MENTALIDADES NO DESERTO


SEXTA-Deut 1:1-6// É algo bastante curioso, o fato de que os israelitas fizeram um percurso no deserto que levaria 11 dias, em 40 anos! Porque será? Porque eles não apenas estavam no deserto, mas eles tinham uma mentalidade desértica. Nesse estudo, abordaremos dez mentalidades de deserto.


Mentalidade 1: Quando o passado e o futuro determinam o presente

Os Israelitas tinham um passado de escravidão no Egito e um futuro que não era palpável (a não ser pela fé). Lembranças do passado e medo do futuro, os fizeram penar no deserto. Há pessoas assim: Que vêm de um passado tenebroso, de escravidão, e, quando estão na tutela de Deus, não conseguem vislumbrar pela fé o futuro que Deus tem para elas. O que fazer?

1.1- Aprendendo a lidar com o passado

Com certeza não podemos apagar o nosso passado da nossa memória de recordação. Mas, podemos apagá-lo da nossa memória de emoção. Precisamos tirar lições do nosso passado. Nesse ponto, Moisés era curado. Ele teve todas as chances para ser um recalcado. Também tinha sido escravo, sua mãe biológica o havia deixado no rio (para que ele não morresse), viveu como filho adotivo, aos 40 anos foi obrigado a fugir do Egito para o deserto de Midiã, passou de príncipe a um mero pastor de ovelhas... Mas, Moisés entendeu que todo o seu passado estava sendo forjado por Deus para que ele fosse o libertador de Israel. Talvez o seu passado também tenha sido tenebroso... Mas hoje você vai entender que a sua história só contribuiu para que você se torne um grande líder! Líder de multidões! Deus vai usar suas experiências para curar outras vidas! É como a história do elefante. Nos circos que tinham elefantes, eles eram presos pela pata por uma pequena corrente. Se eles dessem um tranco, arrebentariam. Mas porque não arrebentavam? Porque essa corrente foi colocada quando eles eram filhotes. E eles cresceram sem saber que podiam arrebentar a corrente. Satanás pode ter colocado muitas correntes em você, mas você cresceu, se converteu e hoje você vai quebrá-la em nome de Jesus.

1.2- Aprendendo a lidar com o futuro

Se precisamos aprender a lidar com o passado, também precisamos aprender a lidar com o futuro. Geralmente o futuro com Deus é baseado em suas promessas. E é aqui que entra o perigo... Perigo da incredulidade! Porque não há nada que nos dê nenhuma garantia que as coisas acontecerão como Deus disse. A não ser a sua Palavra! Um episódio interessante foi quando Moisés mandou os doze espias. Só Josué e Calebe não tinham mentalidade de deserto. Por isso entraram na terra. Deus já havia prometido vitória! Eles teriam dificuldades, mas Deus garantiu vitória. O que eles deveriam fazer? Crer! Mas, não. Eles imaginaram todas as dificuldades. Prestem atenção: A imaginação é o oposto do crer! Quando imaginamos o momento de dificuldade já abandonamos a fé. Por isso, que ao estar prestes a passar por momentos de dificuldades, e for tentado a imaginar, repita em voz alta: "Não admito imaginar, só admito crer!" Leiamos Pv 3:5- "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te apóies em teu próprio entendimento". O entendimento é o oposto da fé. Aonde entra o entendimento, sai a fé. Algumas versões dizem:"...não tropeces em teu próprio entendimento..." O entendimento nos faz tropeçar. O apóstolo Pedro andou sobre as águas, mas quando caiu em seu próprio entendimento, afundou.

Mentalidade 2: Quando fugimos das coisas difíceis

É muito comum pessoas buscarem orientação pastoral e quando o pastor ou pastora orientam, as pessoas dizem: "É, eu sei que é o certo, mas isso é muito difícil." Quando falamos que algo é difícil, ele se torna mais difícil. Ler Deut: 30:11// Deus não nos manda fazer nada difícil.

2.1- Não é difícil porque temos o Espírito Santo. Ele é nosso ajudador. Ler Êxodo 3: 11 e 12// O próprio Moisés achou difícil libertar o povo, mas Deus disse: "Eu irei contigo". Foi uma maneira educada de dizer:" Você não é ninguém, mas eu sou tudo e irei com você para fazer o impossível!"

