segunda-feira, 14 de março de 2011

Terremoto no Japão Impele Rick Warren e Ed Young a Enviarem Mensagens no Twitter

japan-quake-christian-postPastores de Megaigrejas como Rick Warren , Ed Young, John Piper e muitos outros, enviaram pelo Twitter orações e reflexão sobre a vida neste final de semana após um terremoto de 8,9 graus de magnitude e um tsunami que devastou o Japão e deixou provavelmente mais de 10.000 pessoas mortas.
No sábado, Warren, da Igreja Saddleback, do sul Califórnia twittou "Ore pelas vítimas do terremoto no Japão. Eu amo o povo japonês, tendo morado em Nagasaki como missionário.”
Ele seguiu com outro twitter, “VOCê pode dar para ajudar vítimas do terremoto no Japão. 2.100 de seus membros servem nas equipes de PAZ e Ajuda.”
Enquanto isso, o Pastor John Piper da Igreja Batista de Bethlehem em Minneapolis twittou um link para o blog a sua reflexão e oração pelo desastre Japão. Ele descreveu a cena do tsunami no Japão como "apocalíptica" e disse que o forçou a estar de joelhos em oração.
"Pai celeste, você é o Soberano absoluto sobre o tremor de terra, a subida do mar, e a fúria das ondas. Nós trememos em seu poder e nos curvamos diante dos seus insondáveis​​ juízos e inescrutáveis ​​caminhos," disse ele em uma oração para o Japão no sábado.
O número oficial de mortos na segunda-feira, três dias depois de um tsunami de 23 metros atingirem o Japão, é 1647. O número deverá subir muito mais alto, no entanto, dado que as autoridades estimam que provavelmente 10.000 pessoas tenham morrido somente na Província de Miyagi (estado).
(Foto: AP / Mark Baker)
Um morador da cidade litorânea de Yotsukura, norte do Japão, passa por casas danificadas segunda-feira 14 de março de 2011, três dias após um terremoto e tsunami gigante costa nordeste do país.

Além de lidar com o pesadelo duplo de um terremoto e um tsunami, os sobreviventes também estão vivendo com medo de ser expostos à radiação de usinas nucleares que foram danificadas durante o desastre.
Uma segunda explosão de hidrogênio na usina nuclear de Fukushima Daiichi ocorreu ontem de manhã, ferindo 11 trabalhadores. A explosão, no entanto, não danificou o reator. A primeira explosão ocorreu sábado, resultando no telhado de um prédio que abrigava um reator na usina sendo arrancado, segundo a CNN.
No fim de semana, estavam se verificando se as pessoas haviam sido expostas a níveis perigosos de radiação. Pelo menos 160 pessoas podem ter sido expostas à radiação, de acordo com funcionários.
No domingo, o Primeiro Ministro do Japão, Naoto Kan, disse, "Esta é a mais grave crise do Japão desde o fim da guerra há 65 anos."
Os repórteres na região dizem que muitos dos sobreviventes passaram por três dias sem água potável e estão vivendo em temperaturas perto de zero. O governo japonês disse que já enviou ajuda de emergência para as áreas afetadas, mas muitos sobreviventes dizem que não chegou até eles ainda.
Grupos cristãos de ajuda e grupos de desenvolvimento, como o Exército de Salvação, Visão Mundial, Samaritan's Purse e outros estão viajando para as áreas afetadas para distribuir ajuda e avaliar os danos.
Ed Young, pastor fundador da Fellowship Church de Grapevine, Texas, retwittou a mensagem de sua esposa Lisa, neste fim de semana, "os países do Pacífico do Japão estão em nossas orações. A devastação é horrível, mas Deus está o modo de salvação. Devemos estar em Suas mãos e pé!​"
Os líderes da Batista do Sul, Albert Mohler, Jr., presidente do Southern Baptist Theological Seminary, em Louisville, Kentucky, e Thom Rainer, presidente e CEO da LifeWay Christian Resources, estavam entre os primeiros proeminentes líderes cristãos a twittar sobre o terremoto. Ambos postaram mensagens na sexta-feira - mesmo dia em que o terremoto e o tsunami que atingiu o Japão.
"Vamos orar para que as famílias no Japão fiquem reunidas e se acalmem. Esta é uma enorme catástrofe que seria um teste para o coração e resolução de qualquer nação," twittou Mohler. "As notícias dizem que muitos pais no Japão são incapazes de chegar em casa com suas famílias devido ao terremoto e do tsunami," ele também escreveu.
Rainer twittou "orações respondidas. Meu irmão e sua esposa estiveram na (sic), localizada no Japão. Eles estão bem."
O terremoto é relatado como o quinto terremoto mais poderoso a atingir o mundo desde 1900 e o pior na história japonesa. Mais de 1,4 milhões de famílias ficaram sem água desde sexta-feira, e cerca de 2,5 milhões de domicílios sem eletricidade, segundo a Associated Press.
"Não pense que o que aconteceu no Japão não vai acontecer onde você está. Não há nada neste mundo que está fora de confiança da fé em Deus," twittou o Pastor Jaseon Ma, um artista de hip hop e mentor espiritual de celebridades asiáticas, no domingo.

Cristian Post
via Gritos de Alerta

Pesquisadores dizem ter achado a cidade perdida de Atlântida



Um grupo de pesquisadores de diferentes nacionalidades afirma ter encontrado a localidade da cidade perdida Atlântida, a lendária cidade da antiguidade que teria sido afundada no oceano após ser atingida por um tsunami.
A equipe responsável pela possível descoberta é liderada pelo arqueólogo americano Richard Freund, da Universidade de Hartford, nos Estados Unidos. Segundo o site da universidade, os pesquisadores utilizaram fotografias aéreas, ondas penetrantes de radar e tomografia de resistividade elétrica para aferir as informações da localização do que poderia ter sido a primeira metrópole já criada pelo homem, destaca o site Engadget. Segundo eles, as ruínas do que seria Atlantis estão localizadas na costa sul da Espanha.
Os pesquisadores trabalharam durante os anos de 2009 e 2010 com as imagens e realizando levantamentos na região do sul da Espanha, próximas ao parque Doña Ana, tendo encontrado ruínas de uma cidade que dataria de mais de 4 mil anos. Mas o que realmente deu a Freund a ideia de que as ruínas poderiam ser mesmo de Atlântida foi o fato dele ter encontrado em muitos locais da Espanha cidades memoriais, construídas à imagem da cidade mítica.
Na noite de domingo, nos Estados Unidos, o canal de TV da National Geographic apresentou um programa sobre a possível descoberta dos pesquisadores, chamado de Finding Atlantis, ou Encontrando Atlantis, em inglês.
O programa da NatGeo com os pesquisadores da Universidade de Hartford foi gravado no dia 9 de março, ou seja, dois dias antes da tragédia na Ásia.
Geek
Geek

"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações estarão em angústia e perplexidade com o bramido e a agitação do mar. Lc 21:25

TERREMOTO NO BRASIL -


Os terremotos são fenômenos que podem ser causados por falhas geológicas, vulcanismos e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas. A maioria dos abalos sísmicos é provocada pela pressão aplicada em duas placas contrárias. Portanto, as regiões mais vulneráveis à ocorrência dos terremotos são aquelas próximas às bordas das placas tectônicas. Na América do Sul, os países mais atingidos por terremotos são, o Chile, Peru e Equador, pois essas nações estão localizadas numa zona de convergência entre as placas tectônicas de Nazca e a Sul-Americana.
O Brasil está situado no centro da placa Sul-Americana, no qual ela atinge até 200 quilômetros de espessura, e os sismos nessa localidade, raramente possuem magnitude e intensidade elevadas. No entanto, existe a ocorrência de terremotos no território brasileiro, causados por desgastes na placa tectônica, promovendo possíveis falhas geológicas. Essas falhas, causadoras de abalos sísmicos, estão presentes em todo o território nacional proporcionando terremotos de pequena magnitude, alguns deles, considerados imperceptíveis na superfície terrestre.
Segundo o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), no século XX, foram registradas mais de uma centena de terremotos no país, com magnitudes que atingiram até 6,6 graus na escala Richter. Porém, a maior parte destes abalos não ultrapassou a 4 graus.
Em 1955, no Mato Grosso, foi detectado um terremoto de 6,6 graus na escala Richter. Nesse mesmo ano, o Espírito Santo foi atingido por um abalo sísmico de 6,3 graus e no Ceará, foi registrado um terremoto de 5,2 graus na escala Richter, em 1980.
O estado do Amazonas, em 1983, sofreu com um terremoto de 5,5 graus, entretanto, pelo fato de esses terremotos terem atingido áreas com pouca concentração populacional, não houve danos materiais e nem vítimas.
João Câmara, município do Rio Grande do Norte e habitado por 31.518 pessoas, foi atingido por uma série de terremotos na década de 1980. O mais grave deles ocorreu no dia 30 de novembro de 1986, no qual a cidade tremeu com um abalo sísmico de 5,1 graus na escala Richter, provocando a destruição de 4 mil imóveis.
Em Minas Gerais, no município de Itacarambi, um terremoto de 4,9 graus promoveu um tremor que durou aproximadamente 20 segundos, tempo suficiente para derrubar 6 casas e abalar a estrutura de outras 60 residências. Nessa ocasião, uma criança de cinco anos morreu soterrada nos escombros de uma das casas atingidas.
O último grande terremoto registrado no Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 2008. Um tremor de 5,2 graus foi sentido nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, embora não tenha sido registrado nenhum desabamento, nem tão pouco a ocorrência de vítimas.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

TSUNAMI NO JAPÃO 2011 – TERREMOTO – FOTOS, VÍDEOS, MORTOS, NOTÍCIAS

TERREMOTO NO JAPAO 2011 TSUNAMI NO JAPÃO 2011   TERREMOTO   FOTOS,
 VÍDEOS, MORTOS, NOTÍCIAS
 
TSUNAMI NO JAPÃO 2011 – O Japão sofre o pior terremoto já ocorrido em toda a sua história, nessa sexta-feira, dia 11 de março de 2011. O terremoto de magnitude 8,9 atingiu a costa nordeste do Japão e provocou um tsunami com ondas de até dez metros de altura, deixando ao menos 32 pessoas mortas.

TERREMOTO NO JAPÃO 2011 – TSUNAMI JAPONÊS

A tragédia no japão causou sérios problemas e danos a várias cidades da região, de acordo com informações das autoridades locais. Foi o pior tremor que ocorreu no país desde o início de registros, no final do século 19, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor ainda foi seguido por no mínimo 19 réplicas, sendo que a maior parte delas de magnitude 6.0. Vilarejos e cidades, em seus 2.100 quilômetros da costa leste do Japão, foram atingidas por tremores super violentos, que alcançaram até a capital do país, Tóquio, situada a 373 quilômetros de distância do epicentro.
O terremoto no japão aconteceu às 14h46 da hora local, 2h46 no horário de Brasília e causou danos enormes no norte do Japão. Lembrando que o governo do Brasil não tem informações de brasileiros mortos ou feridos na tragédia. Mas, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, as áreas mais prejudicadas não tem uma grande concentração de brasileiros. Há uma estimativa de que vivem no Japão 350 mil brasileiros.

FOTOS TERREMOTO NO JAPÃO 2011 – TSUNAMI

TERREMOTO NO JAPÃO 2011 – MORTOS, DESAPARECIDOS, VÍTIMAS

Saiba que o Google (http://www.google.co.jp/intl/en/crisisresponse/japanquake2011.html) lançou uma versão de uma ferramenta de localizar pessoas vinculado à tragédia ocorrida no Japão. Por lá, as pessoas podem procurar por parentes e amigos, por meio de um quadro de mensagens e um diretório.
Confira nos sites abaixo os e-mails e telefones para que os brasileiros no Japão e no Brasil consigam entrar em contato com as autoridades à procura de informações.

TERREMOTO NO JAPÃO 2011 – INFORMAÇÕES CONSULTADO BRASILEIRO NO JAPÃO, TELEFONES, SITES

www.brasemb.or.jp/portugues
www.consbrashamamatsu.jp
www.consbrasil.org/consulado/
Embaixada do Brasil no Japão:
email: comunidade@brasemb.or.jp
telefone (somente em caso de emergência): 00/XX/81 3 3404-5211
Consulado-Geral de Tóquio:
telefones: 00/XX/81 90 6949-5328 (celular) ou 00/xx/81 3 5488-5665
twitter: @cgtoquio
Consulado-Geral em Hamamatsu:
emails: info@consbrashamamatsu.jp ou assistencia@consbrashamamatsu.jp
Núcleo de Atendimento a Brasileiros do Ministério das Relações Exteriores do Brasil:
telefones: 61/XX/3411-6752 ou 61/XX/3411-6753 ou 61/XX/3411-8804 (de 8h às 20h) e 61/XX/3411-6456 (de 20h às 8h e finais de semana).
e-mail: dac@itamaraty.gov.br.

