Em Belém do Pará, onde ela surgiu, as celebrações começaram nesta quinta (16), com a inauguração de um museu nacional e um centro de convenções com capacidade para 20 mil pessoas.
A capital do Pará está recebendo a visita de milhares de pessoas para um aniversário. No sábado, a Igreja Assembleia de Deus completará 100 anos de existência e foi em Belém que ela surgiu.
Era 1910 quando os suecos Daniel Berg e Gunar Vingren receberam a missão de pregar o evangelho em um lugar chamado Pará. Foram 14 dias de barco dos Estados Unidos, onde moravam, até chegar a Belém pelas margens da Baía do Guajará.
Um grupo da igreja batista recebeu os missionários. No ano seguinte, os dois fundaram a Assembleia de Deus. A capital paraense foi o ponto de partida de um processo de evangelização que se espalhou rapidamente pelo interior.
Hoje são 110 mil igrejas no Brasil, frequentadas por 12 milhões de fiéis, segundo a Assembleia, e inúmeras obras sociais.
Em casa de apoio em Belém, a igreja mantém uma creche para 200 crianças, oferece assistência a quem está em tratamento médico e também às vitimas de violência sexual. Todo cuidado e carinho que esses pequenos recebem dependem da dedicação de 30 voluntários.
“Eles estão carentes de amor, carinho, atenção. E eu procuro dar de tudo um pouquinho”, conta a professora voluntária Elaine Costa.
As celebrações pelo centenário começaram nesta quinta-feira (16). Foram inaugurados, em Belém, o Museu Nacional da Assembleia de Deus e um centro de convenções com capacidade para 20 mil pessoas.
“Nós estamos realmente felizes, em receber o Brasil todo nesse lugar e todo mundo vai conhecer o espírito do Amazônida e, sobretudo de uma igreja extremamente feliz”, afirma Samuel Câmara, líder da Assembleia de Deus no Pará.
“Sentimento de prazer, felicidade por ver nós chegarmos ao centenário”, vibra uma mulher.
Assista:
Milhares de fiéis lotam o estádio do Mangueirão em Belém do Pará
Na noite desta quinta-feira, 16, mais de 45 mil pessoas lotaram o estádio do Estádio Olímpico do Mangueirão em Belém do Pará para festejar os 100 anos da igreja Assembleia de Deus.
O louvor ficou por conta de Elaine de Jesus, Dedos de Davi, Mara Lima, Quarteto Gileade, Marco Feliciano, Roberto Marinho, Cristina Mel entre outros e a ministração principal da noite foi feita pela Missionária Helena Raquel.
Vários pastores de diversos ministérios estiveram juntos para comemorar esta preciosa data para os evangélicos brasileiros. Entre eles estavam o pastor e deputado Marco Feliciano, o apóstolo René Terra Nova e até o pastor José Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) que organizou outras comemorações na semana passada.
A participação do presidente da CGADB foi comemorada por todos que acreditavam que a Celebração do Centenário poderia unir os líderes das ADs. Inclusive o pastor Marco Feliciano comemorou a presença do pastor no culto; “Que festa linda! Pr.Samuel Camara de parabéns! Emocionante ver o Pr. José Wellington na festa dando uma palavra viva! O diabo foi derrotado!” escreveu Feliciano em seu twitter.
Nesta sexta-feira, 17, terá outras comemorações, as festividades do Centenário em Belém acontecerão até o dia 18 de junho.
Fonte: Jornal Nacional e Gospel Prime
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sábado, 18 de junho de 2011
Cristãos da Síria se preocupam diante do movimento de protestos contra o regime
Ortodoxos, católicos ou protestantes, veem na hipótese de o regime baathista ser derrubado, o risco de que emerja um fundamentalismo muçulmano.
“Somos sírios antes de sermos cristãos”: por muito tempo esse foi o mote da comunidade cristã em Alep, Damasco e Homs, três cidades onde está ancorada. Entretanto, são como membros de uma minoria (de 5% a 10% da população, segundo estimativas) preocupada com sua sobrevivência que muitos cristãos parecem estar reagindo, desde o início dos protestos na Síria, no dia 15 de março.
Ortodoxos, católicos ou protestantes, muitos veem na hipótese de o regime baathista ser derrubado não a esperança de uma nova ordem, mas sim o risco de que emerja um fundamentalismo muçulmano. “Seríamos, assim, as primeiras vítimas”, acredita um religioso.
Essa angústia é alimentada em parte pela propaganda do governo, que tem brandido a ameaça islâmica desde o início dos levantes. A posição oficial foi repassada por diversos membros do alto clero, que reafirmaram sua lealdade ao presidente Bashar Al-Assad e alertou contra a desestabilização do país.