2.2- Êxodo 13:17- As vezes, Deus nos leva pelo caminho mais longo porque o caminho mais curto pode estar cheio de demônios. Deus sabe a hora certa que devemos lutar e contra qual tipo de demônio devemos lutar também.

2.3- Gálatas 6:9- Cansar na mente, é o fim. Devemos manter nossa mente ativa e viva, sem desistir. O diabo sabe que se atacar nossa mente e nos fizer desistir... Seremos fracassados.

2.4- O sofrimento precede o sucesso. Isso é uma verdade inegável. Assim como a soberba precede a queda, o sofrimento precede o sucesso. O próprio Jesus recebeu um nome sobre todo o nome, depois da sua morte e ressurreição. Se você está sofrendo, saiba que é grande o seu sucesso.

Mentalidade três: Transferir responsabilidades

Essa mentalidade é parecida com a anterior. Muitas pessoas recebem responsabilidades de Deus que são pessoais e intransferíveis, mas porque acham que não são capazes ou então, acham que é difícil demais, ou ainda, que exige uma certa disciplina; então querem transferir essa responsabilidade para outras pessoas. O povo tinha essa mentalidade. Vejamos alguns aspectos em que o povo transferia toda a responsabilidade para Moisés:

3.1- O povo transferiu a responsabilidade do sacerdócio: Êxodo 19: 1-25. O desejo de Deus era que todo israelita fosse um sacerdote (6), mas porque o povo sentiu medo (16), ao invés de gratidão, Deus instituiu o sacerdócio levítico. Há muitos crentes em nossas igrejas hoje que estão passando um deserto porque não querem assumir a responsabilidade sacerdotal. Têm medo. Querem sempre ser expectadores. Conclusão: As bênçãos do sacerdócio nunca são usufruídas por esses crentes. Deus têm bênçãos específicas para aqueles que lideram, que ministram.

3.2- Responsabilidade de comunhão pessoal. Quando o povo transfere para alguém uma responsabilidade sacerdotal, com certeza, até a responsabilidade mais intransferível que é o relacionamento com Deus, é transferido. Observem, no episódio do bezerro de ouro (como em outros) era Moisés quem pedia perdão a Deus pelo pecado do povo. Nunca o povo pedia. Êxodo 32:30-32. A conseqüência disso é que Deus embora perdoasse o povo por amor a Moisés, sempre havia uma punição, um castigo. Há muita gente sendo açoitada por Deus porque não se arrependem de seus pecados. A misericórdia de Deus as alcança pela oração de seus líderes.

Mentalidade 4: Ser viciado em lamúrias

A lamúria é um vício da mente tão sério quanto outros distúrbios. Há pessoas que lamuriam de tudo. Se está calor, "que calor infernal..."; se está frio, "que frio do cão..." E por aí vai. Não sabem dar glória a Deus. O povo de Israel lamuriava de tudo! Da comida, da bebida, do clima... Mentalidade desértica! Ler 1Cor 10: 9-11.

4.1- A lamúria abre brecha para satanás. O coração grato se comunica com Deus, mas o ingrato, com o diabo. Porque o diabo nunca é grato. Há pessoas que estão sofrendo níveis fortes de tentação, opressão, obssessão e até possessão, porque não têm espírito grato.

4.2- A lamúria abre brecha para perdermos o que temos. Quantas pessoas se pegam reclamando do chefe, do emprego, do salário... Enquanto deveriam estar gratas por terem emprego, salário... Quando o diabo sente a nossa ingratidão, ele tem legalidade para tirar o que temos.

4.3- A lamúria abre brecha para que o nosso país se endemonize. Reclamar da pátria, do governo é uma forma de entregá-los a demônios. Salientando os pontos positivos da nação, devolvemos a Deus o privilégio de liderá-la. Ao invés de lamuriar devemos ter corações gratos. Vejamos os ensinos de Paulo: Fil 2: 14-15 e Fil 4:6... Vejam como a questão da lamúria é coisa séria. Há muita gente no deserto porque não sabem agradecer.