Terremoto Mortal Japão: Fim do Mundo está Perto, Realmente, diz Pastor

greg-laurie-christian-postLaurie, pastor da Harvest Christian Fellowship em Riverside, Califórnia, continuou suas mensagens sobre o fim dos tempos à luz dos recentes eventos, incluindo o terremoto mortal no Japão.
  • (Foto: Harvest Christian Fellowship via The Christian Post)
    O pastor Greg Laurie prega sobre evangelismo no Harvest Christian Fellowship, em Riverside, Califórnia, 4 de julho de 2010.
Todas as gerações tem gritado “o fim do mundo está perto.” Todavia “aqui ainda estamos,” observou o pastor do sul da Califórnia.
“Nós não temos ouvido sobre tudo isso antes?” reconheceu Greg Laurie no domingo. “Todas as gerações ... que pensavam que seriam a geração que veria o retorno do Senhor estiveram errados porque ele não veio, ou veio?”
“Essa idéia da vinda do fim do mundo, o retorno de Cristo, é isso verdade?”
Essa geração pode estar repetindo o que a geração passada tem estado dizendo, que esses são os últimos dias, mas Laurie não sabe se o “efeito acumulativo” e a frequência de eventos são causa para acreditar que de fato Jesus pode retornar em seu tempo de vida.
“Sim, nós temos ouvido suas mensagens antes, mas ao longo dos anos, certas coisas têm acontecido que têm imenso significado profético,” disse ele.
Ele ouviu o aumento dramático de guerras globais e terrorismo, o impulso por unidade ou globalização, a mudança econômica em direção a uma sociedade sem dinheiro, o aumento sem precedentes de terremotos assassinos, e falsos ensinamentos permeando a Igreja.
“Isso significa que o retorno de Jesus Cristo está ainda mais perto,” disse ele.
Podem haver algumas discordâncias sobre a ordem dos eventos proféticos, observou ele. Mas não há divisão sobre “essa uma verdade: que Jesus Cristo está voltando novamente em breve.”
é claro, ninguém pode com certeza dizer quando esse dia virá.
“Eu não sou daqueles formadores de data,” disse o famoso evangelista. “Alguns looney tune irão vir e dizer que desvendaram o código. Nenhum homem conhece o dia e nem a hora.”
Mas o que as pessoas podem saber são os “sinais do tempos,” a frase que Jesus lançou, de acordo com Laurie.
Quais são esses sinais? “Nós os vemos nas manchetes dos jornais,” disse ele.
Terremotos são somente um dos muitos sinais. Estima-se que mais do que 10.000 pessoas tenham morrido no terremoto de sexta-feira de magnitude 8,9 e tsunami no Japão. Mil corpos foram encontrados em toda a costa da província de Miyagi na segunda-feira, de acordo com o The Associated Press.
O terremoto do Japão foi precedido por um tremor menor mas ainda um terremoto mortal no sudoeste da China um dia anterior. Apenas algumas semanas se passaram desde que o poderoso terremoto atingiu também Christchurch, na Nova Zelândia, e somente um ano se passou desde a catástrofe do terremoto do Haiti matou um número estimado de 316.000 pessoas.
Enquanto desastres são sinais óbvios , Laurie acredita que um dos maiores sinais da vinda do Senhor nesta geração é o retorno do povo Judeu para a sua terra natal em 1948.
Com uma “abundância de sinais dos tempos,” Laurie perguntou a congregação de Harvest, “Você está preparado para encontrar-se com Deus?”
“Se nós realmente entendemos algo sobre a profecia bíblica ... isso vai nos fazer querer ser pessoas mais piedosas,” disse ele.
“Nós não sabemos quando o fim do mundo é, mas ouçam, o fim do seu mundo pode vir mais rápido,” alertou ele. “Deus nos dá tempo. Use-o sabiamente. O Senhor pode voltar hoje.”
Laurie lidera aproximadamente 15.000 pessoas toda a semana na Harvest Christian Fellowship. Além disso, como um evangelista ele tem pregado para mais de 4 milhões de pessoas desde de 1990.

Cristian Post

É PARA RIR OU CHORAR ? - padre faz campanha pela adoção de sapos em missa e Twitter

Um padre do sertão da Paraíba aproveitou o apelo ecológico da Campanha da Fraternidade para estimular uma ação inusitada entre os fiéis: a de adoção de sapos. O religioso está tratando o assunto como uma campanha ecológica e tem lançado mão do Twitter para divulgar a iniciativa pela internet.
"Amar o sapo, bicho tão agredido, chutado, é expressão maior de amor à natureza, que clama por socorro", defendeu no Twitter o padre Djacy Brasileiro, da paróquia de Santa Cruz, município do sertão localizado a cerca de 445 km da capital paraibana. Segundo o padre, o amor à natureza começa por animais como sapos, cobras e pássaros. "O sapo só faz o bem à humanidade. Por que é tão desprezado? Vamos começar a amar o animal que por tanto tempo foi chutado, enojado, desprezado", defende.
O padre, que lançou a campanha ecológica durante celebração na paróquia, defendeu que as pessoas precisam ter coragem para começar a amar o sapo pelo "bem" que ele faz ao homem. "Alguns de vocês, queridos amigos, têm medo de sapo? Então, acostumem-se com a ideia de amar esse animal tão querido por Deus e pela Mãe Terra".
O padre Djacy Brasileiro é formado em Filosofia e Teologia. Em seu perfil no Twitter (@PadreDajcy), ele revela que tem paixão por causas sociais e o sonho de ver o povo "liberto da alienação política-religiosa". Ele tem recebido mensagens de apoio à campanha de adoção de sapos.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança anualmente a Campanha da Fraternidade, pautada por problemas enfrentados pela sociedade brasileira. Este ano tem como tema "Fraternidade e a vida no planeta" e como lema "A criação geme em dores de parto".

Terra.

Aliança Cristã Evangélica é Lançada com Proposta de Unir um Segmento Marcado por Divisões. CONFIRA!

O desejo de união na Igreja é quase tão antigo quanto a própria pregação do Evangelho. E no Brasil, onde sua falta é um grande obstáculo para o testemunho de cerca de 200 mil igrejas das mais diferentes denominações e teologias, alcançá-la é quase uma utopia. Mas, como tudo é possível ao que crê, os protestantes brasileiros deram um passo decisivo na luta por esse ideal no último dia 30 de novembro. Em uma assembleia que durou o dia inteiro na Catedral Metodista, no centro de São Paulo, cerca de 300 pessoas, entre as quais alguns dos mais destacados líderes evangélicos do país, participaram do ato de fundação da Aliança Cristã Evangélica Brasileira. Após quase dois anos de reuniões e consultas por todo o território nacional, o começo é promissor: congregando denominações, associações, movimentos sociais, entidades do Terceiro Setor, agências missionárias e redes sociais em torno de propósitos comuns, a Aliança, como tem sido chamada, já é a mais abrangente e representativa entidade do segmento.

Os desafios que enfrentará também são imensos, especialmente o de atrair os pentecostais e carismáticos, disparados a maior parte dos cerca de 37 milhões de cristãos evangélicos brasileiros (projeção com dados preliminares do Censo 2010), mas com uma participação discretíssima até agora. A reunião em São Paulo, além de oficializar o surgimento da organização, foi importante para afinar discursos. Entre muitas propostas, aprovou-se a Carta de princípios e diretrizes, documento pautado pelo Pacto de Lausanne e com forte inspiração na Evangelical Alliance, do Reino Unido. Havia também grandes expectativas sobre a eleição daqueles que estarão à frente da entidade. Porém, ao contrário do que alguns apostavam, a opção não foi por formar uma diretoria e, sim, trabalhar com um Conselho Geral, formado por 15 homens e mulheres. Nomes conhecidos, como o do teólogo luterano Valdir Steuernagel, dirigente da Visão Mundial e do Centro de Pastoral e Missão, em Curitiba (PR); bispo Walter McAlister, líder da Aliança das Igrejas Cristãs de Nova Vida; Clemir Fernandes, sociólogo e colaborador do Instituto de Estudos da Religião (Iser); e os pastores Oswaldo Prado, missionário de Servindo Pastores e Líderes (Sepal) e Fabrício Cunha dos Santos, da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo.

Além desses, a nova Aliança, que optou por não mais usar as siglas Alceb ou Aceb, terá assessores para áreas específicas. Os primeiros já foram escolhidos e divulgarão a entidade em suas andanças Brasil afora. Fazem parte desse grupo os pastores Ariovaldo Ramos, Carlos Queiroz (colunista de CRISTIANISMO HOJE) e o presbiteriano Ricardo Barbosa. Completam o time os assessores Welinton Pereira, na área de trabalhos sociais; Airton Palm e Elias Fahur, no setor de finanças; Cícero Duarte, que cuidará do departamento jurídico; Silas Tostes, encarregado de missões; e Durvalina Bezerra, coordenadora de intercessão. “Essa equipe, bastante diversificada e representativa, é a resposta à convocação evangélica pela unidade da Igreja”, explica Steuernagel. “Precisamos agora trabalhar muito para o grupo ganhar corpo e respeito.”




PASSADO CONFUSO

A preocupação em tornar a associação representativa têm um só objetivo: não repetir os erros do passado, responsáveis por enterrar projetos e iniciativas semelhantes. A primeira tentativa de unir o protestantismo nacional em torno de objetivos comuns aconteceu em 1934, com a criação da Confederação Evangélica do Brasil (CEB). Durante três décadas, ela promoveu cooperação entre igrejas históricas como Presbiteriana, Luterana, Metodista, Congregacional e até a pentecostal Assembleia de Deus nas áreas de ação social, educação cristã, trabalhos de juventude e atividades diaconais. Nos anos 60, a radicalização política e o descontentamento social que tomaram conta dos setores mais progressistas da sociedade brasileira acabaram por contagiar também a CEB. Em 1962, por exemplo, a entidade promoveu no Recife (PE) uma conferência com o tema “Cristo e o processo revolucionário”. Era a primeira vez que cristãos e marxistas se reuniam para discutir a relação entre a Igreja e a realidade social e cultural do país – assuntos bem à frente de seu tempo, cujos debates reuniram intelectuais como o médico Josué de Castro, os economistas Paul Singer e Celso Furtado e o sociólogo Gilberto Freyre. Ousadias assim fizeram com que a CEB fosse uma das primeiras vítimas do regime militar. Em 1964, logo após o golpe de Estado, a entidade foi uma das primeiras a sofrer sob os coturnos e acabou fechada.

Depois de um longo hiato histórico, a bandeira da unidade seria novamente levantada em 1991, mais uma vez num contexto de efervescência social. Liderada pelo pastor presbiteriano e ativista social Caio Fábio D’Araújo Filho, surgia a Associação Evangélica Brasileira (AEVB), que se tornaria a principal interlocutora dos crentes junto a instâncias políticas, governos e a imprensa. A entidade participou ativamente diversos movimentos sociais, como o Celebrando Deus com o planeta Terra, Rio desarme-se e Reage Rio. Porém, a entidade foi efêmera. Enredado em problemas pessoais e com o nome envolvido numa trama para desestabilizar o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, Caio Fábio afastou-se da vida pública em 1999. Foi um golpe fatal também para a AEVB, que não conseguiu mais se levantar desde então.

Outras entidades de representação dos evangélicos existem, mas sofrem com a falta de abrangência e o excesso de personalismo de alguns de seus líderes – além de um nem sempre conveniente alinhamento político-partidário, coisa que a recém-criada Aliança promete evitar a todo custo. É o caso de corporações pastorais, como o Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), Ordem dos Ministros Evangélicos (Omeb) e grupos locais, como o Conselho de Pastores de São Paulo (CPESP). Para evitar todos esses problemas, o discurso na renovada Aliança Cristã Evangélica Brasileira tem emprestado lições do passado. “Esse movimento é fruto de um processo histórico e da consulta dos líderes evangélicos. Por isso, preferimos uma organização horizontal, sem uma estrutura fechada”, explica a missionária Durvalina Bezerra.

DESCENTRALIZAÇÃO

Na reunião realizada na Catedral Metodista, um dos momentos de maior tensão foi justamente quando a discussão voltou-se para a organização. Boa parte dos presentes foi contra até mesmo a entidade ter um número no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, o CNPJ. A solução encontrada para evitar personalismos e bandeiras estreitas foi o de copiar o modelo de organização de redes, como o praticado por entidades como a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas). “Concordamos que precisa haver uma institucionalização, mas não antes de se ter mais substância no trabalho. Dessa forma, preferimos uma organização mais descentralizada, com coletivização na discussão dos processos decisórios”, aponta o bispo McAlister.

Tão importante quanto superar as desconfianças será conquistar os setores evangélicos ainda não envolvidos. Apesar de representativas, as consultas e reuniões ainda não conseguiram atrair as grandes denominações neopentecostais, responsáveis pelo crescimento numérico do segmento nas últimas décadas. Há dúvidas como sobre seria esse relacionamento; afinal, apesar de práticas e pontos de vista discordantes dos evangélicos históricos, eles são detentores de grande força de mídia, justamente a face mais difundida da religião cristã não-católica atualmente no país. No final, a discussão novamente terá que passar por uma pergunta que tem dado o que falar: afinal, o que é ser evangélico no Brasil?

