Pastor é assassinado após tentar evangelizar membros de uma gangue, na Nigéria


A polícia da Nigéria prendeu quatro integrantes de uma quadrilha, que confessaram ter assassinado brutalmente um pastor, simplesmente porque ele estava pregando sobre Jesus a eles e teria lhes dito que eles deviam se arrepender de seus pecados.
"A quadrilha também confessou ter sido a responsável pelo sequestro do pastor Chukwu Ekere, da comunidade Ohigha e ter assassinado o evangelista, simplesmente porque o homem de Deus os 'perturbou' com sua pregação, que os chamava ao arrependimento e também por ter proposto que eles deixassem de praticassem as suas atividades nefastas e aceitassem a Deus", informaram as autoridades em um comunicado à mídia local.
A polícia do estado de Rivers (Nigéria) disse que inicialmente prendeu os membros da gangue da região de Ohigha em Ogba e em Diobu, descobrindo a ligação dos homens com crimes, como o seqüestro, estupro e assassinato de uma mulher identificada apenas como Sra. Igila, da vila Ohigha. O crime ocorreu no dia 07 de janeiro.
Os membros da gangue foram identificados como: Henry Ajie, 23 anos; Bright Ajie, 22, Dadison Ogadima, 22 e Sampson Dibia, 30.
Comentando o crimes do estupro e assassinato de Igila, o comando da polícia disse que "os suspeitos confessaram as acusações de sequestro da vítima, e também o estupro e o estrangulamento dela".
Rivers é um dos 36 estados da Nigéria e o sexto mais populoso do país, com uma população de 5.185.400.
Perseguição religiosa
De acordo com um relatório da Missão Internacional Portas Abertas - uma organização que serve aos cristãos perseguidos em todo o mundo - e da Associação Cristã da Nigéria, a matança de cristãos no país aumentou 62% em apenas um ano.
O relatório que avalia o impacto da violência persistente sobre a Igreja no norte da Nigéria, mostra que em 2015 houve 4.028 mortes e 198 ataques contra igrejas. Estatísticas do ano anterior mostram que os assassinatos totalizaram 2.484, enquanto houve 108 ataques a igrejas. Estima-se que 30 milhões de cristãos no norte da Nigéria formam o maior grupo das chamadas "minorias religiosas" em um ambiente de maioria muçulmana.
"Este relatório mostr quea a extensão e o impacto da violência persistente sobre a Igreja no norte da Nigéria é muito mais grave que o esperado anteriormente. Mesmo que o Boko Haram seja derrotado, o problema não será resolvido", diz parte do relatório.
"Os cristãos que vivem sob a lei sharia estão enfrentando discriminação e marginalização e têm pouco ou nenhum acesso aos direitos federais", disse um diretor parceiro da Missão Portas Abertas na África Ocidental. "Esperamos que este relatório solicite que o governo nigeriano e a comunidade internacional se sensibilizem com o sofrimento real dos cristãos perseguidos seriamente e aja em seu nome. Junto a isso, espero que nigerianos cristãos se envolvam mais com os seus irmãos e irmãs e que eles estejam 'na brecha' uns pelos outros".

CPAD

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