A lição da escola profética desta semana é a Parashá Mishpatim


(Julgamentos) uma das porções da Torah. Porque assim como Deus mandava o Maná todos os dias, e no sábado vinha o maná dobrado, assim também, toda palavra que é liberada a cada semana, que são as parashás, vem um Mazal que é uma unção para cada semana.
A Parashá desta semana começa hoje 13/02 e vai até o dia 20/02.

Ex 21.1–24.18 / Jr 34.8-22; 33.25,26; II Rs 11.17–12.17 / Mt 17:1-11
A nossa Parasha desta semana tem início com os julgamentos (juízos) do Eterno que são delineados e expostos de forma clara e conclusiva ao povo de Israel. Eles são propostos na forma de uma lei civil, a fim de instruir o povo como proceder quando se defrontar com aquela situação. Veremos o quão profundas são estas leis e como pode o povo ser abençoado ao obedecê-las.
Mishpatim - As diretrizes Divinas que regulamentam a conduta entre um judeu e seu semelhante.
Lição 11 - Parashá Mishpatim (Julgamentos)A Torah nos ensina que devemos observar duas classes de mitsvot:
Mitsvot a respeito de D'us e as mitsvot em relação a outro judeu. Esta parashá nos ensina leis que tratam do dano causado a pessoas ou a propriedades. Essas leis recebem o nome de mishpatim. Mishpatim regulamentam a conduta entre o homem e seu semelhante, e a vida em comunidade.
D'us entregou aos judeus os Dez Mandamentos no Monte Sinai na manhã de seis de Sivan. No final daquele dia, D'us ensinou a Moshê os mishpatim e Moshê logo os ensinou ao povo judeu. Alguns dos mishpatim já tinham sido transmitidos aos Filhos de Israel enquanto acampavam em Mará, ainda antes da Outorga da Torah, e os mishpatim adicionais foram agora comunicados enquanto o povo ainda estava reunido aos pés do Monte Sinai.
Da mesma forma que a rainha nunca deixaria o palácio para dar um passeio, a não ser que tivesse previamente mandado um exército de guarda-costas fortemente armados à frente e outra tropa armada na retaguarda para assegurar-se de que nenhum intruso conseguiria aproximar-se, similarmente, os Dez Mandamentos foram precedidos e seguidos pelos mishpatim, já que estes são básicos para a sobrevivência da civilização humana. Nossos Sábios afirmam na Ética dos Pais: "Sobre três pilares o mundo se sustenta - verdade, justiça e paz."
D'us ordenou a Moshê: "Ensine os mishpatim ao povo de Israel, de maneira similar a de quem arruma a mesa. Disponha-os de maneira clara e elucidativa!"
Moshê esforçou-se ao máximo para apresentar as leis num sistema claro. Como recompensa, a Torah liga seu nome aos mishpatim, registrando (Shemot 21:1): "E estes são os mishpatim que você disporá diante deles."
D'us mandou Moshê avisar o povo de que qualquer disputa entre eles, ou qualquer reivindicação que um judeu possa ter contra ou-tro deve ser estabelecido pela lei da Torah, num tribunal judaico, e não perante um tribunal gentio. Um judeu é proibido de ir a um tribunal de justiça não-judeu para uma decisão judicial (a não ser que receba permissão de um tribunal rabínico), pois isto diminui a autoridade da Torah e causa uma profanação do Nome Divino.
Como Moshê ensinou a Torah ao povo judeu?
Como o povo judeu aprendia as novas mitsvot de Moshê?
1 - Primeiro D'us ensinava a Moshê a mitsvá, ou várias mitsvot juntas.
2 - Então, o irmão de Moshê, Aharon, entrava na tenda de Moshê. Este ensinava a Aharon tudo que havia aprendido.
3 - Entravam os filhos de Aharon, El'azar e Itamar. Moshê lhes repetia a mitsvá. Ao mesmo tempo, Aharon, que estava ali sentado, escutava.
4 - Em seguida, entravam os setenta anciãos. Novamente Moshê repe-tia a mitsvá enquanto Aharon e seus filhos escutavam. Os anciãos se sentavam.
5 - Finalmente, todo o povo se reunia. Pela quarta vez, Moshê re-petia o que havia escutado de D'us.
6 - Agora Moshê saía. Aharon se punha de pé e voltava a ensinar a mitsvá a todos os presentes, e depois saía.
