segunda-feira, 31 de julho de 2017

Revista Época: Pastor Samuel Ferreira teria recebido US$ 1 milhão da JBS

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A Revista Época desta semana publicou algumas das provas que os delatores da JBS vão entregar à Procuradoria-Geral da República, que comprovariam, segundo eles, o pagamento de propina a políticos de vários partidos, entre 2006 e 2017. Entre eles, o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, e o então candidato do PSDB à presidência, em 2010, José Serra.

A Revista Época teve acesso à contabilidade da JBS. E revelou planilhas de propina com os pagamentos para campanhas eleitorais em quase dez anos. Segundo a revista, comprovantes bancários, notas fiscais frias, contratos fraudulentos e depósitos em contas secretas no exterior são as provas dos pagamentos ilícitos a políticos.

Época diz ainda que de 2006 a 2017, a contabilidade da propina paga pela JBS e outras empresas dos irmãos Batista a políticos ultrapassa o valor de R$ 1,1 bilhão.

Desse valor, segundo a reportagem, R$ 301 milhões foram repassados em dinheiro vivo, R$ 395 milhões por meio de empresas indicadas pelos políticos e R$ 427,4 milhões em doações oficiais de campanha.

Além dos nomes dos políticos já citados, chama atenção a menção ao pastor Samuel Ferreira. O filho caçula de Manoel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus Madureira, teria recebido repasses totalizando 1 milhão de dólares.

Imagem redimensionadaSegundo a revista Época, na contabilidade da JBS, há registro de dez depósitos de US$ 100 mil, cada, na conta de um banco nos Estados Unidos, cujo beneficiário é o pastor Samuel Ferreira. De acordo com os registros da JBS, o dinheiro saia de uma conta da empresa a pedido de Palocci. 

A ligação entre Palocci e o pastor Samuel Ferreira ainda terá que ser investigada.

O advogado que representa o pastor Samuel Ferreira disse apenas que o pastor recebe “inúmeras doações de forma legal” e que ele não conhece Antônio Palocci.

O pastor Samuel Ferreira já está sendo investigado na Lava Jato por ter recebido dinheiro dentro de um esquema comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB).




Fonte: G1

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