terça-feira, 27 de maio de 2014

VERGONHA BRASIL - Diretora do Comitê Organizador Local: "O que tinha para ser roubado já foi"

joana havelange twitter (Foto: Reprodução )O texto compartilhado por Joana no Instagram (Foto: Reprodução )
Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL), e Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF (assume em 2015), fizeram críticas às recentes manifestações contrárias à realização da Copa do Mundo no Brasil. 
Filha de Ricardo Teixeira e neta de João Havelange, Joana postou um texto em sua conta no Instagram. Um trecho do texto, compartilhado aos seus 671 seguidores, diz que "o que tinha que ser roubado já foi".
- Não apoio, não compartilho e não vestirei preto em dia nenhum de jogo do Mundial. Quero que a Copa aconteça da melhor forma. Não vou torcer contra, até porque o que tinha que ser gasto, roubado, já foi. Se fosse para protestar, que tivesse sido feito antes. Eu quero mais é que quem chegue de fora veja um Brasil que sabe receber, que sabe ser gentil. Quero que quem chegue, queira voltar. Quero ver um Brasil lindo. Meu protesto contra a Copa será nas eleições. Outra coisa, destruir o que temos hoje não mudará o que será feito amanhã. 

Del Nero twitter salários professores Copa do Mundo (Foto: Reprodução / Twitter)Del Nero se manifestou no Twitter  (Foto: Reprodução / Twitter)
Marco Polo Del Nero, hoje vice-presidente da CBF e integrante do Comitê Executivo da Fifa, não gostou de a chegada da seleção brasileira ao Rio ser alvo de uma manifestação de professores. Em sua conta no Twitter, Marco Polo escreveu: 
- O professor reclama de seu salário. Acho que o educador deve ter o mesmo salário de uma autoridade pública. Mas o que a Copa tem a ver?


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INF. http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2014/05/diretora-do-col-e-presidente-eleito-da-cbf-criticam-manifestacoes-anti-copa.html

ATENÇÃO BRASILEIROS - BNDES já repassou R$ 1 bi para Odebrecht construir porto em Cuba Para evitar “questionamentos desnecessários”, governo e banco mantêm sigilo sobre o empréstimo total de US$ 692 milhões para construtora modernizar terminal em Cuba. Parte dos recursos foi transferida “a fundo perdido”, isto é, sem nenhum ônus para o tomador