7 - Então El'azar e Itamar repetiam a mitsvá em voz alta e saíam. Desta forma se ensinava a todo judeu a nova mitsvá quatro vezes.
Mais tarde, os judeus continuavam conversando sobre as mitsvot. Os anciãos tinham a tarefa de assegurar-se que todos e cada um compreendesse e conhecesse bem cada mitsvá.
Aprendemos daqui que não basta estudar os ensinamentos da Torah apenas uma vez. Para conhecer bem esses assuntos, é necessário re-petir o estudo várias vezes.
Tudo começa assim: “Estes são os estatutos que lhes proporás” (Êx 21:1). A palavra “estatutos” é mishpatim e que significa justiça, ordenança, costume, maneira. A palavra representa aquilo que é a idéia mais importante para a correta compreensão do governo seja do homem seja de D-us. A palavra sempre se relaciona com julgamentos realizados numa base correta, honesta e justa. 
São orientações que abrangem todo o tipo de assunto, mas sempre mos-trando-nos que há um ponto de equilíbrio que nos foi ensinado pelo Eterno. Quanto ao ser senhor de alguém está dito: “Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça” (Êx 21:2). A palavra servo em hebraico é ebed, e significa escravo, servo. Enquanto que a palavra servir é a-bad, e significa trabalhar, servir, esta tem o sentido de “adorar”, “obedecer à D-us”. Isso nos mostra que o trabalho deveria ser realizado como um ato de adoração e serviço em obediência ao próprio D-us. O trabalho seria feito com alegria e como uma bênção! Ao contrário do que acontece hoje em dia, naquela época o servo não escolhia que tipo de trabalho faria! Ainda assim ele teria de fazê-lo com alegria. Sua postura teria também a função de glorificar ao nome do Eterno, pois ali estava um servo de um homem, mas também um servo do D-us de Israel e que haveria de testemunhar quem era Ele. Seu trabalho como servo cumpriria um ciclo de seis anos, sendo depois liberto, pois no sétimo ano ele “descansaria”, porém já como homem livre. Havia somente uma exceção: “Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre” (Êx 21:5,6). Aqui havia uma relação diferente entre servo e senhor. O servo diz amar seu senhor. A palavra amar em hebraico é ahab. Seu sentido principal é o amor ou afeto entre duas pessoas. Neste caso, após haver uma relação de serviço entre duas pessoas, o servo declara que ama seu senhor! A palavra senhor é adon e significa dono, proprietário, aquele que possui. É a raiz de Adonai. Aqui temos o exemplo de que é possível haver uma profunda empatia entre pessoas que trabalham juntas. Não é necessário haver opressão, injustiça, falta de respeito, etc... Quando obedecemos a palavra e tratamos dignamente as pessoas, o resultado faz sentir-se imediatamente nas relações trabalhistas. Este servo quer, voluntariamente, ficar para sempre com seu senhor! Serví-lo é uma alegria, e por isso ele tem sua orelha furada, como um sinal visível de quem ele é. Com este sinal ele diz publicamente: “Sou um servo que tive a oportunidade de ser livre, porém optei em continuar servindo por amor”.
O escravo hebreu vendido pelo tribunal
A mitsvá referente ao escravo hebreu foi escolhida para ser a primeira da parashá de Mishpatim. O Povo de Israel foi libertado do Egito a fim de tornar-se servo de D'us. Um judeu deve tratar seu servo com consideração. Todo senhor hebreu deve libertar seu escravo o mais tardar seis anos após o início de sua servidão.
Nossa parashá trata de um ladrão que não consegue reembolsar o que roubou. O ladrão é vendido pelo tribunal a fim de reembolsar a ví-tima de seu crime com o dinheiro da venda.
Moshê ensinou aos judeus: "Um judeu que roube dinheiro e não possa devolvê-lo deve ser vendido como servo a outro judeu. Será vendido pelo tempo necessário para devolver o dinheiro que roubou. Porém, não pode ser vendido por mais de seis anos."
Os juízes do tribunal que vendiam o ladrão tomavam o dinheiro da venda e o devolviam à pessoa que foi roubada.