“Queremos atrair todos os segmentos evangélicos, inclusive os pentecostais e carismáticos”, garante o luterano Steuernagel, mostrando que o alvo da entidade continua amplo. Ainda que fazer isso não seja simples e o caminho para tanto esteja obscuro, a Aliança aposta no diálogo como primeiro passo. Mas é certo que os princípios já discutidos da entidade não serão negociados – mesmo que, para isso, seja preciso abrir mão de querer representar todos os evangélicos brasileiros. Depois dos louvores e da oração que empossou a nova direção, a máxima “quem quer representar todos, acaba não representando ninguém” podia ser ouvida de muitas bocas. As palavras de Steuernagel na coletiva de lançamento confirmam isso: “Há muitos evangélicos atualmente, grupos e teologias diferentes. Quem subscreve nossos princípios e os pratica congrega conosco. Não queremos representar todos os crentes, mas marcar o começo de uma caminhada evangélica no Brasil”. Resta saber se todos dirão “amém”.

Desafios iminentes

A Aliança Evangélica já surge tendo que se defrontar com diversos temas sociais e realidades que afetam a Igreja brasileira:

Liberdade de expressão –
Governo e Congresso anunciam prioridade na discussão do Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3) e do Projeto de Lei 122/06, que versam sobre assuntos delicadíssimos para o segmento religioso

Política – A chamada bancada evangélica aumentou consideravelmente, mas persistem suspeições sobre sua atuação. Escândalos como o do mensalão (venda de votos) e o das sanguessugas (fraudes na área da saúde) envolveram parlamentares ligados a igrejas

Relações intereclesiásticas – Práticas teológicas heterodoxas, suspeitas de malversação de recursos e isolacionismo caracterizam boa parte dos grupos neopentecostais, segmento que mais cresce na Igreja nacional. Atraí-los para a Aliança e costurar pontos de coesão e ação conjunta será tarefa difícil

Ciência e sociedade– A sociedade espera posições claras da Igreja Evangélica sobre temas como a nova constituição da família, terapias genéticas, direitos dos homossexuais, aborto e eutanásia.



Por Marcos Stefano

Igreja Renascer em Campanha pelas Vítimas no Japão A Igreja Renascer em Cristo Japão realizará uma ação para ajudar as vitimas do terremoto que aconteceu nesta sexta-feira (11.03) no Japão, deixando mais de 300 mortos.


Igreja Renascer em 
Campanha pelas Vítimas no Japão De acordo com a presbítera Shirley Satomi, a igreja vai recolher mantimentos – principalmente água – para enviar às vítimas do terremoto, além de clamar pelas famílias que perderam seus entes queridos. “Precisamos clamar por essas famílias. Aqui já se fala em 500 mortos e mil pessoas desaparecidas”, afirmou.

Ela disse ainda que este foi o pior terremoto em todos os sentidos, pois ainda podem acontecer outros Tsunamis por todo o Japão.

O terremoto

“O tremor aconteceu por cerca de 2 minutos. O normal seria de 30 a 40 segundos. Por esse tempo se estender acabou havendo mais destruição. Muitos prédios foram abalados e em muitos lugares não há energia, gás e água”, declarou a presbítera.

Shirley ainda informou que nas ruas há rachaduras, muitos incêndios ocorreram devido à estação do ano – nesta época é inverno no Japão. A maioria da população usa aquecedores a base de querosene.

Uma usina nuclear ainda está sofrendo incêndio, muitas foram desativadas. Os trens comuns e trens-bala e metrôs estão paralisados, aeroportos fechados, muitos estão voltando para casa a pé.

Sobre os membros da Igreja Renascer, Shirley afirma que todos estão bem. “Todos da Igreja estão bem, vivendo a palavra liberada pelo apóstolo na Oração de Abraão, que teríamos 365 dias de livramentos”.

Se você está no Japão e quer saber mais sobre a arrecadação de mantimentos siga o Twitter da Igreja Renascer Japão – @renascerjapao – e saiba onde as doações podem ser entregues.



Informações Igospel

MAIS UM FORA DE RICARDO GONDIM - Famoso pastor afirma que Deus não tem poder para controlar tudo, inclusive a tragédia no Japão

Inquietações de Ricardo Gondim, pastor e teólogo, em seu twitter, causam polêmica por seus comentários sobre “o controle de Deus,” na tragédia do terremoto e tsunami no Japão.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelGondim, escreveu em seu twitter no dia do terremoto e tsunami no país asiático, “O deus que ‘administra’ os eventos, tem propósitos insondáveis e que, pra cumpri-los, deixa tragédias acontecerem, é um demônio (sic).”
Pastor Ricardo Gondim, presidente nacional da Assembléia de Deus Betesda, é conhecido por ser autor premiado de vários livros e artigos polêmicos.
Na tragédia do Japão, ele provocou polêmica ao questionar a “soberania de Deus” sobre os eventos catastróficos que ocorrem na terra.
“Deus q intervém não é o mesmo q controla tudo. Pois, se Deus já controla tudo, ñ precisa intervir (sic),” escreveu ele no seu microblog.
“É preciso sair do modelo grego de uma divindade marionetando, do alto, os eventos da terra. Deus é Emanuel: Deus conosco…”
Para o teológo, Deus não está em controle de tudo e acredita em “um Deus de amor,” sem permitir ou interferir em uma tragédia.
“O modelo teológico que coloca Deus no controle de um tsunami também o responsabiliza por Asuschiwits, Ruanda, e pelo estupro da esquina.”
“O deus medieval, que se comporta como os senhores feudais, serviu a interesses da época, mas Jesus encarnou outra verdade: Deus é amor.”
Recebendo um email de Ricardo Gondim, o pastor Eros Pasquini da Igreja Batista Bereana em São Caetano do Sul, SP, divulgou uma carta aberta na internet, em resposta às suas inquietações.
Pasquini respondeu a frases de Ricardo Gondim como: “não há nenhuma força persuasiva no universo que me convença desses argumentos [que Deus age sem dar satisfação a nós] … não aceito que Deus, para alcançar seu propósito, produza um sofrimento brutal em tanta gente miserável, que não pediu para nascer na beira de uma praia paupérrima …”
Em resposta, Pasquini disse que frases como essas “apontam para o fato de que você aparentemente já se fechou para o que a própria Bíblia diz a esse respeito.”
Novamente, ele citou as indagações de Gondim como, “Conceitos como esses [Soberania, Onipotência] significam o quê dentro dos paradigmas das ciências sociais pós-modernas?”
E resondeu dizendo, “Você mudou de cosmovisão – abandonou sua confiança na suficiência das Escrituras para colocar os paradigmas das ciências sociais pós-modernas como parâmetro para se enxergar a Deus.”
Mas as questões de Ricardo Gondim ainda se seguiam, “Será que não estamos insistindo em ler as Escrituras com as mesmas lentes dos medievais?” O que levou a pastor Eros a pôr em dúvida a confiança de Gondim nas Escrituras.
“Você não está dizendo que quem mantém sua confiança na literalidade da Palavra de Deus é retrógrado?”
Pasquini afirmou que também por vezes sua, “cabeça também pira” e que “através da ajuda de um ou vários deles [amigos bem chegados], ou de uma boa leitura de conteúdo bíblico, de uma pregação bíblica, ou através de meu próprio tempo na Palavra e oração … Deus se mostra novamente Soberano, Gracioso, Misericordioso, etc.”
“Aí as “minhas inquietações” provam ser fruto de um homem que, conhecedor da Palavra (como você, também, o é), conhecedor de tantas bênçãos (como você, também, o é), por um descuido, tirou os olhos de Jesus.”
Pastor Eros mostrou como foi possível aprender sobre a soberania de Deus “fora da sala de aula,” quando, “esbravejei com Deus (punho cerrado) quando soube que meu pai estava com câncer e tinha dias contados.”
Segundo ele, Deus o encheu de paz e convicção que no culto de sepultamento de seu pai ele escreveu um texto citando Provérbios 20:24.
“Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor; como, pois, poderá o homem entender o seu caminho?”
Pasquini expressou que o fato de Gondim escrever suas inquietações para o público, foi irresponsabilidade, visto que há muitos que nem sequer frequentam uma escola dominical. Mas afirmou que não acredita que Gondim o tenha feito por uma intenção errada.

Mãe deixa filho de 7 anos em estado grave após agredi-lo por atrapalhar sua oração

A polícia de Ijaci prendeu na semana passada Maria Aparecida de Santos Mata, 35, sob a acusação de homicídio por ter jogado uma banqueta de madeira na cabeça do filho de 7 anos que estava incomodando-a na oração.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelO menino foi levado desmaiado por Emerson Antônio da Mata, 35, o pai, para o hospital. Os médicos informaram que o estado do menino era grave, mas não corria risco de morte.
Ijaci fica no sul de Minas Gerais, a 310 km de Belo Horizonte, e tem 6.000 habitantes.
Quem chamou a polícia foi o motorista da ambulância após saber pela irmã do garoto que ele tinha sido agredido pela mãe.
Um policial disse que a frieza de Maria Aparecida pode ser indício de que tenha transtorno mental.
No presídio de Lavra, ela apanhou de suas oito colegas de cela. Na manhã de quinta-feira (10), teve de ser transferida para o presídio de Três Corações.

G+

Pastora é estuprada por fiel e igreja a afasta por “conduta imoral”. Polêmica acaba na justiça

Os responsáveis por uma igreja dispensaram uma pastora sob a acusação de “conduta imoral” por ter sido estuprada por um fiel e, segundo eles, não ter reagido. A pastora nega. Ela foi afastada de todas as atividades da igreja, incluindo sua participação em um grupo de capelões de um hospital.
Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica GospelA pastora recorreu à Justiça do Trabalho com o pedido de uma retratação e o pagamento de indenização por danos morais.
À Justiça, um representante da igreja confirmou que o motivo da dispensa foi o estupro. Argumentou que, se a mulher dele fosse atacada, ela gritaria e chutaria o estuprador, “como qualquer outra mulher faria”, conforme consta nos autos do processo.
A primeira instância decretou que a ação da pastora é improcedente, e ela recorreu ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, com sede em Campinas (SP).
O TRT reformou a sentença e determinou que a igreja pague uma indenização. Como a ação corre em segredo de justiça, não há informação sobre o valor da indenização nem sobre o nome da igreja. Ainda cabe recurso.
Para o escritório de advocacia Cremasco, de Campinas, a igreja “não poderia praticar o linchamento moral da pastora”, execrando-a publicamente. “Ela deveria ter oferecido apoio moral à vítima.”

Dois mil corpos são achados no litoral de Miyagi, no Japão


Dois mil corpos são
 achados no litoral de Miyagi, no Japão  Cerca de 2.000 corpos foram encontrados nesta segunda-feira no litoral da província de Miyagi, a mais devastada pelo terremoto e o tsunami da última sexta-feira no nordeste do país, embora o balanço oficial da tragédia ainda se mantenha em cerca de 1.600 mortos e mais de 10 mil desaparecidos.

Mil corpos foram achados na península de Ojika e outros mil na cidade de Minamisanriku na província de Miyagi, segundo informou a agência "Kyodo".

Nesta comunidade litorânea, as autoridades ainda não puderam localizar desde a sexta-feira cerca de 9.500 pessoas, a metade da população.

No entanto, alguns meios de comunicação acreditam que é possível que muitos destes desaparecidos fugiram a tempo para a vizinha localidade de Tome, também em Miyagi.

O número oficial de 1.627 mortos também exclui entre 200 e 300 cadáveres que se constataram, mas que ainda têm que ser recuperados pelas equipes de resgate em Miyagi, a província mais afetada pelo terremoto de magnitude 9 e pelo posterior tsunami.

Cerca de cem mil militares na operação de salvamento continuam vasculhando a região na busca de vítimas presas sob os escombros ou arrastadas mar adentro pela onda gigante de dez metros de altura.

Em muitos núcleos urbanos, como a cidade de Sendai, continuam aparecendo corpos nas praias e o trabalho das equipes de resgate se vê dificultado pelas constantes réplicas e a magnitude da devastação causada pelo terremoto, o maior da história do Japão.

Mais de 400 mil habitantes foram evacuados por causa do desastre, a maior crise do Japão desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o primeiro-ministro, Naoto Kan.

Os números oficiais falam de mais de 20,800 edifícios destruídos e que 450 mil japoneses tiveram que ser demovidas de suas casas por vários motivos, entre eles 200 mil deslocados pelos riscos em uma usina nuclear em Fukushima.

Por outro lado, os especialistas alertaram que o nordeste do país sofrerá réplicas durante uma semana e que há 70% de possibilidades de que alguma delas supere, antes de quarta-feira, magnitude 7.

O diretor da Agência Meteorológica do Japão, Takashi Yokota, indicou à TV NHK que, dentro de três dias, esse risco se reduzirá em 50% em uma área de 500 quilômetros de comprimento e 200 de largura no litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.