Documento mostra alguns detalhes da operação financeira para bancar porto
O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já repassou o equivalente a mais de R$ 1 bilhão à construtora Odebrecht pela reforma do porto de Mariel, em Cuba, um negócio mantido em sigilo, por até 30 anos, pelo governo brasileiro, que considera que a revelação dos detalhes do financiamento “põe em risco as relações internacionais do Brasil” e pode “levantar questionamentos desnecessários”, conforme extrato de classificação de documentos obtido peloCongresso em Foco. Esses papéis mostram que uma parte do custo do financiamento envolveu parcelas pagas “a fundo perdido pela União” – o governo diz que isso não motivou sigilo. A empreiteira baiana ainda tem o equivalente a mais de R$ 500 milhões a receber do governo brasileiro por essa obra em Cuba.
Para modernizar o porto de Mariel, o governo cubano, dos irmãos Fidel e Raul Castro, escolheu a construtora brasileira. Depois, o BNDES financiou o empreendimento de US$ 957 milhões com US$ 692 milhões (R$ 1,5 bilhão), repassando os valores integralmente à Odebrecht. Mas os detalhes da operação, como garantias e prazos de pagamento, são mantidos em sigilo pelo Brasil. Um empréstimo da construtora a uma empresa de consultoria, que o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) considera como possibilidade de “desvio de recursos públicos”, deve ser um dos temas de audiência pública com o presidente do banco, Luciano Coutinho, na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara, nesta terça-feira (27). O negócio foi revelado pelo Congresso em Foco no último dia 19.
Em janeiro, Dilma Rousseff e o presidente Raul Castro inauguraram a reformulação do porto cubano. De acordo com o BNDES, a obra está “praticamente concluída” e, por isso, nem todo o dinheiro foi repassado à Odebrecht, mas só 70%. Os desembolsos são feitos à medida que a construção vai ficando pronta. O BNDES diz que não financia o governo cubano, mas “o exportador brasileiro” de obras e serviços. Em caso de eventual calote de Cuba, hipótese abraçada pela oposição no Congresso, a Odebrecht não será responsabilizada.
Como mostrou o Congresso em Foco, em 2012, dois anos após iniciar as obras no porto, a Odebrecht concedeu um empréstimo de R$ 3 milhões a uma consultoria, a Noronha Engenharia. No ano seguinte, sem que o débito fosse quitado, a construtora firmou um contrato de R$ 3,6 milhões para que a empresa carioca avaliasse a qualidade das estruturas do porto. Mas um email atribuído ao setor financeiro da empreiteira cobra da Noronha a devolução de R$ 2,5 milhões desses valores. Os “pagamentos-espelho” foram negados pela Odebrecht, que disse não reconhecer a autenticidade da mensagem eletrônica e negou a devolução de dinheiro. Já a Noronha respondeu que os pagamentos eram atrelados ao serviço em Cuba como forma de quitar o empréstimo anterior. O Coaf, porém, estranha a operação. Deputados do Solidariedade e do PPS prometem questionar Luciano Coutinho sobre o assunto.
O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), diz que a alegação de segredo não pode impedir a fiscalização do negócio pelo Congresso Nacional. “Tudo isso com que os bancos se blindam é o tal do sigilo bancário. A comissão pede as informações, em sigilo, para saber se houve crime ou não, se houve privilégio ou não”, disse o deputado ao site. Bueno pede a aprovação de uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), espécie de mini-CPI dentro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, e pretende questionar Luciano Coutinho sobre o assunto na audiência da Comissão de Fiscalização e Controle. “Queremos tirar essa blindagem do sigilo e partir para a investigação.”
Simplício Araújo (SD-MA) disse que vai fazer um requerimento formal do BNDES para esclarecer o negócio da consultoria que atestou as obras da Odebrecht. “Parece negociação de prefeito corrupto do interior”, diz Simplício.
Fundo perdido
O BNDES se negou a informar ao Congresso em Foco em quantas parcelas emprestou os US$ 692 milhões a Cuba para a construção do porto de Mariel e quando vencem a primeira e a última prestações. “Questões relativas a condições financeiras de contratos são protegidas pela lei de sigilo bancário”, disse a assessoria do banco.
Um Termo de Classificação de Informação produzido há dois anos pelo gabinete do então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Fernando Pimentel, e obtido pelo Congresso em Foco mostra alguns detalhes da operação. De acordo com ele, o empréstimo acertado em 2008 era um pouco menor, de US$ 600 milhões, para serem usados durante quatro anos. Há condições específicas para Cuba, como prazo de pagamento para começar a quitar o empréstimo e as contrapartidas dos cubanos no negócio.