Como tratar um judeu que é vendido como servo
Embora o ladrão tenha pecado e seja castigado tornando-se escravo, a Torah ordena que seu amo o trate bem. A Torah refere-se ao ladrão como 'escravo', porém seu dono não pode utilizar o termo 'escravo' como uma alcunha desdenhosa. Deve considerá-lo um irmão. De fato, de acordo com a lei da Torah, o mestre deve conceder a seu escravo hebreu condições tão excelentes que deve parecer ao empregador que não adquiriu um servo para si, mas sim um senhor!
É evidente que, na Torah, a posição do servo é mais que tolerável, pois ao fim de seis anos de servidão, o servo pode dizer (21:5): "Amo meu senhor... não quero ser libertado."
Algumas das leis da Torah concernentes ao escravo hebreu são:
• Um amo que compra um servo judeu não pode vendê-lo a ninguém mais.
• É proibido encarregá-lo de trabalhos desnecessários, por exem-plo, "Ferva-me água" quando não deseja água.
• Tarefas inferiores e humilhantes também são proibidas, tais como lavar os pés de seu amo, ou calçar-lhe os sapatos; mesmo se estas mesmas tarefas sejam realizadas de bom grado por um filho a seu pai, ou por um discípulo a seu mestre.
• O amo não deve obrigar o servo a trabalhar habitualmente de noi-te. Pode usá-lo somente durante o dia.
• Um senhor deve compartilhar qualquer tipo de alimento que possu-ir. Se ele comer pão branco, não pode alimentar o escravo com pão preto. Se beber vinho, não pode dar água ao escravo. Se ele dormir sobre uma cama boa, não pode deixar o escravo dormir sobre palha.
• Se o amo tiver apenas uma forma de pão ou uma taça de vinho bom, ou somente um travesseiro, o amo deve dá-lo ao escravo.
• Se o escravo já tiver alguma profissão antes de servir ao amo, é proibido pedir-lhe que realize qualquer tipo de trabalho, a não ser os que já estava acostumado a fazer.
• A servidão de um escravo hebreu jamais excede seis anos, a par-tir da data em que foi vendido. Após seis anos, é automaticamente libertado. Se, durante este período, o escravo ficar doente e o amo incorrer em despesas por sua causa; mesmo assim o escravo não lhe deve nada ao partir.
• Se, quando iniciar a servidão ele for casado, é obrigação de seu amo sustentar também sua esposa e filhos.
• Se o escravo for solteiro, o amo não pode lhe entregar uma cria-da canaanita para viver com ele; a fim de adquirir novos escravos advindos dessa união.
• Se for casado ao ingressar na servidão, o amo pode lhe entregar também uma criada canaanita, com o objetivo de criar os escravos para si.
A Torah provê de maneira maravilhosa a um ladrão que não consegue reembolsar o roubo. Em vez de trancafiá-lo atrás das grades, e ex-por a família ao destino de vergonha e fome, D'us coloca o ladrão em meio a uma família judia. Seu amo não apenas providencia as ne-cessidades do servo, mas também as de sua esposa e filhos. Contudo, para conscientizá-lo de quão baixo afundou, o amo pode entregar-lhe uma criada canaanita, cujos filhos permanecem sob a posse do dono. Este é um tipo de casamento proibido a um judeu livre. Esta situação deve fazer com que o ladrão se conscientize de sua auto-imposta degradação, e dar-lhe incentivo para elevar-se, de modo que o sétimo ano possa libertá-lo não apenas dos laços físicos, mas encontrá-lo também como um homem espiritualmente livre, pronto para reingressar na sociedade como um judeu novo em folha.
Quando o servo é posto em liberdade
Não obstante, um judeu não pode seguir sendo servo toda a vida. Quando o servo é posto em liberdade?
1 - O servo judeu é posto em liberdade no começo do sétimo ano a partir de sua venda. Ele nunca pode ser vendido por mais de seis anos. Ao ir-se, não precisa pagar nenhum dinheiro ao amo. Ao con-trário, o amo deve dar-lhe presentes (como leremos na Parashá Reê).
2 - Se durante os anos de serviço ocorrer um ano Jubileu (Yovel), o servo será posto em liberdade ao começo do ano Jubileu. (Depois de cada sete anos sabáticos, o qüinquagésimo ano é um ano Jubi-leu).
