segunda-feira, 8 de agosto de 2016

BANDEIRINHAS PARA CARRO , COM HASTE , CAMPANHA ELEITORAL 2016 , BANDEIRAS PERSONALIZADAS


Líderes evangélicos esperam se beneficiar de nova lei eleitoral


Potenciais beneficiárias da nova legislação eleitoral, igrejas evangélicas articulam candidaturas próprias para ampliar a bancada na Câmara Municipal de São Paulo.

As denominações pretendem usar a influência de líderes religiosos e a presença de candidatos em atividades internas para eleger ao menos cinco vereadores, além dos dez que tentam renovar o mandato.

Na disputa pela prefeitura, a possibilidade de Celso Russomanno (PRB) ter a candidatura barrada pela Justiça favoreceu João Doria (PSDB), que obteve gestos de simpatia de lideranças como o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e o pastor Silas Malafaia.

A redução da campanha para 45 dias, a restrição de plataformas de propaganda e a proibição de doações de empresas tendem a favorecer segmentos com base eleitoral formada, como igrejas.

De olho nisso, denominações lançam candidaturas próprias como as de João Jorge (PSDB) e Gilberto Nascimento Jr. (PSC) pela Assembleia de Deus - Ministério Madureira, que se empenha também na reeleição das vereadoras Noemi Nonato (PR) e Sandra Tadeu (DEM).

A Assembleia de Deus do Belém, sem vereador na atual legislatura, lançará Rute Costa (PSD). Filha de seu presidente, José Wellington Bezerra da Costa, sua eleição é dada como certa no setor.

A igreja do Evangelho Quadrangular lançou o pastor Rinaldi Digiglio (PRB) e a Plenitude do Trono de Deus, a irmã Anita (PRB).

Algumas campanhas devem esbarrar, contudo, no veto à presença de candidatos no púlpito. A prática é comum e pouco fiscalizada, embora vetada desde 1997, observou o advogado especializado em eleição Ricardo Penteado, que atuará na campanha de Marta Suplicy (PMDB).

Para ele, a minirreforma eleitoral trará "desequilíbrios" e "algumas forças podem ser utilizadas indevidamente como os cultos".

O pastor Wilton Acosta, articulador político do PRB para igrejas evangélicas, afirmou que "a falta de conhecimento da legislação pode fazer com que a gente cometa uma série de equívocos".

"A participação de candidatos nas atividades internas, sua presença com a turma da igreja em uma reunião de bairro, isso pode ser caracterizado como trabalho eleitoral e, para nós, é voluntário. Traz bastante temor", disse.

EXPANSÃO

Malafaia, pastor no Rio de Janeiro, disse que vai ajudar de "50 a 60 candidatos" pelo país –em São Paulo, será Gilberto Nascimento Jr.

"As bancadas vão aumentar, porque, quando você tem uma demanda ideológica, cresce o voto nos representantes", disse o pastor.

Ele citou o que evangélicos chamam de "ideologia do gênero" –a concepção combatida pelo programa da Escola sem Partido segundo a qual crianças desenvolvem a orientação sexual no decorrer de sua formação.

"Querem botar na goela da sociedade o que foi rejeitado pela Câmara e o Senado. Isso provoca a necessidade de manifestar a nossa cidadania."

Segundo Malafaia, a mobilização de fiéis se dará por meio de santinhos distribuídos em portas de igrejas e, especialmente, pelas redes sociais. "Nós temos uma vantagem: está provado que ninguém usa rede social mais que as igrejas evangélicas, porque somos comunidades. Isso é muito poderoso".

Malafaia disse que Doria "faria bonito" se eleito, assim como Russomanno, "se não for cassado".

O tucano "é simpático e preparado para esse tempo de crise e dificuldade", disse.

Bispo Rodovalho, da Sara Nossa Terra, disse que com os dois há "mais abertura de diálogo" e "reciprocidade rápida". Ele afirmou que Russomanno, "ao nosso ver, "tem muito pouca chance de manter candidatura".

O deputado Missionário José Olimpo (DEM-SP), da Igreja Mundial do Poder de Deus, disse crer que a bancada evangélica passará a representar 30% dos vereadores paulistanos. "A tendência é sempre aumentar, porque o crescimento do povo evangélico é grande no país."

Olimpo lembrou o crescimento de 15% da bancada evangélica na Câmara dos Deputados em 2014.