O documento menciona que as condições de financiamento envolvem o custo da operação. E que essa operação é formada também por uma parcela paga, “a fundo perdido pela União”, do Programa de Financiamento à Exportação (Proex), na modalidade Equalização. Nesse sistema, o programa, cujo agente é o Banco do Brasil, o Proex “assume parte dos encargos financeiros, tornando-os equivalentes àqueles praticados no mercado internacional”, conforme definição constante em outros documentos do MDIC.
Procurada, a assessoria do ministério afirmou que o sigilo das informações foi motivado porque a publicidade do caso “comprometer a condução de outras negociações e as relações internacionais do Brasil”, com base na Lei de Acesso à Informação. “Não há que se falar que a classificação dessas informações se deu por se tratar de recurso “a fundo perdido”.
“Questionamentos desnecessários”
De acordo com o Termo de Classificação, o negócio foi classifico com o grau de “sigilo secreto”. Por isso, deve ficar em segredo por 15 anos a partir de 2008, prazo prorrogável uma vez, ou seja, até 2038.
No termo, o gabinete de Pimentel afirma, em 18 de junho de 2012, que memorandos de entendimento, protocolos, cartas, pareceres, correspondências e notas técnicas sobre o financiamento, à época avaliado em US$ 600 milhões, devem ficar em sigilo porque as informações “põem em risco” as relações internacionais, outras negociações entre Brasil e Cuba e ainda revelarão papeis de outros Estados e organismos internacionais fornecidos em caráter reservado. A divulgação das condições do empréstimo pode “inviabilizar outros projetos e levantar questionamentos desnecessários” e “resultar em constrangimentos diplomáticos”.
Operações com outros países poderiam ficar prejudicadas, porque as condições específicas seriam outras, “apesar de seguirem parâmetros internacionais”.
Exportações
A assessoria do MDIC disse que “dados referentes ao financiamento de exportações brasileiras” foram considerados sigilosos, e listou três documentos que estão nesta situação, inclusive Cuba. De acordo com a assessoria, os valores desembolsados não estão sob segredo e podem ser acessados no site do BNDES.
Na página do banco, observa-se que foram exportados para Cuba, com apoio do banco, US$ 802 milhões entre 1998 e 2013. No segundo governo Fernando Henrique (PSDB), de 1998 a 2002, o volume de exportações bancadas pelo BNDES para Cuba foi de US$ 7,5 milhões por ano. Já na era Lula-Dilma (PT), de 2003 a 2013, a média anual saltou para US$ 69,5 milhões.
Vistorias
Assim como o BNDES, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio não comentou a operação financeira entre a Odebrecht e a consultoria. O banco disse ao site que, por padrão de controle, fiscaliza as obras que financia por meio de vistorias in loco e conferência de gastos na execução do projeto. A assessoria do BNDES disse que a empreiteira já havia sido escolhida pelo governo cubano para reformar o porto de Mariel e só depois pediu o financiamento bancário, cuja aprovação “obedeceu aos ritos ordinários de concessão de qualquer empréstimo” na instituição dirigida por Luciano Coutinho.
O banco frisou que o dinheiro não saiu do Brasil, mas foi integralmente usado em empresas nacionais. “O Brasil atua de modo análogo à maioria dos países, já que o apoio às exportações por meio de instituições estatais é parte de estratégia nacional para promover o desenvolvimento”, disseram, em artigo no Valor Econômico, a superintendente e o chefe de Comércio Exterior do banco, Luciene Machado e Luiz de Castro Neves. Pelas normas divulgadas no site da instituição, a construção de portos financiada pelo banco exige nacionalização de pelo menos 60% das peças.
Seguro
O presidente da Odebrecht, Marcelo Odbrecht, que esteve com Dilma Rousseff na inauguração do porto de Mariel, defendeu o sigilo, em artigo na Folha de S.Paulo. “As únicas informações que não são públicas são as usuais das operações bancárias, como o valor do seguro, eventuais contragarantias e taxas que compõem a operação”.
Dados do BNDES mostram que, no ano passado, a instituição teve lucro líquido de R$ 8,15 bilhões. A inadimplência foi de apenas 0,01%. Marcelo Odebrecht rebateu as especulações sobre um eventual calote cubano, responsável por pagar o empréstimo canalizado para a empreiteira. “A ocorrência de calotes não está relacionada a alinhamentos ideológicos: os maiores defaultsrecentemente enfrentados vieram dos EUA e Chile”, disse o presidente da construtora.