3 - Se alguém dá ao servo dinheiro para comprar sua liberdade, es-te pode pagar o saldo devido ao amo e se libertar. Por exemplo, se foi vendido por um período de três anos a um preço de três mil re-ais, mil reais por ano, pode redimir-se ao final do primeiro ano pagando ao amo dois mil reais, ou, ao final do segundo ano, pagan-do mil reais.
4 - Se o amo morre e não tem filhos, o servo é posto em liberdade. Se o amo tem um filho, o servo continua trabalhando para o filho.
5 - Se o amo deseja pôr o servo em liberdade antes que expire seu período, pode fazê-lo.
O servo cujo amo lhe faz um furo na orelha
Quando o servo cumpriu o número de anos estipulado, o amo lhe diz: "Estás livre!" O servo pode contestar: "Não quero ser livre, gosto de ti, e gosto da minha mulher (a escrava canaanita) e meus fi-lhos. Não quero ser livre!" Neste caso, o amo apresenta o servo num tribunal integrado por três juízes. Estes põem o servo junto a uma porta. Com um instrumento de ferro pontiagudo lhe furam a ore-lha. Este servo é chamado eved nirtsá, o servo cuja orelha foi fu-rada. Permanece então ao serviço do amo, até que este morre. Mesmo assim, se ocorrer um ano Jubileu, o servo é posto em liberdade.
Porque se fura a orelha de um judeu que quer continuar sendo servo e por que se faz isto junto a uma porta?
D'us quer que todos os judeus sejam Seus servos. Disse ao povo ju-deu na Outorga da Torah: "Sois meus escravos porque os libertei do Egito."
Um judeu que é escravo de um amo humano não pode servir bem a D'us. Não é livre para estudar Torah e cumprir as mitsvot todas as vezes que desejar. Deve estar sempre à disposição de seu amo. Portanto, quando um servo judeu decide continuar servindo a seu amo depois de seis anos, está escolhendo servir menos a D'us.
D'us disse sobre ele: "Não escutaste no Monte Sinai que deves ser-vir a Mim? Parece que não escutaste bem; por que preferiste servir a um amo humano? Como sinal de que não escutaste bem, tua orelha será furada! Isto demonstrará que não estou satisfeito contigo!"
Qual o motivo de realizar a cerimônia ao lado da porta? D'us dis-se: "Durante a Praga da Morte dos Primogênitos, o povo judeu, no Egito, colocou sangue sobre os batentes e umbrais de sua porta. Poupei-o em mérito dessa mitsvá, a fim de que viva para tornar-se Meu servo. Um judeu que, doravante, voluntariamente deseja tornar-se um escravo de outro ser humano deve ser assim denominado na frente de um batente!" Isto deve fazer o homem refletir: "D'us preferiria que Lhe servisse, e não a um amo humano."
Mais ainda, a porta que conduz à rua foi escolhida como o local para este rito, a fim de que os transeuntes possam censurá-lo, di-zendo: "Por que você quer ser um escravo, se a lei da Torah lhe concedeu liberdade?"
De todos os órgãos por que é a orelha que deve ser furada? D'us disse: "Que a orelha seja furada, pois ela escutou no Monte Sinai: 'Não roubarás,' e mesmo assim seu proprietário ignorou o Mandamento e cometeu um roubo!"
Agora passemos às relações pessoais em outro nível. “Quem ferir alguém, de modo que este morra, certamente será morto” (Êx 21:12). A palavra ferir em hebraico é nakâ, e significa atingir ou ferir alguém com um golpe não-fatal. Porém se este tipo de ferimento fosse fatal levando a pessoa ferida à morte, seria configurado então o homicídio. Neste caso o julgamento já teria um veredito: culpado de morte. E a sentença seria a mesma: morte! Isso nos parece um tanto cruel da parte do Eterno, mas tais leis serviriam para evitar confrontos fatais, pois sabia-se que caso isso ocorresse eles deveriam receber como paga pelo seu ato o mesmo que fizeram aos outros. Isso inibia em muito a criminalidade em Israel. 
