Pastor é exonerado do cargo de secretário de Direitos Humanos após afirmar que acredita na "cura gay"



Um dia após dizer ao jornal O Globo que acredita na "cura gay", o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, pastor Ezequiel Teixeira, filiado ao Partido da Mulher Brasileira, foi exonerado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). A decisão foi divulgada na noite desta quarta-feira.
Imagem redimensionadaO pastor ocupava o cargo desde 15 de dezembro. Desde que o pastor assumiu a pasta, foram fechados quatro centros de assistência a homossexuais no Estado e 78 funcionários que atuavam no programa Rio Homofobia forma demitidos.

Na terça-feira, Ezequel abriu o verbo para atacar uma das principais bandeiras da própria pasta, o Rio Sem Homofobia. Ao tentar explicar as razões do fechamento de quatro centros de assistência à população LGBT e da suspensão do serviço de teleatendimento, ele discorreu sobre sua posição contra o casamento homoafetivo. Afirmou ainda acreditar na cura gay. "Eu não creio só na cura gay, não. Creio na cura do câncer, na cura da aids. Sabe por quê? Porque eu sou fruto de um milagre de Deus também", afirmou. Nesta quarta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já tinha repudiado as declarações de Ezequiel e pedido a exoneração dele.

Deputado federal licenciado, Teixeira é fundador da igreja evangélica Projeto Nova Vida e diz que foi convidado para assumir a secretaria "com essas convicções". "Todos que me chamaram sabiam das minhas convicções", afirmou ao jornal.

O pastor será substituído por Paulo Melo (PMDB), que ocupava a função de secretário estadual de Governo. Essa pasta será ocupada por Affonso Monnerat, atual chefe de gabinete do governador.

Fonte: Veja e O Globo

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