FONTE . http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/bndes-ja-repassou-r-1-bi-para-odebrecht-em-porto/

Sudanesa condenada à morte por ser cristã dá à luz na prisão


Islã condenou a mulher à forca por apostasia, crime relacionado à conversão de pessoas que saem islamismo.

Uma jovem cristã condenada no Sudão a morrer enforcada por apostasia (crime de conversão para outras religiões dentro de leis islâmicas) deu à luz na prisão nesta terça-feira, afirmou um diplomata ocidental.

Open in new window"Ela deu à luz uma menina hoje", declarou o diplomata referindo-se a Meriam Yahia Ibrahim Ishag, de 27 anos, filha de um muçulmano e condenada a forca em meados de maio em virtude da lei islâmica vigente no Sudão desde 1983, que proíbe as conversões, sob pena de morte.

"Parece que a mãe e a filha estão bem", declarou o diplomata, que pediu o anonimato.

Segundo o advogado da mulher, Mohaned Mustafa Elnour, ao Daily Mail, a jovem está pensando em dar o nome de Maya à filha e que seu nascimento foi uma boa notícia em meio ao caos vivido pela Ishag.

A condenação à morte da jovem por um tribunal de Cartum no dia 15 de maio provocou uma onda de indignação e protestos. Segundo militantes de direitos humanos, a jovem, presa há 4 meses, permanecerá detida no presídio para mulheres de Ondurman, maior cidade do Sudão.

"Demos três dias para abjurar de sua fé, mas você insistiu em não voltar ao Islã. Condeno-a à pena de morte na forca", declarou o juiz Abbas Mohamed al-Khalifa, dirigindo-se à mulher pelo sobrenome de seu pai, de confissão muçulmana.

Antes do veredicto, um chefe religioso muçulmano tentou convencê-la a voltar ao Islã, mas a mulher disse ao juiz: "sou cristã e nunca cometi apostasia". Em uma conversa com seu marido durante uma visita rara à prisão, Meriam teria lhe falado "se querem me executar, então devem ir em frente, pois não vou mudar minha fé."

Meriam Yahia Ibrahim Ishag (seu nome cristão) também foi condenada a cem chibatadas por adultério. Segundo a Anistia Internacional, Ishag foi criada no cristianismo ortodoxo, a religião de sua mãe, já que seu pai, muçulmano, esteve ausente durante sua infância. Posteriormente, a jovem se casou com um cristão do Sudão do Sul.

Segundo a interpretação sudanesa da sharia (lei islâmica), uma muçulmana não pode se casar com um não muçulmano.

Se a pena for aplicada, ela será a primeira pessoa punida por apostasia em virtude do código penal de 1991, segundo o grupo de defesa da liberdade religiosa, Christian Solidarity Worldwide.