Mentalidade 5: Não saber esperar

A impaciência é uma outra mentalidade de deserto. Quando queremos que tudo seja resolvido no nosso tempo e não no tempo de Deus. Precisamos saber esperar! A paciência é uma grande virtude vinda de Deus! Na verdade, esperar não é uma virtude, a paciência, sim. Como assim, pastor? Deixe-me explicar: Esperar é uma condição que todo ser humano, obrigatoriamente, precisa passar. Por isso, o negócio não é esperar, mas, como se espera! imagine um consultório médico em que há aproximadamente, vinte pessoas esperando para serem atendidas. Todas estão esperando, mas cada uma espera de um jeito... Algumas andam de lá prá cá; Outras, lêem revistas; Outras reclamam o tempo todo; Outras, ainda, conversam animadamente... Percebam que todas estão esperando! Mas, cada uma a seu jeito. Por isso, que esperar não é virtude. A virtude está em como se espera. Na paciência. Por isso o salmista diz: "Esperei com paciência no Senhor!" Esperei com paciência! "Como esperar" é algo que diz se temos ou não mentalidade de deserto. Na verdade, passamos mais tempo esperando do que recebendo. Por isso, precisamos aprender a usufruir melhor do tempo de espera. Devemos nos lembrar que a paciência é uma forma de Deus para forjar em nós um caráter indesistível. Ler Tiago 1:2-4.

5.1- Inimigos da paciência

5.1.1-Orgulho. O orgulho nos impede de esperar. Achamos que somos importantes demais para isso.

5.1.2- Visão idealista, sem realismo. Por melhor que seja algo, sempre haverá problemas. Imaginar uma vida sem problema algum, é utopia. Não sou um crente pessimista, mas, devemos encarar os problemas como forma de crescimento.

Mentalidade 6: Culpar os outros pelos seus próprios erros

Essa mentalidade é uma das mais antigas. Acompanha o homem desde o Édem. Adão e Eva culparam um ao outro, culparam a Deus e o diabo por uma atitude que, primeiro, eles deveriam se arrepender e confessar. O povo de Israel, culpou ao próprio Moisés pelos problemas que eles viviam no deserto. Ao invés de terem gratidão por ter saído do Egito, eles culparam a Moisés. Ler Números 21:5. É uma mentalidade de deserto culpar os outros. Jamais sairemos de um deserto se mantivermos essa postura. A psicologia, muitas vezes, incentiva essa atitude. Mas, devemos aprender que se existe alguma coisa ou pessoa que no passado se tornou a causa de nosso comportamento errado hoje, se esse comportamento se perpetuar amanhã, então, nós nos tornamos os culpados. Alguém pode ser pedra de tropeço para nós, mas, perpetuar o erro, é culpa nossa. Lições sobre culpa e confissão

6.1 Ninguém, a não ser pelo Espírito, reconhece um pecado. Se perguntarmos ao pior bandido se ele é culpado ou não, ele vai culpar os pais, o país, o estado... A todos, menos a ele mesmo. Conta-se que nos EUA, um criminoso perigoso ao ser abordado por um policial quando estava dirigindo, sacou a arma e o matou friamente. Depois, ele foi para o hotel onde estava hospedado. A polícia descobriu o seu esconderijo e foi prendê-lo. Ao ser preso, os jornais pediram que ele falasse algo para a população. E suas palavras foram: "Eu sou um pobre homem incompreendido..." Minutos antes, acabara de matar um pai de família e agora é pobre e incompreendido. Ninguém se acha culpado. Convencer é tarefa do Espírito. Por isso devemos pedir para que o Espírito nos convença dos nossos erros.

6.2- Devemos eliminar de nossas vidas o termo "se". Ah, se eu fosse mais rica"... Ou "se eu fosse mais magro"... Ou, ainda: "Se meus filhos me ajudassem mais..." Pessoas que têm mentalidade de deserto, têm sempre um "se" para atrapalhar. Nunca estão felizes com a realidade.

6.3- Devemos tomar cuidado com os termos "Mas", "porém", "entretanto". Ler números 13:25-28. O grande problema é que muitas vezes nossos pensamentos parecem maiores do que Deus. Por isso, acrescentamos o "mas" depois de grandes relatórios. Por tudo isso, devemos pedir a Deus a verdade sobre nós no nosso íntimo, nos arrepender, confessar e confiar na mão poderosa de Deus.