Compensação por ferir uma pessoa
Se uma pessoa, desferindo um golpe em outra, causa-lhe danos em uma ou mais das cinco maneiras abaixo, deve pagar restituição:
1. Nezec - causar ferimentos físicos
2. Tsaar - causar dor
3. Ripui - causar despesas médicas
4. Shevet - causar abstenção do trabalho
5. Boshet - causar humilhação
A seguir, explicações mais detalhadas sobre cada tipo de injúria:
1. Nezec - Se o agressor causa à vítima a perda, incapacidade ou ferimento de um olho, dente, mão, pé ou qualquer outro membro ou órgão, o tribunal calcula em quanto o valor deste homem será dimi-nuído por causa de sua deficiência, se fosse vendido como escravo. O atacante deve pagar a soma que o tribunal calculou como o valor do membro. (O valor dos membros ou órgãos não pode ser padronizado, uma vez que sua importância varia de acordo com a profissão do homem. Alguém que ganha a vida através de trabalho manual e perde a mão recebe compensação maior que um intelectual que perde a mão.)
2. Tsaar - Além de compensar a vítima pelo dano sofrido através da perda, incapacidade ou ferimento de um membro, ele deve pagar por qualquer dor causada pelo acidente. A quantia do pagamento depende da gravidade da dor.
3. Ripui - O atacante é responsável pelos honorários e outras despesas médicas resultantes do ferimento.
A Torah afirma (21:19): "e ele pagará as despesas do médico," de onde deduzimos a regra de que é permitido a um judeu tentar curar um doente.
Quando Rabi Yishmael e Rabi Akiva andavam juntos nas ruas de Jerusalém, foram abordados por um doente que lhes perguntou: "Meus mestres, por favor, aconselhem-me, como posso me curar?"
Instruíram-no sobre os medicamentos adequados a serem tomados. En-tão questionou-os: "Quem me fez ficar doente?"
"O Criador," replicaram.
"Se é assim," argumentou, "vocês não devem intrometer-se em Seus assuntos. Uma vez que Ele me fez adoecer, porque transgridem Sua vontade tentando curar-me?"
Explicaram a resposta expondo-lhe uma questão:
"Qual a sua profissão?" - perguntaram.
"Sou fazendeiro," retrucou.
"Quem faz as uvas de seu vinhedo crescerem?" - perguntaram-lhe.
"O Criador," foi sua resposta.
"Por que, então, você semeia, ara e cultiva o vinhedo, intrometen-do-se em Seus assuntos?" - perguntaram.
"O vinhedo não produzirá," respondeu, "a não ser que eu limpe a terra, tire as pedras, fertilize e are a terra!"
Então demonstraram-lhe: "Agora percebe a tolice de sua pergunta! Os homens reagem da mesma maneira que as plantas do campo; como a planta se desenvolverá apenas se for nutrida e aguada adequadamen-te, assim o corpo humano florescerá somente se lhe fornecerem nutrição e medicamentos adequados."
4. Shevet - Se o agressor causar perda financeira à vítima, impedindo-a de comparecer ao trabalho, deve pagar por cada dia que a vítima faltou ao trabalho.
5. Boshet - Mesmo se um homem insulta outro verbalmente, ou desfe-re um golpe que não causou dano real, mas apenas humilhou-o, o as-sunto é levado ao tribunal. Os juízes estimam o total da compensação financeira que é devida à vitima pela vergonha sofrida. O atacante deve pagar a soma determinada pelo tribunal.
Embora o atacante compense a vítima pelos danos, D'us não o perdoa a menos que se peça perdão à vítima. Esta não deve ser mesquinha, e deve perdoar o atacante.
Isso se aplica também ao relacionamento familiar: “O que ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto” (Êx 21:15). Veja que aqui não é dito nada sobre a morte dos progenitores, mas somente sobre ferir-se aos mesmos. Nas Escrituras é dito categoricamente sobre honrar aos progenitores. Não é possível voltar-se contra os pais sem receber por isso qualquer tipo de punição muito severa! Isso se aplica não somente aos atos de um homem, mas também às suas palavras: “E quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto” (Êx 21:17). A palavra amaldiçoar em hebraico, qalal e significa amaldiçoar, pronunciar uma fórmula contra alguém. Fazer isso de forma inadvertida é querer violar ou mesmo reverter a estrutura da criação e querer infringir mal sobre a verdade. Isto nos fala que a pessoa que faz tal coisa deseja que o outro seja colocado num estado de rebaixamento ou que seja infe-riorizado. E isso jamais pode ser dito aos nossos pais, pois o Eterno condena tal ato com a morte, pois os pais são autoridades sobre seus filhos. 
