Pastores presos no Sudão são impedidos de receber visita de advogados


Pastores presos no Sudão são impedidos de receber visita de advogados
Os reverendos Yat Michael e Peter Yen Reith da Igreja Evangélica Presbiteriana do Sudão do Sul foram acusados de espionagem e blasfêmia, embora a igreja tenha dito que eles estão sendo perseguidos por sua fé cristã, bem como outros pastores no país dominado pelo islamismo.
Eles estavam na prisão de Omdurman, onde recebiam visitas normalmente, e foram enviados para o norte de Khartoum, um centro de detenção de alta segurança. De acordo com o grupo de defesa do caso, ninguém - nem mesmo suas esposas ou advogados - são autorizado a visitar os pastores.
Michael e Reith foram inicialmente detidos sem acusação formal em Dezembro de 2014 e novamente em janeiro (2015), segundo a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (26). A igreja tem estendido a mão para organizações de direitos humanos pedindo-lhes para falar aos pastores e exortar o governo do Sudão a respeitar as minorias religiosas.
David Curry, CEO da Portas Abertas nos EUA disse que os pastores - ambos casados e com filhos - podem ser condenados à pena de morte. "Estou com medo de que eles executem esses pastores por simplesmente praticarem sua fé cristã."
Se não forem condenados à morte, os pastores ainda podem enfrentar outras sentenças severas, como a prisão perpétua, ou 40 chicotadas.

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