quinta-feira, 14 de julho de 2016

Pastor pede doação de carro dos fiéis em culto; igreja pediu a remoção do vídeo



O bispo Rogério Formigoni, da Igreja Universal do Reino de Deus, que prega no suntuoso Templo de Salomão, em São Paulo, não economizou em um dos pedidos de doação durante um dos cultos do local. Em um vídeo que circula na internet, Rogério pede “esse carro, essa porcaria” que os fiéis têm em casa.

“Pega esse carro, essa moto, esse caminhão. Pega isso, coloca no altar, sacrifica, que, em breve, você vai ter dinheiro para comprar uma Lamborghini. Se não quiser a Lamborghini, vai ter dinheiro para comprar o que quiser”, disse o pastor. Rogério também não está preocupado se a pessoa acabou de adquirir o veículo. “Acabei de comprar, mas dá! Dá confiando, dá crendo, dá porque Deus está te chamando”, afirma.

O bispo ainda ensina todos os passos para que os fiéis façam a doação à Universal. “Pega esse carro, essa porcaria, essa lata de R$ 50 mil, R$ 100 mi, R$ 600 mil e doa. No fim da reunião, tem o pastor Antônio que vai te dar o termo para você transferir. Hoje, você vai embora de táxi, vai de ônibus, vai a pé. Segunda-feira, você vai pegar o valor desse carro e colocar no altar de bronze. Depois, você vai ter dinheiro para comprar à vista”, disse.

"Chega uma hora que você tem que fazer um sacrifício que tem que mexer com você para mexer com Deus. Tem gente que aposta no pôquer e você não tem coragem de apostar no altar", completou Rogério.

Não é crime pedir doações, no entanto, se algum dos fiéis se sentir coagido a entregar algum bem, é possível entrar na Justiça e pedir a restituição, além de danos morais e materiais. Em 2010, a Universal perdeu um processo e condenou a igreja a devolver um carro a uma mulher, após prometer que, se agisse dessa forma, o filho dela estaria curado de uma doença, o que não ocorreu.

Remoção de vídeo

A igreja Universal solicitou que o vídeo fosse removido, alegando o uso indevido de imagem, o que fere as leis que regem sobre direitos autorais.

A notícia já havia se espalhado e centenas de sites e blogs de notícias gospel já tinham publicado o vídeo que parou de funcionar, o que impossibilitou a propagação.

Confira o vídeo abaixo:



Fonte: Metrópoles

Vladimir Putin aprova lei que proíbe o evangelismo na Rússia; igrejas intensificam jejum



O presidente russo, Vladimir Putin assinou uma lei na semana passada como medida de punir qualquer tipo de evangelização religiosa que seja feita fora das igrejas. Tal ato tem sido classificado como “um dos movimentos mais restritivos da história pós-soviética".

"Esta nova situação tem muita semelhança com a União Soviética, em 1929. Naquela época , a confissão de fé era permitida apenas na igreja", disse Hannu Haukka, presidente da grande comissão de mídia ao “National Religious Broadcasters”.

"Em termos práticos, estamos de volta na mesma situação. Essas leis anti-terroristas estão ficando como algumas das leis mais restritivas na história pós-soviética", comentou.

A lei, que supostamente seria dirigida contra a propagação do terrorismo e do extremismo, também foi aprovada pela Alta Câmara do Parlamento Russo. O movimento bloqueia a partilha de fé em qualquer lugar que não seja uma casa sancionada pelo governo de culto.

O site “Charisma News” informou que milhares de igrejas na Rússia estão se unindo em oração e jejum contra a medida, com base em informações compartilhadas por Haukka. "A igreja está chocada com a notícia da nova lei. Cerca de 7 mil igrejas evangélicas estão em jejum e oração no momento sobre a notícia", disse Haukka.

Outro site, o “The Christian Post”, informou no início deste mês que vários grupos cristãos na Rússia se manifestaram contra as medidas, afirmando que é quase "impossível" que os cristãos possam cumprir os requisitos.

"Se esta legislação for aprovada, a situação religiosa no país vai se complicar consideravelmente e muitos crentes vão se encontrar em estado de exílio e sujeito a represálias por causa de sua fé", disse o porta-vez de um dos grupos de cristãos antes da assinatura de Putin.

A nova lei também impede que os missionários estrangeiros falem em igrejas, a menos que eles tenham uma autorização de trabalho por parte das autoridades russas. Qualquer tipo de discussão sobre Deus com os não-crentes seria considerado uma atividade missionária e por isso punível por lei. Além disso, não serão permitidas atividades religiosas, mesmo em casas particulares.

"Isso pode parar a atividade missionária de qualquer pessoa, exceto os representantes, organizações e grupos registrados. Será necessário que todo missionário tenha documentos com informações específicas, provando ligações a um grupo religioso registrado pelo governo", disse Joel Griffith da Associação Evangelística 'Slavic' à agência 'Mission Network News'.

Além disso, qualquer pessoa de 14 anos de idade que seja encontrada pregando, estará sujeita a processo e cada cidadão será obrigado a informar a atividade religiosa às autoridades, ou enfrentar uma punição. Haukka pediu aos cristãos ao redor do mundo para participar da oração pelas igrejas russas pelo fato deles enfrentarem um tempo tão desfavorável.

