sexta-feira, 22 de maio de 2015

VITÓRIA - Conselho Federal de Psicologia decide pela não cassação da psicóloga cristã, Marisa Lobo



O resultado do julgamento da psicóloga 
Marisa Lobo na manhã desta sexta-feira 22)
 pode ter representado uma perda para
 o movimento LGBTT, segundo a própria
 afirmou à saída da sede ConselhoFederal
 de Psicologia, em Brasília (DF). 
Após ouvir a psicóloga e a advogada Damares Alves (foto / à direita) - que 
representou o
 escritório de advocacia Kfouri na defesa da psicóloga cristã - o Conselho
 optou pelo bom 
senso e decidiu não cassar o registro profissional de Marisa.
Logo após a leitura do relatório inicial sobre o caso, Damares tratou de
 também se 
identificar como uma profissional cristã.
"Queria dizer aos senhores que sou uma advogada 'terrivelmente' cristã",
 disse a jurista, afirmando que não se contentaria em ver a cassação de Marisa 
Lobo e destacou que as denúncias contra a psicóloga tipificavam um exemplo de 
perseguição religiosa.
Falando com exclusividade ao Portal Guiame, a psicóloga que foi julgada por declarar
 publicamente a sua fé cristã em seus perfis das mídias sociais destacou que "nem
 mesmo os grupos que registraram suas acusações / representações contra ela 
compareceram ao julgamento nesta manhã".
"Dos 17 que me acusaram, nenhum deles compareceu ao julgamento", relatou.
Ao que tudo indica, as manifestações de solidariedade à Marisa Lobo foi maior que 
as acusações contra a psicóloga. Exemplo disto é que ela contou com o apoio de Silas
 Malafaia, Marco Feliciano e o senador Magno Malta - 
Ao receber o direito à palavra, Marisa também tratou de reafirmar sua fé e os seus
 conceitos profissionais, que têm sido frequentemente contestados pelo Conselho 
Regional de Psicologia e pelo movimento LGBTT.
"Eu sou psicóloga e cristã! Eu não nego a minha fé! Também quero afirmar que
 nunca 'curei gay', nunca tratei a homossexualidade como 'doença' ou com qualquer
 outro tipo de preconceito. Também afirmo que ex-homossexuais existem. Isto não é
 objeto de ocupação minha. Eu, apenas, como psicóloga especializada em Direitos
 Humanos dou o direito ao sujeito, dele existir da maneira que ele próprio desejar", 
declarou.
"A luta continua"
Apesar da conquista, o processo ainda continua e Marisa Lobo afirmou que irá
 processar o Conselho Regional de Psicologia do Paraná.
"Vou processa-los [CRP-PR] por todas as humilhações, perseguições, por
 eles terem destruído a minha profissão no mundo secular", disse.

GUIA - ME

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