quinta-feira, 6 de novembro de 2014

desenvolvimento da Trindade nos Credos – refutando as Testemunhas de Jeová


     
trinity
Esta é uma refutação do artigo publicado na revista A Sentinela de 15/01/70. O texto de A Sentinela está em citação e minhas respostas logo após.
É PROVÁVEL que a maioria dos frequentadores das igrejas, hoje em dia, crê que foram Jesus Cristo e os seus apóstolos os que desenvolveram a doutrina da Trindade. No entanto, o Professor E. Washburn Hopkins explica no seu livro Origin and Evolution of Religion (Origem e Evolução da Religião), na página 336: “A doutrina da trindade era evidentemente desconhecida a Jesus e a Paulo; de qualquer modo, não dizem nada sobre ela.” Não formularam nenhum credo definindo a Trindade.
A primeira hipocrisia da STV aparece aí, com as famosas “citações” de autoridades. Aqui citam Hopkins. Mas as TJ não citaram do livro de Hopkins completo, pois na MESMA frase Hopkins diz: “O princípio da doutrina da Trindade já aparece em João (c. 100)”. Ou seja, Hopkins afirma NA MESMA FRASE que o princípio da Trindade já era conhecida pelo evangelista João. Cadê a honestidade da STV? Como podem as Testemunha de Jeová usarem Hopkins como prova que Trindade foi emprestada dos pagãos, quando de fato Hopkins diz: “a vida, tentações, milagres, parábolas, e mesmo os discípulos de Jesus foram derivados diretamente do budismo” ?
Hopkins nem mesmo era um cristão, mas odiava a Bíblia e criticava todo o cristianismo, inclusive as mesmas crenças que as TJ têm.
De fato, a palavra “trindade” não ocorre nenhuma vez na Bíblia Sagrada.
De fato nem Corpo Governante, Bíblia, Teocracia, Assembléias de Distrito, etc. e outros termos que as TJ usam e crêem. Só o fato de uma palavra não estar na Bíblia não prova que o ensino é errado. Mas o conceito da Trindade está todo lá.
Tampouco se encontram na Bíblia expressões tais como “um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo”, num “consubstancial com seu Pai”.
As TJ não tem como negar que o Pai é Deus (Rm.1.7), o Filho é Deus (Jo.1.1; Jo.20.28; Cl.2.9; Tt.2.13) e o Espírito Santo é Deus (At.5.3,4). Se há UM SÓ DEUS (Dt.6.4) a única dedução clara é que Deus é três pessoas em um Deus (não modalismo, nem triteísmo, mas Triunidade).
Portanto, a Nova Enciclopédia Católica, em inglês, diz a respeito da Trindade: “Não é, conforme já se viu, direta e imediatamente a palavra de Deus.” — Volume 14, página 304.
Uma atitude das mais descaradas e hipócritas já vistas. Para os brasileiros que não têm acesso a Nova Enciclopédia Católica, parece que a citação é correta, mas não é. A citação foi totalmente cortada e costurada para dar a ideia que as TJ querem dar. Vejam a citação completa aqui (o que as TJ deixaram de fora está em preto e vermelho. Notem a citação completa). Semelhante aos comentários que já fiz, os trinitários concordam que “Niceia definiu” que Trindade não está IMEDIATAMENTE e DIRETAMENTE na palavra de Deus. Mas a divindade de Cristo e a personalidade do Espírito Santo está!
DESCONHECIDA AOS PRIMITIVOS ECLESIÁSTICOS
Tampouco se desenvolveu o conceito de ‘três pessoas em um só Deus’ logo após a morte de Jesus e dos seus apóstolos. Isto foi observado pelo professor episcopal de história eclesiástica James Arthur Muller, que escreve: “Esta falta de uma doutrina formulada da Trindade reflete o pensamento teológico do segundo século. Nas obras de Justino, o Mártir, que escreveu por volta de 150 A. D., enfatiza-se a pré-existência do Filho, no entanto, em relação ao Pai, fala-se Dele como estando ‘em segundo lugar’.” — Creeds and Loyalty, página 9.
Os trinitários bíblicos concordam totalmente com esta citação! O credo de Atanásio é nada além de uma tentativa humana de descrever os dados bíblicos da Trindade, isto é, a divindade de Cristo e a personalidade do Espírito Santo. Embora eles  corretamente definam o Filho e Espírito Santo como pessoas de Deus, eles erram em sua idéia de que os três são iguais e não subordinados.