Mentalidade 7: Auto-comiseração

Esse é outra mentalidade terrível. Ler Número 14:1-4. O povo sentia muita pena de si mesmo. E isso é um grande equívoco de satanás. Sempre que alguém nos fere, no momento do desapontamento, o diabo nomeia um demônio para nos colocar sentimento de pena de nós mesmos. A Bíblia não nos autoriza a sentir pena de nós mesmos e sim, dos outros. Há muitas pessoas que estão dando voltas no deserto porque têm pena de si mesmas e gostam disso. O próprio Jesus perguntava se a pessoa queria mesmo ser curada, antes de efetuar a cura. Porque para muitos, o sofrimento é uma forma de ficar no auge, de ter o carinho das pessoas. Leia, por exemplo, João 5: 1-8, e, perceba que a resposta do paralítico a Jesus foi outra diferente da pergunta. Ainda bem que Jesus usou de misericórdia com ele.

Como sair da auto comiseração?

7.1- Quando alguém lhe perguntar: "Como vai?" , Diga: "Estou ótimo!" Pois a despeito de qualquer sofrimento, somos felizes em Cristo. Fale sobre seus sofrimentos com pessoas certas que vão, de fato, lhe ajudar.

7.2- Evite chorar no banheiro. Você sabe porque pessoas gostam de chorar no banheiro? Para se verem chorando no espelho. Se olhar chorando alimenta ainda mais a auto comiseração.

7.3- Nunca diga: "Eu sou um coitado". A palavra coitado, etimologicamente falando, significa: "Aquele que sofreu coito forçado". Por isso, cuidado com as palavras.

7.4- Rejeite palavras de pessoas que insistem em fazer com que você se ache um miserável.

7.5- Decore versículos bíblicos que dizem da sua posição em Cristo.

Mentalidade oito: Sentimento de indignidade

Ler Josué 5:9// Alguns versos à frente (no capítulo 6), o relato mostra a forma como Deus conduziu o povo a dominar e conquistar Jericó. Mas porque a humilhação precisava ser retirada antes? Para mostrar o que só Deus pode fazer. Só Deus pode remover a humilhação. E quando ele faz isso, precisamos confiar na sua graça. O diabo quer trazer desgraça. E esse sentimento vem embutido num pensamento que, aparentemente, é bom. Um pensamento de que precisamos ser merecedores da graça. Ninguém pode ser merecedor da graça, porque graça é graça (de graça). Então, a única coisa que devemos fazer é descansar na graça de Deus e saber que jamais seremos merecedores. Como o pensamento da desgraça entra em nossas mentes?

8.1- Através de ensinamentos dos pais. Você já percebeu nesse versículo (Josué 5:9) que nenhum daqueles Israelitas (exceto Josué e Calebe) conheceram o Egito? Então como Deus iria retirar deles a humilhação do Egito? Porque essa humilhação passou de pai para filho. Há muitas coisas que nossos pais nos ensinam que são do Egito. E palavras como: "você não é merecedor..." "Você é mau...", devem ser rejeitadas. Aliás, a frase "você não é um merecedor" deve ser reinterpretada por: "Sim, eu não sou um merecedor, mas Deus não chama merecedores, Deus chama crentes!"

8.2- Sentimento de operário ao invés do de filiação: Somos chamados para ser filhos. E filhos não precisam merecer nada para serem amados. Filhos são filhos. Na parábola do filho pródigo, havia um outro pródigo que tinha mente de deserto (operário): "Tanto tempo te servi..."

8.3- Visão distorcida sobre si: Ler Números 13:33// Você jamais atravessará um deserto sem a ajuda de Deus. Mas, se tiver uma atitude negativa sobre si mesmo, mesmo que ele tente ajudá-lo você não a receberá. Não olhe para o quanto falta a chegar, mas o quanto você já andou.

Mentalidade 9: Sentimento de inveja

Uma outra mentalidade do deserto é a inveja. Não devemos admitir jamais manter esse sentimento. Devemos sim, admitir que o temos, se de fato tivermos. Devemos ser honestos conosco mesmo e com Deus em relação ao que sentimos. Mas, rejeitar qualquer sentimento de inveja. A inveja é a podridão dos ossos (Provérbios 14:30). Satanás coloca em nosso coração, o sentimento de que alguém é mais importante, mais inteligente, mais bonito que nós. Bem... E se isso for verdade? E daí? Por que não devemos sentir inveja?

9.1- Não devemos sentir inveja porque sempre alguém será melhor que outro mesmo. Você já reparou que quando alguém bate um recorde num esporte, sempre aparecerá outro depois que baterá outro recorde? Mesmo que o recorde atual pareça intransponível, aparecerá alguém melhor. E sobre beleza? Alguém poderia dizer que fulano ou sicrano são o homem e a mulher mais lindo(a) de todos os tempos? Você já observou que sempre aparecerá alguém mais bonito? Por que? Isso é fruto da criatividade de Deus. Deus sempre faz o melhor. O melhor ainda está por vir. E, na verdade, deveríamos ficar felizes por isso. Por saber que ninguém é o top do mundo.