Mas o medo também se explica por razões mais profundas, dentro de uma comunidade que teme uma erosão final de sua presença. A Síria foi uma das principais terras no Oriente Médio a acolherem iraquianos que fugiam do caos depois de 2003. Os relatos dos refugiados cristãos iraquianos chocaram seus correligionários sírios. A angústia também se fundamenta naquilo que parece ser uma deterioração nas condições dos cristãos na região.
“No Egito, a sociedade se mostra cada vez mais explicitamente muçulmana, aos olhos de muitos cristãos da Síria. Esse é um modelo que eles rejeitam: tornar-se uma comunidade que seja somente tolerada”, explica ao “Le Monde” o padre Paolo Dall’Oglio, jesuíta italiano morando há quase trinta anos na Síria e responsável pelo mosteiro de Mar Moussa (norte de Damasco). Os cristãos, que há muitos anos se preocupam com a ascensão do islamismo, sobretudo em Alep, também viram um bastião em um governo que se declara laico.
Os que participam das manifestações são somente uma minoria, segundo diferentes religiosos entrevistados. Uma maioria optou pelo silêncio frente aos acontecimentos: “A comunidade não está mais à vontade dos que os outros. Ela sabe bem que vive sob um regime ditatorial. Todos aspiram à democracia. Mas os cristãos acreditam que, permanecendo neutros, eles garantem seu futuro, independentemente do sistema que saia vitorioso. E muitos não se reconhecem no movimento atual”, explica um prelado libanês que costuma efetuar missões na Síria.
Porém, esse silêncio, reforçado pelo pavor despertado pela repressão, corre o risco de “marginalizar os cristãos”, teme Samir Franjié. Esse intelectual libanês, grande nome da coalizão do 14 de Março, fez um apelo para a comunidade para que “não tenham medo”.
Além disso, alguns cristãos aderem à teoria oficial do regime, que acusa a mídia estrangeira de estar fabricando notícias sobre a revolta. Ou, pelo menos, insistem na “confusão” local, na violência “de ambos os lados”, como faz uma jovem de Homs, cidade sitiada pelo Exército em maio. Essas palavras são ainda mais surpreendentes vindas da boca daqueles que, como ela, antes do levante rejeitavam em voz baixa um governo liberticida.
Durante anos, cristãos de fato lutaram muito por mudanças, promovendo o espírito crítico e a liberdade, denunciando a corrupção e o sistema policial, livres do olhar das autoridades e do alto clero. Uma parte de seus membros era criticada por sua proximidade com o governo.
À mercê do regime
Embora reconhecessem gestos de abertura por parte de Bashar Al-Assad em relação aos cristãos, muitos nunca se deixaram enganar. As igrejas – assim como outros cultos – continuaram sendo vigiados. A comunidade nunca se sentiu representada só por ter deputados. “É: ‘seja bonitinha e fique quieta’. Se não fizermos nem críticas, nem reivindicações, estamos tranquilos”, resumia um bispo antes da revolta. Ele traduzia um sentimento difuso, de estar à mercê do regime, mais do que de ser um parceiro em um sistema de aliança das minorias promovido pelo clã alaouita dos Assad.
Para o padre Paolo, “nós, cristãos, não podemos apostar em uma identidade repressiva, mas sim na possibilidade de que a sociedade evolua com nossa participação.” Ele diz “ainda ter esperanças de que a presidência guie o Estado para um processo democrático, obtido sem uma guerra civil. Mas essa esperança vai diminuindo a cada dia.” O religioso pede por esforços diplomáticos, sobretudo por meio do Vaticano, para se chegar a uma mediação e afastar o fantasma de um conflito interno, temido pelos cristãos.
Fonte: Le Monde
“Somos sírios antes de sermos cristãos”: por muito tempo esse foi o mote da comunidade cristã em Alep, Damasco e Homs, três cidades onde está ancorada. Entretanto, são como membros de uma minoria (de 5% a 10% da população, segundo estimativas) preocupada com sua sobrevivência que muitos cristãos parecem estar reagindo, desde o início dos protestos na Síria, no dia 15 de março.
Ortodoxos, católicos ou protestantes, muitos veem na hipótese de o regime baathista ser derrubado não a esperança de uma nova ordem, mas sim o risco de que emerja um fundamentalismo muçulmano. “Seríamos, assim, as primeiras vítimas”, acredita um religioso.
Essa angústia é alimentada em parte pela propaganda do governo, que tem brandido a ameaça islâmica desde o início dos levantes. A posição oficial foi repassada por diversos membros do alto clero, que reafirmaram sua lealdade ao presidente Bashar Al-Assad e alertou contra a desestabilização do país.