O engano é que os anti-trinitários criam um falso dilema projetando a falsa impressão na mente do leitor que se a “doutrina formulada da Trindade” (do credo de Atanásio) não está na Bíblia, então Jesus é uma criatura e o Espírito Santo é uma eletricidade!
Mesmo perto do fim do segundo século, o destacado clérigo Ireneu fala de Cristo como estando subordinado a Deus, não igual a ele. — Veja Irenaeus Against Heresies, Livro 2, capítulo 28, seção 8.
MENTIRA! Irineu não falou isto. Claro é o fato: a STV cita errado ou falsifica grosseiramente o que eles disseram e acreditam. Não surpreender é que a STV não dá muitos detalhes de referências das citações; por razões óbvias. As TJ usam o argumento da ignorância. Todos eles, inequivocadamente, acreditavam na divindade de Jesus Cristo (o que implica a Trindade, como veremos).Vejam o que ele REALMENTE disse (fonte: Refutação de Todas as Heresias)
  • (Citando Jo.1.1) “‘…e o Verbo era Deus’, é claro, pois o que se gera de Deus é Deus.” – livro I, cap. 8, sec. 5
  • “Cristo Jesus é nosso Senhor, Deus, Salvador e Rei.” – livro I, cap. 10, sec. 1,
Lembrem-se que as TJ respeitam os Pais da Igreja, pois disseram “OS PAIS Pré-Nicéia são reconhecidos como tendo sido destacados instrutores religiosos dos primeiros séculos após o nascimento de Cristo. O que eles ensinaram é de interesse” (Deve-se crer na Trindade? pág. 7). Assim, parece que a STV considera os escritos dos Pais representantes válidos do que a Igreja cristã primitiva acreditava. O que eles REALMENTE ensinaram é de interesse. Irineu chamou Jesus de “nosso Senhor, Deus…”.
De modo que a Trindade era desconhecida aos primitivos eclesiásticos.
Uma mentira somente para enganar os desinformados. Por exemplo, Inácio de Antioquia (discípulo do apóstolo João, no ano 110) chamou Jesus de “nosso Deus” (aos Ef., Ef. 15:3, Ef. 18:2, Tral. 7, Rm. inscr 2x, Rm. 3:3, Esm. 10:1. ); do sangue de Cristo como “sangue de Deus” (Ef.1.1); de “Deus encarnado” (Ef. 7.2). As TJ vão dizer: “mas aí não fala de Trindade”. Mas estamos num impasse: pode ser que a PALAVRA não esteja mas como, ao contrário do que a STV afirma, os Pais chamaram Jesus insistentemente de DEUS? Não um deus pequeno, como as TJs querem, mas DEUS. Ora, se o Pai é Deus, e Jesus é chamado de Deus, já temos DUAS PESSOAS da Trindade. Falta o Espírito Santo? Não muito.
Realmente foi uns 400 anos ou mais após a morte de Cristo que o conceito de ‘três pessoas em um só Deus’ foi finalmente formulado por homens e introduzido na igreja.
Notem o que as TJ querem esconder de você: que todos os Pais, Todos eles, inequivocadamente, acreditavam na divindade de Jesus Cristo. A STV esconde isto, porque se admitir, terá de admitir a Trindade. E veja, enquanto a palavra “Trindade” pode ter aparecido mais tarde, isto não onera que ela já era crida (pela prova que vimos que os cristãos, muito antes do séc. IV, já criam que Jesus era Deus).
OCREDODOSAPÓSTOLOS
“Mas”, objeta talvez alguém, “não foram os próprios apóstolos que compuseram o Credo dos Apóstolos? E não ensina este credo a Trindade?”
O ataque ao Credo dos Apóstolos e dizer que a Trindade foi inventada no séc. IV é uma das mentiras que as TJ mais gostam de fazer. A “fórmula” ou definição, ou explicação melhor da Trindade realmente apareceu no séc. IV, mas foi necessária para evitar as distorções que os arianos estavam fazendo (os fetos das TJ). Mas o “ensino” da Trindade já se encontra na Bíblia e a prova pode ver aqui.
Por séculos se ensinou que os doze apóstolos escreveram este credo, e isso foi crido piamente. Mas esta afirmação se mostrou inverídica. Na realidade, a evidência revela que o “Credo dos Apóstolos”, ou “Símbolo dos Apóstolos”, foi formulado por homens que viviam centenas de anos depois deles!