"A Rússia está nos cercando de uma maneira horrível. A nova lei está em total conflito com o propósito e a tarefa dada à igreja pelo Senhor. A lei irá enviar a igreja de volta à perseguição comunista da era soviética", disse.

"Mesmo em uma casa particular, a adoração e a oração só serão permitidas se não houver incrédulos presentes", descreve a organização cristão 'Fundo Barnabé'. "As igrejas também serão consideradas responsáveis ??pelas atividades de seus membros. Assim, se, por exemplo, um membro da igreja mencionar sua fé em uma conversa com um colega de trabalho, não só o membro da igreja, mas também a própria igreja dele poderão ser punidos ..."

Os infratores podem ser multados em até 780 dólares (para o indivíduo) ou 15.500 dólares (para uma organização). Os missionários estrangeiros poderão enfrentar a deportação, caso violem a lei e / ou falem em igrejas sem uma autorização do governo.

"[Conforme a lei] É obrigação de cada crente, ter uma autorização especial para compartilhar suas crenças, bem como distribuir literaturas e materiais religiosos fora dos locais de culto e estruturas utilizadas. Isso não é só absurdo e ofensivo, mas também cria uma base para a perseguição em massa de crentes, pela violação dessas disposições", afirma a carta.

O Fundo Barnabé acredita que a lei é simplesmente está "usando a desculpa da legislação anti-terrorista para reprimir quaisquer outras igrejas que não sejam filiadas à Igreja Ortodoxa Russa - que está intimamente ligada ao nacionalismo russo".

Griffith diz que, neste ponto, não há como dizer como a lei será aplicada. Os cristãos estão orando para que o texto da legislação seja alterada ou que ela revogada.

Fonte: Guia-me

Justiça do RJ derruba lei que permitia uso de escolas por igrejas

Justiça do RJ derruba lei que permitia uso de escolas por igrejas
Em 4 de Julho de 2016, a Justiça do RJ derrubou, por inconstitucional, a Lei Estadual nº. 4.295, de 24 de março de 2004, de autoria do ex-Deputado Antônio Pedregal, da Assembleia de Deus, que autorizava que as igrejas fizessem encontros de jovens e outros eventos usando os prédios das escolas públicas, alegando que contraria a laicidade estatal ao permitir que religiosos usassem a estrutura de prédios públicos para celebrações e encontros.
O julgamento, por maioria, aconteceu na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº. 0061223-27.2015.8.19.0000, distribuída para o Desembargador Relator Gabriel Zéfiro, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Ficaram vencidos os desembargadores Nagib Slaibi Filho, Bernardo Moreira Garcez Neto, Carlos Eduardo Rosa da Fonseca Passos e Antônio Eduardo Ferreira Duarte, que julgavam improcedente o pedido, mas o que prevaleceu, por 16 votos X 4 dos desembargadores votantes, foi a remoção deste privilégio às organizações religiosas.
A ação foi proposta pelo Procurador Geral de Justiça Marfan Martins Vieira, atendendo representação aviada pelo escritor e jornalista Eduardo Banks. Esta é a quarta lei que Banks derruba por intermédio do Ministério Público, em menos de um ano; uma delas foi a lei que obrigava as bibliotecas a terem exemplares da Bíblia em seus acervos.
Na representação ofertada perante o MP, o escritor Eduardo Banks argumentou que a lei, por ser de autoria de um parlamentar, violava a Separação dos Poderes da República, já que somente o Poder Executivo pode legislar sobre a destinação e as atividades a serem desenvolvidas nas escolas públicas, e também que a lei invertia o princípio da laicidade estatal, pois é o Estado quem pode, eventualmente, se socorrer da infra-estrutura das igrejas para atender à população em caso de necessidade: "Ao se 'autorizar' os diretores das escolas públicas estaduais a cederem espaço para encontros de grupos religiosos, é o interesse público o que está sendo submetido ao interesse privado, como se o Estado do Rio de Janeiro tivesse se tornado agente colaborador das igrejas, para satisfazer seus inconfessáveis objetivos proselitistas", disse o escritor, e ainda que "as igrejas (católica e protestantes) já têm seus templos e salões paroquiais para celebrar encontros de casais, jovens e adolescentes; não precisam recorrer às escolas públicas para satisfazer suas finalidades pastorais".
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro acatou os argumentos de Banks, e derrubou a Lei Estadual nº. 4.295/2004 sob justificativa da mesma ter violado os artigos 7º, 112, § 1º., inciso II, alínea d e 145, incisos II e VI, todos da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que tratam da reserva de poder para o Governador do Estado apresentar projetos que tratem da organização e funcionamento das escolas públicas e demais órgãos do Executivo.
A lei tinha sido, inclusive, vetada pela governadora Rosinha Garotinho, mas a Assembleia Legislativa derrubou o veto e o presidente da ALERJ, deputado Jorge Picciani, promulgou a lei.

“Não chame meninas de princesas”, diz campanha da Avon

Uma campanha da Avon tem gerado polêmica nas redes sociais por pedir aos pais que não chamem suas filhas de “princesas”, dizendo que o elo...