Fonte: Terra

O complicado 2015 que Dilma prepara para o Brasi

O Brasil de 2015 promete ser ainda mais complicado que o de 2014. A inflação tem tudo para estourar, pois, a fim de garantir sua reeleição, Dilma Rousseff vem tomando medidas para segurar o preço das bases energéticas do país: luz e gasolina. De acordo com Vinicius Mota, o governo petista vem praticando o que um dia acusou FHC de fazer: estelionato eleitoral. Segundo sua coluna, alguém tem de pagar a conta para que os preços possam ser mantidos.
Como sempre ocorre no mundo sublunar, se uns estão pagando menos, é porque outros estão arcando com parte desse custo. Nos combustíveis, a conta do subsídio fica com a Petrobras, obrigada pelo governo a vender gasolina com prejuízo.
Na energia elétrica, o abatimento oferecido ao consumidor é bancado ou afiançado pelo Tesouro – ou seja, pelo conjunto dos que pagamos tributos. Se os mais pobres no Brasil pagam proporcionalmente mais impostos, eles estão ajudando a financiar o banho quente dos mais ricos.
Mas não é possível maquiar os números para sempre. Por isso, em 2015 a engenharia financeira do governo vai gerar um impacto entre R$ 21,2 bilhões e R$ 40,3 bilhões para as tarifas residenciais de energia.
Esses valores equivalem a um aumento de 21,9% a 42,7% para as tarifas, dependendo do cenário hidrológico ao longo deste ano. A estimativa é da consultoria de energia PSR, que considera, em um cenário médio, o impacto de R$ 32,4 bilhões, ou de 34,1% na tarifa, para os consumidores residenciais.
Dilma tem influência direta nisso. Além de tentar faturar uma equivocada redução no preço da luz há um ano, ignorou o apelo da oposição – que teve empresas ligadas a ela evitando essa redução – e ainda cometeu erros graves com a Petrobras, como no caso da refinaria de Pasadena. Hoje, uma ação da estatal vale R$ 12,60, contra os R$ 29 que valia na época em que ela assumiu a Presidência.
O que agrava o episódio é que tanto a Petrobras como a Eletrobras atolaram por causa de uma decisão politicamente oportunista e economicamente leviana. Trata-se de vender energia a preços baixos para acomodar o índice do custo de vida, segurando a popularidade do governo. O truque é velho. Mesmo quando deu resultados políticos imediatos, sempre acabou em desastres para a economia.
O principal argumento pró eleição de Dilma é que ela seria a pessoa mais indicada a manter o bom momento vivido pelo governo Lula. No entanto, por tudo que foi apresentado aqui, está mais do que claro que ela falhou nessa missão. Aos poucos a população se toca disso. No último ano, o governo Dilma perdeu uma média de 2,25% de aprovação por mês. Seguindo nesse ritmo, chegará a outubro com apenas 18% de aprovação. Lula tinha quatro vezes e meia mais que isso quando a indicou como sucessora no cargo. Se restam dúvidas sobre sua reeleição, já não há qualquer questionamento quanto à dificuldade que o próximo presidente terá para comandar o país. Contudo, a possibilidade de troca de comando anima o mercado já saturado da maquiagem financeira encabeçada por Mantega e companhia.



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ONU cobra ações mais duras do Vaticano contra padres pedófilos


Pela segunda vez este ano, Nações Unidas condenam omissão da Igreja Católica quanto a crimes cometidos por religiosos. Comitê Antitortura atribui à Santa Sé responsabilidade global de esclarecer e punir.

O Comitê Antitortura das Nações Unidas quer que o Vaticano tome medidas mais efetivas contra o abuso sexual de menores por padres católicos. O órgão ressalta a necessidade de melhoras na prevenção e na investigação e persecução dos casos de pedofilia, assim como no ressarcimento às vítimas.

Em relatório divulgado nesta sexta-feira (23/05), em Genebra, o grêmio da ONU urgiu a liderança da Igreja Católica a suspender imediatamente de seus cargos os sacerdotes acusados de abuso, em vez de simplesmente transferi-los para outras paróquias, como tem ocorrido. O documento considerou preocupante o fato de as autoridades criminais competentes receberem insuficiente ou mesmo nenhuma informação sobre os delitos.

Responsabilidade global da Igreja
Esta é a segunda vez, apenas neste ano, que uma entidade de direitos humanos das Nações Unidas condena o excesso de complacência das lideranças católicas em relação a padres pedófilos. Em fevereiro, o Comitê da ONU para os Direitos da Criança acusou a Santa Sé de não reconhecer a extensão dos crimes cometidos e de não tomar as medidas necessárias à proteção das vítimas.

Os autores do atual relatório atribuem ao Vaticano, um Estado soberano, a incumbência de esclarecer e punir também os crimes de abuso infantil cometidos fora de seus limites estatais – responsabilizando-se, portanto, pelo âmbito global da Igreja. Líderes católicos, porém, rechaçam esta concepção.

A vice-presidente do Comitê Antitortura, Felice Gaer, argumenta que os casos estudados provam que o Vaticano exerce controle para muito além das fronteiras do Estado. A questão da definição de competência é vital quando há solicitação de indenização.

Especialistas enfatizam a necessidade de a Igreja assumir o ressarcimento das vítimas, "ainda que os agressores tenham sido levados à Justiça". Eles também criticam as tentativas de excluir dos processos de indenização os bens das dioceses ou das ordens religiosas.

