sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Tentações ao Pecado


Tiago 1:13 - 16

A tentação é uma palavra geralmente associada com um incentivo para algum tipo de ação - pensar, falar ou fazer, enquanto que as provações mencionadas nos versículos anteriores têm em vista principalmente a paciência, exercida em uma atitude passiva.
É de suma importância compreender e sempre levar em conta esta diferença radical:
  • Teste mediante provação: somos testados por Deus e devemos nos regozijar nisto porque nos permite provar nossa fé e nos fortalece para resistir coisas maiores. Deus permite que satanás faça o teste, como no exemplo de Jó, e mesmo no do Senhor Jesus.
  • Incentivo ao mal: Deus nunca nos induz ao pecado e a tentação de fazer o mal é somente possível àqueles que têm uma natureza má, tal como a natureza humana que ainda conservamos. Deus tem uma natureza santa, por isso é impossível para Ele tentar ou incentivar o homem a praticar o mal. Tal ação seria praticar o mal, o que é contrário à natureza de Deus. Existe uma tendência errônea de pôr a culpa em Deus por certos males que acontecem, mas uma análise mais cuidadosa sempre mostrará que Ele está isento de culpa e freqüentemente são os próprios homens os responsáveis.
Assim como as provações visam revelar o melhor em nós, as tentações revelam pior em nós. O substantivo "tentação", ou teste, que foi usado anteriormente para indicar uma atitude passiva não é usado aqui, mas sim o verbo tentar significando ação.
É típico da natureza humana caída procurar outro a quem culpar por suas trapalhadas, suas faltas, suas más ações. Isto se vê logo no início, quando Adão disse "A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi" e em seguida Eva disse "A serpente me enganou, e eu comi." (Gênesis 3:12,13).
Alguns tentam responsabilizar animais e coisas inanimadas pelo pecado. Mas tais criaturas e objetos não são pecadores eles próprios, logo o pecado não pode se originar neles.
Outros responsabilizam satanás e as forças do mal: eles são, certamente de natureza má e são capazes de fornecer a oportunidade, a isca desejada. Mas o desejo tem que estar ali primeiro a fim do homem ser tentado.
Se um ateu não puder encontrar outra pessoa a quem responsabilizar, e tiver a inteligência de perceber que não pode culpar animais ou objetos, ele tentará desculpar-se dizendo que o pecado é uma doença. Embora a doença seja usada nas Escrituras como figura para o pecado, o pecado não é doença mas é uma falha moral para a qual existe somente um remédio possível: a fé no filho de Deus, Jesus Cristo.
Como um peixe é somente atraído por uma isca de que gosta, o homem deve ter um desejo pessoal por algo a fim de ser tentado. O pecado vem de dentro de nós, da nossa velha e pecaminosa natureza. Como o Senhor Jesus mesmo disse: "do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias" (Mateus 15:19).
A palavra grega usada para concupiscência no versículo 14 é neutra em seu sentido moral e poderia se referir a qualquer forma de desejo, bom ou mau. Mas aqui obviamente ela se refere apenas aos desejos maus. Temos lascívias vís e apetites impuros que nos que incitam constantemente ao pecado, tendo a oportunidade. Todos temos nossos próprios desejos maus. Uma pessoa poder ser tentada a tomar bebidas alcoólicas em excesso, outros ao excesso de comida, outros à imoralidade. O problema está sempre no indivíduo. tribulação está sempre dentro do indivíduo. Nenhuma coisa ou influência externa pode nos fazer pecar. O problema está dentro de nós, com essa natureza velha que temos.
Mas não somos vítimas indefesas da isca que nos é oferecida, ou de uma oportunidade que surja. Somos responsáveis pela ação de aceitá-la ou de nos aproveitarmos dela: é feita de nossa livre vontade, por ser o que desejamos.
Como crentes nascidos de novo, somos equipados com defesas poderosas novas:
  • Praticando o autocontrole, podemos mortificar a "velha natureza" dentro de nós: "... quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade." Efésios 4:22-24.
  • Expelindo todos os pensamentos de pecado de nossas mentes e concentrando em assuntos que são puros e santos (Filipenses 4:8).
  • No momento da tentação feroz podemos clamar ao Senhor, recordando que "Torre forte é o nome do SENHOR; para ela correrá o justo e estará em alto retiro" (Provérbios 18:10).
A tentação em si não é pecado. O pecado só passa a existir quando existe uma vontade para ceder à tentação. Martinho Lutero disse "você não pode impedir que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode evitar que façam seu ninho em seu cabelo".
Todos podemos ser tentados a fazer o mal: alguém pode ter impulso a se fazer de guloso e outro pode apreciar a bisbilhotice. Ambos os pecados são absolutamente da carne, mas só seremos culpados deles se tivermos realmente a disposição de cair neles. Como o Senhor Jesus ensinou: "qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela" (Mateus 5:28). O pecado está lá mesmo que ainda não tenha amadurecido.
A palavra "morte" aqui significa "separação" em primeiro lugar. Quando lemos que "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23), ela é a separação do pecador da presença de Deus, porque Ele é Santo. Adão e Eva perderam a sua comunhão com Deus quando pecaram, e foram proibidos de sua presença. Sua morte física veio séculos mais tarde em conseqüência deste banimento e foi herdada por todos os seus descendentes.
Mas, pela graça de Deus, é possível para qualquer um ser recebido outra vez por Ele mediante a fé, porque Ele amou o mundo e teve compaixão dele, dando seu Filho unigênito como o preço para a redenção dos nossos pecados.
Um crente nunca será novamente banido da presença de Deus, e isto é o significado de "vida eterna". Ela nunca mais será tirada dele.
Contudo sua comunhão com Deus pode ser manchada pelo pecado. Se o pecado nascer em sua vida, e se transformar em uma ação, sua comunhão com Deus é interrompida e há uma separação, mesmo que não tenha sido banido da presença de Deus porque Cristo sofreu a punição para ele. Tal falta do comunhão com Deus é, para um crente, uma espécie de morte viva.
Por exemplo:
  • "… a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus … mas a que vive em deleites, vivendo, está morta" (1 Timóteo 5:5-6). Este é um sentido em que o pecado do crente resulta em morte: o crente está desperdiçando sua vida no prazer e nos luxos da vida sem cumprir o propósito para o qual Deus o salvou.
  • É dito a nós "Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade." (1 João 1:6). Não podemos ter comunhão com ele e permitir que o pecado permaneça em nossa vida. Também: "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão, e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem." (1 Coríntios 11:28 - 30). O pecado trará a separação da comunhão com Deus e Ele nos julgará se não nos julgarmos a nós mesmos, confessarmos nosso pecado e nos corrigirmos.
Somos advertidos a não errar, ou seja, a não nos iludirmos ou não vaguear. Como uma das ovelhas do rebanho que se perdeu e o pastor foi buscar, na parábola que o Senhor Jesus contou. Não nos iludamos pensando que de alguma maneira o pecado passará desapercebido. É próprio do pecado iludir e matar (Romanos 7:7-14). O diabo é um mestre experimentado em cegar os homens a respeito do pecado (2 Coríntios 4:4; Romanos 1:27; Efésios 4:14; etc.).

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