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FSP

DE NOVO A DISNEY ATACA A FAMILIA - TV Americana gera Revolta ao Produzir o Seriado 'Boas Putas Cristãs'

A rede ABC provocou indignação e protestos quando anunciou que faria um programa piloto baseado no livro Good Christian Bicthes [Boas Putas Cristãs], de Kim Gatlin.

Após o anúncio feito pela emissora na última semana, a AFA [Associação de Famílias da América] iniciou uma petição, exigindo que a Rede ABC e a Disney, sua companhia-mãe, cancelem todos os planos de colocar no ar o programa.

A resposta inicial da ABC foi mudar o título do seriado para “GCB”, mas a AFA não ficou satisfeita.

“Nosso boicote realmente teve eco entre os telespectadores – especialmente na comunidade cristã – que estão chocados e horrorizados porque a ABC /Disney realmente pretende colocar no ar esse programa. É intolerância anticristã. Esse tipo de programa é um insulto a todos nós. O nome do programa é ofensivo, um insulto e uma humilhação. Uma falsa representação da comunidade cristã – não apenas isso, acho que é um insulto a todas as mulheres.”

A petição já tem mais de 200.000 assinaturas.

“Embora o título do programa possa ter sido abreviado, a gravidade do insulto não foi, por isso continuaremos o protesto”, afirmou o líder de projetos da AFA, Randy Sharp. “Esta é uma maneira pela qual podemos fazer nossas vozes serem ouvidas pelos executivos da ABC.”

“Vou falar por mim”, insiste Sharp. “Qualquer um que se referir a minha esposa e minhas filhas como ‘puta’, me deixaria muito zangado. Acho que é ofensivo simplesmente a ABC pensar que essa é uma palavra apropriada para usar para falar do sexo feminino.”

Na esteira da AFA, o Parents Television Council [Conselho de Pais e de Televisão], que já fez campanhas contra programas da MTV no passado, também se manifestou contrário à produção da ABC.

O presidente da PTC, Tim Winter, afirmou: “Isso não apenas afronta as mulheres, mas ataca frontalmente a maior religião do mundo. A palavra ‘puta’ é maldosa e usada para enxovalhar, atacar e humilhar todas as mulheres. E usar ‘cristãs’ apenas aumenta a ofensa… Será que a ABC pensou em ofender outros grupos religiosos? Como seria se eles dissessem que o programa se chamaria ‘putas’ muçulmanas, hindus, judias ou budistas?”.

A proposta da série, que mistura drama e comédia, é mostrar a vida de Amanda, que foi uma “menina má” na escola mas hoje está “recuperada”. Depois de seu divórcio, ela decide retornar com seus 2 filhos a Dallas, sua cidade natal, para recomeçar a vida. Porém, acaba tendo de lidar com as fofocas maliciosas das mulheres da comunidade cristã. O foco é abordar o comportamento hipócrita de pessoas que se dizem religiosas e mostrar os bastidores da igreja que frequentam.

O papel principal foi dado à atriz Leslie Bibb (foto) e o produtor executivo será Darren Star, de séries consagradas como “Sex and the City “e “Barrados no Baile”. Não há previsão ainda de quando as filmagens começam e nem que dia da semana irá ao ar. O mais provável é que surja como um teste de audiência durante o spring break, substituido alguma série atual durante parte do segundo semestre.



Pavanews, com informações de Foxnews e Deadline.

Milão receberá marcha para Jesus em março

Rede de Evangelização de Milão (Itália) está organizando uma marcha para Jesus para o dia 19 de março. O evento, que conta com a participação de várias igrejas evangélicas, terá início na Praça Loreto e irá até a Praça D'Uomo, onde se encontra a Catedral de Milão.
O missionário Pr. Fernando Pasi informa que foram afixados 1.500 cartazes, e serão distribuídos folhetos antes e durante a marcha. Folhetos evangelísticos também estão sendo distribuídos nos terminais do metrô da cidade.
“A Chiesa Biblica Battista di Milano – IBBM (Igreja Bíblica Batista de Milão) está envolvida nesse projeto desde o seu início. Nosso desejo é que, em 2013, seja realizado um culto evangelístico no Estádio do Milan; e, em 2015, participemos ativamente da Expo–2015 em Milão”, disse o missionário da JMM e pastor da IBBM.
A unidade das igrejas evangélicas em Milão, segundo o casal missionário Pr. Fernando e Ione Pasi, tem sido maravilhosa! “Participarão, dessa marcha, cerca de 50 igrejas evangélicas que pensam como nós, biblicamente falando”, esclarece o Pr. Fernando Pasi.


A Marcha para Jesus, devido a sua intensa divulgação na cidade com frases como “Io ti amo”, “Io ti ascolto”, “Io ti capisco”, “Io ti cerco”, “Io ti conosco” e “Io ti perdono”, todas subscritas com a palavra “Dio”, foi destaque numa reportagem de um veículo de comunicação local que a denominou de "Manifesto de Deus em Milão".
Os missionários, para obterem a licença junto à prefeitura da cidade e ao Cardeal da D'Uomo, tiveram que dar um nome fictício, pois não queriam permitir a realização da Marcha para Jesus que, com certeza, impactará a vida de muitos italianos com a Palavra de Deus.



Fonte: JMM

Google lança serviço para achar vítimas de terremoto no Japão

O Google lançou uma versão da ferramenta de encontrar pessoas voltado estritamente à localização de vítimas do terremoto no Japão nesta sexta-feira.

Um forte tsunami, gerado por um terremoto de magnitude 8,9, matou ao menos 300 pessoas hoje no país e dizimou barcos, carros e casas, gerando ainda incêndios em diversas aéreas afetadas. No entanto, o número de vítimas não deve parar de crescer, já que a polícia informou que entre 200 e 300 corpos foram encontrados em Sendai, na costa nordeste do país, cidade mais atingida pelo tremor.

O site do Google funciona como um quadro de mensagens e um diretório, por meio do qual as pessoas podem procurar por parentes e amigos, além de escreverem notas com o intuito de descobrir se pessoas estão a salvo.

O serviço, que já se comprovou bastante útil em outros desastres de grande magnitude, pode ser adicionado em sites e páginas de redes sociais.

Muitos voluntários de vários países ajudam na composição do banco de dados do sistema de localização de pessoas do Google, cujo uso inicial ocorreu durante o terremoto do Haiti, em janeiro de 2010. A ferramenta foi desenvolvida a partir do trabalho feito após a passagem do furacão Katrina, que devastou a cidade de New Orleans em 2005.

Fonte: Folha Online

Inpe prevê ciclone no ES

Inpe prevê ciclone no ES Meteorologista acredita que fenômeno atinja costa do Espírito Santo.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, está monitorando a possível formação de um ciclone no litoral do Sudeste do país entre o próximo domingo (13) e a segunda-feira (14).

Segundo o diretor do plantão meteorológico do Inpe, Gustavo Escobar, a previsão é de que o ciclone se forme sobre a costa do Espírito Santo.

“O ciclone deve se configurar até segunda-feira e não deve provocar ventos fortes, pois o seu pico será em mar aberto. Não temos muitas certezas, pois o sistema ainda não se formou“, afirmou Escobar.

O meteorologista afirma ser cedo para emitir um alerta para evacuação da população.

“Temos que ter cautela. Estes sistemas são comuns nesta época do ano e a previsão do ciclone se transformar em furacão é muito baixa. Continuaremos monitorando até domingo”, informou.

O Inpe, que fica em São José dos Campos, no interior de São Paulo, repassou as informações meteorológicas à Defesa Civil do Estado do Espírito Santo, pois o ciclone deve se formar perto da praia e pode exigir providências locais, explicou o meteorologista.

Segundo ele, a Marinha alertou embarcações em alto mar sobre a possibilidade de ciclone.

“Estes sistemas mudam rapidamente de posição e intensidade, ainda não temos certeza da área que ele poderá atingir”, disse Escobar.

Fonte: G1

Programa de rádio leva crianças a Cristo

Programa de rádio
 leva crianças a Cristo

Programa oferece voz às crianças carentes, levando-as a conhecerem Jesus
Nos últimos sete anos, o ministério Compaixão Internacional oferece ajuda às crianças carentes em todo o mundo através de um programa de rádio chamado "Speak Up com compaixão."

Wess Stafford, presidente da Compaixão e apresentador do programa de rádio de um minuto disse que o programa "realmente oferece voz às crianças, fazendo com que as pessoas que tomam decisões sobre elas - sejam pais, professores, pastores, os executivos da missão - compreendam a importância das crianças".

"Nós temos correspondentes em 26 países. Eles reúnem perguntas que as crianças gostariam de perguntar. A experiência é assim: uma criança pede sua pergunta, que é traduzida em Inglês", explica Stafford.
Em seguida, Stafford responde à pergunta. "Nós falamos sobre a questão que essa criança levantou".
Então, o apresentador aborda outras questões específicas para a criança, a área em que vive, ou as lutas que as crianças que vivem na pobreza ou lares desfeitos enfrentam diariamente.

Em última análise, o "Fale com Compaixão" encoraja as crianças de perto ou ao redor do mundo. "Se Deus coloca uma criança em sua vida por apenas 60 segundos, você tem a chance de talvez ser o único que diz as coisas certas ou faz a coisa certa que pode mudar a vida dessa criança", observa Stafford.

Stafford disse o programa têm levado as crianças a tornarem-se até pastores. Compaixão constantemente fala do amor para as crianças, incentivando-as a chegarem a Cristo.

Fonte: Mission Network News

Tiros apavoram cristãos em Alagoas


Tiros apavoram cristãos
 em Alagoas Assembleianos estavam na Feira de Missões quando um homem disparou contra um motoqueiro
Estava tudo tranquilo na noite de sábado em mais uma edição da tradicional Feira de Missões realizada mensalmente pela Assembleia de Deus em Benedito Bentes 1, quando pelo menos cinco tiros apavoraram os que participavam da atividade. A cena foi de muita correria tanto dos crentes como dos jovens que curtiam o parque de diversões armado na praça principal do bairro.

Informações do local, ainda pela noite, davam conta de que um rapaz a pé teria efetuado disparos contra um motoqueiro que passava pela praça. Populares disseram que o alvo não foi atingido. Entretanto, o relatório do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), da Polícia Militar de Alagoas, informa que Romero Nascimento de Oliveira, de 23 anos, morador do bairro, foi baleado sim.

O documento da PM divulga que ele foi atendido no mini-pronto socorro Denilma Bulhões, no Benedito Bentes, e, como o caso era mais grave, foi conduzido para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra.

A tentativa de assassinato aconteceu por volta das 20h, exatamente no momento em que muita gente comprava lanches na feira missionária e cantava louvores a Deus. Apesar do susto, nenhum evangélico se feriu ou precisou de atendimento médico. Transeuntes entraram em pânico e muitos até caíram pela rua para se livrar da zona de tiro.

Duas viaturas do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) só chegaram ao local da ocorrência cerca de vinte minutos depois dos tiros. Os policiais fizeram rondas, mas não localizaram o autor dos disparos. Já os crentes continuaram a programação na praça normalmente.


Fonte: Portal AD Alagoas

Prisioneiro cristão relata que tem sofrido maus tratos


Prisioneiro cristão relata que tem sofrido maus tratos Afegão convertido ao cristianismo continua preso sob a acusação de apostasia
O caso de Shoaib Assadulah tem sido acompanhado por cristãos em todo o mundo e, apesar da pressão internacional no último mês para sua libertação, não houve mudanças. O afegão convertido ao cristianismo continua preso sob a acusação de apostasia – crime passível de morte no Afeganistão.

Em uma emocionante carta, Assadullah confirmou as dificuldades que tem enfrentado e pede orações.

"Não só a minha liberdade foi tirada de mim, mas tenho passado por uma pressão psicológica grave fui atacado fisicamente e ameaçado de morte diversas vezes por colegas de cela, principalmente os do Talibã e os antigovernistas.”

Ele ainda descreve e lamenta o falecimento de sua mãe, “que viu seu querido filho ser preso com a ameaça da pena de morte sobre ele”. Impedido de ir ao funeral, Assadulah se angustia por não ter “prestado a homenagem a ela".

Constituição e ONU

O Afeganistão assinou a Declaração Universal dos Direitos do Homem que estipula a liberdade religiosa, incluindo a liberdade de mudar de fé.

A Constituição afegã prevê igualmente uma medida de liberdade religiosa nos termos do artigo 2º, artigo 3º, mas limita a aplicação de todas as leis se forem contrários à "crenças e as disposições da religião sagrada do islamismo".