Elogios contidos ao Vaticano
Apesar das duras críticas, o relatório das Nações Unidas reconhece os esforços do Vaticano. O comitê saudou a criação, pelo papa Francisco, de uma comissão de especialistas para proteger as crianças de investidas sexuais. No entanto, até agora a comissão não tem competências definidas, ressalvam os autores do estudo. Tampouco está claro se os resultados dos inquéritos serão divulgados.

A ONU igualmente elogiou as reformas na abordagem do tema pela Santa Sé, referindo-se expressamente às sanções impostas aos culpados de abuso nos últimos anos. Segundo dados do próprio Vaticano, entre 2004 e 2013, 848 sacerdotes pedófilos foram laicizados e outros 2.572, submetidos a outras punições.

Os especialistas da ONU também exigem do Vaticano informações concretas sobre a frequência com que a Justiça de outros Estados foi acionada em casos de abuso sexual.

As autoridades religiosas asseguraram ter "tomado conhecimento" do relatório e que pretendem considerar seriamente as sugestões nele contidas.

Para realização do estudo, o Comitê Antitortura das Nações Unidas interrogou, no início de maio, diversos altos representantes do Vaticano a respeito do tema. Além da tortura, o grêmio também se ocupa de outras formas de tratamento cruel a seres humanos.

Apesar de ter ratificado a Convenção contra a Tortura da ONU em 2002, somente este ano o Vaticano apresentou o relatório sobre a implementação do acordo internacional.

Fonte: DW World

Boneco desbocado de Ratinho vira pastor e critica Macedo


Eduardo Mascarenhas, o manipulador do boneco Xaropinho no Programa do Ratinho, virou pastor.

O rato Xaropinho, personagem desbocado do Programa do Ratinho, virou pastor. Seu manipulador, Eduardo Mascarenhas, pastor da Igreja Evangélica Missão Vida em Cristo há quatro meses, leva o boneco aos cultos, mas não para orar ou ler a Bíblia, e sim para tirar sarro dos fiéis. A liderança religiosa faz parte da nova rotina do artista, que pretende, aos poucos, deixar o mascote da atração do SBT, por problemas de saúde e para se dedicar à igreja.

Open in new window"Eu não descaracterizo o Xaropinho. Na igreja, ele continua doido, brincalhão, falando abobrinha. Não quero ficar podando meu humor por causa do puritanismo. Quando não estou fazendo humor, sou pastor Eduardo. Não vou deixar de fazer piada, mas sem falar nenhum palavrão cabeludo", diz Mascarenhas, que pede permissão a Ratinho, dono de Xaropinho, para manipular o personagem nos cultos.

A ideia de levar Xaropinho à igreja surgiu após Mascarenhas perceber que os frequentadores dos cultos não fazem outra atividade cultural senão ir à igreja: "Quando anuncio o Xaropinho, claro, sempre atrai um ou outro curioso para a igreja, mas levo porque a Igreja é muito séria, sisuda, carrancuda. Pensei nas famílias que não podiam pagar para irem ao cinema, ao teatro".

O artista, hoje pastor, faz questão de se manifestar contrário às grandes igrejas, como a Mundial, de Valdemiro Santiago, e a Universal, de Edir Macedo. Para Mascarenhas, essas igrejas são "caça-níqueis" e visam apenas o dinheiro.

"Sou contra essas igrejas caça-níqueis que surgem a todo instante. Os caras não fazem nada útil, só fazem igreja para encher de gente, tomar grana [dos fiéis] e comprar emissoras de TV", critica o pastor, que se sustenta com o salário do SBT e arrecada dinheiro na igreja para seu projeto social, o Instituto Xaropinho.

Na igreja, Mascarenhas manipula Xaropinho como ventríloquo. O rato já aparece gritando e xingando. Chama os fiéis de "feios" e diz que os pastores se parecem com o pugilista Adílson Maguila ou o apresentador José Luiz Datena:

Xaropinho - Beleza, Brasil, vai começar o Programa do Ratinho!

Mascarenhas - Está louco, Xaropinho? Você está na igreja!

