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KUALA LUMPUR, Malásia – O principal grupo cristão da Malásia acusou o governo de destruir 5 mil Bíblias personalizadas importadas que tinham sido apreendidas pelas autoridades do país majoritariamente muçulmano. A acusação agravou uma disputa sobre a distribuição de Bíblias em língua malaia que contenham a palavra Alá como tradução para Deus. O governo proibiu o uso do vocábulo Alá em textos não-muçulmanos, dizendo que poderia confundir os muçulmanos.
"A comunidade cristã na Malásia, fica profundamente magoada, pois o governo tem destruiu vários exemplares da Bíblia", disse, em um comunicado, a Federação Cristã da Malásia, que representa a maioria da Igreja do país.
O Departamento do Primeiro-Ministro disse que vai liberar as Bíblias para reduzir o atrito. Mas garantiu aos muçulmanos que o anúncio não prejudicará os seus interesses em um processo judicial em curso sobre se os não-muçulmanos têm o direito constitucional de usar a palavra Alá para definir o seu deus.
O governo está recorrendo de uma decisão judicial dezembro 2009 em que as minorias religiosas - em sua maioria cristãos, budistas e hindus - têm o direito de usar a palavra Alá como deus. A decisão judicial causou tensões e 11 igrejas foram atacadas por bombas incendiárias, após alguma indignação entre os muçulmanos.
Fonte: Compass Direct News
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