Fonte: Portas Abertas

Cristãos se unem para combater o tráfico humano e a exploração sexual


Cristãos se unem para combater o tráfico humano e a 
exploração sexual Rede trabalha com orações e políticas públicas para solucionar o problema
Traficantes de seres humanos e exploradores sexuais trabalham em conjunto em toda a Europa causando sofrimento enorme a milhares de pessoas. Desde 2009, a Aliança Evangélica Europeia (AEE) vem reunindo cristãos que trabalham no combate ao tráfico humano e exploração sexual. A Rede Europeia da Liberdade (REL) tornou-se mais um desses membros oficiais nos relatórios da Aliança, que agora conta com 90 parceiros.
Niek Tramper, o Secretário Geral da AEE, disse: "Nós não podemos perder tempo, temos que combater as formas modernas e, por vezes escondidas na escravidão em nosso continente chamado livre. Estou impressionado com a alegria e a energia dos funcionários e voluntários da Rede Europeia da Liberdade de obedecer ao chamado de Jesus para "libertar os cativos". Com alegria os saúdo como uma das redes mais estratégicas da Aliança."
Julia Doxat-Purser, Sócio-Política representante da Rede Européia da Liberdade, acrescentou: "Nossa rede é como o Corpo de Cristo, com membros trabalhando em conjunto para fazer uma grande diferença. Somos uma família de ministérios que compartilham idéias e recursos, trabalhando juntos e sempre incentivando as iniciativas locais. A cooperação nos torna muito mais eficazes. Um número crescente de parceiros doam generosamente seu tempo e esforços para que o nosso trabalho coletivo seja mais forte."
A REL foca na busca de soluções para necessidades e trabalha nesses problemas em equipe. Essas relações permitiram coordenar experiências para auxiliar o trabalho crescente na Roménia, por exemplo. A equipe de Defesa está trabalhando com políticas públicas em vários países. Já a de oração, está desenvolvendo recursos para equipar a Igreja ao redor do mundo com a oração estratégica.
Jennifer Tunehag Roemhildt é a nova associada da Rede Europeia da Liberdade contra o tráfico humano e a prostituição. Ela disse: "Eu acredito que nós temos a oportunidade e a obrigação de responder de maneira redentora para esta crise de exploração. A Igreja global, trabalhando em conjunto a nível local, é uma força poderosa na luta contra o tráfico de seres humanos e a exploração sexual."
A Rede inclui parceiros e amigos da Aliança Cristã Internacional contra a prostituição, a Federação Europeia Batista, a instituição Além das Ruas, AGWM, o Exército da Salvação, a CARE, Pare o Tráfico, JOCUM e muitas outras alianças evangélicas nacionais.
Para obter mais informações sobre a Rede Europeia da Liberdade ou juntar-se a ela para dar suporte em oração ou recursos, entre em contato com a Jennifer Roemhildt Tunehag pelo e-mail jenroemhildt@gmail.com ou com a Aliança Evangélica Europeia - office@europeanea.org.

Fonte: Christian Post / Redação CPAD News

BREVE HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO NO BRASIL



Alderi Souza de Matos

1. O contexto político-religioso (1500-1822)
Portugal surgiu como nação independente da Espanha durante a Reconquista (1139-1249), ou seja, a luta contra os muçulmanos que haviam conquistado boa parte da Península Ibérica vários séculos antes. Seu primeiro rei foi D. Afonso Henriques. O novo país tinha fortes ligações com a Inglaterra, com a qual iria firmar posteriormente o Tratado de Windsor, em 1386. O apogeu da história de Portugal foi o período das grandes navegações e dos grandes descobrimentos, com a conseqüente formação do império colonial português na África, Ásia e América Latina.

No final da Idade Média, a forte integração entre a igreja e o estado na Península Ibérica deu origem ao fenômeno conhecido como “padroado” ou patronato real. Pelo padroado, a Igreja de Roma concedia a um governante civil certo grau de controle sobre uma igreja nacional em apreciação por seu zelo cristão e como incentivo para futuras ações em favor da igreja. Entre 1455 e 1515, quatro papas concederam direitos de padroado aos reis portugueses, que assim foram recompensados por seus esforços no sentido de derrotar os mouros, descobrir novas terras e trazer outros povos para a cristandade.

Portanto, a descoberta e colonização do Brasil foi um empreendimento conjunto do Estado português e da Igreja Católica, no qual a coroa desempenhou o papel predominante. O estado forneceu os navios, custeou as despesas, construiu as igrejas e pagou o clero, mas também teve o direito de nomear os bispos, recolher os dízimos, aprovar documentos e interferir em quase todas as áreas da vida da igreja.

Um dos primeiros representantes oficiais do governo português a visitar o Brasil foi Martim Afonso de Souza, em 1530. Três anos depois, foi implantado o sistema de capitanias hereditárias, que, todavia, não foi bem-sucedido. Diante disso, Portugal começou a nomear governadores-gerais, o primeiro dos quais foi Tomé de Sousa, que chegou em 1549 e construiu Salvador, na Bahia, a primeira capital da colônia.

Com Tomé de Sousa vieram os primeiros membros de uma nova ordem religiosa católica que havia sido oficializada recentemente (1540) – a Sociedade de Jesus ou os jesuítas. Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e seus companheiros foram os primeiros missionários e educadores do Brasil colonial. Essa ordem iria atuar ininterruptamente no Brasil durante 210 anos (1549-1759), exercendo enorme influência sobre sua história religiosa e cultural. Muitos jesuítas foram defensores dos índios, como o afamado padre Antonio Vieira (1608-97). Ao mesmo tempo, eles se tornaram os maiores proprietários de terras e senhores de escravos do Brasil colonial.

Em 1759 a Sociedade de Jesus foi expulsa de todos os territórios portugueses pelo primeiro-ministro do rei D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal (1751-1777). Por causa de sua riqueza e influência, os jesuítas tinham muitos inimigos entre os líderes eclesiásticos, proprietários de terras e autoridades civis. Sua expulsão resultou tanto do anticlericalismo que se alastrava pela Europa quanto do “regalismo” de Pombal, isto é, a noção de que todas as instituições da sociedade, em especial a igreja, deviam ser inteiramente subservientes ao rei. Pombal também determinou a transferência da capital colonial de Salvador para o Rio de Janeiro.

Desde o início da colonização, a coroa portuguesa foi lenta em seu apoio à igreja: a primeira diocese foi fundada em 1551, a segunda somente em 1676 e em 1750 havia apenas oito dioceses no vasto território. Nenhum seminário para o clero secular foi criado até 1739. Todavia, a coroa nunca deixou de recolher os dízimos, que vieram a ser o principal tributo colonial. Com a expulsão dos jesuítas, que eram em grande parte independentes das autoridades civis, a igreja tornou-se ainda mais fraca.

Durante o período colonial, a atuação dos bandeirantes, aventureiros que se embrenhavam pelo interior em busca de pedras preciosas e escravos, foi decisiva para a expansão territorial do Brasil. Suas ações foram facilitadas e incentivadas pela União Ibérica, ou seja, o controle de Portugal pela Espanha durante sessenta anos (1580-1640). Os bandeirantes chegaram a atacar as missões jesuíticas da bacia do rio Paraná, conhecidas como “reduções”, levando centenas de indígenas para os mercados de escravos de São Paulo. A escravidão de índios e negros foi uma constante no período colonial. Outro fenômeno marcante foi a corrida do ouro nas Minas Gerais (1693-1760), que trouxe benefícios e problemas.

No período colonial houve dois tipos bastante distintos de catolicismo no Brasil. Em primeiro lugar, havia a religiosidade dos colonos, escravos e senhores de engenho, centralizada na “casa grande” e caracterizada pela informalidade, pequena ênfase em dogmas, devoção aos santos e Maria e permissividade moral. Ao mesmo tempo, nos centros urbanos havia o catolicismo das ordens religiosas, mais disciplinado e alinhado com Roma. Havia ainda as irmandades, que por vezes tinham bastante independência em relação à hierarquia.

Em conclusão, no período colonial o estado exerceu um rígido controle sobre a área eclesiástica. Com isso a igreja teve dificuldade em realizar adequadamente o seu trabalho evangelístico e pastoral. O catolicismo popular era culturalmente forte, mas débil nos planos espiritual e ético. Apesar das suas debilidades, a igreja foi um importante fator na construção da unidade e da identidade nacional.

2. Presença protestante no Brasil colonial

Nos séculos 16 e 17, duas regiões do Brasil foram invadidas por nações européias: a França e a Holanda. Muitos dos invasores eram protestantes, o que provocou forte reação dos portugueses numa época em que estava em pleno curso a Contra-Reforma, ou seja, o esforço da Europa católica no sentido de deter e mesmo suprimir o protestantismo. O esforço pela expulsão dos invasores fortaleceu a consciência nacional, mas ao mesmo tempo aumentou o isolamento do Brasil.

2.1 Os franceses na Guanabara (1555-1567)

Em dezembro de 1555 chegou à baía de Guanabara uma expedição comandada por Nicolas Durand de Villegaignon. O empreendimento contou com o apoio do almirante Gaspard de Coligny (1519-1572), um simpatizante e futuro correligionário dos protestantes franceses (huguenotes).

Inicialmente, Villegaignon se mostrou simpático à Reforma. Escreveu ao reformador João Calvino, em Genebra, na Suíça, pedindo pastores e colonos evangélicos para sua colônia. Uma segunda expedição chegou em 1557, trazendo um pequeno grupo de huguenotes liderados pelos pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier. Um integrante da comitiva era Jean de Léry, que mais tarde se tornou pastor e escreveu o livro História de uma viagem à terra do Brasil, publicado em Paris, em 1578. No dia 10 de março de 1557 esse grupo realizou o primeiro culto protestante da história do Brasil e das Américas.

Rapidamente surgiram divergências entre Villegaignon e os calvinistas acerca dos sacramentos e de outras questões. O pastor Chartier foi enviado de volta para a França e os colonos protestantes foram expulsos. O navio em que vários deles voltaram para a França começou a apresentar problemas e cinco deles se ofereceram para retornar à terra: Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon,, André Lafon e Jacques le Balleur.

Em resposta a uma série de perguntas apresentadas pelo comandante, esses homens escreveram um belo documento, a Confissão de fé da Guanabara (1558). Três deles foram executados por causa de suas convicções. André Lafon, o único alfaiate da colônia, teve a vida poupada. Le Balleur fugiu para São Vicente, ficou encarcerado por vários anos em Salvador, e finalmente foi levado para o Rio de Janeiro em 1567, sendo enforcado quando os últimos franceses foram expulsos pelos portugueses.

Os calvinistas tiveram uma preocupação missionária em relação aos índios, mas pouco puderam fazer por eles. Léry expressou atitudes contraditórias que provavelmente eram típicas dos seus comanheiros: embora interessado na situação espiritual dos indígenas, a relutância dos mesmos em aceitar a fé cristã o levou a concluir que eles talvez estivessem entre os não-eleitos. A França Antártica entrou para a história como a primeira tentativa de se estabelecer uma igreja e um trabalho missionário protestante na América Latina.

2.2 Os holandeses no Nordeste (1630-1654)

Em 1568 as Províncias Unidas dos Países Baixos tornaram-se independentes da Espanha. A nova e próspera nação calvinista criou em 1621 a Companhia das Índias Ocidentais, na época em que Portugal estava sob o domínio da Espanha (1580-1640). Em 1624 os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte.

Em 1630 a Companhia das Índias Ocidentais tomou Recife e Olinda e dentro de cinco anos apossou-se de grande parte do nordeste brasileiro. O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou por apenas sete anos (1637-1644). Ele foi notável administrador e incentivador das ciências e das artes. Concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos habitantes católicos e judeus do Brasil holandês.

Os holandeses criaram sua própria igreja estatal nos moldes da Igreja Reformada da Holanda. Durante os 24 anos de dominação, foram organizadas 22 igrejas e congregações, dois presbitérios e um sínodo. As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores (“predicantes”), além de pregadores auxiliares (“proponentes”) e outros oficiais. Havia também muitos “consoladores dos enfermos” e professores de escolas paroquiais.

As igrejas destacaram-se pela sua atuação beneficente e sua ação missionária junto aos índios. Havia planos de preparação de um catecismo, tradução da Bíblia e ordenação de pastores indígenas. Todavia, levados por considerações econômicas e agindo contra as suas convicções religiosas, os holandeses mantiveram intacto o sistema de escravidão negra, ainda que tenham concedido alguns direitos aos escravos.

Após alguns anos de divergências com os diretores da Companhia das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau renunciou em 1644 e no ano seguinte começou a revolta dos portugueses e brasileiros contra os invasores, que finalmente foram expulsos em 1654. No restante do período colonial, o Brasil manteve-se isolado, sendo inteiramente vedada a entrada de protestantes. Porém, com a transferência da família real portuguesa, em 1808, abriram-se as portas do país para a entrada legal dos primeiros protestantes (anglicanos ingleses).

3. Igreja e Estado no Brasil Império (1822-1889)

Com a independência do Brasil, surgiu a necessidade de atrair imigrantes europeus, inclusive protestantes. A Constituição Imperial, promulgada em 1824, concedeu-lhes certa liberdade de culto, ao mesmo tempo em que confirmou o catolicismo como religião oficial. Até a Proclamação da República, os protestantes enfrentariam sérias restrições no que diz respeito ao casamento civil, uso de cemitérios e educação.

Desde o século 18, começaram a se tornar influentes no Brasil novos conceitos e movimentos surgidos na Europa, tais como o iluminismo, a maçonaria, o liberalismo político e os ideais democráticos americanos e franceses. Tais idéias tornaram-se especialmente influentes entre os intelectuais, políticos e sacerdotes, e tiveram dois efeitos importantes na área religiosa: o enfraquecimento da Igreja Católica e uma crescente abertura ao protestantismo.

