quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O Deus Triuno

O Deus da Bíblia é o Deus Tri uno – Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Eles co-existem desde toda a eternidade (Apocalipse 1:8), pois o Pai criou o mundo através do Filho (Hebreus 1:2, João 1:3, Apocalipse 4:11). João descreve o pré-incarnado Filho como a Palavra (Gr. Logos), que existiu desde o princípio (João 1:1). Ele não estava apenas com Deus, mas Ele Próprio era Deus. A terceira Pessoa é o "eterno Espírito" (Heb. 9:14), que, como Deus, possui também uma auto-existência eterna. 
As três Pessoas da Divindade, são descritas por João como segue: "Porque há três que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e êstes três são um" (1ª de João 5:7). Todas as três Pessoas podem ser descritas e chamadas como Senhor (Heb. Yahweh, Gr. Kurios) e como Deus, (Heb. Eloim, Gr. Theos). Paulo dirigiu-se a Jesus na estrada para Damasco como Senhor (Atos 9:5) e também se referiu a Ele como Deus (Romanos 9:5).
O primeiro nome usado na Bíblia  para Deus, é Eloim. Na língua Hebraica, esta palavra é usada em ambas as formas singular e plural, o que significa que a Divindade é plural, formando no entanto uma unidade composta. Ela é três pessoas, Pai, Filho, e Espírito Santo, as quais juntas, constituem o Deus Eterno. Este conceito é claramente evidente nos nomes pessoais usados  para Deus, que afirmou relativamente à criação do ser humano: "Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança... E assim Deus criou o homem à sua própria imagem, à imagem de Deus o criou Ele; macho e fêmea os criou Ele" (Gênesis 1:26-27). O Deus Tri une pode por certo dizer: "Façamos" o homem," e a seguir ... "macho e fêmea os criou Ele".
O facto da divindade eterna e auto-existência do Senhor Jesus, é negado numa conhecida confissão de fé cristã: "creio em Deus Pai todo poderoso, criador do Céu e da Terra e em Jesus Cristo seu Filho unigênito"... Cria-se aqui a impressão  de que Deus Pai estava só quando criou o mundo, e que Jesus apenas nasceu muito mais tarde "como homem". Considerai esta impressão errada, à luz das seguintes escrituras: Heb. 1:1-2, João 1:1-3,10,14, 1ª aos Coríntios 8:6, Efésios 3:9 e Colossenses 1:16-17.

Deus como Criador

No princípio do Velho Testamento, o Deus Tri une (Heb. Helohim) revelou-Se como Criador de tudo quanto existe (Genesis1:1-2:3).
Deus tem poder criador em Si Mesmo. Proferindo uma única palavra, Ele chamou tudo á existência (Salmo 33:6; Heb. 11:3; 2ª de Pedro 3:5). Em Genesins 1, lemos com frequência "então Deus disse..." Há também um poder dinâmico na palavra do evangelho, para recrear as nossas vidas (Romanos 1:16).
A criação original, (Gênesis 1:1-2) terminou numa situação em que a terra não tinha forma, estava vazia e coberta de escuridão. Mas o Senhor não criou o mundo em vão, para ser desabitado. (Isaías 45:18). É evidente que se  registou na terra uma catástrofe de grande magnitude. A única explicação para isto, é a queda do céu, de Lúcifer (Isaías 14:12-17; Ezequiel 28:12-17; Apocalipse 12:3-4). Isto deu origem a que a terra ficasse sem forma e vasia durante um período não especificado.
Durante as subsequentes obras criadoras do Senhor, Ele restaurou a ordem na matéria já existente, e criou todas as formas de vida (plantas, animais e o ser humano) "de acordo com cada espécie." O homem no entanto, não é parte da criação natural, mas único, no sentido de que foi criado na imagem e semelhança de Deus, e destinado a ter domínio sobre a criação natural (Gênesis 1:3-31; Salmo 8:4-9).
Toda a criação dá testemunho do facto, que há um Criador inteligente que criou todas as coisas (Salmo 19:2; Isaías 37:16). O Seu poder eterno e Divindade são evidenciados pelas obras das Suas mãos (Romanos 1:20). É impossível ter havido uma criação ordenada, sem Deus. A teoria da evolução nega Deus como Criador, atribuindo a existência do homem a uma linha de desenvolvimento evolutivo do reino animal (Romanos 1:23). As pessoas que acreditam nesta mentira tornam-se fúteis nos seus pensamentos e loucas nos seus corações (Romanos 1:21-22). A loucura da rejeição de Deus como Criador, pode  também dar origem ao ateísmo, e tais pessoas não possuem nas suas vidas quaisquer normas religiosas ou morais absolutas (Salmo 14:1).

