terça-feira, 23 de setembro de 2014

Há seis anos, a violência anticristã transformava a Índia


Há seis anos, a violência anticristã transformava a Índia
Em 2008, motins varreram o distrito de Kandhamal, em Orissa, e ainda permanecem como um dos piores incidentes de violência anticristã na história da Índia independente. Os acontecimentos abalaram toda a nação e continuam a produzir réplicas mesmo depois de seis anos.
O gatilho que desencadeou a violência começou no dia 24 de agosto de 2008, com a morte de um líder hindu chamado Lakshmanananda Saraswati. Após quase três meses de violência, o Tribunal Popular Nacional registrou que mais de 56 mil pessoas foram deslocadas e forçadas a fugir para as florestas, pois uma multidão de hindus enfurecidos havia incendiado mais de 5.600 casas e 300 igrejas e instituições cristãs. O tribunal também estimou que mais de 100 pessoas foram mortas na violência, muitas delas cristãs (alguns mortos a machadadas e vários queimados vivos por uma multidão). Pelo menos três mulheres foram estupradas durante o motim. 
A destruição de K.K Singh 
K.K Singh foi um remoto vilarejo no distrito de Gajapathi, em Orissa, uma vila que não existe hoje, porque foi completamente destruída em 2008 por ser uma aldeia cristã. 
O Sr. Biswasdas Lima, de 66 anos, foi pastor de uma igreja batista em K.K Singh e compartilhou seu testemunho sobre o dia em que K.K Singh foi destruída, enquanto lágrimas escorriam dos olhos. 
No dia 26 de agosto, por volta das 6 da tarde, uma multidão de cerca de 300 radicais hindus invadiu a aldeia com armas e facas, gritando slogans anticristãos e criando o que Lima descreveu como uma "guerra”. Vendo a grande multidão de radicais hindus transportando armas e facas, os moradores cristãos de K.K Singh correram para a floresta mais próxima, tentando se salvar. Estes cristãos foram perseguidos pelos radicais hindus e correram em diferentes direções para se esconder na floresta. 
Os cristãos que fugiram passaram a noite inteira na floresta, sem nada para comer ou beber. Na parte da manhã, quando eles retornaram para a aldeia, ficaram chocados ao ver que toda a aldeia foi reduzida a cinzas. Neste ponto da descrição dos acontecimentos, Lima parou e disse: "Tudo o que tínhamos, até mesmo nossas roupas e UTENSÍLIOS DE COZINHA, foram queimados a cinzas, todas as nossas esperanças de um futuro foram destruídas." 
Mais uma vez, no dia 27 de agosto, os radicais hindus voltaram a K.K Singh com a intenção de matar os cristãos, sabendo que eles provavelmente teriam retornado da floresta. Os cristãos tiveram de fugir novamente para as florestas. Alguns cristãos queriam revidar, mas Lima, que era um pastor e tinha autoridade na aldeia, os exortou para não retaliarem, dizendo: "Nós não queremos derramamento de sangue e precisamos nos proteger, deixando este lugar."
Seguindo o conselho de Lima, os cristãos abandonaram K.K Singh deixando para trás as estruturas queimadas que eles costumavam chamar de suas casas. A comunidade cristã de K.K Singh então passou três meses em um acampamento do governo antes de se mudarem para Meliyaputti, uma aldeia na fronteira de Andhra Pradesh, um estado vizinho de Orissa. 
"[Ficamos] sem os serviços básicos, como água potável, saneamento e estradas na aldeia recém-formada". Lima continuou: "O governo deu [para cada morador] 35.000 rúpias para construirmos nossas casas, o que não é suficiente para colocar nem mesmo uma estrutura básica para se viver."
"A assistência e reabilitação tem sido extremamente tardias", afirmou o Dr. John Dayal, membro do Conselho de Integração Nacional (NIC, sigla em inglês) em resposta a perguntas sobre as vítimas cristãs de 2008. 
Ore pelas famílias que, por causa de sua fé, enfrentaram ataques tão severos em 2008 e até hoje.

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