O liberalismo de muitos religiosos brasileiros, inclusive bispos, é ilustrado pelo padre Diogo Antonio Feijó (regente do império de 1835 a 1837), que em diferentes ocasiões propôs a legalização do casamento clerical, sugeriu que os irmãos morávios fossem convidados para educar os índios brasileiros e defendeu um concílio nacional para separar a igreja brasileira de Roma.

O imperador D. Pedro II (1841-1889) utilizou plenamente seus direitos legais de padroado, bem como os poderes adicionais do recurso (em casos de disciplina eclesiástica) e do beneplácito (censura de todos os documentos eclesiásticos antes de sua publicação no Brasil), em virtude da sua preocupação com o ultramontanismo. Um autor comenta que, durante o longo reinado de Pedro II, a igreja não passou de um departamento do governo.

Todavia, no pontificado do papa Pio IX (1846-1878) Roma começou a exercer um maior controle sobre a igreja brasileira. As idéias da encíclica Quanta cura e seu Sílabo de Erros tiveram rápida difusão, apesar de não terem recebido o beneplácito de Pedro II. O Sílabo atacou violentamente a maçonaria numa época em que os principais estadistas brasileiros e o próprio imperador estavam ligados às lojas. Isto acabou desencadeando a famosa “Questão Religiosa” (1872-75), um sério confronto entre o governo e dois bispos do norte do Brasil (D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira e D. Antônio de Macedo Costa) que enfraqueceu o Império e contribuiu para a Proclamação da República.

A Questão Religiosa marcou o início da renovação católica no Brasil, que se aprofundou no período republicano. À medida que afirmava sua autonomia diante do Estado, a Igreja tornou-se mais universalística e mais romana. O próprio sacerdócio tornou-se mais estrangeiro. Ao mesmo tempo, ela teve de enfrentar a concorrência de outros grupos religiosos e ideológicos além do protestantismo, tais como o positivismo e o espiritismo.

O século 19 testemunhou um longo esforço dos protestantes no sentido de obter completa legalidade e liberdade no Brasil, 80 anos de avanço lento, porém contínuo, em direção à plena tolerância (1810-1890). Um passo importante na conquista da liberdade de expressão e de propaganda ocorreu quando o missionário Robert Reid Kalley, pressionado pelas autoridades, consultou alguns juristas destacados e obteve opiniões favoráveis quanto às suas atividades religiosas. Finalmente, em 1890, um decreto do governo republicano consagrou a separação entre a Igreja e o Estado, assegurando aos protestantes pleno reconhecimento e proteção legal. A nova expressão religiosa se implantou no Brasil em duas fases: protestantismo de imigração e protestantismo missionário.

4. Protestantismo de imigração 

O historiador Boanerges Ribeiro observa que “ao iniciar-se o século XIX, não havia no Brasil vestígio de protestantismo” (Protestantismo no Brasil monárquico, p. 15). Em janeiro de 1808, com a chegada da família real ao Rio de Janeiro, o príncipe-regente João decretou a abertura dos portos do Brasil às nações amigas. Em novembro, um novo decreto concedeu amplos privilégios a imigrantes de qualquer nacionalidade ou religião.

Em fevereiro de 1810, Portugal assinou com a Inglaterra tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação. Este último, em seu artigo 12, concedeu aos estrangeiros “perfeita liberdade de consciência” para praticarem sua fé. Tratava-se de uma tolerância limitada, porque vinha acompanhada da proibição de fazer prosélitos e de falar contra a religião oficial. Além disso, as capelas protestantes não teriam forma exterior de templo nem poderiam utilizar sinos.

O primeiro capelão anglicano, Robert C. Crane, chegou em 1816. A primeira capela anglicana foi inaugurada no Rio de Janeiro em 26 de maio de 1822; seguiram-se outras nas principais cidades litorâneas. Outros estrangeiros protestantes que chegaram nos primeiros tempos foram americanos, suecos, dinamarqueses, escoceses, franceses e especialmente alemães e suíços, de tradição luterana e reformada.

Boanerges Ribeiro continua: “Quando se proclamou a Independência, contudo, ainda não havia igreja protestante no país. Não havia culto protestante em língua portuguesa. E não há notícia de existir, então, sequer um brasileiro protestante” (Ibid., p. 18). Com a independência, houve grande interesse na vida de imigrantes, inclusive protestantes. Isso exigiu que se garantissem os direitos religiosos desses imigrantes. A Constituição Imperial de 1824 afirmou no artigo 5º: “A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo”.

Em 1820, um contingente de suíços católicos iniciou a colônia de Nova Friburgo. Logo a área foi abandonada e oferecida a alemães luteranos que chegaram em maio de 1824. Eram 324 imigrantes acompanhados do seu pastor, Friedrich Oswald Sauerbronn (1784-1864). A maior parte dos imigrantes alemães foi para o sul, cerca de 4.800 entre 1824 e 1830, 60% dos quais eram protestantes. Seus primeiros pastores foram Johann Georg Ehlers, Karl Leopold Voges e Friedrich Christian Klingelhöffer.

Em junho de 1827, por iniciativa do cônsul da Prússia, Wilhelm von Theremin, foi criada no Rio de Janeiro a Comunidade Protestante Alemã-Francesa, congregando luteranos e calvinistas, cujo primeiro pastor foi Ludwig Neumann. Em 1837, o primeiro santuário passou a funcionar em um edifício alugado, sendo o edifício próprio inaugurado em 1845.

Por falta de ministros ordenados, os primeiros luteranos organizaram sua própria vida religiosa. Elegeram leigos para serem pastores e professores, os “pregadores-colonos”. Todavia, na década de 1850, a Prússia e a Suíça “descobriram” os alemães do sul do Brasil e começaram a enviar-lhes missionários e ministros. Isso criou uma igreja mais institucional e européia.

Em 1868, o Rev. Hermann Borchard, que havia chegado em 1864, e outros colegas fundaram o Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul, que foi extinto em 1875. Em 1886, o Rev. Wilhelm Rotermund (chegado em 1874), organizou o Sínodo Rio-Grandense, que se tornou modelo para outras organizações similares. Até o final da II Guerra Mundial as igrejas luteranas permaneceram culturalmente isoladas da sociedade brasileira.

Uma conseqüência importante da imigração protestante é o fato de que ela ajudou a criar as condições que facilitaram a introdução do protestantismo missionário no Brasil. O autor Erasmo Braga observou que, à medida que os imigrantes alemães exigiam garantias legais de liberdade religiosa, estadistas liberais criaram “a legislação avançada que, durante o longo reinado de D. Pedro II, protegeu as missões evangélicas da perseguição aberta e até mesmo colocou as comunidades não-católicas sob a proteção das autoridades imperiais” (The Republic of Brazil, p. 49). Em 1930, de uma comunidade protestante de 700 mil pessoas no país, as igrejas imigrantes tinham aproximadamente 300 mil filiados. A maior parte estava ligada à Igreja Evangélica Alemã do Brasil (215 mil) e vivia no Rio Grande do Sul.

5. Protestantismo missionário (1835-1889)

As primeiras organizações protestantes que atuaram junto aos brasileiros foram as sociedades bíblicas: Britânica e Estrangeira (1804) e Americana (1816). Havia duas traduções da Bíblia em português, uma protestante, feita pelo Rev. João Ferreira de Almeida (1628-1691), e outra católica, do padre Antônio Pereira de Figueiredo (1725-1797). Os primeiros agentes oficiais das sociedades bíblicas foram: da SBA, James C. Fletcher (1855); da SBBE, Richard Corfield (1856). Nesse período pioneiro, foi muito importante o trabalho dos colportores, isto é, vendedores de Bíblias e literatura religiosa.

A Igreja Metodista Episcopal foi a primeira denominação a iniciar atividades missionárias junto aos brasileiros (1835-1841). Seus obreiros iniciais foram Fountain E. Pitts, Justin Spaulding e Daniel Parish Kidder. Eles fundaram no Rio de Janeiro a primeira escola dominical do Brasil. Também atuaram como capelães da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros, fundada em 1828.

Daniel P. Kidder foi uma figura importante dos primórdios do protestantismo brasileiro. Ele viajou por todo o país, vendeu Bíblias e manteve contactos com intelectuais e políticos destacados, como o padre Diogo Antônio Feijó, regente do império (1835-1837). Kidder escreveu o livro Reminiscências de viagens e permanência no Brasil, publicado em 1845, um clássico que despertou grande interesse pelo Brasil.

James Cooley Fletcher (1823-1901) era pastor presbiteriano. Estudou no Seminário de Princeton e na Europa, e se casou com uma filha de César Malan, teólogo calvinista de Genebra. Chegou ao Brasil em 1851 como o novo capelão da Sociedade dos Amigos dos Marinheiros e como missionário da União Cristã Americana e Estrangeira. Atuou como secretário interino da legação americana no Rio de Janeiro e foi o primeiro agente oficial da Sociedade Bíblica Americana. Foi um promotor entusiasta do protestantismo e do “progresso”. Escreveu O Brasil e os brasileiros, publicado em 1857, uma versão atualizada da obra de Kidder.

Robert Reid Kalley (1809-1888) era natural da Escócia. Estudou medicina e foi trabalhar como missionário na Ilha da Madeira (1838). Oito anos depois, escapou de uma violenta perseguição e foi com seus paroquianos para os Estados Unidos. Fletcher sugeriu que ele fosse para o Brasil, onde Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley (1825-1907) chegaram em maio de 1855. No mesmo ano, fundaram em Petrópolis a primeira escola dominical permanente do país (19 de agosto). Em 11 de julho de 1858, Kalley fundou a Igreja Evangélica, depois Igreja Evangélica Fluminense (1863), cujo primeiro membro brasileiro foi Pedro Nolasco de Andrade. Kalley teve importante atuação na defesa da liberdade religiosa (1859). Sua esposa foi autora do famoso hinário Salmos e hinos (1861). A Igreja Fluminense aprovou sua base doutrinária, elaborada por Kalley, em 2 de julho de 1876. No mesmo ano, o missionário voltou em definitivo para a Escócia. Os estatutos da igreja foram aprovados pelo governo imperial em 22 de novembro de 1880.

Os missionários pioneiros da Igreja Presbiteriana foram Ashbel Green Simonton (1859), Alexander Latimer Blackford (1860) e Francis Joseph Christopher Schneider (1861). As primeiras igrejas organizadas foram as do Rio de Janeiro (1862), São Paulo (1865) e Brotas (1865). Duas importantes realizações iniciais foram o jornal Imprensa Evangélica (1864-1892) e o Seminário do Rio de Janeiro (1867-1870). O primeiro pastor evangélico brasileiro foi o ex-sacerdote José Manoel da Conceição, ordenado em 17 de dezembro de 1865. Em 1870, os presbiterianos fundaram em São Paulo a Escola Americana (atual Universidade Mackenzie). Em 1888, foi organizado o Sínodo do Brasil, que marcou a autonomia eclesiástica da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Após a Guerra Civil americana (1861-1865), muitos imigrantes norte-americanos se estabeleceram no interior da Província de São Paulo. Eles foram seguidos por missionários presbiterianos, metodistas e batistas. Os pioneiros enviados pela Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos (PCUS) foram George Nash Morton e Edward Lane (1869). Eles fundaram o Colégio Internacional, instalado oficialmente em 1873.

A Igreja Metodista Episcopal (do sul dos Estados Unidos) enviou Junius E. Newman para trabalhar junto aos imigrantes (1876). O primeiro missionário aos brasileiros foi John James Ransom, que chegou em 1876 e dois anos depois organizou a primeira igreja no Rio de Janeiro. A professora Martha Hite Watts iniciou uma escola para moças em Piracicaba (1881). A partir de 1880, a I.M.E. do norte dos EUA enviou obreiros ao norte do Brasil (William Taylor, Justus H. Nelson) e ao Rio Grande do Sul. A Conferência Anual Metodista foi organizada em 1886 pelo bispo John C. Granbery, com a presença de apenas três missionários.

Os primeiros missionários da Igreja Batista, Thomas Jefferson Bowen e sua esposa (1859-1861), não foram bem sucedidos. Em 1871, os imigrantes batistas de Santa Bárbara organizaram duas igrejas. Os primeiros missionários junto aos brasileiros foram William Buck Bagby, Zachary Clay Taylor e suas esposas (chegados em 1881-1882). O primeiro membro e pastor batista brasileiro foi o ex-padre Antônio Teixeira de Albuquerque, que já estivera ligado aos metodistas. Em 1882 o grupo fundou a primeira igreja brasileira em Salvador, na Bahia. A Convenção Batista Brasileira foi criada em 1907.

