sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cristãos do Níger permanecem firmes na fé, mesmo após igrejas incendiadas


Mais de 70 igrejas destruídas em apenas dois dias. De acordo com o 'Examiner Christian', 60 igrejas foram queimadas em apenas quatro horas em Niamey, capital do Níger, após a polêmica envolvendo as charges do periódico francês 'Charlie Hebdo', em janeiro deste ano (2015).
Os muçulmanos planejaram os incêndios nas igrejas do Níger para assustar os cristãos. Relatórios estimam que cerca de 94% da população do país é de muçulmanos.
"Eles achavam que não vamos voltar a realizar os cultos", disse Mahamadou Koche, o pastor de uma das igrejas. "Mas mesmo que eles queimem as igrejas, não podem queimar o que nós já temos dentro de nós".
Os membros das igrejas que foram incendiadas e destruídas estão se reunindo em edifícios provisórios.
"A reconstrução da igreja (fisicamente) irá mostrar para o mundo que nos apegamos à nossa fé e nós ainda somos cristãos", disse Mahamadou.
Na igreja do nigerino Issa Elhadjkouldjami, em Zinder, a congregação se reúne em um local temporário, enquanto o seu templo, que foi queimado no início deste ano, é reconstruído. Issa disse que ele espera que seu perdão seja uma forma de fazer com que os outros conheçam a Cristo.
"Nós não vamos parar. Vamos continuar com tudo o que temos em nosso coração", disse Issa em um depoimento online para a missão 'Bolsa do Samaritano' (dirigida por Franklin Graham).
Outras igrejas também estão alcançando os muçulmanos.
Em Niamey, o pastor Yakaya Sherri deu prosseguimento à Operação de Natal para entregar sapatos aos filhos e filhas dos homens que queimaram sua igreja anteriormente.
"Eu acredito que de alguma forma essa perseguição é um fertilizante para a fé", disse ele.
Guerreiros de Deus
Casal de Missionários brasileiros, Giovana e Alexandre Canhoni também tiveram sua base missionária e sua casa no Níger atacadas e incendiadas por vândalos. Na época dos atentados a missionária explicou que não poderiam voltar para casa, pois ainda tinham medo e praticamente tudo estava destruído.
Comentando sobre a retomada das atividades e a reconstrução da base após os ataques, Alexandre explicou em um comunicado oficial no site da missão, que apesar do desafio que esta fase tem representado, eles podem sentir a paz de Deus em meio a este cenário.
"Foi um desafio voltar com a equipe após arrumarmos portas e janelas de nossa casa, comprarmos o colchão, e olhar para as paredes ainda com marcas da violência e desamor. No mesmo terreno de nossa casa, olhar para a base, com suas paredes trincadas, com sua estrutura abalada, e vazia. Olhar para as crianças, mães e pessoas que nos amam, e elas temendo que não continuássemos ali, com medo de que fossemos embora. E no meio disto tudo poder sentir paz, alegria e esperança", destacou.

Vamos orar pela vida de nossos queridos irmãos .
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