A proibição de um judeu ferir os pais e maldizê-los
Um rapaz acima de treze anos ou uma moça acima de doze, que desfe-re um golpe em um de seus pais, causando um ferimento que sangre é passível de pena capital, contanto que a criança tenha sido adver-tida, e duas testemunhas tenham presenciado o ato.
Ferir deliberadamente os pais é o ápice da ingratidão com aqueles que o trouxeram a este mundo, e fizeram-lhe tanta bondade.
O Talmud nos relata que o grande erudito de Torah, Rav, nunca permitiu a seu filho tirar-lhe um espinho da mão ou pé, para que o filho não provocasse um sangramento no pai.
Um rapaz acima de treze anos, e uma menina acima de doze, que amaldiçoam um dos pais com um dos Nomes de D'us é passível de pena capital, se foi advertido e a maldição foi pronunciada na presença de duas testemunhas. Esta lei se aplica mesmo se os pais já faleceram.
Agora passemos às leis e estatutos civis. “E se alguém pedir emprestado a seu próximo algum animal, e for danificado ou morto, não estando presente o seu dono, certamente o pagará” (Êx 22:14). A palavra emprestar aqui é sha’al que significa tomar emprestado, pedir. Aqui somos ensinados a ressarcir aos outros os danos que nós lhes causamos. Este é um princípio ético e moral que deve ser seguido, pois é terrível (e também imoral e ilegal) quando tomamos algo emprestado de alguém e lhe devolvemos aquilo que tomamos danificado! Este não é apenas um princípio moral, mas também divino!
Agora vejamos alguns princípios de ordem religiosa muito rígidos: “A feiti-ceira não deixarás viver” (Êx 22:18). A palavra feiticeira em hebraico é kashap, que significa praticar feitiçaria. A feitiçaria é a prática do ocultismo e toda a sorte de magias e sortilégios a fim de impingir mal a outrem. A feiticeira era a pessoa que se encarregava de obter o contato com o mundo das trevas a fim de manipular os espíritos para que fizessem aquilo que lhes é ordenado. Esta pessoa deveria ser banida de Israel através da morte. Novamente parece um castigo muito duro, mas isso faz parte dos juízos do Eterno que visam não permitir que seu povo se misture com este tipo de pessoas a fim de que não “aprenda” a servir aos demônios com eles! O Eterno sabe que os seres humanos são profundamente influenciáveis e que tem uma tendência maior para o mal do que para o bem. Por isso a ordem é matar a feiticeira!
Outra coisa detestável aos olhos do Eterno é “Todo aquele que se deitar com animal, certamente morrerá” (Êx 22:19). Este tipo de prática é chamado por nós de “bestialidade”. Aos olhos do Eterno isso é uma abominação que deve ser punida com a morte! A palavra deitar-se em hebraico é shakab e significa “deitar-se para ter relações sexuais”! Isso nos fala sobre o mais alto grau de degradação do homem: o de manter um intercurso sexual com um animal visando seu prazer! Nós sabemos que o homem foi feito a imagem e seme-lhança do Eterno e que seu objetivo é glorificar à D-us através de sua vida. Quando o homem pratica esse tipo de bestialidade ele muda totalmente o curso natural daquilo que já foi determinado pelo D-us Eterno! Com essa atitude o homem diz ao Senhor: “Eu não aceito o que tu estabeleceste e crio meu próprio sistema de vida e prazer”. Isso é um ato de rebelião contra o Eterno e também uma forma dos demônios agirem na vida destas pessoas, pois a rebelião dá lugar à eles para se apossarem de tais vidas levando-as a desonrarem ao Criador e a “glorificar” a criatura! Paulo nos fala sobre isso em Romanos 1.21-26: “Porquanto, tendo conhecido a D-us, não o glorificaram como D-us, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do D-us incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também D-us os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de D-us em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso D-us os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza”. O que aconteceu aqui? Os homens mudaram a ordem natural estabelecida pelo Eterno e por isso foram julgados e condenados! A sentença? A morte! Israel e o povo do Eterno não devem aprender nem tolerar tais tipos de práticas em seu meio! Isso traz nefastas consequências sobre o povo que as pratica ou tolera.