A Igreja Protestante Episcopal foi a última das denominações históricas a iniciar trabalho missionário no Brasil. Um importante e controvertido precursor havia sido Richard Holden (1828-1886), que durante três anos atuou com poucos resultados no Pará e na Bahia (1861-1864). O trabalho permanente teve início em 1890 com James Watson Morris e Lucien Lee Kinsolving. Inspirados pela obra de Simonton e por um folheto sobre o Brasil, eles se estabeleceram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um estado até então pouco ocupado por outras missões. Em 1899, Kinsolving tornou-se o primeiro bispo residente da Igreja Episcopal do Brasil.

6. Igreja e estado: período republicano

A separação entre a igreja e o estado foi efetivada pelo Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, que consagrou a plena liberdade de culto. Em fevereiro de 1891, a primeira Constituição republicana confirmou a separação entre a igreja e o estado, bem como proclamou outras medidas liberais como a plena liberdade de culto, o casamento civil obrigatório e a secularização dos cemitérios. Sob influências liberais e positivistas, a Constituição omitiu o nome de Deus, afirmando assim a caráter não religioso do novo regime, e a Igreja Católica foi colocada em pé de igualdade com todos os outros grupos religiosos; a educação foi secularizada, sendo a religião omitida do novo currículo. Em uma carta pastoral de março de 1890, os bispos deram as boas-vindas à República, mas também repudiaram a separação entre a igreja e o estado.

A partir de então, a Igreja teve duas grandes preocupações: obter o apoio do Estado e aumentar a sua influência na sociedade. Um dos primeiros passos foi fortalecer a estrutura interna da igreja: criaram-se novas estruturas eclesiásticas (dioceses, arquidioceses, etc.) e fundaram-se novos seminários. Foi incentivada a vinda de muitos religiosos estrangeiros para o Brasil (capuchinhos, beneditinos, carmelitas, franciscanos). A igreja também manteve sua firme oposição contra a modernidade, o protestantismo, a maçonaria e outros movimentos.

Dois grandes líderes foram especialmente influentes nesse esforço renovador: primeiro, o padre Júlio Maria, que desde 1890 até sua morte em 1916 foi muito ativo como pregador e escritor, visando mobilizar a igreja e tornar o Brasil verdadeiramente católico. Ainda mais notável foi D. Sebastião Leme da Silveira Cintra (1882-1942), o líder responsável pela orientação e mobilização da Igreja Católica brasileira na primeira metade do século 20, como arcebispo de Olinda e Recife (1916-21), coadjutor no Rio de Janeiro (1921-30) e cardeal arcebispo do Rio até a sua morte.

Em 1925, D. Leme propôs emendas à constituição que dariam reconhecimento oficial à Igreja Católica como a religião dos brasileiros e permitiriam a educação religiosa nas escolas públicas. As chamadas “emendas Plínio Marques” enfrentaram a vigorosa oposição dos protestantes, maçons, espíritas e da imprensa, sendo eventualmente rejeitadas. Todavia, mediante um decreto de abril de 1930, Getúlio Vargas permitiu o ensino religioso nas escolas. Por fim, a Constituição de 1934 incluiu todas as exigências católicas, sem oficializar o catolicismo. O Centro Dom Vital, cujos líderes iniciais foram Jackson de Figueiredo e Alceu de Amoroso Lima, deu continuidade à luta pela ascendência católica. A agenda da Liga Eleitoral Católica incluía tópicos como a oficialização do catolicismo, o casamento religioso, o ensino religioso nas escolas públicas, capelanias católicas nas forças armadas e sindicatos católicos. Também foram realizadas campanhas contra as missões estrangeiras protestantes.

7. Católicos e protestantes

Nas primeiras décadas do período republicano, os protestantes tiveram diferentes atitudes diante da reação católica. Uma delas foi a criação de uma frente unida contra o catolicismo. A entidade conhecida como Aliança Evangélica havia sido criada inicialmente na Inglaterra (1846) e nos Estados Unidos (1867). A congênere brasileira surgiu em São Paulo, em julho de 1903, tendo como presidente Hugh C. Tucker (metodista) e como secretário F. P. Soren (batista). Todavia, o Congresso do Panamá e a subsequente Conferência do Rio de Janeiro, em 1916, revelaram atitudes divergentes em relação ao catolicismo, sendo alguns elementos, principalmente norte-americanos, favoráveis a uma aproximação e mesmo colaboração com a igreja católica. Uma das questões discutidas foi o rebatismo ou não de católicos convertidos à fé evangélica. Esse período também viu o recrudescimento de perseguições contra os protestantes em muitos lugares do Brasil.

Na década de 1920, a Comissão Brasileira de Cooperação, liderada pelo Rev. Erasmo de Carvalho Braga (1877-1932) procurou unir as igrejas evangélicas na luta pela preservação dos seus direitos e no exercício de um testemunho profético junto à sociedade brasileira. Esse esforço teve prosseguimento até os anos 60 na Confederação Evangélica do Brasil. Após 1964, as relações das igrejas evangélicas e da Igreja Católica com o estado brasileiro tomaram rumos por vezes diametralmente opostos, cujas conseqüências se fazem sentir até os dias de hoje.

8. Progressistas x conservadores

Nas primeiras décadas do século 20, o protestantismo brasileiro sofreu a influência de algumas correntes teológicas norte-americanas, como o evangelho social, o movimento ecumênico e o fundamentalismo. Inspirado em parte pelos dois primeiros, surgiu um notável esforço cooperativo entre as igrejas históricas, sob a liderança do Rev. Erasmo Braga, secretário da Comissão Brasileira de Cooperação (1917). Essa entidade se uniu em 1934 à Federação das Igrejas Evangélicas do Brasil e ao Conselho Nacional de Educação Religiosa para formar a Confederação Evangélica do Brasil (CEB). Nos anos 50 e início da década de 60, a CEB criou a Comissão de Igreja e Sociedade (1955), depois Setor de Responsabilidade Social da Igreja. Sua quarta reunião, conhecida como Conferência do Nordeste, realizada em Recife em 1962, teve como tema “Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro”. Seus líderes foram Carlos Cunha, Almir dos Santos e Waldo César, sendo preletores Sebastião G. Moreira, Joaquim Beato, João Dias de Araújo e o bispo Edmundo K. Sherill.

O movimento ecumênico havia surgido com a Conferência Missionária Mundial (1910), em Edimburgo, na Escócia, que deu origem ao Concílio Missionário Internacional (1921). Outros dois movimentos, “Vida e Trabalho” e “Fé e Ordem” se uniram para formar o Conselho Mundial de Igrejas (Utrecht, 1938; Amsterdã, 1948). Algumas das primeiras igrejas brasileiras a se filiarem a essa organização foram a metodista (1942), a luterana (1950), a episcopal (1965) e a Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo (1968).

Por fim, o espírito denominacional suplantou o ecumenismo. Duncan Reily observa: “O ecumenismo no Brasil foi muito mais um projeto dos missionários e das sociedades missionárias do que dos brasileiros” (História Documental, 233). Além de algumas igrejas históricas, também se opuseram ao ecumenismo os grupos pentecostais, as “missões de fé” e “missões indenominacionais”, e o movimento fundamentalista de Carl McIntire.

9. Denominações históricas (1889-1964)

9.1 Igreja Congregacional

Essa foi a primeira denominação brasileira inteiramente nacional (não sujeita a nenhuma junta missionária). Até 1913, foram organizadas somente treze igrejas congregacionais no Brasil, todas autônomas. Oito eram filhas da Igreja Fluminense: Pernambucana (1873), Passa Três (1897), Niterói (1899), Encantado (1903), Paranaguá, Paracambi e Santista (1912), Paulistana (1913), e três da Igreja Pernambucana: Vitória (1905), Jaboatão (1905) e Monte Alegre (1912). Em julho de 1913, essas igrejas se reuniram em 1ª Convenção Geral, no Rio de Janeiro. Daí até 1942, a denominação mudou de nome dez vezes.

Os ingleses fundaram missões para atuar na América do Sul: Help for Brazil (criada em 1892 por iniciativa de Sarah Kalley e outros), South American Evangelical Mission (Argentina) e Regions Beyond Missionary Union (Peru). Após a Conferência de Edimburgo (1910), essas missões vieram a constituir a União Evangélica Sul-Americana – UESA (1911). Dos seus esforços, surgiu no Brasil a Igreja Cristã Evangélica.

Os congregacionais uniram-se à Igreja Cristã Evangélica em 1942, formando a União das Igrejas Congregacionais e Cristãs do Brasil. Separaram-se em 1969, tomando o nome de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. A outra ala dividiu-se em duas: Igreja Cristã Evangélica no Brasil (Anápolis) e Igreja Cristã Evangélica do Brasil (São Paulo).

9.2 Igreja Presbiteriana

A Igreja Presbiteriana do Brasil alcançou sua autonomia formal em 1888, com a criação do Sínodo Presbiteriano. Surgiu então uma crise no período 1892-1903 em torno das questões missionária, educativa e maçônica que resultou em divisão, surgindo a Igreja Presbiteriana Independente. Dois eventos significativos no início do século 20 foram a criação da Assembléia Geral (1910) e o estabelecimento de um plano de cooperação entre a igreja e as missões americanas, conhecido como Modus Operandi ou “Brazil Plan” (1917). Com a Constituição de 1937, a Assembléia Geral foi transformada em Supremo Concílio. Em 1955 surgiu o Conselho Interpresbiteriano, criado para gerir as relações da igreja com as missões americanas e com as juntas missionárias nos Estados Unidos.

Em 1948, Samuel Rizzo representou a IPB na Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas em Amsterdã. No ano seguinte, a igreja optou pela “eqüidistância” entre o CMI e o CIIC de Carl McIntire. Em 1962, o Supremo Concílio aprovou o “Pronunciamento Social da IPB”.

Entre a juventude surgiu um crescente questionamento da posição conservadora da igreja. Um importante canal de expressão foi o controvertido Jornal Mocidade (1944). Billy Gammon, filha do Rev. Samuel Gammon, foi nomeada secretária da mocidade a partir de 1946. Até 1958 o número de sociedades locais cresceu de 150 para 600, com 17 mil membros. O Rev. M. Richard Shaull veio ao Brasil para trabalhar entre universitários. Em 1953 tornou-se professor do Seminário Presbiteriano de Campinas e começou a cooperar com o Departamento de Mocidade e a União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB). Tornou-se uma voz influente na mocidade evangélica em geral. Em 1962, o Supremo Concílio reestruturou o Departamento de Mocidade, tirando sua autonomia.

Igreja Presbiteriana Fundamentalista: Israel Gueiros, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Recife e ligado ao Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (Carl McIntire) liderou uma campanha contra o Seminário do Norte sob a acusação de modernismo. Fundou outro seminário e foi deposto pelo Presbitério de Pernambuco em julho de 1956. Em 21 de setembro do mesmo ano foi organizada a IPFB com quatro igrejas locais (inclusive elementos batistas e congregacionais), que formaram um presbitério com 1800 membros.

9.3 Igreja Presbiteriana Independente

Essa igreja surgiu em 1903 como uma denominação totalmente nacional, sem qualquer vinculação com igrejas estrangeiras. Resultou do projeto nacionalista de Eduardo Carlos Pereira (1856-1923). Em 1907 tinha 56 igrejas e 4.200 membros comungantes. Fundou um seminário em São Paulo. Em 1908 foi instalado o Sínodo, inicialmente com três presbitérios. Mais tarde, em 1957, foi criado o Supremo Concílio, com três sínodos, dez presbitérios, 189 igrejas locais e 105 pastores. Seu jornal oficial era O Estandarte, fundado em 1893. Após o Congresso do Panamá (1916), a IPI aproximou-se da IPB e das outras igrejas evangélicas. A partir de 1930, surgiu um movimento de intelectuais (entre eles o Rev. Eduardo Pereira de Magalhães, neto de Eduardo Carlos Pereira) que pretendia reformar a liturgia, certos costumes eclesiásticos e até mesmo a Confissão de Fé. A questão eclodiu no Sínodo de 1938. Um grupo organizou a Liga Conservadora, liderada pelo Rev. Bento Ferraz. A elite liberal retirou-se da IPI em 1942 e formou a Igreja Cristã de São Paulo.

A Igreja Presbiteriana Conservadora foi fundada pelos membros da Liga Conservadora em 1940. Em 1957, contava com mais de vinte igrejas, em quatro estados, e tinha um seminário. Seu órgão oficial é O Presbiteriano Conservador. Filiou-se à Aliança Latino-Americana de Igrejas Cristãs e à Confederação de Igreja Evangélicas Fundamentalistas do Brasil.

9.4 Igreja Metodista

A Conferência Anual Metodista foi organizada no Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1886 pelo bispo John C. Granbery, enviado ao Brasil pela Igreja Metodista Episcopal do Sul. Tinha apenas três missionários, James L. Kennedy, John W. Tarboux e Hugh C. Tucker, sendo a menor conferência anual já criada na história do metodismo. Em 1899, a IME do Norte transferiu seu trabalho no Rio Grande do Sul para a Conferência Anual. Em 1910 e 1919 surgiram outras duas conferências (norte, sul e centro).