Mas o medo também se explica por razões mais profundas, dentro de uma comunidade que teme uma erosão final de sua presença. A Síria foi uma das principais terras no Oriente Médio a acolherem iraquianos que fugiam do caos depois de 2003. Os relatos dos refugiados cristãos iraquianos chocaram seus correligionários sírios. A angústia também se fundamenta naquilo que parece ser uma deterioração nas condições dos cristãos na região.
“No Egito, a sociedade se mostra cada vez mais explicitamente muçulmana, aos olhos de muitos cristãos da Síria. Esse é um modelo que eles rejeitam: tornar-se uma comunidade que seja somente tolerada”, explica ao “Le Monde” o padre Paolo Dall’Oglio, jesuíta italiano morando há quase trinta anos na Síria e responsável pelo mosteiro de Mar Moussa (norte de Damasco). Os cristãos, que há muitos anos se preocupam com a ascensão do islamismo, sobretudo em Alep, também viram um bastião em um governo que se declara laico.
Os que participam das manifestações são somente uma minoria, segundo diferentes religiosos entrevistados. Uma maioria optou pelo silêncio frente aos acontecimentos: “A comunidade não está mais à vontade dos que os outros. Ela sabe bem que vive sob um regime ditatorial. Todos aspiram à democracia. Mas os cristãos acreditam que, permanecendo neutros, eles garantem seu futuro, independentemente do sistema que saia vitorioso. E muitos não se reconhecem no movimento atual”, explica um prelado libanês que costuma efetuar missões na Síria.
Porém, esse silêncio, reforçado pelo pavor despertado pela repressão, corre o risco de “marginalizar os cristãos”, teme Samir Franjié. Esse intelectual libanês, grande nome da coalizão do 14 de Março, fez um apelo para a comunidade para que “não tenham medo”.
Além disso, alguns cristãos aderem à teoria oficial do regime, que acusa a mídia estrangeira de estar fabricando notícias sobre a revolta. Ou, pelo menos, insistem na “confusão” local, na violência “de ambos os lados”, como faz uma jovem de Homs, cidade sitiada pelo Exército em maio. Essas palavras são ainda mais surpreendentes vindas da boca daqueles que, como ela, antes do levante rejeitavam em voz baixa um governo liberticida.
Durante anos, cristãos de fato lutaram muito por mudanças, promovendo o espírito crítico e a liberdade, denunciando a corrupção e o sistema policial, livres do olhar das autoridades e do alto clero. Uma parte de seus membros era criticada por sua proximidade com o governo.
À mercê do regime
Embora reconhecessem gestos de abertura por parte de Bashar Al-Assad em relação aos cristãos, muitos nunca se deixaram enganar. As igrejas – assim como outros cultos – continuaram sendo vigiados. A comunidade nunca se sentiu representada só por ter deputados. “É: ‘seja bonitinha e fique quieta’. Se não fizermos nem críticas, nem reivindicações, estamos tranquilos”, resumia um bispo antes da revolta. Ele traduzia um sentimento difuso, de estar à mercê do regime, mais do que de ser um parceiro em um sistema de aliança das minorias promovido pelo clã alaouita dos Assad.
Para o padre Paolo, “nós, cristãos, não podemos apostar em uma identidade repressiva, mas sim na possibilidade de que a sociedade evolua com nossa participação.” Ele diz “ainda ter esperanças de que a presidência guie o Estado para um processo democrático, obtido sem uma guerra civil. Mas essa esperança vai diminuindo a cada dia.” O religioso pede por esforços diplomáticos, sobretudo por meio do Vaticano, para se chegar a uma mediação e afastar o fantasma de um conflito interno, temido pelos cristãos.
Fonte: Le Monde
sexta-feira, 17 de junho de 2011
GOLPE PURO -Site cobra R$54 por mês para orar e perdoar pecados de vivos e mortos
O site Cristin Ortodox da Romênia cobra por mês o equivalente a R$ 54 para perdoar por intermédio de orações pecados de vivos e mortos. Há também opções de oração para obter saúde e bons resultados em exames escolares. As orações são transmitidas ao vivo em voz alta. O pagamento é feito com cartão de crédito e pelo PayPal.O Christian Post repercutiu a informação com Father iulian Anitei (sic), sacerdote do credo ortodoxo em Houston, Estados Unidos. Ele disse que o site não tem a aprovação da Igreja Ortodoxa da Romênia e questionou a seriedade dos líderes religiosos que se associaram à iniciativa da oração on-line por perdão de pecados.
“O que sei é que os líderes ortodoxos romenos não estão de acordo [com o site], porque são muitos tradicionais”, disse.
Contudo, Anitei confirmou ser comum as igrejas ortodoxas receberem dinheiro de fiéis que pedem orações para obter determinadas graças, mas a contribuição não é obrigatória.