Outra coisa que nos demonstra o cuidado do Eterno para que seu povo não seja enganado é a seguinte: “O que sacrificar aos deuses, e não só ao Se-nhor, será morto” (Êx 22:20). A palavra sacrificar em hebraico é zabah e significa sacrificar, abater. O sacrifício pressupõe a existência (ou a necessidade) de um altar. E aqui existem dois aspectos distintos: em primeiro lugar a proibição de sacrificar-se à outros deuses que não ao Senhor no altar consagrado ao Senhor. Em segundo lugar, a possibilidade da existência de altares pagãos entre o povo do Senhor!
Existem também determinações sobre como emprestar dinheiro. “Se em-prestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como um usurário; não lhe imporeis usura” (Êx 22:25). A palavra nos fala sobre relações comerciais entre pessoas de diferentes níveis de necessidade. Fala sobre alguém que tem uma situação estável e com dinheiro de sobra, mas também fala do pobre que precisa de dinheiro para suas necessidades básicas e também para se reerguer em sua vida. O empréstimo é plenamente cabível, porém com uma ressalva: não deve haver usura! A palavra usura é nashak e significa emprestar a juros, emprestar com usura. Sua raiz vem de uma palavra que significa “picar”. Isso nos mostra que há uma relação entre o emprestar a juros e o picar uma pessoa, pois quando alguém é picado uma parte de si vai junto com a picada! Quando alguém empresta a juros para outra pessoa leva embora consigo parte da vida, do suor e do sofrimento da outra pessoa, privando-a assim de desfrutar melhor o que conseguiu através de seu trabalho.
Nas relações entre autoridades superiores deve acontecer assim: “A D-us não amaldiçoarás, e o príncipe dentre o teu povo não maldirás”  (Êx 22:28). Quando a Escritura nos fala sobre não amaldiçoar a D-us isso parece até uma utopia, pois sabemos que isso não é possível. Porém consideremos que a pala-vra usada aqui para “amaldiçoar” em hebraico, qalal e significa amaldiçoar, pronunciar uma fórmula contra alguém, a mesma usada para designar esse tipo de atitude contra os pais. E a palavra D-us é Elohim (o Criador)! Há ainda uma particularidade: quem amaldiçoasse aos pais deveria morrer. Porém nada disso é dito no caso do Eterno! Isso nos mostra que D-us não tem por inocente quem se lança com palavras contra seus pais e a sentença máxima deve ser aplicada sobre essa pessoa. Porém, no caso da mesma atitude ser feita contra o Eterno ele ainda pode ser perdoado! Quanto às autoridades, não devemos proferir maldição sobre elas. A palavra “maldirás” aqui é arar e significa “amaldiçoar; significa também capturar, prender por encantamentos, cercar com obstáculos, deixar sem forças para resistir”. Isso nos mostra que quando liberamos uma palavra contra uma autoridade, no mundo espiritual nós os capturamos, prendemos por encantamentos, cercamos com obstáculos, deixamos sem forças para resistir. No mundo espiritual os demônios passam a agir contra essas pessoas a fim de não permitir que elas executem os desejos do coração do Eterno e isso justamente porque nós com nossas palavras liberamos os demônios para agirem! Esta é a razão pela qual devemos ter muito cuidado com as palavras que proferimos.
Outro dado interessante é que o Eterno exige de seu povo uma atitude de diligência quanto a lhe entregar o que lhe pertence: “As tuas primícias, e os teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me darás” (Êx 22:29). Aqui a Escritura nos fala de uma atitude de procrastinação, ou seja, no retardamento em cumprir aquilo que deve ser feito de imediato! O dar é condição essencial para se receber. Enquanto não damos ao Eterno aquilo que lhe é de direito, não receberemos dele aquilo que nos é dado como bênçãos. E novamente a citação sobre os primogênitos. Os primeiros filhos que abrem a madre devem ser todos dados (entregues) de forma incondicional ao Eterno! Isso significa consagrá-los à D-us e ao seu serviço a fim de servirem ao Senhor como Ele quer!
No início desta seção há uma determinação bem interessante e que de-veria ser seguida por todos os servos do Eterno: “Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito” (Êx 23:2). A palavra “falso” em hebraico é shaw, que significa vacuidade, vaidade, falsidade. O vocábulo designa tudo o que é impalpável, irreal e se valor, quer na esfera material, quer na moral. Isso nos dá a medida do que a Escritura nos fala: nós não devemos ouvir, dar atenção a coisas que nos são anunciadas e que não podem ser provadas, não podem ser medidas ou comprovadas! E justamente com esse conselho está o associar-se com o ímpio a fim de tornar-se uma testemunha falsa! O Eterno nos aconselha a não estarmos em tais associações, assim como o caminhar com a multidão – certamente revoltosa – a fim de perpetrarmos o mal, a calamidade! Isso nos fala modernamente sobre greves, passeatas e reivindicações injustas que tem objetivos políticos! Nós não devemos nem podemos participar desse tipo de movimento! Tais atos “torcem” o direito, a justiça e a legalidade trazendo sobre aqueles que participam conseqüências trágicas!
