quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ministério Público Federal vai investigar agressão a símbolos cristãos na Parada Gay

VEJA O VÍDEO QUE GRAVEI .
https://www.youtube.com/watch?v=Mznp8zMnnV4&feature=share


A transexual Viviany Beleboni, 26, que interpretou a crucificação, disse estar aterrorizada com as ameaças recebidas, mas que não se arrepende.

O gesto ofensivo da militância homossexual contra os símbolos cristãos entrou no radar do Ministério Público Federal (MPF), que investigará a manifestação a pedido de parlamentares.

Rodrigo Delmasso (PTN-DF), deputado distrital, entrou com uma representação no MPF alegando crime de intolerância, de acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja. Delmasso é pastor da Igreja Sara Nossa Terra no Distrito Federal

Outro que se posicionou cobrando providências, e apresentou uma representação no MPF, foi o senador Magno Malta (PR-ES). Em um discurso no plenário do Senado, Malta disse que os ativistas gays “passaram do limite” em seu direito a protestar, e fizeram ofensas graves aos símbolos de uma religião.

“Expresso o meu repúdio, a minha insatisfação à maneira indigna como se comportaram, afrontando uma sociedade cristã deste país. Dois anos atrás eles [ativistas gays] foram à avenida e levaram símbolos religiosos, da Igreja Católica e o usaram em posição sexual, em pleno desrespeito a um povo, os católicos deste país. Mas no final de semana passado, eles passaram dos limites”, afirmou o senador, que também enviou um ofício à Petrobras e à Caixa Econômica Federal questionando o valor gasto no patrocínio ao evento.

O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, emitiu nota sobre o episódio. "Entendo que quem sofre se sente como Jesus na cruz. Mas é preciso cuidar para não banalizar ou usar de maneira irreverente símbolos religiosos, em respeito à sensibilidade religiosa das pessoas. Se queremos respeito, devemos respeitar", disse.

Na madrugada desta segunda (8), o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC) postou mensagens em uma rede social criticando a manifestação. Ele acusou os organizadores da parada de debocharem da fé cristã e disse que, ao ser contrário a esse tipo de ato, não exerce preconceito nem intolerância, somente a liberdade de expressão e religiosa.

Presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB-SP, Marcelo de Oliveira Fausto Figueiredo não vê crime no ato. "Foi uma manifestação forte, mas a meu ver estava dentro da liberdade de expressão."

Cruz

O transexual que ficou “pregado” à cruz durante a Parada Gay, Viviany Beleboni, 26 anos, afirmou ao G1 que seu gesto tinha a intenção de “representar a agressão e a dor que a comunidade LGBT tem passado”.

“Nunca tive a intenção de atacar a igreja. A ideia era, mesmo, protestar contra a homofobia”, disse, afirmando que é espírita.

Ao final, Beleboni diz que a mensagem “basta de homofobia” que estampou a cruz onde estava, é o resumo do que pretendia transmitir: “Usei as marcas de Jesus, que foi humilhado, agredido e morto. Justamente o que tem acontecido com muita gente no meio GLS, mas com isso ninguém se choca. […] As pessoas não sabem ler? Coloquei a placa justamente para ficar claro que era um protesto. E mais: tudo bem encenar a paixão de cristo, mas quando é um travesti não pode, não é?”, questionou.


Fonte: Gospel Mais e Folha de São Paulo

Nenhum comentário:

“Não chame meninas de princesas”, diz campanha da Avon

Uma campanha da Avon tem gerado polêmica nas redes sociais por pedir aos pais que não chamem suas filhas de “princesas”, dizendo que o elo...