sábado, 11 de janeiro de 2014

ALERTA GERAL - Islã cresce na periferia das cidades do Brasil


Jovens negros tornam-se ativistas islâmicos como resposta à desigualdade racial. O que pensam e o que querem os muçulmanos do gueto
ELIANE BRUM

Marcelo MinO ISLÃ NA LAJE 
Carlos Soares Correia virou Honerê Al-Amin Oadq. Ele é um dos principais divulgadores muçulmanos do ABC paulista. Na foto, na periferia de São Bernardo do Campo, onde vive, reza e faz política
Cinco vezes ao dia, os olhos ultrapassam o concreto de ruas irregulares, carentes de esgoto e de cidadania, e buscam Meca, no outro lado do mundo. É longe e, para a maioria dos brasileiros, exótico. Para homens como Honerê, Malik e Sharif, é o mais perto que conseguiram chegar de si mesmos. Eles já foram Carlos, Paulo e Ridson. Converteram-se ao islã e forjaram uma nova identidade. São pobres, são negros e, agora, são muçulmanos. Quando buscam o coração islâmico do mundo com a mente, acreditam que o Alcorão é a resposta para o que definem como um projeto de extermínio da juventude afro-brasileira: nas mãos da polícia, na guerra do tráfico, na falta de acesso à educação e à saúde. Homens como eles têm divulgado o islã nas periferias do país, especialmente em São Paulo, como instrumento de transformação política. E preparam-se para levar a mensagem do profeta Maomé aos presos nas cadeias. Ao cravar a bandeira do islã no alto da laje, vislumbram um estado muçulmano no horizonte do Brasil. E, ao explicar sua escolha, repetem uma frase com o queixo contraído e o orgulho no olhar: “Um muçulmano só baixa a cabeça para Alá – e para mais ninguém”.
Honerê, da periferia de São Bernardo do Campo, converteu Malik, da periferia de Francisco Morato, que converteu Sharif, da periferia de Taboão, que vem convertendo outros tantos. É assim que o islã cresce no anel periférico da Grande São Paulo. Os novos muçulmanos não são numerosos, mas sua presença é forte e cada vez mais constante. Nos eventos culturais ou políticos dos guetos, há sempre algumas takiahs cobrindo a cabeça de filhos do islã cheios de atitude. Há brancos, mas a maioria é negra. “O islã não cresce de baciada, mas com qualidade e com pessoas que sabem o que estão fazendo”, diz o rapper Honerê Al-Amin Oadq, na carteira de identidade Carlos Soares Correia, de 31 anos. “Em cada quebrada, alguém me aborda: ‘Já ouvi falar de você e quero conhecer o islã’. É nossa postura que divulga a religião. O islã cresce pela consciência e pelo exemplo.”
Em São Paulo, estima-se em centenas o número de brasileiros convertidos nas periferias nos últimos anos. No país, chegariam aos milhares. O número total de muçulmanos no Brasil é confuso. Pelo censo de 2000, haveria pouco mais de 27 mil adeptos. Pelas entidades islâmicas, o número varia entre 700 mil e 3 milhões. A diferença é um abismo que torna a presença do islã no Brasil uma incógnita. A verdade é que, até esta década, não havia interesse em estender uma lupa sobre uma religião que despertava mais atenção em novelas como O clone que no noticiário.
O muçulmano Feres Fares, divulgador fervoroso do islamismo, tem viajado pelo Brasil para fazer um levantamento das mesquitas e mussalas (espécie de capela). Ele apresenta dados impressionantes. Nos últimos oito anos, o número de locais de oração teria quase quadruplicado no país: de 32, em 2000, para 127, em 2008. Surgiram mesquitas até mesmo em Estados do Norte, como Amapá, Amazonas e Roraima.
Autor do livro Os muçulmanos no Brasil, o xeque iraquiano Ishan Mohammad Ali Kalandar afirma que, depois do 11 de setembro, aumentou muito o número de conversões. “Os brasileiros tomaram conhecimento da religião”, diz. “E o islã sempre foi acolhido primeiro pelos mais pobres.”
Na interpretação de Ali Hussein El Zoghbi, diretor da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil e conselheiro da União Nacional das Entidades Islâmicas, três fatores são fundamentais para entender o fenômeno: o cruzamento de ícones do islamismo com personalidades importantes da história do movimento negro, o acesso a informações instantâneas garantido pela internet e a melhoria na estrutura das entidades brasileiras. “Os filhos dos árabes que chegaram ao Brasil no pós-guerra reuniram mais condições e conhecimento. Isso permitiu nos últimos anos o aumento do proselitismo e uma aproximação maior com a cultura brasileira”, afirma.
Eles trazem ao islã a atitude hip-hop e a formação política do movimento negro
A presença do islã na mídia desde a derrubada das torres gêmeas, reforçada pela invasão americana do Afeganistão e do Iraque, teria causado um duplo efeito. Por um lado, fortalecer a identidade muçulmana de descendentes de árabes afastados da religião, ao se sentir perseguidos e difamados. Por outro, atrair brasileiros sem ligações com o islamismo, mas com forte sentimento de marginalidade. Esse último fenômeno despertou a atenção da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que citou no Relatório de Liberdade Religiosa de 2008: “As conversões ao islamismo aumentaram recentemente entre os cidadãos não-árabes”.
Marcelo MinOs jovens convertidos trazem ao islã a atitude do hip-hop e uma formação política forjada no movimento negro. Ao prostrar-se diante de Alá, acreditam voltar para casa depois de um longo exílio, pois as raízes do islã negro estão fincadas no Brasil escravocrata. E para aflorar no Brasil contemporâneo, percorreram um caminho intrincado. O novo islã negro foi influenciado pela luta dos direitos civis dos afro-americanos, nos anos 60 e, curiosamente, por Hollywood. Cruzou então com o hip-hop do metrô São Bento, em São Paulo, nos anos 80 e 90. E ganhou impulso no 11 de setembro de 2001.


