casas... As crianças têm faro fino para a hipocrisia, e se conhecerem algo de suas Bíblias, verão facilmente que o papai não deveria estar freqüentando a reunião da loja todas as segundas-feiras à noite... embora a maioria das crianças provavelmente não saiba muito a respeito da Maçonaria em que seu pai e/ou mãe está envolvido, o fato de que seus pais são membros do 'maior conciliábulo de feiticeiros do mundo' traz o pecado da bruxaria para dentro de casa." [Maçonaria: Do Outro Lado da Luz, de William Schnoebelen, Editora Luz e Vida, pg 236].

Um pai envolvido com a Maçonaria, e/ou uma mãe que é membro da Estrela do Oriente, está trazendo demônios atuantes para dentro de sua casa, para afligirem seus filhos! Os atos dos pais afetam dramaticamente os filhos! A guerra espiritual é verdadeira e tudo o que um demônio está buscando é uma "porta de entrada" aberta por alguém em sua vida, ou por alguém com autoridade, como o chefe de uma família. A guerra espiritual pode imperar poderosamente na casa de um maçom.

No entanto, a guerra espiritual pode imperar poderosamente em um lar cristão se os pais permitiram que uma 'porta de entrada' seja aberta, como pecado sexual, álcool, drogas, consentir que os filhos ouçam música Rock, brinquem com o tabuleiro de Ouija ou qualquer outro "jogo" ocultista, ou assistindo a muitas dessas coisas na televisão atual. O que os pais fazem tem um impacto crucial em seus filhos dentro do lar!

A guerra espiritual está ocorrendo furiosamente neste mundo. Se Satanás o agarrasse pelo pescoço, você o reconheceria? Realmente, nesta época do fim dos tempos em que vivemos, a atividade demoníaca está na mais alta intensidade desde a primeira vinda de Jesus Cristo.


--------------------------------------------------------------------------------

Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.

JACO - ISRAEL

De todos os relatos da Torá, este é um dos mais envoltos em mistério. Conta-nos a história da luta entre um ser humano e um anjo e a da ...