9.2- Não somos amados por causa de nossas habilidades. Isso é uma outra verdade. Nem Deus e nem as outras pessoas nos amam pelo que fazemos ou temos. Somos amados pelo que somos. Você já observou que há muitos pregadores na mídia que não pregam tão bem quanto outros que não estão? Então, por que um está e o outro não? Porque Deus não escolhe pessoas por habilidade, mas por fidelidade. Por isso, podemos descansar no Senhor. Basta ser fiéis. Não sou pastor de uma igreja porque prego melhor, ensino melhor, etc. Pode ser que dentro da própria congregação alguém faça melhor (devo me sentir feliz por isso). Sou pastor, porque Deus me escolheu e capacitou. O fato de alguém fazer melhor, não diz que ele é escolhido e capacitado para fazer o que eu faço na posição que estou. Deus tem uma posição para cada um.

9.3- Evite competir com outros. Sim. Você só deve competir com você mesmo. Ser amanhã melhor que hoje. Os discípulos de Jesus também tinham essa mente de deserto. Em Lucas 22 encontramos esses discípulos discutindo sobre qual deles era o maior. Nosso Senhor ensinou que o maior é aquele que desejava ser o menor. Escute: Alguém que só participa de um jogo para ganhar, tem sérios problemas na alma que precisam ser tratados. Ciúme e inveja são tormentos do inferno.

Mentalidade 10: Ou faço do meu jeito ou não faço de forma alguma

Os Israelitas demonstravam muita teimosia e rebeldia durante os anos de deserto. Por isso, morreram lá. Eles simplesmente não faziam o que Deus lhes dizia para fazer. Clamavam a Deus para tirá-los dos problemas quando se metiam em confusão. Eles até mesmo respondiam às suas instruções com obediência, até que as coisas melhorassem. Então, repetidamente, eles voltavam à rebeldia. E esse mesmo ciclo é registrado tantas vezes no Velho Testamento que é quase inacreditável. Mesmo assim, se não andarmos em sabedoria , gastaremos a nossa vida fazendo o mesmo. Se quisermos ser abençoados, precisamos aprender a ser submissos. E, muitas vezes, submissão é abrir mão do nosso jeito e fazer do jeito do líder. Isso também é tratamento de Deus. 10.1- Deus quer obediência e não, sacrifícios. Ler 1 Sam 15: 22-23. Um exame da vida de Saul nos mostra que lhe foi dada uma oportunidade de ser rei. Ele não manteve a posição por muito tempo porque tinha suas próprias idéias a respeito das coisas...

10.2- Obediência e desobediência, ambas têm conseqüências. Nossa escolha para obedecer ou não, afeta aos que estão a nossa volta. Se os Israelitas tivessem obedecido a Deus prontamente, a vida deles seria longa. Muitos deles, inclusive seus filhos, morreram no deserto porque não se submeteram. Pense nisso: Se você optar pela desobediência e pelo deserto, você manterá os seus filhos com você. No futuro, eles poderão sair, mas pagarão um preço pela sua desobediência. A sua própria vida poderia estar em melhores condições se alguém em seu passado tivesse obedecido a Deus.

10.3- Pensar errado sobre nós mesmos também é uma forma de insubmissão.

Não importa o que eu e você pensamos sobre nós. Deus escreveu o que ele pensa na Bíblia. Traga todo pensamento cativo a Cristo. Esse é exatamente o ponto central de 2 Cor 10:4-5. Examine o que está em sua mente. Se concordar com o que Deus pensa, amém. Se não, lance fora os seus pensamentos e fique com os de Deus.

Conclusão

Uma viagem que era para ser feita em onze dias, demorou quarenta anos porque o povo tinha mentalidade de deserto. Todo deserto tem um começo e um fim, mas se tivermos essas mentalidades, daremos voltas nele por muito tempo. Examinemos a nós mesmos e eliminemos essas mentalidades de nossas vidas

Comentários

Nilton Silveira disse…
A Paz!
Realmente devemos abandonar estes pensamentos desertistas para que possamos ir rumo à nossa Israel prometida.
Deus abençoe!

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