“O Credo dos Apóstolos é um dos credos mais antigos do cristianismo, datando em uma forma primitiva a pelo menos do segundo século, com raízes nas tradições bíblicas dos Evangelhos. Algumas frases foram adicionadas mais tarde, no quarto século, para clarificar certos pontos, mas o credo básico permaneceu intato. A estrutura do ensino da Trindade teve como objetivo refutar os ensinos de Marcião, que negava que o Deus do Velho Testamento era o mesmo Deus revelado em Jesus Cristo. Esta formulação trinitária permaneceria a estrutura básica de todos os credos primitivos. O Credo dos Apóstolos foi freqüentemente dividido em 12 seções para catequese, instrução para novos convertidos.” (Fonte: http://www.crivoice.org/creedsearly.html – grifo nosso)
Vemos então a mentira STV. O Credo dos Apóstolos não foi uma invenção, mas uma forma de explicar ou colocar claro certos pontos doutrinários fundamentais para se distinguir das seitas. Será que ele é tão inútil assim como as TJ querem pintar ou ele está embasado na Bíblia? Veremos que o castelo de cartas da STV cai e faz um barulho enorme!
The Faith of Christendom (A Crença da Cristandade), livro que é fonte de informações sobre credos e confissões, editado por B. A. Gerrish
MENTIRA! Como vimos, as formas mais primitivas do Credo dos Apóstolos data de pelo menos do séc. II. A versão escrita mais primitiva do credo é talvez o Credo Interrogativo de Hipólito (ca. 215 d.C.). Note o esforço que as TJ fazem para dar a idéia de que os Concílios é que “inventaram” a divindade de Cristo e a Trindade. E Credos não são “invenções” humanas, pois na Bíblia também há Credos (http://www.creeds.net/ancient/bible.htm)
Conforme pode ver, aqui não se diz nada sobre Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo serem “um só Deus”.
A palavra Trindade (Trinitas) ou é derivada de tres-unus, trinus, ou de trias três em um, ou o que é três, e os três que são um; não triplex—trinitas não triplicitas. Esta palavra não é encontrada nas Escrituras. Termos técnicos são, porém, uma necessidade absoluta em todas as ciências. Neste caso, eles são essenciais por causa das distorções das simples declarações bíblicas pelos hereges. Este termo, como definido acima, expressa admiravelmente o fato central da grande doutrina da uma essência que subsiste eternamente como três Pessoas, todos os elementos do qual é ensinado explicitamente nas Escrituras. A palavra grega trias foi usada pela primeira vez neste sentido por Teófilo, bispo de Antioquia, na Síria, de 168 a 183 d.C.. O termo latino Trinitas foi usado pela primeira vez por Tertuliano, em 220. ‘História Eclesiástica’, de Mosheim. Hist.,vol. 1., pág. 121, nota 7; Hagenbach, “Hist. Doc.”, vol. 1., 129
                                   (Esboços de Teologia, de Hodge, cap. 9)
No entanto, no decurso dos anos em que se formulou o Credo dos Apóstolos, surgiu grande controvérsia sobre a natureza de Cristo.
Pelo menos isso as TJ falaram como verdade. E foi realmente por causa disto, destes ataques pelos heréticos da época (nos séc. I-III pelos marcionitas, arianos, gnósticos, etc.) que foi necessário DEIXAR BEM CLARO os ensinos bíblicos, pois os hereges estavam distorcendo tudo. As TJ alegam que o Credo dos Apóstolos não menciona a divindade de Cristo nem a Trindade. Mas vejam:
É claro que a doutrina da divindade do Senhor parcialmente implica e em parte recomenda a doutrina da Trindade… Primeiro, os Credos primitivos não fazem nenhuma menção em suas cartas da doutrina católica. Eles mencionam um Três; mas que há qualquer mistério na doutrina, que os Três são Um, que Eles são coiguaos, coeternos, todos incriados, todos onipotentes, todo incompreensíveis, não é declarado e nunca poderia ser obtido deles. É claro que nós cremos que eles implicam isto, ou que está é sua exposição. (Ensaio do Desenvolvimento da Doutrina Cristã, John Henry Newman, cardeal pelo Papa Leão III em 1879, 1878, p40-42)

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