Outro conselho que deveria ser seguido: “De palavras de falsidade te afas-tarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio. Tam-bém suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos” (Êx 23:7,8). Notemos aqui outra determinação muito in-teressante: o Eterno nos ordena nos afastarmos das palavras de falsidade! No-vamente aqui somos aconselhados a não compactuarmos com tais atitudes ex-pressas através de palavras falsas! Isso muitas vezes leva à morte e morte às vezes de inocentes! Uma outra determinação nos fala sobre o “suborno”. Esta palavra implica que há uma demanda entre duas partes e que aquele que julgará a causa receberá um “presente” a fim de ser parcial em sua decisão. Isso acontece também conosco em questões menores e sem percebermos tomamos decisões baseados em sentimentos e sem consultar ao Eterno e sua Palavra! Por isso não devemos ser subornados de forma alguma, quer por presentes, quer por palavras, quer por sentimentos que nos influenciem a sermos de qualquer forma parciais em nossos julgamentos!
Durante todo o tempo da peregrinação pelo deserto, o Eterno esteve com o povo de Israel, mas agora lhes é dito o seguinte: “Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado. Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebeldia; porque o meu nome está nele. Mas se diligentemente ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te levará aos amorreus, e aos heteus, e aos perizeus, e aos cananeus, heveus e jebuseus; e eu os destruirei. Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme às suas obras; antes os destruirás totalmente, e quebrarás de todo as suas estátuas. E servireis ao Senhor vosso D-us, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades” (Êx 23:20-25). Vejamos aqui os mandamentos do Eterno: um anjo irá guiar o povo pelo caminho a fim de guardá-lo e levá-lo até onde o Senhor lhe determinou! Não nos esqueçamos de que eles estão caminhando pelo deserto, e é aqui que são provados e seus corações revelarão tudo aquilo que são e sentem. Mas este anjo é especial, pois os israelitas devem temê-lo como o próprio D-us. Ele tem poderes e atribuições inclusive de morte e vida. Porém, se eles obedecerem ao Eterno seus inimigos seriam retirados e desapossados de sua possessão a fim de ser-lhes dada a terra deles como sua herança! Isso nos lembra que Ieshua nos foi dado a fim de caminhar conosco enquanto estamos no deserto (mundo) até que cheguemos finalmente à terra prometida! Ali na terra prometida o servir ao D-us Eterno é prazeroso e deleitoso, pois não há nada mais que impeça ou bloqueie a comunhão dos santos com o Eterno!
Nesta última seção temos a resposta do povo quanto às determinações que lhes foram dadas. “Veio, pois, Moshe, e contou ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos” (Êx 24:3). Aqui há uma resposta positiva do povo sobre aquilo que D-us lhes tem dito! Eles concordam espontaneamente em obedecer e praticar os mandamentos do Senhor! O tes-temunho entre eles, aquilo que selou o pacto entre o Eterno e Israel foi o san-gue: “Então tomou Moshe aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor tem feito convosco sobre todas estas palavras” (Êx 24:8). O sangue nos fala sobre morte substitutiva e isso novamente nos lembra que Ieshua morreu por nós a fim de confirmar o pacto feito entre o Eterno e Seu povo!
Assim o Eterno entrega a Moshe os mandamentos que se tornariam as pa-lavras normativas para o povo de Israel. Enquanto houvesse obediência à estas palavras eles receberiam as bênçãos da promessa pela obediência. Quando a obediência faltasse, eles seriam então perseguidos e maltratados pelos seus inimigos. Tudo isso faz parte do pacto, do acordo firmado entre o Eterno e seu povo.
Que sejamos sábios a fim de obedecermos aos preceitos do Eterno e rece-bermos sua presença entre nós!
Baruch Há Shem!
Mário Moreno
Fonte: www.ministerioengel.com

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