ATIVISTAS 
O grupo de Malik (à esq.) e Sharif sonha com um estado islâmico no Brasil, quer construir uma comunidade muçulmana na periferia e levar a religião aos presos nas cadeias
Para contar essa história é preciso voltar a 1835, em Salvador, na Bahia, onde a revolta dos malês, liderada por negros muçulmanos, foi a rebelião de escravos urbanos mais importante da história do país. Pouco citada nos livros escolares, depois de um largo hiato ela chegou às periferias pela rima do rap. Lá, uniu-se ao legado do ativista americano Malcolm X, assimilado pela versão do filme de Spike Lee, de 1992. E ao 11 de setembro, que irrompeu na TV, mas foi colado às teorias conspiratórias que se alastram na internet.
É esse o islã que chega para os mais novos convertidos. E com maior força em São Paulo, porque a capital paulista foi o berço duro do hip-hop no Brasil – movimento histórico de afirmação de identidade da juventude negra e pobre. A tentacular periferia paulista é, como dizem os poetas marginais, a “senzala moderna”. E cada novo convertido acredita ter dentro de si um pouco de malê. Não é à toa que Mano Brown, o mais importante rapper brasileiro, mesmo não sendo muçulmano, diz no rap “Mente de vilão”: No princípio eram trevas, Malcolm foi Lampião/Lâmpada para os pés/Negros de 2010/Fãs de Mumia Abu-Jamal, Osama, Saddam, Al-Qaeda, Talibã, Iraque, Vietnã/Contra os boys, contra o GOE, contra a Ku-Klux-Klan.
“Fico assustado com a linguagem desses rappers, mas não tem mais jeito. Alastrou. Depois que o fogo pega no mato, vai embora. O islã caiu na boca da periferia. E não sabemos o que vai acontecer. É tudo por conta de Alá”, diz Valter Gomes, de 62 anos. Ele parece mais encantado que temeroso. Nos anos 90, “advogou” diante das organizações do movimento negro do ABC paulista e dos guetos de São Paulo com grande veemência. Defendeu que a salvação para os afro-brasileiros era a religião anunciada por Maomé quase 15 séculos atrás: “Irmãos, vocês estão querendo lutar, mas não têm objetivo. Trago para vocês um objetivo e uma bandeira. O objetivo é o paraíso, a bandeira é o islã”.
Essas palavras encontraram material inflamável no coração de alguns rappers, que há muito procuravam um caminho que unisse Deus e ideologia. Enquanto o islamismo soou como religião étnica, trazida ao Brasil pelos imigrantes árabes a partir da segunda metade do século XIX, não houve identificação. Mas, quando o movimento negro, e depois o rap, difundiu a revolta dos malês como uma inflexão de altivez numa história marcada pela submissão, a religião passou a ser vista como raiz a ser resgatada. Os jovens muçulmanos dizem que não se convertem, mas se “revertem” – ou voltam a ser. Para eles, a palavra tem duplo significado: recuperar uma identidade sequestrada pela escravidão e pertencer a uma tradição da qual é possível ter orgulho.
As igrejas evangélicas neopentecostais, que surgiram e se multiplicaram a partir dos anos 80, com grande penetração nas periferias e cadeias, não tinham apelo para jovens negros em busca de identidade e sem vocação para rebanho. “Na igreja evangélica da minha mãe, me incomodava aquela história de Cristo perdoar tudo. Eu já tinha apanhado de polícia pra cacete. E sempre pensava em polícia, porque o tapa na cara é literal. Então, o dia em que tiver uma necessidade de conflito, vou ter de virar o outro lado da cara?”, diz Ridson Mariano da Paixão, de 25 anos. “Eu não estava nesse espírito passivo. Pelo Malcolm X, descobri que, no islã, temos o direito de nos defender. Deus repudia a violência e não permite o ataque, mas dá direito de defesa. Foi esse ponto fundamental que me pegou também quando eu vi pela TV o 11 de setembro e achei que o mundo ia acabar.”

