quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Líderes de Fé: Parem o Genocídio Religioso de Cristãos do Iraque

Líderes relgiosos de diferentes fé se uniram juntos com a Portas Abertas, um ministério que serve os Cristãos Perseguidos em todo o mundo, na segunda-feira, para chamar a atenção à “exterminação” sistemática dos Cristãos do Iraque.
Os Cristãos tem estado no Iraque por cerca de dois milênios, mas agora eles estão a beira da extinção enquanto extremistas continuam a perseguí-los por sua fé. Em 2003, a população cristão iraquiana era de 1,3 milhões, mas esse número caiu para menos de 350.000, como muitos fugiram aos países vizinhos para escapar da perseguição, de acordo com as estimativas dos líderes religiosos.
O Dr. Carl Moeller, CEO e presidente da Portas Abertas dos EUA, disse que a crise dos Cristãos em apuros no Iraque e o Oriente Médio é nada menos que genocídio religioso (religicide).
“Nós devemos estar com a comunidade cristã histórica nesses países, não para dar permissão para eles serem exterminados por nossa ignorância, mas para nos defender,” disse Moeller aos repórteres no Museu de Tolerância em Los Ângeles.
“Nós estamos pedindo ao mundo reconhecer o que está acontecendo com o genocídio religioso e a tentativa de exterminar o Cristianismo dessa parte do mundo.”
Pelo menos 70 a 80 Cristãos tem sido mortos pelos extremistas no Iraque nos últimos dois meses, de acordo com a Portas Abertas.
O ataque mais mortal ocorreu na Igreja Our Lady of Salvation, uma Igreja Católica em Bagdá, em 31 de outubro. Ao menos 58 pessoas, principalmente adoradores e sacerdotes, foram mortos.
O úlitmo incidente envolveu o sequestro de uma estudante pelas forças armadas. Um casal de idosos cristãos foi assassinado em sua casa em Bagdá no início deste mês e quatro Cristãos foram mortos a tiros em Mosul, incluindo uma menina de 6 anos de idade.
Líderes religiosos compararam a situação dos Cristãos iraquianos com a dos judeus que deixaram o país quase que totalmente.
Rabi Yitschac Adlerstein, diretor de Assuntos Inter-religioso no Centro Simon Weisenthal, disse que a campanha sistemática de perseguição de Cristãos no Iraque é "deja vu" para o que aconteceu com os judeus do Iraque.
Moeller concordou, dizendo que havia "paralelos preocupantes" entre o que está acontecendo hoje com os Cristãos do Iraque e o que ocorreu na comunidade judaica no Iraque desde o final dos anos 1930 até 1940.
"Qualquer grupo religioso pode ser vítima desse tipo de ódio se todas as pessoas permanecerem em silêncio," disse o líder do ministério cristão.
Moeller pediu para o Congresso aprovar Resolução House 1725, uma medida que condena publicamente os ataques contra os Cristãos no Iraque e fizeram apelo ao governo dos EUA para trabalhar em conjunto com o governo iraquiano para reforçar o seu plano de segurança para as minorias religiosas.
A resolução, que foi introduzida pelo deputado Chris Smith (RN.J.) em 18 de novembro, também prevê medidas para acelerar os pedidos de reinstalação de refugiados iraquianos e para melhorar as condições para que eles possam voltar em segurança para o Iraque.
A Conferência dos Estados Unidos da Comissão dos Bispos Católicos Internacional sobre Justiça e Paz, aprovou a medida.
O Pe. Alexei Smith, diretor de Assuntos Ecumênicos e Inter-religiosos para a Arquidiocese de Los Angeles, leu uma carta enviada ao presidente Obama pelo cardeal Francis George, presidente cessante da USCCB.
Na carta, George disse que ter invadido o Iraque, foi a "obrigação moral" dos Estados Unidos de "ajudar o Iraque a proteger os seus cidadãos, especialmente os Cristãos e outros que são vítimas de ataques organizados."
Moeller e Adelerstein disse que eles estão pedindo ao Congresso dos EUA e da União Européia agendar audiências início do próximo ano para tratar de questões de liberdade religiosa enfrentados pelas minorias religiosas no Iraque.
"Esta é a sua hora de necessidade desesperada. Precisamos ter certeza de que nossas vozes não se calam neste momento da história," disse Moeller.
Cristãos assírios estarão entre os grupos minoritários que não serão livres para adorar da forma que escolherem este Natal, de acordo com Rosie Malek-Yonan, ativista Assírio e autor de The Field Crimson, que narra os eventos dos genocídio assírios no Iraque.
"Eles vão estar jogando um jogo de roleta russa," disse Yonan. "Eles nunca sabem quando eles saem de casa para ir à Igreja se isso vai ser a sua última missa, se isso vai ser a última vez que eles vão sair de casa."

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