A Junta de Nashville continuou a interferir na vida da igreja de modo indevido, culminando com a insistência em nomear o presidente do Colégio Granbery (1917). Cresceu o movimento pelo sustento próprio, liderado por Guaracy Silveira. Em 1930 a IMES cedeu a autonomia desejada. No dia 2 de setembro de 1930, na Igreja Metodista Central de São Paulo, foi organizada a Igreja Metodista do Brasil. O primeiro bispo eleito foi o velho missionário John William Tarboux. O primeiro bispo brasileiro foi César Dacorso Filho (1891-1966), eleito em 1934, que por doze anos (1936-1948) foi o único bispo da igreja. A Igreja Metodista foi a primeira denominação brasileira a filiar-se ao Concílio Mundial de Igrejas (1942).

9.5 Igreja Batista

A Convenção Batista Brasileira foi organizada no dia 24 de junho de 1907 na Primeira Igreja Batista da Bahia (Salvador), quando 43 delegados, representando 39 igrejas, aprovaram a “Constituição Provisória das Igrejas Batistas do Brasil”.

Na chamada “questão radical”, líderes batistas do nordeste apresentaram um memorial aos missionários em 1922 e um manifesto à Convenção em 1925 reivindicando maior participação nas decisões, principalmente na área financeira. Não atendidos, mais tarde organizaram-se como um facção separada da Convenção e da Junta. As bases de cooperação entre a igreja brasileira e a Junta de Richmond voltaram a ser discutidas em 1936 e 1957.

9.6 Igreja Luterana

O Sínodo Rio-Grandense surgiu em 1886. Posteriormente, surgiram outros sínodos autônomos: Sínodo da Caixa de Deus ou “Igreja Luterana” (1905), com forte ênfase confessional; Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná (1911) e Sínodo Brasil Central (1912). O Sínodo Rio-Grandense, ligado à Igreja Territorial da Prússia, filiou-se à Federação Alemã das Igrejas Evangélicas em 1929. Em 1932, o Sínodo Luterano também se filiou à federação e começou a se aproximar dos outros sínodos. Em 1939 o Estado Novo exigiu que toda a pregação pública fosse feita em português.

Em 1949 os quatro sínodos se organizaram em Federação Sinodal, a Igreja Luterana propriamente dita. No ano seguinte a igreja solicitou admissão ao Conselho Mundial de Igrejas e em 1954 adotou o nome de Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). A Igreja Luterana filiou-se à Confederação Evangélica do Brasil em 1959.

9.7 Igreja Episcopal

Uma Convocação especial reunida em Porto Alegre em 30 de maio de 1898 definiu a relação formal entre a missão e a Igreja Episcopal dos Estados Unidos e elegeu Lucien Lee Kinsolving como o primeiro bispo residente da igreja brasileira. Ele foi sagrado bispo em Nova York em 6 de janeiro de 1899) e foi o único bispo episcopal no Brasil até 1925. O primeiro bispo brasileiro foi Athalício Theodoro Pithan, sagrado em 21 de abril de 1940.

Em abril de 1952, foi instalado o Sínodo da Igreja Episcopal Brasileira, contando com três bispos: Athalício T. Pithan, Luís Chester Melcher e Egmont Machado Krischke. Em 25 de abril de 1965 a Igreja Episcopal do Brasil obteve da igreja-mãe sua plena emancipação administrativa e passou a ser uma província autônoma da Comunhão Anglicana. Logo em seguida, filiou-se ao CMI.

10. Denominações Históricas (após 1964)

Dois eventos cruciais na década de 60 foram: (a) o Concílio Vaticano II (1962-65), que marcou a abertura aos protestantes (“irmãos separados”) e revelou novas concepções sobre o culto, a missão da igreja e a relação com a sociedade; (b) o Golpe de 1964 e o regime militar no Brasil.

10.1 Igreja Presbiteriana

Esse período marcou o fim do antigo relacionamento da IPB com as missões norte-americanas. Em 1954 havia sido criado o Conselho Interpresbiteriano. Em 1962, a Missão Brasil Central propôs-se a entregar à igreja brasileira toda a sua obra evangelística, educativa e médica. Em 1972 a igreja rompeu com a Missão Brasil Central, sendo uma das possíveis causas a adoção da Confissão de 1967 pela Igreja Presbiteriana Unida dos EUA. Em 1973 a IPB rompeu relações com a Igreja Unida (criada em 1958) e firmou novo convênio com a missão da Igreja do Sul.

Duas questões candentes da época foram o ecumenismo e a postura social. A igreja enviou representantes à assembléia do Conselho Mundial de Igreja em Amsterdã (1948) e observadores a outras assembléias. Missionários como Richard Shaull deram ênfase a questões sociais, influenciando os seminários e a mocidade da igreja. O Supremo Concílio de 1962 realizou um importante pronunciamento social.

Houve uma forte reação conservadora no Supremo Concílio de 1966, em Fortaleza, com a eleição de Boanerges Ribeiro, reeleito em 1970 e 1974. As principais preocupações do período foram a ortodoxia, a evangelização e a rejeição do ecumenismo. Multiplicaram-se os processos contra pastores, igrejas locais e concílios.

Nessa época surgiram alguns grupos dissidentes, como o Presbitério de São Paulo e a Aliança de Igrejas Reformadas (1974), que defendiam maior flexibilidade doutrinária. Em setembro de 1978, na cidade de Atibaia, foi criada a Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas (FENIP).

10.2 Igreja Presbiteriana Independente

A IPI inicialmente teve uma postura menos rígida que a IPB, mas a partir de 1972 tornou-se mais inflexível quanto ao ecumenismo e à renovação carismática. Em 1978 admitiu aos seus presbitérios os três primeiros missionários da sua história, Richard Irwin, Albert James Reasoner e Gordon S. Trew, que antes colaboravam com a IPB. Em 1973, um segmento separou-se para formar a Igreja Presbiteriana Independente Renovada, que depois se uniu a um grupo semelhante egresso da IPB, formando a Igreja Presbiteriana Renovada.

10.3 Igreja Batista

No período em questão, os batistas foram caracterizados por forte ênfase evangelística, tendo realizado grandes campanhas. Billy Graham pregou no Maracanã durante o X Congresso da Aliança Batista Mundial (julho de 1960). O pastor João Filson Soren, da 1ª Igreja Batista do Rio, foi eleito presidente da Aliança Mundial. Em 1965 foi realizada a Campanha Nacional de Evangelização como uma resposta ao golpe de 1964. Seu lema foi “Cristo, a Única Esperança”, indicado que soluções meramente políticas eram insuficientes. Seu coordenador foi o pastor Rubens Lopes, da Igreja Batista de Vila Mariana, em São Paulo. Houve ainda a Campanha das Américas (1967-1970) e a Cruzada Billy Graham, no Rio de Janeiro, em 1974, tendo como presidente o pastor Nilson do Amaral Fanini. Houve também uma Campanha Nacional de Evangelização em 1978-1980.

10.4 Igreja Metodista

No início dos anos 60, Nathanael Inocêncio do Nascimento, reitor da Faculdade de Teologia, liderou o “esquema” nacionalista que visava substituir os líderes missionários do Gabinete Geral por brasileiros (saíram Robert Davis e Duncan A. Reily e entraram Almir dos Santos e Omar Daibert, futuros bispos).

Os universitários e estudantes de teologia pleiteavam uma igreja mais voltada para a ação social e a política. A ênfase na justiça social dominou a Junta Geral de Ação Social (Robert Davis, Almir dos Santos) e a Faculdade de Teologia. Dom Helder Câmara paraninfou a turma de 1967. No ano seguinte, uma greve levou ao fechamento da Faculdade e à sua reestruturação.

De 1968 em diante a igreja voltou-se para problemas internos como o regionalismo. Em 1971 cada um dos seis concílios regionais elegeu, pela primeira vez, o seu próprio bispo (os bispos sempre tinham sido eleitos no Concílio Geral, como superintendentes gerais da igreja) e surgiram vários seminários regionais. Essa tendência perdurou até 1978.

Nos anos 70 a IMB investiu na educação superior. No campus da antiga Faculdade de Teologia surgiu o Instituto Metodista de Ensino Superior e em 1975 o Instituto Piracicabano (fundado em 1881) foi transformado em Universidade Metodista de Piracicaba. Em 1982 foi elaborado o Plano Nacional de Educação Metodista, cuja fundamentação deu ênfase ao conceito do Reino de Deus e à teologia da libertação.

10.5 Igreja Luterana

Em 1968, os quatro sínodos, originalmente independentes um do outro, integraram-se em definitivo na IECLB, aceitando uma nova constituição. No VII Concílio Geral (outubro de 1970) foi aprovado unanimemente o “Manifesto de Curitiba,” contendo o posicionamento político-social da igreja. Esse manifesto foi entregue ao presidente Emílio Médici por três pastores. Em 1975 entrou em vigor a reforma do currículo da faculdade de teologia de São Leopoldo, refletindo as prioridades da igreja.

11. Igrejas pentecostais e neopentecostais

As três ondas ou fases do pentecostalismo brasileiro foram as seguintes: (a) décadas de 1910-1940: chegada simultânea da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus, que dominaram o campo pentecostal por 40 anos; (b) décadas de 1950-1960: fragmentação do pentecostalismo com o surgimento de novos grupos – Evangelho Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor e muitos outros (contexto paulista); (c) anos 70 e 80: advento do neopentecostalismo – Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e outras (contexto carioca).

(a) Congregação Cristã no Brasil: fundada pelo italiano Luigi Francescon (1866-1964). Radicado em Chicago, foi membro da Igreja Presbiteriana Italiana e aderiu ao pentecostalismo em 1907. Em 1910 (março-setembro) visitou o Brasil e iniciou as primeiras igrejas em Santo Antonio da Platina (PR) e São Paulo, entre imigrantes italianos. Veio 11 vezes ao Brasil até 1948. Em 1940, o movimento tinha 305 “casas de oração” e dez anos mais tarde 815.

(b) Assembléia de Deus: teve como fundadores os suecos Daniel Berg (1885-1963) e Gunnar Vingren (1879-1933). Batistas de origem, eles abraçaram o pentecostalismo em 1909. Conheceram-se numa conferência pentecostal em Chicago. Assim como Luigi Francescon, Berg foi influenciado pelo pastor batista William H. Durham, que participou do avivamento de Los Angeles (1906). Sentindo-se chamados para trabalhar no Brasil, chegaram a Belém em novembro de 1910. Seus primeiros adeptos foram membros de uma igreja batista com a qual colaboraram.

(b) Igreja do Evangelho Quadrangular: fundada nos Estados Unidos pela evangelista Aimee Semple McPherson (1890-1944). O missionário Harold Williams fundou a primeira IEQ do Brasil em novembro de 1951, em São João da Boa Vista. Em 1953 teve início a Cruzada Nacional de Evangelização, sendo Raymond Boatright o principal evangelista. A igreja enfatiza quatro aspectos do ministério de Cristo: aquele que salva, batiza com o Espírito Santo, cura e virá outra vez. As mulheres podem exercer o ministério pastoral.

(c) Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo: fundada por Manoel de Mello, um evangelista da Assembléia de Deus que depois tornou-se pastor da IEQ. Separou-se da Cruzada Nacional de Evangelização em 1956, organizando a campanha “O Brasil para Cristo”, da qual surgiu a igreja. Filiou-se ao CMI em 1969 (desligou-se em 1986). Em 1979 inaugurou seu grande templo em São Paulo, sendo orador oficial Philip Potter, secretário-geral do CMI. Esteve presente o cardeal arcebispo de São Paulo, Paulo Evaristo Arns. Manoel de Mello morreu em 1990.

(d) Igreja Deus é Amor: fundada por David Miranda (nascido em 1936), filho de um agricultor do Paraná. Vindo para São Paulo, converteu-se numa pequena igreja pentecostal e em 1962 fundou sua igreja em Vila Maria. Logo transferiu-se para o centro da cidade (Praça João Mendes). Em 1979, foi adquirida a “sede mundial” na Baixada do Glicério, o maior templo evangélico do Brasil, com capacidade para dez mil pessoas. Em 1991 a igreja afirmava ter 5.458 templos, 15.755 obreiros e 581 horas diárias em rádios, bem como estar presente em 17 países (principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina).

(e) Igreja Universal do Reino de Deus: fundada por Edir Macedo (nascido em 1944), filho de um comerciante fluminense. Trabalhou por 16 anos na Loteria do Estado, período no qual subiu de contínuo para um posto administrativo. De origem católica, ingressou na Igreja de Nova Vida na adolescência. Deixou essa igreja para fundar a sua própria, inicialmente denominada Igreja da Bênção. Em 1977 deixou o emprego público para dedicar-se ao trabalho religioso. Nesse mesmo ano surgiu o nome IURD e o primeiro programa de rádio. Macedo viveu nos Estados Unidos de 1986 a 1989. Quando voltou ao Brasil, transferiu a sede da igreja para São Paulo e adquiriu a Rede Record de Televisão. Em 1990 a IURD elegeu três deputados federais. Macedo esteve preso por doze dias em 1992, sob a acusação de estelionato, charlatanismo e curandeirismo.

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