Matéria completa aqui .
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,ERT25342-15565,00.html

FARCS NAPOIADAS PELOS PETISTAS FECHAM IGREJAS NA COLÔMBIA.

Na Colômbia inicia-se uma perseguição a cristão como jamais visto na América do Sul. Guerrilheiros das FARC estão ameaçada cristãos e católicos em área rurais que estão sobre controle deles. Eles estão extorquindo pastores e padres das igrejas nos grandes centros. Foram fechadas 150 igrejas, 100 católicas e 50 evangélicas, dentre elas a igreja pastoreada pelo Pastor Sá Junior que missionária da Igreja Assembléia de Deus na Colômbia, pastor está Caracás aguardando liberação pra retornar ao Brasil. 
Pastor Assembleiano que responde na Central da AD no Acre, foi obrigado a fechar a igreja pela proteção da família. “OU eu fechava a igreja ou eles matariam minha esposa e filhas na minha frente, lamento, mas não tive forças pra mante-la aberta, eles são agressivos.”
A frente 32 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia/Exército do Povo (FARC-EP) lançou uma ofensiva, proibindo a celebração de missas e cultos em cidades e vilas menores. Para se reunir, a maioria das congregações precisa pagar uma espécie de “taxa de proteção” ao grupo rebelde. Os cristãos que correm maior risco são aqueles que ainda se reúnem nas casas e os líderes que viajam para se encontrar com eles. “Sempre que meu marido ou outro líder da igreja decide pregar no campo, só posso pedir: Senhor, proteja e dê segurança a cada um deles”, diz Jeanet Ortiz Pinto, esposa do evangelista itinerante Angel Pinto. “Meu coração está triste ao ver o que está acontecendo ao nosso redor”, afirma ele.  
O casal pastoreia a Igreja de Deus em Puerto Asis, desde 1988. Angel também é um pastor itinerante, que visita continuamente várias igrejas recém-plantada no Estado de Putumayo. Durante seu ministério, que já dura mais de 25 anos, Pinto foi expulso da igreja cinco vezes por grupos armados. 
Duas vezes ele foi ameaçado de morte por violar as proibições impostas pelas FARC contra a pregação.Ele diz que não tem medo e explica que sua congregação tem um ministério que resgata e cuida dos chamados órfãos de guerra. Algumas dessas crianças são filhos de membros da igreja que morreram nas mãos da FARC. Mesmo assim, ele sabe que as FARC já mataram centenas de líderes de igrejas evangélicas nos últimos anos, incluindo alguns de seus colegas de ministério em Puerto Pinto Assis. Após as ameaças da guerrilha, seis padres foram expulsos de suas paróquias na região, de acordo com informações da imprensa. 
O governo colombiano realizou reuniões de paz com as Farc em Cuba, para chegar a uma solução para o conflito que já dura décadas. Eneida Herrera, uma evangélica professora de Finanças Públicas na Universidade do Américas, lamentou que a igreja sofra com a violência de grupos armados e faz um alerta. “Caso as negociações de Havana não produzam nada de positivo, podemos esperar uma onda de violência maior do que tem acontecido até agora”. Pedro Mercado, vice-secretário da Conferência Episcopal da Igreja Católica, declarou que estava “muito preocupado pois… Há mais ameaças de segurança a nossos padres e bispos, e restringe nossa liberdade de pregar a palavra de Deus”.
FONTE AQUI

Bíblias são apreendidas por fazerem uso do nome de Alá

Mais de 300 bíblias foram apreendidas no escritório da Sociedade Bíblica da Malásia durante um arrastão promovido pela Irmandade Muçulmana de Selangor, também chamada de Jais, que queria infligir a lei que proíbe o uso do nome Alá em publicações religiosas que não sejam islâmicas.

Na versão malaia da bíblia, todas as palavras que se referem a Deus foram substituídas por Alá.

