sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Destroços da batalha na qual romanos tomaram Jerusalém são encontrados

Jerusalém, 20 out (EFE).- Israel anunciou nesta quinta-feira a descoberta de destroços que evidenciam a batalha na qual os romanos tomaram a cidade de Jerusalém, após atacar a conhecida como terceira muralha que rodeava a cidade santa, no ano de 70 d.C.
A Autoridade de Antiguidades de Israel apresentou hoje o que descreveu como "impressionante e fascinante evidência do campo de batalha e da queda da terceira muralha que rodeava Jerusalém", descoberta em 2015 durante escavações para realizar a construção de um prédio no que hoje é o centro da parte oeste da cidade.
A escavação arqueológica encontrou os destroços de uma torre que fazia parte da muralha durante a época denominada pelo Judaísmo do Segundo Templo (entre os anos 530 a.C. e 70 d.C.), cuja fachada ocidental mostra "marcas dos projéteis que os romanos dispararam com suas catapultas contra a guarda judia que defendia a muralha", assegura esse organização em comunicado.
"É um testemunho fascinante do bombardeio intensivo do Exército romano, liderado por Tito em seu caminho para conquistar a cidade e destruir o Segundo Templo (judeu)", explicam na nota os diretores da escavação, Rina Avner e Kfir Arbib.
"O bombardeio tinha como objetivo atacar os sentinelas que guardavam a cidade e oferecer proteção para que as forças romanas pudessem se aproximar das muralhas com aríetes para romper suas defesas", detalham os arqueólogos.
Segundo o historiador romano de origem judaica Flávio Josefo, a muralha foi projetada para proteger um novo bairro da cidade que tinha se desenvolvido fora da parte amuralhada, ao norte das duas barreiras que existiam e foi começada por Agripa I, que suspendeu sua construção para mostrar lealdade ao imperador Cláudio, o que impediu que se acabasse até duas décadas mais tarde.
A recente descoberta será apresentada na próxima semana na conferência "Novos estudos de arqueologia de Jerusalém e sua religião", na Universidade Hebraica de Jerusalém. EFE

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