sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Boko Haram , braço armado do islamismo radical , já matou mais de 100 mil pessoas para exterminar o cristianismo da Nigéria


O grupo terrorista islâmico Boko Haram já matou cerca de 100 mil pessoas - entre muçulmanos e cristãos - e deslocou mais de dois milhões de cidadãos, para cumprir sua missão já estabelecida anteriormente: exterminar o cristianismo da Nigéria.
O jornal "Times Premium" da Nigéria informou que as estatísticas foram compartilhadas pelo governador Kashim Shettima, do estado de Borno no início desta semana, como parte de um documento intitulado "Gerenciando a crise do Boko Haram no estado de Borno, experiências e lições para uma Nigéria multipartidária, multiétnica e multireligiosa".
"A insurgência do Boko Haram levou a mortes de quase 100 mil pessoas seguindo as estimativas de nossos líderes comunitários ao longo dos anos", relatou Shettima.
"Dois milhões, cento e quatorze mil (2.114.000) pessoas foram deslocadas internamente em dezembro de 2016, com quinhentos e trinta e sete mil, oitocentas e quinze (537.815) em campos separados, 158.201 estão em campos oficiais que consistem em Seis centros com dois campos de trânsito em Muna e Customs House, ambos em Maiduguri", acrescentou.
O Boko Haram vem realizando uma insurgência na Nigéria desde 2009, atacando edifícios governamentais, igrejas em cidades e comunidades inteiras, buscando expulsar todos os cristãos do país, que compõem aproximadamente metade da população.
O presidente Muhammadu Buhari afirmou que o exército nigeriano alcançou ganhos significativos contra o Boko Haram em 2016, mas o grupo radical islâmico continua a realizar ataques terroristas.
Segundo relatórios de janeiro BBC News, os extremistas estão mesmo usando mulheres disfarçadas de mães que carregam seus bebês em ataques suicidas. As mulheres e as crianças sofreram duramente sob o domínio do Boko Haram.
Sendo um dos casos de sequestros do grupo que ganhou repercussão internacional, maior parte das mais de 200 estudantes cristãs raptadas da cidade de Chibok em 2014 ainda está desaparecida.
Destruição
Grupos como a Associação Cristã da Nigéria relataram que pelo menos 900 igrejas já foram destruídas no norte da Nigéria, apenas pelas mãos dos radicais, enquanto a guerra contra os seguidores de Jesus Cristo continua com força total.
"Os cristãos continuam a ser o alvo principal e constante dos radicais islâmicos como Boko Haram e militantes Fulani, não tendo qualquer esperança de serem protegidos ou que as autoridades façam justiça pelas vítimas", advertiram organizações de vigilância, como a 'International Christian Concern'.
Os pastores Fulani [criadores de gado da região, que são extremistas islâmicos] também têm sido uma crescente ameaça violenta contra os cristãos, matando dezenas de crentes, somente este ano, devido a supostas disputas de terra.
O governador Shettima, por sua vez, alertou contra o que ele descreveu como "teorias de conspiração" sugerindo que alguns membros islâmicos do governo nigeriano têm apoiado o Boko Haram.
"Conspiração"
O governador de Borno defendeu o ex-presidente Goodluck Jonathan, um cristão, pelo modo como ele tratou crise, e argumentou que as teorias de conspiração têm atrapalhado operações importantes, como resgatar as meninas Chibok.
"Enquanto isso, o fracasso do Estado em cumprir seu dever constitucional de resgatar as alunas e trazê-las de volta da floresta de Sambisa para a República Federal da Nigéria, por qualquer meio necessário, foi ignorado quando uma nação embaraçada buscou refúgio em mais uma conspiração para minar um presidente cristão e do sul", disse ele.
Shettima disse que as teorias da conspiração também estão procurando obstruir a administração de Buhari.
"Curiosamente, embora seja claro que as teorias de conspiração não fazem nada de bom, elas parecem ser obstinadamente atraentes na Nigéria, porque mesmo enquanto falamos, houve uma série de mensagens de mídia social nas últimas semanas, alegando que os Fulani estavam sendo infiltrados nas igrejas para gerar o caos", disse ele.
"A coisa toda parece ser uma espécie de esforços para ligar uma presidência liderada por um homem Fulani às atividades de criminosos assassinos, alguns ou a maioria dos quais pode ser Fulani por etnia", finalizou.

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