O decreto sobre atos religiosos não muçulmanos, promulgado em 1988, contém uma lista de 25 palavras e frases que só podem ser usadas por muçulmanos.

Alguns meses atrás, a Suprema Corte Malaia proibiu a Igreja Católica de publicar um folheto usando a palavra Alá para se referir a Deus, porque isso poderia causar confusão entre os muçulmanos.

O assunto provocou um intenso debate na Malásia, que é um país majoritariamente islâmico.

Cerca de 10% da população é cristã, e Deus é mencionado como Alá em suas publicações e rituais já há muitos anos.

Apesar da decisão da corte, um padre católico declarou que continuaria a usar o nome Alá na igreja durante a missa, o que irritou alguns grupos muçulmanos.

A Secretaria de Solidariedade Muçulmana de Klang, uma coalisão de ONGs muçulmanas, tem organizado protestos para denunciar o uso do nome Alá por não muçulmanos.

Fonte: Global Voice

Tunísia estabelece Islã como religião oficial


Tunísia estabelece Islã como religião oficialA Tunísia está passando por um processo de restabelecimento político. Nos últimos dias a Assembleia Constituinte votou no primeiro artigo da Constituição do país estabelecendo o Islã como religião oficial.
Apesar da decisão, o Alcorão não será usado como fonte principal de direito, pois os políticos islâmicos firmaram acordo pacífico com a oposição laica.
“A Tunísia é um Estado livre, independente e soberano. O islã é sua religião, o árabe é sua língua e a República é seu regime. Não é possível modificar este artigo”, disseram os envolvidos no processo de redemocratização do país.
Em 2012 o país já havia rejeitado a tentativa de instaurar a “sharia”, lei islâmica, na Constituição.
O processo de construção da nova Constituição da Tunísia deve terminar antes do dia 14 de janeiro quando se completa três anos da primeira revolução do país que deu origem à Primavera Árabe.
Até o momento mais de 12 artigos foram aprovados, entre eles o que afirma que o Estado deve garantir a liberdade de consciência.

Morre Ariel Sharon, um dos mais importantes líderes de Israel



 
Morre Ariel Sharon, um dos mais importantes líderes de IsraelMorreu hoje (11), aos 85 anos, o ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. A causa oficial do óbito é falência múltipla de órgãos. Ele estava no hospital de Tel Hashomer, perto de Tel Aviv. Sharon estava em coma desde 2006, quando sofreu um acidente vascular cerebral.
Ele foi um dos mais importantes líderes da história moderna de Israel, tendo participado da criação do Estado de Israel, em 1948, e tendo uma conturbada carreira política e militar.
Morre Ariel SharonGrupos de direitos humanos o acusam de estar por trás de vários massacres de civis palestinos. Sharon era líder da Unidade 101, responsável por ações militares que levaram a óbito muitas mulheres e crianças.
Entrou para a política em 1973, eleito para o congresso pelo partido de direita Likud. Foi reeleito em 1977.   Em 1981, foi convidado para ser ministro da Defesa, e acabou comandando a invasão do Líbano no ano seguinte. Sempre em confronto direto com a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), comandada por Yasser Arafat. As sucessivas acusações por ter sido responsável por episódios que envolviam civis, como os massacres de Sabra e Shatila, o forçaram a deixar o cargo em 1983.
A Justiça israelense concluiu que ele foi indiretamente responsável pelas mortes, mas ele continuou atuante, participando de sucessivos governos. Tornou-se ministro da Habitação, em 1990, dando grande incentivo à construção de muitas colônias e estradas na faixa de Gaza e na Cisjordânia, territórios disputados por palestinos, mas ocupados por Israel.
Foi ainda ministro do Exterior de Benjamin Netanyahu, em 1998. No ano seguinte tornou-se líder do Likud. Com o fracasso nas negociações de paz entre Israel e a Autoridade Palestina, em 2000, Sharon tornou-se o símbolo máximo do nacionalismo judeu, pois se negava a fazer negociações que incluíssem a divisão de Jerusalém.
No mesmo ano, gerou uma intifada (revolta) dos palestinos quando visitou o espaço do Monte do Templo em um dia sagrado islâmico.
Eleito primeiro-ministro em 2001, sempre afirmou que não iria “se dobrar” aos palestinos. Foi dele a ideia de construir um muro para separar cidades e assentamentos judeus nos territórios palestinos.  Enfraquecido em seu partido, em 2005 criou o partido Kadima, esperando ser reeleito como premiê. Contudo, um acidente vascular cerebral no ano seguinte o deixou em coma até sua morte.


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