O professor Craig J. Hazer, da Universidade Biola, uma instituição cristã que fica da Califórnia, disse que a cobrança por orações não está de acordo com os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos.
Anitei afirmou que, diferentemente do que o site dá a entender, “não é que fiéis esperam de Deus perdão de seus pecados porque deram dinheiro, mas é uma maneira de expressar a sua profunda fé”.
Fonte: Paulopes
Evangélico, relator de processo que pode cassar mandato de Jair Bolsonaro diz que religião não influência na decisão
embro da Frente Parlamentar Evangélica e relator do processo disciplinar contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), o deputado federal Sérgio Britto (PSC-BA) afirma que o posicionamento religioso de sua bancada não influenciará seu parecer sobre as representações apresentadas pelo Psol. Bolsonaro responde, no Conselho de Ética da Câmara Federal, por suas frases preconceituosas, acusadas de incitar a violência contra negros e gays.
- Eu tenho a minha crença. Esse é um ponto pacífico. Eu não admito que ninguém possa falar mal de nenhum ser humano (…) Agora, sobre a minha crença… Tenho um ponto pacífico, mas a minha religião também não permite que haja discriminação de qualquer tipo – garante o deputado do PSC.
Britto promete apresentar o relatório prévio em 29 de junho. A partir de seu parecer, o Conselho votará pela continuidade do processo. Nesta quarta-feira (15), instaurou-se uma ação contra Bolsonaro, englobando duas representações: a primeira, por causa da entrevista do militar reformado ao programa “CQC”; a segunda, por insultos trocados com a senadora Marinor Brito (Psol-PA), em maio.
No “CQC”, provocado por uma pergunta da cantora Preta Gil, sobre o que ele faria se seu filho namorasse uma negra, Bolsonaro reagiu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu”. Vinte deputados moveram um processo por racismo.
- Vamos observar tanto a imunidade dele quanto os direitos do outro, os deveres e os direitos individuais – diz o relator.
G+
- Eu tenho a minha crença. Esse é um ponto pacífico. Eu não admito que ninguém possa falar mal de nenhum ser humano (…) Agora, sobre a minha crença… Tenho um ponto pacífico, mas a minha religião também não permite que haja discriminação de qualquer tipo – garante o deputado do PSC.
Britto promete apresentar o relatório prévio em 29 de junho. A partir de seu parecer, o Conselho votará pela continuidade do processo. Nesta quarta-feira (15), instaurou-se uma ação contra Bolsonaro, englobando duas representações: a primeira, por causa da entrevista do militar reformado ao programa “CQC”; a segunda, por insultos trocados com a senadora Marinor Brito (Psol-PA), em maio.
No “CQC”, provocado por uma pergunta da cantora Preta Gil, sobre o que ele faria se seu filho namorasse uma negra, Bolsonaro reagiu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu”. Vinte deputados moveram um processo por racismo.
- Vamos observar tanto a imunidade dele quanto os direitos do outro, os deveres e os direitos individuais – diz o relator.
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TRAIDORA DOS EVANGELICOS - Marta Suplicy revela: PLC 122 deve entrar em votação em breve
O projeto substitutivo ao PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no Brasil, deverá voltar à pauta de votação do Senado no mês de agosto. A informação foi dada pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora do projeto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).Marta Suplicy garantiu que no texto será incluída a proibição da incitação à violência contra os LGBTs nos moldes da Lei no 7.716/89 que define e pune os crimes de preconceito de raça ou de cor
“Os entendimentos estão avançando a passos rápidos. É impossível não criar algo que cerceie a violência. Por exemplo, na internet, uma pessoa pode usar um blog para incitar hostilidades contra homossexuais e nós não podemos fazer nada. Enquanto, se ela fizer o mesmo em relação ao racismo, ela será criminalizada. Então, porque se pode proteger tantos grupos e não proteger os LGBTs?”, reclamou a senadora.
O PLC 122/06 está há cinco anos tramitando no Congresso Nacional e, há quatro anos está em discussão no Senado, onde pressões de setores ligados às igrejas têm dificultado sua aprovação.
No início do mês, a senadora Marta Suplicy teve de retirar o projeto de combate à homofobia da pauta de votação da CDH na tentativa de fechar um acordo com os senadores ligados às igrejas evangélicas.
Fonte: Vermelho
CO ACRESCIMO VIA GRITOS DE ALERTA
FINAL DOS TEMPOS - Missionária Lana Houder e companheira pastora lésbica afirmam que pregarão a Palavra de Deus na Parada Gay
Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais. As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.
Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”
Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”
Negação e aceitação da sexualidade
As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.
A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”
Igreja Cidade de Refúgio
Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.
Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.
Fonte: G1
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