Xaropinho - Meu Deus, que povo estranho... aquele é o Maguila ou o Datena?

Mascarenhas - Não, ele é o pastor.

Xaropinho - Pastor é para pastar?

Mascarenhas - Não, é para pastorear!

Xaropinho - Pastorear o quê?

Mascarenhas - As ovelhas. Todo esse povo são as ovelhas!

Xaropinho - Nossa, tem cada ovelha feia! Sabia que ovelha faz cocô redondinho?

Mascarenhas - Você está louco! Aqui é a casa de Deus!

Xaropinho - Deus está me ouvindo? Estou ferrado!

Se atualmente Xaropinho é aceito na igreja, a situação era bem diferente quando Eduardo Mascarenhas começou a manipular o personagem, há mais de 15 anos. "Fui muito perseguido nas igrejas por ser o Xaropinho. Teve igreja que barrou a minha entrada por causa do Programa do Ratinho, já fui xingado. Hoje, não tenho problema com isso", relembra o artista.

A rejeição que sofreu na igreja fez Eduardo Mascarenhas entrar em depressão e quase largar tudo, porém foi impedido pelo apresentador Carlos Massa: "Já pedi a conta cinco vezes no mesmo dia, mas o Ratinho não deixou. Ele percebeu que eu não estava normal. Eu estava meio deprimido, tive uma crise de pânico".

Filho de pais evangélicos, Eduardo Mascarenhas começou a carreira artística aos 14 anos, criando gibis com o quadrinista Ely Barbosa (1939-2007), irmão do novelista da Globo Benedito Ruy Barbosa. Aos 24, passava horas na porta da Record com bonecos de manipulação atrás do então recém-contratado apresentador Carlos Massa, de quem não era fã. Uma produtora o viu e o levou ao programa. Ratinho gostou dos bonecos, pediu para uma empresa de brinquedos criar o molde do Xaropinho e contratou Mascarenhas para manipulá-lo.

No programa, Eduardo Mascarenhas deixa de ser pastor e incorpora o Xaropinho, que tem uma personalidade completamente oposta à dos fiéis religiosos. "Outro dia o Ratinho desmaiou no ar e o Xaropinho gritou 'Gol!'. Eu quero mais é que o microfone pegue fogo, que caia o cenário, que o cara erre, quero que dê tudo errado", diz o artista, aos risos.

Ratinho e Eduardo Mascarenhas querem tornar o personagem desbocado mais "puro", com menos palavrões e mais infantil. A mudança de personalidade, entretanto, não tem relação com a igreja. O plano dos dois é ambicioso: fazer de Xaropinho o Mickey Mouse brasileiro.

"Todo mundo acha que o Xaropinho é infantil, mas não é. As abobrinhas que ele fala não são para criança. Tem uma equipe reformulando a personalidade do personagem. Estou supervisionando porque a minha ideia é a mesma do Ratinho: tornar o personagem infantil para que ele seja eterno e vire um Mickey", aposta Mascarenhas, que irá gravar um CD e um DVD do Xaropinho para o Dia das Crianças.

As pretensões de transformar Xaropinho em ícone infantil vão de encontro à vontade de Mascarenhas de continuar fazendo o personagem. Com problemas de saúde, o pastor está recrutando colegas para substituí-lo na manipulação do rato.

"Quero parar de manipular. Tenho muitas dores no braço, na coluna, no ombro. Quero reduzir meu espaço e colocar outras pessoas. No programa, sempre sou eu, mas alguns shows não faço mais", explica Mascarenhas, que limitou o número de apresentações a duas por semana para se dedicar mais aos cultos.

Paralelamente à vida artística e religiosa, Eduardo Mascarenhas estuda Filosofia para ser professor acadêmico. "O meu desejo é me tornar um professor de faculdade no interior para ter uma vida tranquila. Já pensou dar aula no interior para o resto da vida? Até viveria como pastor, mas depender de igreja é uma coisa meio triste", lamenta.

Fonte: Midia News

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