Fonte: Folha de São Paulo

China, Rússia e Índia querem fechar missões cristãs


Quase 20 por cento da população do mundo poderá deixar de ser atendida por Organizações Não Governamentais (ONGs) cristãs a partir do próximo ano. Leis feitas para prejudicar igrejas estão sendo aplicadas a grupos missionários em diversos países.
Em abril, o governo chinês impôs novas regulamentações que afetaram mais de 7.000 ONGs estrangeiras que operam no país. Elas passaram a ser obrigadas a fazer um registro na polícia local e encontrar um “parceiro” no país para continuar trabalhando, algo bastante difícil.
Além disso, todas as Organizações do tipo estão proibidas de participar ou de financiar atividades religiosas. Tais medidas podem provocar a saída do país de grupos cristãos que fazem trabalhos na área médica, educacionais e de desenvolvimento social no país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de pessoas e muitas carências.
As dificuldades para cristãos na China são antigas, mas o Partido Comunista vem tentando desde 2008 controlar todas as atividades cristãs e agora seu alvo são os trabalhos humanitários.
Mas os chineses não estão sozinhos. Outros países estão cerceando trabalhos missionários há anos.
Enquanto as leis variem, o objetivo é o mesmo. Há casos onde o financiamento vindo do exterior é regulado. Os vistos de trabalho para funcionários das ONGs são restritos em algumas nações. Alguns exigem caríssimas “taxas de registro” junto ao governo.
Na Índia, por exemplo, as ONGs são obrigadas a relatar todas as doações estrangeiras no prazo de 15 dias e comprovar que o dinheiro não é utilizado para atividades que possam “afetar prejudicialmente os interesses do Estado”. Em outras palavras, sem evangelização! Desde que Narendra Modi tornou-se primeiro-ministro em 2014, a Índia cortou o financiamento estrangeiro de mais de 13.000 ONGs.
A Rússia começou a reprimir ONGs estrangeiras cerca de 10 anos atrás, explica Sergey Rakhuba, presidente da Missão Eurásia. Em 2012, o governo aprovou uma lei restringindo a atuação das ONGs, chamadas de “agentes estrangeiros”, o que para os russos conota traição.
Desde que a lei foi aprovada, cerca de um terço delas fecharam as portas, de acordo com estatísticas oficiais.
Para Moscou, o trabalho religioso associado a elas era considerado de cunho “político”, pois trazia elementos alheios à tradição do país, onde a Igreja Ortodoxa impera. A nova legislação que proíbe a evangelização fora das paredes dos templos teve um efeito imediato sobre os trabalhos de Organizações cristãs que possuem trabalhos de cunho social.
Alegando que deseja combater o terrorismo, questões religiosas não podem ser anunciadas abertamente. Se qualquer funcionário de uma ONG falar sobre sua fé e for denunciado, pode ser preso e expulso do país.
Sandra Joireman, cientista político da Universidade de Richmond, lembra que as ONGs estrangeiras enfrentam problemas em outros países e cita a Etiópia. Por questões políticas, as Organizações cristãs estão sendo expulsas. “Elas são vistas como grupos pró-democracia, na medida em que estão promovendo ideias de liberdade” e isso é ruim para o governo atual.
Quem perde é a população
Arch Puddington, vice-presidente de pesquisas da Freedom House explica que os maiores prejudicados são as pessoas atendidas. Sem o apoio financeiro do exterior, esses trabalhos não se sustentam. “A maior parte dos trabalhos das organizações ocidentais é amparado por organizações religiosas… As ONGs locais na maioria das vezes não têm experiência nem capacidade para resolver problemas de saúde ou questões de educação”, analisa.
O professor Stephen Offutt, do Seminário Teológico Asbury, estuda o desenvolvimento social apoiado por organizações religiosas. Ele entende que a presença de muitas ONGs estrangeiras é “frequentemente consequência de um Estado pobre e fraco, que depende delas para fornecer serviços de saúde ou de educação”.
Porém, esses benefícios são minimizados “Quando as ONGs começam a dizer coisas que os governos não gostam e isso os deixa nervosos”, e isso os fazer criar barreiras, encerra. 

PADRE ACUSADO DE ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS SE MATA NA CADEIA.

Padre foi preso em casa em Santa Catarina (Foto: Polícia Civil)O padre Bonifácio Buzzi, de 57 anos, preso nesta sexta-feira (5) sob a suspeita de ter cometido abusos sexuais contra menores em Três Corações (MG), se matou no presídio da cidade, segundo a Polícia Civil. Ele havia sido localizado na cidade de Barra Velha, no Norte de Santa Catarina em uma operação em conjunto das polícias dos dois estados.
Buzzi já havia sido condenado a 20 anos de prisão por abusar de um garoto de 10 anos em Mariana (MG). Ele ficou preso entre 2007 a 2015, quando passou a cumprir a pena em liberdade.
Neste ano, a Polícia Civil de Minas Gerais recebeu a denúncia de que ele teria voltado a praticar os crimes. Segundo o delegado regional de Três Corações, Pedro Paulo Marques, ao saber das novas denúncias, o padre fugiu para Santa Catarina, onde foi localizado e depois trazido para a cidade mineira.
Até a publicação desta reportagem, a polícia não havia divulgado mais informações sobre o ocorrido.
Citado em filme
De acordo com a Polícia Civil, o caso de Buzzi é citado no filme "Spotlight", vencedor do Oscar deste ano e que conta a história  verídica de um escândalo de pedofilia divulgado pelo jornal "The Boston Globe".


http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/08/padre-preso-acusado-de-pedofilia-se-mata-em-presidio-em-mg-diz-policia.html