domingo, 9 de outubro de 2016

Julgamento de pena de morte para pastores no Sudão é adiado

Julgamento de pena de morte para pastores no Sudão é adiado
O julgamento de dois pastores acusados de "espionagem" no Sudão foi adiado para o próximo mês, após o Tribunal entender que a acusação não se preparou adequadamente para o caso.
Quatro réus, incluindo dois pastores cristãos e um cristão estrangeiro, estão acusados de terem cometido o crime de "espionagem" no país. Todos negaram as acusações.
O julgamento em Cartum (capital do Sudão) foi adiado pela segunda vez, depois que o juiz alertou que a acusação precisa estar devidamente preparada.
Todos os quatro homens podem ser condenados à pena de morte, caso sejam considerados culpados no Tribunal.
São eles os pastores Hassan Taour, Kuwa Shamal, o voluntário checo Petr Jasek e Abdulmonem Abdumawla, de Darfur.
Quando o caso foi retomado pelo Tribunal na última segunda-feira (26), a promotoria usou vídeos para "embasar" suas acusações de espionagem contra os cristãos, segundo fontes próximas ao julgamento informaram à organização cristã 'World Watch Monitor' (WWM).
A defesa disse que o material não era relevante para o caso. O juiz aparentemente concordou com a objeção dos advogados dos pastores e avisou que a acusação deveria ir ao julgamento mais preparada na próxima vez.
A audiência foi adiada para o dia 17 de outubro.
De acordo com a organização 'Christian Solidarity Worldwide', Jasek é acusado de "propagar notícias falsas". Ele, Taour, Shamal e Abdumawla estão sendo acusados de pelo menos sete crimes, incluindo "uma guerra contra o Estado".
Uma acusação contra os pastores é que eles propagaram notícias sobre igrejas sendo incendiadas em Cartum e bombardeios nas montanhas de Nuba, onde os cristãos são classificados como "ateus" ou "infiéis".
Na Lista da Missão Internacional Portas Abertas para 2016, sobre os países com maior índice de perseguição religiosa, o Sudão está em oitavo lugar e a organização pediu orações pelas vidas dos quatro réus.

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