Nomes de Deus 

Deus – (Heb. Eloim, ou em forma abreviada El; Gr. Theos) – Gênesis 1:1; 17:1; Romanos 1:1.
Senhor – (VT) e Senhor (NT), (Heb. Yahweh; Gr. Kurios) – Genesis 4:1; Mateus 1:20. O nome Yahweh aparece muitas vezes ligado a certos verbos e substantivos, para frizar os atributos de Deus, por exemplo Yahweh-Jireh (O Senhor providenciará), Yahweh-Nissi (o Senhor é a minha bandeira) e Yahweh-Shalom (O Senhor é paz).
Senhor – (Heb. Adonai; Gr. Kurios) – Genesis 18:27 e 2ª de Pedro 2:9.
Senhor Senhor – (Heb. Adonai Yahweh) – Genesis 15:2.
Senhor (o teu) Deus (Heb. Yahweh Elohim; Gr. Kurios Theos) – Êxodo 20:2; Mateus 22:37.
Eu Sou – Êxodo 3:14; João 8:58.
Deus Todo Poderoso, Heb. El Shaddai; Gr. Theos Pantokrator) – Génesis 17:1; Apocalipse 16:14.
Deus Sempiterno – Gênesis 21:33.
Deus Eterno – Deuteronómio 33:27.
Deus Vivo – Josué 3:10.
Altíssimo Deus, Possuidor do céu e da terra – Gênesis 14:22.
Deus do céu – Jonas 1:9.
Deus de Abraão, Izaac e Jacob – Êxodo 3:6; Atos 3:13.
Santo de Israel – Isaías 43:3.
Senhor dos Exércitos – Isaías 1:24.
Rei eterno, imortal, invisível, o único Deus que é sábio – 1ª a Timóteo 1:17.
Único Potentado, Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores – 1ª  a Timóteo 6:15.

Yahweh e Adonai

No texto hebraico original do VT, que consiste apenas de consoantes sem quaisquer vogais, Yahweh está escrito YHWH, durante muito tempo pronunciado "ehovah". A pronúncia correta é "Yahweh". Numa observância literal do terceiro mandamento, ("Não usarás o nome do Senhor teu Deus em vão"), os judeus ortodoxos usam quase sempre o nome de Adonai. Quando ainda se praticava o serviço do templo, apenas o Sumo Sacerdote usava o nome de Yahweh uma vez por ano, quando entrava no Santo dos Santos, no Dia do Perdão, para oferecer um sacrifício de sangue pelos pecados de Israel. No entanto, o nome do Senhor (Yahweh) não é profanado, quando é usado com reverência em conversas, sermões e orações. A profanação do Seu Nome acontece, quando as pessoas o usam de maneira blasfema,  como exclamação de espanto ou desencorajamento. Desta maneira, profanam o santo Nome do Senhor, ao usá-lo em vão em juras e maldições. Não ficarão sem castigo.

Atributos naturais de Deus

Deus é incomparável (2 Samuel 7:22), Invisível (João 1:18), incompreensível (Isaías 40:28), imutável (Números 23:19), sem igual (Isaías 40:13-25), misterioso (Romanos 11:33-34), infinito (1 Reis 8:27), eterno (Isaías 57:15), todo poderoso – onipotente  (Jeremias 32:17,27), sempre presente – onipresente (Salmo 139:7-12), sabendo tudo – onisciente, no que respeita ao  passado, ao presente e ao futuro (Atos 15:18; 1 João 3:20; Isaías 48:3-5).

Atributos morais de Deus

Amor (1ª de João 4:8,16), santidade (1 Pedro 1:15; Apocalipse 4:8), bondade (Êxodo 34:6; Salmo 31:19; 52:1; 145:9), justiça (Salmo 89:14), odeia o pecado e a iniquidade (Salmo 5:5-7; 45:8; Hebreus 1:9), imparcialidade (Atos 10:34-35; 1ª de Pedro 1:17), compaixão (Êxodo 20:6; Isaías 55:7), graça (Romanos 3:23-24; 2ª aos Coríntios 9:8), verdade (João 14:6; 17:17) e ira (Salmos 2:5,12; 21:9; Apocalipse 6:15-17).

Na semelhança e imagem de Deus

Em Gênesis 1:26, o Deus Tri une diz: “Façamos o homem à Nossa imagem, à Nossa semelhança”. Nestas palavras do Criador, com as quais a história bíblica do homem começa – nós temos a revelação do propósito eterno a que o homem deve a sua existência – o futuro glorioso e eterno a que está destinado. Deus propôs-se criar um ente que seria a Sua mesmíssima imagem e semelhança. Quando o pecado entrou e o homem perdeu o seu alto destino, Deus não desistiu do Seu propósito. Foi com este facto em mente, que o Pai enviou à Terra o Filho, que era a imagem expressa da Sua Pessoa. 

N’Êle, a Semelhança a Deus para que tínhamos sido criados, e que nós temos de apropriar pessoalmente, era-nos revelada em forma humana. Só podemos ser como Deus, no que respeita aos Seus atributos morais, como o amor e a santidade, e não no que respeita aos Seus atributos naturais, visto que não somos deuses. 


O pensamento central da revelação de Deus a Israel e à igreja é: “Sêde santos, porque eu sou santo” (Levítico 11:44; 1 Pedro 1:15-16). O propósito da criação do homem só pode ser atingido, se morrermos para o pecado à semelhança da morte de Cristo e se então nos tornarmos também conformes com a Sua ressurreição, através da operação do Espírito Santo (Romanos 6:5).

 Por meio da fé na morte de Cristo na cruz, podemos livrar-nos da natureza pecadora do primeiro Adão, e “vestirmo-nos depois com o novo homem, que foi criado de harmonia com Deus em retidão e verdadeira santidade” (Efésios 4:22-24). Cristo é o segundo Adão, e apenas Ele pode restaurar à humanidade a vida recta para  que fomos chamados, mas que perdemos por causa da Queda.




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